Com show agendado em São Paulo, Zayn lança o álbum “Konnakol”

O cantor e compositor Zayn acaba de inaugurar sua era mais pessoal e culturalmente rica. Seu quinto álbum de estúdio, Konnakol, chegou hoje às plataformas via Mercury Records, trazendo uma sonoridade que resgata o falsete impecável de seu debut (Mind of Mine), mas com uma camada profunda de influências do sul da Ásia. Produzido em parceria com o renomado Malay (Frank Ocean, Lorde), o disco de 15 faixas utiliza o símbolo do leopardo-das-neves na capa para representar a herança cultural do artista. O título e a estética do projeto bebem diretamente das tradições rítmicas indianas e paquistanesas, com destaque para a faixa de abertura Nusrat, uma homenagem ao lendário Nusrat Fateh Ali Khan. Entre o R&B atmosférico e a pista de dança, “Konnakol” transita por diferentes texturas: Show em São Paulo Para a alegria dos fãs brasileiros, a The Konnakol Tour vem para São Paulo. A turnê solo, a maior da carreira de Zayn até agora, começará em maio em Manchester e passará por grandes metrópoles como Londres, Los Angeles, Cidade do México e São Paulo. Na capital paulista, o show será no Allianz Parque, em 10 de outubro. Ainda há ingressos disponíveis.

Giuliano Eriston anuncia álbum “Politonia” para o fim do mês

O cantor, compositor e violonista cearense Giuliano Eriston, que conquistou o Brasil ao vencer a 10ª edição do The Voice Brasil, anunciou o lançamento de seu segundo álbum autoral, Politonia. Previsto para chegar às plataformas no dia 28 de abril, o trabalho é um reflexo direto de sua mudança de ares, de Jericoacoara para o Rio de Janeiro, trazendo letras que exploram a saudade, a paquera e um tom crítico inédito em sua trajetória. O título é um neologismo cunhado pelo próprio Giuliano. Politonia surge como um antônimo de monotonia, expressando a busca do artista pela diversidade de ideias e pela “multi-versatilidade” do mundo. Musicalmente, o disco entrega essa promessa ao fundir maracatu, jazz, xote e R&B, cantados em português, inglês e francês. Curadoria de Pedro Baby e encontro com Moreno Veloso A produção musical leva a assinatura de Pedro Baby, que refinou as sonoridades para que cada composição encontrasse seu lugar exato. Um dos pontos altos do álbum é a faixa de trabalho Corpo de Candiá, uma celebração noturna que conta com a participação de Moreno Veloso. A canção, que utiliza vocábulos de matrizes indígenas e africanas, foi aprovada pessoalmente por Moreno, que aceitou o convite para a gravação. Guia do álbum: por dentro de “Politonia” Giuliano detalhou a jornada emocional do disco, que abre com a introspectiva Lucidez e passa pelo solar de Gosto do Gesto e Festa no Infinito. O tom bem-humorado aparece na parceria com Pedro Baby em Borogodó, enquanto a reta final do álbum, com as faixas Teia e Waiting, traz um olhar mais crítico sobre as questões sociais e políticas da atualidade.

Luiza lança álbum de estreia após hit viral de 1,5 bilhão de views

A nova promessa da música global tem raízes no Brasil e o coração em Paris. Luiza, cantora franco-brasileira que se tornou onipresente nas redes sociais em 2025 com o hit Soleil Bleu, lançou seu primeiro álbum de estúdio, autointitulado. O trabalho chega via selo Chapter Two e consolida uma sonoridade que a própria artista define como um convite para “viver com os pés na água e a cabeça pegando fogo”. Com mais de 1,5 bilhão de visualizações no TikTok e Instagram, Luiza conseguiu o que poucos artistas novos alcançam: o topo das rádios na França e Bélgica com uma faixa que mistura pop e reggae de forma despretensiosa. Identidade híbrida e produção O álbum nasceu durante um verão passado entre o agito de Paris e a calmaria da cidade portuária de Salerno, na Itália. Produzido por Victor Vagh (conhecido pelo trabalho com Flavia Coelho), o disco reflete essa dualidade cultural. Luiza transita entre o francês, o português e, ocasionalmente, um idioma inventado por ela mesma, onde a mensagem é transmitida puramente pelo som e pela emoção da voz. O repertório é variado e ambicioso: Fenômeno digital Os números de Luiza impressionam pela rapidez. Além do sucesso nas rádios europeias (NRJ, Europe 2), a artista já ultrapassou a marca de 135 milhões de streams apenas com seu primeiro single. O álbum é o fechamento de um ciclo de crescimento orgânico que a levará agora para os palcos dos maiores festivais do mundo, como o Paleo Festival na Suíça e o Reeperbahn na Alemanha.

Cameron Picton (ex-black midi) apresenta “My New Band Believe”

Quando o black midi encerrou suas atividades em 2023, o mundo do rock experimental ficou órfão de sua construção de mundos caóticos. No entanto, o hiato serviu para que o baixista e vocalista Cameron Picton encontrasse um novo caminho, um que nasceu de um sonho febril em um quarto de hotel na China. O resultado é o álbum homônimo de estreia do My New Band Believe, lançado pela lendária Rough Trade Records. O nome do projeto surgiu literalmente de fragmentos de textos embaralhados que Picton anotou enquanto delirava sob o efeito de uma doença repentina durante uma turnê. O que antes era apenas uma frase peculiar tornou-se a identidade de sua nova fase artística. Menos distorção, mais dinamismo Diferente do som abrasador e matemático de sua antiga banda, o My New Band Believe aposta em uma sonoridade ágil e quase totalmente acústica. Picton trocou o peso eletrônico por uma seção completa de cordas e o mínimo de reverb possível. Mas não se engane: a leveza não significa simplicidade. O álbum é maximalista e dinâmico, onde cada faixa parece se desintegrar para se reorganizar no ímpeto da seguinte. Para dar vida a esse “multiverso” sonoro, Picton se cercou de músicos de alto nível da cena londrina, como Kiran Leonard, Caius Williams, Steve Noble e Andrew Cheetham. O álbum transita por registros emocionais diversos, guiados pela narração carismática e, por vezes, histérica de Cameron. “Kick Me” e o solo transatlântico Para celebrar o lançamento, a banda compartilhou Kick Me, uma gravação ao vivo montada a partir de multitracks de sete performances diferentes realizadas entre Londres e Nova York. O destaque fica para o “solo de guitarra transatlântico”, dividido entre Ryley Walker e Tara Cunningham, sintetizando a proposta de intercâmbio e improvisação do projeto.

Buhr lança o álbum “Feixe de Fogo” e reafirma sua vanguarda sonora

Sete anos é o tempo que separa Desmanche (2019) do novo capítulo artístico de Buhr. O álbum Feixe de Fogo, lançado pelo selo Sound Department, chega como um manifesto de movimento. Gravado ao longo de dois anos em uma peregrinação por Fortaleza, Sobral, Salvador, São Paulo e Recife, o disco é o primeiro a levar a assinatura Buhr, refletindo a identidade não binária de elu e um novo lugar de fala no debate sobre feminismo e arte. Produzido por Buhr e Rami Freitas, o trabalho é um amálgama de rock, reggae e ruídos experimentais. O tambor continua sendo a espinha dorsal das composições, mesmo quando camuflado por sintetizadores e samples ruidosos. Um time de mestres das cordas para acompanhar Buhr Se o conceito do álbum é o “derretimento de fronteiras”, a lista de colaboradores confirma essa tese. BUHR reuniu nomes que definem a guitarra brasileira nas últimas décadas: O disco ainda conta com o baixo de Dadi (Novos Baianos/A Cor do Som) em Motor de Agonia e arranjos de metais do Maestro Ubiratan Marques. Métrica e oralidade A estranheza peculiar de BUHR continua intacta. Suas letras narram enredos tensos e ferozes através de melodias que, por vezes, beiram a doçura. É um universo pop, mas fincado na oralidade e em métricas não convencionais, onde cada música funciona como uma pequena novela cotidiana sobre as dores das cidades.

Tropikal Punk estreia com manifesto sonoro entre o ruído e a tradição

Belém sempre foi um celeiro de misturas improváveis, mas o que a Tropikal Punk apresenta em seu álbum de estreia, homônimo, eleva o conceito de “fusão” a um novo patamar de urgência. Formada por veteranos da cena paraense (com passagens por bandas como Pig Malaquias e Mangabezo), o quarteto entrega um disco que é, ao mesmo tempo, um retrato visceral do Norte do Brasil e uma crítica ácida ao colapso global. O álbum transita com naturalidade entre o punk rock direto, o dub pesado, o thrash metal e experimentações eletrônicas, tudo atravessado por um olhar distópico sobre a vida urbana em meio à floresta. Da Crítica às Big Techs ao calor de Belém A jornada começa com “Big Tech”, uma faixa que usa guitarras dissonantes para questionar nossa dependência digital. O tema retorna ao final do disco em uma versão eletrônica e dançante, com a participação de luxo de Aldo Sena, o ícone da guitarrada, criando uma ponte única entre o som de raiz e o futuro tecnológico. Outro ponto alto é Burn, Belém, Burn. A canção transforma a capital paraense em protagonista de uma narrativa sobre as mudanças climáticas, um tema que ecoa forte após a cidade ter sido o centro das atenções mundiais com a COP30. Já em “Peter Tosh”, a banda funde o peso do metal com efeitos eletrônicos em uma fuga simbólica da realidade urbana. Identidade e colapso do Tropikal Punk Composto por Ruy Montalvão (vocais e beats), Márcio Maués (guitarras), Vladimir Cunha (baixo) e Renato Damaso (bateria), o Tropikal Punk não se contenta em ser apenas “mais uma banda de rock”. O álbum explora estéticas como o psycho blues dos anos 70 em Drones e o pós-punk em Poser, provando que a música feita no Pará é tão plural quanto complexa. É um disco que exige atenção, feito de ruídos e grooves que tentam traduzir o que é viver em um país que oscila entre a tradição e o desastre iminente.

The Strokes lança “Going Shopping” e anuncia álbum para junho

Após uma ação inusitada que enviou fitas cassete para 100 fãs selecionados via SMS, os The Strokes oficializaram nesta terça-feira (7) o lançamento de Going Shopping. A faixa é o primeiro single de Reality Awaits, o sétimo álbum de estúdio da banda, que chega às plataformas no dia 26 de junho via Cult Records/RCA. O novo trabalho marca o retorno da parceria com o lendário produtor Rick Rubin, responsável pelo aclamado The New Abnormal (2020), disco que rendeu o primeiro Grammy do grupo. Sonoridade e temática Going Shopping apresenta uma sonoridade relaxada que remete à era Angles (2011), com os vocais de Julian Casablancas carregados de Auto-Tune. Na letra, Casablancas exercita seu lado cronista ao criticar o capitalismo tardio com versos como: “Solidariedade pode ser difícil / Quando você tem coisas legais para perder”. A banda estreou a música ao vivo na última segunda-feira, durante um show íntimo no Bill Graham Civic Auditorium, em San Francisco. “Já está por aí mesmo”, brincou Julian ao introduzir a canção para o público. Caminho para o “Reality Awaits” O álbum contará com nove faixas e será o centro das apresentações da banda nos grandes festivais de verão, incluindo o Coachella neste final de semana, além de Bonnaroo e Outside Lands. Serviço: The Strokes – “Reality Awaits” Tracklist: Reality Awaits

Edgar rebobina suas origens no álbum “Rewind”

Edgar, ou Novissimo Edgar, como muitos o conhecem, sempre foi um artista difícil de rotular. Mas em seu novo álbum, Rewind, ele deixa as pistas bem claras: o caminho para o futuro passa por rebobinar o passado. O disco marca um retorno consciente às raízes do músico na periferia de Guarulhos, colocando o reggae, o dub e a cultura de sound system no centro de sua narrativa. Diferente de seus trabalhos anteriores, marcados por um rap experimental e afrofuturista, Rewind foca na sensação física do som. O “grave” aqui não é apenas um elemento técnico, mas uma ferramenta política de ocupação do espaço público. Do sound system à experimentação internacional O título do álbum é autoexplicativo. “É a ideia de voltar às origens e olhar para raízes que, em alguns momentos, não receberam tanta atenção”, revela Edgar. A obra foi construída em colaboração com produtores da cena independente, como Jamil Djanguru, Dang e Ruy Rascassi, com mixagem assinada pelo mestre do dub nacional, BuguinhaDub. Maturidade independente Para Edgar, este lançamento representa a liberdade de criar sem as amarras do mercado. É um trabalho que busca despertar memórias e paisagens sonoras da periferia, falando de violência e vivência pessoal, mas priorizando a experiência sensorial do ouvinte.

Renan Inquérito transforma luta contra câncer em álbum mais íntimo da carreira

O rapper Renan Inquérito transformou um dos momentos mais delicados de sua vida em matéria-prima para seu novo álbum, “Tireoide”, já disponível nas plataformas digitais. Em 2024, enquanto se preparava para a gravação de um clipe e um show que celebraria uma década de carreira, o artista descobriu um corpo estranho na glândula tireoide, responsável pela produção dos hormônios T3 e T4 e fundamental para o funcionamento do organismo. O diagnóstico trouxe o risco de comprometer sua principal ferramenta de trabalho, a voz, e deu início a uma jornada marcada por exames, tratamentos e cirurgias. Mais do que um novo lançamento, “Tireoide” se apresenta como um registro direto do enfrentamento ao câncer. Em tom cru e confessional, o disco percorre contrastes entre o impacto do diagnóstico e o alívio da cura, entre perdas e recomeços. Ao longo de 11 faixas, o rapper expõe momentos de vulnerabilidade, como em “Elis Não Sabe Nada”, dedicada à filha, ao mesmo tempo em que constrói uma narrativa de superação que ganha força em músicas mais luminosas, onde o câncer deixa de ser protagonista e abre espaço para a esperança e a celebração da vida. Com produção de Pop Black, o álbum aposta em uma estética clássica do boombap, mesclando samples e batidas tradicionais com instrumentação orgânica. O projeto ainda reúne participações de Vih Mendes, Wesley Camilo, Dow Raíz e Lino Krizz. Após a retirada total da glândula, Renan Inquérito encerra o ciclo com um trabalho que reafirma sua trajetória e transforma dor em discurso, consolidando um dos capítulos mais intensos de sua carreira.