Beck lança álbum de raridades com covers de Caetano Veloso e Daniel Johnston

Talvez você se lembre dele cantando sobre um coração partido na trilha sonora do filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Agora, essa gravação e outras raridades da discografia de Beck estão reunidas em um só lugar. Nesta sexta-feira (30), o músico disponibilizou nas plataformas digitais o álbum Everybody’s Gotta Learn Sometime. O projeto funciona como uma compilação de raridades, faixas lado B e covers que Beck executou ao longo dos anos, especialmente durante sua recente turnê orquestral. De Scott Pilgrim a Caetano Veloso entre as raridades de Beck O repertório é eclético e traz uma surpresa para os brasileiros: uma versão de Michelangelo Antonioni, canção de Caetano Veloso. O disco abre com a faixa-título (cover do The Korgis, de 2004) e segue com interpretações de clássicos de Elvis Presley (Can’t Help Falling in Love), John Lennon (Love) e The Flamingos (I Only Have Eyes for You). O universo indie e alternativo também marca presença com releituras de Hank Williams, Daniel Johnston (True Love Will Find You in the End) e a faixa Ramona, contribuição de Beck para a trilha do filme Scott Pilgrim contra o Mundo. Lançamento físico Enquanto a versão digital já pode ser ouvida, o formato físico chega às lojas em 13 de fevereiro. Aproveitando a proximidade com o Valentine’s Day (Dia dos Namorados nos EUA), o vinil será prensado na cor “vermelho opaco”.
Caetano Veloso realiza desejo antigo e grava “Mais Simples” com o filho Tom

Caetano Veloso acaba de lançar uma gravação emocionante da canção Mais Simples, clássico de José Miguel Wisnik. E ele não está sozinho: o violão que acompanha sua voz é tocado por seu filho, Tom Veloso. O single chega como o abre-alas de um novo projeto de Wisnik, previsto para ser lançado ainda neste primeiro semestre de 2026, reunindo diversos intérpretes. Um desejo guardado desde os anos 90 A relação de Caetano com essa música é antiga. Nos anos 1990, quando a faixa foi lançada (primeiro por Wisnik e Ná Ozzetti em 1993, e depois popularizada por Zizi Possi em 1996), o tropicalista já manifestava o desejo de gravá-la. A ideia acabou adiada por décadas, até que o convite do próprio compositor reacendeu a chama. A gravação ocorreu no segundo semestre de 2025, no estúdio da casa de Caetano, com produção de Lucas Nunes. “Muito bom poder ter gravado ‘Mais simples’. Uma canção que adoro desde que ouvi pela primeira vez, uma canção única”, celebra Caetano. Caetano Veloso e filho em sintonia em Mais Simples A faixa aposta no minimalismo para ressaltar a poética da letra (“É sobre-humano amar/ cê sabe muito bem”). A química familiar se destaca, com Caetano elogiando abertamente o talento do filho caçula. “O violão de Tom me deslumbrou. Ele nem sabe quanto. Acho que isso aconteceu porque Zé Miguel é um santo da música”, completa o cantor. Para Wisnik, o resultado foi definitivo: “Fico sem palavras ao ouvir essa interpretação… Foi o próprio indizível que compareceu e disse tudo. Agradeço profundamente a Caetano e a Tom Veloso por terem extraído juntos o sumo essencial dessa canção.” O que vem por aí Este single é apenas o primeiro passo. O novo álbum de José Miguel Wisnik promete reunir outras vozes importantes da música brasileira para reinterpretar sua obra. A capa do single traz um design de Elaine Ramos a partir de uma foto de Gal Oppido (feita para o Grupo Corpo), selando a sofisticação do projeto.
Gilsons abre 2026 com feat histórico dos Veloso e homenagem a Preta Gil

O trio Gilsons começa 2026 escrevendo um novo e profundo capítulo em sua história. José, João e Fran lançaram duas faixas que abrem os caminhos para o próximo álbum do grupo: Minha Flor e Bem Me Quer. Os lançamentos mostram os dois lados da moeda do grupo: a celebração rítmica e a emoção crua. O novo disco, que chega em breve, é definido por eles como um “retrato de luz” após um ano difícil marcado pela partida de Preta Gil, mãe de Fran, em 2025. O encontro dos clãs Gil e Veloso A faixa Minha Flor carrega um peso histórico e afetivo imenso. Escrita em parceria com Arnaldo Antunes, a música promove a união de duas das maiores dinastias da música brasileira. Os Gilsons recebem Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso nos vocais. Fran explica que a música serviu como um processo de cura e conexão espiritual com sua mãe. “A forma como se deu tudo em relação a esse encontro… é o retrato desse vínculo que a gente tem. Ainda mais nesse momento todo da minha mãe… Eu me conecto muito com ela através dessa música. Para mim, ficou uma coisa muito clara, muito pessoal”, desabafa Fran. O clipe, dirigido por Felipe Fonseca, foi filmado em película 16mm, trazendo uma estética orgânica e documental que respeita a intimidade desse encontro no estúdio. A volta da parceria de sucesso Se Minha Flor traz a sensibilidade, Bem Me Quer traz o balanço. A faixa reedita a parceria de sucesso com Narcizinho Santos, o mesmo compositor do megahit Várias Queixas. Desta vez, Narcizinho não só compôs como também canta na faixa. A música abraça a sonoridade clássica do grupo, com referências ao Olodum e à música afro-baiana. “Bem Me Quer abraça a nossa história… tem o lugar de ser um agradecimento. Essa coisa de trazer o Narcizinho é um abraço à nossa trajetória”, comenta Fran. Evolução sonora do Gilsons e produção José Gil assina a produção de ambas as faixas. Ele buscou dar um passo à frente sem perder a essência da banda. A sonoridade mantém os violões e tambores gravados acusticamente, mas incorpora beats eletrônicos modernos para criar o molho inconfundível dos Gilsons.
Em show marcado por polêmica evangélica, Caetano & Bethânia emocionam com set de 40 músicas
João Gordo lança versão punk rock de clássico de Caetano Veloso

O vocalista e ícone do punk João Gordo (Ratos de Porão) lançou uma versão da música Atrás do Trio Elétrico. A canção, de autoria de Caetano Veloso, foi lançada originalmente em seu álbum homônimo de 1969. A versão de João Gordo reinterpreta a energia original da música, transformando em uma versão punk rock intensa. O lançamento é o segundo single da continuação do Brutal Brega, projeto que se iniciou na pandemia em parceria com o produtor Val Santos (Toyshop). O primeiro disco do projeto, lançado em 2022, é um divertido tributo à música “brega”, com versões de clássicos de artistas como Sidney Magal e Reginaldo Rossi. Agora, João e Val preparam um segundo disco, dessa vez um tributo à MPB. Com lançamento ainda em 2024, o disco incluirá versões de canções de artistas como Caetano Veloso, Belchior, Luiz Gonzaga e muitos outros. Em maio, foi lançado o primeiro single do disco, uma versão de Coroné Antonio Bento, clássico que ficou famoso na voz de Tim Maia. A versão acompanha também um clipe dirigido por Raul Machado, e inclui uma mensagem de áudio do próprio Caetano, reagindo à versão de sua música. O primeiro álbum do Brutal Brega já está disponível em todas as plataformas, e em CD via Wikimetal Store.
Julia Levy lança segunda faixa do EP LUZ, com releitura de Caetano Veloso

A cantora e compositora Julia Levy lançou You Don’t Know Me, canção de Caetano Veloso, que chega numa regravação única e especial na voz da artista. A faixa faz parte do projeto Luz, com releituras de sucessos da música brasileira. A faixa chegou em todos os apps de música pelo selo Alma Music e vem acompanhada de um videoclipe, que pode ser assistido no canal oficial de Julia no YouTube. You Don’t Know Me originalmente faz parte do disco Transa, de Caetano – um dos favoritos de Julia. Na época que lançou esta canção (1971), o cantor estava exilado em Londres e apresentou uma faixa com sonoridade marcante e letra para lá de reflexiva. Esse é o segundo lançamento de uma coletânea de sucessos da música brasileira, apresentados na voz de Julia, que resgata canções que fazem parte da nossa cultura e nos fazem contemplar a vida e a realidade. “A ideia do EP LUZ foi trazer músicas de diferentes artistas, momentos, regiões e ritmos e criar releituras que trouxessem uma nova roupagem e mensagem em comum entre elas. Juntas, elas trazem muitas questões do feminino e do que significa ser mulher nos dias de hoje”, comenta Julia Levy. Segundo a artista, You Don’t Know Me traz uma mensagem e sentimento fortes, já intencionados na hora de lançar o projeto LUZ. Com um mix de inglês e português, dois idiomas que se misturam o tempo todo na mente da artista, ela comenta sobre a faixa: “You Don’t Know Me representa a mania incansável das pessoas de julgar e catalogar tudo e todo mundo pela capa. De acharem que sabem algo sobre você sem ao menos te conhecer. Apesar de ser uma única canção, ela traz outras quatro composições da música brasileira como referência: “Maria Moita” de Carlos Lyra, “Reza” de Edu Lobo e Ruy Guerra, “Saudosismo” do próprio Caetano e “Hora do Adeus” de Luiz Gonzaga”. Nas inspirações para a escolha do repertório do projeto, Julia se baseou em um momento de muitas mudanças, crescimento e no processo de cura intenso em sua vida. A escolha das canções foi 100% inspirada no que ela estava sentindo. “As letras e musicalidade de cada uma transmitem, de uma forma subliminar, minhas reflexões e questionamentos. “You don’t know Me”, você não me conhece. Pode tentar me encaixar em mil caixinhas ou prateleiras na sua cabeça… mas você nunca vai entender quem realmente sou”, complementa.
Com tributo à MPB e clássicos, Deep Purple emociona em SP

O Deep Purple foi certeiro no setlist. Quinta banda a se apresentar no Monsters of Rock, que rolou neste sábado (22), no Allianz Parque, em São Paulo, a lendária banda inglesa abriu os trabalhos com Highway Star e deixou Smoke on The Water para a reta final, dois dos seus maiores hits. No recheio dessa apresentação, Uncommon Man foi dedicada ao finado Jon Lord, enquanto When a Blind Man Cries ficou ainda mais potente ao vivo. Ian Gillian, aos 77 anos, não se rendeu ao playback. Segue firme e forte, apesar do desgaste natural. Simon McBride rendeu um fôlego ainda maior para os veteranos. Assumindo o lugar de Steve Morse, demonstrou muita personalidade no palco. Extremamente técnico, o músico de 44 anos fica muita à vontade no palco, parece companheiro de décadas. Ian Pace e Roger Grover estão envelhecidos na aparência, mas na disposição e técnica, nada mudou. É impressionante ver esses senhores de 74 e 77 anos, respectivamente, curtindo a apresentação do Deep Purple. O tecladista Don Airey, que já havia declarado seu amor pela música brasileira em entrevista ao Blog n’ Roll, fez um medley com Sampa, Brasileirinho, Tico Tico no Fubá e Meu Brasil, Brasileiro. Isso tudo misturado com um trecho de Mr. Crowley, clássico de Ozzy Osborne, que começa com o teclado de Airey. Aliás, o músico estava com um bonequinho de Ozzy em cima do instrumento. Perfect Strangers, Space Truckin’ e Smoke on the Water vieram na sequência do solo de Airey, que foi provavelmente um dos poucos que não ficou cansativo ao longo do festival. Hush e Black Night vieram nos acréscimos, quando boa parte do público já se deslocava para ir ao banheiro ou reabastecer de cerveja.
C6 Fest terá Caetano Veloso, Kraftwerk, Samara Joy e Jon Batiste

O C6 Fest anunciou um lineup eclético nesta quarta-feira (1). O evento, que acontece em São Paulo e Rio de Janeiro, em maio, contará com nomes como Samara Joy, Jon Batiste, Caetano Veloso e Kraftwerk, entre muitos outros. O preço dos ingressos varia entre R$ 180, que restringe o acesso a somente um palco em apenas um dos três dias, e R$ 3.500, que dá acesso a todos os palcos em todos os dias. O C6 Fest, organizado pelo C6 Bank com a Dueto Produções, terá palcos divididos por propostas musicais. Os ingressos para cada palco serão vendidos separadamente. A Tenda Heineken, que comporta 5.000 pessoas, sediará 11 atrações de gêneros variados. Já o Auditório Ibirapuera, com capacidade para 800 pessoas, aposta em sete shows com nomes do jazz contemporâneos. O teatro, concebido por Oscar Niemeyer, terá Samara Joy como destaque no domingo, dia 21 de maio. A plateia externa do Auditório Ibirapuera, que abriga até 15 mil pessoas, dividirá duas propostas. No sábado, dia 20 de maio, terá nomes da música eletrônica como a já anunciada Kraftwek, que promete trazer um show novo. No domingo, haverá um show com nomes da música brasileira, como Linn da Quebrada e Arnaldo Antunes, em uma tentativa de recriar e homenagear a explosão musical de 1973. Em seguida, Tim Bernardes fará um show celebrando Gal Costa. A noite terminará com um show de Caetano Veloso. O Rio de Janeiro terá alguns destaques da programação de São Paulo. No primeiro dia, 18 de maio, Kraftwerk e Underworld se apresentarão. No seguinte, será a vez de Domi & JD Beck, Samara Joy e Jon Batiste. O dia 20 terá Terno Rei, Black Country New World e The War on Drugs. O C6 Fest será realizado simultaneamente no Rio de Janeiro e em São Paulo neste ano. Em São Paulo, acontecerá entre 19 e 21 de maio no parque Ibirapuera. No Rio, ocorrerá de 18 a 20 de maio no Vivo Rio. Clientes do C6 Bank terão acesso à pré-venda dos ingressos entre os dias 2 e 4 de março. Quem comprar a entrada com o cartão de crédito do banco terá 20% de desconto não cumulativo. Confira a programação completa abaixo. SÃO PAULO SEXTA, 19 DE MAIO TENDA HEINEKEN17h00 – Xênia França18h05 – Dry Cleaning19h25 – Arlo Parks20h45 – Christine and the Queens AUDITÓRIO IBIRAPUERA (PLATEIA INTERNA)20h00 – Tributo ao Zuza21h00 – Nubya Garcia22h00 – Julian Lage23h00 – Tigran Hamasyan PACUBRA (SUBSOLO)22h00 – Disco Tehran0h00 – Gop Tun DJs SÁBADO, 20 DE MAIO TENDA HEINEKEN17h00 – Blick Bassy18h00 – Russo Passapusso & Nômade Orquestra com BNegão e Kaê Guajajara19h00 – Mdou Moctar20h30 – Jon Batiste AUDITÓRIO IBIRAPUERA (PLATEIA EXTERNA)18h00 – Model 50019h20 – Kraftwerk20h55 – Underworld PACUBRA (SUBSOLO)20h00 – Feminine Hi-Fi22h00 Festa Luna0h00 Pista Quente DOMINGO, 21 DE MAIO TENDA HEINEKEN18h00 – Black Country, New Road19h10 – Weyes Blood20h40 – The War on Drugs AUDITÓRIO IBIRAPUERA (PLATEIA INTERNA)21h00 Samara Joy22h15 Domi & JD Beck23h30 The Comet is Coming AUDITÓRIO IBIRAPUERA (PLATEIA EXTERNA)16h00 197317h05 – Tim Bernardes canta Gal Costa18h15 Caetano Veloso PACUBRA (SUBSOLO)20h00 Cremosa Vinil22h00 Selvagem0h00 Deekapz ****** RIO DE JANEIRO VIVO RIO QUINTA, 18 DE MAIO21h00 – Kraftwerk22h30 – Underworld SEXTA, 19 DE MAIO20h00 – Domi & JD Beck21h10 – Samara Joy22h25 – Jon Batiste SÁBADO, 20 DE MAIO19h00 – Terno Rei20h15 Black Country, New Road21h45 The War on Drugs
Gilberto Gil e Caetano Veloso são homenageados no Som das Palafitas

Após a etapa regional, o Instituto Arte no Dique abre neste fim de semana a fase nacional do festival O Som das Palafitas. Gilberto Gil e Caetano Veloso serão homenageados pelos seus filhos, Zezé Motta, Paulinho Moska, João Donato, Eduardo Dussek, Margareth Menezes e Armandinho Macedo. A programação completa será online, gratuita e antecipa celebração de 80 anos de vida destes dois grandes nomes da música popular brasileira. Para assistir, fique de olho no YouTube do Arte no Dique. “Essa edição do Festival O Som das Palafitas se estenderá entre 2021 e 2022, ao estilo das temporadas de futebol europeias. E decidimos sair na frente na homenagem a esses gigantes da MPB”, destaca José Virgílio. Programação completa do Som das Palafitas 6 de novembro, 20h – Moreno Veloso 13 de novembro, 20h – Bem Gil 20 de novembro, 20h – Armandinho Macêdo, Marco Lobo & YacoceSimões: Retocando Gil e Caetano 27 de novembro, 20h – Margareth Menezes 4 de dezembro, 20h – Os Gilsons 11 de dezembro, 20h – João Donato 18 de dezembro, 20h – Zezé Motta 8 de janeiro, 20h – Eduardo Dussek 15 de janeiro, 20h – Paulinho Moska