Festival Polifonia ouve fãs e vende ingressos sem taxa de conveniência para edição de Verão

O Festival Polifonia promete ser o primeiro festival de Rock de 2026, agendado para dia 11 de janeiro, no Vivo Rio. A proposta é simples: celebrar a chegada da estação mais quente do ano com um lineup que mescla rock alternativo, revelações da cena e, claro, o regional “riocore”. De tanto ouvir os fãs nas redes sociais, o evento inovou e promove 48 horas de ingressos sem cobrança de taxa alguma, seja de conveniência ou administração. O prazo encerra amanhã à noite (13/11). Mostrando uma curadoria eclética, o evento terá o Supercombo como headliner ao lado do cantor Kamaitachi. Do Riocore, os escolhidos foram Dibob e Catch Side para trazer o ar de nostalgia e teletransportar o público para os anos 2000, e a revelação Melton Sello, banda de pop punk. E, para fechar, a tetracampeã mundial de skate Karen Jonz acrescenta seu indie pop/rock com camadas que vão do emo ao grunge. O evento abre a temporada de 2026 do Polifonia, que completa 11 edições e prepara novidades para os próximos meses. O “Polifonia Verão” é apenas o primeiro capítulo dessa nova fase, que deve contar com o “Emo Vive 2” e o Polifonia “Tradicional”. Os ingressos já estão disponíveis pela Sympla. Supercombo Principal banda do evento, o Supercombo lançou recentemente o aclamado Caranguejo Parte 1. O trabalho demorou cerca de um ano para ficar pronto, porém caiu nas graças dos fãs. Em agosto, conversamos de maneira exclusiva sobre o lançamento, incluindo um faixa-a-faixa feito pelo vocalista Léo Ramos. O nome nasceu de uma piada interna na pré-produção. Um amigo disse que algumas músicas da banda pareciam o próprio bicho, ou seja, algo estranho, indo para um lado e depois para o outro. A banda abraçou a ideia, transformou o crustáceo em símbolo e deu nome ao disco que marca um retorno às raízes, mas sem medo de se aventurar em novos horizontes. Em festivais, a banda tem tocado este trabalho praticamente na íntegra, acrescentando seus hits, como “Piloto Automático”. ServiçoPolifonia VerãoData: 11 de janeiro de 2026 (domingo)Local: Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85, Praia do Flamengo, Rio de JaneiroHorário: Abertura da casa às 15hClassificação: 18 anosIngressos: sympla.com.brValores: de R$ 70 a R$ 260 (1º lote, pista e camarote)

Backengrillen: membros do Refused anunciam banda de “death jazz”

Os suecos do Refused estão encerrando as atividades em 2025, mas três integrantes da banda de hardcore já estão trabalhando em outro projeto. Backengrillen é um novo grupo formado pelo vocalista Dennis Lyxzén, o baixista Magnus Flagge e o baterista David Sandström ao lado do saxofonista Mats Gustafsson. O álbum de estreia autointitulado já foi anunciado e está previsto para ser lançado em 23 de janeiro pela Svart Records. O material composto por somente cinco faixas promete se inspirar na improvisação do free jazz para criar um “punk experimental” ou um “doom jazz”. Em uma nota sobre o trabalho, o Backengrillen descreve o próprio som como “um hino ao caos e à destruição”. Além disso, eles já se posicionam como uma banda “antifascista, antirracista de free form death-jazz em memória de Lars Lystedt (trombonista de jazz sueco)”. Influência de Little Richard e doom metal no som do Backengrillen O Backengrillen gravou todo o álbum de estreia em apenas três dias, gerando o que eles definem como “música crua, estúpida e instintiva”. Segundo a banda, o material traz influências que vão de The Cramps, Little Richard, Misfits e Can a músicos de jazz como Albert Ayler e John Zorn. O curioso grupo também divulgou o primeiro single: “A Hate Inferior”. A faixa com 10 minutos de duração reflete bem a proposta do projeto de “pegar um riff de death/doom metal ou noiserock e tocá-lo até que perca o sentido, depois desmantelar por completo”. Uma pequena curiosidade: o nome do álbum “The Shape of Punk to Come” do Refused foi inspirado em “The Shape of Jazz to Come” do músico de free jazz Ornette Coleman. Aparentemente, os músicos da banda sueca estão “voltando às origens” no novo projeto. Separe um tempo para ouvir “A Hate Inferior” do Backengrillen: Backengrillen de Backengrillen

C6 Fest 2026 anuncia lineup com Robert Plant, The xx e vocalistas do Geese e The National; confira

De nomes que marcaram gerações a artistas que apontam novos rumos para a música, o C6 Fest divulgou o lineup de sua quarta edição, que acontece de 21 a 24 de maio de 2026, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Robert Plant, The xx, Matt Berninger (vocalista do The National), Beirut, Branford Marsalis, Lykke Li e Paralamas do Sucesso com participação de Nação Zumbi, além de fenômenos recentes, como Dijon, Oklou, Cameron Winter (vocalista do Geese) e Wolf Alice puxam a programação do C6 Fest. O elenco ainda percorre um amplo espectro de gêneros e traz o que há de mais instigante no universo da música: Aline Rocha; Amaarae; Anouar Brahem Quartet; BaianaSystem part. Makaveli & Kadilida; Baxter Dury; Benjamin Clementine; Brandee Younger; Hermeto Pascoal Big Band; Horsegirl; Jude Paulla; Julius Rodriguez; Knower; Mabe Fratti; Magdalena Bay; Marten Lou; NYACK/Pathy Dejesus/Eduardo Brechó; Samuel de Saboia. Clientes do C6 Bank terão pré-venda exclusiva nos dias 12 e 13 de novembro e 20% de desconto sobre o valor dos ingressos, incluindo meia-entrada, mediante compra com cartão de crédito do banco. A venda para o público em geral terá início no dia 14 de novembro via Eventim. Confira abaixo os tipos de ingressos, preços e a grade completa de atrações. PROGRAMAÇÃO DO C6 FEST 2026 COM ROBERT PLANT E GRANDE ELENCO AUDITÓRIO IBIRAPUERA (Plateia Interna) C6 JAZZ Quinta, 21 de maioAnouar Brahem QuartetJulius RodriguezBranford Marsalis Quartet Sexta, 22 de maioBrandee YoungerHermeto Pascoal Big BandKnower C6 LAB Sábado, 23 de maioMabe Fratti Domingo, 24 de maioCameron Winter ARENA HEINEKEN, TENDA METLIFE E PACUBRA Sábado, 23 de maioThe xxMatt BerningerDijonWolf AliceBaianaSystem part. Makaveli e KadilidaAmaaraeBaxter DuryHorsegirlAline RochaMarten Lou Domingo, 24 de maioRobert Plant’s Saving Grace feat Suzi DianBeirutLykke LiOklouOs Paralamas do Sucesso part. Nação ZumbiBenjamin ClementineMagdalena BaySamuel de SaboiaJude PaullaNyack / Pathy Dejesus / Eduardo Brechó PREÇOS (por dia): Arena Heineken, Tenda MetLife e Pacubra (23 e 24 de maio, sábado e domingo) Ingresso Público Geral — R$ 750,00 (inteira) / 375,00 (meia) Ingresso Cliente C6 Bank — R$ 600,00 (inteira) / 300,00 (meia) Auditório Ibirapuera – C6 JAZZ (21 e 22 de maio, quinta e sexta) Ingresso Público Geral — R$ 590,00 (inteira) / R$ 295,00 (meia) Ingresso Cliente C6 Bank — R$ 472,00 (inteira) / R$ 236,00 (meia) Auditório Ibirapuera – C6 LAB (23 e 24 de maio, sábado e domingo) Ingresso Público Geral — R$ 120,00 (inteira) / R$60,00 (meia) Ingresso Cliente C6 Bank — R$ 96,00 (inteira) / R$ 48,00 (meia) PASSAPORTES C6 Jazz (dá acesso à programação dos dias 21 e 22 de maio na plateia interna do Auditório Ibirapuera) Público Geral — R$ 1.060,00 (inteira) / R$ 530,00 (meia) Cliente C6 Bank — R$ 848,00 (inteira) / R$ 424,00 (meia) Arena Heineken / Tenda MetLife / Pacubra (dá acesso aos dois dias de shows nestes palcos) Convencional — R$ 1.350,00 (inteira) / R$ 675,00 (meia) Passaporte C6 Bank — R$ 1.080,00 (inteira) / R$ 540,00 (meia)

Caetano Veloso leva turnê “Caetano nos Festivais” para o Espaço Unimed; ainda há ingressos

Em turnê com o show “Caetano nos Festivais”, que tem marcado presença nos maiores festivais de música do país, o cantor Caetano Veloso subirá ao palco do Espaço Unimed, no dia 29 de novembro. Restam poucos ingressos para o setor pista premium, que variam entre R$ 190 e R$ 380. A venda é feita pelo site Ticket360. Com 60 anos de uma carreira de sucesso, sempre marcada pelo vanguardismo, Caetano é cultuado por diferentes gerações e seus álbuns têm encontrado eco entre os mais jovens. O público que anseia por vê-lo nos festivais, e agora também no Espaço Unimed, pode esperar um repertório diversificado e vibrante, com uma série de canções inesquecíveis de diferentes fases da carreira, como Branquinha, Vaca Profana e Não Enche, além de Anjos Tronchos, do seu último álbum de inéditas, Meu Coco (2021). Depois da gloriosa turnê com Maria Bethânia, que lotou estádios e arenas pelo Brasil, atraindo mais de meio milhão de pessoas, Caetano Veloso está trabalhando no seu próximo álbum de inéditas, que deve ser lançado em 2026. Nos últimos shows com a irmã, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, o baiano de 82 anos deu um gostinho do que vem por aí com a inédita Um baiana, “uma oração para esse clima de 3ª Guerra Mundial que o mundo está vivendo”, em suas próprias palavras. “Que a paz possa se sobrepor a esse horror”. “Comecei a compor Um Baiana antes de nosso show estrear. Queria que a voz de Bethânia e a minha expressassem força de paz e de elegância, contra as feiuras que o mundo tem exibido. Mas não pude concluir a canção. A ideia veio da animação não-violenta que o Baiana System alimenta em Salvador, com as clareiras que se abrem na multidão para solos, duos, trios, todos mostrando excitação carnavalesca sem truculência ou disputa. É a paz”, diz Caetano. Com o próximo álbum de inéditas em vista, naturalmente a frequência das apresentações seja menor, então, enquanto isso, ele tem excursionado pelo país em diversos festivais de música. O cantor e compositor já passou por festivais como Coolritiba (PR), Sensacional (BH) e Festival de Inverno Rio (RJ), Movimento Cidade (ES) e Coala Festival (SP), e tem apresentações confirmadas em Petrópolis (Rock The Mountain), em novembro, e em Salvador (Festival de Verão de Salvador), em janeiro de 2026. “Quero continuar a fazer coisas, quero compor canções pra gravar esse ano, mas não sei o que vai aparecer na minha cabeça. Mas o interessante é que eu vou fazer festivais. Esses festivais bacanas, com público variado, com muita gente, em lugares bonitos, isso eu quero fazer”, conclui o artista.

Com foco no novo álbum, Stereolab encerra Balaclava Fest com show forte

Com uma curadoria sempre atenta ao que desperta o interesse dos ouvintes mais dedicados à música independente, a 15ª edição do Balaclava Fest reafirmou o talento do selo em montar lineups de qualidade. Realizado mais uma vez no Tokio Marine Hall, em São Paulo, no último domingo (9), o festival teve como principais atrações Stereolab e Yo La Tengo — dois nomes cultuados que simbolizam bem o equilíbrio entre relevância e apelo entre fãs de música que buscam além do mainstream explorado por outros festivais — e ainda abriu espaço para vozes e sons em ascensão da cena nacional e internacional, como Gab Ferreira. A principal atração do festival, o Stereolab, que não visitava o Brasil desde 2000, é um dos nomes que melhor representam essa aptidão do Balaclava para escolher seus convidados. Tendo cultivado novos fãs (e a ansiedade dos antigos) desde sua última passagem pelo país, a banda liderada por Lætitia Sadier passou os últimos 25 anos produzindo obras fiéis à proposta de seu som e tinha muito o que apresentar aqui.  Apostaram principalmente no seu último disco, o elogiado Instant Holograms on Metal Film, lançado em maio. Das 15 canções tocadas pelo grupo, mais da metade foram da nova obra, que é outra oportunidade do Stereolab de mostrar seu avant-pop dançante, cheio de camadas.  O canto de Lætitia evoca o pop francês dos anos 60, com uma certa inocência em sua melodia, mas que, acompanhada do som mais vanguardista dos instrumentos, torna a experiência de um show do Stereolab uma viagem entre melodias suaves e texturas sonoras ousadas. Uma boa amostra disso é a terceira faixa tocada na noite, Vermona F Transistor, dançante e agradável nos vocais, mas cheia de texturas encorpadas pelo teclado e até mesmo por um trombone, tocado pela própria Sadier. A vocalista francesa se comunicou principalmente em inglês com o público e comentou que a música brasileira influencia o som do Stereolab. A conexão ficou evidente em Miss Modular, faixa em que o swing da bateria e o timbre levemente samba-rock da guitarra revelam algum interesse pelos sons brasileiros. Após o tradicional pedido de bis, a banda encerrou a noite com Cybele’s Reverie, deixando o público leve e satisfeito. Edit this setlist | More Stereolab setlists

Yo La Tengo transporta energia intimista para o Balaclava Fest

Antes do Stereolab, o mesmo palco Balaclava recebeu o trio norte americano Yo La Tengo — outro grupo que, mesmo com uma longa carreira e uma extensa discografia, ainda chama atenção com seus recentes lançamentos. Em 2023, depois de quase 40 anos de história, o Yo La Tengo lançou This Stupid World, álbum cultuado por muitos entusiastas da música independente, recebido como um disco à altura do auge de qualquer grande banda. Livres de qualquer necessidade de provar algo ou conquistar novos fãs, o trio se mostrou confortável em apresentar seu som intimista e expansivo, que transita entre a delicadeza das melodias e o caos do noise, mantendo viva a essência de quem faz música por pura convicção do seu som. Georgia Hubley, Ira Kaplan e James McNew não escondem a tranquilidade ao abrir um show de festival com Big Day Coming — longa e introspectiva, conduzida pelo canto suave da vocalista e pelos sons ásperos dos instrumentos, quase como se o Velvet Underground encontrasse os acentos do shoegaze dos anos 80. A plateia — já formada, naquele ponto do festival, por fãs mais maduros de música — ouvia o som com atenção, absorvendo cada timbre que atravessava a cantoria de Hubley sem jamais apagar sua delicadeza. É como se o Yo La Tengo tivesse encontrado a brecha perfeita para fazer coexistirem a dicotomia entre os ruídos distorcidos — por vezes encorpados pelo feedback vindo das caixas de som — e a suavidade de seus cantos serenos.  >> LEIA ENTREVISTA COM O YO LA TENGO A primeira metade do show foi calcada em sons mais intimistas, com o instrumental que valorizou ritmos repetitivos e hipnóticos, agradando mesmo aqueles que gostam de prestar atenção nas texturas sonoras de músicas como Green Arrow e Autumn Sweater, em que a banda mostra seu lado mais atmosférico e meditativo antes de partir para momentos mais densos.  Já na segunda metade, sem extrapolar muito no agito, mas aumentando a velocidade e microfonia, Fallout e Double Dare deram as caras. Mas a essa altura, os fãs da banda já estavam felizes de presenciar uma emblemática (e atual) banda da cena alternativa do rock. Edit this setlist | More Yo La Tengo setlists

Geordie Greep faz show com improvisos e espontaneidade musical no Balaclava Fest

Quem também esteve no palco Balaclava, inaugurando os trabalhos do mesmo, foi o contemporâneo Geordie Greep. Ex-vocalista da extinta Black Midi, o britânico, que lançou um dos melhores discos de 2024 (The New Sound), levou sua banda brasileira para apresentações no país, incluindo outro show em São Paulo durante a semana.   De pouca conversa, mas muita musicalidade, Greep expôs seu art-rock jazzístico, mas com o peso do indie-rock que já o acompanhava na sua antiga banda. A diferença agora é que se notam camadas de outras influências, como da música brasileira e latina como um todo. Talvez tenha vindo daí a decisão de Greep em seguir voos solos e incorporar novas possibilidades para seu som, sem precisar da aprovação de seus antigos companheiros. E é aí que sua banda brasileira de apoio enriquece essa exploração sonora. Além de Greep na guitarra e na voz, os sons de teclado, baixo, bateria e percussão tornaram a experiência no Tokio Marine um show de improvisos e espontaneidade musical, em que o repertório alternava entre faixas puramente instrumentais e outras que se desdobravam em extensas jam sessions. >> LEIA ENTREVISTA COM GEORDIE GREEP Fica difícil enumerar ou definir os gêneros explorados durante a apresentação, já que a mistura, de alguma forma, soava agradável e única para os presentes no festival. Greep mostra, também ao vivo e solo, que continua sendo um grande expoente do rock atual, e que tem muito o que mostrar mesmo sem o restante do Black Midi.

Palco alternativo do Balaclava Fest contou com bons shows de emergentes do cenário nacional

Do outro lado do Tokio Marine Hall, intercalando com as apresentações do Palco Balaclava, outros artistas subiram no Palco Vans para encorpar ainda mais o festival. A primeira delas foi Gab Ferreira. A cantora catarinense vem ganhando nome na cena alternativa da música brasileira e recentemente lançou seu novo álbum, Carrossel. À vontade no palco, Gab mostrou maturidade ao equilibrar delicadeza e presença, não apenas cantando, mas dançando e transmitindo a carga emocional de cada verso. Enquanto sua banda criava texturas que mesclavam dream pop e uma leve psicodelia, ela cantava com nuances da MPB, em composições criativas como a faixa-título do novo trabalho, Carrossel. Ficou evidente que a artista já reúne um público fiel — fãs que cantavam junto cada verso, gesto que Gab retribuía com sorrisos e olhares atentos, fortalecendo a conexão com a plateia. Walfredo em Busca da Simbiose A segunda banda a se apresentar no palco Vans foi Walfredo em Busca da Simbiose, banda que une o rock e MPB. Divulgando seu novíssimo álbum, Mágico Imagético Circular, e liderada pelo multi-instrumentista Lou Alves, a banda apresentou um repertório sólido, acrescentando ao seu som nuances psicodélicas, vindas principalmente das inserções dos teclados, que tornaram as canções dançantes para os presentes. A apresentação teve ainda a participação de Marina Reis, vocalista da banda paulistana Pluma, que cantou, dançou e acrescentou ao som de Walfredo. Jovens Ateus Mais tarde, o post punk dos Jovens Ateus ecoou no Balaclava. Com ecos nítidos de Joy Division, a apresentação da banda ornou com o início da noite paulistana e o clima em volta do bar da casa de shows.  Quem saia da apresentação de Geordie Greep se deparava com as batidas rítmicas do som do quinteto e ficava por ali mesmo, para aproveitar os sons que remetem também a bandas nacionais como Titãs. Horse Jumper of Love Para encerrar os trabalhos do palco Vans, o menor do festival, a banda de Boston, Horse Jumper of Love. Convidados às pressas, após o cancelamento do Fcukers, os norte-americanos não soaram nada como banda substituta e cativaram demais o público que optou por esperar o último acorde da banda encerrar, antes de acompanhar a atração principal da noite, Stereolab. Apesar do tom introspectivo, o peso e a intensidade emocional de músicas como Wink e Spaceman mantiveram os ouvintes atentos — muitos de olhos fechados, apenas sentindo o som preencher o ambiente. Em um dia repleto de apresentações notáveis, o Balaclava Fest reafirmou sua importância como um festival com curadoria diferenciada. O evento reuniu nomes que representam diferentes momentos da música independente — de artistas em ascensão, a veteranos que seguem relevantes com novos lançamentos — e se firmou como um festival necessário, em meio à enxurrada de atrações mainstream que dominam o circuito de shows no país.

Zakk Wylde revela que Ozzy Osbourne queria gravar mais um álbum antes de morrer

Guitarrista de longa data de Ozzy Osbourne, Zakk Wylde revelou que o ex-vocalista do Black Sabbath queria gravar outro álbum pouco antes de sua morte. O Príncipe das Trevas faleceu em julho, aos 76 anos , apenas 17 dias após sua última apresentação como vocalista do Black Sabbath, em um concerto no Villa Park, em Birmingham. Em entrevista ao NJ.com, Wylde revelou que não estava preparado para a morte do lendário vocalista de metal tão pouco tempo depois do show de Back To The Beginning, já que Ozzy havia lhe enviado uma mensagem naquela época para discutir a ideia de gravar outro álbum juntos. “Ele estava me mandando mensagens, dizendo: ‘Zakk, vamos fazer outro disco. Porque eu adorei quando você estava na sua fase Allman Brothers, Lynyrd Skynyrd, quando fizemos No More Tears. É pesado, mas é mais melódico, não é pesado demais’”, disse Wylde à publicação. “Então eu disse: ‘Beleza, Oz, o que você quiser’.” Em outro momento da conversa, Zakk Wylde refletiu sobre a morte de Ozzy e como ele havia feito tudo o que queria antes de falecer: “Fizemos o show, ele terminou seu livro, fizeram o documentário e então ele disse: ‘Certo, estou fora daqui’. Ele terminou tudo o que tinha que fazer e então disse: ‘Certo, terminei’.” Foram lançados dois documentários que narram os últimos anos da vida de Ozzy: Ozzy: No Escape From Now, no Paramount+, e o documentário da BBC Sharon & Ozzy Osbourne: Coming Home, no qual a lenda do rock reflete sobre o último show do Black Sabbath. “O que foi terrivelmente frustrante para mim foi ter que ficar sentado lá em vez de correr pelo palco”, disse ele. “Aquilo foi uma tortura, porque eu queria muito levantar daquela (cadeira).” Mas Wylde acrescentou: “Foi uma experiência muito humilde, sentar naquela cadeira por nove músicas. Que ótima maneira de encerrar a carreira, aquele show.”