Dead Fish, Rancore, Garage Fuzz e Bayside Kings se encontram no Arena Club em Santos

Neste sábado (30), o Arena Club, na Vila Mathias, em Santos, será o epicentro do hardcore: Dead Fish e Rancore dividem o palco em uma noite que ainda conta com as lendas locais do Garage Fuzz, a força do Bayside Kings e o peso do Sujera. Retorno do Rancore e o impacto de “Brio” Para os órfãos das guitarras barulhentas, a apresentação do Rancore carrega uma ansiedade extra. O quinteto paulistano acaba de lançar Brio via Balaclava Records, quebrando um hiato de 15 anos sem um disco cheio de inéditas. O show no Arena Club será uma das primeiras oportunidades do público do litoral de ouvir ao vivo as faixas que mergulham em temas como física quântica, paternidade e a dualidade da existência, costuradas pela interpretação visceral do vocalista Teco Martins. Ao lado deles, os capixabas do Dead Fish (que há anos adotaram Santos como sua segunda casa) trazem a urgência política e os hinos do hardcore rápido que os consolidaram como a banda mais importante do gênero no país. * Serviço: Hardcore no Arena Club
Entrevista | Rogério Skylab: “Eu nunca tive tesão por bolhas”

Ele tem mais de 30 anos de estrada, uma personalidade cirurgicamente provocativa e adotou como sobrenome artístico uma nave espacial estadunidense que orbitava a Terra sem que ninguém soubesse direito onde iria cair. Rogério Skylab, batizado Rogério Tolomei Teixeira, é dono de uma das discografias mais extensas, complexas e intrigantes da música brasileira. São mais de 30 álbuns lançados desde 1992, sendo o denso Mesa de Dissecação (2025) o seu trabalho mais recente. E fica o primeiro spoiler: o músico já está debruçado na produção de um novo disco durante suas madrugadas em claro. Prestes a desembarcar na Baixada Santista, Skylab está cruzando o país com a turnê que celebra os 20 anos do emblemático álbum Skylab IV. Nesta sexta-feira (29), será a vez de Santos receber o espetáculo no palco do Arena Club. Já separou o seu maço de cigarro? O segundo spoiler é que, sim: além de executar o clássico disco de 2006 na íntegra, Skylab incluirá no repertório os maiores sucessos de sua trajetória, como a indefectível Tem Cigarro Aí? Em um papo que transita entre Charles Baudelaire, a ilusão do circuito underground, obsessões artísticas e a busca pelo grande público, confira abaixo a entrevista completa de Rogério Skylab ao Blog n’ Roll! Você tem uma ligação muito forte com o Programa do Jô. Afinal, foram dez anos fazendo o lançamento dos seus álbuns no talkshow: do Skylab I ao Skylab X. Mesmo que atualmente a internet e as redes sociais sejam mais fortes do que a TV, você ainda considera programas de entrevista importantes para o artista independente? Para o artista independente, tudo é importante. Eu te confesso que não faço diferença entre podcasts e televisão aberta, entendeu? Não faço diferenciação, para mim, é tudo veículo de divulgação e de informação. Então, acho que para o artista independente tudo é válido e ele não tem que ficar escolhendo ou fazendo distinção. Isso é o que penso. E falando em programa de TV, você teve o seu. O Matador de Passarinhos foi transmitido no Canal Brasil entre 2010 e 2013, e recebeu nomes como Elza Soares e Rita Cadillac. Você faria algo parecido nos dias de hoje, como em um canal do YouTube, por exemplo? Confesso que, hoje em dia, não me interessa não. Atualmente, estou mais interessado em participar deles, em receber convites e ir como convidado. Prefiro dessa forma do que dirigir o meu próprio programa, porque isso requer muito tempo e o meu trabalho com a música, seja em estúdio gravando ou na estrada com os shows, já me ocupa um espaço imenso na agenda. Então, hoje não me interessaria em fazer um programa nos moldes do Matador de Passarinhos. É por uma questão de tempo mesmo, eu não tenho mais essa disponibilidade que tinha antigamente (risos). Então é isso, não faria. Você apresentava um podcast no Spotify ao lado de Marcos Lacerda, o Contemporâneos. Nele, vocês analisavam discos da música contemporânea brasileira lançados dos anos 2000 para cá. Queria saber quais os discos contemporâneos brasileiros que mais te surpreenderam (não precisa necessariamente ter sido analisado no podcast). De fato, eu fazia esse programa com o Marcos Lacerda, que é um sociólogo, professor e escreveu alguns livros excelentes sobre a canção, um sobre o Vitor Ramil e outro sobre o Ronaldo Bastos. Ele também é uma pessoa que, como eu, se preocupa muito com a construção da canção. Para mim, foi fundamental fazer esse projeto. Nós estruturamos uma série: relacionamos vários artistas e vários discos compreendendo esse período de tempo de 2000 até os dias de hoje. Gravamos uma boa parte, mas infelizmente, por questão de agenda dos envolvidos (inclusive a minha), tivemos que interromper o programa. Foi uma pena, porque tínhamos uma longa lista a fazer. Desses discos analisados, eu destaquei algumas bandas e artistas. Por exemplo, o Cidadão Instigado, que tem um disco cujo título é uma língua estranha, UHUUU! [risos], e que me chamou muita atenção. São tantos que eu não conseguiria listar todos os que me impressionaram, mas o Lucas Santana, com o álbum Sem Nostalgia, é outro belíssimo, inclusive pelas questões que suscita. A música popular brasileira é palpitante, borbulhante. Quem diz que hoje em dia não se produzem mais artistas como antigamente são pessoas extremamente nostálgicas e preguiçosas [risos], que não gostam de pesquisar. A internet está aí, fornecendo uma relação imensa de novos nomes muito importantes. Falamos de música contemporânea… agora, vamos voltar um pouquinho no tempo. Recentemente, você disse em uma entrevista que a sua origem é a MPB, ou seja, você consumia muita MPB, sobretudo na época em que a vertente “dominava” o país. E foi só a partir dos anos 1990 que você passou a ouvir rock. Como começou essa transição? Quais foram as bandas e artistas que mais te chamaram atenção? De fato, a minha origem é a MPB. Se você ouvir o meu primeiro disco, Fora da Grei, vai ver que ele se banha totalmente na tradição da MPB. Hoje, se você assistir ao show que eu venho fazendo, ele está intimamente ligado ao rock. É uma porradaria [risos], digamos assim. Mas essa virada foi nos anos 1990, justamente no período em que comecei artisticamente. Meu debut foi em 1992 e, naquele momento, passei a me interessar pelo rock. Talvez o Nirvana tenha sido o primeiro estalo, mas eu gostava mesmo era do rock experimental: Captain Beefheart, Frank Zappa e, um pouco mais moderno, o John Zorn. São todos ligados a essa vertente experimental que sempre me interessou. O Nirvana era um pouquinho menos experimental, mas esses outros nomes representam essa corrente que me pegou. Em uma entrevista ao Jô, em 2003, ele perguntou o que leva você a fazer músicas. E você disse que é uma questão de obsessão. Hoje, 23 anos depois, o Skylab daria uma resposta diferente para essa pergunta? Lamento informar que a minha resposta hoje seria exatamente igual [risos muito sinceros]. Idêntica! É isso, porque quando você pensa em arte, você tem que saber na marra
Rodox encerra jejum de 22 anos em Santos com Arena Club lotado e bênção do Charlie Brown Jr.

Foram mais de 22 anos de separação entre o Rodox e Santos, mas, com o retorno recente da banda liderada por Rodolfo Abrantes, o público caiçara enfim pôde assistir a uma apresentação do grupo. Na noite de sexta-feira (15), o Rodox se apresentou no Arena Club lotado. A noite teve direito a dois integrantes da formação clássica do Charlie Brown Jr. na plateia: Marcão e Pelado, que foram celebrados por Rodolfo no palco como “a maior banda de rock do Brasil”. O momento foi emblemático e fechou um ciclo: foi em Santos, afinal, no M2000 Summer Concerts de 1994, que um jovem Chorão ficou na grade do show de Rodolfo e o entregou a primeira fita da banda santista. Confesso que a primeira fase do Rodox não me atraía quando lançaram os dois primeiros álbuns, no início dos anos 2000. Muito provavelmente por infantilidade da minha parte, eu era adolescente, e por não entender o real motivo do fim do Raimundos da forma que conhecíamos. >> LEIA ENTREVISTA COM RODOLFO ABRANTES (RODOX) O documentário Andar na Pedra, dirigido e roteirizado por Daniel Ferro (disponível no Globoplay), ajudou muito a quebrar essa resistência com o Rodox, pois humanizou o “vilão” do fim dos Raimundos. Rodolfo realmente precisava romper com aquele momento, foi necessário ir para outro extremo e viver uma nova vida até encontrar o atual equilíbrio. Santos, inclusive, testemunhou suas dores mais profundas, como a tragédia de 1997 no lançamento de Lapadas do Povo, ferida que quase o fez abandonar a música e que só começou a cicatrizar após o abraço acolhedor dos familiares das vítimas na cidade. Ver o Rodox ali, décadas depois, é a prova de que o tempo cura. E quem ganha com isso são os fãs. Afinal, quem aqui não gostaria de ver um grande ídolo, que muitos perderam para a overdose, vivo até hoje, fazendo shows e sendo feliz? Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Blog n' Roll (@blognroll) No palco, o Rodox ao vivo entrega uma energia absurda, reflexo de um reencontro que começou despretensioso para 2026, mas que virou um renascimento criativo com promessa de disco de inéditas. Rodolfo segue com muita atitude, cantando bem e acompanhado por um timaço: Fernando Schaefer (baterista de uma cacetada de bandas), Patrick Laplan (baixista original do Los Hermanos) e Pedro Nogueira (guitarrista do Wacky Kids, uma das melhores bandas de hardcore melódico do Brasil). O guitarrista Victor Pradella, que foi sideman na fase musical de Rodolfo após o término do Rodox, também compõe o time na tour. O time que acompanha Rodolfo, inclusive, também é muito festejado pelo vocalista. Após pedir palmas para Chorão, Champignon, DJ Bob e Canisso, todos com muitos elogios, o frontman disse que é importante homenagear os amigos em vida também. O setlist, idêntico ao de todas as apresentações da atual turnê e sem espaço para novidades, passeia pelos dois álbuns da banda, deixando de fora apenas faixas muito datadas: foram nove canções do disco homônimo e sete de Estreito, além de dois covers (Exodus, de Bob Marley, cujo álbum Kaya é uma das grandes influências da vida de Rodolfo, e Alive, do P.O.D.). Para quem ainda tem resistência ao grupo, recomendo dar uma chance às ótimas faixas apresentadas nessa tour, como De Costas Para o Mar, Beach Punx, Foi Bom Esperar, De Uma Só Vez, Dia Quente e Olhos Abertos. Diferente de boa parte dos shows da banda, Rodolfo não pulou nos braços do público durante Alive. Mas a faixa contou com a participação especial de Wander Ruas, vocalista da banda Alva, responsável pela abertura do show, que já havia cantado também Olhos Abertos. O líder do Rodox preferiu terminar a apresentação no palco, deixando claro que o que era para ser apenas uma turnê curta de reencontro já virou um plano para o ano inteiro, para a alegria dos fãs que não o abandonaram mesmo após tantos anos. Setlist Segue a linha De costas para o mar Cego de Jericó Mais e mais Incinerador Beach Punx Horário nobre Foi bom esperar De uma só vez Iluminado Dia quente Inflexível 1000 megatons Olhos abertos BIS Quem tem coragem não finge Três reis Exodus (Bob Marley cover) Alive (P.O.D. cover)
Entrevista | Rodox – “Santos testemunhou minha transformação. Vamos levar algo que ainda não mostrei na cidade”

Santos sempre foi uma bússola na trajetória de Rodolfo Abrantes. Foi no palco do M2000 Summer Concerts, em 1994, que ele viu sua vida mudar ao dividir o line-up com gigantes mundiais e conhecer um jovem Chorão na grade do show. Foi também na cidade que ele enfrentou seu momento mais sombrio, após a tragédia durante o lançamento da turnê Lapadas do Povo, em 1997. Agora, mais de duas décadas depois, o ciclo se fecha, e se renova. O Rodox, banda que marcou o início dos anos 2000 com uma mistura explosiva de hardcore, nu metal e letras viscerais, está de volta. O que começou como uma ideia de turnê pontual de reencontro para o segundo semestre de 2026, transformou-se em um renascimento criativo. Com a química restabelecida e a promessa de um novo álbum de inéditas, Rodolfo e seus companheiros desembarcam nesta sexta-feira (15) no Arena Club. Ainda há ingressos à venda. Nesta entrevista exclusiva ao Blog n’ Roll, o vocalista abre o jogo sobre as cicatrizes do passado, a energia da fase atual e o que esperar de um show que promete lavar a alma dos fãs santistas com a potência característica de uma das bandas mais emblemáticas do rock nacional. * O retorno do Rodox é pontual para esses shows ou você já pensa em gravar um álbum de inéditas? Quando tivemos a ideia de voltar com a turnê, pelo tempo todo que ficamos longe, sem nos vermos, a gente teve que se conhecer de novo, né? Por mais que existisse o carinho, tivemos que nos redescobrir. Então, a princípio, antes de tudo começar, a ideia era fazer alguns shows só de reencontro mesmo no segundo semestre. A questão é que a gente se reencontrou, cara, e todo mundo se amou. Meu, a gente está hoje muito melhor do que já foi algum dia, entre a gente, né? Então a coisa tomou outra proporção: o que era para ser só o primeiro semestre já virou o ano inteiro. E a gente só pensa em gravar músicas novas, estamos doidos para curtir esse momento. Talvez seja um reencontro do público com as músicas antigas, mas percebemos que estamos muito mais afiados. O entendimento do que a banda é e de onde queremos chegar está muito mais claro na cabeça de todo mundo. Então, sim, vai ter álbum novo. A gente quer fazer um retrato, um registro do que está vivendo hoje. Tem sons guardados da primeira fase da banda ou pretendem começar do zero? Já tem faixa nova pronta? Seria algo com composições completamente inéditas. Existem aquelas músicas que rolam na internet, como Taco Bell e Psychobilly, mas aquilo foi sobra de estúdio. Foram faixas que gravamos e achamos que não tinham muito a ver com o álbum na época, então as deixamos de fora e elas acabaram indo para a internet. Temos um carinho por elas, principalmente pelo carinho que as pessoas têm com essas músicas, mas queremos fazer algo que seja um registro deste momento da nossa vida. Como você define o som do Rodox nessa nova fase? O que você tem escutado de som e tem influenciado você no dia a dia? Uma das coisas mais legais sobre o som do Rodox é que ele é muito eclético. Não temos nem como rotular ou dizer que é uma banda de nu metal ou de hardcore, porque tem nu metal, tem hardcore, tem punk rock, tem hardcore melódico, hardcore berrado… tem ska, tem música alternativa, tem balada… Enfim, acho que quando conquistamos isso, passamos a ter uma liberdade absurda para fazer o que quisermos. Mas de uma coisa você pode ter certeza: é a energia que estamos vivendo ao vivo. Essa é uma banda de verdade, não é uma banda de estúdio que vai levar uma coisa pronta para o palco. Não, estamos fazendo aquele caminho natural de experimentar ao vivo para registrar isso depois em estúdio. Você tem uma relação muito marcante com Santos em vários sentidos. Qual é o sentimento de retornar a Santos, que foi palco de muitas alegrias e uma tristeza marcante na sua carreira? A cidade de Santos é uma daquelas no Brasil que me viram em todas as minhas fases, né, cara? Desde o começo da minha carreira, sempre estive passando por aqui. A cidade foi testemunhando a minha transformação ao longo do tempo. Então, vai ser incrível poder retornar com o Rodox agora, sendo que, ok, é uma banda que existiu há mais de 20 anos, mas é uma banda completamente nova. O que a gente vai levar para o público santista é algo que realmente ainda não mostrei em Santos. Em Santos, o Raimundos fez um dos seus primeiros shows, no M2000 Summer Concerts, em 1994. O que você recorda desse show? Tem alguma história curiosa desse show com o Rollins Band, Mr Big e Lemonheads? Eu me lembro que foi o primeiro show gigante que a gente tocou, né? Tinha um ônibus para levar a gente de São Paulo para Santos e depois trazer de volta. Ficamos em um hotel, meu… top! Tudo isso era um absurdo de novo para nós naquela época. Ver o Henry Rollins tocando, eu era muito fã dele e do som dele, e ver aquilo acontecendo ao vivo foi muito didático. Aprendi muita coisa. Lembro que caiu uma chuva terrível naquela noite, que alagou a cidade toda. E tem uma coisa muito interessante: quando eu saí do palco, foi a primeira vez que encontrei o Chorão. Ele estava ali na grade com o pessoal, ouviu o som da minha banda e me deu um CD do Charlie Brown, quando o Charlie Brown ainda era bem metal. Foi muito legal. Essas coisas não saem da memória, não. A tragédia em 1997, no lançamento da turnê do Lapadas do Povo, certamente foi um dos momentos mais tristes da sua carreira. Como foi superar a tristeza daquele momento e seguir em frente? Realmente acho que foi o pior momento da minha vida. Aquele acidente
Entrevista | Lagum – “Foi a nossa maior estreia da história”

O Lagum voltou a Santos nesta sexta (21) para o lançamento do último álbum As cores, as curvas e as dores do mundo em grande estilo no Arena Club. Soldout de ingressos e muitos fãs ansiosos para conferir de perto a mistura de reggae e pop rock promovida pela banda. Com o “jogo ganho”, eles subiram ao palco e recebeu uma plateia jovem e animada que cantou todas as músicas, do início ao fim. Eles abriram a noite com “Eterno Agora” e dividiram o show em quatro blocos. Entre eles, o vocalista Pedro Calais fez declarações de amor à Santos, elogiando o por do sol, falando sobre a praia e até mesmo pedindo indicações de onde alugar uma prancha às 7 de manhã no dia seguinte. Em entrevista ao Blog N’ Roll antes do show, o Lagum falou como foi voltar a tocar em estádio e a repercussão do álbum “As cores, as curvas e as dores do mundo”, feito sem gravadora e totalmente independente. Seis meses após o lançamento do álbum novo, que foi uma produção independente, já dá para ver os resultados? Vocês atingiram os objetivos desejados? Pedro Calais – Com certeza. Acho que foi até um pouco acima da expectativa. A gente vinha trabalhando com gravadora há muitos anos e não sabia o que esperar fazendo algo independente. Para nossa surpresa, foi a nossa maior estreia da história. Conseguimos fazer um trabalho muito legal de divulgação que fugia do óbvio. Por exemplo, espalhamos dez fitas das dez músicas inéditas por dez cidades diferentes. Fizemos visuais muito legais e do jeito que a gente gosta, botando a mão na massa, quebrando a cabeça de maneira criativa. Tivemos os melhores resultados de estreia da nossa história e isso foi muito surpreendente. Algumas músicas viralizaram no TikTok, algo que a gente não esperava. Até aqui, tem sido uma experiência muito legal. Esses seis meses também culminaram com a abertura do show internacional do Imagine Dragons. Como foi para vocês tocar no Morumbis? Pedro Calais – Para mim foi uma experiência muito diferente tocar em um estádio. A gente já tinha tocado em 2019 abrindo para o Shawn Mendes, mas dessa vez foi muito louco, porque eu já tinha esquecido qual era a sensação. Quando você toca em estádio, você não tem side, não tem resposta imediata do público. O público está a muitos metros de distância. Hoje vocês vão ver nosso show com o público coladinho, gritando, com aquela sonzeira em cima do palco. Entregar um show de estádio é muito diferente. Me vi conectando com as músicas de outra maneira, ouvindo mais as letras que eu estava cantando, tentando entrosar com a banda mais pelo olhar e pelo som técnico. Foi uma entrega muito diferente, mas ao mesmo tempo muito emocionante visualmente. Chegar na frente de 60 mil pessoas, como no primeiro dia em São Paulo, e pedir para a galera acender a luz, e todo mundo acender, faz você se sentir poderoso e ao mesmo tempo dá um impulso no sonho. Você pensa: eu posso chegar aqui, bandas chegam aqui. E como o Jorge diz, lugar de banda é no estádio. Isso alimenta a nossa vontade.
Detonautas leva show “Elétrico” para Santos

A turnê Elétrico, do Detonautas, chega a Santos no próximo dia 12, com show no Arena Club. Os ingressos já estão à venda. O repertório inclui sucessos como Outro Lugar, Você Me Faz Tão Bem, Olhos Certos e Retorno de Saturno. “Com quase 30 anos de carreira, percebemos que o público agora conhece melhor nosso repertório, canta todas as músicas e se identifica ainda mais com as canções. Isso nos trouxe um destaque significativo em 2024, permitindo alcançar números extraordinários nas plataformas de streaming , atrair grandes plateias em shows e receber convites para diversos festivais”, afirma o vocalista Tico Santta Cruz. “O Detonautas está alcançando uma posição que é de estar consolidado na música brasileira, como uma banda que atravessou altos e baixos, mas que conseguiu implementar um legado. Temos um repertório extenso, sucessos consistentes e músicas que se incluíram trilhas sonoras na vida de muitas pessoas. Nossa história e essa conexão com as pessoas são, sem dúvida, nossos destaques mais importantes”, completa. A banda formada por Tico Santa Cruz, Renato Rocha, Fábio Brasil, Phil Machado e André Macca, realizou mais de 100 apresentações no último ano e pretende aumentar o ritmo ao longo de 2025. “Queremos visitar lugares que não tocamos há muito tempo e muitos dos nossos fãs levam seus filhos às apresentações, criando uma verdadeira geração atual”, destaca Tico. Os fãs podem aguardar um setlist que vai de hits a surpresas, adaptando-se ao local e à ocasião. “É uma experiência menos controlável, onde podemos deixar levar pela ocorrência do público. Cada show é diferente, e isso nos permite explorar uma performance mais livre e intensa”, diz Tico. Com a turnê Elétrico, o grupo não apenas celebra o seu legado, mas a relação com o público, que ultrapassa todas as barreiras do tempo. “Outro dia um fã chegou para mim e falou que o Detonautas não é uma banda, é um estado de espírito. E eu consegui essa definição genial, porque, de fato, é assim que eu enxergo nosso trabalho”, conclui Tico. Detonautas em SantosDia: 12 de abril de 2025 (sábado)Horário: A partir das 21hLocal: Arena Clube – Av. Senador Pinheiro Machado, 33 – Vila Matias – Santos Valores
Titãs retorna a Santos com show no Arena Club

Depois do grande sucesso da turnê Titãs Encontro, que reuniu a atual formação e ex-integrantes numa celebração pelos 41 anos da banda, os Titãs seguem na estrada corroborando aquele sábio provérbio roqueiro que afirma que “pedra que rola não cria musgo”. No próximo dia 11 (sexta-feira), o Titãs se apresenta em Santos, no palco do Arena Club. Os ingressos estão à venda. As apresentações reúnem as criações seminais dessas quatro décadas de carreira, incluindo clássicos eternos, como Homem Primata, Bichos Escrotos, Polícia, Flores, Cabeça Dinossauro, Sonífera Ilha, Epitáfio, Isso, Enquanto Houver Sol, Porque Eu Sei Que é Amor, entre muitos outros. E não poderiam faltar algumas faixas do mais recente álbum de inéditas Olho Furta-Cor, como Caos, Apocalipse Só, Raul, Um Mundo e Como É Bom Ser Simples. Sérgio Britto, Branco Mello e Tony Bellotto, acompanhados por Beto Lee e Mario Fabre, prometem sangue, suor e muito rock! Como um organismo coletivo que suplanta as individualidades que o compõem, os Titãs seguem determinados, impulsionados por inquietação e ambição artística, e orgulho das glórias conquistadas. Serviço – Titãs no Arena ClubData: 11 de outubro de 2024 (sexta-feira)Endereço: Av. Senador Pinheiro Machado, 33 – Vila Matias, Santos – SPLocal: Arena ClubAbertura da casa: 21 horasIngressos
Entrevista | Edu Falaschi – “Vamos tocar o DVD inteiro, Spread Your Fire e Pegasus Fantasy”
Entrevista | Supercombo – “Vamos tocar o disco inteiro e na ordem”