Após show no Brasil, Alice Cooper lança álbum “The Revenge of Alice Cooper”

O lendário Alice Cooper está de volta! O músico, que se apresentou recentemente em São Paulo, no Best of Blues and Rock, lançou, na última sexta-feira (25), o álbum The Revenge of Alice Cooper, com 14 faixas inéditas. The Revenge Of Alice Cooper captura os riffs venenosos característicos da banda, a narrativa macabra e a arrogância inegável — e prova que o espírito da banda não está apenas vivo, mas rugindo de volta à vida com poder e propósito. Gravado em um estúdio de Connecticut, com Bob Ezrin no comando, o álbum traz o espírito do Alice Cooper clássico para o presente com riffs venenosos, narrativa teatral e um toque de terror vintage. O álbum ainda conta com uma participação póstuma de Glen Buxton na guitarra em What Happened To You, preservando seu legado no renascimento da banda. Da arrogância primitiva de Black Mamba ao uivo rebelde de Wild Ones e agora o rugido noturno de Up All Night, o disco é um lembrete alto e selvagem de que o verdadeiro rock nunca morre.
Supla mostra vitalidade no diversificado 20º álbum, Nada Foi Em Vão

Supla lançou seu 20º álbum, Nada Foi em Vão, que sai no streaming e em versão vinil rosa. No novo trabalho, ele transita entre rock, punk, bossa nova, heavy metal e até funk. O single Nada Foi em Vão que dá o título do disco foi gravada nos Estados Unidos, Tatiana Prudencio (coautora de Parça da Erva e Anarquia Life Style) assina a letra com o Supla. A música é uma balada para se pensar a vida, reencontros e se sentir seguro de que nada foi em vão. “Seguindo seu coração e escutando a razão, a vida é uma inspiração”, canta Supla. Nada Foi em Vão, um lançamento como Supla e os Punks de Boutique, tem 15 músicas de um rock diverso, que flerta com o punk rock, com o rock das décadas de 1960 e 1970 e traz atém mesmo incursões em ritmos mais pesados ou, acredite, que fogem completamente da aura roqueira. “Um rock and roll aberto para todo tipo de influência”, destaca Supla. “São dois álbuns com o Tokyo, um com o Psycho 69, quatro álbuns com o Brothers of Brazil, um com S&V e 11 álbuns solo na carreira”, ele contabiliza sobre sua discografia que chega ao emblemático número de 20 registros. Mas assim como o disco anterior com os mesmo Punks de Boutique, Transa Amarrada, Supla carrega o espírito punk rock em seus lançamentos e é esta vibe que pontua Nada Foi em Vão. O disco tem a participação de dois músicos de Los Angeles, Marc Orrell, guitarrista do Mighty Mighty Bosstones e Dropkick Murphys, e Jeff Roffredo, baixista do Aggrolites. O Papito se reuniu com esses dois músicos e gravou em Los Angeles três músicas: Goth Girl From East L.A.; If You Believe in Nosferatu e a música que leva o nome do álbum, Nada foi em vão. Supla explica que é um álbum que tem muita energia e sintonia com os músicos que participam dele. “Já trabalho com Os Punks de Boutique há mais de três anos. Chegamos num ponto em que a comunicação é muito natural e vale também para os músicos dos Estados Unidos, pois eu também já tinha feito algumas turnês com eles na América, com o Brothers of Brazil e continuo fazendo letras com meu sobrinho Teodoro Suplicy (autor de Suplaego). Nesse álbum também fiz algumas letras com toda a banda, dando essa vibe de trabalho em grupo que gosto muito”.
Pedro Mann lança quinto disco de estúdio, “Entre o Céu e o Pé no Chão”

“Lá vou eu de novo” — o verso vem embalado por Pedro Mann num sorriso que não se vê mas que se intui no canto. Está ali, portanto, em seus primeiros segundos, já na abertura, a alma do novo álbum do compositor, Entre o céu e o pé no chão. Uma alma solar e serena — em tons quentes porém claros, sem saturação. Se um disco é o retrato de um momento do artista, este se revela já na foto da capa: o rosto de perfil, a expressão tranquila iluminada pela luz do sol matinal. O quinto disco da trajetória do compositor, cantor e baixista é, em suas palavras, um gesto de maturidade. “Chegou um momento, há uns dois anos, em que eu falei: ‘Acho que já tenho aí uma cesta de canções que pode virar um disco’. E cheguei à conclusão de que era um disco que representa uma maturidade”. Essa constatação aponta não para um fim, mas sim um reinício. Lá vou eu de novo, a canção que abre o álbum — e que lhe dá o tom — carrega esse sentido: recomeçar com lucidez, seguir em frente sem ilusões nem amargura. “Eu tô um pouco assim, sem muitas ilusões. Mais pé no chão”, diz Pedro Mann. Entre o céu e o pé no chão é o primeiro disco em que Mann cuidou de todas as etapas do processo: do financiamento à masterização. É também o mais colaborativo — são mais de 25 músicos convidados, incluindo cordas e sopros. Todas as canções são suas, só ou com os parceiros Gabriel Pondé, Beto Landau, André Gardel e Marcos Carvalheiro. O álbum soa coeso em meio a essa variedade de olhares, orbitando em torno da beleza e do equilíbrio — estados aos quais o disco aspira. “Tem um lugar de vulnerabilidade, de colar com os meus e celebrar com os meus”, sintetiza Mann.
Após show no Lollapalooza Brasil, Bush lança álbum I Beat Loneliness

O Bush lançou seu décimo álbum de estúdio, I Beat Loneliness — uma obra ousada e carregada de emoção, nascida de desgosto, isolamento e profunda autoanálise. Produzido por Erik Ron (Panic! At The Disco), o disco é imbuído da honestidade e do poder catártico que definiram a carreira de Gavin Rossdale. Apresentado pelo primeiro single, The Land of Milk and Honey, um hino corajoso, porém eufórico, e 60 Ways to Forget People, um acerto de contas lento com a memória e a perda, o álbum se aprofunda ainda mais em território visceral. Abrangendo 12 faixas antológicas e reveladoras, I Beat Loneliness abre uma conversa inabalável sobre vulnerabilidade emocional, especialmente o silêncio que frequentemente cerca a saúde mental masculina. Em faixas como Scars, single-foco do disco, o Bush confronta esse silêncio de frente. Scars é um acerto de contas cru com a dor e a cura, transformando feridas em prova de sobrevivência. De refrãos de rock sísmicos a confissões despojadas, o álbum desafia os ouvintes a sentir tudo, lembrando-nos de que a cura começa quando o silêncio termina. “Este é o disco mais pessoal que já fiz. Está lá para que as pessoas não se sintam tão sozinhas. A vida é bela, mas não é fácil. Scars funciona perfeitamente como faixa de abertura, pois define todo o propósito do disco. Ela aceita que somos todos loucos e estamos juntos nessa – aproveite”, comenta Gavin Rossdale. Ouça I Beat Loneliness, do Bush
The Last Dinner Party anuncia segundo álbum, From The Pyre; ouça primeiro single

A banda britânica The Last Dinner Party anunciou os detalhes de seu segundo álbum de estúdio, From The Pyre, que será lançado no dia 17 de outubro de 2025. Para marcar o anúncio do novo projeto, o grupo também revelou o primeiro single do álbum, This is the Killer Speaking. O quinteto londrino entrou em estúdio no final de 2024 ao lado do premiado produtor Markus Dravs para trabalhar no novo disco, From The Pyre. O álbum reflete uma banda que está se divertindo com o processo criativo, sem se prender à pressão de superar o sucesso do primeiro disco. É também o som de um grupo jovem que amadurece coletivamente sua composição, resultado direto da forte conexão criada durante os intensos meses de turnê. Sobre o novo projeto, a banda comentou: “Este álbum é uma coleção de histórias unidas pelo conceito de álbum como mito. The Pyre é um lugar alegórico de onde esses contos emergem — um espaço de violência e destruição, mas também de regeneração, paixão e luz”.
Wet Leg lança segundo álbum de estúdio, Moisturizer

Moisturizer, o aguardado segundo álbum da Wet Leg, chegou hoje ao mundo! Divertido, esquisito e fabuloso, o disco é uma demonstração irrestrita da força que a banda construiu ao longo de alguns anos de turnês ininterruptas. Mais pulsante, mais delicado e mais pervertido nos momentos certos, trata-se de um álbum repleto de canções de amor maníacas e despedidas certeiras, entregues por um dos grupos de excêntricos mais queridos do Reino Unido. No início desta semana, foi ao ar o Tiny Desk Concert da banda para a NPR. A apresentação traz um setlist com material totalmente inédito — duas canções que prometem se tornar favoritas dos fãs, além dos dois últimos singles lançados: mangetout, 11:21, davina mccall e CPR. Esta é a primeira visita da Wet Leg à sede da NPR para um Tiny Desk Concert presencial, embora o grupo tenha gravado, em 2021, um Tiny Desk (Home) Concert diretamente de um pub na Ilha de Wight. No mês passado, a Wet Leg também fez um retorno triunfante ao Glastonbury Festival — sua primeira apresentação no evento desde que lotaram o palco The Park em 2022. A Wet Leg também realiza dois pop-ups especiais de Moisturizer: um na Austrália e outro em Londres. O evento londrino acontece neste sábado (12), no Hackney Furniture, 85 Mare Street. Será uma oportunidade para tirar fotos com The Goblin, beber uma cerveja morna e adquirir produtos exclusivos e edições limitadas de vinil. Wet Leg é formado por Rhian Teasdale, Hester Chambers, Ellis Durand (baixo), Henry Holmes (bateria) e Joshua Mobaraki (guitarra, synth).
Fiel às raízes, Dropkick Murphys lança álbum For The People; ouça!

O Dropkick Murphys lançou o álbum For The People pelo selo Dummy Luck Music / Play It Again Sam. As versões em vinil e CD serão lançadas em 10 de outubro e incluirão cinco faixas bônus. Novos singles e videoclipes também serão divulgados nas próximas semanas. Como o 13º álbum de estúdio da banda, For The People demonstra coragem e confiança ao se posicionar contra as injustiças que ocorrem nos Estados Unidos, fazendo isso com a força e intensidade que remetem às raízes mais punk rock dos primeiros anos do Dropkick Murphys. For The People é mais do que um título — é uma declaração sincera de quem a banda é e sempre foi. Seja ao escrever sobre política, família, amigos ou simplesmente sobre a vida, as histórias são profundas, as memórias intensas e a alegria continua contagiante. Para reforçar ainda mais a mensagem, For The People é acompanhado por uma capa de álbum criada pelo renomado artista social e político Shepard Fairey, através de seu estúdio de design Studio Number One. A arte retrata uma rosa preta, simbolizando mudança, renovação, novos começos, coragem, confiança, força e poder. O álbum é liderado pelo primeiro single, Who’ll Stand With Us?, que incentiva os ouvintes a agir. É um chamado à união, um apelo por sanidade e um olhar sobre o que – e quem – está realmente nos dividindo, acompanhado por um videoclipe impactante que retrata a realidade perturbadora de pessoas desaparecendo nos Estados Unidos.
Entrevista | Eu Galhardo – “A ideia era colocar essas composições para fora”

Rafael Galhardo, o Eu Galhardo, estreia em carreira solo com o álbum Eu. O trabalho marca um ponto de virada na trajetória do cantor, músico e produtor, que já colaborou com nomes como Elza Soares, Cidade Negra e Ponto de Equilíbrio. O disco reúne composições acumuladas ao longo dos anos e mergulha em temas como identidade, propósito e sensibilidade artística, em um processo de autoconhecimento. Com uma sonoridade que mescla rock pop, reggae e nova MPB, Eu Galhardo apresenta 11 faixas autorais, que nasceram no violão e ganharam arranjos em estúdio com a colaboração de músicos convidados. O repertório passeia por reflexões existenciais, afetos, espiritualidade e críticas. Ao longo do álbum, o artista convida o ouvinte a percorrer o mesmo caminho que trilhou para chegar até o produto final. Em entrevista ao Blog n’ Roll, Rafael Galhardo falou sobre o processo de criação do álbum, o desejo de promover conexões por meio da música e sua visão crítica sobre o cenário atual dos shows ao vivo. Por que agora foi o momento certo para lançar seu primeiro álbum solo? Estou no universo da música há muitos anos, já tive banda e trabalhei com produção. Compus essas músicas ao longo da minha vida e, com a pandemia, pensei: “cara, vou gravar minhas músicas, vou fazer um disco.” Talvez um pouco antes disso. A ideia era colocar essas composições para fora, tornar público algo que sempre foi muito íntimo. Tanto que o seu álbum se chama “Eu”, né? O que esse título representa para você? Exatamente! As músicas são sobre mim, são leituras de como vejo a vida, de como sinto as relações entre as pessoas e tudo o que nos cerca. É a maneira como enxergo o amor, como percebo o outro na minha vida, tudo a partir da minha perspectiva. São músicas que venho compondo há muitos anos. Algumas têm mais de 20 anos. Eu as tocava em casa, no violão e tudo mais. Como foi revisitar composições antigas e transformá-las em um álbum com cara de presente? Na verdade, elas existiam apenas em voz e violão. Então, a construção do álbum começou com a gravação dessas versões simples, como elas sempre foram. A partir disso, comecei a adicionar elementos: uma guitarra aqui, chamei um amigo para gravar a bateria, na verdade, dois amigos participaram, aí vieram os beats… Mas toda a estrutura se manteve exatamente como há 20 anos, do jeito que foram criadas. A estrutura, a métrica, a maneira como elas acontecem. Todas as músicas seguiram esse mesmo caminho. Tem alguma delas que você considera especial? Que tenha um carinho maior ou considere mais íntima e reveladora? Eu considero a última faixa do disco uma música mais introspectiva, que fala de um momento difícil, de solidão, de reflexão. É a faixa que mais retrata isso, é um pouco mais densa, talvez. Cada música tem uma história especial pra mim. Eram composições que sempre ficaram ali, só pra mim, nesse universo “eu”, e acabaram virando o foco, o tema deste álbum, que é o primeiro.Quero fazer mais, quero criar outras coisas. Gostei da ideia. E você tem uma longa trajetória como produtor. Depois desse projeto tão pessoal, pensa em continuar solo ou quer voltar a produzir para outros artistas? Trabalho com várias vertentes da música. Também sou engenheiro de áudio, mixo alguns artistas ao vivo e toco com outros. Então, a música acaba estando presente em vários setores da minha vida. A ideia é conciliar, fazer o que tiver vontade naquele momento. Agora, estou curtindo a ideia de tocar essas músicas, tentar fazer alguns shows, criar novas canções. Esse momento está sendo super especial, e novas músicas também estão surgindo. Então, nesse instante, estou priorizando essas composições em especial. O disco mistura pop, rock, reggae e MPB. Foi uma escolha consciente ou natural? Eu acho que essas influências que você mencionou estão todas presentes. Tem até um xote no meio de um reggae. Elas surgiram de forma espontânea, são coisas que vão te atravessando, que conquistam um lugar no seu imaginário. As músicas acabaram nascendo assim. Não existiu uma busca por seguir uma tendência. Foi do jeito que elas foram surgindo, como eu imaginava que cada uma deveria soar. O balanço de cada faixa teve muito dessas influências, mas tudo aconteceu de forma natural. Não teve essa coisa de: “vou fazer um reggae”, “vou fazer isso ou aquilo”. Falando em influências, você trabalhou com artistas grandes. Mas você, Rafael como artista: que artistas e músicas te influenciaram na sua carreira? Muita coisa. Tenho um fascínio por aquele som do início dos anos 1980. Quando penso em bandas brasileiras, lembro de Paralamas do Sucesso, do Lulu Santos daquela fase inicial… Beatles, que é um clássico para todo mundo. Novos Baianos também é algo que me chama muita atenção, me intriga bastante pela diversidade que acontece ali. Sempre ouvi de tudo. Nunca fui de me prender a um estilo só. Ouvir as músicas, entender… claro, tem coisas que você gosta mais, outras menos, mas nunca me impede de escutar algo por ser diferente. Então, tem muita coisa que me atravessou nesse meio do caminho também. Teve algum artista que você admirava muito e já conseguiu trabalhar com ele? A Blitz foi uma artista bacana com quem tive a oportunidade de fazer a mixagem de um show. Eu era guri e via a Blitz rolando, então trabalhar com eles foi incrível. Depois de um tempo, comecei a entender o artista de uma outra forma. Isso é até uma discussão que precisa existir hoje: sobre a vida do artista e tudo mais. Quando a gente é mais novo, acha que é uma vida como qualquer outra, e, com o tempo, essa visão foi mudando pra mim. Aquela vontade de “ser aquilo ali” já não é mais tão presente. É porque é uma imagem irreal, que hoje acaba sendo reforçada por essa cultura dos influencers, como se vendessem uma vida perfeita. Tem umas frases do Pedro Cardoso que falam muito bem disso. No
Com turnê de 25 datas, incluindo Santos, Lupe Lupe lança “Amor”

A banda Lupe de Lupe voltou com mais um lançamento ambicioso. O sétimo disco da banda, Amor, já está nas plataformas digitais pela Balaclava Records e traz quatro canções, cada uma com mais de nove minutos de duração, que contam histórias sobre o início, a falta, a perda, a profundidade e a explosão do sentimento simples e complexo que chamamos de amor. O exato oposto de Um Tijolo Com Seu Nome, o disco antecedente feito com músicas violentas e curtas para serem ouvidas no modo aleatório (em protesto à decisão do Spotify de só deixar as pessoas ouvirem um álbum na ordem normal se elas pagassem). Os quatro mineiros, após mais de uma década de perseverança e experiência, chegam com mais um disco desafiador para fãs e críticos, um disco que só poderia ter sido feito por eles mesmos, malucos que são, depois de tanta luta e dor nas veredas mais profundas do Brasil. Exemplo disso é a turnê de 25 datas que os rapazes farão em agosto, passando por todas as regiões do país, tocando shows de mais de duas horas de duração. Lupe de Lupe, ainda contrariando tudo e todos, continua viva e adiciona com Amor mais um feito único em sua carreira pra lá de excepcional. Em Santos, o show acontecerá no Mucha Breja, bar do nosso parceiro Renato Melo. Clique aqui para mais informações.