Com membros de The Toy Dolls e The Last Resort, Cockney Rejects toca no Hangar 110 em 2027

A lendária instituição do street punk e do Oi! Cockney Rejects confirmou uma turnê de quatro apresentações pela América do Sul em abril do próximo ano, passando por Goiânia (15/04), Curitiba (16/04), São Paulo (17/04, no tradicional palco do Hangar 110) e Buenos Aires (18/04). A realização do giro é assinada pela R&C Productions. A grande atração dessa nova fase da banda é a presença do virtuoso e carismático guitarrista Michael “Olga” Algar, líder e fundador do The Toy Dolls, que assumiu as seis cordas ao lado da voz e da atitude inconfundíveis do vocalista e fundador Jeff “Stinky” Turner. “Depois de 45 anos brincando com o The Toy Dolls, tive vontade de tentar algo novo! Felizmente ouvi do Stinky que ele estava montando um novo Cockney Rejects e ele me perguntou se eu gostaria de fazer parte dele. Claro que eu disse sim, sou fã do Cockney Rejects. Os shows têm sido incríveis e a nova formação é muito mais punk, como os Rejects de 1978–1980!”, destacou Olga sobre a parceria. Para a abertura de todas as datas, o quarteto convidou a emergente banda inglesa Few Thoughts, vinda de Ramsgate (Kent), que promove o álbum de estreia Pity Party, lançado pela Deadwave Records. Superformação do street punk e do hardcore britânico A formação que sobe aos palcos sul-americanos reúne verdadeiras autoridades do punk da classe trabalhadora inglesa: Quase 50 anos de história, cultura de arquibancada e ligação com o Brasil Nascido em 1979 no East End de Londres, pelas mãos dos irmãos Jeff e Mick Geggus, o Cockney Rejects é, ao lado de Sham 69 e Cock Sparrer, a pedra fundamental do movimento Oi!. O próprio subgênero foi batizado a partir do hino “Oi! Oi! Oi!”, lançado pela banda em 1980 para cantar o cotidiano dos subúrbios operários e a união da juventude. A conexão da banda com a América do Sul e com o futebol, paixão compartilhada por torcedores como Steve Harris (Iron Maiden), inclui um gesto nobre em 2017: o lançamento do single beneficente Chapecoense, adaptação de Goodbye Upton Park dedicada às vítimas do acidente aéreo com o clube catarinense. No setlist, a turnê promete uma enxurrada de clássicos em coro uníssono: Fighting in the Streets, We Are the Firm, The Power and the Glory, Police Car, a tradicionalíssima I’m Forever Blowing Bubbles e a atemporal Oi! Oi! Oi!. Serviço: Cockney Rejects no Brasil (South America Tour 2027) Goiânia (GO) Curitiba (PR) São Paulo (SP) (Data em Buenos Aires no dia 18 de abril com local a confirmar) Realização: R&C Productions | Banda Convidada: Few Thoughts (UK)
Landmvrks estreia no Brasil com show intenso e público completamente entregue

O Landmvrks finalmente fez seu primeiro show no Brasil, na noite de domingo (20), no Carioca Club, em São Paulo. Depois de anos vendo os pedidos de fãs brasileiros nas redes sociais, com os já tradicionais “Come to Brazil”, a banda francesa desembarcou no país para uma apresentação única, com produção da Liberation. Para abrir a noite, a própria produtora pediu indicações de bandas nas redes sociais. Entre os nomes sugeridos pelo público, a AXTY foi uma das mais comentadas e assumiu a missão de abrir o show. Durante a apresentação, o vocalista Felipe Hervoso fez questão de reconhecer o papel dos fãs na escolha: “Obrigado Liberation pela oportunidade. Nós só estamos aqui porque muitos de vocês (fãs) comentaram na publicação”. Com o álbum recém-lançado The Pain Made Me Who I Am, de agosto, a AXTY montou um repertório que passeou por diferentes momentos da carreira, mas naturalmente deu bastante espaço ao novo trabalho. A banda aproveitou a oportunidade para mostrar ao público que vem acompanhando sua trajetória e também para conquistar quem ainda não conhecia o som do grupo. Landmvrks em total sintonia com o público Às 20h10, pontualmente, foi a vez do Landmvrks subir ao palco. A espera de tantos anos rapidamente deu lugar a um daqueles shows em que banda e público parecem funcionar no mesmo ritmo. Faixas queridas pelos fãs, como Blistering e Scars, apareceram ao lado de músicas de The Darkest Place I’ve Ever Been, álbum lançado no ano passado e que marcou mais uma etapa importante na trajetória da banda. Formado em Marselha, em 2014, Landmvrks construiu sua identidade de forma independente e encontrou seu espaço dentro da cena do metalcore ao equilibrar diferentes elementos sem abrir mão do peso. O resultado ficou ainda mais evidente no palco do Carioca Club. A casa estava lotada e, desde os primeiros minutos, o público cantava praticamente tudo a plenos pulmões. Refrões eram acompanhados em coro, palmas surgiam nos momentos certos e o stage diving fazia parte da movimentação constante da pista, além do wall of death em Sulfur, sendo fácil perceber que aquela não era apenas mais uma data de turnê para quem estava ali. E, para ser sincera, dava para perceber isso também no palco. O Landmvrks estava completamente entrosado, com os integrantes aproveitando a energia que vinha da pista e devolvendo na mesma intensidade. Em alguns momentos, até os profissionais que trabalhavam na lateral do palco apareciam acompanhando as músicas com a cabeça, como quem também estava envolvido naquele momento. No ao vivo, o Landmvrks mostrou ainda mais claramente que sua força não está apenas nos riffs pesados e nos breakdowns. A banda consegue transitar entre agressividade e melodia sem perder identidade, enquanto as letras, muitas vezes pessoais e carregadas de sentimentos, ganham outra dimensão quando cantadas por centenas de pessoas ao mesmo tempo. A estreia no Brasil acabou sendo uma via de mão dupla: se por anos os fãs brasileiros pediram pela presença do Landmvrks por aqui, na noite de domingo a banda finalmente teve a chance de descobrir, de perto, o tamanho dessa espera.
Placebo retorna ao Brasil em fevereiro de 2027; veja datas e ingressos

A banda inglesa Placebo confirmou seu retorno aos palcos brasileiros em fevereiro de 2027. A excursão traz ao país a aguardada turnê mundial RE:CREATED, concebida para comemorar o aniversário de 30 anos de seu autointitulado álbum de estreia (1996), um dos marcos definitivos da cena alternativa mundial. A realização é da Mercury Concerts, e o giro contemplará quatro capitais: São Paulo, Brasília, Curitiba e Porto Alegre. Datas e cidades da turnê brasileira Venda de ingressos e calendário Proposta “Director’s Cut” de RE:CREATED Lançado em 1996, em pleno domínio do britpop nas paradas inglesas, o álbum homônimo do Placebo implodiu rótulos ao apresentar guitarras ríspidas e narrativas urgentes sobre androginia, sexualidade fluida, dependência química e marginalidade social. Para marcar as três décadas da obra, Brian Molko e o produtor Rob Kirwan retornaram às fitas master originais, com mixagem de Adam Noble, construindo versões estendidas e retrabalhadas das dez músicas do álbum original e de suas duas faixas bônus: “Pensamos neste disco como um director’s cut. Não o recriamos do zero. Voltamos às fitas master originais e trouxemos para o álbum os 30 anos de experiência tocando essas músicas ao vivo. É uma celebração de onde começamos e um ponto de encontro entre quem éramos naquela época e quem somos agora; uma forma de homenagear aquela inocência, ao mesmo tempo em que permitimos que as músicas existam dentro da dimensão, da confiança e da energia da banda que nos tornamos”, pontua o grupo. Além do repertório integral revisitado do debut, o Placebo incluirá no setlist hinos e momentos marcantes de seu segundo trabalho de estúdio, o clássico Without You I’m Nothing (1998).
Chad Gilbert, guitarrista e fundador do New Found Glory, morre aos 45 anos

Chad Gilbert, membro fundador, principal compositor e guitarrista solo do New Found Glory, morreu aos 45 anos neste domingo (20). A notícia foi confirmada oficialmente pela banda e por sua esposa, Lisa Cimorelli, por meio das redes sociais. O músico enfrentava uma dura batalha contra o câncer cerebral, revelada publicamente há cerca de seis meses, após um longo histórico de superações médicas que começou com o diagnóstico inicial de câncer no fígado em 2021. “Na manhã de 20 de setembro, Chad Everett Gilbert faleceu pacificamente durante o sono”, declarou a banda em comunicado conjunto. “Ele partiu deste mundo cercado por amigos e familiares, dando seu último suspiro ao lado de sua esposa e de sua mãe, exatamente como era seu desejo. Estamos devastados e chocados com a rapidez de sua partida, mas imensamente gratos por ele ter partido em paz. O número de pessoas que lotou o saguão do hospital no momento em que souberam da notícia é uma prova do quanto Chad era amado e querido. Ele foi um músico lendário, mas sua maior realização sempre foi ser marido e pai. Seus maiores sonhos se tornaram realidade.” Chad Gilbert foi o arquiteto sonoro de hinos geracionais do pop-punk Fundado na Flórida em 1997, quando Chad tinha apenas 17 anos, ao lado de Jordan Pundik, Ian Grushka e Stephen Klein, o New Found Glory rapidamente se tornou um dos pilares do pop-punk e do hardcore melódico dos anos 2000. Com sua assinatura característica na guitarra, transições rítmicas inspiradas no hardcore e um ouvido afiado para refrãos antológicos, Gilbert escreveu e coescreveu a espinha dorsal do catálogo da banda, incluindo clássicos atemporais como: “A forma de Chad tocar guitarra, suas composições, seu senso de humor e sua determinação incansável ajudaram a moldar o New Found Glory por quase três décadas”, completaram os integrantes remanescentes. “Ao longo de mais de uma dezena de discos, turnês mundiais intermináveis e mais conquistas do que jamais sonhamos, Chad nos desafiou a evoluir como músicos e seres humanos. Sua influência estará para sempre no DNA da banda e seu espírito será sentido em cada palco em que subirmos e a cada nota que tocarmos.” A batalha contra a doença e a comoção na comunidade do rock Mesmo durante o agressivo tratamento e após sofrer a perda de sensibilidade no lado esquerdo do corpo em razão da pressão tumoral no cérebro, Chad continuou inspirando fãs e amigos com um otimismo inabalável. Em entrevista concedida à revista Rolling Stone em abril deste ano, o guitarrista reforçou sua perspectiva: “Eu tenho meus momentos de choro, como qualquer pessoa, em que preciso desabafar. Mas gosto de pegar isso e transformar em algo positivo… Meu objetivo sempre foi inspirar e construir uma comunidade de pessoas que queiram ir aos nossos shows, sorrir e se divertir juntas.” A morte do guitarrista gerou uma onda instantânea de homenagens de gigantes do rock mundial. Mark Hoppus, vocalista e baixista do Blink-182 (que venceu o linfoma em 2021), manifestou seu luto de forma comovente: “Chad era o melhor amigo de cada pessoa que conhecia. A força mais criativa e positiva em qualquer sala onde entrasse. Nesses últimos anos, ele lutou contra essa doença com a alma de um guerreiro corajoso e alegre. Muitas mais pessoas do que você poderia imaginar sentirão imensamente a sua falta. Nos vemos do outro lado.” Durante a passagem recente da Vans Warped Tour 2026 em Washington, D.C., o New Found Glory havia dedicado seu show no palco principal à bravura de Gilbert, ovacionado por milhares de fãs que agora prestam suas homenagens a um dos arquitetos fundamentais do pop-punk moderno.
Yellowcard se une a Steve Aoki na inédita “Hell With Me” e lança versão deluxe do álbum Better Days

A banda norte-americana Yellowcard lançou a edição deluxe de seu aclamado disco de retorno, Better Days (Deluxe). Disponibilizado na sexta-feira (18), via selo Better Noise Music, o projeto traz como principal destaque a inédita colaboração Hell With Me, gravada ao lado do DJ e produtor superstar Steve Aoki. O encontro marca a segunda vez em que as duas forças criativas se cruzam, a primeira foi em 2023, quando Aoki assinou um remix oficial para o hino de 2003 Ocean Avenue. Desta vez, a parceria nasceu de uma ideia original. “Trabalhamos com o Steve algumas vezes e ele é uma lenda absoluta. Ele tinha uma demo guardada que achava que seria perfeita para colaborarmos, e ela se transformou em Hell With Me. Além disso, tivemos a honra de nos reencontrar com nosso lendário produtor de longa data, Neal Avron, que assinou a mixagem da faixa”, revelou o vocalista e guitarrista Ryan Key. Aoki também celebrou a fusão: “É uma música em que estamos trabalhando há muito tempo e tenho muito orgulho do resultado. É uma mistura futurista de rock e eletrônica colidindo”. Versatilidade de feats e sucesso histórico do Yellowcard com Better Days A chegada da versão deluxe coroa um dos ciclos mais bem-sucedidos de toda a trajetória do quarteto da Flórida. Lançado originalmente em outubro de 2025, Better Days ultrapassou a marca de 65 milhões de streams e rendeu ao grupo seus primeiros números 1 na história da parada Billboard Alternative Airplay. Além da parceria com Aoki e da versão com o Good Charlotte, o repertório expandido do álbum inclui o single Calvary Drive e versões acústicas/alternativas. O grupo segue na estrada em setembro com uma maratona de shows pela América do Norte e embarca em novembro para a Europa em uma aguardada turnê conjunta em arenas e casas de grande porte ao lado do Good Charlotte.
Pitty retorna com guitarras urgentes e ironia afiada no single “Sobremesa”

Com riffs potentes, ironia e a atitude visceral que moldou sua identidade, a cantora e compositora baiana Pitty lançou na última sexta-feira (18) o single Sobremesa. A faixa inaugura os caminhos para seu aguardado novo álbum de estúdio, autointitulado PITTY, com lançamento confirmado para 16 de outubro de 2026 pela gravadora Deck. Apresentando guitarras rascantes em primeiro plano e interpretação cheia de vigor, a canção chega acompanhada de videoclipe oficial no YouTube. A produção visual foi idealizada pela própria artista, com direção assinada por Jorge Daux e direção criativa de Carol Barragana, focando na energia crua da performance da cantora. Produtor musical de todos os discos de estúdio da artista, Rafael Ramos destacou a faísca inicial da composição: “Sobremesa foi uma das primeiras músicas que a Pitty nos mostrou quando começou a compor pra esse novo disco. A faixa tem um riff incrível, instrumental vigoroso e a letra sendo cantada com vitalidade. Parece Pitty lá no começo, mandando todas aquelas verdades. Só que é hoje e ela continua assim, afiada”, define o produtor. Controle criativo total e estreia esgotada em São Paulo No novo projeto discográfico, Pitty assume protagonismo absoluto: além de assinar a criação conceitual e a direção geral da obra, ela comanda letras, melodias, bases de guitarra e a coprodução musical dos fonogramas, amarrando estética e discurso sob uma mesma visão autoral. A resposta do público nas bilheterias confirma o alcance intergeracional da baiana após mais de duas décadas de trajetória no rock nacional.
Chiara Civello e Clap! Clap! lançam clipe de “New Dimension”, faixa do projeto colaborativo CCCC

A cantora e compositora Chiara Civello e o produtor musical e pesquisador sonoro Cristiano Crisci (conhecido pelo projeto Clap! Clap!) disponibilizaram o single e videoclipe de New Dimension. A faixa faz parte do projeto conjunto CCCC e chega pelo selo Quarter Moon Records, comandado pela própria Chiara. Antecipando o álbum de estreia da dupla, a faixa retrata um processo de renascimento interior e travessia emocional, flutuando entre arranjos acústicos e batidas contemporâneas. “Quando ouvi a faixa pela primeira vez, imaginei acordar depois de ter sido submersa em um mar de mudanças. New Dimension é sobre esse momento de emergência… Quando tudo parece diferente e um novo dia, repleto de possibilidades, começa”, reflete Chiara Civello. Direção de Francesco Misceo e colaboração com Mauro Refosco O lançamento visual ganha contornos de arte contemporânea com concepção, direção e coreografia assinadas pelo premiado artista multimídia e dançarino italiano Francesco Misceo, colaborador de projetos internacionais ao lado de nomes como o grupo Nine Inch Nails. No clipe, Misceo constrói um diálogo expressivo entre corpo físico, contrastes de iluminação e projeções espaciais digitais, convertendo a dança em metáfora para a libertação lírica da música. O projeto CCCC consolida o cruzamento de duas trajetórias internacionais de peso. A nova faixa junta-se aos singles lançados previamente, A Jurnata e Me and the Trees. O aguardado álbum de estreia do duo mergulhará em temas de ancestralidade, renovação, luto e identidade, contando com a participação especial do renomado percussionista brasileiro Mauro Refosco (conhecido internacionalmente por suas passagens por Red Hot Chili Peppers, Atoms for Peace e trabalhos com David Byrne).
Sonora Fantasma transforma luto, afeto e pertencimento em “Sonora Fantasma te ama”

“Sonora Fantasma te ama”, segundo álbum da Sonora Fantasma, chega com oito faixas que atravessam luto, despedidas, relações humanas e a busca por pertencimento. Idealizado pelo cineasta e músico Diego da Costa, diretor de “Selvagem”, o projeto parte de uma ideia que funciona como eixo para todo o disco: em tempos de relações mediadas por telas e isolamento, o amor também depende da presença. Produzido por Diego ao lado de Rafael Sartori, o álbum aproxima o rock alternativo da música brasileira sem estabelecer fronteiras muito rígidas. Viola caipira, guitarras, sintetizadores, violoncelo, metais, coros e programações dividem espaço em arranjos que passam pelo samba, bossa nova, psicodelia e referências do rock alternativo. Essa proposta aparece desde “Vida no Campo”, responsável por abrir o disco. A viola caipira inicia a faixa antes de encontrar sintetizadores, ruídos, violoncelo e um coro feminino. A música estabelece também uma conexão com as origens de Diego, que cresceu em Socorro, no interior de São Paulo, e utiliza o campo não apenas como referência estética, mas como memória e possível lugar de pertencimento. A relação com a música brasileira ganha outro capítulo em “O Brilho das Pedras”, composição de Sá, Rodrix e Guarabyra lançada originalmente em 1973. Na releitura da Sonora Fantasma, a faixa recebe novos caminhos rítmicos, passando por uma batida de funk antes de chegar a um encerramento mais pesado. A escolha reflete a intenção de dialogar com a tradição sem simplesmente reproduzi-la. “Depois do Fim” estabelece uma ponte com outra área da trajetória de Diego. Composta originalmente para “Dona Elza”, telefilme dirigido por ele ao lado de Hiro Ishikawa, a música foi reconstruída para integrar o universo da Sonora Fantasma. Já “Bebidas e Defumações” exemplifica a liberdade do álbum ao partir de uma balada ao piano, atravessar referências de Fugazi, Radiohead e Blur, chegar ao blues e terminar em um samba de gafieira. O repertório inclui ainda “Chegada”, “Corações Atravessados”, “Cachorros Dançantes” e “Até Amanhã”. Esta última nasceu de uma experiência especialmente pessoal: a despedida do pai de Diego e a percepção de que um encontro aparentemente cotidiano poderia acabar sendo o último. Ao longo do disco, histórias particulares como essa são ampliadas para reflexões sobre ausência, memória e os vínculos que permanecem. Rafael Sartori também assina os arranjos, gravação e mixagem, enquanto Luisa Toller desenvolveu arranjos vocais para quatro faixas e regeu integrantes do Vozeiral nos coros. O álbum conta ainda com participações de Dann Carvalho, Giovanna Lelis Airoldi, Raphael Sampaio e Feldeman Oliveira. “Sonora Fantasma te ama” sucede “Adeus Mundo Véio”, de 2021, e amplia uma trajetória na qual Diego procura aproximar suas experiências no audiovisual da composição musical. Mais do que buscar unidade por meio de um gênero específico, o segundo álbum encontra seu fio condutor nas relações humanas. Para a Sonora Fantasma, a música funciona justamente como aquilo que o título propõe: uma tentativa de diminuir distâncias por meio da presença.
Buena Vista Social Orchestra retorna ao Brasil para turnê de 31 shows em 2027

A Buena Vista Social Orchestra retorna ao Brasil entre abril e junho de 2027 para uma das maiores turnês de sua trajetória pelo país. Liderado pelo maestro e trombonista Jesus “Aguaje” Ramos, integrante original do Buena Vista Social Club, o grupo fará 31 apresentações em todas as regiões brasileiras, começando por São Paulo, em 17 de abril, e encerrando a passagem em Londrina, no dia 6 de junho. A turnê dá continuidade à relação do grupo com o público brasileiro após a passagem realizada em 2025. No repertório, a formação revisita clássicos eternizados pelo Buena Vista Social Club e diferentes vertentes da música cubana, passando pelo son, bolero e mambo. O espetáculo reúne dez músicos e conta também com outros nomes ligados à formação original, como Luis “Betun” Mariano Valiente Marin, Emilio Senon Morales Ruiz e Fabían Garcia. O retorno acontece três décadas depois das sessões que deram origem ao fenômeno Buena Vista Social Club. Gravado em Havana em 1996 e lançado internacionalmente no ano seguinte, o álbum reuniu músicos como Compay Segundo, Ibrahim Ferrer, Rubén González e Eliades Ochoa sob produção de Ry Cooder. O trabalho ultrapassou 8 milhões de cópias vendidas e venceu o Grammy de Melhor Álbum Tropical Latino Tradicional em 1998. O impacto ultrapassou o próprio disco. O projeto apresentou uma geração de músicos cubanos a um público internacional e ganhou ainda mais projeção com o documentário “Buena Vista Social Club”, dirigido por Wim Wenders e lançado em 1999. Ao lado dos trabalhos derivados e das carreiras individuais de seus integrantes, tornou-se uma das principais referências mundiais da música produzida em Cuba. Parte dessa história será representada no palco por Aguaje Ramos. Nascido em Pinar del Río, em 1951, o músico participou das gravações do Buena Vista Social Club e Afro-Cuban All Stars, além de trabalhos de Ibrahim Ferrer, Rubén González e Omara Portuondo. Como diretor musical da Buena Vista Social Orchestra, passou a conduzir uma formação dedicada à preservação e continuidade desse repertório. No Brasil, o tamanho da turnê chama atenção. Depois da abertura em São Paulo, o grupo passa por cidades como Campinas, Ribeirão Preto, Uberlândia, Goiânia, Brasília, Campo Grande, Manaus e Belém. O roteiro segue pelo Nordeste, com apresentações em Fortaleza, Recife, João Pessoa, Natal, Campina Grande, Caruaru, Petrolina e Salvador. A etapa final inclui Ipatinga, Vitória, Rio de Janeiro, Juiz de Fora e Belo Horizonte antes de chegar ao Sul, com Curitiba, Joinville, Florianópolis, Porto Alegre, Caxias do Sul, Chapecó, Foz do Iguaçu, Maringá e Londrina. A realização é da Estética Torta, com ingressos disponíveis pelo Clube do Ingresso.