Capital Inicial promove matinê de hits em show redondo no MITA Festival

Apostar em veteranos do rock nacional tem sido um grande acerto dos maiores festivais de música do Brasil. Se o Lollapalooza trouxe o Paralamas do Sucesso e o Best of Blues and Rock veio com Ira!, o MITA não ficou para trás e escalou o Capital Inicial, no segundo dia do evento, em São Paulo. No Novo Anhangabaú, Dinho Ouro Preto comandou um repertório de hits do início ao fim. Menos falante que o normal, o cantor vibrou com a oportunidade no festival. “Eu morei 12 anos aqui do lado, no Centro de São Paulo. É muito bom ver o Centro sendo revitalizado. Hoje é como se eu cantasse no quintal da minha casa”. É perceptível que houve uma quebra na sequência de gerações que curtem as bandas nacionais dos anos 1980, mas é justamente aí que entra a força dos festivais para reconectar público jovem com esses artistas. Essas bandas seguem ativas, produzindo conteúdos e renovando repertório. No caso do Capital, são cinco anos sem disco de inéditas, mas lançou no ano passado o Capital Inicial 4.0, comemorando as quatro décadas de música, dando novos arranjos para clássicos do grupo. Em pouco mais de uma hora de apresentação, Dinho distribuiu hits a rodo, passando por várias fases, dos anos 1980 ao Acústico MTV, do início dos anos 1990 até discos mais atuais. Começou com O Mundo, Independência, Depois da Meia-Noite, Todas as Noites e Tudo que Vai. Olhos Vermelhos deu uma segurada na euforia do público, mas a sequência final foi matadora: Primeiros Erros, Não Olhe Pra Trás, Música Urbana, Fátima, Veraneio Vascaína, Natasha e À Sua Maneira. O Capital Inicial deu o seu recado e mostrou que as bandas clássicas do rock nacional merecem respeito sempre. Não podem ser esquecidas na estante, ainda mais em tempos tão ruins no mainstream.

Em franca ascensão, Sabrina Carpenter conquista novos fãs no MITA

Estrela pop em ascensão, Sabrina Carpenter tem tudo para fortalecer ainda mais seu nome no Brasil. Pela terceira vez no País, ela protagonizou um bom show no segundo dia do MITA Festival, no Novo Anhangabaú, em São Paulo, que aconteceu no domingo (4). E o retorno já está garantido: vem em novembro como atração de abertura da turnê de Taylor Swift. Surgida em série da Disney, tal como outras estrelas pop como Britney Spears, Miley Cyrus, Olivia Rodrigo e Selena Gomez, Demi Lovato, Sabrina Carpenter já tem cinco discos de estúdio, mas foi o último, emails i can’t send, lançado em 2022, que deu um status maior para ela. No palco do MITA, ela comprovou a força desse álbum, que ganhou uma versão deluxe no início deste ano. Das 15 canções do repertório, 12 vieram de emails i can’t send. Aliás, todas cantadas com muita euforia pelos fãs. Vale destacar que o show de Sabrina foi um dos primeiros do dia, mas o público já estava em peso no Palco Deezer. A ascensão da cantora é nítida. Em 2017 veio ao Brasil como atração de abertura da turnê de Ariana Grande, voltou dois depois para um pocket show fechado para convidados. Disposta a deixar uma boa impressão para um novo público, Sabrina ainda apresentou uma bela versão para The Sweet Escape, de Gwen Stefani. Aqui arrancou muitos elogios da plateia. Apesar do problema técnico em Paris, que precisou ser reiniciada, Sabrina ainda demonstrou muita simpatia, conversando com os fãs o tempo todo, inclusive para lembrar que retorna em novembro. Setlist Read your Mind Feather Vicious Already Over Tornado Warnings bet u wanna The Sweet Escape (Gwen Stefani cover) Looking at Me Paris opposite Fast Times Sue Me decode skinny dipping because i liked a boy Nonsense

Don L faz show político e cativante no MITA Festival

Ex-integrante do grupo de rap Costa a Costa, o brasiliense radicado no Ceará Don L abriu a programação do palco principal do MITA Festival neste domingo (4). Debaixo de forte sol, o músico entrou dez minutos depois do previsto, mas deu conta de mostrar o trabalho e conquistar um novo publico em 45 minutos de apresentação. Passeando pelos seus álbuns de estúdio e mixtapes, o artista de 42 anos mostrou porque é requisitado em tantos festivais pelo Brasil, como Primavera e Coala, só para citar alguns. Da apresentação vale destacar as autorais A Todo Vapor, Chips (Controla ou te Controlam) e Aquela Fé, todas cantadas por parte do público, que ainda chegava ao Anhangabaú. Na reta final, Don L ainda recebeu Tasha & Tracie para três canções. Começou com Salve, da dupla, apresentou uma boa releitura de O Ouro e a Madeira, música do baiano Ederaldo Gentil, além de Beira da Piscina, que encerrou o curto set. Uma mensagem contra o Marco Temporal, aprovado pelos deputados durante a semana, que restringe os direitos dos povos indígenas, também foi mostrada no telão. Com o Anhangabaú ainda vazio, o público conseguiu se deslocar sem problemas para o Palco Deezer e acompanhar a sensação Sabrina Carpenter.

Com longo atraso, Lana Del Rey supera problemas técnicos e entrega grande show

O principal show da primeira noite do MITA Festival em São Paulo, neste sábado (3), foi ofuscado por problemas antes e durante o início da apresentação. A cantora Lana Del Rey entrou no palco quase 45 minutos atrasada, após um coro de vaias dos seus fãs, que claramente já haviam perdido a paciência com a demora. Após subir ao palco, a artista foi muito carinhosa com o público, mas não informou o motivo de tanta demora. Aliás, durante as duas primeiras músicas da performance, a equipe de Lana ia até a cantora de momento em momento para finalizar a preparação do seu primeiro figurino. Outro problema que ocorreu durante o início do show da cantora foi quando seu pianista perdeu o tempo em Bartender. O erro fez com que a artista interrompesse a canção e pedisse para reiniciá-la. Fim dos momentos ruins Mas as coisas ruins acabaram por aí. Em The Grants, a cantora se emocionou ao ver uma multidão com as lanternas dos celulares ligadas. Logo após o fim da canção, ela agradeceu o carinho dos paulistas mais uma vez. Após apresentar uma sequência de sucessos, os fãs começaram a pensar que a setlist seria igual à do primeiro show de Lana no MITA, realizado no Rio de Janeiro. Porém, atendendo a um grande pedido da plateia, Lana Del Rey incluiu Get Free na apresentação. Essa adição fez o público delirar e todos cantaram juntos, tornando-se o ponto alto do dia. Perto do fim, a cantora ainda incluiu Cinnamon Girl, outro pedido do público. E mais uma vez, os fãs fizeram jus ao pedido atendido e cantaram a canção aos berros. Assim como no Rio de Janeiro, Lana encerrou seu show com Video Games, em que ela performa a faixa inteira sentada em um balanço. Esse momento também é muito especial para os admiradores da artista. Aliás, uma grande parte do motivo pelo qual a performance foi positiva se deve aos fãs, que realmente deram tudo de si nesses pouco mais de 1h de apresentação. Com a headliner visivelmente frustrada com algo nas primeiras músicas, coube ao público trazer Lana de volta aos eixos para que ela encerrasse o primeiro dia do MITA Festival em São Paulo de forma digna.

Natiruts encerra Palco Deezer com goos vibrations no MITA

Com muita variedade musical no mesmo local, o palco Deezer do MITA Festival foi encerrado, neste sábado (3), com um lindo show da banda de reggae Natiruts. Com instrumentais leves, mas presentes, além de um vocal caprichado, a banda trouxe uma boa calmaria para os fãs momentos antes da apresentação principal do dia, a cantora Lana Del Rey. Sempre interagindo com o público, o vocalista Alexandre Carlo fez um excelente trabalho ao chamar o público para participar da apresentação. Na primeira metade da performance, o destaque foi para Dentro da Música II, que foi acompanhada por todos os presentes na plateia. A banda de reggae mostrou diversidade e apresentou um pouco de tudo em sua discografia. Com isso, faixas do último trabalho, Good Vibration – Vol 1 (2021), foram lembradas, com destaque para a música homônima, gravada originalmente com IZA. Um dos pontos altos da apresentação foi a sequência de Natiruts Reggae Power e Presente de um Beija-Flor, ambas animando a plateia, que fez questão de cantar em alto e bom som. Aliás, a segunda foi acompanhada por uma citação de Alexandre, enfatizando o amor entre as pessoas. Esse sentimento foi lembrado e mencionado durante toda a performance da banda. Mesmo com vários pontos positivos, o melhor ficou para o final do show, quando a Natiruts emendou os sucessos Em Paz, Liberdade pra Dentro da Cabeça, Você me Encantou Demais e Quero Ser Feliz Também, encerrando a apresentação com chave de ouro.

Flume leva o público para outro mundo no MITA Festival

No início da noite deste sábado (3), tivemos mais um show ‘diferentão’ no palco Centro do MITA Festival. Após o show completamente instrumental do BadBadNotGood, o Flume, projeto do australiano Harley Edward Streten, trouxe a música eletrônica para o público. Bem ativo no cenário musical, o artista divulgou duas mixtapes em 2023: Arrived Anxious, Left Bored e Things Don’t Always Go the Way You Plan. Ambas são continuações do disco Palaces, de 2022. No show, o artista tocou mais vezes, mas houve tempo para arranhar alguns vocais em alguns momentos. Mesmo sendo predominantemente instrumental, o público foi ao delírio com algumas faixas famosas como Never Be Like You e The Difference. Aliás, a recepção do público com Flume foi muito diferente da que tivemos com o grupo BadBadNotGood. Por ser uma música mais animada e dançante, os apreciadores daquele palco gritaram e aplaudiram o músico durante boa parte do show. Harley aproveitou o ânimo da plateia para interagir bastante com os fãs e ressaltou que é um prazer estar tocando no Brasil no ano em que completa uma década de carreira.