Imagine Dragons surpreende fãs com single Bones; ouça!

Na sequência de Enemy, que está entre as músicas mais ouvidas do mundo desde o ano passado, o Imagine Dragons lançou o single Bones, a primeira faixa de seu próximo lançamento, Mercury – Act 2. Com uma letra que reflete sobre a vida e a morte, a música explode com um refrão contagiante, marca registrada da banda. Bones é um reflexo da minha constante obsessão com o caráter definitivo e a fragilidade da vida”, diz Dan Reynolds, vocalista do Imagine Dragons. “Estou sempre em busca de alguma evidência que me convença de que há mais por vir – que a vida é verdadeiramente eterna em algum sentido. Tendo ainda que descobrir isso, tento pelo menos sonhar como seria conquistar a morte em uma canção”. A música foi produzida pela dupla sueca Mattman & Robin, que também está por trás de Enemy e outras duas faixas do álbum Mercury – Act 1.
Com apresentação de Ozzy e Sharon Osbourne, Yungblud lança The Funeral

Grande nome do cenário britânico atual, Yungblud lançou o single The Funeral. A faixa é acompanhada por um vídeo apresentando os lendários Ozzy & Sharon Osbourne. “Eu passei muito tempo nos últimos 18 meses lutando com quem eu realmente quero ser. Honestamente, tenho me sentido um pouco hipócrita ultimamente. Passei os últimos quatro anos dizendo às pessoas para não se desculparem e para não se importarem com o que os outros pensam e percebi que era algo que eu precisava dizer a mim mesmo. Senti muita pressão, muita insegurança, me questionei muito. Mas, então, escrevi esta canção e ela destilou para o que seria a próxima fase da minha vida, e não apenas a minha carreira”, disse Yungblud. “A letra é literalmente uma lista sobre tudo que me sinto inseguro, porque se você se identifica com o que não gosta em si mesmo e aceita, ninguém pode dizer nada que você já não tenha dito a si mesmo. Você fica como se fosse à prova de balas. Essa música é sobre possuir essas inseguranças e simplesmente ser destemido. É sobre o ego, a morte, o renascimento e dançar sob seu túmulo. Convidando todos para se juntar a você, mas se você estiver por conta própria e for o único que está dançando – tudo bem também. Para esta nova música, eu me olhei no espelho e disse ‘você não vai durar para sempre, como quer ser lembrado? E se você fosse atropelado por um carro amanhã e pudesse cantar mais uma coisa antes de se tornar comida de verme, seria essa música?’ Na verdade, a resposta é sim. Eu a levaria para o meu túmulo”. Confira abaixo o videoclipe de The Funeral
Florence + The Machine revela My Love e dá detalhes do novo álbum

Florence + the Machine compartilhou detalhes de seu quinto álbum de estúdio, Dance Fever, que será lançado no dia 13 de maio. O anúncio vem com seu novo single, My Love, que estreia ao lado de um vídeo da aclamada diretora Autumn de Wilde. Dance Fever foi gravado predominantemente em Londres durante o período da pandemia, em antecipação à reabertura do mundo. O álbum evoca o que Florence mais sentiu falta no meio do lockdown – discotecas, dançar nos festivais, estar no meio do turbilhão do movimento e da convivência – e a esperança dos reencontros que virão. É o álbum que traz de volta o melhor de Florence – como no festival Boudicca encabeçado pela banda, empunhando hinos como uma espada flamejante. Pouco antes da pandemia, Florence se tornou fascinada pela choreomania, um fenômeno renascentista no qual grupos de pessoas – às vezes milhares – dançavam descontroladamente ao ponto da exaustão, colapso e morte. A imagem repercutiu em Florence, que estava em turnê ininterrupta há mais de uma década, e o lockdown parecia estranhamente premonitório. A imagem, o conceito de dança e a choreomania permaneceram centrais enquanto Florence tecia suas próprias experiências de dança – uma disciplina a que ela recorreu nos primeiros dias de sobriedade – com os elementos folclóricos de um pânico moral da Idade Média. Em tempos recentes de torpor e confinamento, a dança oferecia propulsão, energia e uma maneira de olhar a música de uma forma mais coreográfica. Começando, como sempre, armada com um caderno de poemas e ideias, Florence tinha acabado de chegar a Nova York, em março de 2020, para começar a gravar o disco com Jack Antonoff quando o covid-19 a forçou para um retiro em Londres. Trancada em casa, as canções começaram a se transformar, com referências ao dance, folk, Iggy Pop dos anos 70, trilhas folclóricas saudosas à la Lucinda Williams ou Emmylou Harris e muito mais. Uma vez de volta a Londres, My Love foi uma faixa em particular que se transfigurou de uma entidade para outra com a ajuda de Dave Bayley, da Glass Animals. Welch tinha escrito a canção em sua cozinha como um “pequeno poema triste”, e quando ela a gravou acusticamente simplesmente não parecia funcionar. Bayley sugeriu o uso de sintetizadores e isso se expandiu com uma energia que enche cômodos e reverbera no peito. Com o amor de Dave pelos sintetizadores e o fascínio de Florence por todas as coisas góticas e assustadoras, uma espécie de som “Nick Cave at the club” começou a emergir para moldar o disco. Liricamente, ela se inspirou nas trágicas heroínas da arte pré-Rafaelita, a ficção gótica de Carmen Maria Machado e Julia Armfield, a onda visceral dos filmes de terror folclórico The Wicker Man e The Witch to Midsommar. Produzido por Florence Welch, Jack Antonoff e Dave Bayley, Dance Fever é um álbum que vê Florence no auge de seus poderes, entrando em um autoconhecimento plenamente realizado, brincando com sua própria persona autocriada e com ideias de identidade, masculina e feminina, redentora, comemorativa, entrando plenamente em seu lugar no panteão icônico. My Love segue os recém-apresentados King e Heaven is Here, ambos lançados com vídeos feitos por Autumn de Wilde e coreografados por Ryan Heffington.
A alegria está de volta! Ouça o novo álbum de Bryan Adams

A alegria como foco, o tempo como cura e a estrada como destino marcam o novo álbum do cantor e compositor Bryan Adams. Com forte pegada roqueira, So Happy It Hurts é o décimo quinto trabalho de estúdio do ícone canadense. Este é um lançamento BMG que chega junto de um clipe para a faixa Always Have, Always Will. “Quando percebi que talvez nunca mais sairíamos em turnê devido à pandemia, comecei a reunir todos os esboços e ideias de músicas que fui escrevendo em pedaços de papéis, recibos e porta-copos, juntei-os no meu laptop e fiz um álbum”, conta Bryan. Em suas décadas de serviço à música, Bryan Adams conseguiu liderar as paradas de sucesso em mais de 40 países. Ele acumula em sua carreira 3 indicações ao Oscar, 5 ao Globo de Ouro, um Grammy, um AMA e uma estrela na calçada da fama de Hollywood. “A pandemia e o lockdown nos fizeram pensar que de um momento para outro o que temos como rotineiro e confortável pode mudar. De uma hora pra outra, ninguém conseguia pular no carro e ir embora por aí”, diz Adams. “O álbum aborda muitas das coisas efêmeras da vida que são realmente o segredo da felicidade, o mais importante, a conexão humana”, resume.
Rex Orange County lança o álbum Who Cares?

Rex Orange County lançou o álbum Who Cares?, nesta sexta-feira (11), acompanhado do novo single de trabalho, Open a Window, com participação de Tyler, The Creator. A faixa é a combinação perfeita do pop indie de Rex com o rap de Tyler, marcando a primeira vez que colaboram juntos desde o álbum de Tyler de 2017, Flower Boy. Open A Window reúne um som descontraído com teclado e bateria com um toque de jazz que fluem livremente por trás dos vocais de Rex. A faixa segue o single Amazing, lançado anteriormente e o single principal Keep It Up, que a Billboard descreveu como “um saboroso pop-rock despreocupado”. Who Cares marca o primeiro lançamento de Rex desde o EP Live at Radio City Music Hall de 2020, retirado de seus dois shows esgotados no local, pouco antes de sua turnê internacional Pony ser interrompida em Berlim devido ao Covid-19. Como se vê, no entanto, essa turnê interrompida é parte da gênese deste álbum. Depois de passar a maior parte de 2020 em quarentena no Reino Unido, Rex fez jornada para Amsterdã no outono para gravar com Benny Sings, com quem criou o single de venda de platina de 2017 Loving Is Easy. O que começou com sessões sem muita expectativa, se transformou em uma janela incrivelmente produtiva de 48 horas de gravação com Benny. Os 10 dias subsequentes de trabalho juntos produziram então o seu quarto álbum, feito através de uma grande parceria. O projeto de Rex Orange County é um disco lúdico de um artista em clima lúdico.
Nasi e Os Spoilers disponibilizam o terceiro single; Ouça Feedback

Nasi e o trio Os Spoilers lançaram o terceiro single do trabalho de estreia que tem lançamento previsto para o primeiro semestre. Seguindo a linha das vertentes do rock inglês de todos os tempos, a balada remete ao romantismo mod que vai de Beatles a Oasis. Aliás, com destaque para os vocais sessentistas. Composta por Johnny Boy (baixista do Ira! e músico convidado do projeto), Feedback conta com as participações especiais do baterista Steve White (Style Council e Paul Weller) e do guitarrista Aziz Ibrahim (Simply Red e Stone Roses). Nasi & Os Spoilers é: Nasi (voz), Daniel Tessler (guitarra e voz), Gustavo X (guitarra) e Johnny Zanei (baixo).
Criolo anuncia novo álbum e show para 2022

Criolo, através de sua gravadora Oloko Records, confirmou um novo álbum de carreira e um novo show, com lançamento programado para maio de 2022. O álbum e o show ganharam o nome de Sobre Viver. “O novo álbum vem tão cheio de sentimentos desses últimos 4 anos e mais recentes encontros, com novas estéticas que ainda não tinha trabalhado. O show está em construção com muito amor e afeto, só assim pra transformar a raiva, o ódio e dor que tentam não ir embora e me visitam toda hora em um show com ancestralidade e entrega dos mais puros sentimentos de vida”, explica Criolo. A estreia do novo show acontece no Rio de Janeiro, no dia 14 de maio. São Paulo (21/05) e Florianópolis (04/06) também poderão conferir a apresentação, que deve percorrer outras cidades brasileiras, com datas a serem divulgadas em breve. Em Sobre Viver, o show, Criolo entregará performances de canções que tocaram e emocionaram o público nos últimos meses, como Cleane, Sistema Obtuso e Fellini. O repertório ainda contará com sucessos dos mais de 15 anos de carreira do cantor paulistano e canções inéditas, que fazem parte do novo álbum.
Entrevista | Scalene – “Talvez Labirinto seja o último álbum mesmo”

A banda Scalene lançou Labirinto, o seu quinto álbum de estúdio, nesta sexta-feira (11). Nas redes sociais, a banda deu a entender que esse seria um provável fim. Portanto, conversamos com o vocalista, Gustavo Bertoni, que explicou a situação. “Eu realmente não sei, não tem nem o que esconder, eu só não tenho o que falar. Os últimos anos foram muito intensos para a banda, e a gente já existe há 12 anos. É natural que a vida te leve para outros caminhos. Talvez a gente só precise de umas férias, talvez a gente só precise de um hiato”. “A morte simbólica está muito presente nesse disco, não a morte literal, mas a gente deixar morrer aspectos nossos para que o novo nasça. Então, acho que talvez seja o último álbum mesmo, porque sempre é o último álbum, a gente nunca é o mesmo depois de lançar um álbum. Talvez, definitivamente, é o último álbum da banda que a gente foi até hoje”, finalizou. Confira abaixo a entrevista na íntegra: Como foi o processo criativo do novo álbum Labirinto? E como foi juntar diferentes propostas em um só álbum? As ideias para esse disco começaram lá em 2019, pré-pandemia. Assim que a gente lançou Respiro, a gente já começou a entender o que seria um provável caminho para esse álbum. Por ter começado tão cedo, a gente conseguiu desde o início alinhar muito bem a nossa expectativa e influências para esse álbum, nossas intenções, buscas. Então, a pesquisa para esse álbum foi a mais bem organizada e alinhada que a gente já fez, isso envolvendo todas as artes, tipo cinema, literatura, muita coisa que a gente foi trazendo por caldeirão. O apelido do álbum era Noir, que é um movimento do cinema, mas também já traz muita coisa consigo nesse nome, coisa da noite, escuridão, sombras e tal. Então, a gente ficou chamando esse disco de No ir durante um bom tempo, até chegarmos em Labirinto. Foi um processo de mergulho interno muito profundo, a gente brincou muito com a frase “iluminar os becos da alma”, a gente queria muito entender a nossa sombra, escuridão, na busca de se tornar quem se é mesmo. Acho que esse disco, de uma forma mais intensa que antes, tem um certo se jogar no abismo, pular do precipício e se jogar na escuridão de nós mesmos. Então, foi muito intenso, nem sempre foi bonito e fácil, mas trouxe muita novidade para a nossa vida. Por ele ter esse teor muito denso e introspectivo, a gente queria que a gente compensasse isso no som. É um disco vigoroso, extrovertido, as letras e os temas são mais introspectivos mas é um disco, para os padrões Scalene, intenso. É um disco que dá a cara a tapa, a gente focou muito nisso, na produção também, não é um disco tímido, acho que essa é a palavra, eu não queria que fosse um disco tímido, eu queria que a gente abraçasse quem a gente é, em nossa totalidade, em belezas e imperfeições, luz e sombras. Então, acho que é um disco muito completo e talvez seja o disco mais Scalene que a gente já tenha feito, estou com muito orgulho dele. Esse álbum sai um pouco do que a Scalene está acostumada a fazer. Como você descreve essa nova fase da banda e o que fez vocês decidirem sair da zona de conforto? A gente sempre sai da zona de conforto. Acho que esse é o nosso quinto ou sexto álbum, tirando os EPs e DVDs do meio do caminho. Então, a gente sempre sai da nossa zona de conforto, o desafio nesse álbum de algumas formas, por mais que ele tenha várias novidades, foi retomar o rock. Quando você está sempre saindo da zona de conforto, sair da zona de conforto é estar na zona de conforto. Se desafiar nesse álbum, significava também insistir em certas coisas, não só mudar, acho que a insistência em coisas que você já é, já faz é um grande desafio também, especialmente, para uma banda que está acostumada a estar sempre mudando, então, a gente quis focar nisso também. Tem muitos elementos eletrônicos nesse álbum, que foi uma novidade para a gente. Tem mais uso de sintetizadores, então, como sempre foi realmente um passo em novos territórios mas também foi uma retomada de muita coisa. O nosso último álbum foi super MPB, super acústico, e o outro álbum de 2017 era roqueiro mas também era bem brasuca. A gente acho que voltou para algumas coisas de um rock que a gente fazia no início da carreira, só que com a maturidade de hoje em dia. Acho que tem temas nesse álbum que a gente já falava sobre, só que eu sinto que agora a gente viveu na pele essas coisas. As questões filosóficas e existenciais da discografia do Scalene acho que eram muito poéticas e eram muito sobre a curiosidade de viver essas coisas, agora acho que a Scalene viveu isso, faz parte nós. Então, as questões filosóficas e existências estão mais internalizadas, acho que ele fica mais potente, sincero. As faixas que integram o álbum vão mostrar assuntos tratados ao longo da história da Scalene. Tem alguma canção que vocês estão mais receosos de expor para o público? Não tem nenhuma canção que traga algum receio, acho que estou bem confortável com todas as letras. Tem uma música que é mais maluca sonoramente, então, rola uma curiosidade do quão louco as pessoas vão achar que isso é. Por que sempre que a gente lança uma coisa as pessoas acham muito diferente, para gente já não é, porque a gente já está acostumado com aquilo, a gente está convivendo com aquelas ideias durante anos, às vezes chega de uma forma muito nova mas para gente já é familiar. Então, às vezes rola um pouco dessa curiosidade, não chega a ser um receio de tipo, “será que a gente fez muita loucura aqui ou as pessoas vão entender?”. Liricamente, pelo
Entrevista | Planta & Raiz e Julies – “Feat que namoramos há dois anos”

No mês que irá estrear no Lollapalooza, a banda de reggae Planta & Raiz traz mais uma novidade: um single em parceria com Julies, artista revelação do gênero. Em resumo, Se Deus Quiser chega nesta sexta-feira (11) em todas as plataformas de streaming. Em entrevista exclusiva ao Blog n’ Roll, o vocalista da banda, Zeider Pires, contou sobre a comemoração dos 25 anos de carreira do Planta & Raiz, a participação no Lollapalooza e como foi feita essa parceria musical. “Julies é meu parceirão. A gente já tem trabalhado bastante junto nas divulgações, nos corre e também nas composições, a gente tem feito muita música junto. O dia que a gente fez essa música, bateu na hora e a gente decidiu que seria essa que a gente faria um feat junto, uma produção musical, e deu no que deu, mó musicão, hitzasso”. De acordo com o Julies, esse single é uma “realização pessoal” por ter crescido escutando Planta & Raiz. Contudo, isso reflete na inspiração que teve para a sonoridade: a “nata” da banda. Confira a entrevista na íntegra abaixo: Como surgiu a ideia de gravar junto com o Julies? Vocês já trabalharam juntos antes? Zeider: Julies é meu parceirão. A gente já tem trabalhado bastante junto nas divulgações, nos corre e também nas composições, a gente tem feito muita música junto. O dia que a gente fez essa música, bateu na hora. Então, a gente decidiu que seria essa que a gente faria um feat junto, uma produção musical. E deu no que deu, mó musicão, hitzasso. Julies: Estou felizasso também. Complementando o Zeidão, é um feat que a gente já está namorando há basicamente uns dois anos, desde quando o Planta lançou um som acho que com o Fábio Braza, acho que já faz mais ou menos dois anos né Zendão? Zeider: Acho que até um pouco mais. Julies – A gente já vinha falando disso, “vamos fazer junto uma foda”, a gente sempre ficou “tem que ser a foda”. Sempre falava com os moleques, “já tem um feat com o Planta pronto. Mas preciso achar a música para gente fazer junto”, foi até quando a gente sentou e começou a canetar e falou “vish, é essa”. O que representa para você gravar com o Planta? Julies: O Planta é basicamente realização pessoal. Cresci vendo os caras tocando aqui na Zona Norte, tinha o antigo baterista do Planta que era casado com uma das amigas das minhas irmãs, a gente tinha uma relação meio indireta. Sempre cresci admirando os caras, era máquina de hit, lembro que ia para a academia ouvindo, tinha acabado de sair o Ao Vivo de 2006, e falava “caralho”. Foi passando o tempo, e tenho a minha empresa de assessoria e a gente calhou de começar a se encontrar na estrada, começou a estreitar a relação. Para mim hoje é a realização de um sonho, porque além de poder chamar os caras de amigos, são um dos maiores nomes da história da música brasileira, do reggae brasileiro, não tem como ter outro sentimento além desse. Falando sobre a canção Se Deus Quiser, do que ela trata na letra? E o que trouxeram de sonoridade para ela? Zeider: A letra da música é esse lance da gente encontrar uma pessoa que a gente gosta muito, que também gosta muito da gente, que “vem ficar comigo”. É o lance, se você quiser, eu vou, onde você quiser que eu esteja, estarei. Então, acho que é isso, é o lance do amorzão recíproco, desse respeito no relacionamento, da gente estar com quem gosta da gente e cuidar de quem gosta da gente. Para onde a pessoa que gosta da gente for a gente vai, é mais ou menos por aí. Julies: A questão da sonoridade, quis trazer o que eu mais tinha de referência da nata do Planta, os big hits que tomavam o meu coração. Tentamos trazer muito para essa onda tipo De Você Só Quer Amor, essas sonoridades que para mim, na minha opinião, traz a mais alta nata do Planta. Acho que é o mais alto nível, aqueles negócios que toca no coração mesmo, comercialzão com timbres únicos do Franja, timbre único do Zeidão e o jeito de cantar. Realmente, a sonoridade, esse som foi inspirado mesmo no melhor do Planta. Falta pouco para a participação de vocês no Lollapalooza. O que significa para vocês representar o reggae nacional em um dos maiores festivais do mundo? Zeider: É algo surreal que cede meu entendimento do sentimento da gratidão. Estou me sentindo muito grato à Deus, e tudo que nos move, por essa oportunidade, já que o Lolla é uma vitrine para o planeta. A gente vai estar tocando o coração de muitas pessoas, um público eclético, a gente vai ter a oportunidade de mostrar a nossa música para pessoas que de repente não estão muito voltadas para o reggae, e também para produtores de show do Brasil e do mundo. Então, acho que é uma oportunidade única na vida, e a gente vai aproveitar do jeito que a gente mais gosta, com maior responsabilidade, amor e arrebentando, Vamos chegar e fazer o show da vida lá. Julies: Você é louco hein? Estou lançando um som com a atração do Lollapalooza, tá de brincadeira, estou no jeito para caralho. Zeider: Nós estamos chique, mano. Julies: Amém, o reggae no Lola, progresso. Zeider: Pela primeira vez uma banda de reggae do Brasil vai fazer parte do Lollapalooza. Então, para gente é uma honra muito grande, uma felicidade sem tamanho. Julies: É o Planta abrindo novamente espaços para o gênero, porque assim, na minha opinião, o Planta, junto com o Natiruts, foi o grande responsável dessa popularização do reggae, principalmente no começo dos anos 2000, 2006 e 2007. Acho que isso é reflexo de 25 anos de história, estou orgulhoso para caralho desses caras que eu posso chamar de amigos. Zeider: É nois Julieto, vamo. Já tem uma ideia do que pretendem priorizar no setlist do