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Crítica|Um Espião Animal

A grande estreia desta semana para os pequenos é Um Espião Animal. Trata-se de um longa de animação produzido pela Blue Sky, empresa que pertence a The Walt Disney Company desde 2019. Este mesmo estúdio já elaborou outros filmes amados pela criançada, como A Era do Gelo, Rio e o Touro Ferdinando. Além disso, também há uma participação da grande produtora Fox Film. O primeiro longa dos diretores Nick Bruno e Troy Quane mostra um enredo empolgante que foge dos clássicos filmes de espionagem. A animação revela mensagens importantes sobre altruísmo e amizade, de uma maneira bem divertida e cômica. Com 93 minutos de duração, o filme conta com um elenco de peso. A dublagem original é feita por Will Smith, Tom Holland e Rashida Jones. Já no Brasil, Lázaro Ramos e Taís Araújo dão vida aos personagens. No Brasil, o filme estreou em 665 salas, e advinha? Tem uma com pertinho de você, aqui na Baixada Santista! A animação está em cartaz no Cine Roxy, em Santos, São Vicente e Cubatão. O espião e o cientista O longa começa mostrando memórias de Walter Beckett, uma criança aspirante a cientista, e sua mãe, uma jovem policial. O pequenino apresenta invenções diferentes do habitual à sua mãe, como o purpurigato, uma arma que promete distrair os inimigos com muito amor. Durante o diálogo, Walter conta sentir-se desconfortável na escola, pois é chamado de esquisito pelos colegas de classe. “Eu não quero ir para a escola, mãe. Lá me chamam de esquisito” Walter Após 14 anos, Walter finalmente torna-se um grande cientista na maior agência de espionagem dos Estados Unidos, produzindo várias ferramentas mirabolantes e diferentes. No entanto, a fama de esquisitão não saiu do seu pé. O jovem é famoso por recusar a criar armas mortais, apenas soluções “paliativas”. Nesta mesma agência, Lance Sterling trabalha como o maior espião do mundo, resolvendo missões impossíveis para um homem comum. A tarefa do momento é salvar nada menos, que o planeta Terra. Uma máfia chinesa está vendendo a um homem misterioso e aterrorizante, um drone que utiliza energia atmosférica e é capaz de exterminar a humanidade. Para solucionar o problema, o agente vai até a China enfrentar a organização criminosa, mas acaba sendo surpreendido e encurralado por vários ninjas. Ao atacar os inimigos, usa uma de suas armas letais, mas ela é não é bem o que imaginava… Lance volta indignado para a agência, afinal revidou seus inimigos com um lança purpurina de gatinho. Qual cientista poderia ter feito tal objeto constrangedor? Sterling é um homem mortal e não aceita brincadeiras do tipo. Neste momento, os destinos dos heróis se cruzam. O espião inevitavelmente acaba encontrando o cientista, até porque, todos conhecem o “esquisitão”. O mundo é solitário. Vai uma dose de amizade? Em um diálogo de partir o coração, Lance demite Walter e ainda diz que o cientista não será ninguém criando essas invenções. Na vida real, quando se está no meio do fogo, ninguém quer saber de empatia. O mundo é incompreensível e Walter volta para casa. Após a morte de sua mãe, o jovem cientista divide os dias com sua fiel companheira, uma pomba. Sem trabalho, ele continua desenvolvendo novas experiências no laboratório improvisado do quarto. Se as coisas não caminham bem para Walter, quem dirá para o maior espião do mundo? A agência de espionagem se surpreende ao abrir a maleta e não encontrar o drone. Ao investigar a situação, descobre que Sterling possivelmente roubou o objeto. Com voz de mandado, equipes buscam pelo espião, que teima com os pés juntos, não ser o autor do crime. Porém, o mundo é difícil, e ninguém o ouve. Desta forma, Lance foge e procura uma rápida solução. Ele precisa desaparecer do mapa, definitivamente. Quem seria o cientista mais maluco possível, capaz de criar uma fórmula que torna seres vivos invisíveis? Novamente os caminhos dos heróis se cruzam, mas agora por grande desespero e interesse, Lance aceita a ajuda solícita de Walter e finalmente, desaparece do mapa! No entanto, o sumiço não é muito eficaz. O espião se transforma em um pombo de rua. O animal que o Sterling mais despreza. Incentivo para crianças Com um arco narrativo muito empolgante, a dupla enfrenta vários desafios em busca de salvar os Estados Unidos, e em seguida, a humanidade! Neste filme, as crianças poderão compreender noções de justiça, companheirismo e singularidade. O mundo por si só, cobra muitas responsabilidades. Saber a hora de estender a mão ao próximo e aceitar ajuda quando necessário, é mais do que importante! Um Espião Animal no Cine Roxy Roxy 2 – Parque Anelinas – Av. 9 de Abril, s/n – Centro, Cubatão Roxy 4 – Pátio Iporanga – Av. Ana Costa, 465 – Gonzaga, Santos Roxy 5 – Gonzaga – Av. Ana Costa, 443 – Gonzaga, Santos Roxy 6 – Brisamar – R. Frei Gaspar, 365 – Centro, São Vicente Para ver horários e valores, acesse o site do Cine Roxy
Crítica| Messiah – temporada 1

Quando uma produção com temática religiosa é divulgada, a polêmica é sempre garantida. Mas com Messiah pode-se dizer que foi uma estreia até discreta, ao menos aqui no Brasil. Talvez por não ter cutucado uma religião popular em nosso país. Mas o fato é que a série merece atenção, pois abre vários pontos de questionamento social e, além é claro, de ter um enredo instigante e muito bem construído. A história começa com o discurso do personagem al-Masih (Medhi Dehbi), durante um ataque do Estado Islâmico aos palestinos, tudo em meio a uma tempestade de areia. Os dizeres inflados e a certeza da salvação daquele povo levam os sobreviventes a crerem estar diante do verdadeiro Messias, que os guia até a fronteira de Israel, em busca da terra prometida. A comoção em torno do então salvador, desperta suspeitas na agente Eva Geller (Michelle Monaghan). Uma investigação da CIA, terrorismo, disputas de poder entre as organizações de segurança de Israel e EUA viram pano de fundo para a história da possível divindade. Com a chegada de al-Masih é que a narrativa ata e desata nós. O que justifica o uso do termo “possível”, pois hora nos levam a crer que ele é, hora os fatos nos levam a pensar de forma mais racional. Personagens Se por um lado o roteiro segue nuances interessantes, as histórias paralelas deixam a desejar um pouco. Os problemas secundários até poderiam ser empáticos, mas falta carisma nos personagens, entrosamento e calor. Tudo soa frio e com distanciamento. Até o próprio personagem central soa indiferente em algumas ocasiões. O que me fez questionar algumas vezes: por que as pessoas o seguem afinal? Falta palavras de amor, fraternidade e até acolhimento. Mas então, tudo é suprido com algum feito emblemático, que responde à pergunta, com um incrédulo: ah, é por isso. O que nos leva a outro ponto: a sociedade está tão carente e sedenta por milagres extraordinários, que nos agarramos a qualquer ação sobrenatural para dar sentido ao que vivemos? Talvez o único personagem que traga alguma centelha de comoção seja a garotinha com câncer e sua família. Não destrincharei sobre, porém foi o núcleo mais cativante. Mas não podemos culpar as atuações, eles realmente entregaram o que os personagens e a história pediam. Al-Masih, cumpriu seu papel como o profeta enigmático, cercado por uma áurea de charlatanismo e misticismo. E Eva, não fica atrás com sua agente cheia de traumas pessoais, mas ao mesmo tempo fria e racional. Outro personagem que merece destaque é Samir (Sayyid El Alami). Ele é introduzido logo na primeira cena da série e acompanhamos uma jornada de crescimento quase heroica, até sua última aparição. Possivelmente, o garoto ainda nos guiará por um caminho narrativo cheio de reviravoltas e teorias na próxima temporada. Real x Misticismo A situação proposta é hipotética, mas não tem como não cogitar a ideia de realmente acontecer aqui e agora. A reação das pessoas, suas dúvidas, medos e angústias expostas pela vinda de um salvador. Esses pontos são bem trabalhados na trama, seja ao mostrar o furor nas ruas ou ao colocar o presidente dos Estados Unidos como um homem vulnerável por sua fé. Se a intenção era fazer questionar sobre nossa relação com a religião e o próximo, a série cumpre a imersão.
E o Oscar de grande injustiçado de 2020 vai para… Meu Nome é Dolemite
Crítica | 1917
Crítica | Patrulha Médica – temporada 1