Resenha | Richie Sambora no Bush Hall, em Londres

Sem nenhuma postagem em seu perfil no Instagram desde 2018, pouquíssimas postagens no Facebook e com uma conta de Twitter um pouco mais movimentada, Richie Sambora pegou todos de surpresa quando anunciou um show intimista no Bush Hall, em Londres, na última segunda-feira (20). Como ele mesmo disse: “um show surpresa como nós costumávamos fazer as coisas”. O show foi organizado pela We Are Family Foundation (WAFF), organização sem fins lucrativos fundada pelo icônico Nile Rodgers. Aliás, a WAFF faz um lindo trabalho criando e apoiando programas que promovem a diversidade cultural. Após todo o buzz em torno dessa apresentação, Sambora apresentou algumas surpresas, como a audição de cinco faixas que vão compor o seu novo álbum, previsto para 2022. Elas foram tocadas antes mesmo do show. Aliás, a pedido do próprio Sambora. Em resumo, podemos dizer que são músicas que remetem bastante ao início da carreira dele com o Bon Jovi. Outra curiosidade é que Sambora veio sem a banda. No palco, os músicos que deram apoio foram os mesmos que acompanham Nile Rodgers em seus shows. Tal atitude deixou a apresentação ainda mais intimista, com uma atmosfera de jam session. Logo depois, as mesmas faixas tocadas antes do show, voltaram a dar as caras na apresentação. Porém, com a adição de canções da carreira solo e clássicos da época do Bon Jovi. Entre as que mais empolgaram estiveram uma versão à capela de Stranger in This Town, a belíssima All That Really Matters, além de versões acústicas de It’s My Life, Livin’ on a Prayer e Dead or Alive, que fechou o set list de um show quase exclusivo.

Entrevista | Arno Carstens (Springbok Nude Girls) – “Quem diria que a gente ia viver um “fucking partyapocalypse”

Uma verdadeira instituição do rock na África do Sul, o Springbok Nude Girls celebra quase três décadas de história com o álbum Partypocalypse. É o primeiro da banda após Beautiful Evolution (2018). No entanto, o álbum foi gravado quase na sequência do seu antecessor. Registrado em 2019, Partypocalypse pode ter sido o último com os membros originais Adriaan Brand (teclados / trompete) e Arno Blumer (baixo), que agora moram em outros países. Aliás, o vocalista Arno Carstens, que conversou com o Blog n’ Roll via Zoom, explicou essa mudança. “Quando começamos a trabalhar no disco em 2019, tínhamos um mês para fazer tudo e trabalhamos dentro de nosso cronograma limitado para produzir algumas das melhores performances da banda até hoje. Mal sabíamos que o álbum teria essa personalidade que se revelaria contra o caos do planeta em 2021. O bônus de ter criado um bom álbum é o luxo de fazer parte da grande família da Mongrel Records e ter sua atenção meticulosa sobre como apresentaremos isso a todos. Mongrel Records traz uma sensação de calma para o caos sem fim do Springbok Nude Girls e nos sentimos incrivelmente sortudos”. Partypocalypse foi gravado antes mesmo da pandemia. Por que demorou tanto para lançar? A gente escreveu o álbum e gravamos antes da covid. Demorou porque nós mesmos financiamos o álbum, apenas fizemos a mixagem quando o produtor não estava ocupado com outro trabalho. Levou dois anos para mixar e finalizar o álbum. Assim o covid não afetou tanto o trabalho, só levou um pouco mais de tempo. Toda vez que tínhamos a chance e que não tinha lockdown, a gente mixava o álbum. Qual foi o tamanho do impacto da pandemia em seu país? Na África do Sul, acredito que tenha sido do mesmo jeito que no mundo inteiro. Após as pessoas começarem a ser vacinadas, obviamente começou a morrer menos gente. Mas é claro que a doença ainda está se espalhando. É muito estranho, com certeza, mas aos poucos vai tudo voltando ao normal. Nunca mais será como antes. As saídas de Adriaan Brand e Arno Blumer são definitivas? Um está morando na América, o outro no Reino Unido. Não conseguem tocar ao vivo com a gente. Mas se fizermos outro álbum, talvez eles toquem nele de novo. Não sei sobre tour. Na tour, eles podem ser substituídos por alguns conhecidos nossos. Partyapocalypse é um nome bem peculiar… Tivemos um mês para colocar as músicas, desenvolvemos o resto do processo muito rapidamente, enquanto os outros componentes foram para a América e Reino Unido. Mas foi quase como uma Amazing Race. Foi uma experiência maravilhosa, no entanto, desgastante. Você consegue quase perceber no álbum essa sensação arrrrr!!! Um nervosismo apocalíptico. A palavra Partyapocalypse surgiu na letra da música Sa Tan on The Beaches, aí escrevi e percebi que seria um bom nome para o álbum. Quem diria que a gente ia viver um “fucking partyapocalypse” agora? Como você avalia o desenvolvimento do rock na África do Sul desde o surgimento do Springbok Nude Girls? Nos anos 1990 havia uma boa cena musical, muito inglesa. Agora há uma grande cena africana. Mas o rock não é grande na África do Sul atualmente. As rádios estão cheias de dance music e rap, é uma coisa global. Ainda há muitas bandas, mas depois do covid elas ficaram paradas, estão voltando agora. Vocês já se sentem seguros para excursionar e fazer shows por aí? Não temos planos. A gente apenas lançou e vamos ver o que acontece. Nós gravamos um show de Halloween no ano passado. A ideia é gravar este show e juntar tudo numa gravação. Por fim, e o Brasil? Está nos planos do Springbok para quando for seguro viajar? Eu vou me mudar para o Brasil, aí é a terra da abundância. Quando falam do Brasil, me lembro do Carnaval. *Tradução e entrevista por Isabela Amorim e Christina Amorim

Entrevista | Ken Horne (The Bronx) – “Nunca existiram tantas bandas na Califórnia como hoje”

Em turnê pelos Estados Unidos com Rancid e Dropkick Murphys, a californiana The Bronx certamente é um dos nomes mais empolgantes na atualidade. Mas essa banda de punk rock não é nenhuma novata. Está há quase 20 anos na estrada e com uma produção frenética. O mais novo capítulo dessa trajetória é o álbum Bronx VI (Cooking Vinyl), lançado recentemente. The Bronx surgiu em 2002, em Los Angeles, e teve o primeiro álbum gravado na “cozinha” de Gilby Clarke, ex-guitarrista do Guns n’ Roses. O guitarrista Ken Horne, que está na banda desde o segundo álbum, The Bronx (2006), conversou com o Blog n’ Roll sobre o sétimo trabalho de estúdio, o projeto paralelo dos integrantes (Mariachi El Bronx), a atual turnê, pandemia e o cenário californiano. The Bronx sempre foi uma banda muito ativa, com shows, gravações e videoclipes. Como foi esse período sem poder realizar boa parte dessas atividades? Foi difícil, mas nós fizemos. Lançamos um álbum de lado B do Mariachi (Música Muerta, Vol.1 & Vol.2), fizemos uma live, fizemos muita coisa. Como banda, foi bom conversávamos quase todo dia, pensando em novas ideias. Este novo álbum foi feito em 2019, foi um bom tempo para pensarmos em como iríamos lançá-lo, ao invés de fazer de qualquer jeito. Ao ouvir os álbuns, as pessoas têm pouca atenção. Então, ao invés de lançar o álbum, lançarmos uma música por vez. Fazemos coisas que vocês não veem, mas estamos muito ativos. Agora, de volta aos palcos, vocês estão em tour com o Rancid e Dropkick Murphys. Como tem sido a experiência? Eu tenho me divertido. A gente não tocava por um ano e meio, era o que a gente mais sentia falta. Ainda é surreal estar em tour. Nos bastidores, antes, tínhamos família, amigos. Agora não tem mais ninguém. Tudo que a gente faz é curtir nos bastidores, no ônibus. A gente não tem estado em tour, mas costumávamos sair, só de poder continuar tocando já é bom. É bom estar seguro, em primeiro lugar. Nessa tour todos os shows são ao ar livre, até o bastidor é um bônus. Qual é a relação de vocês com os integrantes dessas duas bandas? Já haviam tocado juntos antes? A gente já tocou com Dropkick Murphys em festivais e com o Rancid também. Não fizemos tour com eles, mas tocamos juntos em festivais fora do país. Tim Armstrong é um grande amigo do nosso baterista (Joey Castillo). Voltando ao Bronx VI, como foi o processo de gravação do álbum? Foi uma das minhas três melhores gravações, muito divertido. Gostei muito de trabalhar com nosso produtor, Joe Barresi (Tool, L7, Bad Religion, Judas Priest, Soundgarden, Slipknot, entre outros). Foram apenas três semanas, pouco tempo para nós, mas foi incrível. Essa gravação foi muito especial para mim, ainda mais trabalhando com o Joe, um grande produtor. A Califórnia sempre foi vista como um celeiro de bandas de punk, hardcore e metal, algo que influenciou bastante diversas regiões pelo mundo. Como você vê o atual cenário? Ainda há muitas bandas punks em Los Angeles. LA tem todo tipo de música. Tem mais bandas agora. Há muitos jovens, novas bandas, não é a mesma coisa que antes, que você formava uma banda, ensaiava e tocava ao vivo num clube. Hoje, você pode tocar ao vivo em qualquer lugar com internet e pode fazer lives pelo streaming. Não precisa ser uma banda de punk rock, qualquer um pode fazer. Nunca existiram tantas bandas como hoje. Em todos os cantos da Califórnia: LA, San Diego, entre outros. Vejo tantos jovens, mas infelizmente não consigo acompanhar todos. Antes, sempre tentava acompanhar as bandas. Durante a divulgação do novo álbum, vocês fizeram uma parceria com uma cervejaria de San Diego e criaram a cerveja Watering The Well. Como foi essa experiência? Foi divertido! San Diego é uma cidade famosa pelas cervejarias. Eu morei lá por muito tempo e um velho amigo nosso, Dave Lively, abriu a Fall Brewing Company 5, seis anos atrás. Vamos fazer uma colaboração com a cervejaria. A cada ano aumenta a popularidade da cerveja dele. Meu amigo, outro dia, foi comprar a cerveja Watering the Well (nome de uma faixa do novo álbum) e estava esgotada. Eles têm outra cerveja, Plenty for All, que recomendo e não está esgotada. Com a retomada dos shows, existe a possibilidade de incluir o Brasil na rota de vocês? O que vem à cabeça quando vocês escutam sobre o Brasil? Brasil é todo mundo bronzeado, praia, calor. E tem uma grande população de japoneses. Sou japonês, nasci no Japão. Então, li muito sobre a imigração japonesa no Brasil, por isso tenho interesse de conhecer o Brasil. Há um famoso wrestler no Japão chamado Antonio Inoki, que morou no Brasil quando era jovem. Vários amigos que vão ao Brasil me dizem que há muitos japoneses no Brasil. Por isso tenho o Brasil sempre na minha mente. Sempre falamos de vir ao Brasil. É difícil irmos sozinhos, mas quem sabe com uma grande banda junto? Fale mais sobre sua conexão com o Japão. Vivi lá até os meus 17 anos, depois me mudei para San Diego. No entanto, volto lá todo ano. Minha família ainda mora lá, japonês é minha língua nativa. Eu tenho essa aparência, mas sou mais japonês por dentro. Minha família é de Yokohama. Eu vivi lá e em Tóquio. A cena rock é incrível no Japão. Se você quer ver cultura americana legal, você deve ir ao Japão e à Suécia. Japão tem muita coisa diversificada, bandas punk, new wave, alternativas, ídolos japoneses. É muita coisa mesmo. Paralelamente ao The Bronx, vocês também têm o Mariachi, El Bronx. Como surgiu esse projeto? Tem planos futuros para esse projeto? Quando podemos ter uma novidade? Mariachi surgiu logo quando entrei na banda, em 2006, após lançarmos o segundo álbum. À época, fizemos um show na TV e perguntaram se a gente conseguia fazer uma música acústica. Então, Joby, nosso guitarrista, disse que as músicas do Bronx não iam

Teco Martins, da Rancore, lança clipe de “do Oiapoque ao Chuí”

Destaque da cena independente brasileira desde os anos 2000 à frente da banda Rancore, π Teco Martins (assim mesmo, com o símbolo do pi antes do nome) lançou nesta terça (21) do Oiapoque ao Chuí, o primeiro videoclipe de seu álbum solo, A Spectrum Solar. O disco será composto por uma série de singles, que serão lançados mensalmente, cada um contando um pouco sobre as várias vertentes da trajetória de π Teco, que participa de projetos ecléticos como Luz Ametista, Sala Espacial e Digital Fauna, além da já citada banda de post-hardcore Rancore. O próprio π Teco conta como foi a gravação do clipe, que retrata a turnê Arte de Rua, que ele fez em 2018, se apresentando em praças e parques e que rodou o Brasil de ponta-a-ponta. “O processo de produção do vídeo me lembrou bastante a vibe daquela turnê que foi literalmente do Oiapoque ao Chuí. Eu e o diretor Caio C. pegamos emprestado um carro antigo e tivemos que ir com a capota aberta até Ourinhos, no interior de São Paulo, para encontrarmos com o grupo Tons Afro. Quase congelamos de frio ao longo dos quase 400 km de distância, com caminhões passando a milhão do nosso lado na rodovia. Foi perigoso mas empolgante”. O resultado atendeu às expectativas, com cenas gravadas no próprio carro com a participação de Andreisy, Jheey, Vanessa Gomes e Vanessa Monteiro, do Tons Afro, que também cantam na faixa. “Fazer esse clipe foi uma mistura de paixão pela arte e aventura, exatamente a combinação que temperou a turnê inspirou a música”. do Oiapoque ao Chuí é um lançamento da gravadora Deck e já está disponível nos principais aplicativos de música.

The Lumineers anuncia o álbum Brightside; ouça faixa-título

Produzida pela colaboradora de longa data Simone Felice e produzida, mixada e projetada por David Baron ao longo de duas sessões no inverno e na primavera de 2021 no Baron’s Sun Mountain Studios, no bucólico vilarejo de Boiceville (NY), Brightside é a primeira música dos Lumineers em mais de dois anos e a obra mais alegre e espontânea da banda até o momento. A coleção de nove músicas vê os co-fundadores/co-compositores do The Lumineers, Wesley Schultz e Jeremiah Fraites, executando praticamente toda a instrumentação eclética e efervescente, tendo Baron em uma grande variedade de teclados e backing vocals. Simone, Wes, Jeremiah e David são acompanhados pelos membros da turnê Byron Isaacs e Lauren Jacobson, pela famosa backing vocal Cindy Mizelle (Bruce Springsteen), James Felice, e pela cantora-compositora Diana DeMuth. The Lumineers lançou recentemente o EP Live From the Last Night of Tour, gravado no último show esgotado de sua épica III Tour e disponível agora digitalmente . Eles estarão em turnê pelo Reino Unido durante os meses de fevereiro e março de 2022.

Santana e Steve Winwood revivem A Whiter Shade of Pale

O lendário Santana lançou uma versão para A Whiter Shade of Pale, clássico do Procol Harum. Trazendo vocais de Steve Winwood (Spencer Davis Group), a releitura respeita a original trazendo a levada latina que marca os riffs de Santana, recriando na sua guitarra o icônico órgão de inspiração sinfônica. Em resumo, A Whiter Shade of Pale estará em Blessings and Miracles (BMG), o novo álbum de estúdio do guitarrista mexicano. Santana recorda que ele sugeriu a Winwood que deveriam fazer a versão nos bastidores de um show, no Hyde Park em Londres. “Eu disse: Você e eu temos que fazer isso, mas temos que fazer muito sexy, como um Hare Krishna, mas com congas. E foi isso que fizemos. Tem Cuba, Porto Rico, África e tem sensualidade na voz incrível de Steve”. Aliás, Winwood completa: “Carlos faz o que venho tentando fazer nos últimos cinquenta anos. Misturar rock, folk, jazz, blues e música latina. Estou muito feliz de trabalhar com ele nessa faixa”. O novo álbum de Santana trará She’s Fire com Diane Warren e G-Eazy, o recém-lançado single Move com Rob Thomas e American Authors e uma estelar lista de convidados como Chick Corea, Chris Stapleton, Rick Rubin, Corey Glover, Kirk Hammett, entre outros. Santana passou grande parte dos últimos dois anos gravando o álbum, feito quase totalmente à distância durante a pandemia. Quanto à seleção de artistas que colaboraram, Santana admite que às vezes fica surpreso com a forma como eles entram magicamente em sua vida. “Eu não escolho pessoas – é como se eu fosse escolhido”, diz ele. “Estou honrado em trabalhar com artistas tão incríveis. Sinto-me como um surfista surfando nas ondas que se transformam em canções destes diferentes criadores. Tenho muita sorte de ter a oportunidade de fazer isso e valorizo bastante”.

Biffy Clyro revela segundo single do novo álbum: A Hunger in Your Haunt

Depois de anunciar de surpresa o projeto The Myth of the Happily Ever After, com a faixa Unknown Male 01, o Biffy Clyro compartilhou nesta terça-feira (21) seu primeiro single, A Hunger in Your Haunt. Aliás, ela foi apresentada em primeira mão no programa Hottest Record da Radio1 e já está disponível em todas as plataformas digitais. Ambas as faixas integram o aguardado disco, que tem estreia prevista para 22 de outubro. O álbum é uma criação realizada inteiramente no ambiente doméstico e representa uma reação ao primeiro álbum A Celebration of Endings e uma resposta rápida e emotiva ao turbilhão caótico do último ano. Em contraste à evolutiva e crescente Unknown Male 01, A Hunger In Your Haunt chega primeiro com um frenético e espiralado riff que retoma o lado selvagem de Biffy Clyro no álbum do início da carreira e um dos favoritos dos fãs, Infinity Land. Ele ainda apresenta o reconhecido toque da banda para o drama e as dinâmicas explosivas, conforme eles vão desconstruindo completamente a música e ressurgindo para um ataque final. “Hunger In Your Haunt era um riff que eu vinha desenvolvendo fazia um tempo”, diz o vocalista e guitarrista Simon Neil. “É a expressão de uma frustração no mais puro estado. Houve momentos no último ano em que eu queria apenas berrar. Eu perdi o propósito e não queria nem sair da cama por um tempo, e a canção é um “acorda” para mim mesmo. Você tem que tirar força das entranhas e fazer algo, porque ninguém vai fazer por você. É como um mantra de automotivação”. Antes de A Hunger in Your Haunt, banda lançou álbum badalado Dezoito meses depois que A Celebration of Endings estava completo, o mundo mudou. Em vez de trabalhar em Los Angeles, Biffy Clyro se mudou para a Costa Oeste, da mesma forma que gravaram na Escócia pela primeira vez. E enquanto eles gravaram previamente com o renomado produtor Rich Costey, eles mesmos produziram novas canções. A seção rítmica dos irmãos James e Ben Johnston propiciou que o trabalho se transformasse num projeto faça-você-mesmo de transformar sua sala de ensaios em uma fazenda em casas com um espaço funcional de gravação. Entre os limites experimentais das canções e o frequentemente intenso lirismo irado de Simon Neil, Biffy Clyro criou algo único com The Myth. É a versão ying do yang de A Celebration, o outro lado da moeda, um antes e depois em comparação: o otimismo do início dos anos 2020 foi trazido de volta à terra com uma batida ressonante e o produto de um período estranho e cruel em nossas vidas, mas também revigorante para a banda. The Myth of the Happily Ever After está disponível para pré-venda. Biffy Clyro fez um retorno triunfante às arenas este semestre, encabeçando tanto o festival de Reading quanto o de Leeds, antes de tocar em seus próprios shows a céu aberto em Glasgow e Cardiff. Aliás, os próximos espetáculos são os da intimista e com ingressos esgotados Fingers Crossed Tour, em outubro e novembro. Confira a tracklist completa de The Myth of the Happily Ever After“DumDum”“A Hunger in Your Haunt”“Denier”“Separate Missions”“Witch’s Cup”“Holy Water”“Errors in the History of God”“Haru Urara”“Unknown Male 01”“Existed”“Slurpy Slurpy Sleep Sleep”

Billy Idol está de volta! Ouça o EP The Roadside

Produzido por Butch Walker (Green Day e Weezer), The Roadside leva Billy Idol a águas novas, mas familiares, cheias de cor, poder, atmosfera, atitude e mistério. Neste EP, Billy Idol continua com a companhia de seu amigo desde 1981, o guitarrista e co-compositor Steve Stevens. Por 40 anos – 40 anos! – Steve está junto de Billy Idol sendo o mestre em misturar tons e texturas. Aliás, The Roadside conta com quatro faixas. Dentre elas, destaque para Rita Hayworth e Bitter Taste. Por fim, U Don’t Have To Kiss Me Like That e Baby Put Your Clothes Back On encerram o disco.

Faixa a faixa de Intervenção Lunar, novo álbum do Vanguart

Entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021, a banda Vanguart esteve em estúdio e gravou algumas canções inéditas. As novas composições serão lançadas em dois álbuns. O primeiro, Intervenção Lunar, traz o Vanguart mais próximo de seu centro do que nunca. As sete faixas expressam a intimidade e a doçura que se anunciavam em seu exitoso projeto Vanguart Acoustic Night. Se no álbum anterior, Beijo Estranho (2017), o grupo apostava em orquestrações épicas e uma camada imensa de instrumentos, o novo trabalho tem o papel de trazer o ouvinte para perto de si de maneira inédita. Como sempre, há composições de Helio Flanders e Reginaldo Lincoln, e dessa vez uma canção 100% autoral de Fernanda Kostchak, que não só compôs como canta em Lá Está. Intervenção Lunar foi produzido por Fabio Pinczowski em parceria com a banda. Além dos integrantes Helio Flanders (voz, violão, trompete, piano e gaita), Reginaldo Lincoln (voz, violão de 12 cordas, baixo, guitarra, bandolim, órgão e percussão) e Fernanda Kostchak (voz e violino) participam do álbum Kezo Nogueira (bateria, percussão), Pedro Pelotas (órgão, piano), João de Pierro, que tocou as violas em Suas Coisas Favoritas, e Felipe Ventura, que fez arranjos de cordas e tocou violino e viola em Canção Para o Sol. Faixa a Faixa de Intervenção Lunar Vamos Viver Reginaldo: A canção nasceu no auge da pandemia, um sentimento devastador de perda e luto estavam muito presentes. Quando surgiu chamava-se “não vou te esquecer”. Falava sobre essas perdas. A melodia do refrão apareceu no violão e ficou grudada em mim. Depois veio a ideia do encontro repentino que muda a sua vida para sempre, das pessoas que não vamos esquecer e às vezes nem sabemos explicar o porquê da aproximação ou o porquê de tanto amor. Quando eu e Helio embarcamos na canção juntos, ela se mostrou ser muito mais sobre quem está aqui do que sobre quem partiu, daí “vamos viver” aconteceu de fato. Helio: Queríamos um clima Traveling Wilburys, com todo mundo tocando livremente, e assim foi: três violões na sala de gravação, todos tocando ao mesmo tempo, como uma grande banda Intervenção Lunar Helio: Quando Reginaldo me mostrou essa música, me emocionei muito porque ela trazia coisas que eram teoricamente vagas, mas que me transportavam para imagens muito íntimas, e acredito que esse é o poder de uma grande canção: te entregar o roteiro pra você imaginar a cena. E assim foi. O sentimento de esperar uma intervenção lunar, no coração, seja onde for, é o que sempre me deu esperanças em momentos difíceis e espero que possa trazer essa força pra todos nós na vida pós-pandemia. Reginaldo: O Helio disse tudo, são imagens. O espírito viajando para lugares de imensa luz. A intervenção lunar é uma coisa linda, um lugar perfeito, um voo de paz, onde os olhos brilham e você se encosta para experienciar. A gravação dessa música foi especial pois mesmo tendo os instrumentos básicos da nossa discografia (bateria, baixo, violão, bandolim e violino), sinto que ela traz uma novidade nessa sonoridade. Conseguimos explorar esse lado da canção também. Canção Para o Sol Helio: Escrevi essa música imaginando uma espécie de “rendição”, como se o narrador dissesse: “eu me rendo, cansei de fugir do amor”. Eu me entreguei muitas vezes a sentimentos na vida, mas em outras fugi também, e foi uma forma de incentivar as pessoas a se lançarem à sorte. Reginaldo: Uma canção super simples que a gente gravou com toda essa simplicidade e a junção resultou em algo surpreendente. Quando entraram as cordas do Felipe tudo ganhou muita força, é uma canção que conversa com você enquanto você a ouve. Sente Helio: Sente é a música mais antiga do álbum e a única não-inédita. Foi gravada no fim de 2019 e meio confirmou a nossa suspeita que o Fabio Pinczowski deveria produzir o disco conosco. É certamente uma das minhas canções favoritas de todo o catálogo do Vanguart. Suas Coisas Favoritas Reginaldo: Uma ode à Olivia, minha filha, à vida e a exploração do nosso interior. Uma canção para se aventurar. Escrevi em uma manhã, a mesa do café posta e não tinha espaço para pisar no chão, todas as coisas dela espalhadas pela sala, uma bagunça só e ela cantando sem parar, perguntando onde estava o lápis, cadê a boneca??? Aí eu me teletransportei e a imaginei descendo o rio em uma canoa. As árvores e os bichos eram os brinquedos espalhados pela sala, um paralelo entre cidade e natureza. Todas as suas coisas favoritas estavam por perto. A melodia e os versos vieram de uma vez enquanto ela brincava. Helio: Junto com “Homem-deus”, do nosso álbum anterior, faz parte do nosso mundo de canções de realismo fantástico. Lá Está Fernanda: Quando comecei a escrever “Lá está”, eu nem sabia direito que uma música sairia dali. Eu tinha uma melodia que foi me acompanhando por dias até que ela começou a manifestar palavras e virou uma história. A atmosfera da música com certeza veio da vontade de fazer algo assim no palco. Desde que comecei a cantar devagarinho nos shows me senti muito, mas muito acolhida pelo nosso público então essa canção veio pra ter mais um momento de “olho no olho” com os fãs, que é o que eu mais amo na vida. Reginaldo: A Fer compôs a canção de uma maneira muito interessante, sem instrumentos harmônicos, a letra e a melodia apenas e a gente concebeu a parte instrumental. Foi um processo novo entre nós, funcionou de primeira. O Fabio Pinczowski tomou as rédeas da canção na hora de gravar e a trouxe para o mundo do Vanguart nos timbres, percussões e vocalizações dos discos que a gente ama ouvir. Helio: Além de achar a canção muito boa e que a Fernanda está cantando lindamente, é muito bom tê-la se juntando a nós como compositora neste álbum e só reafirma o seu tamanho gigante como artista. Vento do Metrô Helio: “O Vento do Metrô” entra no hall de canções espirituais,