Entrevista | Matisyahu – “Fizemos um ótimo álbum, eu acho, e dois bebês”

O cantor nova-iorquino Matisyahu lançou, recentemente, o sétimo e homônimo álbum de estúdio. O disco traz muito da constante evolução sonora de Matisyahu, que quase nada lembra o do início da carreira, quando estourou com os singles King Without a Crown e Youth. Repleto de influências musicais novas e alimentado por uma redefinição dos próprios limites artísticos, Matisyahu fez do disco o retrato de um criador que está eternamente em busca de si mesmo e extrai inspirações de suas raízes, de sua adolescência, fama, busca espiritual, transformações e, ao mesmo tempo, de sua família. Matisyahu conversou com o Blog n’ Roll sobre a nova fase da carreira, pandemia, filhos, Brasil e o atual momento político dos EUA. Confira abaixo. Como foi o processo de criação do novo álbum? Foi incrível, eu passei anos gravando com diferentes pessoas, o que também é um processo divertido, mas quando se acha o som certo, o momento certo, em que se sente autêntico, e correto, e as pessoas com quem trabalha são incríveis, e isso tudo em um contexto de covid, estando em casa, se criou um ambiente para a criação de um lindo álbum. O quão impactou a pandemia nesse processo do álbum Matisyahu? Me impactou com certeza, no sentido de que passei muito tempo fazendo turnês e trabalhando duro para estar na estrada. E essa foi a primeira vez que tive a oportunidade de passar um tempo em casa, em 15 ou 20 anos. A minha sorte foi que conheci minha alma gêmea, minha esposa, um pouco antes da pandemia. Nós estamos vivendo juntos, e temos feito turnês juntos há alguns anos, e tivemos esse tempo para apenas ficar em casa. Então tentamos aproveitar o máximo, fizemos um ótimo álbum, eu acho, e dois bebês. A paternidade influenciou nesse trabalho? Você se sentiu impactado na hora de compor e gravar? Completamente, pessoas já me perguntaram isso antes, pois eu tenho um filho de 17 anos, me tornei pai já faz um tempo. Mas esse álbum me deu a oportunidade, como disse, devido ao covid, de estar em casa e de estar por dentro, verdadeiramente, do dia a dia dos meus filhos mais velhos e mais novos, e também da minha esposa. Também posso dizer que houve um impacto nas letras e na vibe. Foram cinco anos sem um álbum novo. A pandemia contribuiu para essa demora? Não sei se tem muito a ver com o covid, na verdade. Acho que é mais eu querendo lançar a coisa certa. É fácil lançar música, é fácil escrever alguns versos sobre uma batida e soltar. Não sei mais por quanto tempo veremos álbuns grandes sendo lançados, e com esse álbum quis fazer o todo, o álbum completo, e isso afetou com certeza. Como surgiu essa parceria com o duo Salt Cathedral, formado por Juliana Ronderos e Nicolas Losada, que produziu o seu novo álbum? A parceria começou em 2016, nos encontramos online, trabalhando em algumas músicas que lancei antes. Então quando o covid veio estava tentando ver com quem poderia trabalhar e estava vendo entre os diferentes produtores com quem trabalhei, quem eu poderia ligar, quem viria até em casa, e foram eles quem liguei. Aliás, desde o primeiro minuto que começamos a trabalhar, ficou claro que nossos gostos musicais estavam alinhados. E quando se trabalha com produtores, você quer alguém que tenha essa compatibilidade contigo, não quer ter que explicar determinadas coisas. Em Mama Please Don’t Worry, você convocou Michael Garcia para a direção, que tem várias produções marcantes no currículo. Sim, queria para esse clipe o mesmo diretor com quem trabalhei no vídeo de Sunshine, então trabalhamos com sua produtora, mas com um novo diretor. E quando estávamos escrevendo o roteiro, pensei em fazer algo autobiográfico, pois tudo é sobre música. Mas quando você requisita roteiros a diretores muitas vezes retornam ideias que não se relacionam com a sua história, e a música e o álbum são coisas muito autobiográficas. Queria ter algum impacto nisso, então escrevemos um roteiro que era mais sobre a minha experiência, não exatamente ela, mas um pouco dela. Suas canções funcionam como terapia? Sobre o que procurou cantar no novo álbum? Sim, de alguma forma. Às vezes decido por uma direção ou outra, ou expresso algo da minha vida que é mais obscuro, mais doloroso. Mas com esse álbum consegui expressar um verdadeiro prazer, o tempo com a minha familia, tempo em casa, a minha habilidade de processar alguma das experiências que tive ao longo disso. Tive um pouco de espaço para respirar, escrever, criar, me apaixonar, casar, todas essas coisas que criam um sentimento como se eu não pudesse nunca mais me aborrecer. A música é inspirada por reggae, inspirada na música que me trouxe até aqui, e há abertura para letras, para a composição emergir, e é o que as pessoas estão procurando, letras, uma ideia, que as permitirá seguir em frente, e eu acho que alcancei isso. Am_rica traz uma reflexão sobre o atual momento dos EUA, mas de forma bem particular. Queria que você falasse mais sobre essa música. Acho que quando se trata de política, principalmente nos EUA, o importante para mim não é tomar lado, mas colocar minha reação emocional sobre o que está acontecendo ao meu redor. Em resumo, isso será associado a uma ideia, e as ideias são ideias que aprendi ao longo da minha vida, e passei um grande tempo estudando ideias judaicas. Uma das ideias que me lembro aparecendo era esta chamada Am_rica, que significa nação vazia, o que desperta diversas interpretações, mas levando a minha interpretação, acredito que estou vivendo em um país onde há tantas versões do que está acontecendo, diferentes experiências para diferentes pessoas. Então tudo que posso escrever é sobre minha experiência, e minha ideia para Am_rica não é dizer que os EUA é uma nação vazia, como estou dizendo, há um aspecto disso que é existente no nosso país. Um país que é baseado em liberdade, liberdade de religião, mas ao mesmo
Entrevista | Dave Faulkner, do Hoodoo Gurus – “Nos tornamos música para surf sem sermos surfistas”

Doze anos após o seu último álbum de estúdio, o lendário grupo australiano Hoodoo Gurus está de volta! Em março último, a banda revelou o disco Chariot of the Gods, com 13 faixas (16 na versão deluxe). O primeiro single do álbum é Carry On, um hino que celebra a resiliência e a tenacidade. Há o explosivo e deslumbrante World Of Pain. Hung Out To Dry, uma ode politicamente incorreta a um ex-presidente laranja, está disponível apenas na versão em vinil duplo de lançamento limitado. Chariot of the Gods também traz Get Out of Dodge, uma música para todos os não-conformistas por aí, qualquer um que se sinta em menor número e não consiga se encaixar com as expectativas irracionais da multidão, e o punk agressivo Answered Prayers. O vocalista e guitarrista do Dave Faulkner conversou com o Blog n’ Roll sobre o novo álbum, pandemia, longevidade da banda e possível vinda ao Brasil. Confira abaixo! Como foi o processo de gravação de Chariot of the Gods? Quais foram os principais desafios, tendo uma pandemia pelo caminho? Primeiramente, começamos antes da pandemia. Por volta de novembro de 2019, nós gravamos o single Answered Prayers. Foi a primeira gravação que fizemos com Nic Rieth na bateria, pois Mark tinha se aposentado. E isso foi antes da pandemia, Answered Prayers saiu em dezembro. E tínhamos decidido gravar este álbum já, mas de uma forma diferente, nós iríamos lançar um single depois do outro, gravando uma música de cada vez ao invés de ensaiar para gravar tudo de uma vez. Então, lançamos Answered Prayers e era hora de trabalhar em um novo single, começamos a ensaiar em janeiro, e agendamos de gravar em abril. Estávamos ensaiando e escrevi as músicas Get Out Of Dodge e Carry On. Estávamos ensaiando elas e me soavam como singles. Quando iríamos para a gravação, o lockdown aconteceu. Por três meses não pudemos deixar nossas casas, caso não estivéssemos indo buscar algum medicamento, indo ao médico ou buscar comida. Não podíamos ir mais do que 5 km de nossas casas para fazer nada, e claro não podíamos receber visitas, então não nos encontramos por três meses. Não chegaram a produzir, nem fazer nada de modo remoto? Conversávamos ocasionalmente para falar dos negócios, mas não fizemos nenhuma gravação ou ensaio pela internet, não houve composição. Ao fim desses três meses começamos a acreditar que poderíamos estar todos em uma sala juntos, pois nenhum de nós havia ficado doente, e o estúdio em que queríamos trabalhar era muito pequeno. O cara que gerencia o estúdio é muito cuidadoso em questão ao covid, pois o pai dele, que foi membro da banda Easybeats, não estava muito bem. Então todos fomos muito cuidadosos. Em resumo, tivemos muita sorte que a pandemia apenas nos interrompeu, mas não nos evitou de fazer as coisas do jeito que gostaríamos de fazer. Talvez o fato de ter adiado o lançamento tenha ajudado o álbum, pois as pessoas gostaram do disco, isso eu sei, mas se o sucesso seria igual, caso não tivesse acontecido a pandemia, não dá para saber. Hung Out to Dry é uma faixa politicamente incorreta a um ex-presidente laranja? Queria que você falasse um pouco sobre a inspiração. Nós originalmente pensamos nessa música como um lado B do próximo single, que seria Get Out Of The Dodge ou Carry On. Nós as ensaiamos ao mesmo tempo, no início de 2020. Mas aí escrevi a letra e era tão certo que seria sobre o Trump, que nós desprezamos pelo jeito que estava fazendo política com a situação da pandemia do covid. Então, pensamos, como ele está se candidatando para as eleições deste ano? Vamos lançar a música agora e fazer com que as pessoas saibam o que pensamos deste homem. Fiquei surpreso que não haviam muitas músicas falando sobre isso, pois estava muito claro que ele é uma pessoa horrível, e o jeito que ele explora o lado obscuro da humanidade, apelando para instintos terríveis nas pessoas. Sabe, o jeito que ele usou o povo mexicano como uma desculpa para ser eleito, coisas terríveis. Essa foi a razão pela qual queríamos lançar a música, e eu também queria uma música que apesar de dizer que Trump é um homem mal, e que odiamos suas políticas, não fizesse as pessoas ouvirem e pensarem que estou falando de um lugar de superioridade, apontando o dedo para os defeitos alheios. Portanto, fiz uma música falando diretamente com o Trump: “você é um otário, eu te odeio, e eu quero que você suma o quanto antes”. Aliás, eu quero que as pessoas, independentemente se apoiam ou não o Trump, sintam a minha raiva. Por isso escrevi deste modo, ao invés de falar de um local de superioridade falando de outra pessoa. Answered Prayers segue algo semelhante, não? É a mesma coisa com Answered Prayers. É uma canção muito obscura também, sobre um relacionamento abusivo, e canto da perspectiva do abusador. Você pode ouvir ele manipulando, dizendo o quão inútil a outra pessoa é, e que trai ela quando tem vontade. As coisas ditas na música são terríveis, mas quero que as pessoas sintam uma conexão pessoal com aquilo, para não conseguirem desviar a atenção, e dizer que é problema de outra pessoa, não é, é seu problema, estou falando com você. Achei que foi um jeito muito bom de escrever uma música, bem obscuro, e sinto que é uma música feia, e me sinto meio aterrorizado com ela, mas é muito verdadeira. É sobre algumas pessoas que conheço, na verdade sobre dois casais, que conheço agora, que tiveram essa dinâmica bem tóxica em suas relações, e um parceiro tratava o outro terrivelmente, e eles continuavam nessa. E é algo que exploro nessas músicas. Answered Prayers foi a primeira música a ser escrita ou há outras mais antigas? Tem uma música mais velha, Settle Down. Na verdade, escrevi há 20 anos, e é engraçado pois essa música é sobre envelhecer, e sentir que as pessoas estão te ignorando
Entrevista | Lucy Dacus – “Encorajaria qualquer um a se sentir capaz”

Atualmente em turnê pelo Reino Unido, com shows sold out, Lucy Dacus excursionará pela Oceania e América do Norte, ambos os continentes com várias datas esgotadas também.
Coldplay anuncia dois shows extras no Brasil; veja locais e preços

O Coldplay anunciou dois shows extras no Brasil com a turnê mundial Music of the Spheres: Rio de Janeiro (12/10, estádio Nilton Santos, o Engenhão) e São Paulo (18/10, no Allianz Parque). A abertura fica por conta da cantora britânica H.E.R. Os ingressos têm preços que variam de R$ 215 a R$ 980. De acordo com a organização, clientes dos cartões Elo terão pré-venda exclusiva nesta terça-feira (19), a partir das 10h online pelo site da Eventim, e às 11h nas bilheterias oficiais (Jeunesse Arena, no Rio; e estádio do Morumbi, em São Paulo). Para o público geral, a venda começa em 20 de abril, nos mesmos canais e horários. As entradas para os shows do Coldplay anunciados anteriormente – 11 de outubro na capital fluminense e 15 e 16 de outubro na capital paulista- estão esgotadas. MUSIC OF THE SPHERES WORLD TOUR NO BRASIL Rio de JaneiroQuando: 11 e 12 de outubroOnde: Estádio Nilton Santos – Engenhão (r. José dos Reis, 425, Engenho de Dentro, zona norte, Rio de Janeiro)Quanto: R$ 215 a R$ 950Mais informação: Eventim São PauloQuando: 15, 16 e 18 de outubroOnde: Allianz Parque (av. Francisco Matarazzo, 1.705, Água Branca, zona oeste, São Paulo)Quanto: R$ 245 a R$ 980Mais informação: Eventim
Iron Maiden confirma três shows no Brasil; veja locais, preços e datas

Após esgotar os ingressos no Rock in Rio, o Iron Maiden anunciou mais shows no Brasil. A banda inglesa vai se apresentar em São Paulo, Curitiba e Ribeirão Preto, entre agosto e setembro. Os britânicos estarão em 27 de agosto na Pedreira Paulo Leminski em Curitiba, 30 de agosto na Arena Eurobike pela primeira vez em Ribeirão Preto e no dia 4 de setembro no Estádio do Morumbi em São Paulo. Os ingressos para os shows do Iron Maiden estarão disponíveis para o público em geral a partir das 10h de 28 de abril, com pré-venda para clientes do cartão de crédito Porto Seguro Bank a partir das 10h de 26 de abril, no LivePass. Legacy of The Beast World Tour 22 – Iron Maiden no Brasil Curitiba Data: 27 de agosto de 2022 (Sábado)Local: Pedreira Paulo Leminski (R. João Gava, 970 – Abranches)Classificação etária: 16 anos desacompanhados. Menores de 16 anos entram somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Pré-Venda Porto Seguro Cartões / Venda Geral*Pré-venda exclusiva clientes cartão de crédito Porto Seguro Bank começa: Terça-feira, 26 de abril de 2022, as 10h *Pré-venda exclusiva clientes cartão de crédito Porto Seguro Bank termina: Quinta-feira, 28 de abril de 2022, as 09h59Ingressos em LivePass Venda geral: Quinta-feira, 28 de abril de 2022, às 10hIngressos em LivePass PreçosPista Premium – R$ 740,00Pista Premium meia-entrada – R$ 370,00Pista – R$ 400,00Pista meia-entrada – R$ 200,00Camarote – R$ 1.200,00Camarote meia-entrada – R$ 600,00 Ribeirão Preto Data: 30 de agosto de 2022 (Terça-feira)Local: Arena Eurobike (Av. Costábile Romano, S/N – Santa Cruz)Classificação etária: 14 anos desacompanhados. Menores de 14 anos entram somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Pré-Venda Porto Seguro Cartões / Venda Geral *Pré-venda exclusiva clientes cartão de crédito Porto Seguro Bank começa: Terça-feira, 26 de abril de 2022, às 10h *Pré-venda exclusiva clientes cartão de crédito Porto Seguro Bank termina: Quinta-feira, 28 de abril de 2022, às 9h59 Ingressos em LivePass Venda geral: Quinta-feira, 28 de abril de 2022, às 10hIngressos em LivePass PreçosPista Premium – R$ 580,00Pista Premium meia-entrada – R$ 290,00Pista – R$ 350,00Pista meia-entrada – R$ 175,00Arquibancada – R$ 250,00Arquibancada meia-entrada – R$ 125,00 São PauloData: 4 de setembro de 2022 (domingo)Local: Estádio do Morumbi (Praça Roberto Gomes Pedrosa, 1 – Morumbi)Classificação etária: 14 anos desacompanhados. Menores de 14 anos entram somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Pré-Venda Porto Seguro Cartões / Venda Geral Pré-venda exclusiva clientes cartão de crédito Porto Seguro Bank começa: Terça-feira, 26 de abril de 2022, às 10h Pré-venda exclusiva clientes cartão de crédito Porto Seguro Bank termina: Quinta-feira, 28 de abril de 2022, às 9h59Ingressos em LivePass Venda geral: Quinta-feira, 28 de abril de 2022, às 10hIngressos em LivePass PreçosPista Premium – R$ 750,00Pista Premium meia-entrada – R$ 375,00Pista – R$ 430,00Pista meia-entrada – R$ 215,00Cadeira Coberta A, B, C – R$ 520,00Cadeira Coberta A, B, C meia-entrada – R$ 260,00Cadeira Coberta Premium – R$ 520,00Cadeira Coberta Premium meia-entrada – R$ 260,00Cadeira Inferior A, B – R$ 460,00Cadeira Inferior A, B meia-entrada – R$ 230,00Arquibancada A, B – R$ 280,00Arquibancada A, B meia-entrada – R$ 140,00Arquibancada C – R$ 240,00Arquibancada C meia-entrada – R$ 120,00
Esquentou de vez! Liam Gallagher revela terceiro single do novo álbum

O terceiro álbum solo de estúdio de Liam Gallagher, C’mon You Know, que sai em 27 de maio, promete ser um dos grandes lançamentos do ano. A espera por ele já conta com a ansiedade gerada pelo single Everything’s Electric, que já figura entre os Top 20 maiores solos do artista até agora. Agora é a vez da faixa-título ser revelada. Aliás, não há pausas para Liam, apresentando grandes performances no BRIT Awards, no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, além do prêmio Music Moment of the Year pela NME e a recente capa da publicação. Embora C’mon You Know carregue os traços que fizeram de Liam uma figura tão icônica e seja um hino do rock‘n’roll com sua assinatura, ele é também um passo à frente em termos de atitude e sonoridade. Musicalmente, o single traz camadas inesperadas, com backing vocals gospel com tintas de Motown, o saxofone de Ezra Koenig, do Vampire Weekend, e os synths vintage Moog completando esse turbilhão sonoro. As letras também vêm de um lugar de frescor. Ao invés de ser combativo, seus versos brilham com positividade e a alegria de se reunir com seus amigos e fãs. Como ele abertamente admite: “Estou cansado de ser durão.” A canção foi toda escrita por Liam e produzida por seu colaborador criativo de longa data Andrew Wyatt. Liam também lançará álbum ao vivo Junto a C’mon You Know, que sai no dia 27 de maio, Liam também vai lançar o álbum ao vivo Down By The River Thames. Originalmente transmitido no dia 5 de dezembro de 2020, o show se tornou uma das mais memoráveis performances da era do lockdown. O artista seguiu o caminho aberto por Sex Pistols e The Clash, e decidiu se apresentar no rio Tâmisa em um bote junto a banda. Aliás, a banda incluia Bonehead, co-fundador do Oasis e um carregamento de clássicos a bordo. Liam recentemente foi destaque no Royal Albert Hall na apresentação em prol do Teenage Cancer Trust. Em resumo, foi o início para uma série de shows ao ar livre que acontecem esse semestre no Reino Unido e Irlanda. O artista vendeu 160 mil ingressos para as duas noites no Knebworth Park em questão de minutos, antes de anunciar um show no Etihad Stadium, em Manchester, assim como apresentações em Belfast, Glasgow e Dublin. Posteriormente, ele vai tocar em festivais europeus no final do primeiro semestre e fará uma turnê pela Austrália e Nova Zelândia em julho. Por fim, na América do Sul em novembro, incluindo dois shows no Brasil. Para detalhes de datas e ingressos, acesse o website do artista.
Entrevista | Hanson – “Prefiro sangrar a ter que viver uma vida acorrentada”

Em outubro, o Hanson desembarca no Brasil com a turnê mundial Red Green Blue 2022. O trio irá se apresentar em sete cidades: Porto Alegre (11 de outubro no Bourbon Country), Curitiba (12 no Live Curitiba), Ribeirão Preto (14 na Arena Eurobike), São Paulo (15 no Espaço das Américas), Uberlândia (16 no Sabiazinho), Brasília (19 no Centro de Convenções Ulysses Guimarães) e Rio de Janeiro (21 no Qualistage). A tour chega ao Brasil após rodar Europa, Reino Unido, Estados Unidos, México e alguns países da América do Sul. Os ingressos já estão à venda. Confira mais detalhes no fim do texto. Responsável por um dos maiores hits dos anos 1990, MMMBop, o trio composto pelos irmãos Clarke Isaac Hanson (guitarra, baixo, piano e vocal), Jordan Taylor Hanson (piano, percussão e vocal) e Zachary Walker Hanson (bateria, piano e vocal) completa 30 anos de carreira com mais um álbum no forno, Red Green Blue. Com um terço do álbum escrito e produzido por cada irmão (Taylor’s Red, Isaac’s Green e Zac’s Blue), o novo trabalho reúne as três vozes criativas e únicas como nunca antes e uma equipe de colaboradores. No repertório dos shows, além das músicas do novo álbum, o Hanson irá apresentar pela primeira vez as canções de Against The World (2020) e grandes sucessos, como MMMBop, Where’s the Love e Save Me. Isaac Hanson conversou com o Blog n’ Roll sobre a turnê, novo álbum, relação com o Brasil e influência de MMMBop na vida dele e dos irmãos. Confira abaixo. Já são 30 anos de estrada e vários lançamentos marcantes até aqui. Qual é o balanço que vocês fazem desse período? Bom, foi muita coisa vivida nesses álbuns e músicas. Nosso primeiro single fala para se preocupar com o que realmente importa, porque no fim essas são as coisas que são preciosas. Em outras palavras, colocar seu coração e alma no que realmente importa. Seja no nosso relacionamento com a audiência que ficou com a gente todos esses anos, ou encontrando sua coragem, escrevendo a melhor canção que você pode ou aceitando riscos e começando um selo de gravadora e todos a sua volta não acreditarem que você consegue. É muito tempo de vida, nós passamos de adolescentes para adultos, que têm seus próprios adolescentes. Eu me sinto muito sortudo. Tem muita (experiência de) vida nessas músicas. E nos sentimos gratos de poder compartilhá-las com as pessoas. O que você acredita que mudou, evoluiu na trajetória de vocês e o que procuraram manter como característica da banda? Certamente uma parte significante que as pessoas conhecem da gente é a nossa harmonia cantando juntos e isso é algo que temos feito consistentemente ao longo dos anos. Não é algo que tentamos manter, é algo divertido de fazer. E é algo meio que fácil de fazer para nós. Fazemos tanto e há muito tempo. Também é algo meio que especial… não tem nada como harmonia, literalmente, música e vozes harmonizadas. Mas também harmonia no sentido de juntar as pessoas seja pela música na performance ao vivo ou lançar álbuns e as pessoas ouvirem juntas pelo telefone, rádio ou TV. A nossa esperança é reunir as pessoas e ajudá-las a encontrarem um pouco de paz, alegria e força para enfrentar o mundo. Muito se fala sobre uma banda estar junta há tanto tempo e o quão desgastante isso pode ser para a relação entre os integrantes. No caso do Hanson, formado por três irmãos, a situação é mais controlada? Como é o entendimento entre vocês depois de tanto tempo trabalhando juntos? Eu estaria mentindo se não disse que em vários momentos meus irmãos me deixam louco. E eu também os enlouqueço. As coisas que você ama também são as coisas que o enlouquecem. Se você já esteve em um relacionamento longo, sabe que geralmente não vai brigar no primeiro mês que vocês se conheceram, a menos que você realmente não goste da pessoa. Geralmente você não briga até conhecer muito bem a pessoa e algumas situações desafiadoras aparecerem. Eu e meus irmãos temos muito em comum e confiança um no outro, mas isso também tem seus limites e você tem que achar maneiras de minimizar essas questões. Uma das coisas que acho muito valiosa desse último álbum é que nos apoiamos uns nos outros de uma maneira que nunca tínhamos feito. Pela primeira vez em nossas carreiras nós não iríamos escrever músicas juntos. Cada um teria cinco músicas. Vamos fazer nosso melhor e ir em busca de ideias como compositores individuais e artistas individuais. Podemos trabalhar e gravar esse disco juntos, mas eu não vou falar para você o que fazer, não serei seu editor, produtor, vou confiar em você e servir sua visão criativa… e isso é muito difícil de fazer e muito poderoso quando você consegue. Eu estaria mentindo se dissesse que esse processo curou algumas feridas que nós não sabíamos que tínhamos porque foi muita coisa que cada um teve que se responsabilizar. Eu preciso sustentar essa ideia de um jeito diferente. Porque eu amo escrever com o Taylor e o Zac, eles são excelentes compositores. Nós escrevemos coisas diferentes quando fazemos isso juntos. As ideias que eu quero que eles sigam, às vezes são diferentes das que eles querem. Então foi muito interessante nos permitir que cada um pudesse fazer isso individualmente. E cada um vai poder falar: “Isso é o que eu quero, essa é minha música favorita e é isso que vou tocar”. O álbum é obviamente dividido em três partes, isso é muito claro. Até porque nós três temos vozes muito diferentes. Nós temos vozes similares, mas a minha é mais profunda que a deles. Zac e Taylor têm vozes similares, mas também diferentes. Foi muito incomum para o Ben poder falar que iria fazer três projetos solos e cada um seria o vocalista em cada parte deste disco. O Kiss fez isso, acho que em 1978, eles lançaram quatro discos em que cada um deles era o vocalista. E o meu
Multishow e Canal Bis farão transmissão completa do Lollapalooza

Depois de um intervalo de três anos, o Lollapalooza Brasil está de volta. E os três dias terão transmissão ao vivo, direto do Autódromo de Interlagos, em São Paulo, no Multishow e Canal Bis. A cobertura será completa, desde a exibição ao vivo na TV de todos os quatro palcos com cerca de 50 atrações, aos bastidores no YouTube, site e conteúdos exclusivos para as plataformas digitais dos canais. O Multishow prepara uma extensa cobertura. Serão mais de 8 horas seguidas de música por dia dos grandes nomes que sobem nos palcos 1 e 2, entre eles, The Strokes, Emicida, Miley Cyrus e Foo Fighters. Já o Canal Bis exibe as performances dos palcos 3 e Perry´s, que contarão com atrações como Jetlag, Gloria Groove, Alok, Marina Sena, Pabllo Vittar e muito mais. LOLLAPALOOZA BRASIL Horário das transmissões Multishow e Canal Bis: a partir das 14h30 YouTube Musica Multishow: a partir das 19h30
Entrevista | Detonautas – “A gente não procurou uma ação reativa”

Atração de abertura do palco principal do Lollapalooza, na sexta-feira às 13h05, o Detonautas vive um momento muito especial na carreira. Após altos e baixos, o grupo se firmou como uma potência no cenário nacional mais uma vez, durante a pandemia do coronavírus. Com letras ácidas e carregadas de críticas políticas e sociais, a banda conquistou muitos fãs novos e se reaproximou dos mais antigos. O resultado disso foi o Álbum Laranja, lançado no ano passado. Álbum Laranja faz alusão ao White Album (Álbum Branco), dos Beatles, e o Black Album (Álbum Preto), do Metallica. Entretanto, a escolha da cor é um trocadilho com o que está acontecendo no Brasil. Em resumo, a história dos laranjas no Governo Bolsonaro. “A gente não procurou uma ação reativa, de protesto, com uma linguagem pesada ou raivosa, buscamos abordar de forma mais sarcástica, mais irônica, isso foi muito bom, porque acabou chegando em um público que não escuta rock, uma garotada mais jovem, que está meio desconectada do rock”, explicou Tico Santa Cruz. “Eu acho que o Detonautas conseguiu abrir um diálogo com uma galera que há muito tempo não parava para ouvir música no rock, e que estava conectada com outros estilos”, completou. No Lollapalooza, o vocalista Tico Santa Cruz promete ser cirúrgico na escolha das canções, apesar do pouco tempo no palco. “A gente tem 45 minutos só de apresentação, é um show bastante objetivo, então eu que gosto muito de festival, entendo que o Lollapalooza é muito importante para o Detonautas. A gente fez um mix dos hits do Detonautas com algumas coisas do Álbum Laranja e também alguns lados B, digamos assim, que a galera gosta de ouvir. Mas é um show bem direto e inclui os últimos lançamentos que a gente fez também”. Quando se refere a lançamentos, além do Álbum Laranja, Tico Santa Cruz pensa no álbum Esperança, divulgado no mês passado. A partir do momento recluso por conta da pandemia, o vocalista começou a compor, e acabou gravando um disco inteiro entre março e junho de 2020. Durante o festival, Tico pretende assistir a alguns shows, caso a agenda permita. Apesar disso, confessa que ficou chateado com o cancelamento do Jane’s Addiction, sua banda favorita no lineup original. “O show que estava mais ansioso para assistir era do Jane’s Addiction, fiquei muito triste por conta do cancelamento em virtude do covid, mas o festival está repleto de muitos shows legais. Tem o Black Pumas, Foo Fighters, Doja Cat, essa fase incrível que a Miley Cyrus está apresentando. No nosso dia a gente tem o Strokes, que já tive a oportunidade de ver em outro festival. O Lollapalooza é uma ótima oportunidade também para conhecer bandas novas, novas porque muitas vezes não temos acesso a todo lineup, mas é uma boa oportunidade de conhecer artistas que você ainda não fez contato”. Confira a programação completa do Lollapalooza Brasil 2022 25 de março, sexta-feiraThe Strokes, Doja Cat, Machine Gun Kelly, Alan Walker, Chris Lake, Jack Harlow, Marina, LP, Turnstile, Caribou, The Wombats, Pabllo Vittar, Ashnikko, Matuê, 070 Shake, Jetlag, VINNE, jxdn, Beowülf, Detonautas, Edgar, Meca, Barja 26 de março, sábadoMiley Cyrus, A$AP Rocky, A Day To Remember, Alok, Alexisonfire, Alessia Cara, Deorro, Emicida, Two Feet, Remi Wolf, Silva, Jão, Boombox Cartel, Chemical Surf, Terno Rei, DJ Marky, Victor Lou, Clarice Falcão, Jup do Bairro, MC Tha, Lamparina, Ashibah, Fatnotronic, WC no Beat and Kevin o Chris + Haikaiss + PK + Felp 22 + MC TH + Hyperanhas 27 de março, domingoFoo Fighters, Martin Garrix, Alesso, The Libertines, Black Pumas, Kaytranada, IDLES, Kehlani, Goldfish, Gloria Groove, Djonga, Cat Dealers, Rashid, Fresno, Marina Sena, Planta & Raiz, Lagum, Evokings, Aliados, Fancy Inc, MALIFOO, menores atos, FractaLL x Rocksted Lollapalooza BrasilDias 25, 26 e 27 de março de 2022Local: Autódromo de Interlagos, Av. Sen. Teotônio Vilela, 261 – Interlagos, São PauloInformações: https://www.lollapaloozabr.com/