Djavan anuncia show de encerramento da turnê de 50 anos no Pacaembu

Devido ao sucesso absoluto nas duas primeiras datas em São Paulo (8 e 9 de maio), a turnê Djavanear 50 anos. Só Sucessos, que celebra os 50 anos de carreira de Djavan, ganhou uma data extra e final em São Paulo, marcada para o dia 12 de dezembro, na Mercado Livre Arena Pacaembu. Este show não é apenas mais uma data, ele marca o encerramento da jornada comemorativa que vai percorrer estádios e arenas de todo o país. Como o nome entrega, o repertório é um “paredão” de hits: são pelo menos 25 canções que moram no inconsciente coletivo brasileiro, como Sina, Oceano, Eu Te Devoro, Samurai e Flor de Lis. Galeria de arte em movimento O espetáculo vai muito além da música. Com direção artística de Gringo Cardia, o show é uma experiência imersiva que traduz visualmente o universo sensorial de Djavan. Através de gigantescos painéis de LED, a cenografia dialoga com obras de grandes artistas brasileiros, como Cândido Portinari, Vik Muniz, Athos Bulcão e Espedito Seleiro. É o encontro do “pintor de música”, como Gringo define Djavan, com a herança visual do nosso país. No palco, o cantor é acompanhado por uma banda de elite que inclui naipes de metais, teclados, cordas e backing vocals, garantindo a fidelidade técnica que as composições de Djavan exigem. Ingressos para o Djavan no Pacaembu A venda será realizada pela Ticketmaster e conta com vantagens agressivas para clientes do Banco do Brasil: Serviço: Encerramento “Djavanear 50 Anos” em SP Turnê pelo Brasil
50 anos de Destroyer: é festa, é rock n’ roll, é o início do fim…

Em 1976, o Kiss lançou o seu quarto álbum de estúdio, Destroyer. São 50 anos desta obra-prima do hard rock que mostrou ao mundo como quatro garotos esquisitos e seus visuais excêntricos podiam sim ser astros. O contexto é o seguinte: o Kiss era uma banda que vivia de altos e baixos e chamava muito mais atenção pelo visual do que pelas músicas. O pouco sucesso dos álbuns resultou em uma aposta ousada: um álbum ao vivo, compilando shows em quatro cidades dos EUA. O visual seria, dessa vez, um chamariz para um som muito bem feito. O resultado? Mais de 500 mil cópias vendidas na primeira semana e a platina dupla. O sucesso do Alive! (1975) não podia passar em branco. O grupo precisava de mais um álbum perfeito para consolidar seu lugar no mainstream. É aí que chega o Destroyer. Adotando mais que maquiagens, mas personas de outro mundo, a banda se reuniu com Bob Ezrin, produtor conhecido pelos trabalhos com Alice Cooper e futuramente seria o produtor do antológico The Wall, do Pink Floyd, e lançou uma pedrada histórica. Destroyer abre com Detroit Rock City, rápida, frenética e intensa, como uma viagem em uma autobahn, sem freios. Em seguida vem as polêmicas King of the Night Time World e God of Thunder. As duas foram descritas, na época, como músicas dedicadas a Satanás. Off-topic: Ainda há quem acredite que KISS significa Kids In Satan Service (Crianças a serviço de satã). O que ajudava no marketing, mas também prejudicou as vendas do Alive II, que trazia Gene Simmons ensanguentado na capa. King of the Night Time World fala sobre um jogo de conquista, onde um homem busca convencer uma garota a largar a vida pacata de família, casa e escola e viver na noite, realizando seus sonhos secretos. Já God of Thunder é a música que, podemos dizer, narra o nascimento e criação do personagem do baixista Gene Simmons, The Demon. Só isso já seria o suficiente para ser polêmico, mas as vozes infantis adicionadas na música pelo produtor tornaram tudo mais sombrio. Depois disso, o disco dá uma amornada com Great Expectations, uma anti-balada semi-pornográfica que basicamente fala sobre as habilidades orais e manuais da banda, se é que você me entende. O álbum retoma o ritmo frenético com Flaming Youth e Sweet Pain, músicas Lado B que preparam o ouvinte para o maior hit do álbum e um dos maiores da banda: Shout it out Loud. Essa canção é o atestado de que o Kiss veio para ficar. Música de arena, refrão chiclete e um tema indispensável: a revolta adolescente. Shout it out Loud fala justamente do que o título se trata: extravasar. É sobre se livrar das amarras e se jogar na festa, gritar alto que você é autêntico. Em seguida ainda vem Beth, mais uma balada irônica levada pela voz do baterista Peter Criss, apesar de ter sido pensada como uma canção sobre um relacionamento difícil entre um músico e sua esposa, o tom da música dá um ar humorístico. Essa música representa o início de uma rachadura que levaria ao fim da formação original anos mais tarde, por ser a única do álbum a ganhar o People’s Choice. Por ser composta e cantada por Criss, irritou profundamente Gene e Paul, principais compositores e donos da banda, de acordo com o baterista. Depois tem Do You Love Me? Uma cutucada nas groupies e fecha com Rock n’ Roll Party, que é apenas um remix de diversos efeitos usados no álbum enquanto Paul Stanley fala: “I tell you all, it looks like, it looks like we’re gonna have ourselves…a rock and roll party”. Destroyer é um daqueles discos para se ouvir por completo, sem pular nada, pois até o Lado B é interessante, empolgante e divertido. Nesse disco a banda eleva o estilo de vida rock n’ roll ao extremo, falando abertamente sobre festa, sexo e diversão. É o pico do Kiss. Mais uma platina dupla e a 4 milhões de cópias certificadas vendidas, com a alegação de ter vendido quase 7 milhões. O disco, junto ao sucesso do Alive! Levou o Kiss para a sua primeira turnê europeia. É nele onde Paul Stanley se torna de fato Starchild, Gene Simmons, The Demon, Ace Frehley, Spaceman e Peter Criss, Catman. Destroyer é o ponto mais alto do Kiss e, ao mesmo tempo, o início da sua autodestruição, não que a banda tenha caído em desgraça, mas nunca mais conseguiu reencontrar a magia deste período e as brigas internas, a partir dele, só escalonaram e ficam insustentáveis em 1978, mas isso é papo para outra coluna…
Black Sabbath lança edição comemorativa de 50 anos do disco Paranoid

O Black Sabbath celebra neste ano o 50º aniversário do icônico disco Paranoid. Ademais, para marcar esta data, a banda lançou uma edição especial incluindo a estréia em vídeo de dois shows feitos em 1970. Paranoid: Super Deluxe Edition inclui o álbum original, além de um raro Quad Mix de 1974, dois shows de 1970. O conjunto de cinco LPs vem com um livro de capa dura, com notas de apresentação, entrevistas, um pôster, além de uma réplica do livro vendido durante a turnê de lançamento. Vale lembrar que o disco foi o primeiro da banda a liderar as paradas no Reino Unido e vendeu mais de 4 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos. Hoje, canções como Planet Caravan, Iron Man e War Pigs são lembradas com muito carinho por todo fã de metal.
Woodstock 50 anos #04 – O paradoxo do festival de 69
Abbey Road, dos Beatles, ganhará versão deluxe em setembro
Woodstock 50 anos #03 – O festival não aconteceu em Woodstock
Woodstock 50 anos #02 – O anúncio no jornal que deu início ao sonho
Válvula de Escape #50 – Há 50 anos: Gal Costa mais produtiva do que nunca em 1969
50 anos de Led Zeppelin: ação permite fãs customizarem capa de disco e playlist