Com vocalista nova, Roxette anuncia dois shows no Brasil; veja datas e locais

O Roxette anunciou dois shows no Brasil em 2026. As apresentações acontecem nos dias 12 de abril, no Rio de Janeiro, no Vivo Rio e no dia 14 de abril, em São Paulo, no Espaço Unimed. No setlist, todos os sucessos da carreira como It must have been love, Spending my time, Listen to your heart, How do you do, entre tantos outros. A venda de ingressos para os shows do Roxette no Brasil estará disponível a partir de quarta-feira (12), começando às 10h online e às 11h nas bilheterias oficiais. Os ingressos, que podem ser adquiridos em até 3x sem juros, estarão disponíveis online e nas bilheterias oficiais (sem taxa de serviço). Após um início sensacional na África do Sul e na Austrália no começo de 2025, seguido por uma série de shows de verão esgotados, o Roxette — em sua nova e celebrada formação — voltou a conquistar o mundo, com o fundador Per Gessle reunindo sua icônica banda, agora com Lena Philipsson nos vocais. A turnê vem sendo elogiada como uma vibrante celebração dos sucessos atemporais do Roxette, escritos por Gessle, repletos de energia, nostalgia e momentos emocionantes compartilhados com enormes plateias entusiasmadas. Em 2025, a banda segue com a etapa europeia antes de entrar em um novo e empolgante capítulo em 2026. Quando o Roxette realizou o que se acreditava serem seus últimos shows, em 2016, poucos imaginavam que a música algum dia retornaria aos palcos dessa forma. Quase cinco anos após a dolorosa perda de Marie Fredriksson — uma perda profundamente sentida por fãs ao redor do mundo — Per Gessle reacendeu a chama. Ao lado de Lena Philipsson, uma das artistas mais queridas e dinâmicas da Suécia, ele traz o legado do Roxette de volta à estrada para uma nova era. O que presenciamos é uma jornada alegre e emocionante por um dos catálogos mais icônicos da história do pop. De The Look e Listen To Your Heart a Joyride e It Must Have Been Love, que recentemente ultrapassou 900 milhões de streams no Spotify, as músicas do Roxette continuam a unir gerações de fãs. SERVIÇO – ROXETTE NO BRASIL RIO DE JANEIRO Data: 12 de abril de 2026 Local: Vivo Rio Abertura dos portões: 19h Horário do show: 21h Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo, Rio de Janeiro – RJ Ingressos: a partir de R$ 260,00 (ver tabela completa) Classificação: 16 anos. Menores de 05 a 15 anos, apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.* *Sujeito a alteração por Decisão Judicial. PREÇOS BALCÃO: R$ 260,00 meia-entrada e R$ 520,00 inteira PISTA: R$ 260,00 meia-entrada e R$ 520,00 inteira FRISA: R$ 290,00 meia-entrada e R$ 580,00 inteira PISTA PREMIUM: R$ 360,00 meia-entrada e R$ 720,00 inteira CAMAROTE B: R$ 380,00 meia-entrada e R$ 760,00 inteira CAMAROTE A: R$ 410,00 meia-entrada e R$ 820,00 inteira BILHETERIA OFICIAL – SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA Estádio Olímpico Nilton Santos (Engenhão) – Bilheteria SUL Rua Arquias Cordeiro, s/n – Engenho de Dentro, Rio de Janeiro – RJ, 25965-825 Horário de funcionamento: Terça a sábado, das 10h às 17h * SÃO PAULO Data: 14 de abril de 2026 Local: Espaço Unimed Abertura dos portões: 18h30 Horário do show: 20h30 Endereço: Rua Tagipuru, 795 Barra Funda São Paulo – SP Ingressos: a partir de R$ 245,00 (ver tabela completa) Classificação: 16 anos. Menores de 05 a 15 anos, apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.* *Sujeito a alteração por Decisão Judicial. PREÇOS PISTA: R$ 245,00 meia-entrada e R$ 490,00 inteira PISTA PREMIUM: R$ 390,00 meia-entrada e R$ 780,00 inteira MEZANINO: R$ 395,00 meia-entrada e R$ 790,00 inteira CAMAROTE A e B: R$ 410,00 meia-entrada e R$ 820,00 inteira BILHETERIA OFICIAL – SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA Shopping Ibirapuera Endereço: Av. Ibirapuera, 3103 – Indianópolis, São Paulo/SP Piso Jurupis (subsolo) Horário de funcionamento: Terça a sábado: das 10h às 22h. Domingos e feriados: das 14h às 20h. Fechado às segundas-feiras
Capital Inicial lança “Você Me Ama de Verdade”, primeiro single em oito anos

O Capital Inicial deu início a um novo ciclo em sua trajetória com o lançamento de Você Me Ama de Verdade, primeira faixa inédita em oito anos e cartão de visitas do novo EP que chega em breve às plataformas. A música, que estreia com clipe oficial pela Sony Music, abre uma nova era para a maior banda de rock em atividade. Com uma sonoridade que combina guitarras elétricas e batidas programadas, Você Me Ama de Verdade é um rock moderno e pulsante, que fala sobre o amor intenso e verdadeiro com a energia característica do grupo. A faixa mostra um Capital atual, vibrante e conectado ao presente, sem perder a essência que o consagrou ao longo de quatro décadas de estrada. “Nós queríamos que o som fosse ao mesmo tempo pesado e dançante. Várias bandas me vinham à cabeça, de Muse a Daft Punk. Aliás, já existe um remix dela pronto – e nós fomos beber nessa fonte. Quanto à mensagem, gosto de saber que diferentes pessoas veem, ouvem e entendem de jeitos diferentes. Mas me vem à cabeça uma mistura, uma confusão, entre amor e desejo”, compartilha Dinho Ouro Preto sobre a nova música. A faixa veio acompanhada de clipe, dirigido por Bernardo Perpettuo, traduzindo esse amor visceral. O vídeo reafirma o DNA rock’n’roll da banda com uma roupagem moderna e pulsante. O encontro entre guitarras elétricas e batidas programadas cria uma sonoridade vibrante e sensual; um hino sobre o amor intenso e verdadeiro, que dialoga com o novo rock contemporâneo sem perder a essência da banda. O lançamento da música – e posteriormente do novo projeto – simboliza a transição entre dois momentos marcantes: o fim da vitoriosa turnê Acústico 25 Anos e o começo de uma nova fase autoral. Após um ano histórico, com mais de 500 mil pessoas em shows esgotados, apresentação no festival The Town (Palco Skyline, o mesmo em que se apresentaram outros grandes nomes do rock, como Green Day e Bruce Dickinson) e o clássico Primeiros Erros voltando ao Top 200 do Spotify Brasil, o Capital reafirma sua força e atualidade, abrindo caminho para o novo EP. “O Capital nunca parou. Desde que nos reunimos, lançamos um disco a cada dois anos. Incansavelmente. E, junto com cada álbum, uma turnê. Estamos em ‘movimento’, sem interrupções, há quase três décadas. Acredito que nossos fãs já estavam esperando por esse disco há muito tempo. E a eles eu digo – isso é só o começo!”, conclui o vocalista do Capital Inicial. O novo trabalho chega após um período de celebração e consolidação da trajetória da banda que ocupa o centro do imaginário musical do país. Formado em Brasília em 1982, o Capital Inicial construiu um repertório repleto de clássicos — de Natasha e Tudo Que Vai a Primeiros Erros e À Sua Maneira — e se mantém como um dos maiores símbolos do rock nacional, com milhões de seguidores, bilhões de streams e presença garantida nos maiores festivais do Brasil, incluindo dez edições do Rock in Rio. Veja videoclipe de Você Me Ama de Verdade?, do Capital Inicial
Kings of Leon lança EP #2 com quatro faixas inéditas

O Kings of Leon está de volta com seu primeiro EP em mais de duas décadas. Simplesmente intitulado EP #2, o projeto de quatro faixas marca o primeiro lançamento independente do grupo em seu próprio selo, Love Tap Records, com distribuição pela Virgin Music, e traz as primeiras gravações totalmente autoproduzidas pela banda. O novo EP chega na sequência das recentes colaborações de sucesso da banda com Zach Bryan: We’re Onto Something e Bowery. O Kings of Leon também anunciou recentemente que encerrará 2025 com dois shows de Ano Novo em Las Vegas. Kings of Leon: Live in Las Vegas acontecerá nos dias 30 e 31 de dezembro de 2025, no The Venetian Theatre, localizado no The Venetian Resort Las Vegas. Desde sua estreia em 2003, o Kings of Leon — formado por Caleb (guitarra/vocal), Nathan (bateria), Jared (baixo) e Matthew Followill (guitarra) — lançou nove álbuns (Youth & Young Manhood (2003), Aha Shake Heartbreak (2004), Because of the Times (2007), Only by the Night (2008), Come Around Sundown (2010), Mechanical Bull (2013), Walls (2016), When You See Yourself (2021), Can We Please Have Fun (2024)) e vendeu mais de 20 milhões de álbuns e quase 40 milhões de singles em todo o mundo. Ouça Kings of Leon EP #2
Gorillaz lança The God of Lying, colaboração com IDLES e terceiro single do álbum The Mountain

The God of Lying (feat. IDLES) é a nova faixa do Gorillaz, o terceiro single do próximo álbum de estúdio da banda, The Mountain. Escrita por Damon Albarn e Joe Talbot, e gravada em Londres, Devon e Mumbai, com Ajay Prasanna na bansuri e Viraj Acharya na percussão, The God of Lying traz o vocalista do IDLES emprestando seu carisma inconfundível a um vocal em estilo dub, que apresenta uma série de perguntas e pouco consolo, refletindo os temas centrais do álbum, o desconforto social e político. “Posso te contar um segredo? Duvidar é muito cansativo, mas questionar as coisas faz muito bem”, comenta 2D, vocalista do Gorillaz. The Mountain é o nono álbum de estúdio do Gorillaz, um vasto panorama sonoro de instrumentos e timbres, ricamente construído com vozes, melodias e batidas envolventes. São 15 faixas que representam a essência do espírito colaborativo da banda. O disco conta com uma lista extraordinária de artistas e colaboradores, incluindo: Ajay Prasanna, Amaan & Ayaan Ali Bangash, Anoushka Shankar, Asha Bhosle, Asha Puthli, Bizarrap, Black Thought, Gruff Rhys, IDLES, Jalen Ngonda, Johnny Marr, Kara Jackson, Omar Souleyman, Paul Simonon, Sparks, Trueno e Yasiin Bey, além das vozes de amigos e colaboradores que já partiram, como Bobby Womack, Dave Jolicoeur, Dennis Hopper, Mark E. Smith, Proof e Tony Allen. The Mountain é uma trilha para uma festa na fronteira entre este mundo e o que vier a seguir, explorando a jornada da vida e a emoção de existir. A The Mountain Tour começará em Manchester, no dia 20 de março de 2026, e passará por arenas no Reino Unido e na Irlanda, com shows principais em Birmingham, Glasgow, Leeds, Cardiff, Nottingham, Liverpool, Belfast e Dublin. A turnê incluirá uma segunda data em Manchester e em Dublin, adicionadas recentemente devido à alta demanda, além de um show único em Londres, no Tottenham Hotspur Stadium, em 20 de junho de 2026, o maior show do Gorillaz no Reino Unido até hoje, com participações de Sparks e Trueno. A turnê também contará com uma série de apresentações em festivais pela Europa no próximo verão.
Projeto de música infantil do Autoramas divulga videoclipe de Ornitorrinquinho

Liderado por Gabriel Thomaz, o Autoramas lançou o clipe de Ornitorrinquinho, single de seu projeto de música infantil, o Autoraminhas. Com traços vibrantes e narrativa lúdica, o clipe, assinado por Daniel Ivanaskas, traduz em imagens a energia contagiante e o espírito criativo que há mais de 25 anos definem o som do Autoramas – mostrando que a banda sabe dialogar com públicos de todas as idades sem perder sua essência rock’n’roll. O lançamento chega em meio às comemorações dos 25 anos de Stress, Depressão e Síndrome do Pânico – álbum de estreia da banda e um marco na cena do rock alternativo brasileiro. Para celebrar a data, o grupo segue na estrada com uma turnê comemorativa que revisita os clássicos do disco e sucessos da carreira. A banda tem shows agendados para o dia 14 de novembro, no Peixe Elétrico, em Campo Largo, e no dia 15 de novembro, na Cervejaria Coice de Mula, em Pinhais – ambas com a Relespublica. No dia 9 de janeiro, o Autoramas se apresenta no Cine Joia, em São Paulo, como banda convidada ao lado do Pato Fu, prometendo shows cheios de energia e nostalgia. E as novidades não param por aí: em fevereiro, o Autoramas embarca para sua 50ª turnê internacional, levando sua sonoridade única para as plateias do Velho Continente. Veja videoclipe de Ornitorrinquinho
Do Morumbis à Fórmula 1, Linkin Park coloca o rock como protagonista em São Paulo

O Linkin Park voltou a São Paulo para provar que a nova fase é muito mais do que um simples revival momentâneo. A banda lotou o Morumbis com 68 mil pessoas e foi protagonista do GP Brasil de Fórmula 1 em Interlagos, com Mike Shinoda dando a bandeirada. Poppy faz bom show de abertura, porém é fria com os fãs A cantora Poppy foi a escolhida para abrir os shows do Linkin Park em toda a América do Sul. Após um elogiado show solo no Cine Joia, ela perdeu apenas a oportunidade de entender melhor como funciona um show no Brasil para angariar mais fãs. Por ser um público apaixonado, a cartilha mostra que o brasileiro reage melhor com artistas que interagem com os fãs. Mesmo com um show muito bem executado e uma banda habilidosa, Poppy entrou e saiu de maneira fria do palco. Com um tempo curto de palco, o setlist contou com oito músicas, sendo seis focadas nos álbuns I Disagree (2024) e Negative Spaces (2020). Completaram a noite V.A.N., música colaborativa com o Bad Omens, e Scary Mask do EP Choke (2019). Linkin Park foca em Mike Shinoda e consolida nova fase Mesmo com a garoa fina que caiu sobre São Paulo, o Linkin Park voltou à São Paulo sabendo que o público estava na mão e o jogo estava ganho. A presença de fãs de diferentes gerações ficou evidente: quem descobriu a banda no início dos anos 2000 pôde reviver clássicos entendendo a nova fase e o papel da Emily Armstrong em sua retomada. Já quem chegou mais tarde e virou fã através da nova fase, vibrou com as novas músicas. É impossível dissociar esse show do momento de reinvenção que a banda atravessa. Em pouco mais de um ano, foi um turbilhão que remontaria uma história de uma década: a volta, troca de vocalista, o nariz torcido de uma minoria de fãs que não aceitam a nova fase, álbum novo, versão deluxe e participações de sucesso em festivais e intervalo da Champions League. Emily mostrou mais conforto e familiaridade com o repertório antigo, soando estar muito mais à vontade e com menos peso nas costas de executar as canções da fase Chester. A abertura se deu com uma dobradinha do álbum Meteora com “Somewhere I Belong” e “Lying From You”, simbolizando um resgate imediato do DNA da banda. A sequência “Up from the Bottom” e “New Divide”, sucesso do filme Transformers, preparou terreno para “Emptiness Machine”, uma das músicas que foi cantada mais alto neste sábado e que encerrou o primeiro ato. No entanto, o segundo ato mostrou uma queda de rendimento. A aposta em deixar hits como “Crawling” e “Giving Up” de fora para incluir duas músicas do Fort Minor, de Mike Shinoda, mostram que o líder queria reforçar seu protagonismo. Carismático, ele foi para a galera e protagonizou um momento fofo ao trocar de boné com uma fã mirim. O único grande hit desta parte foi “One Step Closer”, que contou com a já esperada participação de Poppy. Com um espaço curto, o ato 3 contou com apenas com três músicas com as baladinhas Lost e Good Things Go, que prepararam terreno para What I’ve Done. Houve também espaço para um momento inusitado: a banda parou o show para uma brincadeira de chá revelação a pedido de uma fã grávida. Quando Emily anunciou “It’s a girl”, o Morumbis comemorou e tremeu como se fosse um gol do São Paulo. Logo depois, o ato 4 dedicou espaço para hits como “Numb”, “In the End” e “Faint”, trazendo de volta o público ao catarse com sinalizadores acesos no estádio e clima de coro e choros coletivos. Uma pausa ensaiada e o bis contou com “Papercut”, “Heavy is the Crown” e “Bleed it Out” que, para mim, funciona muito mais como encerramento do que “Faint”, a escolhida em outros setlists. Por fim, o show do Linkin Park focou em “From Zero”, com 9 músicas, e prova que a banda não soa só como um simples recomeço sem memória, mas como afirmação de que legado e renovação podem conviver. Linkin Park e Poppy voltam ao palco nesta terça para encerrar a turnê brasileira em Brasília. Confira abaixo os setlists completos dos dois shows. Setlist da Poppy Setlist do Linkin Park Fotos por Kelin Gnoatto/Brazil News
Cap’n Jazz faz show histórico em São Paulo no esquenta para o Balaclava Fest

Ícone do emocore e do indie rock dos anos 1990, a banda americana Cap’n Jazz realizou, na noite de sábado (8), um show inesquecível no Cine Joia, em São Paulo. O evento integrou o aquecimento para a 15ª edição do Balaclava Fest e contou com a banda Marrakesh na abertura. Com uma trajetória marcada pela energia punk, vocais intensos e letras confessionais, o Cap’n Jazz reuniu em peso a velha guarda do emocore, mas não apenas ela. Curiosamente, a banda, que teve uma carreira curta e lançou apenas um disco nos anos 1990, conquistou também uma legião de fãs na faixa dos 20 anos, que lotaram a pista, garantiram a energia das rodas punk e cantaram junto com o grupo, provando que a música realmente transcende gerações. Um verdadeiro clima de união que só o punk rock é capaz de proporcionar. Em sua primeira apresentação no Brasil, não poderiam faltar clássicos como Little League, In the Clear e Oh Messy Life, que teve efeito catártico e levou várias pessoas ao palco. Emocional e caótico, o show foi marcado pela intensidade e pela conexão entre banda e plateia. O vocalista Tim Kinsella, além de permitir que fãs subissem ao palco livremente, entregava o microfone a eles diversas vezes, arremessava a meia-lua para o público, que sempre devolvia, e interagia o tempo todo com quem estava no front. Os moshs e stage divings também foram frequentes durante toda a apresentação, e não apenas por parte do público. O próprio Tim mergulhou diversas vezes nesse mar de gente, inspirando até Mike Kinsella a largar as baquetas e se atirar na plateia. Fundamental na formação musical de muitos e influência direta de diversas bandas nacionais e internacionais que marcaram a adolescência de uma geração, o Cap’n Jazz proporcionou uma noite histórica para a Balaclava Records e para todos os presentes. Edit this setlist | More Cap’n Jazz setlists A abertura ficou por conta da Marrakesh, banda de Curitiba que está na estrada desde 2014 e acaba de lançar seu primeiro álbum em português. O grupo fez um show curto, mas cheio de personalidade, marcado por uma estética grunge com influências de shoegaze e indie rock, conquistando especialmente o público mais jovem. Vale destacar a homenagem a Lô Borges, com uma bela versão de Girassol na Cor dos Seus Cabelos.
Billy Idol apaga má impressão do Rock in Rio e entrega show de alto nível em São Paulo

Prestes a completar 70 anos, Billy Idol voltou ao Brasil disposto a apagar a má impressão deixada no Rock in Rio 2022, quando errou a entrada de algumas canções clássicas e pareceu perdido no palco. Na noite de sábado (8), no Vibra, em São Paulo, Billy Idol mostrou que tem muita lenha para queimar e deixou uma impressão muito melhor. Divertido e à vontade, Billy Idol está em ótima forma. Manteve o set quase intacto da It’s a Nice Day to… Tour Again!, fazendo pequenas alterações. As novidades, na comparação com os últimos shows, foram o cover Love Don’t Live Here Anymore, de Rose Royce e regravada por Madonna em Like A Virgin, como foi lembrado pelo artista, além de Gimme the Weight, tocada pela primeira vez ao vivo. A faixa faz parte do álbum mais recente de Billy Idol, Dream Into It, lançado em abril. Por falar em Dream Into It, outras quatro faixas do disco foram tocadas: Still Dancing, que abriu o show, People I Love,Too Much Fun e 77, gravada com Avril Lavigne. Mas foi no mergulho nos anos 1980 que Billy Idol emocionou o público. Incluiu tudo que era esperado por eles: Cradle of Love, Flesh for Fantasy, Eyes Without a Face, Mony Mony, Ready Steady Go, Rebel Yell, Dancing With Myself e White Wedding, as duas últimas já no bis. Uma coisa muito legal da apresentação foi o tom “VH1 Storytellers” que Billy Idol deu. Contou muitas histórias antes de cada música. Nada cansativo ou arrastado, garantiu uma conexão boa para os sucessos. Antes de Rebel Yell, por exemplo, lembrou a origem do batismo da música, tal como já havia feito no VH1 em 2001. Segundo Billy Idol, ele estava em uma grande festa com Mick Jagger, Keith Richards e Ron Wood quando encontrou a inspiração necessária. “Todos eles estavam bebendo uma garrafa com uma coisa marrom, e era uma garrafa grande. Então, pensei: O que é isso que estão bebendo? E vi no rótulo um cavaleiro cavalgando, era um cavaleiro de guerra, e vi a inscrição Rebel Yell”. Outros pontos a destacar da apresentação são as presenças das backing vocals, Kitten Kuroi e Jess Kav, que roubam a cena com vários highlights. O lendário guitarrista Steve Stevens, parceiro antigo de Billy Idol e com contribuições marcantes para Michael Jackson e Michael Monroe, é personagem central do show. Além das várias interações com o cantor, ainda apresenta a música-tema do filme Top Gun, composta em parceria com Harold Faltermeyer. Para quem não conseguiu ir ao Vibra, Billy Idol ainda faz mais um show no Brasil, na próxima quarta-feira (12), na Arena da Baixada, em Curitiba. Edit this setlist | More Billy Idol setlists Supla O esperado encontro de Supla e Billy Idol no palco não rolou, mas o Papito entregou um show muito bom. Soube aproveitar os 50 minutos disponíveis para misturar hits de sua carreira autoral com uma espécie de karaokillers, com várias versões punks de clássicos do rock. Na parte autoral, Supla cantou faixas como Cenas de Ciúmes, Encoleirado, Japa Girl, São Paulo, Humanos e Garota de Berlim. Já entre os covers, Supla tocou Imagine (John Lennon), I Wanna Be Your Man e She Loves You (Beatles), além de Stand By Me (Ben E. King) e Let’s Dance (David Bowie). Em I Wanna Be Your Man, aliás, Supla foi para a bateria, tal como faz no projeto paralelo Brothers of Brazil, em parceria com o seu irmão, João Suplicy. Acompanhado de sua banda, Punks de Boutique, Supla abusou dos gritos e dancinhas. Vale destacar que a banda é muito boa e estilosa, lembrando o Holly Tree, saudosa banda de pop punk de São Paulo, que gravou o álbum Charada Brasileiro, em 2001, com o Papito. O Punks de Boutique é formado por Ale Iafelice (bateria), Henrique Cabreira (guitarra) e Edu Hollywood (baixo).
Humberto Gessinger se transforma em vocalista de Heavy Metal com a banda It’s All Red

O encontro entre o ícone do rock brasileiro Humberto Gessinger e a banda de Porto Alegre It’s All Red resultou em um dos lançamentos mais curiosos do ano. A faixa “Pertencimento — pt.2”, que foi lançada hoje (07/11), marca a estreia de Gessinger no universo do heavy metal. Um videoclipe registrado durante as gravações será lançado em breve. Misturando o peso do metal moderno à identidade melódica e poética de Gessinger, a canção aposta em uma sonoridade prog metal guiada por violinos e teclados, que intensificam o tom dramático da composição. Os arranjos foram criados por Vini Möller, parceiro recorrente da banda e coautor do single. O solo de violino, gravado em uma única tomada, é assinado por Maria do Carmo. A letra reflete sobre as travessias humanas, migrações, deslocamentos e a busca por pertencimento. Inspirada em histórias de imigrantes que vieram ao Brasil, também dialoga com a atual crise dos refugiados. Gessinger contribuiu com a letra e melodias vocais, enquanto o vocalista da It’s All Red, Tom Zinsk, acrescentou versos em inglês e alemão, reforçando o caráter universal da música. A sintonia foi tanta que a canção acabou dividida em duas partes: o trecho inédito fará parte do próximo álbum da banda, atualmente em produção. “Estamos muito ansiosos para ver a reação do público do Humberto, que tem um dos fãs mais fiéis do país”, comenta o guitarrista Rafael Siqueira. O vocalista Tom Zinsk complementa com bom humor: “Os fãs do Humberto são tão incríveis quanto os do Iron Maiden. Se conquistarmos eles, teremos algo para lembrar pra sempre.” A amizade que virou parceria A conexão entre Gessinger e o It’s All Red nasceu dentro do estúdio Soma Music Hub, em Porto Alegre. Rafael Siqueira conheceu o músico enquanto participava das gravações de “Sem Piada Nem Textão” e da pré-produção do álbum “Revendo o que Nunca Foi Visto”. A afinidade se transformou em troca criativa. “Gessinger postou uma foto com o livro Mês dos Cães Danados, do Moacyr Scliar. Comentei que daria pra fazer uma música sobre a obra e ele respondeu: ‘Pensei em ti quando postei’. Convidei pra fazermos um som juntos, e ele topou”, relembra Siqueira. Heavy metal sem fronteiras A estreia de Gessinger no gênero pode surpreender, mas suas referências deixam pistas. “Minha árvore genealógica é Zeppelin–Purple–Maiden–Motörhead (por causa do baixo). Sempre fui mais progressivo do que metaleiro, mas aos 60 anos essas gavetas ficam pequenas demais pra tanta música boa”, explica. Sobre a parceria, o guitarrista Rafael destaca o impacto de ouvir a voz de Humberto em uma base pesada: “Foi emocionante. Dá vontade de fazer um disco inteiro.” Durante as gravações, as conversas sobre bandas e estilos fluíram naturalmente. “Falamos sobre Opeth e Ghost enquanto experimentávamos ideias. Parecia que a gente era uma banda só”, brinca Tom Zinsk. It’s All Red Com 18 anos de estrada, o It’s All Red é uma das bandas mais consistentes do metal gaúcho. Já dividiu palco com nomes como Megadeth, Cavalera Conspiracy, Paul Di’Anno e Ratos de Porão, e lançou três álbuns e quatro EPs. O grupo conquistou destaque internacional com os discos “The Natural Process Of…” (2010) e “Lead By The Blind” (2015), lançados também na Europa. Entre seus trabalhos mais recentes estão os singles “H5N1”, que ganhou uma inusitada versão para meditação, e “Moment”, que reflete sobre o medo das multidões em tempos de incerteza.