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Crítica | 18 Presentes – um longa repleto de erros

De produção da Netflix italiana e inspirado em uma história real, 18 Presentes conta a história de uma mulher que ao descobrir a gravidez, soube que estava com um câncer incurável. Com isso, deixou 18 presentes a serem entregues em aniversários da filha. O que torna 18 Presentes atraente Após a consulta médica, Elisa (Vittoria Puccini) descobre um câncer incurável. Antecipadamente mostra que essa descoberta é o pontapé inicial da trama. Depois do falecimento de Elisa, é passado takes dos aniversários de sua filha e a abertura dos presentes deixado pela mãe. Ao passo que os anos foram passando surge a rebeldia, diante da ausência materna. Conhecendo o passado Ao completar 18 anos, Anna (Benedetta Porcaroli) está no auge de sua revolta, em que decide não participar de sua festa, e não abrir o último dos 18 presentes deixados por Elisa. Posteriormente, ao fugir de casa, é atropelada. Nesse meio tempo do atropelamento, Anna retorna para 2001 (ano de seu nascimento), e passa a conviver com Elisa, sua falecida mãe. Adiante é mostrado o péssimo relacionamento entre as duas amigas, que outrora passam a se entender e aceitar as diferenças. Contudo, o enredo do filme passa a ser entorno da vida de Elisa meses antes do falecimento, mostrando sua rotina e aceitação pelo destino, apesar do medo. Com isso, decide deixar 18 presentes para a filha, que deveriam serem abertos a cada aniversário, e é com a ajuda de Anna que isso se tornará possível. Assim, a personagem não entraria em esquecimento da filha. Desfecho confuso Após um final dedicado à emoção, Anna acorda do coma. Logo depois, apresenta uma mudança de comportamento, em que está disposta a seguir a vida e se tornar um ser humano melhor. O filme termina de maneira confusa. Assim como em outras cenas, não dá para saber o que aconteceu. Anna estava sonhando ou em uma viagem espiritual? Enfim, o roteiro de 18 Presentes se tornou uma bagunça. Notas sobre 18 Presentes O filme tem uma história emocionante, mas acabou não expressando isso em seu decorrer. Com muito desfechos vagos e sem conexão. Em suma, é uma história que não agrega comoção, mas que faz refletir sobre o relacionamento entre pais e filhos, destacando a importância de viver o hoje.
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Crítica | Hollywood da Netflix é uma mistura de fantasia e escuridão

Hollywood da Netflix é o fantasioso sonho americano de se tornar um astro do cinema de Hollywood. Dessa vez, Ryan Murphy trouxe seu olhar crítico para a série, expondo o lado obscuro do cinema na década de 1940. Já não bastasse a história a ser contada, trouxe um elenco de peso. Dentre muitos talentos, Jim Parsons (Sheldon Cooper de The Big Bang Theory), e participação especial de Queen Latifah. Início do sonho americano O enredo começa contando a história de Jack (David Corenswet), indo atrás de seu sonho de se tornar ator das produções da Ace Studios. Enquanto essa chance não chega, trabalha como garoto de programa no posto de gasolina de Ernie (Dylan Mcdermott). Ernie tinha as mesmas ambições que Jack quando chegou em Hollywood, entretanto acabou frustrado. Com isso abriu um posto de gasolina de fachada, que tem como verdadeiro negócio a prostituição de homens. O lado escuro de Hollywood As histórias começam a se entrelaçar quando Jack encontra Archie (Jeremy Pope), um roteirista que não consegue emplacar seus trabalhos em Hollywood por ser negro. Diante da rejeição da indústria, apresenta o roteiro de Peg para Rymond (Darren Criss), um homem branco que sonha em produzir seu primeiro filme. Juntamente com Archie, consegue seu primeiro trabalho como diretor de cinema com o projeto. Em suma o projeto não teria o nome de Archie, pois as críticas não seriam favoráveis com um roteirista negro. Do outro lado temos Camile e Rock Hudson. Camille (Laura Harrier) compartilha das mesmas ambições que os demais. A problemática por não conseguir papéis além de empregadas é sua cor. Busca pelo sonho de ser uma grande atriz de Hollywood. Tem como conselheira Hattie McDaniel (Queen Latifah), a primeira mulher negra a ganhar um Oscar. Com poucas cenas, a personagem descreve problemas enfrentados na indústria em sua época, alegando inclusive que teve que discutir com seguranças para que pudesse participar da cerimônia. Rock (Jake Picking) é recém chegado do interior. Assim como Camille, é aspirante de cinema. Em pouco tempo de cena demonstra seu interesse por homens, o que o leva a namorar Archie escondido, tendo em vista a carreira que desejavam seguir. Posteriormente consegue ser agenciado por Henry Wilson (Jim Parsons), um jornalista muito famoso. Ao passo que foi conhecendo Rock, trouxe à tona o famoso teste de sofá, colocando em prática o abuso que pessoas influentes praticavam na época, e a aceitação do abuso por um futuro de sucesso. Mudando o cenário de Hollywood Após afastamento médico do proprietário da Ace Studios, sua esposa Avis (Patti LuPone) assume o comando da empresa. Nesse meio tempo que assumiu o comando, Avis é vista como incapaz de dirigir uma empresa pelo fato de ser mulher. Adiante, coloca em ação todos os planos que irão mudar a indústria cinematográfica, desafiando a resistência e colocando a empresa em risco de falência. Fatos sobre os personagens da série. O posto de gasolina realmente existiu e era de propriedade de Scotty Bowers. Anteriormente, Scotty reuniu amigos da marinha para trabalhar como garoto de programa. Era conhecido por seu passado de cafetão e por ser amante de diversas celebridades; Rock Hudson só assumiu sua orientação sexual em 1985, quando não conseguia esconder mais que estava com aids; Henry Wilson era um jornalista famoso, posteriormente transformado em agente. Fazia sexo com muitos dos clientes. Ao contrário da série nunca assumiu que fosse gay; Assim como na série, Hattie Mcdaniel realmente não entrou na cerimônia do Oscar de 1940. Foi chamada apenas para receber a premiação. Também foi excluída do after da festa, que era restrita a brancos. Hattie foi a primeira mulher negra a ganhar um Oscar. Até o ano de 2020 somente uma mulher negra ganhou o Oscar de melhor atriz. Halle Berry, por Monster-s Ball, em 2002. 18 anos atrás e 73 anos após a premiação ter começado (triste né?). A série trouxe a tona o lado podre da indústria e da sociedade. Em resumo, apresenta a luta pela igualdade, a resistência e a busca por representatividade. É emocionante e revoltando de assistir. O olhar crítico de Ryan Murphy conseguiu ser refletido na sociedade.
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