Entre amigos e ritmos globais: Drink the Sea valida a nostalgia e prioriza veia autoral

Na música, uma colisão de talentos de várias bandas recebe o nome de “supergrupo”. O que se espera é que a identidade desse coletivo junte, no mesmo espaço, uma combinação de entretenimento que não esconda a densidade dos ritmos com a entrega de um espetáculo consistente. Para os músicos experientes do Drink the Sea, atração na Casa Rockambole, em São Paulo, na última quarta-feira (25), existe um claro compromisso com o frescor do improviso. A reunião de velhos amigos transforma-se em uma sessão onde cada faixa fomenta um enigma identitário: o que aquele som quer expressar em termos convencionais? Para o bom público presente, as músicas resvalavam mais em uma esfera espiritual do que narrativa: eram densas e indissociáveis de um mesmo ímpeto criativo. Itinerância cultural como catalisador O projeto conta com nomes de peso: Peter Buck (R.E.M.), Barrett Martin (Screaming Trees/Mad Season), Alain Johannes (Them Crooked Vultures), Duke Garwood (Mark Lanegan Band), Abbey Blackwell (Alvvays) e Lisette Garcia. Embora famosos pelo rock alternativo, o grupo se revela virtuoso e estudioso de suas influências. O principal catalisador do Drink the Sea é a itinerância. Há um recorte geográfico claro que foge do lugar-comum: Entre o experimentalismo e o Jangle Pop Não é o tipo de show para pular, mas para acompanhar. Logo na abertura, Shaking for the Snakes explorou o groove e o jazz. Saturn Calling seguiu o caminho, mas com um toque sutil de brasilidade. Com raras exceções, como em Where We Belong, faixa muito próxima ao Jangle Pop clássico do R.E.M. de Buck, o som se mostra cristalino e acessível. Aqui, a melodia é simples e poderia pertencer a bandas menos ousadas, mas há beleza em um projeto sofisticado que se ramifica até tocar a memória afetiva do público. Já House of Flowers cativa pelo inverso: ela vence pela exaustão e pela doçura de um riff repetitivo, onde nenhum integrante estabelece liderança, mantendo uma horizontalidade sonora rara. Interlúdio nostálgico e a participação de Nando Reis O show também contou com um longo interlúdio dedicado ao passado. O setlist reviveu clássicos de Mad Season, R.E.M., Queens of the Stone Age e Desert Sessions. O ponto alto de celebração foi a subida ao palco de Nando Reis, acompanhado de seu filho Sebastião Reis. Amigo pessoal dos integrantes, Nando trouxe hits como O Segundo Sol e All Star. Embora o contraste entre o som experimental do Drink the Sea e o autoral de Nando fosse evidente, a transição funcionou pela cumplicidade. A banda saiu estrategicamente dos holofotes para que o convidado brilhasse, provando que a existência de um supergrupo passa, acima de tudo, pela validação das amizades e das memórias compartilhadas.
Álbum de estreia do Vanguart chega ao streaming após 19 anos

Se você tentou montar uma playlist de “Indie Rock Nacional” nos últimos anos, certamente esbarrou em um buraco: a ausência da versão original de estúdio de Semáforo. Essa lacuna histórica será preenchida na próxima quinta-feira, 2 de abril, quando o álbum homônimo de estreia do Vanguart (2007) chegar finalmente a todas as plataformas digitais via gravadora Deck. Lançado originalmente em julho de 2007 através da Revista Outra Coisa (projeto de Lobão que distribuía CDs em bancas de jornal), o disco nunca havia recebido um lançamento oficial nos aplicativos de música em sua forma original. Até agora, os fãs precisavam se contentar com registros ao vivo ou versões de projetos paralelos. Marco zero do indie brasileiro dos anos 2000 Gravado pela formação clássica do quinteto, Hélio Flanders (voz, gaita e violão), Reginaldo Lincoln (voz e baixo), David Dafré (guitarra), Douglas Godoy (bateria) e Luiz Lazzarotto (teclados), o disco é um dos pilares do que se convencionou chamar de “indie folk” no Brasil. Além do megahit Semáforo, o álbum traz outras favoritas do público que agora ganham vida digital, como a visceral Cachaça, revelando o trânsito da banda entre o folk-rock de Bob Dylan e a melancolia da MPB setentista. 💿 Serviço: Lançamento digital “Vanguart” (2007) O álbum marca o início da trajetória da banda que, atualmente, segue como um duo formado por Hélio Flanders e Reginaldo Lincoln.
Entrevista | Man With a Mission – “Muitas bandas japonesas tinham dificuldade de comunicação, mas somos lobos, somos diferentes”

A banda Man with a Mission desembarca no Brasil pela primeira vez para um show único no dia 27 de maio, no Carioca Club, em São Paulo. Conhecida pelo visual marcante com cabeças de lobo e por um som que mistura rock, eletrônico e energia cinematográfica, a banda traz ao país a turnê mundial Howling Across the World. A apresentação integra a celebração dos 15 anos de carreira do grupo, atualmente em destaque com o EP XV (Across The Globe). Formado em Tóquio, o quinteto construiu uma trajetória sólida no cenário internacional ao unir estética performática e versatilidade musical. Ao longo dos anos, a banda se destacou tanto nos palcos de grandes festivais quanto na cultura pop global, especialmente por trilhas em animes como Demon Slayer e Log Horizon. Com uma sonoridade que transita entre o alternativo, o metal e o pop experimental, o grupo se consolidou como um dos principais nomes do rock japonês contemporâneo. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o vocalista e guitarrista Jean-Ken Johnny falou sobre a experiência de tocar na América Latina com as máscaras, a relação histórica com o público brasileiro e o impacto da identidade visual da banda na era das redes sociais. Vocês já tocaram no México, e a América Latina costuma ter shows muito intensos. Como vocês se adaptam para tocar com as máscaras em ambientes quentes e com tanta energia do público? Sim, definitivamente fica quente. Bem, isso não é uma máscara, é o que nós somos, mas como você disse, fica muito quente quando subimos ao palco e estamos bem atentos à temperatura. No geral, é a primeira vez que visitamos muitos lugares nessa turnê, então estamos muito animados e empolgados. Estamos mais prontos do que nunca. E como funciona a máscara na prática durante o show? Ela interfere na respiração ou na projeção da voz? Existe alguma tecnologia específica por trás disso? Enquanto estamos nos apresentando, isso não incomoda nem um pouco. Mas quando falamos da reação com o público, nós definitivamente parecemos diferentes de outros artistas. Normalmente, quando alguém está no palco, o público pensa no personagem de cada integrante. Mas, como somos lobos, eles não precisam se preocupar com isso. É como uma figura icônica que faz com que as pessoas não se preocupem com quem somos, mas consigam focar mais facilmente na música e na atmosfera. Acho que isso ajuda bastante nesse sentido. Por conta dos videogames e animes, além da história de imigração, o Brasil sempre teve uma conexão forte com a cultura japonesa. Vocês percebem isso na forma como o público brasileiro interage com a banda nas redes sociais? Sim, temos recebido muitos comentários no YouTube e em redes sociais como o Twitter (X). Já faz 15, 16 anos que começamos a banda, e desde o início muitas pessoas do Brasil reagiam ao nosso trabalho, pedindo para irmos ao país, para tocarmos nas cidades delas. Isso nos incentivou muito ao longo da carreira. Sempre fomos muito gratos por todo o apoio. Estamos felizes por finalmente cumprir essa promessa. Vocês sempre focaram em uma carreira internacional? Em que momento perceberam que essa expansão global estava realmente acontecendo? Para ser honesto, quando começamos a banda isso não era exatamente um objetivo. Mas sempre sonhamos em viajar pelo mundo e tocar para pessoas de outros países. Musicalmente, sempre tentamos fazer algo que soasse internacional, que pudesse atravessar fronteiras com facilidade. Acho que percebemos isso por causa da internet. As pessoas reagiam imediatamente, comentavam, e começamos a notar que havia público em vários lugares querendo nossos shows. Isso aumentou muito nossa motivação para fazer turnês pelo mundo. Existe algum país ou público que surpreendeu vocês recentemente? Falando da América Latina, a primeira vez que fomos ao México foi incrível. O local tinha capacidade para cerca de 800 ou mil pessoas, mas quando subimos ao palco parecia um show gigantesco. O público cantava todas as músicas, cada palavra. Foi uma experiência impressionante. Em que momento vocês perceberam que o conceito dos lobos era mais do que estética e virou linguagem da banda? Começamos no Japão e já tocávamos há algum tempo, mas logo no primeiro show percebi que o público reagia de forma diferente. As pessoas conseguiam focar mais na música por causa do visual icônico. Muitas bandas japonesas tinham dificuldade de comunicação, não pela língua, mas por serem identificadas como japonesas. Isso às vezes criava uma barreira. O nosso visual faz com que as pessoas não se preocupem com isso. Somos lobos, somos diferentes. Acho que isso ajudou muito na conexão internacional. E vocês sentem que o conceito visual ajuda na comunicação na era das redes sociais, principalmente no consumo de vídeos curtos? Somos fáceis de reconhecer visualmente, isso é certo. Mas hoje as redes sociais estão mais complexas. As pessoas querem conhecer o lado pessoal dos artistas, e nós não somos muito bons nisso. Por outro lado, o fato de não sermos “humanos comuns” facilita expressar ideias e sentimentos. Isso pode tornar a mensagem mais acessível. Acho que, de certa forma, as redes sociais acabam sendo mais fáceis para nós. Quais foram as principais influências fora do Japão que ajudaram a construir o som de vocês? Sou muito fã da cena dos anos 90. Bandas como Nirvana, Smashing Pumpkins, Pixies, Sonic Youth e Dinosaur Jr. me influenciaram bastante. O movimento grunge e alternativo foi muito importante para mim. Também gosto muito da mistura de gêneros daquela época, como Rage Against the Machine, Linkin Park e Korn. Era um período muito experimental, com diversidade musical e novas possibilidades dentro do rock. Essa foi a maior influência para mim. Depois de mais de quinze anos, o que define a identidade da banda hoje? Ainda estamos no caminho, mesmo depois de 15 ou 16 anos. Hoje vemos muitas bandas japonesas ganhando espaço no mundo, e isso também tem relação com o crescimento do anime. Não acho que inventamos algo totalmente novo, mas temos orgulho de estar nessa estrada há tanto tempo e de ter ajudado a abrir caminho
Sublime anuncia “Until The Sun Explodes”, primeiro álbum em 30 anos

Três décadas após o lançamento do icônico álbum autointitulado de 1996 (que saiu postumamente após a morte de Bradley Nowell), o Sublime acaba de anunciar oficialmente o seu retorno com um disco de inéditas, Until The Sun Explodes. O álbum marca a consolidação de Jakob Nowell, filho do lendário Bradley, como o novo frontman do grupo ao lado dos membros fundadores Bud Gaugh e Eric Wilson. O lançamento está marcado para o dia 12 de junho via Atlantic Records. “Epílogo” em família e participações de peso O novo trabalho não tenta substituir o passado, mas sim celebrá-lo. Com 21 faixas, o disco é descrito por Jakob como um agradecimento final ao legado de seu pai. “O último disco do Sublime que será feito é o autointitulado. Não se substitui a história, ponto final. Until The Sun Explodes é um epílogo, e a faixa-título é o epílogo do epílogo. É um tributo ao trabalho expansivo do Sublime e um reconhecimento por tudo o que meu pai fez por mim. Amo você, pai, e devo a você a minha vida”, declarou Jakob. Para dar corpo a esse retorno, a banda reuniu um time invejável de colaboradores que representam diferentes gerações da cena: Single e o peso da cultura skate no single Until The Sun Explodes, do Sublime A faixa-título já está disponível e chegou acompanhada de um videoclipe que é um deleite para os amantes do asfalto. Dirigido por Ryan Baxley, o vídeo conta com a participação de ícones absolutos do skate mundial, como Christian Hosoi e Omar Hassan. Ouça Until The Sun Explodes, single do Sublime TRACKLIST01 “Ensenada”02 “Wizard”03 “Can’t Miss You”04 “Backwards” (Feat. FIDLAR)05 “Maybe Partying Will Help Pt 1”06 “Favorite Songs” (Feat. Skegss)07 “Personal Hell”08 “F.T.R.”09 “Evil Men”10 “Trey’s Song” (Feat. H.R. of Bad Brains)11 “Casino Taormina”12 “The Problem With That Is It Makes Me Stoked”13 “Gangstalker”14 “Figueroa”15 “Froggy”16 “Come Correct” (Feat. G. Love)17 “What For”18 “247-369” (Feat. Fletcher Dragge of Pennywise)19 “Maybe Partying Will Help Pt 2”20 “Until The Sun Explodes”21 “Thanx Again”
Cidadão Instigado quebra jejum de 10 anos com álbum que troca o rock pelo sampler

Dez anos após o lançamento do aclamado Fortaleza, o Cidadão Instigado está finalmente de volta. O projeto liderado pelo cearense Fernando Catatau disponibilizou nas plataformas digitais o seu novo álbum de estúdio, autointitulado, marcando a celebração oficial de 30 anos de trajetória da banda. Lançado pelo Selo Risco em parceria com a Nublu Records, o trabalho marca uma guinada estética profunda, afastando-se do rock de guitarras psicodélicas para abraçar o concreto das metrópoles através de batidas eletrônicas e experimentações lo-fi. Dança esquisita da Roland MV-8800 O novo disco nasceu do isolamento. Ao retornar para São Paulo durante a pandemia, Catatau começou a experimentar sozinho com uma máquina de sampler recém-adquirida, a lendária Roland MV-8800. O processo remete ao início da banda nos anos 90, quando o músico compunha de forma solitária. O resultado é um som que o próprio Catatau descreve como um convite para “dançar de uma forma esquisita”. As faixas misturam ruídos digitais e texturas sintéticas a um jeito de cantar que dialoga com as pistas noturnas e os rolês de rua, mas sem perder a sensibilidade contemplativa que sempre foi marca do grupo. O primeiro grande vislumbre desta fase é a faixa Consciência, que funciona como um ponto de equilíbrio entre o “cancioneiro romântico” de Catatau e as novas paisagens eletrônicas. Time de peso nas colaborações Para dar corpo ao novo universo do Cidadão Instigado, Catatau reuniu uma rede orgânica de artistas que são peças-chave da música brasileira contemporânea. O disco conta com participações de: O álbum também conta com o retorno de parceiros históricos da banda, como Clayton Martin, Dustan Gallas, Rian Batista e Regis Damasceno, muitos dos quais participaram das sessões iniciadas durante a residência artística Frita, em 2022.
Rancore antecipa álbum “Brio” com lançamento duplo e mergulho no punk 77

A espera de 15 anos por um álbum de inéditas do Rancore está nos seus minutos finais. Como último passo antes de entregar o disco Brio (Balaclava Records) ao mundo, o quinteto paulista decidiu confundir e encantar os fãs ao mesmo tempo, lançando nesta quarta-feira (25) dois singles simultâneos que mostram os polos opostos da sua nova sonoridade: Unhas e Dentes e Valsa do Imprevisível. Após o hiato de uma década e o retorno triunfal em 2023 com a turnê Relâmpago, que esgotou 33 datas pelo Brasil, a banda formada por Teco Martins, Candinho Uba, Gustavo Teixeira, Rodrigo Caggegi e Ale Iafelice prova que a pausa serviu para expandir o seu vocabulário musical. Caos de 77 e a serenidade do TAO nos singles do Rancore A primeira faixa, Unhas e Dentes, é um resgate direto das raízes do punk rock brasileiro de 1977. Com influências declaradas de nomes como Cólera e Olho Seco, a música funde a agressividade das rodas de punk com o post-hardcore melódico que consagrou o grupo. Curiosamente, a letra foge do clichê político do gênero para mergulhar em egrégoras filosóficas, citando Hermes Trismegisto e o enigma da esfinge. Já Valsa do Imprevisível atua como o contraponto calmo. Com uma estética indie lo-fi e partes instrumentais envolventes, a canção explora a sabedoria do TAO e o conceito de Wu Wei (não-ação). É o Rancore mostrando uma suavidade psicodélica que dialoga com a impermanência da vida. “Achamos interessante mostrar dois polos opostos do álbum. O doce e o azedo, a agressividade visceral e a suavidade psicodélica. Nessas músicas vocês vão encontrar várias camadas e novas possibilidades de interpretação”, pontua o vocalista Teco Martins.
Festival 5 Bandas x Bananada confirma Sophia Chablau e Raça no line-up

O Festival 5 Bandas anunciou nesta quarta-feira (25) uma colaboração inédita com o Bananada (tradicional festival goiano) para a sua próxima edição, que acontece no dia 26 de abril (domingo), na Casa Rockambole, em São Paulo. Os três primeiros nomes confirmados para o line-up mostram o tom da parceria: a ascensão meteórica da Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, a celebração de uma década do disco mais emblemático da banda Raça e o experimentalismo baiano do duo Taxidermia. Sophia Chablau, 10 anos de ‘Saboroso’ e Taxidermia Um dos nomes mais disputados da atualidade, a Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo chega ao festival após uma sequência de feitos expressivos, incluindo apresentações no Primavera Sound Barcelona e no Lollapalooza Brasil. O repertório é guiado pelo disco Música de Esquecimento (2023), mas o hit Segredo, indicado a Rock do Ano no Multishow, segue como o ponto alto da performance. Para os órfãos do “emo/rock triste” de 2016, a presença da banda Raça é o grande chamariz. O grupo celebrará no festival os 10 anos do álbum Saboroso, registro que conectou a banda ao cotidiano do jovem paulistano com letras confessionais e guitarras lentas. Segundo o grupo, esta será uma de suas últimas apresentações antes de um hiato ou fim das atividades. Fechando o primeiro anúncio, o duo Taxidermia, formado pelos baianos Jadsa e João Milet Meirelles (BaianaSystem), traz o repertório do elogiado Vera Cruz Island (2024). O projeto é uma imersão eletrônica que mistura trip hop, neo-soul e funk com a canção brasileira experimental. “Sempre tentamos buscar uma curadoria que surpreenda. Sophia Chablau é uma banda absurda que queríamos há tempos. O Raça marcou muita gente com o hype do rock triste em 2016 e o Taxidermia fez um dos melhores discos do ano passado”, comenta Ale Giglio, idealizador do 5 Bandas. 🎫 Serviço: 5 Bandas feat. Bananada Novas atrações devem ser anunciadas nas próximas semanas com o selo de curadoria do Bananada.
Juvi lança álbum “O Sonho da Lagosta” em noite com Menores Atos na Casa Rockambole

Se você estava procurando um rolê em São Paulo que misture rock psicodélico, ritmos latinos, guitarras densas e um cover de pagode anos 90, a busca acabou. Nesta sexta-feira (27), a cantora, compositora e multi-instrumentista Juvi sobe ao palco da Casa Rockambole, em Pinheiros, para a festa de lançamento do álbum O Sonho da Lagosta (lançado pelo selo Deck). A artista, que vem chamando a atenção na cena alternativa pela fusão ácida e provocadora de rock nacional com experimentações pop, promete tocar o novo disco na íntegra. Mas a noite vai muito além de um simples show de lançamento. Menores Atos, ‘Exaltacyro’ e Mastrobiso Para transformar a data num verdadeiro evento do underground paulistano, Juvi convocou convidados de peso. A cultuada banda carioca Menores Atos retorna ao palco da Casa Rockambole para um show de abertura de luxo, prometendo varrer toda a sua discografia, com destaque para as faixas do aclamado disco Fim do Mundo, que frequentou as listas de melhores do ano em 2025. A loucura da noite atinge o ápice nas participações cruzadas. Cyro Sampaio, vocalista do Menores Atos, vai se juntar à Juvi para uma performance inusitada do seu projeto paralelo Exaltacyro, entregando uma releitura visceral de sucessos do Exaltasamba. Para completar o caldeirão de referências, a atriz, humorista e multiartista Mastrobiso (que também lançou recentemente o álbum Essa Mina é Mó Veneno) sobe ao palco para somar forças na performance. 🎫 Serviço: Juvi e convidados na Casa Rockambole Os ingressos antecipados já estão à venda. Evite deixar para a porta, pois o pico costuma lotar em noites com line-up duplo.
Seal celebra 30 anos de clássicos com shows no Brasil e convoca Seu Jorge para a abertura

Sete anos após a sua última passagem pelo Brasil, uma das vozes mais inconfundíveis e sofisticadas do pop/soul britânico está de malas prontas para retornar. O lendário cantor Seal confirmou duas apresentações no país no mês de novembro, com a turnê global “Celebrando 30 Anos dos Clássicos Álbuns I e II”. Os espetáculos acontecem no dia 26 de novembro (quinta-feira), no Qualistage, no Rio de Janeiro, e no dia 28 de novembro (sábado), no Allianz Parque, em São Paulo. A realização é da 30e. Fator ‘Wes Anderson’ e a conexão com Seu Jorge Para além de ouvir os mega hits Crazy e Kiss from a Rose ao vivo, os fãs brasileiros ganharam um presente inesperado. A abertura de ambos os shows ficará a cargo de Seu Jorge. A escolha não foi mercadológica, mas sim artística: Seal tomou conhecimento do talento do brasileiro após assistir ao cultuado filme A Vida Marinha com Steve Zissou (2004), do diretor Wes Anderson, onde Seu Jorge interpreta brilhantes versões acústicas em português para clássicos de David Bowie. A paixão de Seal pelo Brasil não é nova. A sua história com o país começou em 1992, no histórico festival Hollywood Rock. Hoje, a conexão reflete-se nos números: a cidade de São Paulo é o local com o maior público mensal de Seal no Spotify no mundo inteiro (com mais de 165 mil ouvintes), superando até mesmo a sua cidade natal, Londres. 🎫 Serviço: Seal no Brasil Atenção aos prazos! A pré-venda de ingressos já começa nesta quarta-feira (25 de março). Os valores podem ser parcelados em até 3x sem juros. SÃO PAULO (SP) RIO DE JANEIRO (RJ) CRONOGRAMA DE VENDAS (online e bilheterias oficiais):