Mac DeMarco lança álbum com 199 músicas e 9h30 de duração

Após o sucesso de Heart to Heart, sua primeira música no Top 100, e do álbum instrumental Here Comes The Cowboy, o inovador Mac DeMarco revelou, na última sexta-feira (21), em todas as plataformas digitais, um projeto de 199 músicas chamado One Wayne G. Em resumo, trata-se de uma coleção de músicas que Mac gravou entre 2018 e 2023 e agora as apresenta como uma surpresa para seus fãs.
Metallica lança 72 Seasons, o 12º álbum de estúdio da carreira; ouça!

O Metallica botou na praça, na última sexta-feira (14), o seu 12º álbum de estúdio, 72 Seasons, via Blackened Recordings, seu selo próprio. A banda também disponibilizou o clipe de Sleep Walk My Life Away. O disco traz faixas como If Darkness Had a Son, Screaming Suicide e o primeiro single Lux Æterna. Produzido por Greg Fidelman com Hetfield & Ulrich, o trabalho tem duração de mais de 77 minutos (em 12 faixas) e é a primeira coleção completa de material novo do Metallica desde Hardwired…To Self-Destruct, de 2016. O álbum está disponível em LP duplo em vinil preto 140g e variantes de edição limitada, em CD digital, e em Dolby Atmos (no streaming, onde disponível). Já estão à venda na Ticketmaster os ingressos de dia único (“single day”) para todos os shows da turnê mundial M72 do Metallica. A nova turnê traz a banda tocando duas noites em cada cidade que visitar — com cada No Repeat Weekend apresentando dois setlists completamente diferentes e atrações de abertura variadas. A turnê M72 contará com um novo e arrojado design de palco, que realoca o famoso snake pit do Metallica no centro do palco. Entre as novidades disponíveis para os fãs, está o passe para a turnê inteira, chamado I Disappear. Ouça 72 Seasons
Tyler, The Creator lança versão deluxe de Call Me If You Get Lost; ouça!

Tyler, The Creator lançou a versão deluxe de seu aclamado álbum Call Me If You Get Lost. Call Me If You Get Lost: The Estate Sale chegou nesta sexta-feira (31), pela Columbia Records. O álbum original, que estreou em #1 na parada Billboard 200, foi celebrado unanimemente como um dos melhores álbuns de 2021 e rendeu a Tyler seu segundo Grammy de Melhor Álbum de Rap. Tyler compartilhou também o novo single Dogtooth. Escrita, produzida e interpretada por Tyler, a música chega com um vídeo dirigido por Tyler Okonma.
Pe Lu divulga álbum “Brazil Goes Lofi Vol. 2” através de seu selo Lofi Land

Tendência mundial, o Lofi é um dos gêneros que mais cresce também no Brasil. Prova disso, são os mais de 10 milhões de streams no selo Lofi Land do cantor e produtor Pe Lu. O projeto audacioso apresenta nesta sexta-feira (31) a segunda edição do Brazil Goes Lofi, que tem como objetivo adaptar clássicos da música brasileira para sua versão instrumental. Com 10 faixas, seis já lançadas e quatro inéditas, o álbum tem como single a releitura de Beleza Rara por the.lazyb. “A Banda Eva fez parte da minha infância com seus hits e aparições nos programas de TV. Me lembro de escutar alguns de seus álbuns no carro do meu pai enquanto íamos de um lugar para outro. Recriar Beleza Rara foi um presente pra mim pois além de ser um mega hit que ultrapassou gerações, me fez reviver algumas dessas sensações que tinha ao ouvir o grupo quando era pequeno”, explica the.lazyb, responsável pela releitura que chega aos aplicativos nesta sexta. Esta nova compilação traz 13 dos maiores nomes do gênero dando sua própria interpretação para clássicos da MPB. Os artistas, trazem novas vidas para clássicos do imaginário nacional, de Roberto Carlos em Como vai você até a animada Devagar, devagarinho de Martinho da Vila, o trabalho é um ‘must-have’ para qualquer fã de lofi e MPB, e trás uma nova luz para obras tão conhecidas. “A compilação Brazil Goes Lofi é a realização de um sonho. A gente conseguiu, aqui na Lofi Land, montar um repertório com músicas muito fortes no imaginário coletivo, hinos nacionais mesmo. E, do outro lado, temos um time dos maiores nomes do lofi nacional. É a junção de artistas gigantes de várias gerações, gêneros, para quem trabalhar com música a tanto tempo quanto eu, um sonho mesmo. O volume 1 tem milhões de plays nas plataformas e eu estou muito feliz que conseguimos colocar esse projeto no mundo por mais um ano. Mal posso esperar pelo volume 3”, comemora Pe Lu, idealizador do projeto. Derivado do inglês “low fidelity”, ou seja, baixa fidelidade, o gênero tem como característica a leveza e a simplicidade e, muitas vezes, não carrega vocais. Antenado com as tendências, o cantor, empresário e produtor musical, Pe Lu criou em 2021, o projeto artístico Lofi Land que já possui mais de 10 milhões de streaming nas plataformas. O primeiro volume do Brazil Goes Lofi já havia apresentado dez releituras de grandes músicas brasileiras como Garota de Ipanema, Mulheres e Água de Beber. Agora, o volume 2 chega com mais dez versões que englobam sucessos como Telegrama, Kabaluere e Devagar, devagarinho que já foram lançadas. Nesta sexta, junto a Beleza Rara, chegam as versões inéditas de Beija-flor, por Geezmo, Como vai você, por Miyuki, e Você abusou, por Layla Policarpo.
Midnight Mocca explora novos sons e conexões com a natureza em BOND

O grupo de indie-folk mineiro Midnight Mocca lançou o primeiro álbum cheio da carreira, BOND, via Maxilar Music. BOND é fruto da parceria entre os integrantes Lucas Mileib (violão e voz), Pedro Flora (guitarra) e Renato Saldanha (baixos), com o multi-instrumentista Matheus Fleming e o produtor musical Leonardo Marques, que juntos fizeram uma imersão rural em Carmo do Cajuru, região Oeste de Minas Gerais, e produziram todas as sete faixas que compõem o primeiro disco completo da banda. Matheus Fleming e Leonardo Marques são considerados parte fundamental para a concepção musical e estética de BOND, que explora e experimenta novas texturas, ampliando e enriquecendo as paisagens sonoras do Midnight Mocca. Sob a orientação, mixagem e masterização realizadas por Leonardo, destacam-se a aparição de uma segunda guitarra e dos sintetizadores comandados pelo Matheus, além da presença mais marcante das vozes adicionais de Pedro Flora e Renato Saldanha.
Trio brasileiro radicado em Londres, Tetine lança After The Future; ouça!

O trio brasileiro radicado em Londres Tetine lançou o álbum After The Future, com 11 faixas que navegam pelo universo experimental, eletrônico e acústico do duo. Nesse lançamento Eliete Mejorado e Bruno Verner são acompanhados pela violoncelista Yoko Afi, que, além de se tornar a terceira integrante do grupo, contribui com composições, arranjos, vocais e teclados adicionais. Gravado durante o intenso período de ondas de calor que atingiu a Inglaterra, entre julho e agosto de 2022, no apartamento dos integrantes no leste de Londres, After The Future explora fluxos, mutações de tempo e espaço através de paisagens atmosféricas sintéticas e acústicas. After The Future apresenta uma constelação incomum e gélida de timbres, vozes, melodias e ritmos fragmentados à serviço de texturas eletrônicas e acústicas. Aqui nos dedicamos a um minimalismo emocional que se compõe por melodias simples e complexas, entre raps existencialistas, harmonias cromáticas, vocais processados, contrapontos livres e atonalismo na criação de algo que acreditamos ser ainda “pop”, mas sem obviedades. Popular, intenso, sentimental, formal, físico e mental.
Jambu lança álbum visual “tudo é mt distante”; ouça!

Depois de apresentar os singles sei lá, viajei e caso sério, a banda manauara Jambu lançou o álbum de estreia, tudo é mt distante, pelo selo Bolo de Rolo. Composta por Gabriel Mar (vocalista e guitarrista), Roberto Freire (guitarrista), Yasmin Costa (vocalista e baterista) e Gustavo Pessoa (baixista), Jambu é uma banda de rock de garagem com solo visceral, ritmos dançantes e melodias grudentas. O disco nasceu a partir de uma viagem de Jambu à Bahia. A princípio a banda construiria mais um EP que trouxesse uma sonoridade atual, além de abordar temáticas mais diversificadas. A necessidade de produzir o primeiro álbum surgiu quando o grupo voltou para Manaus e começou a mexer nas primeiras faixas com o produtor Lorenzo Tomaselli. “Ao sentirmos a real sonoridade que estava presente na Jambu naquele momento, outras músicas foram surgindo com uma pegada ainda mais indie rock. Percebemos que tínhamos a necessidade de produzir nosso primeiro álbum para apresentar a verdadeira cara da Jambu de uma forma mais ampla e completa, com narrativas que mostrassem quais as principais temáticas que nos chamam atenção atualmente”, explica a banda. Bandas como Boogarins, Walfredo em Busca de Simbiose e Terno Rei atravessaram os processos de Jambu e a partir daí o grupo começou a entender mais o lado psicodélico que existia dentro de seu som. tudo é mt distante fala exatamente sobre a trajetória e as origens do grupo. Quando esteve em São Paulo, o quarteto percebeu que, mesmo tendo atravessado o país e fazendo coisas surpreendentes em tão pouco tempo, tudo ainda é muito distante do lugar que sonham. Por estar em Manaus, a banda sempre necessita de viagens, sejam elas físicas ou mentais, afinal tudo é longe do lugar que vieram. Ao mesmo tempo, quando estão mais perto dos seus sonhos, em lugares onde esses sonhos podem ser executados, necessariamente estão distantes de casa. Com o álbum, Jambu busca construir um trabalho que atravesse o tempo e toque as pessoas. Jambu é a esperança de que, independente do lugar de origem, independente das dificuldades que surgirem e do tempo que levar, distante mesmo é o caminho de quem tem medo de sonhar.
Registro seminal do punk brasileiro chega em formato digital e vinil

Uma das bandas pioneiras do punk brasileiro, a Ratos do Beco lançou um cru e pesado registro em todas as plataformas de música e como um vinil de de 7” com a gravação de um ensaio. São Paulo, Setembro de 1978 é um álbum histórico e inédito que chega junto de um encarte com um material jornalístico e fotográfico para contextualizar a cena da época. Criada por Miguel Barella (Agentss, Voluntários da Pátria e Blue Beast), RH Jackson (parceiro de João Debruço no disco Caracol, parte do Low Key Hackers e produtor de importantes bandas como Ira!, Fellini e Ratos de Porão), Guilherme Xepa e Roberto Refinetti, todos ainda em tempo de escola, a Ratos do Beco surgiu antes de terem palcos disponíveis para o tipo de som que faziam e durou somente por três meses no fim de 1978. Por falta de locais para se apresentar, os ensaios do grupo se transformaram em shows. Sempre apareciam amigos interessados para ouvir a “música punk” – além dos curiosos ocupantes dos carros que paravam no farol em frente à garagem, onde a banda ensaiava com a porta estrategicamente aberta. Eles voltavam para ouvir a música de perto e perguntar que estilo era aquele. Um desses ensaios foi gravado em fita de rolo, guardada por Barella, e se materializou neste vinil, quase 45 anos depois. O resultado é um documento fiel e detalhado da estética e espírito de uma época. Traz quatro composições originais dos Ratos do Beco, um trecho de Now I Wanna Sniff Some Glue dos Ramones, e dá uma ideia do que poderiam ter sido os shows que não aconteceram. Com digitalização no Estúdio MOSH e masterização para vinil no Reference Mastering Studio por Homero Lotito com orientação estética de Miguel Barella, o vinil ganha cópias limitadas e em alta qualidade via Polysom, com um lançamento do selo Nada Nada Discos.
Glaw Nader transforma em jazz negro a obra de Baden Powell muitas vezes embranquecida

Em seu disco de estreia, Tempo de Amor, a cantora e compositora Glaw Nader faz um resgate do repertório de Baden Powell, instrumentista e compositor negro imortalizado até então, principalmente, por vozes brancas. Glaw faz da sua arte um caminho para ressignificar a música afrobrasileira e trazer de volta o protagonismo para artistas negros relegados ao segundo plano e com este lançamento, a artista dá um grande passo em direção a isso. “A inspiração musical e estética desse lançamento está intimamente ligada ao trabalho da minha carreira, que é o de reverenciar a música afrobrasileira, bem como os compositores negros e através da minha voz, reivindicar o lugar de protagonismo. A escolha pela obra de Baden Powell vem exatamente desse desejo de dar uma voz negra para suas composições, que foram consagradas em vozes brancas”, resume Glaw. O álbum Tempo de amor é o debut de Glaw Nader, com um repertório que coloca a negritude em primeiro plano – não só a de Baden Powell, como a da própria cantora. Nos arranjos, surge a presença marcante de instrumentos de percussão e um violão modal que remete ao estilo tão característico do próprio homenageado. O disco é guiado pelo vocal potente de Glaw e uma banda formada por metais, percussão, violão, baixo, bateria e teclado. Os arranjos são do guitarrista Samy Erick e incluem clássicos da MPB em suas 14 faixas. A realização do projeto celebra, com novas cores, um repertório tão intimamente conhecido pela cantora, desde que estudava os afro-sambas para o Duo Alma e Raiz, formado ao lado do violonista Wagner Raposo a partir de 2016. Agora, Glaw mergulha ainda mais profundamente na obra de um dos instrumentistas e compositores mais importantes da música brasileira, mas faz isso sob a perspectiva de uma intérprete que valoriza a história do autor e a sua própria, sua pele e sua voz. “Amor é fazer aquilo que você sente que é a verdade da sua vida. Ao selecionar o repertório, a temática de amor e dores de amor ficou marcante e, com o tempo, a ideia do álbum foi ganhando mais forma”, afirma Glaw.