Weezer lidera festival com Bloc Party e Mogwai no Parque Ibirapuera

A banda norte-americana Weezer lidera festival com Bloc Party, Mogwai, Judeline e Otoboke Beaver no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Marcado para 2 de novembro, na Plateia Externa do Auditório Ibirapuera, o evento tem início da venda de ingressos ao meio-dia do dia 20 de agosto pelo site da Eventim. Guiada pela proposta de contemplar públicos curiosos e diferentes formatos de eventos onde a música é a protagonista, a 30e criou o Índigo, um projeto que tem como objetivo (re)unir comunidades a partir de uma label curatorial com foco em sons indie, do underground ao mainstream e tem a Deezer, plataforma global de experiências musicais, como player oficial em todas as iniciativas. “O ecossistema Índigo tem essa capacidade de se desdobrar em diversos formatos, podendo ir de uma audição intimista em algum listening bar a um grande show. Criar experiências para um público que busca o novo, mas que também se interessa pelo que dialoga com o agora e por movimentos que geram senso de comunidade, é o que conecta todos os eventos que sairão com a assinatura Índigo”, afirma Caio Jacob, sócio-fundador e VP de Global Music, Business & Strategy da 30e. “No caso dos shows no parque, unimos apresentações de bandas que representam a proposta da label em um mesmo momento. É um cartão de visitas que aponta para possibilidades variadas. Estar dentro do Parque Ibirapuera torna a iniciativa ainda mais simbólica, visto que privilegiamos o sentir da música”, complementa. Um exemplo onipresente quando se trata de propostas musicais que conectam identidades, estilos e memórias é a banda californiana Weezer, característica que a tornou um nome emblemático do rock alternativo dos anos 1990 e que segue como referência até hoje. Toda essa energia se canaliza em um sentido comunitário que guia o universo da nova label curatorial da 30e, e faz do grupo um destaque para a programação do dia 2 de novembro no Ibirapuera. Logo na estreia com o disco Weezer (1994), a banda emplacou hits como Buddy Holly, Say It Ain’t So e Undone – The Sweater Song. A obra foi reconhecida recentemente na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos pela Rolling Stone dos Estados Unidos, em 2023, e entre os 150 melhores discos da década de 1990 pela Pitchfork, em 2022. Com mais de 30 anos de carreira, o Weezer é hoje formado por Rivers Cuomo (vocal e guitarra), Patrick Wilson (bateria), Brian Bell (guitarra) e Scott Shriner (baixo); e já lançou 15 álbuns de estúdio, que somam mais de 5 bilhões de plays nas plataformas de streaming de áudio. O Bloc Party entra na programação como uma banda clássica do indie rock. Já no primeiro álbum, Silent Alarm (2005), o grupo foi reverenciado e conquistou o ‘selo’ de disco do ano pela NME. O vocalista Kele Okereke é um dos poucos frontmen negros do rock alternartivo assumidamente gay e, ao lado dos músicos Russell Lissack (guitarra), Justin Harris (baixo) e Louise Bartle (bateria), estabeleceu um espaço importante na cena indie dos anos 2000 com uma identidade visual urbana e cosmopolita que se dilui com letras confessionais, políticas e relacionáveis para vivências queer. A banda formada em Londres, na Inglaterra, também conta com os álbuns A Weekend in the City (2007), Intimacy (2008), Four (2012), Hymns (2016) e Alpha Games (2022), uma discografia que passeia pelo rock e eletrônico com viradas rápidas, grooves quebrados e uma pegada extremamente física. Veterano do gênero post-rock, o Mogwai se apresenta no Parque Ibirapuera com todo o magnetismo de um repertório que lista músicas majoritariamente compostas a partir de instrumentos com influências de shoegaze, eletrônica, rock experimental, e menos destaque para a presença de vozes. Stuart Braithwaite (guitarra e vocal), Barry Burns (guitarra, piano, sintetizadores e vocal), Dominic Aitchison (baixo) e Martin Bulloch (bateria) estão em atividade há 30 anos e seguem impactando a cena, exemplificado em conquistas como o 1º lugar nas paradas do Reino Unido com o disco As The Love Continues (2021) e a indicação, também em 2021, ao Mercury Prize, prestigiado prêmio britânico. Atualmente, o Mogwai está em turnê com o seu projeto mais recente, The Bad Fire (2025), e leva o material aos palcos somado às músicas mais populares de sua discografia, como Kids Will Be Skeletons e Take Me Somewhere Nice. Já a cantora e compositora Judeline, de apenas 22 anos, chega ao evento como nova promessa do indie pop e um talento cada vez mais popular para a comunidade hispânica e latina. A jovem artista coloca o holofote em influências de flamenco, laços venezuelanos e sons árabes em suas performances ao vivo. Nascida em Cádiz, na Espanha, Judeline possui na discografia o EP de la cruz (2022) e Bodhiria (2024), álbum de estreia que arrancou elogios de Anitta, Bad Bunny e Rosalía. O feito também possibilitou que a espanhola abrisse a turnê mundial de J Balvin, Que bueno volver a verte. Músicas como Heavenly, zarcillos de plata, mangata e a parceria de sucesso com o produtor porto-riquenho Tainy, si preguntas por mi, exploram o minimalismo moderno da estética visual da cantora pelos palcos do mundo. O Otoboke Beaver é atração confirmada em 2 de novembro como uma das apostas curatoriais mais ousadas para o público. Vestidos coloridos e vibrantes compõem apenas um detalhe estético da presença hipnotizante da banda no palco. Criado em Kyoto, no Japão, o grupo desembarca pela primeira vez no Brasil com o peso de ser um dos principais nomes da nova geração de mulheres no punk rock. São três os discos – Okoshiyasu!! Otoboke Beaver (2016), Itekoma Hits (2019) e Super Champon (2022) – que levaram as garotas a receberem convites para apresentações em eventos reconhecidos mundialmente, como o Coachella (EUA), o Glastonbury (Reino Unido) e o Lollapalooza (EUA). A atitude de palco somada às letras ácidas e à habilidade instrumental do quarteto – formado por Accorinrin (guitarra e vocal), Yoyoyoshie (guitarra e vocal), Hirochan (baixo e vocal) e Kahokiss (bateria e vocal) – já renderam elogios de astros do rock como Jack White

Banda James anuncia shows no Brasil em turnê que celebra 40 anos de carreira

A banda James, um dos nomes mais icônicos do rock alternativo britânico, confirmou seu aguardado retorno ao Brasil. A turnê, que celebra os 40 anos de carreira, passa por Curitiba, no dia 12 de novembro, na Ópera de Arame, e por São Paulo, no dia 13, na Audio Club. A realização é da MCA Concerts. Os ingressos para os shows estão à venda pela Ticketmaster.  Formado nos anos 1980, o James conquistou uma base de fãs fiel com faixas como Johnny Yen, atingindo o mainstream com Gold Mother (1990) e hinos como Come Home, Sit Down e Laid. Ao longo da década de 1990, emplacou álbuns de sucesso como Laid (1993), Whiplash (1997), Millionaires (1999) e Pleased To Meet You (2001), consolidando-se como uma das bandas mais importantes da cena britânica, com clássicos como Tomorrow, She’s A Star e Just Like Fred Astaire.  Após um hiato de seis anos, o grupo voltou em 2008 com Hey Ma e seguiu em alta com trabalhos como Girl at the End of the World (2016), Living in Extraordinary Times (2018) e All The Colours Of You (2021). Em 2023, celebrou o aniversário de 40 anos com Be Opened By The Wonderful, que trouxe releituras orquestrais de seu repertório.  O mais recente lançamento, Yummy, chegou em abril de 2024 e alcançou o primeiro lugar na parada de álbuns do Reino Unido — feito inédito para um álbum de estúdio da banda. Com letras que abordam política, inteligência artificial e teorias da conspiração, o disco reafirma a capacidade do James de se reinventar e dialogar com novas gerações. Essa será a terceira vez do grupo no Brasil. A primeira foi em 2012, com show solo em São Paulo, e a última em 2024, quando se apresentou no palco Sunset do Rock in Rio. SERVIÇO – JAMES EM CURITIBAQuando: 12 de novembro de 2025 (quarta-feira)Onde: Ópera de Arame (Rua João Gava, 920)Horário: abertura da casa às 20h e show às 21hIngressos: os ingressos variam de R$ 292,50 a R$ 785,00 de acordo com o setor e modalidade escolhidos  SETOR | MEIA-ENTRADA | SOLIDÁRIO | INTEIRA PLATEIA VIP | R$ 392,50 | R$ 471,00 | R$ 785,00PLATEIA | R$ 292,50 | R$ 351,00 | R$ 585,00CAMAROTE | R$ 342,50 | R$ 411,00 | R$ 685,00  Benefícios de meia-entrada50% de desconto em descontos previstos por Lei40% de desconto no Ingresso Solidário – mediante a doação de 1kg de alimento não perecíve Parcelamento: 3x sem juros / de 4x a 10x com jurosVendas: TicketmasterPré-Venda: de 19/08 às 11h, para clientes Clube Cult – sendo dois ingressos por assinanteVendas gerais: 21/08 às 11hClassificação: 18 anosRealização: MCA Concerts SERVIÇO – JAMES EM SÃO PAULOQuando: 13 de novembro de 2025 (quinta-feira)Onde: Audio (Avenida Francisco Matarazzo, 694)Horário: abertura da casa às 19h e show às 21hIngressos: os ingressos variam de R$ 292,50 a R$ 685,00 de acordo com o setor e modalidade escolhidos  SETOR | MEIA-ENTRADA | SOLIDÁRIO | INTEIRAPLATEIA | R$ 292,50 | R$ 351,00 | R$ 585,00MEZANINO | R$ 342,50 | R$ 411,00 | R$ 685,00

Ricochet: Novo álbum do Rise Against decepciona fãs

Ricochet, o décimo álbum de estúdio do Rise Against, prometia uma nova fase da banda de Chicago sob a batuta da produtora Catherine Marks e do mixer Alan Moulder. Mas, em vez de revitalizar a sonoridade característica do grupo, o disco acabou destoando: vozes envoltas em reverb excessivo, produção polida além da conta, arranjos que preferem o pop radiofônico em vez do punk rápido e agressivo que a banda construiu ao longo da carreira. Enquanto há momentos de força, como o groove urgente da dobradinha “Sink Like a Stone” e “Forty Days” e a potência refinada de “Nod”, executada em show último show no Brasil, a maioria das faixas mergulha em territórios excessivamente lisos, como “Soldier” e “Gold Long Gone”. Soa muito mais como pastiche do que como evolução. Parece tudo, menos Rise Against. A recepção dos fãs nas redes sociais tem sido dura. Relatos no Instagram e no Reddit são claros: “Este é, de longe, o álbum que menos gostei da banda.”“A mixagem é um overload sensorial, meus ouvidos fatigaram.”“Isso não é punk. A produção não é punk.” Ou seja, ao tentar “ser diferente”, como disse Tim McIlrath em entrevista recente, o resultado parece ter afastado fãs históricos, muitos reclamando que Ricochet soa distante da energia visceral e urgência que define o Rise Against desde os primeiros álbuns. Óbvio que os shows vão continuar sendo ótimos, graças a boa discografia da banda. Porém este será um álbum que daqui há alguns anos ninguém irá se lembrar. Nota 2.5 de 5

The Devil Wears Prada surpreende e encerra turnê com música inédita em São Paulo

O The Devil Wears Prada encerrou ontem (17.08) a turnê latino-americana no Carioca Club, em São Paulo, o mesmo palco que recebeu a última passagem da banda pelo Brasil há 13 anos. Não foi uma jornada fácil: além de lidar com a saída recente do baixista Mason Nagy, substituído nos shows por faixas gravadas, o grupo também enfrentou um assalto no aeroporto de Bogotá. Antes do show, conversamos com o vocalista Mike Hranica, que revelou de maneira exclusiva que um novo álbum está a caminho. Além dos singles Ritual e For You, a banda surpreendeu o público paulista com a inédita Where the Flowers Never Grow, apresentada de forma exclusiva e que será lançada em breve. O showA Liberation, organizadora do evento, apoiou a cena colocando como abertura a banda brasileira Emmercia, que aposta no metal moderno e vem se consolidando como um nome promissor do estilo. Na sequência, o The Devil Wears Prada entregou uma apresentação com foco na fase recente: nove das 17 músicas do set foram lançadas nos últimos três anos. O início privilegiou faixas mais pesadas, que incendiaram o público com rodas de mosh intensas. Destaque para Watchtower e Danger: Wildwoman, dedicada ao ex-baterista Daniel Williams, falecido recentemente. A parte intermediária do show trouxe composições mais voltadas ao metal moderno. Os vocais melódicos de Jeremy DePoyster ficaram em evidência, enquanto Mike Hranica se destacou ao inserir uma terceira guitarra em algumas músicas. Ritual foi um dos pontos altos, celebrada em coro pelo público. Na reta final, a banda revisitou a fase metalcore, com exceção da balada For You, cantada a plenos pulmões pelos presentes. Após a execução de Sacrifice, o grupo deixou o palco para o tradicional Encore. Enquanto a plateia aguardava as duas últimas faixas que fecharam toda a turnê, Mike Hranica surpreendeu ao anunciar o lançamento de uma nova música ao vivo. Foi então que apresentaram Where the Flowers Never Grow, seguida das clássicas Dogs Can Grow Beards All Over e Hey John, What’s Your Name Again?, que fecharam a noite em clima de celebração. Com a calorosa recepção em São Paulo, o The Devil Wears Prada prometeu não deixar passar mais 13 anos até a próxima visita ao Brasil. Setlist

Black Pantera é a nova atração anunciada pelo Santos Criativa Festival Geek

O Santos Criativa Festival Geek 2025 promete uma edição ainda mais marcante e já começa a aquecer os motores com o anúncio de duas grandes novidades: o show da banda Black Pantera, um dos maiores nomes do rock/metal nacional, e a abertura das inscrições para o tradicional Artist’s Alley, espaço dedicado a quadrinistas, ilustradores e artistas independentes. Reconhecida internacionalmente, a Black Pantera carrega em suas letras mensagens potentes de resistência, inclusão e consciência social, conquistando uma legião de fãs e marcando presença em festivais de destaque dentro e fora do Brasil. O show do Black Pantera no Santos Geek será realizado em 20 de novembro, encerrando o primeiro dia do evento. Formada em Uberaba (MG), em 2014, a Black Pantera é composta por Charles Gama (guitarra e vocal), Chaene da Gama (baixo) e Rodrigo Pantera (bateria). O trio ganhou destaque no cenário musical com seu ‘crossover’ de metal, hardcore e punk, trazendo letras de forte impacto social. A sonoridade pesada e a postura combativa renderam convites para importantes festivais, como o Rock in Rio, onde o grupo fez uma das apresentações mais comentadas de 2022, além de turnês na Europa, passando por países como França, Alemanha e Suíça. Em 2023, a banda também participou do Download Festival, no Reino Unido, dividindo espaço com grandes nomes da cena mundial. Abertas inscrições para espaço de artistas Nesta segunda-feira (18), a Secretaria de Cultura abriu as inscrições para o Artist’s Alley, espaço que já se consolidou como um dos mais queridos do evento e ponto de encontro entre criadores e o público geek, valorizando a produção independente, os quadrinhos autorais e as novas linguagens visuais. O edital de chamamento público está publicado no Diário Oficial de Santos, página 38. O objetivo é credenciar 40 artistas interessados em participar da sétima edição do festival, que ocorrerá entre os dias 20 e 23 de novembro, no Centro Histórico. Podem se inscrever artistas de quadrinhos como roteiristas, desenhistas, arte-finalistas, coloristas, editores e escritores literários. Os interessados deverão preencher e encaminhar a ficha conforme modelo (Anexo I do edital), exclusivamente para o e-mail alleydosantosgeek@gmail.com, até às 16h de 29 de agosto.

Deb and The Mentals volta às origens em novo EP Old News

A banda Deb And The Mentals lançou o EP Old News, que marca um retorno às raízes, mas sem perder a essência do grunge e punk rock. Com letras escritas em inglês – como faziam em 2015, quando tudo começou, eles também celebram a nova formação com Fi, do NX Zero, dentro da banda. O lançamento também marca a bem sucedida parceria deles com o selo da AlgoHits, a music tech que conecta fãs e artistas da melhor forma possível, e da Läjä Records. O projeto ainda inclui a faixa Suck Me e chega com um videoclipe para Together Again. Consolidados na cena alternativa brasileira, após dois anos do Azul Catástrofe, voltam com um EP de 6 faixas cheio de potência e autenticidade e faixas escritas pelos integrantes junto de Alexandre Campilé e Giovanna Zambianchi. “Voltamos com as composições em inglês — como era lá no começo! Mantivemos o nosso som de sempre, com grunge e punk rock que faz parte das nossas influências em comum e lançamos Old News como um resgate daquilo que um dia foi esquecido. É sobre reencontrar sentimentos que, mesmo calados, nunca deixaram de gritar por dentro, uma memória emocional. É sobre voltar pro que é real para si”, dizem os artistas. O motivo da escolha de Together Again para ser a faixa foco do lançamento é simples: alinhar a identidade do novo trabalho aos sentimentos de reencontro com as raízes que o grupo sente. Gravado no Porta, em São Paulo, eles contam que escolheram o local por ter a proposta perfeita: “O lugar tem um clima perfeito para shows intimistas, do jeitinho que a gente gosta. E o dono, Raphael Carapia, topou ceder o espaço para essa gravação. Contamos com uma equipe incrível: Murilo Amancio na direção, Tony Santos como assistente de câmera, Feg Iranço na direção de arte e Lucca Miranda making off e fotos promocionais”, revela o grupo. A chegada do novo membro, o baterista Filipe Fi, também é um ponto especial para o quarteto. Ele entrou para a nova formação em 2024 e, desde lá, os integrantes trabalham juntos para chegar a um resultado cheio de paixão e influências em comum, como Stone Temple Pilots e Turnstile: “Ele é o primeiro que compusemos com o novo guitarrista da banda. Foi um processo cercado de pessoas muito talentosas, como Ítalo Nonato, da Pense, que atuou como técnico de gravação. A produção de voz, mixagem e a masterização ficaram por conta de Alexandre Capilé. Também tivemos parceria em algumas letras da Gi Zambianchi”, finalizam. Ouça Old News, do Deb and The Mentals

Yellowcard revela single “Bedroom Posters”; veja lyric video

O Yellowcard lançou seu quarto single, Bedroom Posters, extraído do aguardado álbum Better Days. Better Days é o primeiro álbum completo da banda em quase dez anos e estará disponível em 10 de outubro. O disco foi coproduzido por Travis Barker, que toca bateria em todas as faixas. Até o momento, Better Days, honestly I e Take What You Want já acumularam mais de 6,4 milhões de streams desde o lançamento. O single Bedroom Posters é dedicado a todos que guardam lembranças carinhosas de sua cidade natal. O vocalista Ryan Key comenta: “Você já voltou para visitar sua cidade natal e se sentiu esmagado por todas as memórias que levaram ao dia em que você partiu? Já sentiu que se estabelecer em algum lugar significava abrir mão do seu sonho? Se sim, Bedroom Posters é para você.” Este novo álbum apresenta o melhor da banda, agora com uma paixão renovada pela música que fazem. O grupo concordou que não valeria a pena criar um novo disco se ele não fosse o melhor de sua carreira. Recusaram-se a apressar o processo e, pela primeira vez, se permitiram pedir ajuda. Ryan Mendez convidou seu amigo de longa data Nick Long para participar das sessões de composição, e foi através de Long que Barker entrou no projeto, assumindo as baterias e a produção de todo o álbum. “Comecei o disco sendo uma versão de mim mesmo e saí do outro lado transformado”, diz Ryan Key, que credita a Barker um impacto significativo em seus avanços pessoais e criativos no estúdio. “Entrei sabendo que precisava de ajuda. Saí compondo como se tivesse 19 anos novamente.” O retorno do Yellowcard aos palcos brasileiros marca um dos momentos mais aguardados desta nova fase da banda. Em agosto, o grupo desembarca no país para uma série de apresentações: no dia 23 em Curitiba, no Estádio Couto Pereira; no dia 27 no Rio de Janeiro, na Jeunesse Arena; e em São Paulo, com duas datas — uma performance no Tokio Marine Hall no dia 29 e outra no Allianz Parque no dia 30. Formado em Jacksonville, Flórida, em 1997, Yellowcard tornou-se uma das bandas mais influentes da cena alt rock dos anos 2000. Conhecida por misturar o pop punk energético com o violino como marca registrada, seu álbum de 2003, Ocean Avenue, foi certificado platina, com a faixa-título alcançando certificado duplo-platina. Com mais de 4 milhões de álbuns vendidos mundialmente e mais de 1 bilhão de streams, a banda está pronta para um sucesso ainda maior nesta nova fase. Após encerrar as atividades em 2017, Yellowcard se reuniu em 2022, iniciando uma nova era criativa com uma turnê global.

Entrevista exclusiva | Supercombo conta todos os detalhes sobre o álbum Caranguejo

O Supercombo lançou ontem (15/08) a primeira parte do álbum Caranguejo. O trabalho demorou cerca de um ano para ficar pronto, porém caiu nas graças dos fãs e ativou a curiosidade de pessoas que haviam perdido contato com a banda (leia o review do álbum aqui). Conversamos de maneira exclusiva com Léo Ramos, Paulo Vaz, Carol Navarro e André Dea que deram todos os detalhes sobre o trabalho, incluindo um faixa a faixa com o significado de cada letra. Vocês fizeram um evento com os fãs mais assíduos para a audição do álbum. Como foi ver, em tempo real, a reação das pessoas durante o evento de audição? Léo Ramos: Pô, foi muito lindo. Passamos tanto tempo na caverna com o disco, só a gente escutando e sem saber como o público reagiria. Ver que as pessoas se emocionaram nas mesmas músicas e sentiram o peso das mais pesadas foi muito gratificante. Parece um sonho ver esse trabalho finalmente no mundo, ainda mais naquele momento da audição. Foi muito massa. Sobre esse disco ter ficado guardado um tempo, quanto tempo ele ficou na “caverna”? Léo Ramos: Com certeza mais de um ano. Tentamos primeiro a fórmula do “Remédios” (último disco, lançado em 2023) , todo mundo tocando ao vivo, fazendo jams no estúdio. Algumas músicas nasceram daí, como “Piseiro Black Sabbath” e outras que vão para a parte dois. Depois pegamos material antigo, fizemos umas novas, reunimos 40, 50 músicas. Com a ajuda do Rafael Ramos (produtor e diretor da DeckDisc), filtramos esse repertório e escolhemos o que faria sentido. Aí resolvemos lançar em duas partes. Foi um processo de mais de um ano de pensar, criar e elaborar. E “Piseiro Black Sabbath”? Como tem sido a recepção ao vivo? Léo Ramos: Nossa primeira apresentação dela foi no metrô, com um palquinho na estação, versão acústica roots com o Pindé (André Dea) na vassourinha, eu no violão, Paulinho com teclado. Foi absurdamente incrível. Quando tocamos num festival grande depois, foi ainda mais. A gente já sabia que daria certo. Ela é quase uma isca e o público canta com a mesma força de clássicos como “Sol da Manhã” e “Piloto Automático”. É impressionante. E como foi a participação do Jotta na produção deste álbum? Léo Ramos: O Jotinha a gente já admirava. Ele tem bom gosto nas produções, pós, timbres, perfumaria, que dá um tchan nas músicas. Convidei ele pra colaborar, ele topou e foi além. Ele esteve presente nas gravações com bateria, baixo, guitarra, dava direcionamento quando eu saía. Foi incrível tê-lo com a gente no Caranguejo. A parte dois chega no ano que vem. Vai ter o mesmo número de músicas? Léo Ramos: Vai ter uma a mais, serão oito no total. O nome Caranguejo veio de uma piada interna, mas caiu muito bem para resumir a banda, que sempre buscou várias direções. Vocês chegaram a adaptar letras ou estética visual depois dessa ideia do nome do álbum? Léo Ramos: Um pouco das duas coisas. É como uma massinha de modelar que vai se ajustando. A parte 1 acabou ganhando considerações de identidade na reta final, mexi em letras, visual, mitologia do caranguejo. A parte 2 está ainda mais conectada ao conceito e vai fazer muito sentido com a primeira parte. No release, o Paulo fala “somos uma banda de rock e gostamos de riff de guitarra”. Mas senti uma faceta mais pesada no disco. O que motivou esse peso maior? Paulo Vaz: Quando começamos a conceber o disco, quisemos retomar uma raiz mais pesada, algo presente em Sal Grosso e Amianto. Com Remédios, gravado ao vivo, começamos a tocar diferente. Trouxemos uma bateria mais pesada e um baixo com muito drive, pensando também no ao vivo, que já soa mais agressivo. A reação na audição foi intensa, muitos se emocionaram… A bateria do Pindé é como locomotiva, corpo e força que carregam o disco. Com produção cuidadosa e o Jottinha ao lado, este é o disco mais bem produzido da nossa carreira. E com essa identidade do álbum, mais pesado, denso e produzido, onde ele se situa na evolução da banda? O que vem depois? Léo Ramos: Caranguejo é o disco que soa melhor, mais pesado, denso e grandioso. A gente sempre manteve nossa identidade, mas esse tem muitas camadas, efeitos, perfumaria, ao contrário dos discos mais secos do passado. Gostei tanto do resultado que ainda não sei o que vem depois. Talvez Lagosta ou um Megazord (risos), mas abriu novas portas que certamente vão influenciar produções futuras. Escolhemos aqui a melhor pergunta enviada pelos nossos seguidores. Ela veio do Ivan Gutisan que gostaria de saber o que vocês querem atingir com esse novo álbum, mais produzido. Paulo Vaz: Acho que são duas coisas. Primeiro, entender e agradar o público que já é nosso, mas também alcançar quem ainda não nos conhece. Quando participamos de festivais com outros estilos, percebemos que a aceitação da nossa música é grande. Hoje não existe mais um mainstream único, mas vários. Queremos ampliar nosso público e fazer com que mais gente conheça não só o novo disco, mas também a nossa discografia. É um processo de se estabelecer cada vez mais no cenário e mostrar que cabemos em diferentes universos musicais. Nosso objetivo é atingir também o público do hip-hop, trap, pop, rock, até do sertanejo. Queremos levar o nosso som para quem quiser ouvir, sem nos limitar a um único espaço. Por isso o disco tem contrastes: músicas pesadas como “A Transmissão”, faixas emocionais como “Testa” e misturas rítmicas como “Piseiro Black Sabbath”. A ideia é continuar cativando quem já caminha com a gente, mas também ampliar o alcance e conquistar novos ouvintes. Ping Pong Descontraído: Paulo Vaz: Pra mim, é Kill Bill, tem o sangue, o visual amarelo. É isso. Léo Ramos: Eu vejo A Chegada, do Denis Villeneuve. Uma coisa meio cósmica, quase Lovecraft. André Dea: Eu imagino um filme de um ser vindo de outro lugar, não precisa ser do espaço, mas de um lugar que

Supercombo lança Caranguejo (Parte 1) indo do piseiro ao metal

O novo álbum da Supercombo, “Caranguejo” está no ar, ou quase isso. A banda decidiu dividir o novo trabalho em duas partes, disponibilizando a primeira metade no dia de hoje (15/08). O nome nasceu de uma piada interna na pré-produção. Um amigo disse que algumas músicas da banda pareciam o próprio bicho, ou seja, algo estranho, indo para um lado e depois para o outro. A banda abraçou a ideia, transformou o crustáceo em símbolo e deu nome ao disco que marca um retorno às raízes, mas sem medo de se aventurar em novos horizontes. Aqui, o rock e o pop continuam sendo a espinha dorsal, mas ganha tempero com ritmos brasileiros e a diversidade que vai do metal até o piseiro. E falando em piseiro, o primeiro single, “Piseiro Black Sabbath”, é a prova da versatilidade que só a Supercombo sabe entregar. Gravada quase de brincadeira, a faixa mistura peso e brasilidade com um groove irresistível e um refrão chiclete. O clipe já soma quase 150 mil visualizações no YouTube, confirmando que essa mistura inusitada caiu no gosto do público. Mas foi “Alento” que pegou em cheio pra mim. É daquelas músicas feitas para serem trilha da nossa vida, principalmente no meu caso que sou pai. Ano que vem minha filha completa 18 anos e vai para a faculdade, e essa letra sobre amor e cuidado mexeu comigo de um jeito que poucas músicas mexem. Veio na hora certa, no desafio de entregar o filho ao mundo. “Testa” é o single mais radiofônico do disco, com potencial para tocar em qualquer playlist pop/rock, novela e ainda assim fazer muita gente chorar, principalmente aqueles que perderam alguém especial. Já “Hoje Eu Tô Zen” tem um refrão bipolar que gruda e pode muito bem virar trend no TikTok e Instagram. Entre as mais pesadas, “A Transmissão” e “Alfaiate” mostram um lado mais metaleiro da Supercombo, mas sem perder a essência, principalmente nas letras afiadas e sarcásticas, recheadas de metafóras. O vocal de Léo Ramos continua sendo a cola que une tudo, mesmo quando a banda decide sair da zona de conforto. Podemos ouvir um metal ou piseiro e saber na hora que é o Supercombo. Com produção cuidadosa de Victor de Souza, o Jotta, e um planejamento para ser lançado em duas partes, “Caranguejo” é para ser ouvido com atenção e calma. Seu final vai ser agridoce, com aquele gosto de quero mais esperando a continuação em 2026. Próximos Shows 04.OUT – Santos/SP – Aurora Sounds12.OUT – Curitiba/PR – Opera de Arame18.OUT – Rio de Janeiro/RJ – Circo Voador02.NOV – Porto Alegre/RS – Teatro da Amrigs06.NOV – Joinville/SC – Teatro da Liga07.NOV – Blumenau/SC – Ahoy!08.NOV – Florianópolis/SC – John Bull23.NOV – Belo Horizonte/MG – Mister Rock14.DEZ – São Paulo/SP – Audio Ingressos em: www.supercomborock.com