Nasi solta versão de clássico que fez sucesso com Jerry Lee Lewis e MC5

Vocalista do Ira!, Nasi disponibilizou nas plataformas de streaming, via Ditto Music, o single Rosa Selvagem. A faixa é a versão do clássico Ramblin’ Rose, que fez sucesso com Jerry Lee Lewis e depois com o MC5. Cheia de adrenalina e guitarras furiosas. Rosa Selvagem é o primeiro single do novo álbum do cantor do Ira!, um registro ao vivo chamado Solo Ma Non Troppo e gravado ao vivo em São Paulo em 4 de abril de 2024. O álbum deve ser lançado ainda no primeiro semestre deste ano.

Disco póstumo de Riachão chega ao streaming; ouça!

Quinto título da discografia de Riachão, Onde eu cheguei, está chegado está no mundo, disponível nas plataformas de streaming. A obra se tornou póstuma após o mestre do samba falecer aos 98 anos, em 30 de março de 2020, apenas quatro meses depois do festejado anúncio da seleção do seu projeto de produção de um novo álbum solo no edital Natura Musical. O conteúdo permanece o mesmo, com dez canções inéditas escritas pelo artista, que já tinha gravado algumas vozes, recuperadas e agora utilizadas em quatro feats com nomes de peso: Criolo e Martinho da Vila cantam com ele, Beto Barreto se junta com sua guitarra elétrica e o neto Taian traz a carga afetiva familiar. Completando o time de ouro da música brasileira na interpretação das demais faixas, estão Teresa Cristina, Pedro Miranda Roberto Mendes, Josyara, Enio Bernardes, Juliana Ribeiro, Fred Dantas, Nega Duda e Clarindo Silva, tudo sob a produção musical de Caê Rolfsen e Paulinho Timor. As músicas Sou da Bahia, Tintin, Uma vez na janela, Sua vaidade vai ter fim, Saudade, Sonho do mar, Samba quente, Oh, Lua, Morro do Garcia e Homenagem a Claudete Macedo também reúnem outros 20 musicistas que tocam instrumentos de cordas, percussão e sopro, além do coro presente em quase todas as faixas. Animado com a vida como sempre, Riachão havia escolhido o título do álbum, que seria Se Deus Quiser Eu Vou Chegar aos 100 – o que infelizmente não aconteceu. A morte do autor de clássicos como Cada Macaco no Seu Galho e Vá Morar com o Diabo parecia impedir o seguimento do trabalho que tanto o mobilizou e alegrou até o fim. Seria possível dar novo sentido ao que ele tinha planejado? Uma reviravolta se deu, a reformulação aconteceu, os trâmites técnico-jurídicos procederam longamente e a Giro Planejamento Cultural, empresa realizadora do projeto desde sua inscrição, tornou tudo uma justa homenagem à eternidade do pioneiro e mais longevo sambista da Bahia, com patrocínio de Natura Musical e do Governo da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda. Junto com o disco, entra no ar um site, em www.riachaosambista.com.br, que abrigará um amplo acervo de fotografias, reportagens, discos, fonogramas e documentos audiovisuais que apresentam a vida e a obra de Riachão ao longo de mais de seis décadas, com pesquisa e textos do jornalista André Carvalho. Lá, ainda serão disponibilizados três minidocumentários, dirigidos por Claudia Chávez, da Apus Produtora de Conteúdo, sobre o processo de realização deste projeto peculiar.

Twenty One Pilots transforma Allianz Parque em circuito de palcos

Em sua quinta passagem pelo Brasil, a primeira fora de festivais, o duo Twenty One Pilots mostrou mais uma vez que não se cansa da arte de proporcionar o show mais interativo possível. No domingo (26), no Allianz Parque, em São Paulo, Tyler Joseph e Josh Dun inovaram ainda mais, tanto no formato do show como no repertório. Após passar por Curitiba e Rio de Janeiro, a dupla transformou o Allianz Parque em um verdadeiro circuito de palcos. Além do principal, outros dois menores (direita e esquerda) foram posicionados na divisão da pista premium com a pista comum. Palquinhos improvisados também surgiram no meio da pista premium. Isso sem falar no alto do estádio, próximo das cadeiras superiores.  Sim, o Twenty One Pilots pensou em todos os fãs presentes no estádio. Todo mundo teve seu momento mais próximo de pelo menos um deles. E esse cuidado não é novo. A relação entre banda, fãs e equipe técnica sempre foi muito boa. Em 2022, por exemplo, Tyler Joseph chamou ao palco um membro do staff que estava organizando as filas do lado de fora do O2 Brixton Academy, em Londres, para agradecer todo o respeito com o público que estava há horas aguardando a abertura do portão.  Antes de The Judge, o telão exibiu um vídeo emocionante com depoimentos dos fãs. A conexão dos músicos com o público é genuína. Nada forçado, como vemos em muitas bandas. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por twenty one pilots (@twentyonepilots) O repertório da atual turnê também veio caprichado. Das 26 músicas tocadas, somente 11 estiveram no último set do duo em São Paulo, no Lollapalooza 2023, quando substituíram o blink-182 de última hora. Aliás, foram dez faixas do novo álbum, Clancy, lançado em 2024. A apresentação começa com a empolgante Overcompensate, um cartão de visitas maravilhoso do novo álbum. Logo depois, Josh e Tyler foram intercalando velhos hits com as novidades. Dessa forma, vale destacar como Next Semester, Routines in the Night e Navigating funcionam muito bem ao vivo. Assistir a um show do Twenty One Pilots precisa estar na lista de prioridades de qualquer fã de música. Já assisti cinco e não estou nem um pouco enjoado. Edit this setlist | More twenty one pilots setlists Balu Brigada A abertura da noite contou com uma grata surpresa vinda da Nova Zelândia. A banda de groove-pop Balu Brigada, formada pelos irmãos Henry e Pierre Beasley, cativou o público do início ao fim. Conseguiu um retorno positivo na hora de pedir os celulares ligados, teve o nome do grupo gritado por diversas vezes e deixou uma ótima impressão no Brasil. No palco, os irmãos se destacaram por usar uniformes da seleção brasileira e do Palmeiras. Parece clichê, mas sempre funciona na hora de buscar uma conexão maior com o público. Com o céu já limpo, sem chuvas, o Balu Brigada fez um show conciso e redondo, com 30 minutos de duração e sete faixas. Os destaques ficaram para as faixas Moon Man, Number One e So Cold, que encerrou a breve apresentação.

Bloom, novo álbum do Larkin Poe, já está entre nós

Vencedoras do Grammy de Melhor Álbum de Blues Contemporâneo com Blood Harmony, as irmãs Rebecca e Megan Lovell, do duo Larkin Poe, lançaram o álbum Bloom. Em entrevista recente ao Blog n’ Roll, a dupla compartilhou um pouco sobre o novo álbum. De acordo com Rebecca, o tema de autoaceitação do disco foi espontâneo. “Foi engraçado ouvir o álbum completo, depois que escrevemos e gravamos todas as músicas e percebemos que havia um tema de autoaceitação. Porque não tínhamos a intenção original de criar esse tema. Ele definitivamente surgiu. Mas sinto que isso provavelmente é uma função de estarmos na casa dos 30 anos. Essas são as conversas que temos o tempo todo sobre como fazer as pazes com nossa experiência, como nos sentir mais autênticos, como fazer com que nossa arte, nossos relacionamentos e nossa maneira de estar no mundo representem quem sentimos que somos no fundo, o que acho que é realmente uma coisa muito desafiadora de se fazer como humano”. Para Megan, o grande diferencial de Bloom para os outros discos está na evolução sonora da dupla. “Acho que sempre queremos nos editar. E cada vez mais, tentamos deixar as coisas mais cruas. Acho que me senti mais confortável tocando neste disco do que no processo de gravação. Acho que meus solos acabaram sendo algo mais improvisado, menos planejado e sem edição também. E tenho orgulho disso”. >> Confira a entrevista com Larkin Poe na íntegra

Atração do Lolla, Teddy Swims lança segunda parte do álbum de estreia; ouça!

Atração do Lollapalooza Brasil e candidato a queridinho do público, Teddy Swims lançou a segunda parte do seu álbum de estreia, I’ve Tried Everything But Therapy (Part 2). O álbum de 13 faixas traz colaborações de destaque, incluindo Are You Even Real com GIVĒON e Black & White com Muni Long, além de She Got It, que une Coco Jones e GloRilla. “Este álbum é uma continuação da Parte 1. Tenho evoluído, crescido e me curado de tantas maneiras desde o primeiro! No último álbum, parecia que tudo terminava com muita dor e sem resolução. Claro que ainda há dor na Parte 2, mas acredito que, desta vez, trouxemos um pouco mais de fechamento”, conta Teddy Swims, em comunicado enviado à imprensa. O lançamento de I’ve Tried Everything But Therapy (Part 2) vem após as recentes colaborações de Swims, como em Georgia Ways com Quavo e Luke Bryan, e Somethin’ Bout A Woman com Thomas Rhett.  O álbum de estreia de Swims, I’ve Tried Everything But Therapy (Part 1), lançado em setembro de 2023, ampliou sua presença global. O álbum alcançou posições no top 10 em vários países, alcançando as dez primeiras posições na Noruega, Holanda, Suécia e Austrália, entre outros, e ganhou certificações de ouro nos EUA, Reino Unido e várias outras regiões.

Fim do Mundo, do menores atos, chega ao streaming

Um álbum especial, Fim do Mundo (Deck) é certamente o trabalho mais conceitual da banda menores atos, (a grafia é assim mesmo, em letras minúsculas). Eles partiram da ideia de contar uma história, construindo uma narrativa traçando uma analogia com um hipotético fim do mundo. “Esse é um disco construído no meio de um cenário onde tudo em volta estava desmoronando. É sobre viver esse fim do mundo, mas também sobre enxergar um mundo novo a partir disso. Depois de chegar no limite de tudo, ver o sol se abrindo, seguir em frente e recomeçar”, comentou o vocalista Cyro Sampaio. “Colocamos o nome de Fim do Mundo porque a gente sempre optou pelo exagero. Nos momentos pesados e nos mais leves, levamos no limite, explorando o que cada um sente no seu íntimo quando as coisas não saem exatamente como o desejado. Lidar com esse Fim do Mundo particular”. Assim, o disco traz 12 faixas divididas em três atos; Vazio, Em Demolição e Depois do Sol e da Chuva. Desde que surgiu, em 2002, o power trio carioca vai um pouco além do hardcore, incluindo elementos de outros estilos, mas neste disco foram ainda mais ousados. “Esse foi o disco que mais colocamos a mão na massa na produção, adicionando mais elementos, alguns até inéditos na nossa trajetória, como beats eletrônicos, por exemplo, em nem choro, nem festa e furacão, explica Cyro. Eles também usaram o violão em várias faixas, seja com um certo protagonismo, como em não tem mais verão, seja assumindo um papel mais complementar, como em quase todo o primeiro ato. A ideia de dividir o disco em 3 atos foi essencial para a construção do clima desse trabalho. Vazio apresenta muito bem o que está por vir no decorrer do Fim do Mundo, tanto lírica quanto musicalmente. Em Demolição traz a parte mais pesada do álbum. Depois do Sol e da Chuva é um desfecho, com uma certa dose de calmaria e alívio depois de músicas muito intensas. Nesse último ato estão as participações de Ale Sater (Terno Rei) em gravidade e Suricato (Barão Vermelho) em não tem mais verão, lançada anteriormente como single. Cyro conta como surgiram as ideias dos convidados. “O Ale é um dos artistas e compositores contemporâneos que mais admiro e já vínhamos conversando sobre fazermos algo juntos. Com as músicas já gravadas, consegui visualizar bem a voz dele em “gravidade” e ele conseguiu ainda superar as nossas expectativas, não só cantando lindamente, mas colocando a sua identidade em todas as partes”, comentou. “Já o Suricato nos foi apresentado pelo nosso amigo e responsável pela direção executiva do projeto, Mateus Simões. E foi amor à primeira vista. Um artista extremamente talentoso, generoso, que também contribuiu demais para deixar a música ainda mais bonita. Saí de São Paulo e fui pro Rio pra acompanhar a gravação no Betta Estúdio, no Humaitá, e foi muito legal”. Menores Atos é formato por Cyro Sampaio (guitarra e voz), Celso Lehnemann (baixo) e Gustavo Marquardt (bateria).

Rita Benneditto canta as águas em “Plenitude”

A cantora Rita Benneditto é a intérprete de Plenitude, canção que integra o projeto Elas Cantam as Águas. A maranhense é uma das vozes mais expoentes da música contemporânea. Rita traz a inspiração da cultura afro-brasileira, de tanta representatividade no universo musical. O projeto Elas Cantam as Águas traz canções de compositores como Ivan Lins e Vitor Martins, dois talentos da música brasileira com reconhecimento internacional. A nova geração de compositores de alto nível da música brasileira também está representada com Gabriel Martins, autor da música Plenitude, em parceria com Carlos Papel, nome proeminente da cena musical capixaba com mais de 55 anos de carreira. Elas Cantam as Águas reúne as vozes de uma constelação de intérpretes da MPB como Rita Benneditto, Leila Pinheiro, Zizi Possi e Fabiana Cozza.

Overfuzz celebra 15 anos e anuncia primeiro disco cantado em português

A Overfuzz é uma das mais antigas e influentes bandas de rock autoral em atividade no estado de Goiás. Em 2025 chega aos 15 anos com bagagem de respeito: participações em importantes festivais nacionais, shows em dez estados do Brasil (muitos deles ao lado de bandas internacionais consagradas) e dois álbuns de estúdio lançados. Para um marco especial, o power trio que mistura indie, stoner e hard rock se reinventa, amplifica horizontes e anuncia que lançará o primeiro disco cantado em português. Inspirada por bandas como Motörhead, Black Sabbath e Autoramas, Sonho Americano critica, com ironia e rebeldia, a idolatria pela cultura dos EUA e a desvalorização da rica identidade brasileira. É uma canção acelerada, com muito fuzz e riffs cativantes, com um refrão contagiante que mostra, de imediato, como a língua portuguesa cai bem para a Overfuzz. O lançamento do álbum é um projeto contemplado pelo Edital de Fomento à Música 13/2023 do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás.

Mura (Aldo, The Band) estreia carreira solo com The Limited Repetition Of Pleasure

Após anos atuando na Aldo, The Band, dupla que fundou com o irmão André em 2013 e escolhida para abrir para o Radiohead no Brasil em 2018, Murilo Faria (Mura) apresenta o seu projeto solo Heal Mura. E, para celebrar em grande estilo a nova etapa, ele lançou seu álbum de estreia, The Limited Repetition Of Pleasure. Resultado de uma pesquisa aprofundada de ritmos, melodias e samples de diferentes procedências globais – ainda que sempre conectadas às raízes eletrônicas e brasileiras do músico – o álbum surpreende a cada faixa. Para criá-lo, Mura baseou-se nas suas experiências psicodélicas, viagens pela Ásia e no seu processo pessoal com um curandeiro brasilero. “O disco e o projeto são inspirados pelas minhas experiências psicodélicas de cura e ressignificação após algumas imersões intensas com um misterioso xamã brasileiro completamente maluco e fora desse plano, pelo budismo theravada, por algumas viagens pela Ásia que fiz ao longo dos anos”, conta Mura. O trabalho foi cuidadosamente composto, gravado, produzido e mixado por ele no seu próprio estúdio em São Paulo. As influências musicais abrangem de Flying Lotus a The Brian Jonestown Massacre, passando por Chemical Brothers e Stereolab, enquanto as literárias incluem autores como Alan Watts, Ram Dass e JIiddu Krishnamurti. Com referências tão diversas, as 11 músicas do disco soam diferentes entre si, mas coesas como um todo. A concepção e a produção de The Limited Repetition Of Pleasure envolveu o estudo de ritmos, instrumentos e estilos pouco conhecidos no mainstream, mas que possuem um profundo significado espiritual para os seus respectivos povos. Nas faixas Neti Neti e Heal, por exemplo, há elementos da música usada pelos Bwiti em rituais de Iboga no Gabão. A investigação de samples também alcançou tesouros secretos da música brasileira, como Danado Cantador, do paraibano Fernando Falcão, citada em sample de Nimitta. Wu Wei foi o single de estreia, em julho de 2024, pelo badalado selo alemão Traum Schallplatten, responsável por lançar artistas como Max Cooper e Nathan Fake. Em outubro, Mura apresentou para o público a canção Thong Len. E Tantrum ganhou uma versão, ainda inédita, do icônico DJ e produtor musical Renato Cohen. “Digamos que esse disco tem essa segunda camada: grande parte dele foi concebida para ser ouvida em um estado alterado de consciência. Ouví-lo em fone de ouvido deixa a experiência mais imersiva… Eu usei bastantes texturas binaurais e fui atrás das técnicas de alguns artistas que sempre me levaram para esse lugar (Brian Eno, Aphex Twin, Chemical Brothers, Moderat, Four Tet, Jon Hopkins)”. Apto tanto às pista quanto a vivências mais introspectivas, The Limited Repetition Of Pleasure percorre muitos outros caminhos inesperados, que dialogam com o ouvinte tanto por seus ritmos e melodias quanto por suas nuances e texturas. sua audição é uma experiência plena e enriquecedora.