Cayarí, multiartista originária da Bahia, é a nova estrela do reggae acústico

O mundo do reggae dá as boas-vindas à Cayarí, uma multiartista originária da Bahia, que lança a música Meu Natural. Este single, que mistura o reggae acústico com as influências das raízes afro-indígenas, destaca-se por exaltar o feminino e os quatro elementos da natureza. Cayarí é uma artista de múltiplos talentos, cuja carreira abrange música, atuação, apresentação e narração. Com ascendência indígena, ela autenticamente incorpora suas raízes culturais indígenas e baianas em seu trabalho, oferecendo uma experiência rica e autêntica. Além disso, em sua arte, Cayarí compartilha suas composições na língua indígena Pataxó, homenageando e celebrando a herança do povo Pataxó. O desejo de compor uma música que celebrasse o feminino, suas raízes e a natureza sempre existiu para Cayarí. No entanto, a inspiração para Meu Natural se concretizou após assistir a um documentário sobre mulheres Rastafari. Uma frase marcante, replicada por uma das irmãs (atribuída a diversos autores), “educas um homem, educarás um indivíduo, educas uma mulher e educarás uma nação“, despertou em Cayarí uma profunda reflexão que culminou na criação da música. “É com muito amor e gratidão a todas as mulheres presentes em minha vida, que me auxiliaram a me enxergar como uma rainha, que compartilho esta canção”, declara Cayarí. Meu Natural é mais do que uma música; é uma celebração de identidade, cultura e a força inerente do feminino e da Natureza. Com Meu Natural, Cayarí convida os ouvintes a embarcarem em uma jornada sonora que une o poder da música e a profundidade de suas raízes, criando uma conexão íntima com a essência do ser. Links da artistaInstagramSpotifyYoutTubeFacebook
Inspirado por nomes do hip hop experimental, rapper de salvador inova na versão deluxe do disco Ok Tchola

*Realizado em colaboração com Denis Araujo O lançamento da versão deluxe do disco Ok Tchola, no último dia 5, marcou um momento significativo para Matheus Reis, conhecido artisticamente como Matchola. O novo trabalho adiciona sete faixas inéditas à versão original do álbum, trazendo ainda mais profundidade ao seu trabalho, lançado em fevereiro de 2024. Nascido em Salvador, Matchola, aos 23 anos, não é um novato na arte de criar. Com uma trajetória que vai de aspirante a animador e designer a beatmaker e rapper, ele encarna a essência da renovação artística. Seu apelido, sugerido por um amigo, agora é sinônimo de inovação para ele. Ok Tchola Deluxe Ok Tchola se destaca por sua abordagem experimental do hip hop, influenciado por grandes nomes do cenário underground como Jpegmafia, Danny Brown e Death Grips. O projeto carrega um tom agressivo e ousado, trazendo um reflexo de sua busca constante por reinvenção. “Esse foi um trabalho que bebeu bastante da cena de hip hop experimento dos Estados Unidos,” explica o artista sobre suas influências no som do disco. Em resumo, a criatividade, segundo o artista, vem da capacidade de amalgamar diversas influências e criar algo novo. Essa abordagem é evidente não apenas em sua música, mas em sua visão artística como um todo. “Eu tento ao máximo escutar todo tipo de coisa. Assim, o leque de referências aumenta, ajuda na hora de compor e, querendo ou não, você encontra sua própria identidade carregada de várias outras identidades misturadas,” compartilha. Dificuldades e dicas No entanto, o caminho para emergir no cenário atual do rap não é desprovido de desafios. Matchola aponta a dificuldade em encontrar uma identidade própria em um mercado que exige constante adaptação. Porém, ele também vê oportunidades nos vários subgêneros e nichos existentes. “Você pode ser bem sucedido com seu nicho, é só cair de cabeça no estilo que mais te agrada,” ele aconselha outros artistas que estão iniciando. Vale lembrar que mesmo com 24 anos, Matchola já possui quatro discos. Anti-herói do rap Através das letras apresentadas em Ok Tchola Deluxe, o artista busca ser um “anti-herói do rap”, propondo múltiplas interpretações e significados. Sua visão de futuro é ambiciosa, almejando influenciar a cena musical, explorar outras formas de arte e estabelecer seu próprio estúdio e gravadora. O lançamento desta nova versão além de ser um marco na carreira de Matchola, também é um convite para ouvintes explorarem novos horizontes musicais, quebrando barreiras e desafiando o convencional. Com uma visão clara e uma paixão pela arte, o rapper está pronto para deixar sua marca no cenário underground do gênero.
Lebronx representa nova cena musical da cidade baixa de Salvador em Ladrão Fino

Lebronx, novo projeto de rap que reúne o produtor e multi-instrumentista DJ Black Sheep e os rappers Sennk e Jeza da Pedra, estreou com o potente single Ladrão Fino. A música faz uma fusão de sonoridades periféricas, indo do trap ao samba e pagodão baiano, com elementos de música eletrônica, trip-hop e até de rock. A letra, por sua vez, enaltece a cultura de rua por meio de um anti-herói romântico e profético. “O Lebronx é formado por três caras que compartilham o mesmo sonho de fazer música que atinja o coração e a mente das pessoas. A ideia do grupo nasceu no Leblon, bairro periférico na cidade baixa, onde Sennk, Jeza e eu nos juntamos para tornar esse sonho em realidade. Estamos muito animados com o lançamento da primeira fase desse projeto, mesmo depois de um ano engavetado. Foi um grande desafio pra mim, já que venho da cena de música eletrônica em Salvador, trabalhar com esses dois artistas talentosos. O processo criativo foi algo surreal e marcante para todos nós. Cada um trouxe suas influências e características individuais para criar algo único”, conta o DJ Black Sheep, produtor musical do projeto. Jeza da Pedra, único carioca do grupo soteropolitano, revela que “já vinha desaguando na Bahia há algum tempo”. O artista que já abriu o show de Baco Exu do Blues no Circo Voador (RJ), também firmou parcerias com nomes de destaque da música baiana, como o produtor Ubunto e o queer rapper Hiran com quem se apresentou no eixo RJ-SP A arte da capa do single é uma criação do renomado artista multimídia Hebert Amorim, conhecido como @artefeft, do subúrbio do Rio e cujo trabalho já recebeu reconhecimento do jornal inglês The Guardian e está em exibição no Museu de Arte do Rio na mostra “Funk: Um grito de ousadia e liberdade”. Com mixagem e masterização do estúdio @suburb_io, Ladrão Fino cria ponte entre as ruas e quebradas de todo o país através de um beat swingado e tropical, nascido de um projeto que já estreia com personalidade e maturidade. O single está disponível em todos os serviços de música via Lab344.
Banda baiana Bruma lança A Metade, primeiro single do novo álbum

Os baianos da banda Bruma acabam de lançar A Metade, um rock potente como o primeiro single do novo álbum, O Vendedor de Espelhos, previsto para o segundo semestre de 2022. O lançamento acontece via Orangeira Music. Depois da boa recepção do EP Um Pouco Tarde Para Chegar Cedo e single Eu Não Te Convidei, a Bruma trabalha o lançamento do álbum. A Metade traduz um sentimento muito familiar a todos aqueles que já vivenciaram uma troca de amor profunda com alguém, em que o elo é tão forte que funde as percepções de indivíduo de cada um. “O olhar para si mesmo reflete sempre a união, e as incertezas da despedida nos trazem o mais angustiante dos questionamentos”, contextualiza a banda. Novo álbum da Bruma O Vendedor de Espelhos trará dez músicas inéditas em que a banda propõe a autorreflexão de quem o escuta. Os questionamentos que permeiam as mais diversas das incertezas humanas se amarram e se conduzem na voz do eu lírico. Aliás, criando um arco que vai da primeira à última faixa. A produção musical fica a cargo de Silvio de Carvalho e o projeto conta ainda com a participação de Eric Assmar e Mário Borba.
Personalidades se despedem de Moraes Moreira nas redes
Um momento histórico com Michael Jackson e Olodum no Pelourinho
Retrovisor#9 – Astralplane: a lisergia tropical que vem da Bahia