Bad Manners, Grade 2 e Inocentes encabeçam novo festival em São Paulo

Bad Manners, Grade 2 e Inocentes encabeçam o lineup do Upfront Festival, novo evento paulistano que reúne diversos nomes do ska, street punk, punk rock e hardcore. O evento acontece em 27 de outubro no Carioca Club. Os ingressos estão à venda no site Clube do Ingresso. Headliner do evento, a lenda do ska britânico Bad Manners fez dois shows incríveis em São Paulo, em 2022, um deles com sold out no Hangar 110. O Bad Manners cravou seu nome na história do ska mundial durante a geração Two Tone, que contava com bandas como The Specials, The Selecter e Madness. Marcada pelas músicas divertidas e dançantes, a banda tem hits marcantes, como My Girl Lollipop, Lip Up Fatty, Can Can, Lorraine, Just A Feeling e Special Brew. Outra banda internacional no Upfront Festival é o Grade 2, nome novo e em ascensão do ska punk oi! no Reino Unido, que recentemente fez uma tour ao lado do Rancid e faz parte do cast da gigante Epitaph Records. A Grade 2 (Segunda série, traduzido ao português) traz o poder bruto do punk da velha escola para uma nova geração. Seu segundo lançamento pela lendária Hellcat Records, de Tim Armstrong, traz 15 faixas que usa a raiz do punk oi! com gritos da injustiça contemporânea, letras sobre identidade pessoal e frustrações da juventude da Geração Z. Completam o lineup as bandas Inocentes, na imperdível turnê de 40 anos, o Skamoondongos, expoente do ska no Brasil e sempre ativo na cena do gênero, além do sempre divertido Sapo Banjo e a enérgica Maga Rude, uma banda composta por sete mulheres da nova geração do ska nacional. SERVIÇOUPFRONT FESTIVAL – SÃO PAULOData: 27 de outubro de 2024Horário: 15h às 21h30Local: Carioca Club PinheirosIngressos 1º loteR$ 130,00 – Pista Meia Estudante/e Meia Social (Mediante 1 quilo de Alimento)R$ 200,00 – CamaroteR$ 260,00 – Inteira 2º loteR$ 150,00 – Pista Meia Estudante/e Meia Social (Mediante 1 quilo de Alimento)R$ 230,00 – CamaroteR$ 300, 00 – Inteira

Alesana retorna neste sábado a São Paulo, no Carioca Club

Os norte-americanos do Alesana chegam ao Brasil para show único no próximo sábado (27), no Carioca Club em São Paulo. A realização é da Liberation Music Company. Para a apresentação na capital paulista, o Alesana terá companhia de duas bandas nacionais de metalcore que fazem a abertura do evento: There’s No Face, que acaba de lançar o disco Contra/Senso, e Seasmile, em processo de composição do sucessor do ótimo sexto álbum, Vortex. Alesana, que sempre tem uma atitude positiva diante da vida e está acostumada a se dedicar ao máximo em seus shows, é uma banda de muitos fãs devotos, que seguem os norte-americanos no virtual, pelas redes sociais, e principalmente no real, nas apresentações ao vivo e adquirindo todo tipo de material físico. Com um trabalho cirúrgico de combos de vocais limpos/gritados, instrumental pesado e melódicos e breakdowns cativantes, o Alesana excursiona pela América Latina com um setlist repleto de hits da carreira, principalmente da trilogia Annabel – a primeira parte, The Emptiness, de 2010, é uma rock opera post-hardcore considerada a obra-prima da banda e um dos discos mais ousados de todos os tempos do estilo. ServiçoAlesana em São PauloData: 27 de abril de 2024 (sábado)Horário: 17h (portas)Local: Carioca Club PinheirosEndereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros – São Paulo, SPVenda online ValoresPista: R$ 180,00 (2º lote – Meia-entrada e Solidária para não estudantes – Doe 1 Kg de Alimento Não Perecível) Camarote: R$ 250,00 (1º lote – Meia-entrada e Solidária para não estudantes – Doe 1 Kg de Alimento Não Perecível)

The Dandy Warhols vem ao Brasil pela primeira vez; veja data e local

A banda norte-americana The Dandy Warhols toca pela primeira vez no Brasil com um show em 13 de junho, no Carioca Club, em São Paulo. A banda chega embalada pelo lançamento de seu 12º disco de estúdio, Rockmaker, que tem participações especiais de Debbie Harry (Blondie), Slash (Guns N’ Roses) e Black Francis (Pixies). Os ingressos já estão à venda. A promoção do show é da Maraty, produtora capitaneada pelo jornalista André Barcinski e o produtor Leandro Carbonato, que nos últimos 12 meses trouxe ao país artistas como The Brian Jonestown Massacre, Hermanos Gutierrez, Lightning Bolt, L7, Black Flag e Peter, Bjorn and John, entre outros. A abertura do show ficará por conta de uma das mais longevas e queridas bandas da cena independente brasileira, Autoramas, liderada há quase 30 anos pelo talentoso e incansável Gabriel Thomaz. The Dandy Warhols foi fundado há exatos 30 anos em Portland (estado do Oregon, noroeste dos Estados Unidos), e a formação é a mesma desde 1998: Courtney Taylor-Taylor (vocais, guitarra), Peter Holmström (guitarra), Zia McCabe (teclados, percussão, baixo) e Brent De Boer (bateria). Courtney e Taylor são os principais compositores da banda e produziram o disco novo. A banda faz uma peculiar mistura de indie rock, psicodelia, som de garagem dos anos 1960 e power-pop. O som do The Dandy Warhols é divertido e animado, com influências de bandas bubblegum dos anos 60 (Archies, Monkees) e de guitarras pesadas e viajantes à My Bloody Valentine e Ride. The Dandy Warhols estourou no mundo todo com o terceiro LP, Thirteen Tales From Urban Bohemia (2000), graças a uma coleção impressionante de maravilhosas canções pop, como Bohemian Like You, Get Off, Godless e Shakin. O disco seguinte, “Welcome to the Monkey House” (2003), produzido por Tony Visconti e Nick Rhodes (Duran Duran), é considerado por muitos fãs o mais inovador da banda, incorporando elementos de synthpop e lançando hits como “We Used to Be Friends” e “The Last High”. Em 2004, a banda foi tema do documentário Dig!, que contava a relação de amor e ódio que existia entre The Dandy Warhols e The Brian Jonestown Massacre. Hoje, felizmente, essa briga foi superada, e as bandas inclusive fizeram vários shows juntas. SERVIÇOThe Dandy Warhols pela primeira vez no BrasilData: 13 de junho de 2024Horário: 19h (abertura da casa)Local: Carioca ClubEndereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros – São Paulo, SP Venda Valores dos ingressos Pista Meia-entrada / Promocional 1º Lote: R$ 180,00 (doe 1kg de alimento não perecível) Pista Inteira 1º Lote: R$ 360,00 Camarote – Meia-entrada / Promocional 1º Lote: R$ 260,00 (doe 1kg de alimento não perecível) Camarote Inteira 1º Lote: R$ 520,00

Hardcore Superstar supera problemas técnicos e entrega show de alto nível

Formada em 1997, em Gotemburgo, na Suécia, a banda Hardcore Superstar, enfim, fez a sua estreia em palcos brasileiros, após cancelamentos e adiamentos consecutivos. Foram três shows em três dias seguidos: Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo. Na capital paulista, no sábado (18), o local escolhido foi o Carioca Club, que teve como abertura duas bandas brasileiras muito competentes, que ajudaram a elevar o nível do evento. Inluzt e Nite Stinger fizeram sets seguros e mostraram a força do hard rock brasileiro, mesmo com a casa ainda com pouco público, muito por conta do calor e do horário. Pontualmente às 19h30, os suecos subiram no palco e já vieram atacando com o seu mais recente single Abradakabra, que dá nome ao álbum lançado em 2022, que de pronto já foi muito bem recebida. Tudo corria muito bem, quando no final da terceira música, por algum problema técnico, o som do palco parou de funcionar. Ninguém entendeu nada do que acontecia e a banda parou de tocar. O vocalista Jocke Berg foi até o público e pediu silêncio para que ele pudesse ser ouvido, já que os microfones não estavam funcionando. Pediu desculpas e disse que o show retornaria assim que o problema fosse resolvido. Nesse meio tempo, os integrantes distribuíram água e cerveja para o público, em um gesto pacifico e apaziguador. Aproximadamente 15 minutos depois, o problema foi resolvido e a banda emendou uma sequência eletrizante de hits, com a barra de energia no máximo. Wild Boys, My Good Reputation e Liberation, do segundo álbum, Bad Sneakers and a Piña Colada, de 2000, fizeram o Carioca Club ferver de uma maneira impressionante. Na sequência, um momento mais intimista com uma versão guitarra e voz de Standin’ on the Verge e uma de Someone Special. A banda seguiu seu set com muita presença de palco e desfilando simpatia. Foi bonito ver a banda tão feliz quanto seus fãs, emendando um som atrás do outro até a chegada de Last Call for Alcohol, onde o vocalista distribuiu copos de bebida para diversos fãs que estavam mais próximos ao palco. No bis atacaram de We Don’t Celebrate Sundays, música que foi cantada por praticamente todo o público presente. O encerramento foi com outra porrada, You Can’t Kill My Rock n’ Roll. O que mais impressiona no show do Hardcore Superstar é como a banda soa muito mais coesa ao vivo do que nos seus últimos discos, fazendo uso apenas de uma guitarra, baixo e bateria. Detalhe importante foi que o baterista da banda não conseguiu vir para a turnê sul-americana e foi substituído pelo produtor do último disco dos caras, Johan Reiven. Um show muito divertido de uma banda que entregou tudo (e mais um pouco) do que se esperava e, nitidamente, aproveitou cada segundo da apresentação, para fidelizar ainda mais os seus fãs. Antes de ir embora, Jocke Berg voltou ao palco e distribuiu doses do seu uísque Jameson para todos os fãs, agradecendo mais uma vez pela noite.

L7 mata a saudade do público paulistano com hits dos anos 1990

Depois de quase cinco anos longe do Brasil, a banda norte-americana L7 voltou a São Paulo, na última sexta-feira (20), com um show marcante no Carioca Club, em Pinheiros. O público compareceu em peso e horas antes da abertura da casa, já se notava uma grande fila do lado de fora. E não era para menos, afinal dois nomes de peso no cenário punk nacional foram os responsáveis pela abertura da noite: Cólera e As Mercenárias. Quem iniciou as atividades foi o Cólera, banda seminal do punk rock nacional, com a música Duas Ogivas, do álbum Tente Mudar o Amanhã”. O público recebeu muito bem a banda, que desfilou seu setlist com uma energia impressionante, enfileirando clássicos como Quanto vale a liberdade? e Pela Paz, com a velocidade de um supersônico. Competente ao extremo, a banda mostrou porque continua sendo um dos nomes mais importantes do gênero. Na sequência vieram As Mercenárias, outra banda clássica oriunda do cenário punk e pós punk do início dos anos 80. Sandra, vocalista e baixista da banda, acompanhada de Silvia Tape e Pitchu Ferraz, mostraram a força do seu repertório que surpreende pela riqueza dos arranjos, aliada a letras ácidas que continuam relevantes nos dias de hoje. A banda teve a participação de Bibiana Graeff (AnvilFX) and Mayla Goerish (BUMBOmudo), que abrilhantaram ainda mais a apresentação, que contou com músicas dos álbuns Cadê as Armas? e Trashland, com destaque para as faixas Há dez anos passados, Polícia e Santa Igreja, que finalizou o show impecável do trio paulista. Para finalizar a noite, o L7 já chegou atacando com Deathwish, do disco Smell the Magic, seguido de Andres, do Hungry for Stink. Toda a discografia da banda foi representada no set, que funcionou como um best of da carreira da banda, que iniciou a trajetória em 1985 com um disco produzido por Brett Gurewitz e lançado pela iniciante Epitaph. A banda estava radiante no palco, saboreando cada instante de interação com um público apaixonado, que cantou com empolgação extra os hits do Bricks are Heavy, como Everglade, Wargasm e Pretend we’re dead. O show seguiu em alta energia até o fechamento com Shitlist. Após serem ovacionadas pelo público, a banda voltou para um bis com American Society, cover do Eddie & The Subtitles, e Fast and Frightening, ambas do Smell the Magic. Uma noite irrepreensível, com casa cheia, som bom e muita energia.