Felipe Vaz reflete origens no imersivo álbum “Terra de Mulher Bonita”

O artista Felipe Vaz faz da sua música um encontro consigo mesmo e com a sua regionalidade. Depois do primeiro disco, autointitulado, o artista ressignifica o pop carioca sob um viés de pertencimento e identidade do Rio que vai no sentido oposto dos cartões postais. O novo trabalho, Terra de Mulher Bonita, escancara no título a referência à sua Duque de Caxias natal e convida a um mergulho musical e estético de um artista sem medo de abraçar suas origens. O título do disco é uma homenagem clara ao município da Baixada Fluminense, cujo apelido é justamente Terra de Mulher Bonita. O fato se deve a uma placa feita à mão que se localizava na Baía de Guanabara, na altura da Linha Vermelha — principal via de acesso entre a Baixada e a cidade do Rio de Janeiro. Era comum, ao seguir viagem de Caxias para o Rio, se deparar com o emblema “Duque de Caxias: Terra de Mulher Bonita”. Hoje a placa não está mais lá. Não se sabe o que houve com ela, e tampouco sobre o seu célebre autor. O que fica claro é que, pela primeira vez, um álbum musical será totalmente ambientado na cidade de 78 anos, uma das maiores e mais importantes periferias urbanas do estado do Rio de Janeiro. “A ideia central do disco é poder falar sobre meus amores, paixões, inseguranças, crenças, política e visão de mundo, tendo a cidade como objeto poético. Assim como é ‘belo’ falar sobre a Garota de Ipanema, quero mostrar como é bonito também falar sobre a Terra de Mulher Bonita. Para além do apego local, o álbum é para todos aqueles que amam, choram, sentem saudade, se frustram, e que vão se reconhecer nessa jornada. Claro, será especial para a população da cidade, mas também um convite para mergulhar na cultura de uma das maiores periferias urbanas do Brasil. Uma iniciativa para que possamos nos identificar enquanto seres periféricos e fomentadores da cultura regional”, reconhece Felipe.

Arthus Fochi reúne Chico Chico, Duda Brack, entre outros em “Ano Sabático”

Um disco feito de encontros. Assim é Ano Sabático, que chega às principais plataformas após uma sequência de singles unindo o cantor e compositor Arthus Fochi com parceiros musicais para interpretarem juntos canções inéditas de seu repertório autoral. Iniciado em 2017, o projeto se conclui em um momento simbólico, em que estar junto significa ainda mais. O lançamento digital será acompanhado, em breve, do formato físico em vinil, através do selo Cantores del Mundo. Ano Sabático dá forma ao caráter colaborativo do trabalho de Arthus Fochi, cuja produção solo e independente ganha novos contornos na troca com parceiros em nível regional, nacional e até internacional. Os nomes e as origens diversas de José Delgado (Venezuela), Lívia Nestrovski (EUA), Fred Ferreira (Portugal), Juliana Linhares (RN), Duda Brack (RS), Tyaro (PE), Déa Trancoso (MG), Qinhones, Ana Frango Elétrico, Chico Chico, Júlia Vargas e Ivo Vargas (RJ) comprovam a identidade plural do disco, um caleidoscópio sonoro onde ritmos tradicionais e folclóricos do Brasil e da América Latina se encontram com sintetizadores, em arranjos e produção assinados a seis mãos: Gui Marques, o baterista Gabriel Barbosa e o próprio Arthus. “A ideia do disco era botar para jogo minhas composições, oferecer a cada uma das participações as minhas últimas músicas compostas. Cada amigo dessa aventura recebeu algumas músicas para escolher, com exceção de alguns que já sabiam o que iriam cantar (risos). A proposta estética do disco era percorrer alguns ritmos da América Latina, incluindo o Brasil obviamente, mas fazendo isso de uma forma mais moderna, usando synth, pensando em alguns arranjos mais polifônicos, misturando com jazz, rock, enfim, algo que saísse além do lugar folclórico e que jogasse nas letras o valor poético de cada uma”, resume Arthus, ele próprio radicado atualmente na Dinamarca. Ano Sabático transforma em música colaborativa canções ou poemas escritos por Fochi, já publicados ou inéditos. Cada convidado contribuiu lírica e musicalmente, o que resultou em uma composição a múltiplas mãos, nascida de forma orgânica dos relacionamentos cultivados por Arthus ao longo de sua carreira. Os singles lançados ganharam webclipes onde a intimidade criativa transparecia e transbordava. Além dos intérpretes, aparecem nas faixas instrumentistas como os mestres dos sopros Yuri VIllar (sax soprano), Scott Hill (sax alto) e Pedro Paulo Junior (trompete e flugelhorn). Tudo gravado e mixado por Guilherme Marques e masterizado por Bruno Giorgi.

Duas décadas depois, Soft Cell retorna com Happiness Not Included

Já se passaram duas décadas desde que o icônico duo de synth-pop Soft Cell lançou um álbum pela última vez. Mas agora chega a todas as plataformas digitais Happiness Not Included, seu quinto trabalho de estúdio. Esta nova página de uma carreira de sucesso está disponível em todas as plataformas de música. Esta é uma nova fase para o duo que já acumula 25 milhões de vendas, seis singles no top 10 do Reino Unido e Tainted Love, uma das mais icônicas músicas dos anos 80. Formado pelo vocalista Marc Almond e o produtor e instrumentista Dave Ball, o Soft Cell se reinventou após um show lotado que o duo fez na O2 Arena, em Londres. A performance tinha sido pensada como uma despedida, mas a recepção do público foi tão calorosa que evocou os ânimos do início da carreira. Happiness Not Included é um álbum que traz a união de melancolia e festa que marca o som da banda desde seus primórdios. O grande carro chefe do álbum é Purple Zone, uma parceria com os icônicos Pet Shop Boys.

Karen Jonz lança intimista e confessional disco Papel de Carta

Consolidando a faceta musical de sua plural e vitoriosa carreira, Karen Jonz lançou Papel de Carta, seu disco de estreia. O trabalho da artista, que é um dos ícones do esporte brasileiro, traz bedroom pop, rock alternativo e lo-fi se em um mergulho interno como segredos sendo contados ao ouvinte. Este é um lançamento BMG. “Eu venho falando que ia fazer esse disco faz tanto tempo que parecia que eu estava só contando história e até cheguei a duvidar”, comenta Karen Jonz. “Ele existia e não existia ao mesmo tempo. Pois agora é de verdade. Essas são músicas que eu fiz e nunca tinha lançado. As cartas que devia ter escrito mas o papel era bonito demais pra estragar com palavras. O título do disco foi a coisa que veio por último, depois das fotos, da capa e músicas. Como criança dos anos 90 colecionadora de papel de carta e adolescente skatista, era meio que dois opostos. A coisa do fofinho, kawaii, delicado e a força, sujeira, explosão do skate”. Santista morando em São Paulo, Karen passou a infância no ABC Paulista. Lá começou a andar de skate e tocar em bandas no colégio. Uma das pioneiras do skate feminino, ela adquiriu desde jovem um forte espírito de do-it-itself. Depois de se tornar a primeira brasileira campeã mundial de skate vertical, comprou um computador e aprendeu a se gravar e produzir. Em meio às competições, criou o projeto experimental Violeta Ping Pong, que foi trilha de vídeos de skate e berço de suas primeiras composições. Carreira musical de Karen Jonz Junto com seu companheiro Lucas Silveira, Karen criou duas bandas. Vaconaut and the Apple Monster faz pop punk e Kyber Krystals tem viés pop alternativo. Em 2020 lançou seu trabalho solo, uma mixtape lo-fi intitulada o pequeno excesso e inspirado no i ching. Agora ela busca novos caminhos sonoros e explorar facetas que o público ainda não conhecia em Papel de Carta. “Acho que o disco, como um todo, além de traumas, procura soluções. As letras falam sobre vulnerabilidade, com sinceridade. Que é normal ser normal. Apesar de íntimo, faço concessões para ser acessível”, reflete Jonz. “Quando comecei a fazer o disco, sete anos atrás, eram músicas soltas. Ali pela oitava música feita que notei elas se conectavam e se complementam de algum modo”. Em resumo, o álbum apresenta suas multifacetas também sonoramente, com letras mais adultas, melodias cuidadosas e faixas leves e pesadas ao mesmo tempo. O trabalho tem participações especiais de XAN e Gab Ferreira. “Elas são artistas que admiro muito e eu que propus a participação delas. A Gab foi ao estúdio e compusemos juntas a parte dela de um modo muito natural. Com a XAN foi de modo virtual, à distância, de um modo muito participativo. Estou muito feliz com o resultado”, conta Karen.

Alanis Morissette anuncia álbum de meditação the storm before the calm

Alanis Morissette anunciou nesta quarta-feira (18) seu primeiro álbum de meditação, the storm before the calm, a ser lançado em 17 de junho. No álbum, Alanis guiará os fãs através de 11 meditações diferentes. the storm before the calm foi co-escrito com Dave Harrington (Darkside). Juntamente com o anúncio, Alanis divulgou a primeira faixa do álbum, safety—empath in paradise. Sobre o anúncio e o lançamento do álbum, Alanis compartilhou: “Meditar descansa meu interior, a ponto de poder ter acesso a ideias, visões e inspirações – posso ouvir meu próprio eu com E maiúsculo. A música, para mim, é como um portal de certa forma, um convite para um estado de ser em que normalmente não estou. Fazer o disco me manteve super conectada e responsável durante a covid, quando senti que ia desaparecer e flutuar para longe”. Em conjunto com o amplo lançamento nas plataformas de streaming tradicionais, the storm before the calm também será lançado no aplicativo líder de saúde mental, Calm. A plataforma hospedará todas as 11 faixas para streaming sob demanda. Os fãs podem baixar o Calm agora para iPhone e Android e receber um teste gratuito de sete dias para assinantes de primeira viagem. Alanis também anunciou recentemente datas adicionais de sua turnê mundial comemorando 25 anos de Jagged Little Pill. Lista de Faixas de the storm before the calm:1) light—the lightworker’s lament2) heart—power of a soft heart3) explore—the other side of stillness4) space—pause on violence5) purification—the alchemical crunch6) restore—calling Generation X7) awakening—in between thoughts8) ground—I want to live.9) safety—empath in paradise10) mania—resting in the fire11) vapor—amplified in stillness

Gabriel Grossi celebra 25 anos de carreira com álbum Plural

Músico de renome internacional, Gabriel Grossi lança seu décimo terceiro álbum e mostra que desconhece fronteiras ao reunir um vasto time de extraordinários artistas brasileiros e estrangeiros no seu novo álbum, Plural. Marco de seus quase 25 anos de carreira, o trabalho atesta a versatilidade de um dos mais inventivos criadores do cenário atual ao combinar a sua visão diversa e moderna da música com a participação de convidados especiais e também amplamente reconhecidos. Neste projeto Gabriel destaca, igualmente, seu lado de compositor, letrista, arranjador, gaitista e produtor. Plural é uma verdadeira celebração, reunindo parceiros que marcaram diferentes fases da carreira de Grossi. É o caso de Zélia Duncan e Lenine, que aparecem nos singles Nosso Amor Vadio e Chamego no Salão, respectivamente. Já Motion traz os ingleses Seamus Blake e Jacob Collier em um encontro transatlântico, enquanto a clarinetista israelense Anat Cohen surge em Paisagem. Outro convidado internacional é o pianista cubano Omar Sosa, que abrilhanta a potência dançante Banzo. A presença do violonista Yamandu Costa (em Hermanos) e da entidade instrumental Hermeto Pascoal, em um improviso livre na faixa Catarina e Teresa, comprovam a sintonia de Gabriel com o cenário da música brasileira, instrumental e jazzística onde ganhou renome. Por outro lado, Leila Pinheiro (em Nossa Valsa) e Ed Motta (Onde Nascem as Ondas) exemplificam a forte ligação do gaitista com os palcos da MPB.

Florence + The Machine revela álbum Dance Fever; ouça!

Florence + The Machine lançou nesta sexta-feira (13) seu tão aguardado álbum Dance Fever. O disco apresenta as faixas anteriormente lançadas, My Love, Free, King e Heaven is Here. Aliás, todas chegaram junto com vídeos de tirar o fôlego, feitos pela aclamada diretora Autumn De Wilde. Dance Fever foi gravado em Londres durante o período da pandemia, em antecipação à reabertura do mundo. Foram os clubes, dançar em festivais, estar no meio do turbilhão do movimento e da convivência e, por fim, a música e a camaradagem que Florence mais sentiu falta durante o lockdown. Foram as esperanças e sonhos de reencontros com entes queridos e de danças com estranhos que ajudaram a manter viva a dinâmica de Dance Fever. Esse êxtase, a proximidade e a euforia perante as possibilidades de movimento serviram como lembrança da perda da performance e da dança nos clubes. Afinal, a música é a forma de arte única que tem o poder de ajudar a se perder e a se sentir livre de ansiedades. A imagem e o conceito de choreomania – um fenômeno renascentista no qual grupos de pessoas dançavam descontroladamente ao ponto da exaustão, colapso e morte – tornaram-se um ponto de inspiração. Forçada a sair da estrada pela primeira vez em mais de uma década, a dança ofereceu a Florence uma propulsão para ter energia e uma forma de ver a música de forma mais coreográfica. Começando, como sempre, armada com um caderno de poemas e ideias, Florence tinha acabado de chegar a Nova Iorque em março de 2020 para começar a gravar quando o covid-19 a forçou para um retiro em Londres. Portanto, trancada em casa, as músicas começaram a se transformar. Dance Fever foi feito para o palco Dance Fever é um álbum que vê Florence no auge de seus poderes, entrando em um autoconhecimento plenamente realizado. Em síntese, divertindo-se com sua própria persona autocriada, brincando com ideias de identidade, masculina e feminina. Produzido por Florence Welch, Jack Antonoff e Dave Bayley, Dance Fever traz de volta o melhor de Florence e foi feito para o palco. Depois das três noites de espetáculos intimistas no Reino Unido, Florence + the Machine anunciou sua Dance Fever Tour para novembro. Em resumo, inclui múltiplos espetáculos em arena, incluindo duas noites no The O2, em Londres.

Simple Plan volta às origens no novo álbum “Harder Than It Looks”

Pop punk e emo surgem renovados e amadurecidos sem perder o gosto de um lugar familiar e nostálgico em Harder Than It Looks, novo álbum da banda canadense Simple Plan. Primeiro trabalho de inéditas do grupo desde 2016, o disco é a estreia da banda como artistas completamente independentes e apresenta uma volta às origens. E quem afirma são os próprios músicos: “Fizemos um álbum que soa clássico do Simple Plan que nossos fãs vão adorar. Foi incrível voltar às nossas raízes e abraçar sem vergonha o que tornou essa banda especial para tantas pessoas: músicas divertidas, cativantes, honestas e emocionais que farão você se sentir menos sozinho, colocar um sorriso no seu rosto e te dar esperança”, contam eles. Indo da virada dos anos 1990 para os 2000 ao estrelato na MTV até o ressurgimento moderno do pop punk que introduziu seu som em trends virais, o Simple Plan tem sido parte da cultura pop das duas últimas décadas com hits multiplatinados. O quarteto formado por Pierre Bouvier (vocal), Chuck Comeau (bateria), Sebastien Lefebvre e Jeff Stinco (guitarras) é independente pela primeira vez em sua carreira e por isso trouxe um círculo de parceiros para o novo álbum. Travis Clark (We The Kings) e os produtores Brian Howes e Jason Van Poederooyen (que trabalharam no álbum Get Your Heart On!) e Zakk Cervini (blink-182) trabalharam nas sessões. O próprio Bouvier participa como produtor pela primeira vez. “Ao longo de nossa carreira, demorou um pouco para sermos maduros o suficiente para entender que nosso som é um ativo, não um passivo”, diz Bouvier. “Neste álbum nós falamos: ‘Vamos apenas abraçar quem somos e não ter medo de fazer o que fazemos de melhor.’ Fazer um bom álbum do Simple Plan é tão difícil quanto fazer algo fora do caminho comum”. Assim nasceu o título do álbum, que fiel à sua forma, eleva a alegria adolescente codificada no DNA do Simple Plan com um forte senso de autoconsciência.

Marcella une pop e nova MPB em intenso disco de estreia

Depois de chamar atenção nacionalmente com singles como Blow Out, que recebeu um remix do duo Seakret; e Pálida, dueto e composição com Phill Veras, a cantora, compositora e atriz Marcella entrega um registro intenso, intimista e profundamente pessoal com o seu aguardado primeiro álbum de estúdio. Ella (2015 – 2022) é, como sugere o título, um recorte de um período de mergulho criativo profundo, onde a artista vai do sensorial ao dançante, do inglês ao português em sete faixas. O lançamento chegou às principais plataformas digitais pelo selo Gole. Marcella consolida, com este trabalho, uma longeva vivência artística que envolve o trabalho como atriz e como cantora. Visualmente, o álbum dialoga com suas experiências como modelo e influenciadora digital. São todas facetas de uma mesma criadora inquieta, intencional e profundamente sincera, o que faz do disco um cuidadoso perfil de uma mulher ao mesmo tempo madura e em busca de respostas. Essa caminhada perpassa seus estudos – as formações em Economia, Teatro e Moda, com cursos na Berklee, em Nova York e em Paris. Agora, todas essas versões de uma mesma mulher se encontram em Ella (2015 – 2022). “Tirando todas as máscaras e tudo… O que continua aqui dentro, de todos esses personagens que criei e já fui, é a Marcella que sempre quis fugir desse caminho traçado. Eu hoje reconheço esse meu lugar. Na música, na arte, no teatro… É onde eu me sentia livre para ser eu e fazer as coisas do meu jeito, resume a artista. A lista de músicas de Ella (2015 – 2022) explicita essa busca por conexão, consigo mesma e com o outro. Highlies é o desejo por uma companhia em momentos de caos, solidão e dúvidas. Roteirista quer a edição da solidão, um bom ritmo de narrativa, um final feliz. Orinoco Flow é uma ousada interpretação do clássico de Enya, enquanto a sensível Pálida mescla os dois lados da musicalidade de Marcella: o orgânico e o eletrônico, com participação de Phill Veras. A segunda metade do disco começa com o sucesso Blow Out, uma canção otimista para tempos de recomeço. About Time descreve uma entrega a um amor que faz os conceitos de tempo e espaço desaparecerem. A climática Talhamar traz um arranjo sofisticado para descrever a perda da paz e a ansiedade como o vai e vem das ondas. Por fim, a versão dançante de Blow Out encerra o trabalho com o remix de Seakret, duo formado pelos produtores Pedro Dash e Dan Valbusa. Em comum, as canções de Marcella trazem o frescor de uma estreante, sem abrir mão da maturidade de alguém que vive a música desde sempre e tem muito a dizer.