Rolling Stones cancela show em Amsterdã após Mick Jagger contrair covid

O quarto show da turnê Sixty, do Rolling Stones, foi cancelado em cima da hora. Faltando poucas horas para o início da apresentação, nesta segunda-feira (13), na Johan Cruijff Arena, em Amsterdã, a banda revelou que não seria possível manter a programação porque Mick Jagger contraiu covid. Confira abaixo a nota do Rolling Stones “Os Rolling Stones foram forçados a cancelar o show de hoje à noite em Amsterdã, na Johan Cruijff Arena, após Mick Jagger testar positivo para a covid, quando chegou ao estádio. Os Rolling Stones estão profundamente chateados pelo adiamento, mas a segurança da plateia, dos músicos e da equipe de turnê é prioridade. O show será remarcado para uma outra data. Os ingressos para o show de hoje continuarão valendo para essa nova data”. Confira abaixo a nota de Mick Jagger “Eu sinto muito que nós tenhamos que adiar o show de Amsterdã com uma.noticia tão repentina nesta noite. Eu, infelizmente, acabo de testar positivo para covid. Estamos decididos a reagendar, o mais rápido possível, e voltarmos assim que pudermos. Obrigado pela paciência e compreensão”.
Rolling Stones: o dia que a maior banda de todos os tempos conquistou Liverpool

Quem acompanha o Blog n’ Roll há anos já sabe o que pensamos: o Rolling Stones é a maior banda de todos os tempos e não tem discussão. Assistir Mick Jagger e companhia na cidade dos Beatles, a segunda maior da história, não tem preço. Havia muita coisa por trás desse show, que aconteceu na última quinta (9), em Liverpool. Foi a primeira apresentação dos Stones na cidade em 51 anos! A estreia da banda no lendário Anfield, estádio do poderoso Liverpool. E também a primeira vez no Reino Unido sem Charlie Watts. Verdade que fizeram um pequeno tributo no acanhado Ronnie’s Scott, em Londres, recentemente. A atmosfera da cidade parecia de clássico de futebol. Os fãs dos Stones estavam por todos os lados, inclusive em maior número na Mathew Street, a rua do Cavern Club e do quarteirão inteiramente dedicado ao Fab Four. Alguns desses fãs carregavam faixas e camisetas com mensagens provocativas aos Beatles, principalmente após Paul McCartney tentar criar uma rixa chamando o Stones de banda de covers de blues. Algo que nunca incomodou Jagger e Richards, que responderam sempre com respeito e educação ao trash talk do Beatle. O ônibus que partiu da região central de Liverpool rumo ao Anfield estava lotado. Alguns cantavam trechos de músicas dos Stones, enquanto outros conversavam sobre possibilidades do que poderia entrar no set. Parecia uma reunião da ONU. Argentino, brasileiro, polonês, italiano, inglês, espanhol. Todos estavam na mesma trilha. Na hora do ponto final, o motorista gritou: “esse é o ponto para o show do Stones”. Uma rápida caminhada e já estava em Anfield. Organização incrível para garantir a entrada rápida do público. O estádio é grande, mas tem aquele aspecto de arena, o que aproxima fã e banda durante o show. Talvez as cadeiras inferiores não tenham uma visão tão legal, mas o restante do estádio garante uma experiência única. E o melhor de tudo: todo coberto nas cadeiras. Aberto apenas na pista e pista premium. Echo & The Bunnymen Veterana da cena de Liverpool, a Echo & The Bunnymen foi quem abriu o evento no Anfield. Surgida em 1978, a banda teve grande alcance comercial nos anos 1980, mas perdeu força a partir da década seguinte. Ian McCulloch e Will Sergeant, vocalista e guitarrista, respectivamente, são os remanescentes da formação original. Curioso notar como McCulloch, mesmo debaixo de forte calor e diante de uma multidão, se manteve intacto em sua presença de palco e com um visual bem característico do pós punk. Sem muito tempo disponível, apenas 50 minutos, o Echo & The Bunnymen entregou um set calcado em sucessos. Foram nove faixas, incluindo Bring On The Dancing Horses, Seven Seas, The Cutter e The Killing Moon, que encerrou o show. Em Nothing Lasts Forever, a banda fez um medley com Walk On The Wild Side, de Lou Reed. E com o estádio ainda sendo preenchido pelo público, Ian McCulloch agradeceu os Stones pelo convite, disse que tinha realizado um sonho e saiu de cena. Rolling Stones Enquanto o público retornava da pausa para a hidratação, o telão iniciou uma linda homenagem a Charlie Watts, eterno baterista do Stones, falecido em agosto do ano passado. Ninguém mais ficou sentado. O estádio inteiro, 50 mil pessoas, aplaudiu o tributo. Alguns se emocionaram bastante. Street Fighting Man abriu a apresentação. Steve Jordan, que já convive e trabalha com alguns Stones há mais de 40 anos, está no lugar de Watts. E os fãs o receberam de forma muito respeitosa desde o início. Logo de cara é extremamente necessário lembrar que Mick Jagger completará 79 anos no próximo mês. Sim, 79 anos!!! E a turnê Sixty, que já passou por Madrid, Munique e Liverpool, comemora os 60 anos de estrada do Stones. Pois bem, Jagger não mudou nada. A voz segue impecável, os passinhos de dança não mudaram. A energia no palco é a mesma da observada na última turnê no Brasil, em 2016. É impressionante! Na frente do palco, duas pessoas acompanham atentamente Jagger: o coreógrafo, que depois chama a atenção para onde acertou e errou, além do filho mais novo, Deveraux Jagger, de cinco anos, que imita os passos do pai em vários momentos. Keith Richards (78 anos) perdeu um pouco a mobilidade. Não anda mais pelo palco como antes, mas Ronnie Wood (75) segue acompanhando Jagger nos passeios pela passarela e laterais do palco. O início da apresentação seguiu bem nostálgico, com dois resgates incríveis dos tempos em que o Stones se apresentava no Empire Theatre, em Liverpool: 19th Nervous Breakdown e Get Off of My Cloud, essa substituindo Rocks Off, tocada em Munique. “Em 1962 nós conhecemos um baterista chamado Charlie Watts. Essa é a nossa primeira turnê na Inglaterra sem ele. Então nós queremos dedicar esse show para ele”, disse Jagger, em sua primeira comunicação com o público. Tumbling Dice veio logo depois. Não sei explicar, mas simplesmente chorei. Stones é a trilha da minha vida. Ouvi pela primeira vez em 1989, quando tinha 4 anos e imitava Mick Jagger no histórico show de Atlantic City, que foi exibido na TV, repleto de convidados. Stones também foi o primeiro grande show da minha vida, em 1995, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. E as lembranças se seguiram por toda vida. Impossível explicar o que sinto. Em 1995, com 10 anos, lembro de ter chorado ouvindo Out of Tears no Pacaembu. Tumbling Dice foi quem conseguiu esse feito agora. Ao término de Tumbling Dice, Jagger fez uma confissão. Disse que a banda havia pensado em tocar You’ll Never Walk Alone, famosa na voz do Gerry & The Pacemakers e na torcida do Liverpool. No entanto, optaram por algo que também seria incrível: I Wanna Be Your Man, faixa composta pelos Beatles, mas lançada pelos Stones em 1963. Foi a primeira vez que a música foi lembrada em um show deles em dez anos. E, como se tivéssemos sido transportados para os anos 1960, Jagger e companhia seguiram explorando o repertório dessa fase, com Out
LP tira público de Manchester das cadeiras com apresentação impecável

A cantora norte-americana Laura Pergolizzi, a LP, deixou uma ótima impressão para os fãs brasileiros na última edição do Lollapalooza. Mas também segue conquistando corações pelo mundo. Depois de uma turnê bem sucedida no México, ela tem se apresentado na Europa. Na última quarta-feira (8), o O2 Apollo Manchester recebeu a artista. Casa lotada, 3,5 mil pessoas cantando junto do início ao fim. Com uma iluminação quase toda baixa, explorando sua silhueta e chapéu, LP pouco falou com os fãs, mas entregou um repertório porradão, com 20 músicas diretas, sem pausa. Churches, seu álbum mais recente, foi tocado quase na íntegra. Das 15 faixas, 12 foram lembradas por LP, que não esqueceu dos hits de seus maiores sucessos comerciais, Lost On You e Heart To Mouth. Em Goodbye, segunda canção do show, LP já mostrou o seu poderoso alcance vocal no refrão. E a principal arma da cantora é usada em vários momentos da apresentação, sempre arrancando gritos e aplausos dos fãs. Girls Go Wild veio na sequência. Nessa hora, a pista do O2 Apollo Manchester virou balada. Nas cadeiras, muitos dançavam com os braços para o alto, mas sem se levantar. A proposta de iluminação do show de LP é muito interessante. Apesar de ocultar o rosto da cantora quase que durante toda a apresentação, ótimas sacadas são colocadas em prática, como a simulação de uma igreja nos telões durante Churches. How Low Can You Go também explora bem os recursos técnicos, dando ainda mais força aos passos de LP no palco. Recovery e Lost On You, na reta final, serviram para fazer algo que o público das cadeiras já queria desde o início: levantar todos. Ninguém ficou sentado. No Brasil, muita gente passou a conhecer LP no Lollapalooza, mas ela já possui uma carreira na música há muitos anos. Só para se ter ideia, como compositora, fez canções para Cher, Rihanna, Christina Aguilera, entre outras. No entanto, seria um desperdício imenso manter LP apenas nessa função. Com uma voz muito fora do comum, ela reúne todos os ingredientes para uma cantora de alto nível. Não bastasse todos esses atributos, LP também possui uma forte ligação com o movimento LGBTQIA+. A tendência é que cresça ainda mais nos próximos anos: vozeirão, composições desejadas por grandes cantoras, ativismo, gentileza com os fãs. LP é uma estrela pronta para conquistar o mundo. Tianna Esperanza Responsável pela abertura da noite, Tianna Esperanza é uma cantora, compositora e contadora de histórias que incorpora uma profundidade de talento e coração que vai muito além de seus 21 anos. Com uma voz sensual e talento para a moda, Esperanza cria músicas cativantes inspiradas em artistas lendários como Nina Simone, Leonard Cohen e Gil Scott-Heron. Esperanza também é neta da lenda do punk Paloma (“Palmolive”) McLardy, que fundou a banda punk feminina dos anos 1970 The Slits e mais tarde tocou com The Raincoats. Com um repertório ainda em construção, Tianna mostrou bastante desenvoltura na hora de apresentar seus singles próprios, Terror e Lewis. Por fim, seria muito legal ver essa dobradinha entre LP e Tianna correr o mundo. São dois talentos absurdos com vozes marcantes. Foto por: @steampoweredboy LP – SETLIST When We Touch Goodbye Girls Go Wild Everybody’s Falling in Love When We’re High No Witness Strange How Low Can You Go The One That You Love Yes Can’t Let You Leave Muddy Waters Rainbow Churches My Body Safe Here Into The Wild One Last Time Recovery Lost on You
UK Rocks | Elvis Costello encanta no histórico Brighton Dome

Uma apresentação de Elvis Costello sempre pode surpreender. Aos 67 anos, ele não é o tipo de artista que vive do passado e segue a mesma fórmula para compor desde os primórdios. Portanto, um show dele pode ter punk rock, jazz, blues, música clássica, inglês ou espanhol. São infinitas possibilidades, se levarmos em consideração tudo que ele produziu e lançou desde os anos 1970. Com isso em mente, o show em Brighton, na Inglaterra, no último domingo (5), me deixou sonhando e idealizando o que poderia assistir. Foram 11 anos de espera desde o cancelamento de sua segunda turnê no Brasil. Em Brighton, cidade na qual a gaivota rouba a cena o tempo todo, Elvis deu o pontapé inicial da UK Tour do novo álbum, The Boy Named If. A casa escolhida foi a maravilhosa Brighton Dome, construção histórica que recebeu concertos memoráveis do Pink Floyd, além de ter sido o palco da final do Eurovision de 1974, que consagrou o Abba como vencedor. Aliás, Elvis estava muito bem acompanhado de seus companheiros do The Imposters (Steve Nieve – teclados; Pete Thomas – bateria; Davey Faragher – baixo e backing vocals) e Charlie Sexton, guitarrista fixo da banda de Bob Dylan. O repertório passeou por várias fases da carreira do músico. Em duas horas de apresentação, Elvis conversou muito com o público, brincou com o fato de ninguém ali estar se importando com o Jubileu da Rainha, além de ter intercalado momentos mais introspectivos com outros animados. Desde o início da pandemia, Elvis viveu momentos distintos. Ficou isolado com a esposa, Diana Krall, e os filhos, lançou alguns discos em dois anos, mas também sofreu com grandes perdas, como a mãe e o amigo produtor Hal Willner. O retorno aos palcos britânicos logo teve uma sensação diferente para o músico. Sua última apresentação pelo país, pouco antes da pandemia, foi em Liverpool. A mãe dele estava lá na plateia. Voltando ao show no Brighton Dome, ele esquentou de vez da metade para o fim. Até o momento, Elvis tinha tocado muitas faixas com poucas luzes no palco, o que fez com que algumas pessoas até tirassem um cochilo na plateia. Accidents Will Happen mudou esse cenário. Quase em sequência, foi sucedida por Watching the Detectives, The Comedians, (I Don’t Want to Go to) Chelsea e Alison. Pump It Up e (What’s So Funny ‘Bout) Peace, Love and Understanding, que deram números finais ao show, tiraram o público das cadeiras. Ninguém mais ficou sentado e cantaram junto com Elvis até o fim. Foi o mais próximo dos tempos de punk rock do músico. Ian Prowse O responsável pela abertura da noite foi Ian Prowse, vocalista das bandas indie Pele e Amsterdam. Com pouco mais de 40 minutos de apresentação, ele priorizou alguns dos sons mais conhecidos de suas duas bandas, além de duas novidades da carreira solo, que teve um álbum lançado no início do ano, One Hand on the Starry Plough. Uma dessas canções foi tocada logo na entrada de Prowse. Diego é um tributo do artista ao inigualável Diego Armando Maradona. Sim, o cara é fanático por futebol. Diego é uma canção bem linda, no piano, com muita influência de The Carpenters. Acompanhado de outros dois músicos, um tecladista e uma violonista, Prowse entoou versos como “você estava louco, louco, louco, ninguém nunca fez isso como você, baby”. Entre um som e outro, Prowse também abusou do humor inglês. Disse que avisou a família que aproveitaria o feriado do Jubileu para fazer um show em uma cidade de praia. Ouviu como resposta uma pergunta: “será lá que passaremos nossas férias?”. Ao que respondeu: “não, é Brighton. Vamos para outro lugar, por favor”. A piada foi bem aceita pelo público, que deu risada e o aplaudiu na sequência.
Exaltado por Stones e Killers, Sam Fender é o nome do verão britânico

Responsável pela abertura do show do The Killers, no Emirates Stadium, em Londres, na última sexta-feira (3), o guitarrista inglês Sam Fender vem conquistando seu espaço com muito merecimento. Antes mesmo de lançar seu primeiro álbum de estúdio, Hypersonic Missiles, em 2019, Fender já lotava shows em Londres, Nova York e Los Angeles. Com o segundo disco, Seventeen Going Under, de 2021, cresceu mais ainda. A faixa-título desse trabalho virou seu single com mais streams. Agora, na atual temporada, segue obtendo conquistas importantes. O show com o The Killers foi o primeiro do artista em um estádio. Algo que ele fez questão de mencionar: “estou muito feliz de estar aqui. É o meu primeiro show em estádio”. Chama a atenção a personalidade deste jovem de 28 anos. No palco, consegue comandar a plateia como poucos. Entra em cena acompanhado com uma superbanda com metais, guitarras, baixo e teclado. A sonoridade também é de quem não ficou acomodado com o que escutava quando adolescente. Fã declarado do Kings of Leon, Fender é fascinado por Jimmy Page, Jimi Hendrix e Slash. O som, no entanto, está mais voltado para a linha de Bruce Springsteen. E isso é bom demais. Em algumas entrevistas, chegou a declarar que seu irmão o apresentou os álbuns Born to Run e Darkness on the Edge of Town, do The Boss. Aliás, por falar em personalidade, ele deixa isso bem claro em pequenos gestos também. Por exemplo, esticar uma bandeira do Newcastle, seu time de coração, em cima do teclado, mesmo sabendo que está na casa do Arsenal. Quem se importa, né? Fender também atrai muito o público jovem por ter mantido uma carreira de ator em papéis secundários em séries de TV. No show na casa do Arsenal (chamo assim porque os vizinhos do estádio simplesmente ignoram o nome Emirates Stadium), Fender tocou dez músicas. Foram seis do álbum mais recente, duas do primeiro, uma do EP Dead Boys, além de um b-side de Seventeen Going Under. Aliás, as duas músicas destacadas do show foram as presentes nesse single: Seventeen Going Under fechou a apresentação com o estádio quase inteiro cantando junto, enquanto Howdon Aldi Death Queue veio com uma pegada bem punk rock, acompanhada por um vídeo cheio de críticas sociais. Fender fala com propriedade desses problemas. Nunca foi um abastado. Desde os 15 anos canta na rua para ajudar a família. Seu padrasto, que serviu as Forças Armadas, chegou a viver como sem-teto por mais de um ano, enquanto a mãe precisou se aposentar precocemente por conta da fibromialgia. Em entrevistas recentes, Fender conta que as drogas sempre estiveram presente em sua região. Conseguiu fugir do vício que levou muitos de seus amigos embora, mas não esconde que pensou em vender para poder ajudar a família com o dinheiro. Felizmente a música mostrou um caminho melhor. Por fim, não bastasse as conquistas recentes, Sam Fender também tocará com os Rolling Stones no Hyde Park, em Londres, em julho. Que esse fenômeno chegue logo ao Brasil!
UK Rocks: The Killers empolga com show repleto de surpresas no Emirates Stadium

Após dois anos de uma série de adiamentos em função da pandemia do coronavirus, o The Killers, enfim, está conseguindo apresentar o último álbum de estúdio, Imploding The Mirage, de 2020, para o público europeu. Depois de viajar para o México, a banda deu start aos concertos britânicos em maio, passando por cidades como Sheffield, Doncaster, Bristol, Coventry, Southhampton e Middlesbrough. Na última sexta-feira (3), Londres recebeu o primeiro de dois shows de Brandon Flowers e companhia. O local escolhido foi o Emirates Stadium, casa do Arsenal. Diante de 65 mil pessoas, Flowers entregou o que se espera do The Killers: um show próprio para arenas. O palco, aliás, é uma grande surpresa. Inicialmente parece bem simples, minimalista ao extremo. Mas basta rolar os primeiros acordes da banda, completamente diferente (sobrou Flowers e Vanucci na bateria), e três telões imensos com imagens em alta definição são revelados. My Own Soul’s Warning, um dos singles de Imploding The Mirage, abriu o show. Aliás, com explosão e chuva de papel picado logo no início, o que já despertou a atenção dos fãs. Importante destacar como o grupo segue deixando suas canções sempre aptas para momentos triunfais dos shows. A breve passagem por Enterlude preparou o público para uma trinca clássica do Killers: When You Were Young, Jenny Was a Friend Mine e Smile Like You Meant It. Com um equilíbrio interessante no set, a banda visitou todos os álbuns trazendo canções como Shot at The Night e Running Towards a Place, antes de entregar mais dois super hits: Human e Somebody Told Me. Aliás, Human veio com dezenas de bailarinos nos quadradinhos dentro do telão, que dançaram uma coreografia com menções à letra. Flowers e Vanucci seguem como os capitães do navio. São eles que comandam os novos integrantes e o público. Os ingleses acompanharam o vocalista em todos os momentos de interação. Shadowplay, cover do Joy Division, foi mantida no repertório, que ainda trouxe uma novidade para os fãs mais atentos: Pressure Machine, faixa-título do último álbum da banda, lançado em 2021. Foi a primeira vez que ela foi tocada ao vivo. Confuso? A turnê é para divulgar o penúltimo álbum, mas no caminho já saiu outro disco. No entanto, o foco é mesmo Imploding The Mirage, representado com cinco canções, a mesma quantidade de Hot Fuss, maior sucesso comercial da banda. Pressure Machine, por exemplo, só teve duas faixas lembradas: a homônima e In The Car Outside, que vieram em sequência. Sobre a escolha de Pressure Machine no set, Flowers deu uma explicação curiosa durante o show: “Jo Whiley (radialista), ela sempre nos defendeu desde o início – ela está aqui esta noite. Ela deveria ter um jubileu, certo? Ela disse algumas coisas maravilhosas sobre esta próxima música e ela pediu hoje à noite – se você não gosta, culpe-a. Chama-se Pressure Machine“. Em For Reasons Unknown, Flowers fez o que o público brasileiro já viu na última passagem da banda pelo País, no Lollapalooza. Viu um fã com um cartaz dizendo que queria tocar uma música com eles e o convidou para assumir a bateria. O escolhido foi Patrick, que mostrou muita personalidade ao chamar o público para o acompanhar nas batidas. Vanucci foi para a guitarra nesse momento. Ao término da canção, Patrick deixou a cena, mas Flowers foi atrás para abraçar o menino. Parecia impressionado com o que vou no palco. O público gritou o nome de Patrick, que estava visivelmente emocionado. A Dustland Fairytale foi o momento das luzes dos celulares roubarem a cena. Com o Emirates Stadium completamente iluminado pelos fãs, Flowers iniciou a canção de forma acústica para deixar a plateia ainda mais emotiva. Sempre à vontade para homenagear suas influências e artistas marcantes, Flowers puxou uma versão de The First Time Ever I Saw Your Face, de Ewan MacColl & Peggy Seeger. Da parte do público, porém, passou quase batida. Runaways, que tem um refrão perfeito para explodir em estádios, veio na sequência, acompanhada por Read my Mind e Dying Breed. Antes da pausa costumeira para o bis, o Killers apresentou mais dois highlights da apresentação: Caution, com chuva de papel picado e explosões nas areias mostradas no telão, além de All These Things That I’ve Done, com o estádio inteiro cantando junto. Spaceman e Mr. Brightside apareceram no bis. A segunda, no entanto, começou bem descaracterizada por entrado em uma versão remix. Felizmente, a original foi tocada na sequência, garantindo um final apoteótico na casa dos Gunners, com muita queima de fogos em cima do palco.
UK Rocks | Me First and the Gimme Gimmes + Pinc Louds + 4ft Fingers no O2 Academy Islington
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Atração do Rock in Rio, Dream Theater anuncia show em SP