Thundercat anuncia álbum “Distracted” com feat inédito de Mac Miller

“Se não é uma garota, são os impostos. Se não são os impostos, é a Terceira Guerra Mundial.” É com essa síntese agridoce da vida moderna que Thundercat encerra um hiato de seis anos. O baixista virtuoso confirmou para o dia 3 de abril a chegada de Distracted, seu quinto álbum de estúdio, via Brainfeeder Records. O projeto dá sequência aos temas de luto explorados no disco anterior, It Is What It Is (2020), mas amplia o escopo das colaborações. O destaque imediato da tracklist vai para She Knows Too Much, uma faixa inédita gravada com seu falecido amigo e colaborador frequente, Mac Miller. Coração partido e convidados de peso Para apresentar a nova fase, Thundercat liberou o single I Did This To Myself, que conta com a participação de Lil Yachty. A produção do disco reúne um time de peso: além do parceiro de longa data Flying Lotus, aparecem nos créditos Kenny Beats e o duo The Lemon Twigs. Sobre a temática do disco, o músico reflete no comunicado de imprensa: “Eu não acho que o coração partido tenha parado… Se não é a Terceira Guerra Mundial, é uma nova atualização no telefone.” Além de Mac Miller e Yachty, o álbum traz participações de A$AP Rocky, Channel Tres, Willow e Tame Impala (na faixa No More Lies). Tracklist: Distracted
Abertura de Harry Styles no Brasil, Fcukers anuncia álbum de estreia e lança o single “L.U.C.K.Y”

Se você garantiu seu ingresso para a residência de Harry Styles em São Paulo, é bom começar a decorar este nome: Fcukers. A banda novaiorquina, que vem sendo aclamada como a nova sensação da cena indie/eletrônica, anunciou o lançamento de seu aguardado álbum de estreia. Intitulado Ö, o disco chega ao mundo no dia 27 de março pelo prestigiado selo Ninja Tune. Para celebrar a notícia, eles liberaram o single L.U.C.K.Y, já disponível nas plataformas digitais. Conexão do Fcukers com o Brasil A notícia do álbum chega com um tempero especial para os fãs brasileiros. Os Fcukers foram confirmados como a atração de abertura dos quatro shows da turnê Together, Together de Harry Styles no Estádio MorumBIS. Eles sobem ao palco nos dias 17, 18, 21 e 24 de julho de 2026. Ou seja, quando desembarcarem por aqui, o álbum novo já estará na ponta da língua dos mais antenados. Queridinhos dos famosos Não é só o Harry Styles que está de olho na dupla formada por Shanny Wise e Jackson Walker Lewis. A lista de “fãs famosos” da banda é extensa: Tracklist: Ö Ouça o novo single L.U.C.K.Y:
Trio Janaju lança o álbum de estreia “Lindeira”
O que acontece quando três das figuras mais respeitadas dos bastidores e palcos da música brasileira decidem transformar seus encontros informais em um projeto oficial? Nasce o Trio Janaju. Formado pelo lendário Maestro Jaime Alem (conhecido por décadas de direção musical de Maria Bethânia) e pelas cantoras Nair Cândia e Jurema de Cândia, o grupo lançou nesta semana seu primeiro álbum, intitulado Lindeira. O trabalho chega acompanhado do videoclipe da faixa Lá Onde Eu Moro. Jardim musical O disco de dez faixas é descrito por Jaime Alem como um “jardim”, cujas sementes remontam à sua juventude. Musicalmente, o álbum passeia por diversos ritmos, abordando desde a exaltação da natureza e do amor até a crítica social afiada, característica das composições do maestro. “Nosso jardim… um jardim cujas sementes remontam à minha adolescência e juventude, as canções da memória afetiva e as novas cepas musicais… Eu sempre fiz isso, mas não com a intensidade de agora”, comenta Jaime. Parcerias de peso O repertório traz colaborações que dispensam apresentações… Dos saraus de Santa Teresa para o streaming A química do trio não é por acaso. Além dos laços familiares (Nair e Jurema são irmãs), o Janaju é uma evolução natural dos saraus que aconteciam na casa de Jaime em Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Enquanto Nair Cândia traz a experiência de sua carreira solo e do duo “Jaime e Nair”, Jurema de Cândia empresta a versatilidade de quem já trabalhou com gigantes como Tim Maia e Roberto Carlos. “O Janaju é um divisor de águas, a oportunidade de fazer o vocal que sempre fiz abrindo vozes… e posso também explorar a minha voz em momentos solos. É a realização de um sonho”, celebra Jurema.
Holly Humberstone anuncia álbum “Cruel World” e mergulha em conto de fadas sombrio em single

Uma das compositoras mais honestas e viscerais da geração atual está de volta. Na última sexta-feira (23), a britânica Holly Humberstone anunciou oficialmente o lançamento de seu aguardado segundo álbum de estúdio, intitulado Cruel World. O disco tem data marcada para chegar aos ouvidos do mundo em 10 de abril de 2026. Para selar o anúncio, Holly liberou o single To Love Somebody, acompanhado de um videoclipe dirigido por Silken Weinberg (conhecida por trabalhar com Ethel Cain). A estética visual e sonora propõe um mergulho em um “conto de fadas sombrio”, onde relíquias da infância colidem com monstros e memórias. A tensão entre dor e prazer Se o álbum de estreia, Paint My Bedroom Black (2023), foi marcado pela ansiedade e turbulência de uma ascensão meteórica, Cruel World parece buscar estabilidade no caos. Aos 26 anos, a vencedora do Brit Rising Star explora a dualidade dos sentimentos. “Em To Love Somebody, eu quis captar essa contradição: amar alguém é machucar alguém e perder alguém — mas, pelo menos, você amou alguém. Para sentir uma felicidade extrema, é preciso conhecer uma tristeza extrema. Essa é a tensão do disco”, explica Holly. Estética gótica e nostalgia O conceito visual do novo trabalho foi construído ao lado de sua irmã Eleri e da diretora Silken Weinberg. A inspiração veio de objetos encontrados na casa da família (que Holly descreve como “mal-assombrada”): sapatilhas de balé, livros de Alice no País das Maravilhas e referências a filmes como Edward Mãos de Tesoura. O resultado é uma atmosfera que bebe do teatro vitoriano, dos contos dos Irmãos Grimm e até de Nosferatu. É o pop alternativo flertando com o gótico de forma lúdica e mágica. Tracklist e turnê de Holly Humberstone O álbum também incluirá a faixa “Die Happy”, lançada em novembro e eleita “Hottest Record” pela BBC Radio 1. Escrito em sessões diárias com o colaborador Rob Milton, o disco promete explorar o amor em todas as suas formas, romântico, platônico e feminino. Com shows marcados para arenas na Europa e no Reino Unido neste início de ano, Holly Humberstone se consolida não apenas como uma promessa, mas como uma realidade global da música alternativa.
Eric Bê estreia com álbum “Sigo andando em frente”, unindo MPB e vivência periférica

A renovação da Música Popular Brasileira ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (23) com o lançamento de Sigo andando em frente, álbum de estreia de Eric Bê. Com 14 faixas, o trabalho chega às plataformas digitais via selo ST Music, apresentando uma fusão madura de MPB com elementos de rock, reggae e jazz. Natural da capital paulista e criado na Cohab II de Itaquera, Eric transforma suas vivências e memórias afetivas em crônicas musicais. Sua formação sonora, que começou no rock clássico (Beatles e Stones) e desaguou nos gigantes da MPB (Caetano, Gil, Djavan), reflete-se na diversidade dos arranjos. Histórias reais e imaginadas por Eric Bê O álbum se destaca pelo storytelling. Um exemplo é a faixa Parabelo, gravada com um quarteto de cordas. A música narra a história da primeira arma de um sujeito envolvido em uma briga de bar. “Não é uma história real, mas trata de um tema que já foi recorrente na minha vida, quando morei por 18 anos na Cohab II de Itaquera”, revela o artista. Para apresentar o disco, Eric escolheu a faixa Teus Sonhos de Carnavais, que conta com a participação da cantora Bia Faina e do violinista Gabriel Eleutério. Segundo o compositor, é uma música sobre “alegrias simples, que nos fazem esquecer do dia a dia”. Produção de peso e homenagem ao pai A qualidade técnica do disco é garantida pela engenharia de som de Rodrigo de Castro Lopes, vencedor do Grammy, e pelos arranjos de Rodrigo Morte. O repertório autoral abre espaço para uma única releitura: uma versão intimista do clássico Você Não Me Ensinou a Te Esquecer (de Fernando Mendes, eternizada por Caetano Veloso). A gravação foi um pedido especial do pai de Eric. “Sou entusiasta da arte feita por gente, misturando sentimentos com estética, letras com significados, sons com imagens”, define Eric sobre sua obra.
Louis Tomlinson lança “How Did I Get Here?”, seu álbum mais maduro e pessoal

O cantor britânico Louis Tomlinson liberou seu terceiro álbum de estúdio, intitulado How Did I Get Here?. Sucessor dos aclamados Walls (2020) e Faith In The Future (2022), o novo disco marca um ponto de virada na carreira solo do ex-One Direction. Segundo o próprio artista, este é “o álbum que sempre quis fazer”, revelando uma confiança inédita e uma sonoridade moldada pela liberdade criativa. Da Inglaterra para a Costa Rica O processo de criação começou no interior da Inglaterra, mas a alma do disco foi forjada longe dali. No início de 2025, Louis se isolou por três semanas em Santa Teresa, na Costa Rica, ao lado de seu colaborador e co-produtor Nico Rebscher. Foi nesse ambiente tropical e isolado que o álbum ganhou sua forma definitiva, priorizando uma entrega vocal mais crua e honesta. Destaques da tracklist O álbum chega impulsionado pelo sucesso do single Lemonade, que já domina as rádios inclusive no Brasil. Mas o trabalho vai muito além dos hits radiofônicos: Conexão com o Brasil e turnê Apesar da nova turnê mundial How Did We Get Here? começar em março focada em arenas da Europa e América do Norte, o Brasil não ficou de fora da festa de lançamento. Na quinta-feira (22), São Paulo recebeu uma listening party exclusiva para fãs e convidados, provando a força da base brasileira de Louis. O álbum já está disponível em todas as plataformas de streaming.
HELP(2), álbum beneficente une Arctic Monkeys, Olivia Rodrigo e direção de Jonathan Glazer

Se o lançamento do single Opening Night pelo Arctic Monkeys já havia agitado a sexta-feira (23), os detalhes completos sobre o álbum HELP(2) revelam um projeto de magnitude histórica. Com lançamento marcado para 6 de março via War Child Records, o disco não apenas resgata o espírito do lendário álbum de 1995, mas propõe encontros musicais inéditos e um conceito visual revolucionário liderado por um vencedor do Oscar. Encontros de Titãs no Abbey Road Gravado majoritariamente em uma única semana frenética em novembro de 2025 no Abbey Road Studios, sob a supervisão do produtor James Ford, o álbum promoveu colaborações espontâneas que prometem entrar para a história: “Por Crianças, Para Crianças”: o olhar de Jonathan Glazer A direção criativa do projeto está nas mãos do cineasta Jonathan Glazer (Zona de Interesse, Sob a Pele). Ao lado de Mica Levi, Glazer desenvolveu um conceito simples e poderoso: entregar as câmeras às crianças. Durante as gravações no Abbey Road, crianças operaram as câmeras e filmaram os artistas sem restrições. Paralelamente, equipes na Ucrânia, Gaza, Iêmen e Sudão coletaram imagens filmadas por crianças vivendo nessas zonas de conflito. O resultado visual busca conectar a música diretamente a quem ela pretende ajudar. A urgência humanitária de HELP(2) começa com Arctic Monkeys O álbum original HELP (1995), que teve colaborações de Oasis, Radiohead e Paul McCartney, foi uma resposta à guerra na Bósnia. Na época, 10% das crianças do mundo viviam em zonas de conflito. Hoje, esse número dobrou para quase 1 em cada 5 (520 milhões). O Arctic Monkeys, que abriu os trabalhos com o single Opening Night, reforçou o compromisso. “Temos orgulho de apoiar o trabalho inestimável que a War Child realiza e esperamos que o disco faça uma diferença positiva na vida de crianças afetadas pela guerra.” Já Jarvis Cocker, do Pulp (que doou o dinheiro do Mercury Prize para a causa nos anos 90), manteve o mistério sobre a participação de sua banda. “Há trinta anos, entregamos nosso Mercury Prize… Este ano, demos mais. Quanto a mais? Você vai ter que esperar para ver…” ‘HELP(2)’ tracklist:
The Damned lança Not Like Everybody Else e traz Rat Scabies de volta ao estúdio após 40 anos

O lendário The Damned lançou hoje (23) seu novo álbum, intitulado Not Like Everybody Else. O disco é uma coleção de covers profundamente pessoal e celebratória. O trabalho carrega duas grandes notícias. A primeira é o retorno histórico de Rat Scabies. O baterista original se reuniu com a banda em estúdio pela primeira vez em 40 anos, completando o time ao lado de Dave Vanian (vocal), Captain Sensible (guitarra), Paul Gray (baixo) e o tecladista de longa data Monty Oxymoron. Tributo a Brian James em Not Like Everybody Else, do The Damned A segunda notícia é o motivo emocional por trás do disco. O álbum é dedicado à memória de Brian James, guitarrista fundador da banda, que faleceu em 6 de março de 2025. Gravado em apenas cinco dias de “emoção e fogo criativo” no Revolver Studio, em Los Angeles, o álbum busca reconectar a banda com a energia bruta de seu início. De Pink Floyd a Rolling Stones O repertório passeia por clássicos que formaram o DNA do grupo. O disco abre com There’s A Ghost In My House (R. Dean Taylor) e passa por versões de See Emily Play (Pink Floyd) e When I Was Young (The Animals). O encerramento, no entanto, é o ponto alto da emoção. A banda escolheu The Last Time, do Rolling Stones, para fechar o disco. A faixa conta com a participação do próprio Brian James, retirada de sua última performance ao vivo com o The Damned e remixada carinhosamente para este lançamento. Ouça álbum completo abaixo.
Nine Lives resgata a energia do Goldfinger, mas capa vira alvo de protestos

Com mais de três décadas de carreira, o Goldfinger retorna ao centro do debate com Nine Lives, seu nono álbum de estúdio. Lançado hoje (23), o disco funciona como uma tentativa clara de reconectar a banda com a energia que a transformou em um dos nomes mais populares do ska punk nos anos 1990, sem ignorar o cenário atual e suas contradições. Nine Lives aposta em músicas diretas, refrões fáceis e um clima que alterna entre a leveza pop punk e momentos mais reflexivos. Faixas como Chasing Amy recuperam o espírito radiofônico que sempre foi uma das marcas do grupo, enquanto outras músicas trazem letras mais pessoais e maduras, refletindo o tempo e a experiência acumulada pelos integrantes. A presença de convidados conhecidos ajuda a dar variedade ao álbum. Destaque para nomes como El Hefe (NOFX), Mark Hopus (Blink-182) e Jim Lindberg (Pennywise). Porém as collabs não tiram o foco da identidade central do Goldfinger. Musicalmente, o disco não busca reinventar o gênero. Pelo contrário, Nine Lives soa confortável em sua própria fórmula, apostando na nostalgia como principal motor criativo. Para parte do público, isso funciona como um retorno bem-vindo às origens e, de certo modo, irá agradar por isso. Porém, para os mais críticos, o álbum carece de ousadia e soa excessivamente seguro, reforçando a sensação de que a banda prefere olhar para trás em vez de avançar. Polêmica na capa de Nine Lives, do Goldfinger Um ponto negativo está na capa. Logo após o lançamento, fãs passaram a acusar o Goldfinger de ter utilizado inteligência artificial na criação da arte. A suspeita ganhou força nas redes sociais e em fóruns, com protestos online de ouvintes que consideraram o possível uso de IA incompatível com a ética e a estética do punk, tradicionalmente associadas ao faça você mesmo e à autoria humana. A polêmica acabou se tornando parte da narrativa de Nine Lives, ampliando o debate para além das canções. Mesmo sem ofuscar completamente o conteúdo musical, o episódio evidenciou como questões tecnológicas e artísticas hoje caminham lado a lado, especialmente em bandas com um público fiel e atento a cada detalhe. No fim, Nine Lives não é um disco revolucionário, mas cumpre seu papel ao reafirmar que o Goldfinger ainda sabe escrever boas músicas e manter relevância em um cenário que mudou drasticamente desde seus primeiros passos. Entre acertos, controvérsias e nostalgia, o álbum confirma que, em 2026, o Goldfinger continua vivo no debate cultural, para o bem ou para o mal.