Com psicodelia e rock, Try 2 Experience mostra efervescência baiana em novo disco “Broadway”

Try 2 Experience - Broadway

“Quando o rock, o blues e a música psicodélica dão vida à toda efervescência baiana, você encontra a sintonia perfeita”. Esse é o espírito do terceiro álbum da banda Try 2 Experience: “Broadway”. O disco utiliza a linguagem musical dos anos 1960 e 1970 para retratar a vivência do grupo em Arraial D’ Ajuda – um distrito que fica na cidade de Porto Seguro, na Bahia.  Dessa forma, a Try 2 Experience inspirou-se em nomes como Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Pink Floyd, Stevie Ray Vaughan e Scott Henderson ao decorrer das sessões de gravação do disco, que foi viabilizado através de financiamento coletivo. O trabalho tem produção do pianista Deangelo Silva, que é principalmente reconhecido por já ter trabalhado com artistas como Toninho Horta, Juarez Moreira, Felipe Vilas Boas, entre outros.  O repertório reúne 11 faixas inéditas. São elas: Another Man’s Hand, Maite And The Carcass, Blues For Stevie, Old Hand, Midnight Oil, Groovin Mamma, Can You Hear Little Darling, Ice and Pasta, Moonlight, It’s All About You e Into My Garden.  O vocalista e guitarrista da Try 2 Experience, Neygoiaba, aponta que o teor regional do álbum fica explícito, apesar das composições em inglês. “Arraial D’Ajuda é um lugar onde o rock tem pouco espaço, tendo em vista que os principais bares e palcos tem as suas agendas fechadas por estilos musicais mais populares. Assim, construímos a nossa trajetória tocando na rua, onde já vendemos milhares de CD’s em plena era do streaming. Isso é tão significativo pra gente que abordamos essa situação logo no título deste disco. Broadway, na verdade, é uma rua próxima da praça onde frequentemente tocamos na nossa cidade”, frisou o músico.  Além de Neygoiaba, o grupo é composto pelo baixista Vinicius Miranda e pelo baterista Davi Miranda. A banda está em atividade desde meados de 2017, ano em que lançou o debut homônimo Try 2 Experience. Anteriormente em 2019, o trio ainda lançou o álbum San Junipero.  Vale pontuar que o álbum Broadway foi mixado e masterizado por Marcelinho Guerra (Estúdio Stereo Outono). O disco também contou com a participação do baterista Marcos Ramos. Setlist: Another Man’s Hand Maite And The Carcass Blues For Stevie Old Hand Midnight Oil Groovin Mamma Can You Hear Little Darling Ice and Pasta Moonlight It’s All About You Into My Garden

Entrevista | Bella Coppola, entre a música e o teatro

Bella Coppola

Entre tantos singles e projetos de artistas já conhecidos por aí, pensei: “Minha playlist anda na mesmice, mas como faço pra renová-la?”. Afinal, nada como uma boa dose de músicas novas para melhorar a rotina. Com essa ideia em mente, conversei com a atriz, cantora e compositora norte-americana Bella Coppola. Ela comentou suas aspirações artísticas, principais objetivos de carreira e mais. Quem é Bella Coppola? Bella é original de Sacramento, na Califórnia. A jovem artista descobriu sua paixão pela música desde cedo, mas através do teatro. “Eu canto desde que aprendi a falar e nunca parei desde então”. Sempre escreveu canções, mas raramente divulgava. “Eu não me sentia confortável ou ‘boa’ o bastante para compartilhar até minha formatura, em 2018, quando minha classe teve de criar um showcase de trabalhos individuais”. “Eu estava inspirada pelo tema comum que nós todos compartilhamos: viver a vida sem arrependimentos. Eu usei esse tema e peguei frases de meus colegas para criar meu primeiro single, I Regret Nothing“. “É por causa dessa aula, dos meus professores, Kaitlin Hopkins e Jim Price, e todos os estudantes da Texas State Musical Theatre que me senti confortável a escrever a canção, melhorá-la, e eventualmente lançá-la para o mundo ouvir, com a ajuda de meu amigo Ian Flores (Flor Audio)”. Bella encaixa seu timbre em melodias suaves, entretanto, não deixa de explorar possibilidades vocais. Com fortes influências no R&B, como H.E.R., Tori Kelly, Alicia Keys e Daniel Caesar, Bella começou a explorar sua musicalidade. Viajando além das fronteiras da composição, começou a escrever músicas para diferentes gêneros, mas mantém sua essência. Navegou pelo pop, jazz, gospel, entre outros. Jacob Collier e Fatai são algumas de suas referências. “Eles são artistas tão brilhantes que me inspiram. Também tenho tentado criar músicas que fogem dos ‘clichês’”. Ademais, a jovem espera tocar junto a Collier um dia. Falando em ícones da música, seu maior exemplo é feminino. “Minha heroína musical é Judy Garland. Ela é uma lenda e eu não teria achado minha voz como cantora sem ela”. Influência do teatro A teatralidade é uma peça importante nas composições de Bella. Filha do teatro musical mas amante da música, a artista explora narrativas teatrais através de suas composições. Fez seu debute na Sacramento Theatre Company, caminhando para a representação de sua universidade, Texas State. Atualmente, trabalha na Wagon Wheel Center for the Arts. Bella já atuou em peças muito conhecidas do público. Entre elas, Mamma Mia!, Romeu e Julieta e Adoráveis Mulheres. Relacionando suas duas paixões, ela aplica seu talento nos palcos com determinação. “Eu estudo teatro musical e isso influencia a forma como componho, assim como a forma como performo”. A sensibilidade em transitar entre suas emoções e expor as cicatrizes também é parte essencial do projeto. “O que faz a arte tão legal é escrever sobre o que você sabe e ficar vulnerável. Às vezes é assustador escrever sobre seus sentimentos, mas acho que vulnerabilidade é o que nos mantém conectados. Isso é o que aprendi do teatro musical, e é algo que luto para preservar em minha música”. Bella Coppola Processo de criação A criação de seu primeiro EP, I Regret Nothing (2019), incorpora muito dessa visão artística multiforme. A colaboração com o amigo Ian Flores foi essencial neste processo. “Ele é o cérebro e talento por trás de toda a produção. Eu escrevia uma música, baseada em algo de minha vida, e trazia para ele. Nós gravamos e ele fazia o resto”. Flores foi o responsável pela maior parte dos instrumentos em gravação. A criação foi feita entre amigos, com muito apoio em cada parte do processo. “Sério, eu não teria feito nada sem ele [Flores], e foi muito divertido colaborar com um amigo tão talentoso e gentil. Ele que devia estar sendo entrevistado! (risos)”. O principal desafio foi encontrar os instrumentos certos para cada momento das músicas. “Acho que meu cérebro não funciona assim, porque escrever músicas vêm fácil, mas essa parte não. Entretanto, eu realmente agradeço pela colaboração do Ian em transformar a canção em uma obra completa”. Uma mistura de diversão e frustração veio com o processo de adição de instrumentos, mas a dupla conseguiu chegar aos pontos certos. “Tivemos que cortar algumas coisas porque nós falhamos miseravelmente nelas e qualquer um teria rido se tivesse ouvido”, brinca Bella. Seguindo a intuição musical Entretanto, alguns instrumentos já estavam em mente, como a adição do violoncelo em Go On. “Eu sempre amei esse instrumento e o amigo para quem escrevi a canção também amava”. Cada faixa conta com uma escolha completamente pessoal. “Uma das escolhas vocais mais empolgantes do EP foi a ponte de For The Rest of Your Life, que foi feita sem querer. Eu e Ian tínhamos várias ideias até que decidimos fazer o que saiu no EP, e honestamente eu duvidei dele (risos), mas depois que tentei, fiquei tipo ‘ah, ok – você é brilhante, é isso”. Intuitivo e totalmente construído com amigos, a experiência rendeu um EP de sete faixas. Em cada uma, Bella Coppola traz uma história que deriva de seus sentimentos, mas sem abandonar a técnica impecável de quem entende de arte. O resultado é uma música que flui leve, conversando o cotidiano, sem grandes complicações. O que vem pela frente? Os próximos passos da artista incluem novos materiais, mudanças e muito trabalho. Um novo single já está a caminho, introduzido em uma de suas apresentações ao vivo, mas ainda não foi gravado. “Eventualmente planejo me mudar para Nova York e tentar encontrar músicos fixos para tocar comigo. Teatro é meu primeiro amor, então eu estarei correndo atrás disso também, mas música sempre foi uma parte da minha vida, e fico feliz de viver uma vida em que posso investir em ambos”. Onde você vê as mulheres na indústria musical em 10 anos? Para concluirmos nosso especial no melhor estilo, entramos na questão da mulher na indústria musical. Para Bella, a resposta é bem simples: as mulheres estarão cada vez mais fortes e autênticas. “Eu vejo mulheres arrasando

Charlie Puth canta Lizzo no Tonight Show ao estilo Broadway

Charlie Puth

Desafiado pelo Musical Genre Challenge do Tonight Show com Jimmy Fallon, Charlie Puth tentou algo diferente. O cantor resolveu mostrar uma nova abordagem de Truth Hurts, sucesso da cantora Lizzo. O resultado foi uma apresentação inédita e bem divertida. No jogo, o participante deve cantar músicas variadas em estilos aleatórios. Além de Truth Hurts, Puth também apresentou uma versão mais clássica de We Don’t Talk Anymore, ao estilo Doobie Brothers. Além de cantá-las, Puth também teve a chance de interpretar as músicas no teclado, com acompanhamento da banda do programa. O artista temperou as faixas com vocais distintos e muito bem executados. Confira abaixo a participação de Charlie Puth na brincadeira: