Rush esgota ingressos e anuncia show extra no Allianz Parque

A apresentação do Rush marcada para o dia 24 de janeiro de 2027, no Allianz Parque, em São Paulo, teve seus ingressos esgotados rapidamente. Mas, para alívio de quem ficou de fora, a produtora 30e confirmou nesta segunda-feira (2) um show extra do Rush na capital paulista: o trio subirá novamente ao palco do estádio no dia 26 de janeiro de 2027 (terça-feira). 🚨 Ingressos Se você perdeu a primeira chance, prepare os alarmes e os cartões, pois as vendas para o show extra começam nesta semana: Homenagem a Neil Peart com novos talentos O formato dessa turnê sul-americana será de gala. Com a proposta “an evening with” (uma noite com), a banda tocará dois longos sets por noite, sem bandas de abertura. Eles estão ensaiando um catálogo com mais de 40 clássicos, garantindo que os setlists mudem de uma noite para a outra. Para a monumental tarefa de assumir as baquetas do inesquecível Neil Peart, a banda recrutou a baterista, compositora e produtora alemã Anika Nilles (que já tocou com Jeff Beck). O time se completa com o tecladista Loren Gold (The Who). A iniciativa tem a bênção emocionada da família de Neil. “Estamos entusiasmadas em apoiar a turnê Fifty Something. Honrar o extraordinário legado de Neil como baterista e letrista… Ao entrar neste novo capítulo, a banda promete algo verdadeiramente inesquecível”, declararam Carrie e Olivia Peart, viúva e filha do músico. * 🎫 Serviço: Rush – Show extra em São Paulo Preços (Show extra – 26/01) (Lembrando que a turnê também passará por Curitiba em 22/01, Rio de Janeiro em 30/01, Belo Horizonte em 01/02 e Brasília em 04/02).

Entrevista | Smith/Kotzen – “Estamos todos contando os minutos para tocar no Bangers Open Air”

O Bangers Open Air recebe neste ano um encontro que une peso, groove e história no rock. O Smith/Kotzen desembarca no festival, dia 26 de abril, trazendo ao Brasil a parceria entre dois guitarristas de trajetórias consagradas. De um lado, Adrian Smith, integrante do Iron Maiden e responsável por alguns dos riffs mais emblemáticos do heavy metal. Do outro, Richie Kotzen, multi-instrumentista com passagens por Poison, Mr. Big, The Winery Dogs e uma sólida carreira solo marcada por blues, soul e improvisação. No palco, a dupla é sustentada por dois brasileiros de trajetória internacional: a baixista Julia Lage, que construiu carreira nos Estados Unidos e já integrou a banda Vixen, e o baterista Bruno Valverde, atual baterista do Angra, conhecido por sua versatilidade e intensidade técnica. Em entrevista ao Blog N’Roll, a dupla brasileira, responsável pela cozinha do projeto, falou sobre como surgiu o convite para integrar a banda, a possibilidade de mudanças no setlist no Brasil e a expectativa para o Bangers Open Air. Como foi o convite para vocês integrarem o Smith/Kotzen? E como aconteceu a coincidência de os dois serem brasileiros? Bruno Valverde: Fui tocar em um bar de fusion em Los Angeles chamado Baked Potato, com o guitarrista brasileiro Rafa Moreira. A Júlia e o Richie foram assistir ao show e eu estava na bateria. Já tínhamos nos encontrado antes em Los Angeles, mas ali trocamos contato. O Richie me viu tocando e, cerca de quatro ou cinco meses depois, perto de dezembro, a Júlia me ligou dizendo que ele queria falar comigo. Ele comentou que tinha um projeto com o Adrian Smith e que começariam os ensaios na semana seguinte. Mandou quatro ou cinco músicas e, na outra semana, já estávamos ensaiando para a turnê de 2022. Foi tudo muito direto. Júlia Lage: No meu caso foi algo bem orgânico. Todo fim de ano o Richie fazia uma festa na casa dele em Malibu, que sempre terminava em jam session. No final, ficavam Richie e Adrian tocando por horas. Quando surgiu a necessidade de montar a banda ao vivo, a esposa do Adrian, que inclusive foi quem conectou os dois, sugeriu meu nome. Depois chamaram o Bruno também, colocaram todo mundo no estúdio para testar e tocamos quatro ou cinco músicas. Deu liga. É um ambiente muito familiar. O fato de sermos brasileiros também facilitou a conexão cultural entre nós. O Richie, como multi-instrumentista, é muito exigente ou deixa vocês mais livres? Bruno Valverde: O Richie é um grande músico, com uma cabeça muito voltada tanto para o artista quanto para o instrumentista. Ele gosta muito de música e de improvisar. Na turnê solo dele, há músicas que chegam a 10 ou 15 minutos porque ele gosta de jam, de trocar ideias entre os instrumentos. Ele não limita suas ideias, mas você precisa entender o formato do projeto e agir como profissional. Não é sair ultrapassando limites. Ele sabe o que quer ouvir, mas gosta que você traga algo. É uma construção orgânica. Júlia Lage: Ele gosta que você contribua, mas é preciso entender a música. Existem partes que precisam ser executadas exatamente como são. Ele é aberto, gosta da parte criativa, mas sempre dentro do contexto da canção. Mas, Júlia, como é sustentar a base para o Adrian Smith? Há momentos em que você precisa segurar a mão para deixar ele brilhar? Júlia Lage: Com qualquer artista você precisa entender de quem é o momento. Como baixista, minha função é sustentar o groove. Se há espaço para um detalhe, faço, mas preciso compreender meu papel e o tipo de show que estamos fazendo. No solo de “Wasted Years”, por exemplo, eu executo exatamente como no disco, porque aquele momento é dele. É uma questão de bom senso musical. Bruno Valverde: Estamos ali para servir a música. Não é sobre alguém brilhar mais que o outro, mas sobre criar o ambiente para que cada momento aconteça. Esse projeto é diferente porque todos são muito apaixonados por música. Não é apenas performance, é troca real. Eu ia perguntar, mas já que você mencionou, The Wasted Years vai rolar no Brasil? Júlia Lage: Ainda não discutimos o que será tocado na América do Sul. Provavelmente será muito parecido com o que temos feito, mas, por ser festival e ter menos tempo, talvez algumas músicas sejam cortadas. Bruno Valverde: Existe possibilidade, mas ainda não está definido. E como o Adrian e o Richie enxergam o público brasileiro? Bruno Valverde: É quase unanimidade entre artistas que tocam na América do Sul que o público é muito intenso. É uma energia humana muito forte. Não tem como não ser alimentado por isso. Em alguns lugares da Europa o público é mais contido. No Brasil é uma loucura do começo ao fim. Júlia Lage: Os dois já tocaram muito no Brasil e sabem o que esperar. Estamos todos contando os minutos para tocar na América do Sul e no Bangers. A energia é diferente e isso impacta diretamente o show. Como vocês enxergam a participação no Bangers Open Air, um festival tradicionalmente ligado ao metal, tocando um som mais próximo ao hard rock? Júlia Lage: Será a primeira vez que tocaremos nesse festival com essa banda, então vamos descobrir. Mas o show é energético. Mesmo sendo mais hard rock e blues em alguns momentos, há intensidade. Existe ação o tempo todo no palco. Bruno Valverde: A expectativa do público é grande, mesmo conhecendo o setlist. A gente faz o que precisa fazer no palco e entrega energia. O que vocês têm ouvido atualmente no fone de vocês? Bruno Valverde: Nada, silêncio (risos). Existe uma característica comum entre nós de evitar música de fundo. Estamos todos os dias tocando na estrada, sempre com muito som ao redor. Precisamos de silêncio para descompressão. Júlia Lage: Às vezes escuto algo bem tranquilo para dormir e baixar a adrenalina do pós-show. Depois de horas de intensidade no palco, é importante equilibrar.

Netflix exibirá show de lançamento do novo álbum de Harry Styles

A Netflix anunciou a exibição global e exclusiva da primeira performance ao vivo do aguardado novo álbum de Harry Styles, intitulado Kiss All the Time. Disco, Occasionally. O show histórico acontecerá na moderníssima arena Co-op Live, em Manchester, na Inglaterra, nesta sexta-feira (6). A apresentação, que marca o pontapé inicial da inédita turnê Together, Together, chegará ao catálogo do streaming no domingo (8), a partir das 16h (horário de Brasília). Retorno após “Harry’s House” O especial da Netflix, com produção assinada pela Fulwell Entertainment, trará a apresentação na íntegra. A grande vantagem é que, após a estreia no domingo, o show ficará disponível no catálogo para os assinantes assistirem quando e quantas vezes quiserem. A expectativa para esse retorno é gigantesca. Kiss All the Time. Disco, Occasionally é o quarto álbum de estúdio do astro britânico e será lançado oficialmente nas plataformas digitais no mesmo dia do show em Manchester (6 de março). O projeto chega para suceder o aclamado Harry’s House, clássico moderno lançado há quase quatro anos que varreu as principais premiações do mundo, incluindo o cobiçado troféu de Álbum do Ano no GRAMMY. 📺 Serviço: Harry Styles na Netflix

Oasis anuncia primeira gravação ao vivo da turnê de reunião no álbum Help(2)

A War Child Records anunciou que o Oasis fará parte do aguardado álbum beneficente Help(2), contribuindo com uma versão ao vivo explosiva e inédita de Acquiesce. A gravação foi capturada diretamente no icônico Wembley Stadium, no dia 28 de setembro de 2025, durante a noite final da lendária sequência de sete shows da banda no local. Este lançamento é um marco absoluto: trata-se da primeira edição física e oficial de uma gravação ao vivo extraída da monumental turnê de reunião Oasis Live ’25. O single chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (6). Para os colecionadores, a faixa terá um apelo ainda mais especial: ela será lançada como um single avulso em vinil 7″ encartado na versão gatefold do álbum e como uma “faixa escondida” na edição em CD duplo. Legado do Oasis com a War Child O retorno dos irmãos Gallagher à série Help é carregado de simbolismo. O Oasis já havia participado do histórico álbum original de 1995, abrindo o disco com a faixa Fade Away. Na mesma época, Noel Gallagher também formou o supergrupo The Smokin’ Mojo Filters ao lado de Paul McCartney e Paul Weller para o projeto. Quase três décadas depois, a banda reforça seu apoio contínuo à missão da ONG, que visa proteger, educar e defender os direitos de crianças afetadas por conflitos ao redor do mundo. Line-up de peso e encontros inéditos, além do Oasis no Help(2) Além do Oasis, Help(2) funciona como um verdadeiro festival dos sonhos do indie e rock alternativo, reunindo artistas gigantescos sob a produção do aclamado James Ford. O disco conta com lançamentos recentes e encontros espontâneos de estúdio, como: A lista estelar ainda inclui nomes como The Last Dinner Party, Nilüfer Yanya, King Krule, Foals, Depeche Mode, Beck, Big Thief e Anna Calvi. “By Children, For Children” Para dar vida à identidade visual do projeto, o renomado cineasta Jonathan Glazer (vencedor do Oscar por Zona de Interesse) assumiu a direção criativa. O conceito adotado foi entregar pequenas câmeras para crianças operarem livremente dentro dos estúdios do Abbey Road e também em zonas de conflito (Ucrânia, Gaza, Iêmen e Sudão). O resultado é um documentário visual brutal e poético, garantindo que o público veja o mundo através dos olhos daqueles que a música busca ajudar.

AC/DC ignora a chuva, cala críticos e transforma o Morumbis em templo do rock

O sábado, 28, entrou para a história do Morumbis como mais uma noite monumental do AC/DC no Brasil. No segundo dos três shows com ingressos esgotados, cerca de 70 mil pessoas transformaram o estádio em território sagrado do rock pesado durante 2h15. A banda ainda retorna no dia 4 de março, encerrando a passagem que já nasce histórica. Quase duas décadas depois da última visita, o reencontro carrega outro peso. Desde a apresentação de 2009, muita coisa mudou no mundo e dentro da própria banda. Por isso, qualquer análise honesta precisa considerar o fator tempo. Ele não perdoa ninguém, nem mesmo as lendas. Leia aqui o review da primeira noite do AC/DC no Morumbis Ainda assim, o que se viu em São Paulo foi uma banda em plena forma, contrariando vídeos e comentários que circularam após trechos da turnê europeia. Sim, algumas mudanças são perceptíveis. O riff de Thunderstruck apareceu em andamento levemente mais cadenciado. E Brian Johnson já não sustenta todas as notas agudas como nos anos 80. Mas nada disso compromete o impacto do espetáculo. Aos 78 anos, o vocalista canta, caminha, dança e interage com uma vitalidade que muitos artistas com metade da idade não conseguem sustentar. A entrega continua absoluta. Angus Young também respondeu à altura. A chuva inesperada que caiu sobre o Morumbis poderia ter esfriado o clima. Não para ele. O guitarrista atravessou a passarela sob a água, solo em punho e dancinha, sem hesitar. Como se o tempo fosse apenas mais um detalhe irrelevante diante do compromisso com o público. Seu uniforme escolar permanece intacto como símbolo, e o famoso duckwalk segue arrancando gritos. O longo desfecho instrumental em Let There Be Rock reafirma por que ele é um dos arquitetos definitivos da guitarra no hard rock. A base formada por Stevie Young, Chris Chaney e Matt Laug sustenta o peso com precisão cirúrgica. Sem exageros, sem disputas de protagonismo. Apenas riffs sólidos, graves pulsantes e batidas diretas ao ponto. A engrenagem funciona como sempre funcionou: simples, alta e eficiente. Para quem preferiu opinar à distância, o show foi um recado claro. Exigir de músicos septuagenários o mesmo desempenho físico de três décadas atrás é perder o ponto principal. O público que esteve no estádio entendeu isso desde o primeiro acorde e provou porque o Brasil merecia mais visitas dos australianos nos últimos anos. Cantou cada refrão, abriu rodas, puxou o tradicional coro de estádio e iluminou a noite com milhares de chifres vermelhos piscando. As tradições permaneceram intocáveis. O sino marcando a introdução de Hells Bells ecoou imponente. Em Highway to Hell, Angus saudou a multidão com o clássico chifrinho iluminado. E Let There Be Rock trouxe a já esperada sequência de solos, estendida, intensa, celebrada como um ritual coletivo. O repertório foi um passeio pela espinha dorsal do rock. Clássicos de Back in Black, Highway to Hell, Dirty Deeds Done Dirt Cheap, Powerage e Power Up apareceram em sequência quase didática. A abertura com If You Want Blood (You’ve Got It), seguida imediatamente por Back in Black, estabeleceu o tom da noite. Um dos momentos mais comemorados foi Jailbreak, ausente dos palcos por décadas e agora reintegrada ao set. No bis, T.N.T. transformou o estádio em um coral de dezenas de milhares de vozes, preparando o terreno para For Those About to Rock (We Salute You), acompanhada por explosões e fogos que fecharam a apresentação em clima de celebração máxima. O AC/DC não é mais a mesma formação física de 30 anos atrás. E não precisa ser. O que permanece é a convicção, o repertório irretocável e a conexão direta com quem está na frente do palco. Em 2026, vê-los ao vivo é mais do que assistir a um show, será, provavelmente, a última chance de testemunhar a permanência de um legado que insiste em continuar pulsando alto. Foto por @christiegoodwin

Taylor Momsen assume controle do Morumbis e The Pretty Reckless entrega abertura à altura do AC/DC

A responsabilidade de abrir para o AC/DC nunca é pequena. Ainda mais quando se trata de uma banda liderada por uma atriz que ficou conhecida em um seriado teen em meio a uma plateia mais velha e amante do rock clássico. O rótulo poderia pesar contra o The Pretty Reckless, mas bastou o primeiro riff ecoar no Morumbis para qualquer desconfiança cair por terra. Taylor Momsen e seus parceiros entraram com postura de veteranos e, em poucos minutos, tinham a multidão nas mãos. O que poderia ser um teste de fogo virou uma recepção calorosa, com direito a aplausos consistentes e um público atento do começo ao fim. Leia aqui o review do primeiro show da The Pretty Reckless no dia 24.02 Sem recorrer a telões grandiosos, efeitos especiais ou labaredas cenográficas, o quarteto apostou no básico que sustenta qualquer show de rock de verdade nesta segunda noite de dobradinha com o AC/DC no sábado (28/02): guitarra alta, cozinha pesada e presença de palco. O repertório foi construído com dez músicas executadas sem rodeios, alternando momentos mais sotis com explosões diretas. Death by Rock and Roll abriu os trabalhos apontando o caminho da noite, seguida por Since You’re Gone e Follow Me Down. A banda também trouxe a densidade de Only Love Can Save Me Now, o clima mais sombrio de Witches Burn, dedicada a todas as mulheres no público, e apresentou For I Am Death, faixa recente que entrou há pouco tempo no setlist. Na parte final, vieram as cartas mais conhecidas. Make Me Wanna Die foi cantada em coro, Going to Hell incendiou o gramado e Heaven Knows funcionou como ponto máximo de interação. O encerramento com Take Me Down manteve a vibração lá em cima e consolidou a missão cumprida. Antes de deixar o palco, Taylor surpreendeu ao pegar um caderno para se comunicar em português com o público, gesto simples que arrancou gritos e aproximou ainda mais a banda da plateia brasileira. Ao fim, ficou claro que o grupo não apenas abriu caminho para o gigante australiano, mas também cravou seu próprio espaço na noite e um show solo no futuro. Crédito da foto: Camila Cara / Live Nation

Banda inglesa Shame retorna ao Brasil em junho

O quinteto inglês Shame retorna ao Brasil em data única, apresentando um repertório inédito, com canções de seu novo álbum Cutthroat, além de sucessos de seus três discos anteriores. O show acontece no dia 20 de junho, sábado, no Cine Joia, em São Paulo. Essa será a terceira visita da banda ao país desde 2019, após uma série de shows esgotados, gerando imenso buzz pelas performances marcantes do grupo, liderado pelo intenso e carismático vocalista Charlie Steen. Os ingressos já estão à venda online no site da Ingresse, nos setores Pista e Camarote. Para quem deseja comprar sem taxa de conveniência, o Takkø Café é o ponto de venda físico oficial, no bairro Vila Buarque. Confira os dias e horários de funcionamento do estabelecimento. O show é uma produção da Balaclava. Considerados um dos principais nomes que trouxeram à tona a sonoridade punk do Reino Unido, ao lado de IDLES, Fontaines D.C e High Vis, o Shame segue expandindo seu público e consolidando sua reputação como uma banda que transforma inquietação em catarse coletiva. Formado no sul de Londres em meados da década de 2010, o grupo rapidamente chamou atenção pela energia crua de suas apresentações ao vivo e por uma abordagem visceral que dialoga com a tradição pós-punk britânica, mas com identidade própria. Desde os primeiros lançamentos, construíram uma trajetória marcada por urgência política, inquietação geracional e uma entrega performática explosiva. Seu álbum de estreia, Songs of Praise (2018), marcou a essência do pós-punk inglês e trouxe clássicos elementos do britpop, soando Stone Roses e The Fall ao mesmo tempo, com um som direto, barulhento e provocador. Drunk Tank Pink (2021) já mostra uma enorme evolução do quinteto, soando mais grandioso e ambicioso, sob produção de James Ford. Aqui, as referências principais foram Gang of Four, Talking Heads, ESG e Talk Talk. No terceiro disco, Food for Worms (2023), a banda aprofundou sua exploração emocional, equilibrando agressividade e vulnerabilidade com maior sofisticação instrumental. Agora, com o lançamento de Cutthroat (2025), Shame reafirma sua capacidade de evolução sem abrir mão da própria essência. O novo trabalho apresenta sonoridade ainda mais afiada e expansiva, em temas como alienação, ambição, frustração e sobrevivência emocional em tempos de instabilidade social.  Lampião é uma das faixas que evidenciam o interesse da banda por imagens fortes e personagens simbólicos, além da conexão evidente dos integrantes com o Brasil. O título evoca imediatamente a figura histórica do cangaceiro brasileiro Virgulino Ferreira da Silva, associado a narrativas de rebeldia, violência e mito popular. Na canção, essa referência funciona mais como símbolo do que como retrato biográfico: a ideia de marginalidade, confronto com estruturas de poder e sobrevivência em ambientes hostis. Ainda na casa dos vinte anos, os cinco amigos de infância, Charlie Steen, os guitarristas Sean Coyle-Smith e Eddie Green, o baixista Josh Finerty e o baterista Charlie Forbes – evoluíram exponencialmente, com ideias sonoras ambiciosas e habilidade técnica para executá-las. * Balaclava apresenta: Shame (UK) em São Paulo  Data: 20 de Junho de 2026, sábado Local: Cine Joia Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade Horários: Portas 20h / Show 21h Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal Ingressos: https://ingresse.com/shame-sp

Julies lança a reflexiva “Viver Não é de Graça”

Para embalar este fim de semana com uma energia solar e reflexiva, o cantor Julies, um dos grandes destaques do pop reggae nacional, liberou nas plataformas de streaming o seu novo single, Viver Não é de Graça. A faixa chega como uma brisa refrescante após um dia de calor intenso. Produzida pelo renomado trio Los Brasileros, a canção nasce de um lugar onde a vida pulsa sem pressa, convidando o ouvinte a aceitar os ciclos com o coração aberto, falando de amor e tempo sem nenhuma urgência. Encontro de pesos do reggae no single A música não foi construída sozinha. Julies assina a composição ao lado de Tales de Polli, DEKO e Tercio de Polli, parceiros de longa data que acompanham o artista desde o início de sua trajetória. Para se ter uma ideia do peso desse encontro, são nomes que já assinaram e estiveram presentes em sucessos gravados por gigantes da cena, como Maneva e Expressão Regueira. “Essa música foi uma delícia de fazer, porque tá muito dentro do que a gente ama compor. Quando a gente se junta, deixa de ser obrigação e vira um prazer real, uma celebração entre amigos que se entendem musicalmente”, conta Julies sobre o processo criativo. Aceitação e esperança é mensagem de Viver Não é de Graça, de Julies Longe de se apoiar na dor ou no drama, Viver Não é de Graça mergulha na ideia de que viver e amar exigem compreensão e mudanças inevitáveis. A inspiração vem daquele instante em que a euforia dá lugar ao silêncio. O próprio artista faz questão de ressaltar o tom da obra: “Ela não é uma música de sofrimento. É sobre entender o processo, aceitar que nem todo dia o céu vai brilhar, mas que a vida segue e encontra a gente de novo”. O refrão brinca com a ambiguidade. Pode soar como uma canção puramente romântica para alguns, mas carrega uma mensagem profunda sobre a caminhada individual de cada um. Versos como “viver não é de graça” e “dói, mas sei que passa” revelam um tom realista, mas profundamente esperançoso.

Vitor Kley lança álbum intimista “APGC Ao Vivo na Casa da Colina”

Se você estava procurando a trilha sonora perfeita para curtir este fim de semana, a busca acabou. O cantor Vitor Kley atendeu aos inúmeros pedidos de seus fãs e liberou nas plataformas de música o álbum APGC Ao Vivo na Casa da Colina. Previamente disponível apenas em formato audiovisual, o projeto captura a magia e a energia da elogiada turnê As Pequenas Grandes Coisas, que tem sido um verdadeiro sucesso de crítica e público por diversas cidades do Brasil e da Europa. O repertório é composto por versões ao vivo e cheias de alma das 11 faixas do disco, além de presentear o público com a inédita Nós Dois. Refúgio criativo e a homenagem ao pai A intensa troca com os fãs durante os shows foi o combustível para a criação deste registro. Para capturar essa essência de forma autêntica, Vitor escolheu gravar o projeto no estúdio construído dentro do seu próprio lar, a Casa da Colina. “Contamos com oito músicos, além dos engenheiros de áudio, da equipe de cenografia e vídeo. A atmosfera era vibrante, tranquila, sem pressão”, relembra o cantor. Esse ambiente controlado, porém totalmente livre, abriu espaço para ideias ousadas e profundamente pessoais. Um dos pontos mais emocionantes do álbum são os interlúdios inspirados na clássica banda britânica Supertramp. A escolha estética não foi por acaso: trata-se de uma bela e sensível homenagem aos seus pais, que o ensinaram a apreciar a banda, especialmente ao seu pai, que faleceu durante o processo de criação de As Pequenas Grandes Coisas. Música feita de perto por Vitor Kley no APGC O trabalho é, acima de tudo, um convite para o ouvinte voltar ao lugar onde a música realmente nasce: onde a amizade vira som e onde as histórias viram canções. É uma celebração do que o artista e sua banda têm de mais verdadeiro. “Espero que, em meio à velocidade do mundo contemporâneo, as pessoas dediquem tempo para assistir aos 40 a 50 minutos do projeto, que possui significado do início ao fim. Que se permitam emocionar, cantar junto e apreciar a performance dos músicos”, finaliza Vitor. Ouça Vitor Kley APGC (Ao Vivo na Casa da Colina)