Projeto Cássia Reggae tem terceiro álbum lançado; ouça!

O vitorioso projeto Cássia Reggae dá uma volta ao sol e chega ao terceiro volume do álbum-homenagem à cantora Cássia Eller, com releituras de seus sucessos em ritmo de reggae, capitaneadas pelos produtores musicais Sergio Fouad – também responsável pela engenharia de áudio – e Fernando Nunes, à frente dos arranjos e da direção artística. O disco traz, mais uma vez, um time de estrelas e novidades da música brasileira: Djavan, Zélia Duncan, Carlinhos Brown e seu filho Migga, Jota Quest, Sandra de Sá, Andreas Kisser (Sepultura), Xis, Vitor Kley, Mato Seco, Filipe Catto, Val Donato, além de nomes internacionais como Peter Buck (R.E.M.) e Barrett Martin, baterista original do Screaming Trees e produtor musical vencedor do Latin Grammy. A ideia dos produtores, desde o início do projeto, era “reunir artistas que Cássia admirava a outros que ela teria gostado de conhecer”, como adiantou Fernando Nunes. “Fiz uma lista de todos os músicos que participaram da sua carreira, uma homenagem legítima”. Com esse brilho, Cássia Reggae Vol. 3 tem o mesmo espírito dos discos anteriores, com releituras inspiradas e criativas, bem no estilo versátil da artista, que passeou com desenvoltura por estilos diversos em sua obra e tinha um carinho especial pelo ritmo jamaicano. O álbum é apresentado por uma faixa de abertura especial: Cássia Eller cantando Eleanor Rigby, música dos Beatles, cujo vocal foi extraído da gravação original da cantora em seu primeiro álbum, em 1990, somado a novos arranjos e gravações inéditas. Os produtores trouxeram especialmente para este projeto as participações do guitarrista Andreas Kisser (Sepultura) e do baterista e produtor vencedor do Grammy Latino Barrett Martin, ao lado de uma big band, com arranjos de sopro de Tércio Guimarães, que ressoou ainda mais o ragamuffin cheio de personalidade de Cássia. A música ganhou um videoclipe à altura, que estreia no dia 10 de dezembro, data em que Cassia Eller faria 61 anos. Os diretores Marcos Hermes e Marcelo Lobo criaram uma narrativa emocionante, unindo cenas inéditas da cantora, imagens com referências simbólicas que remetem à vida e obra da artista e momentos especialmente sensitivos de pessoas comuns, que, juntos, fazem uma reflexão sobre a solidão e o vazio humano, temas da canção de Lennon & McCartney. “Esta solidão transformada em união, este vazio preenchido com música, arte e humanidade nos inspira a olhar para o outro e celebrar a vida a cada dia”, sugere Marcos Hermes. Seguindo o álbum, ele viaja da Europa para o Brasil numa rota nada previsível apresentando o sucesso E.C.T. na versão afro-latina-indiana de Carlinhos Brown e seu filho, Migga, exímio multi-instrumentista e produtor musical. Composição de Brown com Marisa Monte e Nando Reis, E.C.T. faz qualquer ouvinte saltar da cadeira e balançar no real espírito reggae night e dá o pontapé inicial para novas texturas neste volume 3. A música seguinte, All Star, embalada por belos arranjos de sopros e cordas, abraça e envolve a inspirada interpretação de Zélia Duncan, encaixando-se perfeitamente na nova proposta de Nunes e Fouad para a canção. Uma das releituras mais emocionantes do disco, All Star tornou-se ainda mais marcante com a entrega da cantora e a bela execução dos músicos. Vale registrar a participação do baterista João Viana, que acompanhou Cássia em sua banda. A malemolência do ritmo jamaicano ganha um tom ainda mais romântico em Queremos Saber. Mais uma vez, os arranjos e os metais fazem uma cama flutuante para a inconfundível voz de Djavan brilhar entre percussões e versos viajantes de Gilberto Gil. Para a gravação, o cantor trouxe a participação de seus músicos – Max Viana (guitarra), Paulo Calazans (teclados) e Kuki Stolarski (bateria) -, além do baixo do produtor do álbum Fernando Nunes, que também acompanhou Cássia Eller durante sua carreira na estrada. Outra canção chama a atenção no disco é As Coisas Tão Mais Lindas (Nando Reis), interpretada por Vitor Kley, Mato Seco, banda de reggae catarinense, e o guitarrista e cofundador do grupo R.E.M., Peter Buck. A turma jovem e solar injetou um vigor na canção e o suingue da guitarra de Buck, aliado aos coros e segundas vozes da turma, trouxeram um clima festivo e astral para a música, pronta para qualquer festa nativa do ritmo. Na faixa seguinte, uma ótima surpresa: Sandra de Sá e o rapper Xis recriam Socorro, composição de Xis, Arnaldo Antunes e Alice Ruiz. Com sua presença sempre segura e criativa, Sandra conduz a música com personalidade e novas divisões, até a entrada de Xis, com um rap inédito escrito especialmente para a nova versão. A partir daí, a dupla traz nova vida ao que já era originalmente um reggae para uma verdadeira rap reggae party. O clima de festa nos conduz para o final do álbum e a dançante No Recreio mantém o astral lá em cima, interpretada por Filipe Catto e Val Donato. A diferença no timbre de suas vozes – agudo e grave – trouxe um sabor especial à releitura, num encaixe harmonioso e feliz. Impossível não associar as vozes de Val e Cássia, tamanha a semelhança. A cantora paraibana, inclusive, já interpretou a homenageada no show Nós, Voz, Eller, que percorreu o Brasil. Cássia Reggae Vol 3 termina no reggae com pitadas eletrônicas de Por Enquanto (Renato Russo), interpretado pelo Jota Quest – Rogério Flausino (voz), Marco Túlio (guitarra), PJ (baixo), Paulinho Fonseca (bateria) e Marcio Buzelin (teclados). Com esta terceira edição, a série Cássia Reggae finaliza a trilogia iniciada em julho de 2022, passando pelo segundo volume, lançado em novembro do mesmo ano. Ao todo, mais de 30 artistas lembraram e homenagearam Cássia e sua obra em releituras alegres e emocionadas de seus sucessos e canções lado B, como Gilberto Gil, Samuel Rosa, Margareth Menezes, Frejat, Nando Reis, Chico Chico, Ana Cañas, entre muitos outros. “Estou muito feliz com essa trilogia. Foi uma missão que me foi dada e foi executada com muito amor, respeito e um tanto de saudade”, diz Fernando Nunes. “A Cássia Eller é uma das artistas mais queridas e emblemáticas do catálogo da Universal

Peter Gabriel lança primeiro álbum de inéditas em 20 anos; ouça i/o

Depois de um ano lançando uma nova canção a cada lua cheia e se apresentando ao vivo de forma arrebatadora no Reino Unido, na Europa e na América do Norte, Peter Gabriel lançou o álbum de estúdio, i/o. i/o são 12 faixas com graça, gravidade e grande beleza que oferecem uma bem-vinda confirmação não apenas da capacidade contínua de Peter de compor músicas que fazem você parar tudo para ouvir, mas também da voz emocionante, que continua perfeita e deliciosamente intacta. Ao longo do álbum, as canções inteligentes e reflexivas (e que também provocam reflexão) abordam a vida e o universo. Nossa conexão com o mundo ao nosso redor — I’m just a part of everything (“sou apenas uma parte de tudo”), canta Peter na faixa-título, i/o. É um tema recorrente do álbum, assim como a passagem do tempo, a mortalidade e o luto, e também temas como injustiça, vigilância e as raízes do terrorismo. Mas não se trata de um disco solene. Embora seja reflexivo, o clima nunca é de desânimo; i/o é musicalmente venturoso, muitas vezes alegre e, em última análise, cheio de esperança, coroado com a música de encerramento excitantemente otimista, Live and Let Live. Gravado em sua maior parte no Real World Studios e no estúdio caseiro de Peter, em uma longa gestação, i/o reúne um elenco considerável. Peter manteve seu fiel círculo interno de músicos por perto, o que significa que o guitarrista David Rhodes, o baixista Tony Levin e o baterista Manu Katché são presenças marcantes em todo o álbum. Várias músicas trazem as impressões digitais do velho parceiro Brian Eno, enquanto há contribuições notáveis de Richard Russell, do pianista Tom Cawley, dos trompetistas Josh Shpak e Paolo Fresu, da violoncelista Linnea Olsson e do tecladista Don E. A filha de Peter Gabriel, Melanie, contribui com vocais de apoio calorosos, assim como Ríoghnach Connolly, do The Breath. Richard Chappell, Oli Jacobs, Katie May e Richard Evans, frequentadores assíduos do Real World, cuidam da programação e tocam vários instrumentos. O Soweto Gospel Choir e o coral masculino sueco Oprhei Drängar emprestam suas magníficas harmonias vocais a algumas faixas, e a seção de cordas da New Blood Orchestra, liderada por John Metcalfe, acalma e eleva.

Johnny Monster se inspira em Pet Sounds, Raul e Almir Sater em A Nova Era Do Só Você

O cantor e compositor paulista Johnny Monster lançou o disco A Nova Era Do Só Você, via ForMusic Records. Apresentando uma sonoridade nova e mais orgânica, o álbum inclui dez faixas que criam o trabalho mais forte e conceitual de Johnny até hoje. O processo de criação do A Nova Era Do Só Você começou em um formato acústico, apenas violão e voz, no estúdio Aurora, no final de 2020. “Senti uma necessidade muito forte de registrar essas músicas. Foram compostas em diferentes períodos, mas com características em comum: elas tinham uma linha, um estilo ‘folk country rock psicodélico brasileiro’ diferente dos meus outros discos, onde as músicas possuem direções variadas, mesclando estilos”, conta Johnny. “Dessa vez, é quase como um álbum ‘conceito’, as canções todas realmente se completam.” Após a sessão inicial, e inspirados por uma audição do disco Pet Sounds dos Beach Boys, Johnny e o produtor Carlos Eduardo Freitas, decidiram tomar uma abordagem semelhante ao processo de Brian Wilson e a sonoridade “wall of sound”, com diversos overdubs gravados em cima das gravações acústicas originais. O resultado foi um álbum “vintage”, inspirado nas produções nos anos 60 e 70 e gravado com praticamente nenhum efeito ou edições digitais. Foram utilizados também arranjos de cordas, e muitas camadas de violões e guitarras, conferindo ao disco uma grandiosidade que honra os álbuns clássicos da época. Além de Pet Sounds, o músico ainda cita influências de artistas como Buffalo Springfield, Grant Lee Buffalo, Velvet Underground, Kevin Morby, entre outros; e inclui também inspirações nacionais, como Almir Sater e Raul Seixas, evidenciados pela instrumentação em várias faixas do disco. Por conta da pandemia, o número de músicos envolvidos no disco foi reduzido, escalonados em sessões distintas. Além dos instrumentos gravados pelo próprio compositor, participaram das gravações Guga Almeida (bateria), Júlio Pelloso (cello), Thiago Moretti (violinos), e Helena Hennemann (backing vocals). Além de produzir o disco, Carlos Eduardo Freitas tocou baixo. Mesmo tendo sido criado em um momento difícil, as canções do álbum mantém um tom otimista. “Dei tudo, mesmo, nesse álbum. Foi um trabalho insano, num momento difícil de nossas vidas, com pandemia, cenário político horroroso; mas o disco tem uma mensagem muito esperançosa, uma força e coesão que não sinto nos meus outros trabalhos.” O disco é formado por dez faixas, entre elas os singles Os Pássaros, Cidade Grande e Armadilhas Do Pensamento, já disponibilizados anteriormente. O álbum é encerrado pela faixa título, que sintetiza os temas e sonoridade do álbum em um final grandioso, guiado pela orquestração de um arranjo de cordas. Ouça A Nova Era do Só Você, de Johnny Monster

Blitz lança Supernova, álbum com inéditas e convidados especiais

Isabella Moriconni

Supernova, novo álbum da Blitz, ja está nas plataformas de streaming. Com 14 faixas, alguma delas já lançadas como singles, trata-se do primeiro álbum de inéditas da Blitz desde Aventuras II (2017), e marca a estreia da banda de Evandro Mesquita & Cia na gravadora Biscoito Fino. “A gente começou a construir o álbum durante a pandemia, quando só rolavam aquelas lives meio frias, sem a troca que a gente gosta de ter com o público. Então, começamos a fazer música: ficávamos Billy e eu no meu estúdio, e depois começamos a compor com outras pessoas, via internet. As canções foram aparecendo, até acharmos que tínhamos um ótimo material para um disco”, conta Evandro Mesquita. “Conseguimos reunir músicos do sul, do nordeste, do sudeste….é um disco nacional”, brinca o tecladista e compositor Billy Forghieri, que divide com Evandro a produção e a direção musical de Supernova. O álbum conta com as participações super especiais de Roberto Frejat, parceiro de estrada da Blitz desde o Circo Voador, a rapaziada da ConeCrew Diretoria, João Suplicy, Fagner e a cantora Coral. Um time de músicos da pesada, como Dadi Carvalho, Vinícius Cantuária, Rogê Brasil, Fernando Magalhães, Milton Guedes, Jorginho Gomes, George Israel, Overdrive Duo, Funk Como Le Gusta e a Bing Band na Gaveta, entre outros, se somam ao projeto. Lado Escuro da Rua abre o álbum, imprimindo de cara a assinatura da banda. Já Estive com Stevie é uma canção que Evandro fez nos primórdios da Blitz, agora revisitada. O homem avental também é um resgate: “Essa é uma parceria com o saudoso Luiz Carlos Góis, autor teatral e compositor da minha época de teatro”, conta Evandro. “É o nosso momento Ana Maria Braga”, define Billy. Roberto Frejat toca guitarra e co-assina o arranjo de Agora é a hora com Evandro e Billy, e João Suplicy faz guitarra, violão e vocais nas faixas Sumiu na fumaça e Terror na Vizinhança, parcerias do paulistano com o bandleader da Blitz. É de Evandro a canção Manu, composta para a filha Manuela Mesquita, que reforça os vocais da gravação ao lado das titulares Andréa Coutinho e Nicole Cyrne, na formação da Blitz. Ser tão imenso nasceu da internet, quando Evandro Mesquita descobriu numa live a cantora Coral, do interior da Bahia. “Achei muito interessante a poesia e a forma como ela interpreta as canções. A Coral propôs gravar uma música da Blitz, mas eu achei mais legal fazermos uma música nova”. Somos todos índios, que fez sucesso na voz de Fagner e virou hino da Fundação que o cantor fundou no Ceará, volta em nova versão. O próprio Fagner e Vinícius Cantuária, baterista e co-autor da canção, são os convidados na faixa.   Com arranjos de Papatinho, Evandro e Billy, Greg e sua Gang conta com a participação do guitarrista Ari Mendes e do ConeCrew Diretoria, responsável pelos novos versos da canção. A divertida Nano Podcast do Welder é uma brincadeira de Evandro com o podcast que comediante Welder Rodrigues, com quem contracenava na Escolinha do Professor Raimundo: “Era basicamente um jogo de palavras, e partir das respostas que dei, eu e o Rogê Brasil fomos construindo a canção”. Grilado, Saquarema (remix) e a radiofônica Choveu completam o repertório de Supernova, que chega junto com a Turnê Sem Fim, que banda faz pelos palcos do planeta. “Os shows emocionantes e os encontros com o público voltaram com uma força enorme”, festeja Billy Forghiere. Há mais de quatro décadas na estrada, a Blitz segue renovando o seu público: “A galera da nossa geração vai aos nossos shows levando os filhos, o que mostra que música boa não tem prazo de validade”, finaliza Evandro Mesquita.

Madness lança o álbum Theatre of the Absurd presents C’est La Vie; ouça!

Theatre of the Absurd presents C’est La Vie é o novo álbum do Madness, que acaba de chegar nas plataformas de streaming. C’est La Vie combina a ambição de obras-primas em tela ampla como The Liberty Of Norton Folgate e The Rise & Fall com o instinto de criação de músicas cativantes, como as encontradas nos clássicos Absolutely, 7 e Can’t Touch Us Now. Este álbum é uma suíte de 14 músicas, repleta de ganchos viciantes e refrães vibrantes. Apresenta uma pitada de space-ska intrigante e genialidade pop sofisticada, proporcionando uma alegre viagem por um cenário de castelo inflável. Além disso, reserva espaço para momentos de raiva justa, poderosa empatia e a sabedoria simples que sempre operou sob a fachada peculiar da banda. É, em outras palavras, um clássico álbum do Madness.

Orquestra Laboratório Bastet lança o segundo álbum; ouça!

A Orquestra Laboratório Bastet acaba de lançar mais um original e desafiador álbum de música instrumental. Com forte atuação no bairro paulistano do Bixiga, o grupo de investigação, improvisação e composição, criado pelo baterista e produtor Sérgio Machado Plim com um grande elenco de outros renomados instrumentistas do Brasil, chega agora ao segundo registro, intitulado Orquestra Laboratório Bastet 2. O disco foi composto e gravado em Piracicaba (SP), no moderno LAB Sound, referência em estúdios no interior paulista. A Orquestra Laboratório Bastet volta com um registro de nove faixas repleto de improvisos e texturas. São músicas ricas em detalhes, em que cada instrumento apresenta o timbre ideal, em sintonia com toda a composição. A Orquestra é formada por músicos e produtores, músicos de diferentes vertentes da improvisação, assim como atuação em distintas produções. Formam o grupo Sergio Machado Plim (bateria), Vanessa Ferreira (contrabaixo), Lello Bezerra (guitarra), Everton Santos (samplers), Thomas Souza (saxofone) e Richard Fermino (clarone, flauta e trombone). E foi no LAB Sound, com gravação, mixagem e masterização do engenheiro de som Max Matta, onde os músicos da Orquestra Laboratório Bastet fizeram todo o trabalho de processamento de música em tempo real que se escuta no álbum. Em estúdio, os músicos criaram e gravaram os efeitos e texturas, tanto da parte eletroacústica como das partes de samplers. A audição remete a algo desenvolvido em uma pós-produção, com efeitos e recheado de camadas. Como revela Plim, o álbum tomou vida no Lab Sound, no momento em que começaram a tocar. “O LAB Sound foi o local onde surgiram diversas ideias e composições”, destaca. Como contextualiza Sérgio, a sonoridade deste segundo disco da Orquestra Laboratório Bastet é diferente da improvisação de um estilo como o jazz, por exemplo. “Nosso trabalho é de buscar ideias e registrá-las, consolidá-las num processo em tempo real no estúdio. Quando tomamos uma forma, estruturamos na hora os arranjos”. A única regra, aponta Plim, é ser espontâneo para compor. “Nossa música tem uma energia de estar junto e não necessariamente de mãos dadas o tempo inteiro. Tem uma órbita, mas nada impede – e acontece – de, às vezes, ocuparem um mesmo espaço, e sem querer ajustar. Aqui é um lugar de muita improvisação e de um jeito muito peculiar, único da Laboratório”, finaliza Plim.

Day Limns revela segundo disco de estúdio, VÊNUS≠netuno

Trazendo à toda sua verdade e vulnerabilidade, Day Limns lançou o segundo álbum de estúdio, VÊNUS≠netuno. O disco é uma jornada emocional que traça um paralelo entre complexidade das relações humanas, abordando temas como dualidade, sacralidade, pecado e redenção. VÊNUS≠netuno trata da dificuldade de conciliar a relação entre o terreno e o espiritual, o sacro e o profano, o bem e o mal etc, mas com a eterna tentativa de fazer dar certo. Segundo a artista, VÊNUS≠netuno é alguém obcecado  por romantizar, idealiza quem ama a ponto de colocá-la num pedestal, atribuindo a essa pessoa a importância “de um deus”, (no nosso caso – deusa) e que, quando de frente com a realidade nua e crua, encontra verdadeiras dificuldades para enfrentá-la ou simplesmente aceitá-la como é, levando à desilusão.  VÊNUS≠netuno é uma jornada de auto libertação, carregada de raiva, paixão e uma pitada de inocência de seus trabalhos anteriores. Para Day, esse disco representa o exorcismo de sentimentos que a devoravam, como o da “culpa de nunca ser o suficiente”, que ela foi ensinada a sentir por tanto tempo em sua vivência na  igreja.  “Estava tudo muito à flor da pele e a culpa foi desencadeada. Não me fizeram sentir assim, mas reagi baseada na minha vivência. Pensava: ‘Eu era muito ruim, eu sou um lixo, uma cruz para aquela pessoa’. Percebi que a minha necessidade de endeusar alguém vinha muito desse lugar, de crescer precisando de salvação”. Vulnerabilização  Para o projeto, Day Limns mergulhou firme nas próprias sensações, abrindo feridas na intenção de se curar. Ao lado dos cinco vezes indicados ao Grammy Latino, Los Brasileros, a cantora conta com DMAX e Isadora Sartor como produtores do projeto, além de compositoras como Carolzinha e  Jenni Mosello que contribuem muito para o pop brasileiro.  Investindo em uma sonoridade mais forte e elementos mais dark, VÊNUS≠netuno mostra uma Day potente, tanto em suas letras, quanto nas músicas em si, provando o clamor da artista ao mostrar seus sentimentos. “Tive a ideia de falar sobre o relacionamento da perspectiva de alguém que viveu na igreja por muito tempo. Tratando essa pessoa como se fosse uma deusa mesmo, uma coisa romântica e idealista. O resultado de colocar alguém no pedestal é que você se sente inferior. É uma expectativa irreal e injusta que você coloca na pessoa e que ela nunca vai atingir porque é tão humana quanto você”. Parcerias Day Limns escolheu cuidadosamente seus colaboradores para trazer perspectivas nunca antes vistas em cada faixa do projeto. Na já lançada Cinzeiro, a artista se une a FROID, uma figura proeminente na cena musical urbana, que emprestou seu talento a uma composição instigante. Conhecidas por sua imponência e letras fortes, Hyperanhas une forças com Day Limns em Apocalíptka, faixa que captura a essência de um apocalipse iminente, criando uma experiência musical inesquecível. Lançado junto a audiovisual dirigido por GAFE, conhecido por seu trabalho icônico em Doce 22, de Luísa Sonza, VÊNUS≠netuno será apresentado por meio de visualizers envolventes, criando uma jornada visual que complementa a música. O novo álbum é um divisor de águas na carreira da cantora, fundindo diversos gêneros musicais e uma visão artística profunda. 

Andre Ribeiro busca a conexão entre as pessoas em “o que será de nós”

Em uma era onde a música muitas vezes é moldada por expectativas e padrões de mercado, o cantor e compositor Andre Ribeiro lança seu debute solo em um disco que exige um momento de contemplação, de calma para embarcar em uma jornada climática e de ambiências com questionamentos existenciais contemporâneos.  O que será de nós chega apresentando um criador novo porém em um momento de maturidade artística e criativa. “Apesar do disco estar pronto desde 2021, agora talvez seja o momento em que ele finalmente deixa de ser uma narrativa pessoal e começa a se tornar uma conexão com quem estiver disposto a ouvir o disco”, diz andre ribeiro, refletindo sobre o processo de criação.  Prestes a voltar aos palcos, andre ribeiro fez parte da banda Alaska por uma década e, desde 2019, tem se dedicado ao seu projeto solo. Após vários singles e um EP lançados ao longo desse período, ele consolida todas as experiências em seu debut. Cada passo explorava diferentes roupagens sonoras e estilos, servindo como uma introdução ao público para não esperar uma linearidade sonora, mas sim uma viagem multifacetada pelas emoções e pensamentos do artista. “Eu tento não pensar no disco como um cartão de visita, que me apresenta enquanto produto”. Ele compartilha que cada elemento do álbum – desde as músicas até a tracklist e o título – surgiu como uma expressão natural do que sentia. “Tenho me permitido cada vez mais compor e criar por mim e para mim,” diz ele, revelando uma abordagem profundamente pessoal à sua música e carreira. O que será de nós é um lançamento do selo e produtora independente paulista Eu Te Amo Records, label de nomes do indie como Meyot, Kassel e IIGOR.

Após show no Brasil, Måneskin lança versão deluxe do Rush!

O Måneskin lançou Rush! (Are U Coming?), uma nova edição de seu aclamado álbum Rush! O novo trabalho apresenta cinco músicas inéditas, incluindo a provocante balada de rock Valentine, que entrelaça perfeitamente os vocais sensuais do vocalista Damiano com os refinados floreios de guitarra do guitarrista Thomas. Na relação de canções inéditas estão Honey (Are U Coming?) e The Driver, que foram tocadas no recente show dos italianos em São Paulo. O álbum também traz o lançamento tão aguardado de Trastevere – a cativante balada crua é liderada perfeitamente pelos vocais impactantes e apaixonados de Damiano, originalmente apresentada ao vivo no fenomenal show da Circo Massimo em Roma, onde se tornou instantaneamente querida pelos fãs. Carregando o nome do bairro onde cresceram em Roma, é uma das músicas mais cruas e pessoais que a banda já escreveu. Off My Face apresenta uma sonoridade turbo-carregada, uma melodia instantaneamente viciante e letras enfáticas que exploram o tema do amor tóxico e da sensação de vício em outra pessoa, tornando-a uma fatia primorosa do som que levou Måneskin à fama global. The Driver é um bop épico com seu refrão contagioso e um solo de guitarra estelar, servindo de trilha sonora para a jornada de uma história de amor e atuando como uma metáfora para descrever o clímax de se apaixonar. Valentine chegou acompanhada por um videoclipe oficial, já disponível para assistir no YouTube da banda.