Imperioso Encantamento, novo álbum de andre L. R. mendes chega ao streaming

Uma ode à beleza e à poesia do cotidiano. Esse é o tom de Imperioso Encantamento, o décimo trabalho de estúdio solo do cantor, compositor e multi-instrumentista andre L. R. mendes. Celebrando a marca de mais de 100 canções gravadas, o projeto de singles mensais culmina em um disco onde a poética da simplicidade encontra a beleza das pequenas coisas. O lançamento chega acompanhado de um clipe para a faixa-título. O décimo disco de andre L. R. mendes segue a autoralidade radical de seus últimos projetos, contendo apenas canções totalmente compostas, gravadas e pós-produzidas pelo próprio artista. Isso ficou claro ao longo dos últimos meses, com o lançamento dos singles que anunciaram o projeto: a capa, uma pintura assinada por andre, representou o mar, cuja maré ia se enchendo a cada nova faixa. A marca de dez discos é festiva não apenas pelo que representa na trajetória de um artista independente, mas também por refletir o otimismo político e social que se tornou sinônimo, para muitos, do primeiro semestre de 2023. Embora chegue em meio à estação mais fria do ano, traz o calor e a intensidade desse momento. “Imperioso Encantamento é uma ‘festa do fim do frio do inverno’, é a comemoração do final dos tempos de trevas que se abateu sobre o Brasil em especial (e sobre todo o mundo, claro)”, resume o cantor. O novo disco soma a uma trajetória já longa na música. andre L.R. mendes deu início à sua carreira nos anos 90 como membro da banda Maria Bacana, lançada pela renomada gravadora RockIt!, de Dado Villa-Lobos. O grupo recebeu o reconhecimento da crítica e foi considerado uma revelação pela revista Bizz em 1997. Foi apenas em 2011 que andre decidiu embarcar em sua carreira solo com o lançamento do primeiro álbum, intitulado Bem-Vindo à Navegação. Demonstrando ser um compositor hiperativo, ele estabeleceu a meta de lançar um álbum por ano, o que seguiu fazendo de 2011 a 2016, quando interrompeu essa sequência por um motivo nobre: o lançamento de um novo disco com a banda Maria Bacana. Os álbuns continuaram em 2018 e de 2020 até este ano, quando chega Imperioso Encantamento. Com seu décimo trabalho, andre L. R. mendes se solidifica como um artista independente com forte veia autoral, um bardo dos tempos atuais que faz de suas canções artesanais um reflexo de suas visões, esperanças e dilemas, e uma tradução dos nossos tempos em forma de poesia.

Holger lança quinto álbum, Más Línguas; ouça!

Holger finalmente está de volta, agora com seu novo trabalho, Más Línguas. Depois de se isolarem em Ilhabela para compor e produzir, passarem por uma pandemia e ficarem quase três anos trabalhando em cima do álbum, a banda traz para seu novo disco a complexidade dos relacionamentos e do cotidiano, e leva o público para uma jornada introspectivamente emocional e de descobertas. Tudo, claro, sem perder sua essência solar e madura, que o público vem acompanhando ao longo de sua trajetória. A banda já tinha dado duas ótimas amostras para o público, com a ensolarada Domingo de Sol e a igualmente ensolarada mas reflexiva Remota, e agora entrega mais oito músicas inéditas que seguem cheia das excelentes e clássicas guitarras, sintetizadores e uma produção rica em detalhes em cada uma delas. E pela primeira vez em sua discografia, temos até um reggae moderno. O álbum tem produção de Gabriel Guerra (o Guerrinha) e Charles Tixier (baterista do Holger), mixagem por Diogo Strausz e foi gravado e finalizado no Estúdio Canoa por Gui Jesus. Assim como em Remota, que conta também com a participação de Jojo, Gab Ferreira empresta mais uma vez sua voz para a nova música de trabalho, Escada. E Lucas Gonçalves, da banda Maglore, participa da produção da faixa Olimpo. Más Línguas mostra mais uma vez que o Holger se mantém inquieto e inovando musicalmente, mas sempre se mantendo fiel à sua essência.

Rita Ora retrata o amor no álbum You & I; ouça!

Antecipado pelos singles You Only Love Me, Praising You (feat. Fatboy Slim) e Don’t Think Twice, Rita Ora lançou seu terceiro álbum de estúdio. You & I é um trabalho profundamente pessoal, intrinsecamente ligado a uma nova fase da vida e da carreira da cantora, que co-escreveu todas as músicas, incluindo a faixa-título, composta no dia seguinte ao seu casamento com o diretor Taika Waititi. “O You em You & I representa o homem que amo, minha mãe, meus amigos, meus fãs e, de certa forma, o relacionamento que tenho comigo mesma. Esse álbum tem sido como meu diário nos últimos dois anos, e estou muito feliz por vocês finalmente poderem ouvi-lo”, celebra Rita. Trabalhando com o produtor executivo Oak Felder (Ariana Grande, Nicki Minaj, Alicia Keys e Usher), a artista criou o disco focando na sensação de se apaixonar profundamente, tudo isso ao som de faixas dançantes. Rita Ora, que acumula mais de 10 bilhões de streams e 13 músicas no top 10 das paradas britânicas em sua carreira, além de causar impacto no cinema e na moda, relembra o passado com músicas como Girl in the Mirror, uma homenagem à sua juventude, e Notting Hill, que remete à sua adolescência. That Girl apresenta uma interpolação de Party All The Time, de Eddie Murphy, e sua filosofia de se divertir em todas as fases da vida, enquanto a desafiadora Shape of Me serve como uma ode ao relacionamento de Rita com sua mãe.

Jasmin Godoy faz jornada indie pop psicodélica em Show Me The Way

A cantora, compositora, produtora musical e multi-instrumentista Jasmin Godoy convida a uma viagem por curvas tortuosas e inesperadas em seu primeiro álbum solo, Show me the Way, que chegou ao streaming nesta quarta-feira (12). O trabalho conta com nove músicas pessoais e profundas, que exploram temas como solitude, vulnerabilidade, recomeços e autodescoberta – inspirado por uma experiência transformadora que Jasmin teve ao percorrer, a pé, o Caminho de Santiago. A artista traça um paralelo da sua Europa natal até as montanhas do norte de Minas, criando pontes humanas a partir de vivências universais. Jasmin Godoy traz dentro de sua alma as marcantes curvas, estradas e traçados que vão desde a arquitetura arrojada de Rotterdam até os rios e cachoeiras de Minas Gerais, passando pelas ruas e colinas de Belo Horizonte. Agora, ela reinventa essas imagens de forma única e em som, mesclando folk alternativo com nuances psicodélicas europeias e um toque de inspiração do Clube da Esquina. As canções deste álbum surgiram de um período de solitude vivido pela artista a partir do desejo de recomeçar, se redescobrir e se colocar aberta a novos caminhos. Essa solitude acessa aconchego, fúria, incertezas, mas sobretudo um desejo implacável de continuar. Por isso, o álbum abarca uma sinceridade apurada que cria um laço de intimidade com o ouvinte, uma busca pelo performático, um olhar para o ambiente onde se está como parte da construção social. “Eu e minha co-produtora visual Caril queríamos que o disco tivesse uma representação visual profunda, ritualística e íntima por isso a gente entrou em um processo criativo muito extenso de um ano e meio, gravando imagens para o disco. Da capa até os visualizadores, e também videoclipes”, revela Jasmin, que já lançou Honestly. Essas canções surgem da quebra da casca, da transição dolorosa da borboleta saindo do casulo, do sentimento angustiante de passar pela noite escura da alma e do despertar para si mesma. Jasmin sempre foi fascinada pelo caminho, pela estrada da vida e pela busca da autenticidade. Suas músicas são como paisagens musicais, raramente repetindo trechos e quase sempre apresentando uma melodia e harmonia em constante mudança. Assim como sua vida pessoal, em suas letras ela questiona tudo: crenças, o significado dos eventos, do amor e do amor próprio, e depois busca uma lição espiritual em tudo isso. A maioria de suas canções reflete sua batalha interna com o conceito de “verdade”, não querendo enfrentá-la, mas sabendo que é necessário, e uma busca eterna por esse ideal. A jornada No verão de 2019, Jasmin decide percorrer o Caminho de Santiago para transformar a solidão em solitude, num movimento de introspecção e reencontro pessoal. Ela andou por 700 km, a maior parte do tempo completamente sozinha, pelos vales e paisagens desertas da Espanha, e atravessou três montanhas, carregando apenas uma mochila com duas roupas. Godoy tinha somente a si mesma, e isso era exatamente o que precisava: estar sozinha, mas também aprender a ser amparada pelos outros. “No Camino, você aprende muitas lições, que tudo o que acontece ali é uma metáfora para a vida, incluindo como lidar com circunstâncias fora do Camino também. É quase como uma vida completa compactada em um mês. Os encontros que você tem, a luta física, o torpor mental, as vozes na sua cabeça, as histórias que você conta a si mesmo. Se você estiver muito consciente, pode extrair muitas lições de todos esses eventos. Parte do meu Caminho foi aprender a estar sozinha e depender apenas de mim mesma. Mas, para isso, eu precisava me aceitar. Aprender a estar plenamente presente exatamente como sou e me apresentar diariamente”, recorda. As escolhas A ideia de representar todos os caminhos percorridos foi necessária para esse debut porque o álbum é uma homenagem a todas as escolhas feitas no passado, boas e ruins, que levaram a artista até o momento atual. Através desses caminhos, ela passou por mudanças e se tornou uma pessoa mais autêntica e verdadeira. A inspiração vem da ideia de estar em um eterno caminho, estar consciente dos sinais e olhar para a vida como uma jornada guiada. Além disso, a importância do Caminho de Santiago na composição do álbum foi como um divisor de águas em sua vida, que recapitulou tudo e deu uma liga em tudo que ela já vinha construindo musicalmente. A experiência trouxe ensinamentos e simbologias que foram incorporados ao disco, como a concha, símbolo do Caminho, que se relaciona com o processo de se abrir e se mostrar como a verdadeira pessoa que ela é. Toda essa jornada se conectou ainda mais fortemente com as raízes de Jasmin no Brasil. A região do norte mineiro é a sua mais forte ligação com o país, abarcando sua cultura e musicalidade em suas canções. A equipe e os músicos envolvidos no álbum são predominantemente de Montes Claros e Belo Horizonte, e essa escolha também foi uma forma de valorizar e destacar os artistas da região. O caminho percorrido Nascida em Rotterdam em uma família composta por uma mãe holandesa e um pai brasileiro, Jasmin foi extremamente influenciada pelas melodias que ouvia em casa. Seu pai, Marcelo Godoy, é um músico renomado de Montes Claros, no norte de Minas, e os sons do sertão e da música mineira foram se misturando na raiz de tudo que ela foi criando. Compositora desde a adolescência e formada em música na Holanda, a artista escolheu Minas Gerais como seu lar e inspiração. Colaborando com artistas como André Oliva, Caio Bastos e Pedro Neves, além de A Outra Banda da Lua, ela se aproximou da cena da terra de seu pai, Marcelo. No ano passado, lançou VÉUS, um disco ao vivo, com participação de sua irmã Tiaya Sengers Godoy. Após anos aprimorando uma identidade, buscando suas raízes e seu caminho, ela apresenta seu debut como um renascimento. Show Me The Way mostra uma artista que, ao não se sentir 100% holandesa e nem 100% brasileira, misturou as duas partes em algo único e usando outra língua, a inglesa. A simbologia de

Terno Rei lança EP com B-Sides do álbum Gêmeos; ouça!

Pouco mais de um ano após o lançamento de seu álbum Gêmeos, a banda Terno Rei lançou o EP B-Sides Gêmeos pelo selo Balaclava Records, como já havia sido antecipado pelo vocalista e baixista Ale Sater em entrevista ao Blog n’ Roll. O material é composto por quatro faixas inéditas, que ficaram de fora do quarto registro de estúdio dos paulistanos, e apontam uma evolução da sonoridade pop que permeia o disco de 2022, trazendo um novo desafio para as referências alternativas e melancólicas das quais o grupo ficou conhecido. “O processo de produção desse trabalho foi muito mais leve se comparado a trabalhos anteriores. As gravações fluíram bem e as soluções vieram de forma fácil. Estamos mais velhos como banda, mais unidos e com mais certezas sobre o que queremos e gostamos. Quando gravamos o Violeta em 2018, éramos uma banda em sua prova final, fomos para o tudo ou nada. Já no Gêmeos, foi o contrário: havia bastante expectativa de todos – nossa, dos produtores, dos fãs, daqueles que nos rodeiam. Foi um trabalho mais estressante e demorado, embora tenha sido importante também essa imersão em cada detalhe. A gravação dos B-Sides foi bem tranquila e tornou o processo muito prazeroso em estúdio”, pontua Ale Sater, principal compositor, vocalista e baixista do grupo. Apesar de todas as canções terem sido compostas entre 2020 e 2021, as três primeiras faixas do EP foram gravadas somente entre os meses de março e abril de 2023, no Estúdio AMA, em São Paulo, por Amadeus de Marchi, músico e produtor que também trabalhou nos dois álbuns recentes da banda. A canção Cores Vivas encerra o material e é cantada por Bruno Paschoal, que já havia sido a voz principal em Estava Ali do álbum Violeta, e foi produzida em Curitiba, na época das gravações de Gêmeos. A Terno Rei vem conquistando um público massivo e jovem por todo o país com suas melodias indie pop, além da crítica musical. Gêmeos figurou como um dos melhores lançamentos de 2022 pelos principais veículos nacionais, recebendo inclusive indicação da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte). “Acredito que esse disco nos abriu muitas portas e trouxe uma solidez para a banda, mostrando que não somos pautados por algumas músicas que funcionam para um certo público. Estamos compartilhando histórias das nossas vidas pessoais e o que vivemos na estrada, momentos que fazem parte da nossa carreira e da nossa amizade, e as pessoas vêm se identificando com isso. É legal ver que o reconhecimento vem chegando, fazendo sempre tudo com muito cuidado, tendo o suporte da Balaclava e de uma equipe técnica afiada e de produtores, dentro e fora dos palcos”, complementa Bruno. Na turnê do Gêmeos, a Terno Rei vem se apresentando em importantes festivais por todo o país como o Lollapalooza Brasil, C6 Fest, Rock in Rio e estão confirmados na programação do The Town (São Paulo), Se Rasgum (Belém) e MADA (Natal). Já se apresentaram internacionalmente no prestigiado festival Primavera Sound em Barcelona, Madri, Porto, Santiago e Buenos Aires, além da edição de estreia em São Paulo, no ano passado.

Liam Gallagher apresenta versão poderosa de More Power em Knebworth

O lendário Liam Gallagher compartilhou a faixa More Power (Live from Knebworth 22), já disponível em todas as plataformas de música. O lançamento antecede o próximo álbum do artista, Knebworth 22, previsto para 11 de agosto, onde Liam Gallagher documenta seus shows triunfantes de duas noites em Knebworth Park, na Inglaterra. Voltando à cena das apresentações que definiram a era do Oasis nos anos 90, o enorme público também foi composto por fãs que saborearam a emoção de seu primeiro grande show, há 26 anos. A voz de uma geração? Com Knebworth 22, Liam confirma-se como a voz de duas gerações.

Súper Terror, novo álbum do El Mató a un Policía Motorizado, chega ao streaming

Após vencer o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em 2022, a banda argentina El Mató a Un Policía Motorizado lançou o álbum Súper Terror, a décima produção deste quinteto que é uma das principais e mais reconhecidas formações da música alternativa da América do Sul. Súper Terror é o esperado sucessor de La Síntesis O’Konor, álbum que marcou uma época para a banda e que também funciona como um gatilho para um novo caminho musical, com novas buscas por completas sonoridades renovadas que continuam a expandir o universo sonoro de El Mató. Composto por dez músicas, entre elas os quatro singles do disco (Tantas Cosas Buenas, Medalla de Oro, Diamante Roto e El Universo), Súper Terror foi gravado e mixado no Sonic Ranch Studios no Texas, Estados Unidos, pelo vencedor do Grammy Eduardo Bergallo. O álbum tem um percurso heterogêneo, sem deixar de se manifestar nas suas formas e registrar um momento especial da banda: o pós-pandemia. A partir daí, inevitavelmente, uma nova rede de significados se conecta: um futuro incerto, rupturas e recomeços, com cada cena contada a partir da poesia certeira de Santiago Motorizado. Alimentado e completado pelas melodias épicas e cativantes que são uma marca registrada do estilo clássico da banda, Súper Terror tem ainda novos paradigmas: novas missões para completar aqueles sons que continuam a expandir o universo musical de El Mató A Un Policía Motorizado. Cada cena é contada com a poesia certeira de Santiago Motorizado, que nos oferece novas músicas para uma nova era, para um novo futuro onde o tempo deixa de ser linear para começar a ser circular, estranho, novo e, às vezes, até perturbador. “Este é um disco que levou muito tempo para ser trabalhado. Para começar, envolveu três viagens ao estúdio Sonic Ranch, e embora tivéssemos um norte, o álbum estava saindo durante as sessões de gravação. Súper Terror tem uma ideia sonora inédita. Musicalmente, poderíamos dizer que tem uma mistura daquela coisa luminosa que a gente ouvia na rádio da época de meninos, nos anos 80, e também do que descobrimos depois, esse outro mundo, alternativo e dark, quando adolescentes”, diz Santiago. Enquanto isso, os argentinos, vencedores do Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em 2022 se preparam para uma turnê que os levará ainda em 2023 pela América Latina, como diversos Primavera Sound, e países como a Espanha. El Mató a Un Policía Motorizado é formado por Santiago Barrionuevo (Santiago Motorizado) na voz e baixo, Guillermo Ruiz Diaz (Doctor Death) na bateria, Manuel Sanchez Viamonte (Pantro Putö) na guitarra, Gustavo Monsalvo (Elephant Boy) na guitarra e Agustín Spassoff (Afloyd) nos teclados.

Canto Cego lança terceiro disco e celebra dez anos de carreira; ouça!

A banda Canto Cego faz de seu aguardado novo álbum de estúdio uma impactante autoafirmação e um marco de uma maturidade artística e criativa. Não por acaso, o trabalho é homônimo, embora seja o terceiro disco da carreira do quarteto carioca. O lançamento multifacetado e repleto de significados celebra não apenas a evolução musical do grupo, mas também sua união e comprometimento ao longo de uma década. “Neste álbum homônimo, estamos fazendo um exercício muito especial de autoafirmação, colocando o nosso nome em destaque, reafirmando a nossa presença, sem medo de deixar uma marca”, afirma a vocalista Roberta Dittz. Além dela, a banda é formada por Rodrigo Solidade (guitarras), Ruth Rosa (bateria) e Magrão (baixo). Em um mundo onde as individualidades ganham cada vez mais destaque, o fato de a banda se manter com a mesma formação por dez anos é por si só uma mensagem de afeto, tolerância e amor. O álbum é um símbolo do comprometimento, dedicação e paixão pela música que permeiam a trajetória da Canto Cego. A mensagem do disco serve como guia para o posicionamento crítico, social e político do grupo, uma veia que pulsa desde seus primeiros lançamentos. Canto Cego apresenta uma seleção de faixas que percorrem todas as potencialidades da banda, desde momentos mais poéticos com ambientações imersivas, até explosões mais roqueiras e barulhentas, com distorções que expressam a essência visceral da Canto Cego. O processo de criação do álbum começou em dezembro de 2022, logo após a aprovação do projeto pelo FOCA (Fomento à Cultura Carioca), mas algumas músicas, como Fogo e Fica Comigo – esta última, lançada como single -, já estavam sendo elaboradas há algum tempo. Com apenas um mês de estúdio localizado no berço de Canto Cego, no Complexo da Maré, a banda finalizou o conceito e os arranjos do álbum em janeiro deste ano, dando início a uma maratona que culmina em um de seus trabalhos mais pessoais até o momento. Por isso, foi importante que a banda assinasse pela primeira vez a produção musical e estabelecesse seu caráter autoral por excelência.