McFly lança álbum com influência oitentista; ouça Power to Play!

Com muitas guitarras e uma sonoridade bem diferente, a banda inglesa McFly lançou o álbum Power to Play. O sétimo disco de estúdio do grupo traz inspirações fortes do rock dos anos 80, que influenciou a formação musical dos artistas. Os singles Where Did All The Guitars Go? e God of Rock & Roll anteciparam a novidade, que nasceu no McFly HQ: primeiro espaço exclusivo para composição da banda em todos esses anos. Um dos principais nomes de sua geração, o McFly é formado por Tom Fletcher (vocal/guitarra), Danny Jones (vocal/guitarra), Harry Judd (bateria) e Dougie Poynter (baixo). Focando na diversão, o McFly buscou, no novo álbum, uma sonoridade que brinca com o glam rock e heavy metal, inspirado em nomes como Van Halen, Mötley Crüe, Poison e Def Leppard. A produção ficou por conta de Danny em parceria com Jason Perry. Após um período de hiato e a pandemia, a banda finalmente pôde se conectar com o antigo estilo de escrever suas músicas. “Guitarras, honestidade, energia, todos os traços que trazem identidade à banda”, diz Danny. Dougie acrescenta: “Queremos fazer um álbum para sentir vontade de pegar uma guitarra e pular na própria cama. É um álbum que conta uma história, pura felicidade.” Ouça Power to Play abaixo

Jully lança álbum SOS; ouça!

Depois de chamar a atenção para os problemas do planeta através de nove canções lançadas entre o final de 2020 e 2023, a cantora e compositora Jully apresenta o álbum SOS em sua versão final: além dos singles, sete novas faixas trazem temas que só uma ativista como ela conseguiria colocar em pauta no mercado da música. A própria faixa-título já começa dando um recado e, com a parceria da cantora franco-brasileira Virginie Boutaud (mais conhecida pelo início da carreira junto à banda oitentista Metrô), deixa claro em duas línguas que é preciso cuidar do mundo todo: O planeta pede paz, recita Jully já na introdução. “O álbum SOS é um pedido de socorro do planeta e dos outros animais que aqui habitam, os quais estão sendo dizimados por nós, seres humanos. Está na hora de entendermos que somos todos animais moradores deste planeta, e todos merecemos ter nossos direitos básicos respeitados, independente da espécie ou qualquer outra classificação que nos defina. Fazemos parte da Terra, e precisamos entender que, sem a natureza, não somos nada”, afirma Jully, recém-premiada na categoria Música Eletrônica do Prêmio Profissionais da Música 2023, realizado entre os dias 2 e 3 de junho. A cantora e compositora já trouxe a questão dos animais à tona em Somos Todos Um, cantou a morte e a apatia vivenciada no Brasil da pandemia em Distopia, convidou o ouvinte para uma mudança individual em Tears of Fireflies e chamou a atenção para a covardia de humanos com os animais em Milk e em Stolen Babies. Humanizar deu um feedback sobre o impacto do que tem sido feito com o planeta e The Begining falou sobre cuidar da Terra e buscar outras formas de interação com o planeta. Em Libertação, Jully enfatizou que todos os seres deveriam ter seus direitos básicos respeitados. Em Out of Time, avisou que o tempo para impedirmos maiores catástrofes na Terra está acabando. Músicas lançadas em português, em inglês e agora em francês, para o mundo ouvir e refletir, já estão disponíveis nas plataformas formando uma narrativa completa em plena Semana Mundial do Meio Ambiente (5 a 9 de junho). “Durante a pandemia senti um forte chamado para trazer, através da música, mensagens de consciência e transformação, em prol de um mundo mais ético e justo para todos os seres. Quando produzi Somos Todos Um0, primeiro single que lancei deste álbum, senti um chamado a elevar a voz dos animais e dar visibilidade para eles. A sexta extinção em massa está em andamento e continuamos nos ocupando com valores superficiais e ultrapassados.” Com as novas faixas – Atualidade, Alma, Temptation, Veneno, Guardian, Prelúdio e SOS – o álbum poliglota SOS também veio acompanhado de diversos clipes, todos tocantes. Das novas, a faixa-título chega com clipe dirigido por Levindo Carneiro no qual pode-se ver Virginie Boutaud, ativista como Jully, cantando em francês: “Un cataclysme, un brouillard, un tremblement de terre, une balle dans la poitrine”, versão em francês do refrão cantado pela parceira (Um cataclisma, um nevoeiro, um terremoto, um tiro no peito). Além dessa participação e da do paranaense Marano – na já divulgada faixa Out of Time – Jully divide Temptation com o cantor norte-americano Johnny O. O álbum tem produção musical e arranjos do sul-africano radicado no Brasil Grenville Ries: todas as músicas do álbum, com exceção de SOS – que é parceria com Virginie Boutaud – são assinadas por Jully, que compõe ao piano e violão. Carlos Trilha assina a mixagem e a masterização. A imagem da capa foi feita pelo filho da cantora Marcus Beretta. O assunto é tão potente e tem tão poucas vozes no mundo artístico levando essa mensagem à frente que o resultado do trabalho da artista vem alcançando outros países, como a Rússia. “Não cabe mais nos dias de hoje, com tanta riqueza de informação e tecnologia, vivermos às custas da exploração alheia. A Terra nos dá fartura de alimento e todo tipo de matéria-prima para que possamos desenvolver um mundo pacífico sem dominação do mais fraco e vulnerável, e sem poluirmos o solo, a água e o ar com os restos de seus corpos violentados”, resume a cantora e compositora, cuja estética é muito particular e a torna, sem dúvida, a primeira e maior representante dos direitos do planeta Terra no mundo da música.

Mike Ness revela câncer e Social Distortion adia turnê e gravação de álbum

O vocalista do Social Distortion, Mike Ness, foi diagnosticado com câncer de amígdala em estágio um e está se recuperando de uma cirurgia. Como resultado, o Social Distortion adiou sua próxima turnê nos Estados Unidos e interrompeu a gravação de seu oitavo álbum de estúdio. “No meio da pré-produção, fui diagnosticado com câncer de amígdala em estágio um”, disse Ness em um comunicado divulgado na quarta-feira. “Eu estava me sentindo bem o suficiente para continuar gravando no estúdio até o dia anterior à cirurgia. A banda e eu estávamos muito inspirados e empolgados para gravar essas faixas, que por sinal soam INCRÍVEIS!”. “A recuperação da cirurgia é um processo diário e em três semanas começamos a radioterapia e essa deve ser a última terapia de que preciso”, explicou Ness. “A equipe de médicos está certa de que, uma vez terminado este curso, poderei iniciar o processo de cura e recuperação. Esperamos uma recuperação completa que me permita viver uma vida longa e produtiva.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Social Distortion (@socialdistortion)

Doralyce caminha por sua afrodiáspora em novo disco, Dassalu

Como um ensaio entre gêneros, temáticas e sonoridades, a cantora e compositora Doralyce convida o público para a experiência de Dassalu. O quarto disco da artista abraça o afrofuturismo da pernambucana, também conhecida como Miss Beleza Universal. Selecionado pelo Rumos Itaú Cultural, o projeto é distribuído pelo selo Colmeia22 (encabeçado pela própria Doralyce), via Altafonte. Dassalu, em sua forma inicial — antes de se tornar um disco —, é um manifesto criado como parte do ativismo de Doralyce, com o objetivo de estabelecer um código de sobrevivência para pessoas negras e incentivar as pessoas brancas a refletirem e modificarem seu comportamento. Esse manifesto evoluiu para um projeto multimídia que resultou no lançamento de um disco, acompanhado da disponibilização das partituras musicais de suas nove faixas, buscando democratizar o acesso e promover a disseminação das mensagens contidas nesse trabalho. O estilo particular deste disco, com influência do “Olinda Original Style” e mangue beat, explora uma mescla de referências afropop, pop latino, nova MPB, pagotrap, R&B, pop, hip hop, salsa bregadeira, trapfunk, downtempo e chill out. “O meu disco tem uma influência house nagô, uma influência árabe, muçulmana. É um disco afro diaspórico, por isso as mensagens que esse disco traz vêm com uma ideologia e uma sonoridade de uma revolução afetuosa, afro centrada e feminista”, afirma a pernambucana. Ao longo de nove faixas, a artista explora em suas composições a sua ancestralidade, ao utilizar palavras do idioma iorubá, sua relação com orixás e reflexões sobre os problemas sociais homenageando outras mulheres que fizeram diferença por meio de palavras, ações e pensamentos. Entre elas estão Rosa Parks, Bell Hooks, Lélia Gonzales e Marielle Franco. A produção musical é de Guilherme Kastrup, um dos principais nomes da música brasileira, que produziu os discos A Mulher do Fim do Mundo e Deus é Mulher, de Elza Soares. Segundo Doralyce, Dassalu aponta para uma revolução diversa e isonômica que valoriza, preserva a multiplicidade das populações marginalizadas pelo Estado – entre elas, pessoas pretas, indígenas, latinas, LGBTQIAPN+, pobres, pessoas com deficiência, vítimas da opressão, por estarem fora do padrão patriarcal, branco, cis- heteronormativo, ocidental. “Quando unimos o conceito dentro de um ensaio manifesto, atravessamos a marginalidade do apagamento dessas ideias para manter acesa a esperança de que outras companheiras vão ler e se rebelar”, finaliza.

Alceu Valença lança álbum audiovisual “Meu Querido São João”; assista

Alceu Valença lançou o álbum Meu Querido São João – Ao Vivo na Fundição Progresso, registro na íntegra da turnê de forró que o cantor realiza todos os anos no período das festas juninas. A gravação foi registrada em 1 de julho de 2022, dia do aniversário do artista, disponibilizada pela Deck também em audiovisual em todas as plataformas. Com sua performance explosiva, Alceu enfileira sucessos no palco da Fundição Progressso, no Rio de Janeiro, sob o imenso guarda-sol do forró e seus congêneres. E tome xote, xaxado, baião, coco de embolada, em temas que aliam hits de sua autoria – Como Dois Animais, Anunciação, Tropicana, Girassol, Belle de Jour, Pelas Ruas que Andei, entre elas – a clássicos do repertório de Luiz Gonzaga, como Baião, Vem Morena, O Xote das Meninas e Sabiá. A música de abertura do espetáculo, Pagode Russo (João Silva), outra do repertório de Luiz, foi lançada como single de estúdio por Alceu no ano passado. A versão garantiu para o artista o troféu de “melhor cantor” no Prêmio da Música Brasileira em 2023. Ao vivo, o tema ganha em animação e organicidade, onde a vibração do público funciona como combustível extra pra lá de aditivado. A canção que dá título ao álbum, Meu querido São João, foi inicialmente composta para o filme A Luneta do Tempo, escrito e dirigido por Alceu Valença, realizado em 2015. Em maio de 2023, Alceu catapultou uma versão em estúdio da canção, cantada por ele em dueto com seu filho Juba. O primeiro single do novo álbum, Táxi Lunar – recriação turbinada do hit atemporal composto por Alceu, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho na década de 1970, já decola em todas as plataformas – irresistível como sempre, mais espacial do que nunca. Alceu Valença é acompanhado em cena por André Julião (sanfona), Zi Ferreira (guitarra), Tovinho (teclados), Nando Barreto (baixo), Cassio Cunha (bateria).

Avenged Sevenfold lança oitavo álbum de estúdio, Life is But a Dream

A banda Avenged Sevenfold lançou o aguardado oitavo álbum, Life Is But a Dream, pela Warner Records – uma distribuição nacional Warner Music Brasil. É o primeiro álbum completo do grupo desde 2016 e traz o single Nobody, que já alcançou o Top 5 na Rock Radio, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Escrito e gravado ao longo de quatro anos, Life Is But a Dream foi inspirado na filosofia de Albert Camus. Por isso, as letras estão enraizadas no existencialismo e no absurdo. Entre as palhetas acústicas leves que abrem Game Over e os sons teatrais de piano da faixa-título de encerramento, Avenged Sevenfold torce, vira e se contorce através de compassos variados. A tensão, o groove e a dinâmica do single Nobody refletem a intensidade que alimenta cada uma das 11 faixas emocionantes do álbum. O melodismo da banda brilha no transcendente prog-metal épico Cosmic, enquanto seus impulsos experimentais iluminam (O)rdinary e a poderosa (Death). Em um outro lugar, a banda apresenta uma produção esmagadora e guitarras lamentosas na emocionante canção We Love You. A música retrata o sentimento forçado que a sociedade nos leva a consumir, esticar e esvaziar tudo o que pudermos, resultando possivelmente em nossa própria queda. E isso é apenas um pouquinho dos sons e tons que fazem dos Avenged Sevenfold os deuses do rock. Com Life Is But a Dream, a banda continua a provar que está bem à frente, em mais do que apenas no som. Sempre na vanguarda da música e da tecnologia, o grupo fez parceria com a Berify para incluir uma etiqueta NFC com conteúdo bônus em todos os CDs, vinil, cassetes e mercadorias oficiais vendidas no A7XWorld. Além disso, a arte da capa e a embalagem são do renomado artista Wes Lang. Na última semana, o grupo organizou uma galeria de arte no Beyond The Streets Los Angeles, nos Estados Unidos, apresentando uma coleção de 20 desenhos originais de Wes Lang e as obras criadas para o álbum Life Is But A Dream, incluindo a imagem dessa capa icônica. Durante dois dias, a galeria teve mais de mil participantes e um painel de discussão especial entre M. Shadows, Synyster Gates, Wes Lang e Roger Gastman. Além disso, Avenged Sevenfold trabalhará o lançamento do novo álbum com dois grandes shows, ao vivo, ainda este mês. O primeiro será no Kia Forum, em Los Angeles, no dia 9 de junho, e o outro no Madison Square Garden, em 23 de junho.

Noel Gallagher coloca quarto álbum de estúdio na praça; ouça Council Skies

Noel Gallagher lançou o quarto álbum de estúdio, Council Skies, nesta sexta-feira (2), via Sour Mash Records. Um vídeo para a faixa Open The Door, See What You Find também foi divulgado pelo artista. “Liricamente, a premissa é que, em um determinado momento da sua vida, você se olha no espelho e vê tudo o que já foi e tudo o que sempre será. É sobre ser feliz com isso. Estar feliz com onde você está na vida, com quem você é e para onde está indo. A vida é boa!”, disse Gallagher sobre a faixa. Open The Door, See What You Find também apresenta o amigo e colaborador de longa data Johnny Marr na guitarra. Esta é a quinta nova música a ser revelada de Council Skies após Pretty Boy (também com Marr), Easy Now, o épico Dead To The World e Council Skies. O lançamento de Council Skies dará início a uma grande temporada para a banda, começando com uma turnê de 26 datas nos Estados Unidos com o Garbage. A banda então retorna ao Reino Unido para fazer uma série de shows no Reino Unido e apresentações em festivais, incluindo um grande show de boas-vindas no Wythenshawe Park, em Manchester, no fim de semana do feriado de agosto, seguido por uma turnê no Reino Unido ao longo de dezembro de 2023. Council Skies está disponível para venda agora em CD, vinil com bônus de 7” apresentando uma versão acústica exclusiva de Pretty Boy, LP picture disc com mais formatos digitais HD, incluindo uma versão de áudio espacial Dolby Atmos. Formatos de edição deluxe também serão lançados, incluindo um LP triplo e um CD duplo com remixes de Robert Smith do The Cure, Pet Shop Boys e uma impressionante versão da sessão Radio 2 de Live Forever. Ouça Council Skies, do Noel Gallagher

Rancid lança décimo álbum de estúdio; ouça Tomorrow Never Comes

A banda californiana Rancid lançou o décimo álbum de estúdio, Tomorrow Never Comes, nesta sexta-feira (2). Divulgado pela Hellcat Records e Epitaph Records, o trabalho é o primeiro desde o elogiado Trouble Maker, de 2017. Aliás, o disco antecipa uma turnê que Tim Armstrong e companhia farão na Europa e Reino Unido. Produzido por Brett Gurewitz, guitarrista do Bad Religion e fundador da Epitaph Records, o álbum traz em muitas de suas faixas o peso do disco homônimo de 2020. Tim Armstrong, Matt Freeman, Lars Frederkisen e Branden Steinekertuse tocam 16 músicas em quase 29 minutos. Não tem baladinha ou skazinhos, mas o punk rock característico da banda está bem latente aqui.

The Aces lança terceiro álbum I’ve Loved You For So Long

O quarteto americano de indie-pop The Aces deu o pontapé inicial no Mês do Orgulho LGBTQIAP+ com o lançamento de seu terceiro álbum de estúdio, I’ve Loved You For So Long. Ao longo das onze faixas, a banda, formada pelas irmãs Cristal e Alisa Ramirez (vocal/guitarra e bateria, respectivamente), Katie Henderson (guitarra/vocal) e McKenna Petty (baixo), reflete sobre seus anos formativos e compartilha como experiências de amores não-assumidos e traumas religiosos influenciam relacionamentos, saúde mental e identidade até hoje. Apesar da profundidade dos temas, as músicas trazem uma sensação de liberdade ao flertar com o pop oitentista e rock alternativo dos anos 90. >> CONFIRA ENTREVISTA COM THE ACES Produzido por Keith Varon (Joji, Jordy, Chloe Moriondo), o álbum nasceu durante a pandemia, após reflexões sobre questões pessoais e experiências compartilhadas durante 15 anos, ao crescerem juntas em Utah como pessoas LGBTQIAP+. O resultado é o trabalho mais confiante e maduro do grupo, que acumula mais de 220 milhões de streams em sua discografia. “O álbum é sobre reconexão. Nada é tão claro como o momento em que olhamos para trás. O que percebemos durante todo esse período é que, ao contar histórias de hoje, sobre ansiedade, medo, ou sobre um mundo descontrolado, surgia aquela menina queer de 14 anos do subúrbio religioso de Utah cuja única alegria era fazer melodias no porão com uma guitarra que pegava escondida do quarto do irmão mais velho. E nós gostamos muito dessa menina hoje”, diz a vocalista Cristal Ramirez. O novo trabalho traz estilos diferentes, como inspiração no The Cranberries e LCD Soundsystem, ao mesmo tempo em que permanecem fiéis às suas raízes. Os singles Girls Make Me Wanna Die, Always Get This Way, Solo e I’ve Loved You for So Long, que anteciparam o álbum, já acumulam mais de 12 milhões de streams até o momento. The Aces levará o álbum para a estrada, com uma turnê pela Europa e América do Norte que passará por mais de 30 cidades.