Ex-NX Zero, Weks apresenta mais uma prévia de trabalho com cantoras

Daniel Weksler, mais conhecido como Weks, e a cantora Day, lançaram recentemente o clipe do single Absurdo. O som faz parte do novo projeto solo de Daniel, que conta com apenas mulheres no vocal. Ele despontou na cena nacional no NX Zero. O artista conta que a aposta nas vozes femininas foi por acreditar que as mulheres têm de dominar o mundo. “Se essa pequena força que eu fizer levar a isso (risos), maravilhoso, fico mais feliz”, pontua. “Que seja cada vez mais um caminho para as mulheres estarem nos lugares, cada vez mais do que já estão. Para mim é uma honra me juntar a todas essas moças”. O single nasceu da paixão em comum, com sonoridades que flutuam do eletrônico ao orgânico. “Compus uma base e pensei na Day para a voz, de primeira mão bateu, mas ela me mostrou uma segunda composição na linha indie meets beats do The Neighbourhood e o resultado foi esse Absurdo”, conta ele. Na première do videoclipe, o lançamento ficou entre os três assuntos mais comentados do Twitter, no Brasil. A carreira de Weks Weks entrou para a cena nacional com o NX Zero, onde alcançou o olimpo roqueiro brasileiro e depois, quando o quinteto anunciou uma pausa, migrou para a banda de Pitty, onde segue nas baquetas. Entre os dois, conviveu e trabalhou tanto como artista quanto em produção no estúdio Midas, do produtor Rick Bonadio. “No estúdio Midas, aprendi que eu conseguia colocar as minhas ideias no papel e todo dia que eu chegava em casa estava cheio de bases e tudo mais”, relata . A partir disso, o músico começou a abrir a cabeça para vertentes musicais e possibilidades que nem imaginava. “Eu sabia que podia ser muito mais que um baterista, podia produzir, ser artista solo e me juntar com outras pessoas.” Depois que começou a compor, gerou canções como Ninguém é de Ninguém, de Matriz, da Pitty, e passou a trabalhar em computador, criando beats. “Eu já tinha a ideia (de escrever), mas o ano que passei no estúdio abriu minha cabeça. Quando sentava para escrever, esse era o som que vinha. Só deixei fluir”, completa. “O processo de gravar na pandemia está sendo uma delícia. Não tem show para fazer, eu tenho estúdio aqui em casa e estou fazendo o que mais gosto que é criar”. O primeiro álbum O primeiro trabalho de Weks foi Feel Free, onde uniu os beats e synth bass (sintetizador de baixo) à guitarra de Lucas Medina, piano e teclado de Degino e outra guitarra de Rafael Mimi. No vocal, o timbre suave de Karen Dio, do Violet Soda. Toda a mescla viaja por influências do hip hop ao soul e r’n’b, passando por neo psicodelia, que é um gênero ácido e ambiental do pós-punk e fortemente influenciado pela música psicodélica e trip hop. As músicas estão disponíveis em todos aplicativos de música e YouTube.
Entrevista | Mel – “Ser uma mulher trans no mundo das artes ainda é negociação”

Na década passada, a Banda Uó, de Goiânia, movimentou o cenário musical brasileiro com uma mistura envolvente de música pop com tecnobrega. Além disso, revelou três nomes bem talentosos: Davi Sabbag, Mateus Carrilho e Mel Gonçalves. Do trio, somente Mel ainda não havia mostrado seu trabalho solo, após o término do grupo, em 2018. Na última sexta-feira (9), ela lançou o primeiro single dessa nova fase, A Partir de Hoje, que ganhou videoclipe. “Demorei porque o tempo é complicado. Nem sempre a gente consegue se realizar e estar pronta dentro do nosso planejamento. Além do mais, mesmo já tendo uma trajetória na música, ser uma mulher trans no mundo das artes ainda é local de negociação. Tudo isso pesou e fez o tempo ser maior. No fundo considero que foi totalmente necessário”, comenta Mel. No entanto, o período sem lançar música solo não a impediu de investir em outras frentes. Mel estreou sua carreira no cinema no longa Vento Seco, de Daniel Nolasco, que foi selecionado para o Berlinale, o Festival de Internacional de Cinema em Berlim, de 2020. O filme tem temática LGBTQIA+ e ainda conta com Leandro Faria Lelo, Rafael Theophilo,Renata Carvalho, Del Neto, Macelo D’Avilla, Leo Moreira Sá e Conrado Helt. Caldeirão de influências da Mel Quem escuta o novo trabalho de Mel consegue identificar um caldeirão de influências. Todos muito bem representados. Em resumo, a cantora cita nomes como Gipsy King’s, Maria Bethânia, Loreena Mckennitt, Sade, Erykah Badu, além de ritmos como carimbó, jongo, tribal fusion, zouk love, entre outros. “Esses artistas e esses ritmos são referências meio universais, é preciso ouvi-los! Ao mesmo tempo a gente sempre acaba imprimindo o nosso jeitinho quando colocamos no nosso corpo”. A cantora acredita que traz um pouco das vivências com a Banda Uó para o trabalho solo, o que pode facilitar o reencontro com o público. “É sempre bom mudar! Mesmo lá na Banda Uó, eu sempre fui camaleoa e agora solo não poderia ser diferente. Aprendi a encarar as coisas de frente e resolve-las mesmo enfrentando o desmembramento e a transfobia. Aprendi a lutar pelo que é meu e pelo que acredito ser bom pra mim, por mim e por quem acredita no meu trabalho. Acho que a principal mudança foram as minhas responsabilidades que aumentaram. Por ser uma artista independente, solo, tudo ainda é barril”. A Partir de Hoje é o primeiro passo de um álbum completo da cantora. Posteriormente os planos são ambiciosos. “O que posso dizer ainda é pouca coisa, mas fará parte de um trabalho maior e mais bem diagramado. Temos trabalhado muito pra isso. Espero que se apaixonem pelo que virá”.
Corey Taylor lança primeiro álbum solo; Ouça CMFT

Vocalista do Slipknot e Stone Sour, Corey Taylor, enfim, lançou o aguardado álbum solo de estreia, CMFT. Entre os destaques estão os singles Culture Head, HWY 666, CMFT Must Be Stopped (feat. Tech N9ne & Kid Bookie) e Black Eyes Blue. Taylor alcançou a posição de número um do chart “Hard Rock Songrwriters” da Billboard, seguindo a estreia sem precedentes de Black Eyes Blue e CMFT Must Be Stopped (feat. Tech N9ne & Kid Bookie), esse último, inclusive, chegou à marca de 3 milhões de visualizações no YouTube. Na semana passada, Taylor divulgou Culture Head durante a transmissão do WWE NXT, iluminando ainda uma outra faceta de CMFT. CMFT é um projeto muito aguardado por Taylor, com faixas recém-escritas ao lado de algumas que datam da adolescência do artista. Gravado no Hideout Studio, em Las Vegas, Estados Unidos, com produção assinada por Jay Ruston, o álbum conta ainda com a banda Christian Martucci (guitarra), Zach Throne (guitarra), Jason Christopher (baixo) e Dustin Robert (bateria) — CMFT traça um roteiro selvagem e emocionante por meio da psique musical de Taylor.
Entrevista | Carlos Coelho (Biquíni) – “Minha influência veio da música inglesa”

São 35 anos como guitarrista do Biquini Cavadão. Durante todo esse tempo, Carlos Coelho sempre mostrou muita disposição no palco, talento na hora de compor e melodias marcantes. Mesmo que não tenha planos de seguir uma carreira solo, ele mostrou que o nível se mantém lá em cima quando está sozinho. We’ll Roll On, divulgada em maio, é uma boa amostra. Para os fãs do Biquini Cavadão, a canção soará bem familiar. Ela ganhou uma versão em português na voz de Bruno Gouveia, Vou Deixar Tudo Pra Trás, gravada no álbum ao vivo Me Leve Sem Destino (2014). Mas o vocal de Coelho somado de uma composição em inglês trouxeram influências mais claras de rock inglês para o trabalho do guitarrista. “Carrego para o trabalho solo e a vida toda o rock inglês que escutava quando era moleque. Beatles, The Police, Led Zeppelin e Queen, acho o Brian May fantástico. Mas a influência muda, outras bandas apareceram. O The Strokes é uma das melhores bandas que apareceu nos últimos 20 anos. Você não fica preso nas referências do início da carreira. Oasis é outra grande influência, Arctic Monkeys também. O Strokes é americano, mas minha influência basicamente veio da música inglesa”. Parceria internacional Em We’ll Roll On, Coelho tem a companhia de Simon Spire, que o conheceu em Nova York, em 2010. “Estava de férias e vi ele tocando numa loja. Conversei com ele, sempre fui apaixonado pela música inglesa. E eu queria compor de um jeito que não ficasse atrelado à letra, mas a sonoridade. A língua portuguesa é muito mais complexa, algumas palavras não encaixam bem. Na língua inglesa é mais fácil, as palavras são menores. Queria ter essa experiência. No ano seguinte voltei para NY e compomos em duas horas. Ficou faltando um verso, ele completou e me mandou. Direto na melodia, ela arrebata pela melodia. A letra você precisa decorar, pegar desde o começo. É mais fácil aprender a melodia”. Planos com o Biquini Cavadão Falando sobre os planos futuros, Coelho revela que não pretende dedicar o seu foco total na carreira solo. “Não tenho grandes planos. O Biquini tem muita coisa rolando, até pretendo gravar outras faixas, mas não tenho um planejamento. Com a pandemia fiquei sem nada detalhado”. A banda, por sinal, tem planos bem interessantes para os fãs. Além de seguir com a divulgação da versão deluxe do tributo a Herbert Vianna, vocalista do Paralamas do Sucesso, músicas novas também estão no radar. “O Herbert é o maior embaixador do rock nacional. Ele fez incríveis pontes com a MPB, música baiana, reggae, africana. Ele é um cara muito importante para o rock, fabuloso. Tivemos que interromper a turnê no meio, tínhamos a ideia de ficarmos dois anos com ela”. Além das composições inéditas, o grupo também pretendia gravar um acústico em 2020, mas o plano foi adiado. “É algo grande, não é válido para esse momento”. Pandemia Sem poder viajar como antes, Coelho enxerga o lado positivo de ficar mais tempo em casa, já que consegue aproveitar a companhia do filho. “Viajo um terço do ano, uns 120 dias por ano, é como se nos últimos 30 anos tivesse viajado dez anos. Aproveito para ficar muito com ele. Tem seis anos, está sendo alfabetizado, a gente brinca, desenha, vê vídeos no YouTube. Coloco vídeos de furacão, vulcão, filme de bichos, ondas, gosto de mostrar variedades para ele. Lava de vulcão, como funciona, gosto de abrir a cabeça dele. Colocar ele para dormir é a melhor parte do dia”.
Gabriel Braga Nunes musica sonetos de Shakespeare em All In War
Gustavo Bertoni apresenta primeiro single de seu próximo disco solo

Gustavo Bertoni, voz por trás das canções da banda Scalene, embarcará em mais um capítulo de sua carreira solo. Em resumo, o artista liberou a canção, intitulada Waves. Ademais, a faixa integra o terceiro disco do artista, previsto para ser lançado em julho deste ano. Vale lembrar que Bertoni já divulgou os discos The Pilgrim (2015) e Where Light Pours In (2018). “Waves é uma boa introdução para tudo o que será destrinchado no álbum. A letra é uma síntese dos temas que aparecem nele”, afirmou o vocalista. O novo trabalho na carreira solo de Gustavo se chamará The Fine Line Between Loneliness and Solitude. O disco terá todas as canções cantadas em inglês, uma marca da carreira individual de Bertoni.
“Foi um CD onde botei meu lado baladeiro”, diz Rodrigo Santos sobre disco solo
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Entrevista – Marcelo Falcão (O Rappa) – “É um desafio você sair daquilo que está acostumado a fazer”