Atração do Primavera Sound, Slowdive revela álbum Everything is Alive

Atração do Primavera Sound São Paulo, a banda Slowdive lançou o álbum Everything is Alive, via Dead Oceans. As lendas do shoegaze também anunciaram uma série de eventos de audição antecipada em toda a América do Norte. Sobre alife, último single do disco, o vocalista, Neil Halstead acrescenta: “alife é uma das primeiras músicas que finalizamos para o álbum. Shawn Everett fez um ótimo trabalho com a mixagem. Tentamos tantas vezes descobrir uma boa mixagem sozinhos e não conseguimos… isso meio que nos derrotou até que Shawn entrou em cena. Decidimos que se ele conseguisse lidar com isso, provavelmente conseguiria fazer o álbum inteiro. Nosso amigo Jake Nelson fez uma animação muito legal para essa música; pega algumas das imagens da obra de arte e se aprofunda um pouco mais nisso”.
Ablan Namur lança o visceral e urgente Verdades Malditas

Da dor ao amor, da alegria à agonia, da introspecção à explosão, o cotidiano moderno é uma montanha russa de sentimentos, que mudam subitamente em um piscar de olhos. Impossível de se controlar tantos sentimentos, tentar mudar, retomar a direção. É sobre estas visceralidades e urgências do indivíduo que o músico e produtor paulistano Ablan Namur escancara tudo e mais um pouco no EP Verdades Malditas. O EP, completamente gravado e produzido por Ablan ao longo dos últimos anos, possui cinco músicas dilacerantes, rápidas e repletas de efeitos. As batidas remetem ao hardcore melódico, os riffs ao post hardcore e ao rock alternativo moderno, junto a nuances do punk e até do metal industrial devido às distorções tecnológicas. Ablan tem como referência bandas como Hot Water Music, Alexisonfire, Rancore, Refused, Fugazi, Title Fight, Sugar Kane, Zander, NOFX, A Day To Remember, entre outras. Possui, por certo, uma atmosfera bem visceral e orgânica com sentimentos de dor, misturado à euforia e agonia, com uma gota de saudade. É também para lembrar dos momentos difíceis e diminuí-los. Lembrar dos momentos bons e celebrá-los. O ritmo frenético do EP coloca os sentimentos em cheque, quase sempre massacrados pelas levadas marcantes pelos timbres autênticos de guitarras, baixo e bateria. “Temos também um toque de amor e saudade, que nos leva a lembranças da infância e juventude, fazendo com que essas lembranças venham à tona e nos confortem. É para extravasar, sentir na pele os sentimentos que carregamos e fazer com que eles tragam a catarse e emoção”, contextualiza Ablan. Verdades Malditas é uma lição de vida, um livro aberto sobre os aprendizados da vida entre conquistas e derrotas. É, ainda, um tapa na cara para encarar o amanhã. O tema do disco é voltado a problemas conectados à depressão, síndrome do pânico, adicção, ansiedade, amor não correspondido, violência verbal, doutrinação, mediocridade. “Esse memento significa um primeiro passo para que as pessoas possam conhecer meu trabalho e se jogar de cabeça nas canções que tenho a oferecer!”, ele finaliza.
Carla Muzag lança segundo álbum, 5 Orientes; ouça!

A cantora, compositora, violonista e atriz mineira Carla Muzag lança seu segundo álbum, 5 Orientes, álbum que dialoga e está relacionado com a percepção do meio interno e externo dos cinco sentidos, sendo assim, uma orientação da nossa própria intuição e para a artista intuição é para seguir, se redescobrir, viver bem e traçar caminhos. Aliado a isso, a presença da natureza e suas sabedorias ancestrais, temos os cinco elementos: terra, fogo, água, vento e éter que formam o conceito do álbum. 5 Orientes foi produzido pelo conterrâneo Sérgio Pererê e pelo pernambucano Jam da Silva. O álbum é inteiramente autoral e Carla Muzag divide composições com os dois produtores, além de participar diretamente de todo o processo de criação, produção, gravar todos os violões e assinar a arte da capa. O projeto do álbum é inusitado por reunir dois produtores musicais que dividiram a produção do álbum, gravado parte em Belo Horizonte e parte em Recife reunindo músicos dos dois estados. Em Belo Horizonte com Sergio Pererê as músicas produzidas foram: Essencial, Caminhos do Vento, Meu Ponto e Vertical e em Recife Jam da Silva produziu as músicas Maré, Destino (ODU) e Bem Perto. O álbum conta com a participação especial do percussionista e compositor Toca Ogan, integrante da Nação Zumbi, da musicista Kelly Rabequeira na música Maré e do músico e compositor Barulhista em Meu Ponto. Segundo a artista, 5 Orientes “…refere-se à uma orientação ou um ajustar-se à maneira de ser e estar no mundo, tendo os sentidos, os elementos da natureza e a ancestralidade como guia”. O álbum foi concebido no período pandêmico e a maioria das músicas produzidas nesse mesmo momento em que ela se tornou mais introspectiva, conectada com seus sentidos, emoções, intuições, levando a artista na busca de sua África e ancestralidade em Minas e Recife. As limitações de viagens e encontros com outros músicos prolongaram o processo de gravação e fizeram Carla Muzag pesquisar e explorar mais os recursos tecnológicos. Algumas investigações sonoras eletrônicas ficam evidente no álbum e se funde a sonoridade orgânica dos instrumentos, criando um diálogo pop com a ancestralidade da música brasileira. Em O Tempo Sou Eu, primeiro álbum da artista (a época ela assinava o nome artístico Carla Gomes), lançado em 2014, produzido pelo renomado músico e produtor musical Liminha e que contou com participação da banda Cidade Negra, Carla Muzag deixa evidente sua familiaridade com diversos movimentos e estilos musicais, com atmosfera pop a artista mostra também seu lado intérprete. O álbum recebeu excelentes críticas e poucos meses após o lançamento ela foi indicada ao 26º Prêmio da Música Brasileira. Agora, em 5 Orientes, ela propõe uma reflexão e um olhar para um futuro otimista e mais interativo, discutindo temas atuais, sob o olhar da mulher negra brasileira, como as relações cotidianas, o respeito as diversidades, a natureza, a ancestralidade e a interatividade que são abordados através de sua escrita.
Thrills & The Chase lança o álbum Thrills After Dark; ouça!

“Música triste para dias felizes, ou talvez o contrário”, é assim que a Thrills & The Chase define o estilo de som que faz desde 2010 na capital paulista. Atualmente formada por Calvin Kilivitz (voz), Claudio Guidugli (teclados), Fabio Machado (baixo), Louis Daher (guitarra) e Zé Telles (bateria), a banda lançou o segundo disco de estúdio intitulado Thrills After Dark. “Há pelo menos três temas que se repetem ao longo das oito faixas – ansiedade, frustração com o mundo moderno (leia-se era da informação e pós-capitalismo) e religiosidade. O resultado é essa justaposição entre letras sorumbáticas e instrumental enérgico”, revela Calvin Kilivitz. Com letras permeadas de figuras de linguagem cristã – a palavra inferno aparece em metade das faixas, enquanto outras citam demônios, apocalipse, imolação e o conceito da noite escura da alma, Thrills After Dark foi em grande parte gravado ao vivo no Estúdio Aurora, com produção de Carlos Freitas e Júlio Miotto. “Os únicos elementos que não fazem parte dos takes ao vivo são algumas das vozes principais e as dobras de guitarra. Não há remendos ou truques de estúdio – acredito que as faixas se beneficiam desse estado imperfeito”, conta o vocalista. Para comemorar o lançamento do álbum pelo selo Craic Dealer Records, a banda divulgou nesta segunda-feira (28), o videoclipe da faixa A Special Place in Hell, que de acordo com Kilivitz, é uma cavalgada conduzida por riffs de guitarra inspirados no glam rock. “A letra fala sobre a frustração com ativismo de sofá, hustle culture e gig economy (não sei se há equivalente em português para esses termos, e me surpreenderia se houvesse, dada a tendência dos faria limers aos anglicismos). Certas startups e colossos do Vale do Silício são citados diretamente, na expectativa demasiadamente otimista de que no futuro essas referências se tornem obscuras”. O videoclipe foi dirigido e produzido por Roberta Fabruzzi e conta com a atuação da bailarina Carol Esposito. “O clipe é um acompanhamento não-convencional para o que talvez seja a composição mais convencional do disco”.
The Zasters lança Hunting Season, primeiro álbum com feats especiais

A banda The Zasters lançou, na última sexta-feira (25), em todos os apps de música, o seu primeiro álbum de estúdio, Hunting Season, após quase três anos de composição e pré-produção. O novo trabalho da banda paulistana já está disponível pelo selo musical Marã Música. Para celebrar este lançamento, o trio paulistano lança também um clipe para a nova faixa Coffee Rush, que traz a participação do guitarrista Raffa Brasil, da banda Far From Alaska. O audiovisual é dirigido por Rafael Rossener (que já trabalhou com artistas como Kevinho, MC Pedrinho, e muitos outros). Com 11 faixas, sendo seis inéditas, Hunting Season conta com a produção de Gabriel Zander, mixagem de Math Bishop (que já trabalhou com artistas como The Killers, Taylor Swift, Two Door Cinema Club, e vários outros) e foi masterizado por Kevin Nix. Além de Raffa Brasil, o álbum também traz as participações de Cyz Mendes, vocalista da banda Plutão Já Foi Planeta, na faixa inédita Gaslight, e de Carol Navarro, baixista da Supercombo, em You Make Me Feel (single mais recente lançado pela The Zasters em julho deste ano). “A maioria das composições foram rolando bastante nos nossos ensaios e no nosso grupo de whatsapp”, contam os integrantes da The Zasters. “Em todas as músicas testamos ideias e mais ideias, acho que cada uma deve ter tido umas 15 ou 20 versões pelo menos até chegarmos nas composições finais. E algumas músicas acabaram sendo incluídas no álbum quando já estávamos no estúdio e ainda eram ideias iniciais, então fomos desenvolvendo as composições juntos no estúdio durante o dia, e cada um de sua casa nas noites entre as gravações”, completam. A banda garante para todos que ouvirem Hunting Season que há um pouco de cada integrante no álbum e explica a sonoridade do trabalho. “Há um pouco de tudo que ouvimos, amamos e aprendemos durante toda nossas vidas… o que é bastante amplo: do rock ao pop, punk, rap, etc… e principalmente o indie, que sempre foi nossa principal vertente”. Após anos de preparação e terem a certeza de que tinham em mãos o álbum que sempre sonharam em mostrar ao mundo, os integrantes da The Zasters Jules Altoé, Na Sukrieh e Rafa Luna sabem que este é o projeto mais importante de suas vidas até agora. “Nosso propósito como banda é passar a mensagem de liberdade de ser quem você quer ser, mesmo que ninguém mais entenda. Inclusive conversamos muito quando percebemos que tínhamos faixas muito diferentes entre si, mas que isso não era de forma alguma um problema, era o que tornava único o repertório que a gente construiu ao longo das composições”, explicam. Sobre as expectativas para o lançamento de Hunting Season, eles afirmam: “Estamos doidos pra saber o que as pessoas vão pensar de todas nossas loucuras musicais, que a gente ama muito!”, finalizam. Ouça Hunting Season, do The Zasters
Drenna e o altamente improvável no novo disco, Cisne Negro

A expressiva trajetória da Drenna foge de padrões, mas é recheada daqueles esperados momentos apoteóticos e de rupturas com o passado. A banda carioca encarou a dura estrada da música independente, incrementou o rock com sonoridades modernas, tocou no Rock in Rio e chega agora ao segundo álbum da carreira, Cisne Negro, que traz reflexões afirmativas sobre a própria trajetória, posicionamento sobre pautas sociais, mas também sobre o orgulho e a diversão de perseverar. Fala, sem medo, sobre quem é, de onde veio e aonde irá. O lançamento acontece por meio do selo Toca Discos, gerenciado por Felipe Rodarte e Constança Scofield, renomados produtores do mítico estúdio carioca Toca do Bandido. O grupo formado pela cantora, compositora e guitarrista Drenna Rodrigues, junto a Milton Rock (bateria) e Bruno Moraes (baixo), é a materialização de um sonho, agora uma realidade robusta em Cisne Negro. Drenna é nascida e criada no Complexo do Alemão. Uma mulher, periférica, que se jogou pro rock com uma dedicação que a tornou uma cantora, guitarrista e compositora cheia de personalidade, que desde as primeiras aulas de música no Vila Lobos, seguiu em busca de sua convicção de viver pela arte. Este é um possível norte para a audição de Cisne Negro, com 10 faixas, que reúne os singles lançados anteriormente [A Casa, A Praia (composições pós-pandemia) e Haters e Me Desculpa, Game, A Busca (com participação de Kauan Calazans, do Folks, outro artista da Toca Discos) e mais inéditas. Um norte possível de uma artista, pela sua trajetória, tida como altamente improvável, entretanto, contrariando a tudo e a todos. Vale lembrar que o cisne negro é um conceito criado pelo filósofo e escritor Nassim Taleb e que pode ser considerado como um momento de crise ou evento raro de grande impacto. A ideia é que, apesar das grandes proporções tomadas por tais eventos, e de só podermos compreendê-los após ocorrerem, o ser humano é capaz de se preparar e vencê-los, como é o caso da Drenna. DNA da Drenna Neste novo disco, Drenna traz a sonoridade com seu DNA, mas buscando novos elementos, buscando sempre novidades. O produtor Felipe Rodarte focou na contemporaneidade do conceito e na busca em trazer um rock brasileiro que dialogue com bandas atuais, como Paramore e Machine Gun Kelly. A produção também é focada em nuances de coisas como 808 do hip hop e com graves de bailes de favela e texturas. Cisne Negro tem uma sonoridade que desperta a curiosidade do ouvinte por adentrar o universo da Drenna de faixa a faixa, este é o trajeto do som da banda, costurado pela visão de ordem proposta por Constança Scofield, Diretora Artística do Toca Discos. Já a construção dos arranjos foi dirigida pelo produtor Felipe Rodarte nessa perspectiva, de pegar o ouvinte a cada segundo – cada segundo uma novidade na música. Drenna, artista de destaque – Drenna é uma mulher da comunidade que toca rock, que não se entregou aos estereótipos e às adversidades e foi em busca do sonho de tocar guitarra. A banda é a materialização do empoderamento da mulher, a Drenna, com dois parceiros incríveis.
Plutão Já Foi Planeta revela terceiro álbum de estúdio; ouça!

A banda Plutão Já Foi Planeta lançou seu homônimo terceiro álbum de estúdio. Recheado de novidades, o disco crava de vez a identidade musical do grupo que reúne na atual formação Cyz Mendes, Sapulha Campos (guitarra) e Gustavo Arruda (guitarra). O material de inéditas apresenta a nova fase do Plutão Já Foi Planeta, que tem como marca uma energia mais vibrante e rock’n’roll. Além do rock, o lançamento traz referências diretas e indiretas da música brasileira, o que se reflete tanto nas novas composições como nas apresentações. Após disponibilizar Uma Canção Só Sua, primeiro single do novo disco, a banda revelou de uma só vez um single duplo contendo Em Todo Canto e Tremeu Minha Solidão. Em Todo Canto, inclusive, ganhou um videoclipe produzido pela própria banda com imagens captadas durante a Tour Nordeste 2023 que aconteceu no mês de junho passando por sete cidades de cinco estados da região e homenageia os fãs. Para revelar trechos das músicas ainda não apresentadas oficialmente para os fãs, eles decidiram criar um game online feito de desafios que aconteceram nas redes sociais para “desbloquear” spoilers das faixas. Os prêmios iam desde poder participar de uma stream party a ouvir trechos das canções. Já os desafios envolveram completar tarefas de divulgação do disco a fazer o bem colaborando na campanha do agasalho do Padre Júlio Lancellotti. As influências do terceiro disco de estúdio passam por uma boa variedade de estilos diferentes com referências diretas e indiretas que transitam pelo universo da música brasileira. O Plutão surpreende com um disco mais rock do que os fãs estão acostumados. Não é à toa que o single duplo previamente lançado foi beber da fonte do indie rock do começo dos anos 2000. Mas, especialmente para aqueles ouvintes que acompanham desde o Daqui Pra Lá (2014), a essência que a banda carrega nesses 10 anos continua presente. Algumas das músicas, inclusive, já foram tocadas na turnê de 2023 e a recepção é das melhores, seja pros fãs mais antigos ou para quem acabou de chegar e conhecer a banda. Uma canção que sintetiza o espírito da nova fase do Plutão Já Foi Planeta é Contramão. “Contramão é uma canção sobre sonhos, objetivos e conquistas. Uma celebração ao novo álbum e a união do trio. Uma tradução em forma de música sobre todo o caminho percorrido para que se chegasse a esse lançamento. Assim como boa parte do disco, também vem numa pegada mais rock e com vocais fortes e marcantes. Letra e melodia crescem no refrão. Inserimos vocais que remetem a uma música bem conhecida dos fãs: Mesa 16. Um pequeno easter egg para as pessoas que seguem a banda desde o começo”, revela o trio sobre Contramão.
Planet Hemp lança álbum Jardineiros: A Colheita com quatro inéditas

O Planet Hemp lançou o desdobramento do projeto Jardineiros, apresentado ao público em outubro de 2022, batizado de Jardineiros: A Colheita. Disponibilizado nas plataformas de áudio pela Som Livre com 20 faixas, o novo disco conta com quatro canções inéditas. Entre as novidades no repertório, Nunca Tenha Medo foi escolhida como música de destaque e conta com a participação de Posdnuos – ex-integrante do trio de rap De La Soul – e produção assinada por Tropkillaz, Nave e Mario Caldato. A track apresenta toques do samba groove e ressalta em sua letra a importância de resistir e nunca desistir, promovendo uma atmosfera motivadora, potencializada pelas citações e homenagens a nomes como Sabotage, Zumbi dos Palmares, Mussum e Mestre Jorge. Pra Ver as Cores do Mundo e os remixes de Onda Forte, com a participação do rapper Kamau, e Ainda, que ganha versos inéditos de BNegão, completam as inéditas. Não Vamos Desistir, Ninguém Segura a Gente e Salve Kalunga, lançadas previamente, desde o início do mês de julho, também integram a tracklist do novo álbum.
Magüerbes lança o álbum Rurais, sobre memórias afetivas e conexões

Rurais, novo álbum do Magüerbes, é sobre memórias afetivas por meio de conexões, encontros, terapia e celebração à vida. O registro tem nove faixas com um rock/metal alternativo repleto de autenticidade, peso, energia e diversão. Rurais já está nas plataformas de streaming via Repetente Records, selo administrado e criado ano passado por Badauí, Phil Fargnoli e Ali Zaher, músicos do CPM 22, junto ao diretor artístico Rick Lion. Haroldo Paranhos (voz e ruídos), Ricardo Franciscangelis (bateria), Julio Ramos (baixo) apresentam Rurais como uma lição de vida em forma de música, como bem diz Thiago DJ – em participação especial – na introdução do álbum. O novo disco da banda foi totalmente financiado por fãs e apoiadores em um projeto de colaboração criado e administrado pelos próprios integrantes em suas redes sociais, onde foram produzidos diversos artefatos com a temática do novo disco, e vendidos antecipadamente para adquirir os recursos para toda sua produção. O conceito de Rurais nasce após a divulgação do lançamento do disco Futuro, de 2015. A ideia, desde então, foi trabalhar músicas com carga pesada de memórias afetivas. Todas as bases e pré-produção foram realizadas no estúdio Nimbus, em São Paulo, e ali a banda escolheu o tracklist de Rurais – muitas ainda ficaram de fora. Durante a pandemia, eles fizeram mais uma pré-produção e, cada um na sua casa, ficou estudando as músicas, fazendo testes, escrevendo as letras. Os encontros eram a cada 15 dias e a banda credita a estas reuniões, chamadas por eles de terapias, a energia positiva que paira em Rurais. Dividir vitórias, angústias, memórias e aproveitar melhor o que eles chamam de “nós entre nós”. E claro que neste processo faria sentido se tudo fosse feito pela banda, com cada integrante ativando sua expertise para gravar e lançar Rurais. Rurais na zona rural O produtor Guto Gonzalez entra na história em 2021, com o seu estúdio – o Canto da Coruja – montado na área rural da cidade de Piracaia, onde o quarteto ficou 10 dias para gravar o disco. Ficaram ali imersos na gravação e afinando ainda mais o projeto de linguagem visual. Rurais, o ônibus e a capa A capa é também essencial ao contexto do disco: é a imagem de um ônibus, comum no interior paulista, que leva os boias-frias para trabalhar na roça, com uma faixa enorme escrito Rurais. Um transporte que leva pessoas de um ponto ao outro, um coletivo. E eis que nasceu um toy paper de um ônibus, um brinquedo, no formato que faz as gravuras no SHN, em papel 300 gramas, estampado em serigrafia com três cores em cada face. De um lado o ônibus aberto para ir montando, com diversas figuras, com elementos da memória afetiva. Aberto carrega muitas memórias.