Com Offspring de tiete, The Damned desfila clássicos em show para público desconectado

Momentos antes de subir ao palco, The Damned recebeu uma visita especial no backstage: Dexter Holland e Noodles, vocalista e guitarrista do Offspring, respectivamente. Os anfitriões da festa Punk is Coming acompanharam a apresentação inteira na lateral do palco. Se levarmos em consideração o tamanho da influência do The Damned no som do Offspring, a cena parecia dos filhos acompanhando o show dos pais. Dexter olhava com muita admiração para o palco, enquanto demonstrava incredulidade com a falta de interesse dos fãs. Com um set menor do apresentado no Cine Joia, na última sexta-feira (7), The Damned deixou o ambiente de “velório punk” para trás, mas não esqueceu de homenagear Brian James, guitarrista e fundador, que faleceu na quinta-feira (6). Além da citação do guitarrista Captain Sensible antes de Fan Club, o telão mostrou uma linda foto do músico durante New Rose, um dos maiores hinos punk da história e composto por Brian James. Muita gente na pista desconhecia a história do Damned e, principalmente, a sua influência na carreira do Offspring. Os comentários variaram entre “que velhinhos simpáticos”, “falta muito para o Rise Against?”, “nada a ver colocar essa banda”. Triste, mas compreensível pela idade média do público que estava na pista. A reta final desses “velhinhos simpáticos”, que estão beirando os 70 anos, contou com uma sequência perfeita: Ignite, Neat Neat Neat, New Rose e Smash It Up (Part 1) e (Part 2). Aqui com direito a “essa música é do Offspring”. Edit this setlist | More The Damned setlists
The Warning estreia no Brasil com show redondo no Allianz Parque

Pela primeira vez no Brasil, o trio mexicano The Warning vive o melhor momento da carreira. Com o quarto álbum de estúdio, Keep Me Fed, lançado em 2024, as irmãs Daniela, Paulina e Alejandra Villarreal Vélez alcançaram as paradas em vários países, incluindo Estados Unidos e Reino Unido. O disco foi a base da apresentação no Punk is Coming, no sábado (8), no Allianz Parque, em São Paulo. Tocando logo depois de Amyl and The Sniffers, The Warning também teve 45 minutos para mostrar o seu trabalho. Das 11 faixas tocadas, sete saíram desse álbum. Se comunicando o tempo todo em inglês com o público, Daniela, vocalista e guitarrista, foi quem comandou o show. Arriscou algumas palavras em português e agradeceu o carinho do público, que abraçou a banda desde o início, inclusive balançando balões com a logo do grupo. Entre os highlights da apresentação, destaco as canções Qué Más Quieres, a única em espanhol no site, SICK!, que abriu o show, além de Hell You Call A Dream e MORE, ambas cantadas por muitas pessoas na pista. Das três primeiras bandas do festival do Offspring, The Warning certamente foi quem mais contagiou o público e já parecia ter uma fanbase maior que os outros. No entanto, é preciso destacar que Amyl and the Sniffers e The Damned tocaram dias antes no Cine Joia lotado de fãs. Edit this setlist | More The Warning setlists
Casa fechada ou estádio, frio ou calor, Amyl and The Sniffers entrega da mesma forma

Responsável pela abertura do Punk Is Coming, no Allianz Parque, na tarde de sábado (8), a banda australiana Amyl and the Sniffers entregou um set arrebatador, tal como já havia feito na última quinta-feira (6), no Cine Joia. Dessa vez, no entanto, debaixo de muito sol e com um público estranho, que não tinha familiaridade alguma com as canções. Isso, porém, não alterou em nada a disposição de Amy Taylor e companhia. A banda soube aproveitar muito bem o tempo de palco, cerca de 45 minutos, emendando um som atrás do outro. A apresentação teve início com Security, um dos primeiros hits da banda, sendo emendado por Doing in Me Head e Chewing Gum, do álbum mais recente, Cartoon Darkness, além de Guided by Angels, outro sucesso do início da carreira. Pareceu uma boa estratégia para conquistar o público alheio, mas acredito que a presença de palco impecável de Amy teve muito mais êxito. Na pista do Allianz, o público não pareceu estar muito em sintonia com as faixas, mas elogiou bastante a disposição da cantora. Por fim, mesmo que o público não tenha abraçado tanto a Amyl and The Sniffers, é garantido que o cartão de visitas funcionou. Que retorne logo para mais apresentações por aqui.
The Damned honra Brian James com velório punk no Cine Joia

Ainda abalados com a morte do lendário Brian James, guitarrista e fundador da banda, os ingleses do The Damned encararam o luto de uma forma diferente: entregando um show de punk rock em um palco cheio de flores brancas, que simulava um velório no Cine Joia, em São Paulo, na noite de sexta-feira (7). Logo no início da apresentação, o vocalista Dave Vanian anunciou que o show seria inteiramente dedicado ao amigo. E para a sorte dos fãs, não faltou energia para esses senhores na casa dos 70 anos. Com três dos quatro membros originais no palco (além da Vanian, estavam o guitarrista Captain Sensible e o baterista Rat Scabies), The Damned soube equilibrar bem o repertório entre a fase punk rock, mais presente nos três primeiros álbuns, e o pós punk, que veio na sequência. Confesso que a fase punk rock me agrada muito mais, mas no palco as duas etapas da carreira do Damned se conectam muito bem, dando mais vida e consistência para o set. Love Song abriu o show, que teve uma 1h30 de duração e com poucas pausas. Em geral, os integrantes foram emendando som atrás de som, sem gastar tempo com conversas. I Just Can’t Be Happy Today e Life Goes On (sim, aquela que o Nirvana ‘roubou’ a linha de baixo para Come As You Are) foram bem festejadas pelos fãs. Os super clássicos do Damned foram deixados para a reta final, com destaque para Ignite (com participação muito ativa do público nos coros), Born to Kill e Neat Neat Neat. Um rápido solo de bateria de Rat Scabies abriu espaço para o grande hino feito por Brian James, New Rose, que foi regravada até pelo Guns n’ Roses. Depois de uma rápida pausa, os músicos voltaram para o número final: Smash it Up (Part 1) e (Part 2), a segunda que ficou muito conhecida na versão do Offspring nos anos 1990. Aliás, quem assiste ao Damned ao vivo consegue entender muito bem qual foi a principal fonte de Dexter Holland e companhia. Fim de show, coração mais leve e sensação de dever cumprido: Brian James recebeu um tributo inesquecível no Cine Joia. Os integrantes do Damned, então, distribuíram as flores para o público. Um dia histórico para o punk rock mundial. Hoje, menos de 24 horas depois, o The Damned retorna aos palcos, às 16h30, dentro da programação do Punk Is Coming, no Allianz Parque. Não perca! Confira abaixo registro completo do show feito por um fã e disponibilizado no YouTube.
“Set será dedicado a Brian James”, promete Captain Sensible sobre show do The Damned em SP

Atração do Punk Is Coming e com show agendado para a noite desta sexta-feira (7) no Cine Joia, em São Paulo, a banda inglesa The Damned se manifestou sobre a morte do guitarrista e fundador, Brian James, nas redes sociais. “Brian James era um visionário – o Damned é sua obra-prima e Damned Damned Damned o álbum que deu início à revolução punk do Reino Unido em 1976. Mas a visão de Brian não se estendeu a nenhum tipo de perfeição – pelo contrário, ele queria que seu rock ‘n’ roll turbinado fosse deixado cru, com todas as suas arestas intactas, o que é possivelmente o motivo pelo qual ele recrutou Rat, Dave e Cap para ajudar a impulsionar sua revolução musical”, inicia a nota. “Você provavelmente pode imaginar como estamos nos sentindo hoje, agora que a notícia de sua morte foi divulgada… mas felizmente a formação original se reuniu para recriar o espírito de Londres de 76 novamente recentemente… um deleite sonoro que ninguém que compareceu jamais esquecerá. Muito menos nós!”, completa. Ainda na publicação, a banda fez questão de ressaltar o legado do músico. “Embora o grande homem tenha partido, sua visão particular do punk e do rock ‘n’ roll em geral continua viva em seu corpo fenomenal de trabalho com o Damned e os Lords Of The New Church. Bandas jovens que estão começando poderiam fazer muito pior do que levar um pouco disso a bordo”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por The Damned (@thedamnedofficial) O guitarrista Captain Sensible também compartilhou uma bonita mensagem nas redes sociais, além de prometer um show especial em memória de Brian James. “A visão de Brian de uma revolução musical estava absolutamente certa… e cara, me sinto sortudo por ele ter me escolhido, porque eu não tinha plano B se o jogo da música falhasse”. Captain Sensible concluiu a nota lembrando da apresentação no Cine Joia. “O The Damned toca em São Paulo, Brasil, e vai dedicar o set (e algumas de suas músicas) a Brian James – sem o qual o The Damned nunca teria acontecido”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Captain Sensible (@captainsensible1)
Bijoux Cone, guitarrista da The Gossip, faz show solo em São Paulo

Bijoux Cone, tecladista e guitarrista da icônica banda norte-americana pop feminista The Gossip, traz seu divertido e enérgico show solo ao Sesc Vila Mariana, em São Paulo, no dia 20 de março. A apresentação faz parte da programação especial do mês das mulheres, com uma série de shows internacionais de cantoras, musicistas e compositoras de diferentes ritmos e origens. Os ingressos estarão disponíveis para compra online a partir de terça-feira (11), às 17h. Venda presencial a partir de quarta-feira (12), às 17h, em todas unidades do Sesc em São Paulo. A realização é da Brain Productions Booking. Como uma mulher trans, a musicista, produtora e artista visual Bijoux celebra e aborda em seu trabalho as perspectivas queer e explora temas de amor, perda e identidade combinados com synth pop melodramático exuberante e grooves de synth disco. Bijoux é natural de Portland (Estados Unidos) e também toca teclado na The Mommys. Neste show, Bijoux Cone é voz e guitarra, acompanhada de Felipe Faraco (baixo) e Theodora Charbel (bateria). O álbum de estreia da carreira selo de Bijoux Cone, Magnetism, foi lançado em fevereiro de 2020 pela gravadora Cleopatra Records, de Los Angeles. É descrito como um registro “profundamente pessoal” e serve como uma mixtape de cartas de amor para amantes e eus do passado, explorando temas de perda, identidade, divórcio e vício. O segundo álbum, Love Is Trash, que terá destaque neste show no Sesc Vila Mariana, foi lançado em 2023 pela Literal Gold Records. Como ela afirma, o disco “é sobre navegar por diferentes tipos de relacionamentos significativos e reconhecer que talvez nada dure para sempre. Suas músicas são colagens sonoras repletas de sintetizadores cheios de alma por meio de baladas new wave esquisitas, rock espacial glam e pop gótico melancólico. SERVIÇO Bijoux Cone no Sesc Vila Mariana Data: 20 de março de 2025 (quinta-feira) Horário: 20h30 Local: Auditório do Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas 141, São Paulo, SP) Ingressos Disponível para compra online a partir de 11/03, às 17h; Venda presencial a partir de 12/3, às 17h, em todas unidades do Sesc em São Paulo Valores: R$ 15,00 (Credencial Plena), R$ 25,00 (Meia entrada), R$ 50,00 (Inteira)
Em clima de Copacabana, Lady Gaga solta o ótimo Mayhem; ouça!

Com mega show gratuito agendado para a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, Lady Gaga lançou seu sétimo álbum de estúdio, Mayhem. Marcando um retorno às raízes pop da cantora, Mayhem reafirma Gaga como mestre da reinvenção, capaz de criar um álbum que é ousado e eclético na mesma medida em que é profundamente pessoal. O álbum é uma declaração de liberdade artística, uma celebração das contradições da vida e um testemunho do poder da música de unir as pessoas em meio ao caos. Chegando um dia antes do retorno de Lady Gaga ao programa Saturday Night Live, onde ela se apresentará como anfitriã e convidada musical, Mayhem já está disponível para download/streaming. Gravado no Shangri-La Studios, perto da casa de Gaga em Malibu, Mayhem apresenta os singles lançados anteriormente, Disease, Abracadabra e Die With a Smile. O projeto de 14 faixas teve produção executiva de Lady Gaga, Michael Polansky e Andrew Watt. Os produtores do álbum incluem Gaga, Andrew Watt, Cirkut e Gesaffelstein. Construindo um ano marcante para sua carreira na América Latina, Lady Gaga anunciou recentemente um grande show no Estádio GNP Seguros, na Cidade do México, em 26 de abril, e um histórico show gratuito na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 3 de maio.
Sensação do metal, Spiritbox revela álbum Tsunami Love

O Spiritbox, um dos maiores nomes do metal na atualidade, lançou o álbum Tsunami Love. Anteriormente, o grupo já havia revelado os singles Soft Spine, Perfect Soul, No Loss, No Love e Crystal Roses. Tsunami Sea é a sequência do elogiado Eternal Blue (2021). O álbum foi produzido por Dan Braunstein e Mike Stringer, mixado por Zakk Cervini e masterizado por Ted Jensen. O álbum é o projeto mais ambicioso da carreira do Spiritbox, que recentemente surpreendeu o público ao estrear nos palcos brasileiros em São Paulo, ao lado do Bring Me The Horizon. Antes do lançamento, a banda embarcou em uma turnê europeia esgotada. Posteriormente, em junho, será a atração de abertura de shows do Linkin Park na Europa. Formado em 2017 por Courtney LaPlante e Mike Stringer, o Spiritbox alcançou destaque com o single Holy Roller em 2020, consolidando-se como um dos nomes mais promissores do gênero. Com seu álbum de estreia, que alcançou a 13ª posição na Billboard 200, a banda redefiniu o metal, misturando djent, post-metal e influências pop. Desde então, o Spiritbox esgotou turnês, estampou capas de revistas importantes, foi indicado a dois Grammys, ganhou prêmios como Juno e Heavy Music Awards. Em 2023, lançou o EP The Fear of Fear, com o single Jaded indicado ao Grammy. No ano passado, eles surpreenderam ao se unirem ao ícone do hip hop Megan Thee Stallion em um elogiado remix de Cobra – a parceria foi revivida no início do ano com TYG, para o álbum Megan: Act II.
The Wildhearts lança continuação de debute clássico; ouça!

Satanic Rites Of The Wildhearts, o 11º álbum dos veteranos ingleses do The Wildhearts, chegou às plataformas digitais. O disco é o sucessor de 21st Century Love Songs (2021). Produzido por Jim Pinder (Bring Me The Horizon) e mixado por Pinder e Carl Bown (Machine Head), o trabalho é considerado como uma continuação tardia do clássico Earth vs The Wildhearts (1993). “As músicas foram escritas durante um período de transição, de extremamente negativo para positivo”, diz Ginger Wildheart em comunicado enviado à imprensa. “Eu percebi quanto controle eu tenho sobre minha saúde mental, e as músicas vieram desse entendimento. Há de tudo aqui — refrões cativantes, riffs de foda-se, raiva, frustração, aceitação e revelação, com muitos desvios insanos. O álbum começa pessimista e termina como ‘Ah, então eu POSSO mudar minha vida?’ Ginger vai além na explicação sobre o álbum: “Às vezes você tem que começar do fundo, do seu ponto mais escuro”. “Temos mais controle sobre nossas emoções do que pensamos. Controlamos o resultado pela forma como respondemos. Quando comecei a aprender isso, as músicas saíram mijando. É um álbum de hard rock para pessoas que realmente amam hard rock”. Por fim, Ginger falou sobre o amor pela música. “Eu estava lendo uma entrevista com um músico famoso recentemente, e ele estava falando sobre como não existem mais trovadores — pessoas que tocam música puramente por amor a ela. Eu pensei que era uma observação interessante, então eu a abordei aqui, junto com a ideia de ser você mesmo e não ser influenciado por tendências ou modas, pela última coisa. Se você permitir que isso aconteça, há o perigo de você estar sempre um passo atrás ou na sombra de outra pessoa.”