Dupla madrilenha Hinds lança quarto álbum de estúdio, Viva Hinds

O duo madrilenho Hinds lançou Viva Hinds, o quarto álbum de estúdio e um manifesto de vida e poder. Quatro anos se passaram desde o lançamento de The Prettiest Curse, que foi marcado pelas vicissitudes de uma pandemia que devastou tudo. Desde então, a dupla formada por Carlotta Cosials e Ana Perrote se encarregou de tentar responder à pergunta-canção que abre o álbum (e que é uma óbvia referência ao icônico álbum de Daniel Johnston): Hi, How Are You? a própria Carlotta responde na música: ”he estado mejor, la verdad”. É uma introdução apropriada para Viva Hinds que soa como muito mais do que um álbum: é um manifesto e uma prova de vida de um dos projetos espanhóis que alcançaram a maior expansão e influência global na música atual. No entanto, nos últimos anos, elas se viram em uma rotina criativa que começou quando terminaram o álbum anterior, cancelaram turnês devido à pandemia, ficaram sem uma equipe de gerenciamento e gravação ao seu lado e terminaram quando a baixista e baterista decidiram deixar a banda. A resposta para tudo foi encontrada no mesmo princípio que levou Carlotta e Ana há uma década, a formar uma banda: a confiança e a sinceridade entre elas e também a magia que surge quando começam a compor juntas. O resultado talvez seja seu álbum mais otimista e honesto, mas também o mais selvagem, sarcástico e cru até hoje. “Não é um álbum racional, é feito com emoções, sem uma ordem específica. Nunca nos sentamos para pensar sobre o que deveríamos escrever; nós nos sentamos para escrever sobre o que estávamos vivendo. Não escolhemos um ‘novo visual’, não queríamos fingir que éramos maduras ou que éramos uma banda mais sofisticada. Para mim, é coeso, mas não é um conto de fadas ou uma narrativa inteligente. É guiado pelo coração”, define Carlotta Cosials. A gravação foi realizada em duas casas na zona rural da França, acompanhada pelo produtor Pete Robertson (Beabadoobee) e Tom Roach, engenheiro indicado ao Grammy; e com um leitmotiv central: músicas lendárias são feitas sem expectativas ou pressões e, portanto, artistas como The Moldy Peaches, Courtney Barnett ou Daniel Johnston estiveram presentes como influências no álbum; e artistas como Beck ou Grian Chatten, do Fontaines D.C., quiseram fazer parte do álbum mais brilhante de Hinds até hoje.

Ale Sater lança o disco Tudo Tão Certo; ouça!

O músico Ale Sater lançou Tudo Tão Certo, seu aguardado disco de estreia pela Balaclava Records. Depois de anos de estrada no vocal e baixo de um dos maiores atuais fenômenos do indie pop, a banda Terno Rei, ele se prepara para o seu primeiro voo solo depois de dois EPs lançados. O disco traz 11 faixas autorais e foi todo composto, produzido e executado a quatro mãos, pelo próprio, juntamente com o parceiro de longa data, o produtor Gustavo Schirmer (Terno Rei, Jovem Dionísio, Lou Garcia), entre dezembro de 2023 e abril deste ano, em Curitiba. Tudo Tão Certo apresenta uma sonoridade de folk melancólico já revelada nos EPs Fantasmas e Japão e evidente nas canções Anjo, Final de Mim, Ouvi Dizer e Desvencilhar, além de trazer algumas faixas mais introspectivas como Cidade, Trégua e Girando em Falso, mas sem deixar de lado uma sonoridade indie pop mais ensolarada como em Quero Estar e Alguma Coisa. O novo trabalho abre espaço para uma sonoridade mais pop e versátil, repleto de nostalgia e referências à música alternativa dos anos 90. Nas referências musicais, Everything But The Girl, Elliot Smith, Jeff Buckley e Radiohead. A observação da passagem do tempo em nossas vidas, a metrópole de São Paulo como pano de fundo, as relações de amizades e amor em tom confessional e nu dão o tom dos temas abordados em suas letras. “Bastante feliz que esse seja o meu primeiro álbum. Eu gosto de cada uma das músicas de uma maneira diferente e especial e estou bem ansioso pra lançar”, comenta Sater. Tudo Tão Certo tem capa fotografada por Fernando Mendes e direção criativa/design de Thais Jacoponi.

Tássia Reis coroa sua trajetória com a chegada do álbum Topo da Minha Cabeça

Como uma linha de chegada que celebra as dores e delícias de um longo percurso, o novo projeto de Tássia Reis registra um ensaio de movimentos introspectivos e reconexão com sua ancestralidade, para então reafirmar: “Topo da Minha Cabeça é o ponto mais alto e mais importante a se chegar, é o ponto que almejo, é o topo que quero e vou conquistar”. O quinto álbum em sua discografia marca também o seu retorno para si mesma sendo versado ao longo de dez faixas. Com produções de Barba Negra, Evehive, Felipe Pizzu, Fejuca e Kiko Dinucci, e participações especiais de Criolo e Theodoro Nagô, Topo da Minha Cabeça sintetiza as misturas que foram sendo costuradas pela artista paulista ao longo do processo, unindo o soul, samba, rap, drill, funk, R&B, jazz e muito mais por um olhar afrofuturista. “Após quase morrer, renasci compreendendo melhor algumas coisas, e entendi que esse é o ponto mais alto e mais importante que quero estar, o topo da minha própria cabeça. Com essa consciência e domínio, e com minha atenção focada na saúde mental, espiritual e física, eu posso sonhar, planejar e viver melhor, superando qualquer obstáculo e sendo fiel a mim mesma”, afirma Tássia. Tal percepção se tornou fio condutor da canção título que propõe um exercício de presença, e não só abre o disco mas também ecoa o mantra que o embala. O single Topo da Minha Cabeça é um desdobramento de referências atemporais como o mestre Sun Ra, Erykah Badu e Solange – e sucede o poético samba de Asfalto Selvagem, lançado no último mês. Maturando desde 2020, o disco começou a surgir quando Tássia compôs Ofício de Cantante, sua declaração pessoal ao samba. A faixa foi o pontapé inicial para a jornada que então viria. O projeto cantando Alcione no programa Versões (Multishow/Canal Bis, 2021) e também nos palcos com a turnê que começou em 2022, enfatizaram sua reconexão com a ancestralidade, que mais tarde se tornou protagonista e então o disco foi tomando forma. “Eu levo comigo a filosofia de ser um canal atento para conseguir trazer a música para o mundo, e para isso é mais do que necessário se desapegar do que não quer ser e deixar vir apenas o que se é”, afirma a cantora sobre um dos processos mais intuitivos e cruciais para a criação do álbum. O samba foi o primeiro traço de Topo da Minha Cabeça, que mescla referências como os grupos Black Rio e Originais do Samba, além das jóias da música brasileira: Gilberto Gil, Elza Soares, Elis Regina e Alcione. Dividindo as composições e produções com Barba Negra (na faixa-título), Evehive (em Rude), Fejuca (em Ofício de Cantante), Kiko Dinucci (em Previsível) e Felipe Pizzu (em Asfalto Selvagem, Brecha, Nós Vestimos Branco, Só Maior, Tão Crazy e Só um Tempo), o álbum se forma de modo plural, com um traço de cada colaborador. Nesta lista de parcerias, duas marcam ainda os feats que o projeto apresenta, com os músicos Theodoro Nagô (em Tão Crazy) e Criolo (em Só um Tempo). Com direção criativa de Leandro Assis, todas as histórias, reflexões e ensaios de Tássia ganham forma. O cabelo como símbolo central dialoga com o título do disco como meio de referenciar as muitas origens, etnias, religião e status social que contam a história da mulher negra. “Todo o conjunto da obra visual potencializa uma conversa que proponho nas faixas, representando uma variedade de emoções. Os elementos do cabelo, as cores e até a tipografia, criada com base em influências dos anos 70, conectam o passado e o presente da música brasileira”, completa Leandro.

Matuê narra uma odisseia no rap com o álbum “333”

Um presente dedicado aos jovens. É como Matuê define 333, seu mais novo álbum, lançado de surpresa às 15h33 desta segunda-feira (9). Gravado com métodos analógicos, o disco é o resultado do amadurecimento pessoal do artista. Além disso, foi concebido como uma narrativa cinemática, inspirada pela jornada do herói e por vivências do rapper no mercado fonográfico. “333 nasce depois de um longo período de bloqueio criativo”, divide o músico, que vem instigando fãs sobre seu segundo registro de estúdio há cerca de dois anos. Ou seja, o projeto é extremamente aguardado por seu público. “Após o sucesso de Máquina do Tempo, tive que me reconectar com o que importava de fato. Foi um processo de amadurecimento pessoal e os estágios disso são narrados nessas faixas”. Para contar essa história de autoconhecimento, Matuê assume o papel de narrador e personagem principal. Nesse processo de crescimento, nosso herói busca a dominação dos planos físico, mental e espiritual de suas vivências. O segundo registro de estúdio de Matuê chega exatamente quatro anos após o lançamento de Máquina do Tempo, disco de estreia que o consagrou como uma das principais vozes do rap nacional e revolucionou o gênero. Ouça 333, novo álbum de Matuê

Voorish lança autointitulado álbum de estreia; ouça!

A Voorish, banda catarinense de black metal que vem se destacando desde a sua formação como um dos grandes nomes do gênero no país, lançou o aguardado autointitulado álbum de estreia, com uma sonoridade enraizada no black metal clássico e temáticas que abordam a misantropia, o satanismo, o desprezo pela raça humana, a morte e uma recusa categórica ao positivismo. A base fiel de seguidores que a banda vinha angariando a partir de suas grandiosas apresentações ao vivo agora tem acesso a um dos discos mais inquietantes, perturbadores e pesados lançados por uma banda brasileira de black metal nos últimos anos. Em suas próprias palavras, o vocalista Devil From Chaos define a essência do trabalho: “A experiência de entrega deste álbum é uma mensagem direta a toda e qualquer tentativa de positividade e superação, não há bons sentimentos aqui, apenas uma atmosfera de morte, satanismo e destruição”. Fundada em meio ao cenário pandêmico de 2021, e influenciada pelo cenário apocalíptico contemporâneo, a Voorish é uma banda de black metal que conta em sua formação com o vocalista Devil From Chaos, o guitarrista Servus Inferni, o baixista Scepticismi Defensoris e o baterista Umbra Entitatis. As gravações do álbum tiveram captações de guitarra, voz e bateria no Estúdio Núcleo, com mixagem e masterização da própria Voorish. A arte da capa e as fotografias promocionais são de Nefhar Borck. O baixista Scepticismi Defensoris ainda salienta um aspecto bastante importante a respeito da abordagem e posicionamento da Voorish. “Tratar sobre assuntos extremos, como no caso do black metal, é sempre bastante perigoso, pois esses temas por vezes estão associados a extremistas fascistas, nazistas, sionistas ou qualquer variação de ideais de extrema direita. Em nossas publicações, sempre temos o cuidado de evidenciar a expressão “FCK NZS”, buscando deixar claro o posicionamento de todos os integrantes da banda. Independente de nossas músicas não abordarem temáticas antifascistas ou progressistas – pois nossa proposta artística tende ao satanismo, o ocultismo e a misantropia – o posicionamento de todos os integrantes das banda em uníssono é repudiar tais políticas de conservadoras, reacionárias e fascistas”.

The Wailers volta ao Brasil com turnê em comemoração ao legado de Legend

Sob a liderança de Aston Barrett Jr, o The Wailers desembarca no Brasil em outubro para shows em São Paulo (Reggae Live Station), Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis (Sunsplash Festival), Praia do Rosa, Juiz de Fora, Brasília (Festival de Música Soul Rebel), São Bernardo do Campo e Campinas. Uma das novidades da atual formação é a entrada do vocalista Mitchell Brunings, ex-The Voice Holanda, que foi eleito pela família Marley como a voz mais semelhante a de Bob em todo o mundo. Esta turnê será uma homenagem ao álbum Legend, trazendo seus sucessos clássicos à vida no palco. Os fãs serão apresentados com uma mistura única de nostalgia e ritmos reggae contemporâneos, tornando cada show uma experiência inesquecível. Confira agenda completa do The Wailers no Brasil 09/10 (quarta) – Brasuca Espaço Cultural – Campinas – SP 10/10 (quinta) – Araújo Vianna – Porto Alegre – RS 11/10 (sexta) – Sunsplash – Life Club – Florianópolis – SC (com Pato Banton e Iriê) 12/10 (sábado) – Praia do Rosa – Imbituba – SC (com Pato Banton) 13/10 (domingo) – Fundição Progresso – Rio de Janeiro – RJ 15/10 (terça) – Bar Cultural – Juiz de Fora – MG 17/10 (quinta) – Soul Rebel – AABB – Brasília – DF (*com Pato Banton) 18/10 (sexta) – Live Curitiba – Curitiba – PR (*com Marcelo Falcão e Pato Banton) 19/10 (sábado) – Estância Alto da Serra – São Bernardo do Campo – SP (*com Armandinho, Maneva e Alma Djem) 20/10 (domingo) – Estação Reggae Live – Espaço Unimed – São Paulo – SP (*com Mato Seco e Pato Banton)