Com Emicida fechando, Festival Turá mostra a força dos músicos brasileiros

O primeiro dia do Festival Turá, que aconteceu no Parque Ibirapuera, em São Paulo neste sábado (2), mostrou a força dos nossos artistas. Sem atrações internacionais, o evento trouxe bons nomes para o seu lineup. Lagum, Duda Beat, Paulinho da Viola e Emicida foram as principais atrações do dia e não decepcionaram. Aliás, vale ressaltar os imprevistos, duas atrações já anunciadas não puderam comparecer por questões de saúde e tiveram de ser trocadas de últimas hora. Lagum Em síntese, a galera do Lagum vem se estabelecendo como umas das bandas queridinhas do público jovem. Com um setlist repleto de hits, o grupo fez uma apresentação enérgica para agitar as pessoas. Ainda assim, por conta do horário, o conjunto fez um show para um número menor de pessoas em relação as outras apresentação. Contudo, isso não afetou em nada a qualidade do espetáculo. Como citado, o Lagum é muito querido pelo público, por conta disso, o vocalista Pedro Calais foi sempre acompanhado pelas pessoas pessoas presentes nos refrões. Sempre variando entre as canções mais agitadas com as românticas, a banda escolheu bem seu repertório e agradou. Duda Beat A cantora pernambucana foi outra que chegou cheia de energia. Com sua banda e repleto de dançarinas no palco, a popstar brasileira trouxe canções dos seus dois discos de estúdio. Ainda assim, a recepção para as músicas do Sinto Muito, divulgado em 2018, são muito mais calorosas. Destaque para Bixinho, que foi acompanhada a todo momento pelos fãs. Contudo, é importante ressaltar a evolução da artista. Ao vivo, as composições do álbum Te Amo Lá Fora (2021) são muito bem apresentadas e tem tudo para virar o carro-chefe nos shows da cantora em breve. Paulinho da Viola Trazendo o show mais tranquilo do dia, o sambista Paulinho da Viola teve a dura missão de substituir Zeca Pagodinho no lineup. Vale lembrar que Zeca contraiu Covid-19 e teve sua presença cancelada dias antes do festival. Na performance, Paulinho foi de poucas palavras, mas musicalmente impecável, mesmo aos seus 79 anos. O músico tocou pelo menos uns três instrumentos durante sua apresentação no Festival Turá. Feliz foi o público que caiu no samba e cantou muito. Vale ressaltar já o número de pessoas no local na penúltima apresentação da noite. Emicida De longe a atração mais esperada do dia, o rapper segue fazendo um grande trabalho em seus shows. Ademais, Emicida trouxe uma mescla dos seus discos em 1h30 de show. Sempre trazendo canções mais tranquilas do disco AmarElo (2019) no início do show, o músico fez a alegria das pessoas principalmente com Quem Tem Um Amigo. Em resumo, com uma segunda parte bem mais explosiva, Emicida trouxe seus principais hits no final, como Levanta e Anda, penúltima faixa apresentada. Como já é de costume, o músico fechou a noite com a ótima Principia, que fez o público se emocionar ainda mais com o show. Vale destacar sempre o engajamento social do músico, que abordou diversos temas em seu período no palco. Festival Turá Como citado no início do texto, o maior acerto do Festival Turá foi ter focado em artistas brasileiros. Além de valorizar a nossa cultura, o evento mostrou que é possível fazer uma boa festa apenas com pratas da casa.

Capa do novo disco de Beyoncé tem referência revolucionária

Beyoncé e Lady Godiva

Beyoncé anunciou seu primeiro álbum solo em seis anos, Renaissance, que tem uma missão difícil a cumprir: suceder o icônico Lemonade, premiado disco da diva pop que a colocou no caminho da música com significado social. Portanto, para começar bem os trabalhos, a cantora revelou nas redes sociais, a arte de capa do novo disco. Nela, Beyoncé aparece sentada em um cavalo brilhante, vestindo um acessório prateado. Referências na capa de Beyoncé Buscando referências para o trabalho, fãs notaram a semelhança da capa com a pintura Lady Godiva, feita por John Collier no século 19. A lenda que cerca Lady Godiva diz muito sobre o trabalho persuasivo de Beyoncé contra a desigualdade social, conforme já proposto no primeiro single Break My Soul, onde questiona o poder do capital na sociedade. Lady Godiva subiu em um cavalo nua e galopou pela cidade, em protesto contra o governo autoritário que queria aumentar impostos com aval de seu marido, que era Duque. A princípio, ela pediu ao marido que suspendesse o aumento, poupando os camponeses de mais sofrimento. No entanto, o Duque “apostou” que só o faria se a esposa andasse nua a cavalo pela cidade. O reconhecimento da miséria local a conduziu ao gesto de ousadia, que resultou na suspensão dos impostos. Era Renaissance Em nota, Beyoncé revelou que a criação do novo álbum foi um “espaço para sonhar e encontrar escape durante um momento assustador para o mundo”. Acima de tudo, Bey revelou que por meio do disco se sentiu “livre e aventureira” em uma fase onde tão pouco se movia, em meio à pandemia. “Minha intenção é criar um espaço seguro, um lugar sem julgamentos. Um lugar para ser livre do perfeccionismo”. Renaissance tem lançamento previsto para 29 de julho. Confira a postagem original de Beyoncé neste link.

Samsung Best of Blues & Rock terá Joe Perry em SP

O Samsung Best of Blues & Rock confirmou seu line-up para 2022 com Joe Perry, guitarrista do Aerosmith, a percussionista Lan Lanh e o multi-instrumentista Yohan Kisser, filho de Andreas Kisser, como destaques. O festival ocorrerá em 15 e 17 de julho, é gratuito e terá duas locações, em Porto Alegre e São Paulo. Line-up Joe Perry aproveitou uma “brecha” na agenda para visitar o Brasil, aproveitando para emendas músicas novas, projetos solo e canções menos conhecidas do Aerosmith. São esperadas nessa performance, em destaque, canções vinculadas ao The Joe Perry Project e ao Hollywood Vampires. Mesmo carregando o legado do pai, Yohan Kisser trará inspirações de seu projeto solo, da banda Sioux 66, e da Kisser Clan, grupo em que toca clássicos do metal junto com o pai. Para o evento, ele virá acompanhado de Thiago Brisolla (violino), Salomão Sidharta (clarone), William Paiva (bateria) e Guto Passos (baixo). Lan Lanh trará ao palco seu novo projeto solo, um trabalho totalmente instrumental, inspirado no afro jazz. A artista contemporânea será acompanhada pelos músicos Guto Menezes (violão e baixo), Toni Costa (guitarra), Max Sette (trompete) e Bidu Cordeiro (trombone). Os três se juntam a um seleto grupo de artistas de renome que já se apresentaram em edições anteriores do Samsung Best of Blues & Rock, como Joe Satriani, Tom Morello, Joss Stone e Chris Cornell. Algumas das apresentações anteriores do evento estão gravadas nas redes sociais do festival. O evento em POA acontecerá no dia 15 de julho (sexta), a partir das 18h, no Parque Farroupilha. Já em São Paulo, o festival tomará a plateia externa do Auditório Ibirapuera em 17 de julho (domingo), a partir das 17h30. ServiçoSamsung Best of Blues & Rock @ Porto Alegre, RSDia: 15 de julho (sexta-feira)Horário: a partir das 18hLocal: Parque Farroupilha (Redenção)Endereço: Av. João Pessoa, s/nº – Farroupilha, Porto AlegreEntrada Gratuita Samsung Best of Blues & Rock @ São Paulo, SPDia: 17 de julho (domingo)Horário: a partir das 17h30Local: Plateia externa do Auditório Ibirapuera Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, 0 – Ibirapuera, São PauloEntrada Gratuita

Fall Out Boy faz show de headliner, Weezer deixa a desejar e Green Day emociona em Londres

Quando foi anunciada há dois anos, a Hella Mega Tour deixou o público enlouquecido. Três superbandas juntas em um giro mundial: Green Day, Weezer e Fall Out Boy. A pandemia, no entanto, atrasou esse sonho de milhares de fãs. Mas se a demora frustrou muita gente, eles compensaram com a inclusão da Amyl and The Sniffers, uma das bandas mais quentes da atualidade. A primeira parte desse giro pelo Reino Unido foi na última sexta-feira (24), no London Stadium, casa do West Ham. Amyl and The Sniffers O despertar da banda australiana Amyl and The Sniffers veio com uma apresentação no Coachella, um pouco antes da pandemia estourar. Agora, dois anos depois, o grupo tem aproveitado todas as oportunidades que aparecem. A tour pela Europa teve vários shows solos sold out, tal como no Reino Unido, na América do Norte e Oceania, os dois últimos vêm na sequência. Paralelamente a tudo isso, Amyl and The Sniffers também abriu para o Liam Gallagher no Knebworth. E, logo depois, engatou como artista convidado na Hella Mega Tour, com Green Day, Weezer e Fall Out Boy. Toda essa credencial garantiu um retorno positivo para a banda no London Stadium, primeiro show da Hella Mega Tour no Reino Unido. Durante os 30 minutos de show, o público vibrou bastante, cantou algumas canções e pulou quando pedido pela vocalista. Vestida com um shorts preto curto e uma blusinha cor de pele, bem curta e sem sutiã, a vocalista Amy Taylor deixou os fãs sem entender se estava nua ou não. O repertório foi todo em cima do segundo álbum de estúdio, Comfort to Me, com destaque para músicas como Guided by Angels, Security e Hertz. Weezer Burocrático. Assim pode ser resumido o show do Weezer. Com um repertório sem surpresa alguma, a banda parecia disposta apenas a entregar o feijão com arroz no palco. O show no London Stadium foi o terceiro que assisti do Weezer (um em cada continente), mas ficou muito aquém do que eles já ofereceram. Com uma hora de apresentação, River Cuomos e companhia tocaram dois covers: Enter Sandman (Metallica) e Africa (Toto). Quando foram ao Brasil, em 2019, achei até compreensível por conta do Teal Album, disco só com covers que tinha acabado de ser lançado. No entanto, de lá para cá, o grupo lançou três discos autorais e dois EPs. Isso sem falar do vasto repertório de uma banda inquieta com quase 30 anos de estrada. Van Weezer, por exemplo, que traz canções poderosas, foi totalmente esquecido. Vale destacar que a entrada da banda foi ao som de Jump, do Van Halen. Trolaram mesmo quem estava esperando por algo desse disco. Ok Human foi lembrado com a bela All My Favorite Songs. Uma coisa que não mudou na estrutura do repertório apresentado no Brasil é a base do primeiro álbum (Blue). My Name Is Jonas, Undone – The Sweater Song, Say It Ain’t So e Buddy Holly seguem sendo pontos focais do show. Uma mudança sentida foi na bateria. Impossibilitado de excursionar com o Weezer, Patrick Wilson foi substituído por Dave Elitch. Para quem não acompanha a banda, porém, nada mudou. A abertura com Hash Pipe e Beverly Hills animou bastante o público, composto em sua maioria por fãs do Green Day. My Name Is Jonas e Porks and Beans colocaram ainda mais pilha na plateia. A Little Bit of Love (Sprint) e Records (Summer), dos EPs temáticos das quatro estações, pouco empolgaram e reduziram bastante a animação dos fãs. Records foi lançada durante a semana, enquanto A Little Bit Love não caiu nas graças do público. Em Island in The Sun, River Cuomos teve problemas com a guitarra. Não conseguia iniciar a canção e pediu auxílio aos roadies. Depois de constatar que nenhuma das duas guitarras estavam aptas, avisou que faria a parte dele com a boca e no air guitar. Coincidentemente a guitarra voltou na hora do solo e ele pode concluir do jeito que esperava. Africa, do Toto, certamente foi uma das que mais empolgou o público. Por fim, Say It Ain’t So e Buddy Holly, ambas do primeiro álbum, deram números finais ao show. Em resumo, não fosse o apoio do público, o Weezer teria feito um show muito chato. E muito aquém da apresentação que vi em Chula Vista, nos Estados Unidos, há quatro anos, quando deixou o Pixies parecendo uma bandinha recém formada no lineup. Fall Out Boy O que faltou de entusiasmo e cuidado no setlist do Weezer, sobrou no repertório do Fall Out Boy. Pode parecer bobeira ou mero detalhe, mas esquentar o estádio inteiro com labaredas de fogo logo na primeira música, ajuda demais. Com Phoenix, o Fall Out Boy abriu a apresentação com o público na mão. A alegria por estar de volta a Londres estava estampada no rosto de todos. O baixista Pete Wentz, aliás, celebrou com os fãs. “Muito bom ver a música de volta, os shows de volta. Estamos muito felizes por estarmos aqui fazendo o que mais gostamos”, disse antes de tocar Save Rock and Roll. Essa faixa, inclusive, foi muito bem recebida pelos fãs. Enquanto o vocalista simplesmente tocava em um piano pegando fogo, em uma versão bem comportada de Jerry Lee Lewis, o público cantou junto do início ao fim. The Last of the Real Ones e Dance, Dance mantiveram a temperatura bem elevada no London Stadium, fosse pela animação do público ou com as labaredas de fogo no palco. Um dos pontos altos da apresentação veio com This Ain’t a Scene, It’s an Arms Race. Aqui, o estádio parecia inteiro ao lado do Fall Out Boy, como se fosse o headliner da noite. Diferente do Weezer, o Fall Out Boy apostou nos hits do início ao fim. I Don’t Care e Thnks fr th Mmrs foram mais duas amostras do que essa banda é capaz de fazer com um estádio lotado. Um problema técnico no telão fez com que a banda gastasse uns dois a três minutos com uma paralisação inesperada.

Crítica | All Colors of Darkness – Nervochaos

Amigos, que cacetada! O novo álbum dos paulistanos do Nervochaos, All Colors of Darkness, mau foi lançado e já é um dos mais brutais em no mínimo cinco anos! Tudo bem que a carreira do grupo sempre foi marcada por momentos de pura violência, como Ablaze (2019) e Battalions of Hate (2010), mas o poder sonoro que Edu Lane (bateria), Quinho (guitarra), Woesley Johhan (guitarra), Pedro Lemes (baixo) e Brian Stone (voz) conseguiram nesse novo álbum é qualquer coisa de impressionante. Ao acionar o play, o ouvinte já se depara com o torpedaço Wage War on The Gods, que é a abertura perfeita. Death metal velocíssimo e com pitadas de grindcore, tudo perfeitamente sincronizado. E é só o começo! Outras pérolas do extremismo vão chegando sem piedade, como Dragged to Hell, Beyound The Astral, Suffer In Seclusion e a insanamente rápida Demonomania. O novo vocalista Brian Stone caiu como uma luva no Nervochaos, mandando ver guturais pra lá de pútridos, é ouvir para crer. Também vale citar o batera Lane, que espanca o instrumento incansavelmente ao longo de todo o álbum. São quase 30 anos de carreira, e All Colors of Darkness é o álbum mais pesado e extremo da banda, e isso não é pouca coisa. Ouça com cuidado, pois seus tímpanos podem estourar. All Colors of DarknessAno de Lançamento: 2022Gravadora: Emanzipation ProductionsGênero: Death Metal/Grindcore Faixas:1-Wage War on the Gods2-Golden Goblet Of Fornication3-Dragged to Hell4-Beyound The Astral5-All Colors of Darkness6-Gate of Zax7- Umbrae Mortis8-Suffer In Seclusion9-Camarotiz10-Demonomania11-Three Shades of Black

Foals estreia aguardado álbum Life is Yours; ouça!

Desde o principal single Wake Me Up até a faixa foco atual Crest of the Wave, a banda Foals gera imensa expectativa para o lançamento desta sexta-feira (17), o álbum Life Is Yours, já disponível em todas as plataformas digitais. Sequência do super bem-sucedido e dividido em duas parte Everything Not Saved Will Be Lost, Life Is Yours é a evolução natural da banda. Enquanto os discos anteriores são definidos por transparência e ambição, Life Is Yours apresenta uma experiência muito diferente: um projeto que vai inspirar a euforia e um ambiente unificador no circuito de festivais dos próximos meses. Com produção de John Hill, Miles James e A.K. Paul, o álbum ainda tem mixagem dividida entre o dez vezes ganhador do Grammy Manny Marroquin e outros nomes igualmente premiados, como Mark ‘Spike’ Stent.

Descendents passeia por um dos legados mais lindos do punk rock em Londres

Com pouquíssimos shows marcados na Europa este ano, o Descendents voltou a Londres no último sábado (11). Aliás, a apresentação foi anunciada no último outono e tinha em seu line-up os suecos do The Baboon Show. No entanto, com algumas mudanças de última hora, Last Hounds e Wonk Unit foram as responsáveis pela abertura da noite. A Last Hounds subiu ao palco e mostrou um show enérgico e empolgante. Com Handmade, Extraordinary e Slow Burn tocadas na velocidade e volume máximo, banda abriu caminho para o vocalista mudar de lado e se juntar ao público para cantar Running With The Dead, todas do álbum de estreia deles, Burden, de 2021. Em poucas semanas, eles retornam a Londres, dessa vez em turnê com Lagwagon. Aliás, a banda seguirá os norte-americanos durante toda tour pelo Reino Unido, em junho. Do sul de Londres diretamente para o norte, uma das pérolas do underground inglês, o Wonk Unit. Para falar deles seria necessário abrir um capítulo extra, pois teríamos que voltar nos anos 1990, onde tudo começou. Porém, para ser mais rápido e dinâmico, a gente resume. A banda é um autoretrato do vocalista e fundador, Alex “Daddy” Wonk, como ele mesmo afirma. As letras são todas por experiências vividas por ele ao longo desses anos e falam sobre problemas pessoais transformadas em um diário pessoal. Com Heroin abrindo a festa, o Wonk Unit transformou a pista do Forum Kentish Town em uma bagunça sem limites. Rápidas palavras de agradecimento por estarem em uma festa junto ao Descendents e, logo depois, mais porrada sonora. Normalmente, os shows da banda ultrapassam 25 músicas. Sábado, no entanto, foi apenas uma amostra da diversão que é o show da banda. Músicas como Awful Jeans, Go Easy, Lewisham (bairro localizado no sudeste de Londres), Ja Mappelle e Kings Road Sporting Heroes, do excelente álbum Nervous Horse, finalizaram a apresentação em grande estilo. Descendents Sem nada mencionando o nome da banda e nenhum efeito de luz, os quatro integrantes do Descendents entraram no palco. Milo, primeiramente, perguntou quem esteve na última apresentação da banda em Londres, em 2018. O vocalista queria se desculpar pois disse que naquele dia a sua voz não estava boa o suficiente. Logo depois, apresentou o cartão de visitas com Everything Sux. Melhor entrada possível. A casa literalmente virou do avesso. De um clássico a outro, a banda voltou para os primórdios e mandou Hope, do clássico Milo Goes to School. Coolidge veio logo na sequência. Cinco minutos de euforia. A banda não fala, deixa que a música fale por eles, e vão tocando ininterruptamente. Com um set list gigantesco, mínimas pausas entre as músicas, Milo apenas dizia o nome da próxima faixa ou Bill abria a contagem nas baquetas. Uma coisa super interessante foi notar uma presença grande de fãs assistindo a banda de cima do palco. Também um número grande de crianças na casa, especialmente na parte superior. Uma banda que passou por diversos momentos na carreira, mudou de nome, acabou, voltou, vários problemas internos, hiatos, e ainda está lá mostrando para todos o quão relevante ainda é. O set se misturou perfeitamente e pelo menos uma música de cada álbum foi executada durante a maratona. Pontos altos do set? Sim, diversos! I’m the One, Myage, Without Love, Bikeage e pelo menos mais umas 15 músicas. A banda entrega exatamente o que os fãs querem, muitos hits. Por fim, podemos dizer que os quatro senhores nos deram um frescor da adolescência e nos lembraram como a música ainda nos leva a lugares que não eram visitados há muito tempo. Mais de 40 anos de história e um dos legados mais bonitos da história do punk rock mundial.

Popload Festival anuncia Pixies, Jack White, Cat Power, entre outros

O Popload Festival anunciou Pixies e Jack White como principais atrações de sua oitava edição, que acontece em 12 de outubro, no Centro Esportivo Tietê, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda. Além dos dois nomes de peso, o Popload Festival também contará com outros artistas marcantes como o cantor e produtor australiano Chet Faker; a banda eletropop inglesa Years & Years; a cantora e guitarrista americana Cat Power; a banda-fenômeno argentina Perotá Chingó, além da incrível multiartista paulistana Jup do Bairro.  Os ingressos estão disponíveis no site ticketsforfun.com.br (com taxa) ou então na bilheteria oficial  (sem taxa; no Teatro Renault. Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – República). POPLOAD FESTIVAL 2022 Data: 12 de outubro, quarta-feira Local: Centro Esportivo Tietê. Av. Santos Dumont, 843 – Luz, São Paulo Capacidade: 15.000 pessoas Ingressos: PISTA Inteira 1º lote | R$ 380,00 (inteira) | R$ 190,00 (meia-entrada) Entrada Social* 1º lote | R$ 209,00 PREMIUM Inteira 1º lote | R$ 680,00 (inteira) | R$ 340,00 (meia-entrada) Entrada Social* 1º lote | R$ 374,00 Início das vendas dos ingressos: 14 de junho, 10h Site de vendas (com taxa de conveniência): ticketsforfun.com.br Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência): Teatro Renault – Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 411, Bela Vista De terça a domingo: das 12h às 20h (na terça-feira, 14 de junho, a bilheteria abre às 10h00) Segunda e feriados: fechado * Entrada social: A entrada social é uma categoria de ingressos que oferece desconto de 45% no preço do ingresso inteira, caso o cliente opte por fazer uma doação de R$ 10,00 à Pastoral Povo da Rua do Padre Júlio Lancelotti dentro dos valores estabelecidos.  O período de vigência da entrada social será até 21/09/2022, sujeito à disponibilidade de ingressos. 

Rolling Stones cancela show em Amsterdã após Mick Jagger contrair covid

O quarto show da turnê Sixty, do Rolling Stones, foi cancelado em cima da hora. Faltando poucas horas para o início da apresentação, nesta segunda-feira (13), na Johan Cruijff Arena, em Amsterdã, a banda revelou que não seria possível manter a programação porque Mick Jagger contraiu covid. Confira abaixo a nota do Rolling Stones “Os Rolling Stones foram forçados a cancelar o show de hoje à noite em Amsterdã, na Johan Cruijff Arena, após Mick Jagger testar positivo para a covid, quando chegou ao estádio. Os Rolling Stones estão profundamente chateados pelo adiamento, mas a segurança da plateia, dos músicos e da equipe de turnê é prioridade. O show será remarcado para uma outra data. Os ingressos para o show de hoje continuarão valendo para essa nova data”. Confira abaixo a nota de Mick Jagger “Eu sinto muito que nós tenhamos que adiar o show de Amsterdã com uma.noticia tão repentina nesta noite. Eu, infelizmente, acabo de testar positivo para covid. Estamos decididos a reagendar, o mais rápido possível, e voltarmos assim que pudermos. Obrigado pela paciência e compreensão”.