Cannon of Hate mete o pé na porta com Democracia de Plástico

Não é de hoje que aponto o Cannon of Hate como uma das bandas mais explosivas do cenário punk e hardcore da Baixada Santista. Contudo, eles seguem comprovando o status. A banda divulgou o single Democracia de Plástico, que veio acompanhada de um belo videoclipe. Em resumo, Democracia de Plástico é uma das dez faixas que estarão presentes no álbum de estreia do Cannon of Hate. Mesmo sem revelar qual é o nome da canção, a banda promete mais um single para dezembro. “Em dezembro vamos lançar uma vaquinha para arrecadar fundos para terminarmos a gravação e lançar apenas virtualmente a princípio”, comenta o vocalista, Sandro Turco. Em suma, a canção foi gravada por Lucas Souza, enquanto o videoclipe tem a direção de Marcela Sanches.

Conheça Jô Estrada, guitarrista baiano que acaba de lançar álbum de estreia

O guitarrista e cantor baiano Jô Estrada lançou o álbum de estreia, Silver Tapes, na última quinta-feira (29). Produzido e gravado de forma independente pelo próprio músico, o disco é resultado de anos de trajetória. Ao longo dos anos 1990 e 2000, Jô viajou o Brasil e o mundo acompanhando na guitarra, tanto nos palcos como em estúdio, nomes como Sidney Magal, Guilherme Arantes, Cascadura e Paulinho Boca de Cantor. Com trabalhos autorais, formou a Dead Easy e a Lacme. Produzir Silver Tapes sozinho foi um desafio fácil de encarar, uma vez que Jô também acumula experiências na função. Foi um dos responsáveis pela produção dos discos do Cascadura, que entre os fãs constam nomes como Nando Reis e Lobão. Junto com o álbum de estreia, Jô Estrada também compartilhou o clipe para a faixa de abertura Beautiful High. Confira abaixo.

Jequitibás, a grata surpresa psicodélica e garageira de São Paulo

Logos nos primeiros riffs da faixa de abertura, Metamorfose, já dá para perceber a potência sonora e a química da Jequitibás, de São Paulo. A banda desponta como um reforço promissor para o novo rock brasileiro. Quando conhecemos a história de Zé Gonçalves Filho (guitarra e vocal), Guto Gonzalez (bateria e vocal) e Sóstenes Matusalem (baixo) fica claro que há muito tempo eles estão se preparando para este momento. Os três integrantes já tocavam juntos na banda UDJC, mas o destino fez que aquele grupo se desfizesse e que das cinzas os remanescentes formassem a Jequitibás. Para gravar o álbum de estreia, se isolaram no estúdio Canto da Coruja, em Piracaia, no interior de São Paulo. Ao lado do produtor Ricardo Prado, registaram em menos de uma semana as sete músicas que compõem o repertório. É sempre uma tarefa árdua definir o som de uma banda e com a Jequitibás não é diferente. Basta perguntar aos próprios integrantes e as respostas virão de rock psicodélico a rock’n’roll ácido, de grunge a classic rock, e por aí vai. Tire suas conclusões e aprecie a estreia dessa ótima banda. Surpresa mais que agradável!

Com músicos do Muse, Jet e Blur, The Jaded Hearts Club debuta com sons da Motown

O supergrupo The Jaded Hearts Club, enfim, lançou o seu debute. Após uma longa expectativa por um disco cheio, You’ve Always Been Here já está disponível nas principais plataformas de streaming. São 11 releituras de alto nível de artistas clássicos da Motown, com destaque para I Put A Spell On You, Love’s Gone Bad, Reach Out I’ll Be There e Nobody But Me. Nem todas funcionam de forma tão especial, mas o registro cumpre bem sua função. The Jaded Hearts Club inclui em sua linha de frente: Miles Kane (The Last Shadow Puppets) e Nic Cester (Jet), os guitarristas Graham Coxon (Blur) e Jamie Davis, além de Matt Bellamy (Muse) no baixo e o baterista Sean Payne (The Zutons). O curioso é a forma como esse supergrupo surgiu. Amigo de Coxon, Davis queria montar uma banda de covers do Beatles para o seu aniversário. Então decidiu convidar músicos britânicos que estavam morando em Los Angeles para o acompanhar. Logo no segundo show da carreira, em janeiro de 2018, The Jaded Hearts Club foi a trilha do desfile de moda de Stella McCartney. Na plateia, Quincy Jones, Katy Perry, James Corden e Ringo Starr aguardavam ansiosamente. E se isso não fosse o bastante, Paul McCartney subiu ao palco e conduziu a banda em I Saw Her Standing There e Helter Skelter. A partir desse momento mágico na vida de todos os integrantes, o The Jaded Hearts Club virou uma realidade. Tocou em vários festivais, eventos beneficentes e expandiu o repertório para outros clássicos do rock britânico dos anos 1960. “Nós simplesmente amamos a história de como o norte da Inglaterra se apaixonou pela música soul americana, mesmo depois que ela parou de ter sucessos e de usar essa música como trilha sonora para uma boa noitada”, comenta Davis. Ouça álbum