Entrevista | Gabriel Elias – “Santos virou uma das minhas casas”

Se Minas não tem mar… foi conhecendo o litoral paulista que o cantor mineiro Gabriel Elias se apaixonou pelo clima praiano e resolveu adotá-lo em seu estilo musical. Aliás, foi em uma praia aqui do litoral que o cantor de reggae lançou na última sexta-feira (11) o EP Todas as Praias, onde ele reúne releituras de sucessos do gênero musical, eternizado por outros compositores. “Esse é um álbum 100% de releituras e foi muito difícil a escolha do repertório, porque tem muita música que sou fã”, contou Gabriel em entrevista ao Blog n’ Roll. Mas não é de hoje que o músico mineiro faz sucesso cantando músicas de seus ídolos de reggae brasileiro. Gabriel, que começou a cantar aos 16 anos em bares e eventos em Belo Horizonte, fez sua ‘estreia’ no YouTube justamente com covers. Em pouco tempo, os vídeos ganharam visibilidade e Gabriel, o coração de vários fãs. Hoje ele soma mais de 200 milhões de visualizações no YouTube e 1,5 milhões de ouvintes no Spotify. Nessa trajetória, o cantor contabiliza também três EPs de músicas compostas por ele, participação em festivais e parcerias com ídolos do reggae surf mundial. De acordo com o músico, a ideia do projeto que traz releituras do reggae veio após ele regravar Me Namora, do cantor Armandinho, em outro álbum. “A galera pirou na ideia e começou a pedir mais. E é aquilo, né: a voz do povo é a voz de Deus”, lembra, aos risos. A primeira canção do projeto Todas As Praias é o single Um Anjo do Céu, do cantor Maskavo. A versão já está disponível nas plataformas digitais. Posteriormente, ele lancará releituras das músicas Do Lado de Cá, da Chimarruts, Morena, da Scracho, e Eu Sei, da Papas na Língua. Gabriel Elias e Pé na areia E o local escolhido para a gravação não poderia deixar de ser, claro, uma praia. Aliás, para a estreia, a selecionada foi a Praia da Almada, em Ubatuba, litoral norte de SP. Gabriel afirma que é apaixonado por viajar pelas praias do litoral brasileiro. Uma, no entanto, mexe mais ainda com ele. “Santos virou uma das minhas casas. Sou de BH e moro em São Paulo, mas fiz muitos amigos santistas e pelo menos uma vez por mês eu desço a serra, ainda mais que agora minha mãe mora na cidade. A ligação foi tanta que eu consegui convencê-la a morar pertinho da praia, ali no Gonzaga. E agora tô sempre por aí”. Tempo de quarentena. E muito trabalho Nesta fase de distanciamento social, sem shows e eventos, a rede social ganhou ainda mais importância na carreira de Gabriel. Ele diz que se aproximou ainda mais dos fãs. “Foram superparceiros e receptivos com todos os nossos projetos. A gente sente falta do ao vivo, claro, mas não tem o que fazer, por enquanto. A expectativa de retorno aos palcos é enorme e esperamos que seja logo”. Mas engana-se que longe dos palcos o trabalho diminuiu. O cantor afirma que está ralando mais do que nunca, sempre pensando em projetos especiais, com releituras e músicas autorais. “Não sou de me lamentar (por esse período de distanciamento), sempre coloquei na cabeça que seria preciso suprir esse momento de alguma forma. E foi fazendo o que mais gosto: compondo e cantando”. Por fim, você pode conferir o trabalho do Gabriel Elias, com projetos autorais e releituras, em seu canal no YouTube e nas plataformas digitais. Não irá se arrepender!
Angel Dream: Versão reimaginada da trilha sonora de She’s The One será lançada em breve

Homenageando o 25º aniversário de Angel Dream, de Tom Petty & The Heartbreakers, a Warner Records anunciou uma versão remixada e reimaginada do disco. Ademais, o álbum é a trilha sonora do filme She’s The One. Em resumo, a nova versão será lançada de forma física e digital no dia 2 de julho. “She’s The One foi originalmente um ótimo jeito de lançar algumas das músicas que não foram incluídas em Wildflowers, mas elas têm seu próprio charme, e lançá-las agora de forma reestruturada as torna um presente”, disse Benmont Tench. O álbum original de 1996 incluiu várias músicas que foram deixadas de fora da lista de faixas final de Wildflowers, mas, foram recentemente apresentadas na coleção Wildflowers & All The Rest, de 2020
Crítica | Abyss Of Wrathful Deities – Grave Miasma

Os fãs do Grave Miasma tiveram que esperar quase uma década pelo segundo álbum do grupo. Demorou, mas enfim saiu Abyss of Wrathful Deities, novo capítulo na discografia dos ingleses, sucedendo Odori Sepulcrorum (2013). O power trio continua executando um black/death metal old school, que a exemplo do debute, está recheado de malevoência sonora. Sendo uma banda de blackned death metal, o Grave Miasma apresenta vocalizações infernais, como se tivessem sido gravadas dentro de uma tumba. A velocidade não é do tipo desenfreada, há bastante musicalidade nos abismo do Grave Miasma, ainda que obscura e ameaçadora. Bathory antigo, Blasphemy (Canadá), e bandas mais novas como Chapel of Disease e os brasileiros do Grave Desecrator possuem algumas similaridades com o Grave Miasma, apenas para situar o leitor. Além, é claro, dos eternos Hellhammer e Celtic Frost (da primeira fase). Em um álbum tão homogêneo, faixas como Ancestral Waters, Guardians of Death, Under The Megalith, Demons of The Sand e Exhumation Rites são números incontestáveis que fazem desse álbum audição obrigatória para os bangers. E mais uma vez a velha Inglaterra nos presenteia com música de extrema qualidade. Abyss of Wrathful DeitiesAno de Lançamento: 2021Gravadora: Sepulcral Voice RecordsGênero: Blackned Death Metal Faixas:1-Guardians of Death2-Rogyapa3-Ancestral Waters4-Erudite Decomposition5-Under The Megalith6-Demons of The Sand7-Interlude8-Exhumation Rites9-Kingdoms Beyond Kailash
Silva disponibiliza cinco canções apresentadas durante sua live em maio

O músico Silva divulgou nesta quarta-feira (16), cinco canções gravadas ao vivo durante live que ele apresentou em maio deste ano. As faixas escolhidas foram: Feliz E Ponto, Caju, Não Sei Rezar, Furada e No Seu Lençol. Ademais, todas podem ser conferidas no YouTube “Fazer essa live foi muito importante pra mim, todo o processo de voltar a viver a música ao vivo com músicos que eu admiro muito me deu um novo ânimo. Disso tudo, dessa intimidade que criei com os músicos, acabou surgindo versões com arranjos inéditos, achei legal deixar elas disponíveis no youtube pra todo mundo ouvir quando quiser”, contou Silva. Vale lembrar que no fim de 2020, Silva divulgou Cinco, seu décimo álbum da carreira.
Expoente da MPB santista, Gon lança versão lo-fi de “Sinhô”

Foi na reclusão da quarentena que o músico santista Gon viu que era possível e preciso se reinventar. Apesar de ter lançado o seu primeiro EP, Origami, dias antes de oficialmente ter sido declarado que estávamos vivendo uma pandemia de covid-19, o artista, nos meses que passou em casa, decidiu dar uma nova cara para a sua mais bem-sucedida composição: a canção Sinhô. Com mais de 20 mil plays nas plataformas digitais, Sinhô acaba de ganhar uma nova roupagem no estilo lo-fi. Em resumo, é um tipo de gravação marcada por ser feita com poucos recursos técnicos e muitas vezes em estúdios caseiros. Aliás, tudo a ver para quem passou o último ano em casa sem poder se apresentar. “Estar nessa fase de pandemia não foi nada simples, mas depois de um tempo em casa, aprendi a usar essas músicas como ferramenta de relacionamento. Eu aprendi que poderia usar essa arte para me conectar com as pessoas de forma verdadeira”, diz o cantor e compositor. A composição une as atmosferas do conforto da música lo-fi e a sinceridade emocional do artista. Aliás, é um convite para ouvir todas as músicas desse músico promissor da Baixada Santista. Ouça o som abaixo
Entrevista | Adam Duritz (Counting Crows): “Fico preocupado em encorajar aglomerações”

Em 1993, o Counting Crows estourou no mundo inteiro com o seminal álbum August and Everything After, que tinha como carro-chefe o poderoso hit Mr Jones. Nos Estados Unidos e em tantos outros países, a banda se manteve popular e com turnês marcantes. No Brasil, no entanto, foi recuperar o sucesso comercial apenas com Accidentally in Love, em 2004, que foi trilha sonora de Shrek 2. Agora, sete anos após o último disco de estúdio, Somewhere Under Wonderland, o Counting Crows retorna com o EP Butter Miracle, Suite One. A novidade veio acompanhada por um curta documentário. O vocalista Adam Duritz conversou com o Blog n’ Roll e Santa Portal sobre o novo trabalho, pandemia, futuro e Brasil. Confira o papo completo abaixo. Por que demorou tanto para lançar um material inédito? Eu só não estava afim de fazer uma gravação, então não estava escrevendo. A gente continuou tocando e viajando até 2019, que foi quando a gente parou um pouco pela primeira vez em anos. Mas, acho que fiquei um pouco saturado de lançar discos. Escrever e gravar são coisas bem diferentes de lançar um trabalho. Quando você escreve ou grava, você pode estar sozinho ou com seus melhores amigos, mas lançar um álbum precisa ter muita gente envolvida. Então, acho que estava tentando evitar isso por um tempo. Você sentiu que perdeu o interesse pela música nesse período? Eu não sei bem. Sei que foi algo importante para mim. Música sempre foi a coisa mais importante da minha vida, mas nos últimos anos foi ok não trabalhar tanto com música, porque outras coisas surgiram. Mas, acho que isso também me fez ter ainda mais prazer em trabalhar com música de novo. Eu amo esse EP mais do que qualquer outro trabalho nosso. São mais de 30 anos e ainda estamos produzindo bem, e isso significa muito para mim. Espero que o EP seja bom para as pessoas também, mas eu estaria mentindo se dissesse que fiz para elas. Música é o mundo para mim. O que você fez nesse tempo? Eu fui para a Inglaterra em 2019 e passei bastante tempo na fazenda de um amigo, e lá fiquei muito tempo sozinho. Foi aí que voltei a tocar piano pela primeira vez em alguns anos, e comecei a escrever algumas das canções do EP. Na medida em que fui escrevendo, percebi que as músicas estavam se encaixando, e a ideia de fazer uma série de músicas conectadas me animou bastante. Então, essa foi a primeira vez que me vi empolgado em escrever e gravar em um bom tempo. Aproveitei o momento e escrevi. O que notou de diferenças para a sua última gravação? Foi bem diferente, porque estávamos escrevendo músicas já com esse conceito de fazê-las fluírem umas com as outras. Gravando uma a uma, a gente terminava invadindo o começo da música seguinte para termos certeza da conexão entre elas. Só aí a gente parava. Sempre estávamos pensando em como elas se conectariam. O processo de gravação do Counting Crows foi atrapalhado pela pandemia? No começo, a pandemia não pareceu que atrapalharia tanto, porque estávamos quase terminando o EP. O plano era passar duas semanas em Nova York trabalhando ao máximo, e depois faríamos uma pausa de duas semanas para ficarmos com as famílias. E por fim a gente retomaria o trabalho com nossos dois guitarristas, porque só um deles participou da primeira parte. Mas, assim que terminamos as primeiras duas semanas, a pandemia chegou e a quarentena começou justamente na nossa pausa. Então, a gente tinha feito 85% do trabalho e ficamos presos. Então, eu liguei para o meu amigo Dave Drago para fazermos os back vocals, porque ele é um ótimo cantor, e eu amo o trabalho dele. Como foi esse período de isolamento social dos integrantes do Counting Crows? No começo, estávamos cada um preso em suas respectivas casas, mas ele (Drago) tem um estúdio, então conseguimos fazer os vocais pelo telefone. Finalmente, em julho, conseguimos fazer com que os guitarristas fizessem suas partes de casa no mesmo mês. Então, a pandemia nos atrasou, mas a maior parte já estava feita antes de tudo isso começar. O que o Counting Crows trouxe de inspirações para esse novo álbum? Acho que o álbum tem influências de bandas dos anos 1979, do início da carreira do David Bowie… mas não são coisas tão perceptíveis no EP. A influência que a banda teve não é necessariamente refletida nas músicas. Só é algo que invade sua cabeça quando você está trabalhando. E os impactos no lançamento? A pandemia fez vocês repensarem formas de divulgação? Vão conseguir excursionar? Eu tive que pensar muito em como entrar em turnê. Fui muito contra no início, porque mesmo com a vacinação nos EUA, não sabia se estaríamos prontos. Falei com muitos artistas, mas não consegui ter uma resposta exata, porque todos da indústria da música estavam tão empolgados em voltar a viajar que provavelmente não estavam pensando com clareza sobre o que precisava ser feito para ser seguro. Então, entrei em contato com amigos que trabalham na área da saúde e pedi para que me conectassem com oficiais de saúde, pessoas que só se importam de fato com a saúde pública, e eles me disseram que a queda de mortes e casos já tornava possível a volta de shows, mas que lugares abertos são muito mais seguros que os ambientes fechados. Como foi essa montagem de turnê do Counting Crows? Tentei guiar a montagem da turnê focando em locais abertos, tirando cidades que eu ainda não acho seguras da lista… A gente tinha marcado 22 shows em locais fechados, agora só temos seis, e são bem limitados a cidades conscientes sobre a vacinação, como Nova York. Mas, ainda não acho que seja a hora de tocar em outros países. Não por causa da banda, porque já estamos vacinados, mas fico preocupado em encorajar aglomerações em qualquer lugar do mundo. A Europa é ótima, mas é um conglomerado de países que ainda
Primeira edição do Knotfest Brasil é adiada para o fim de 2022

Um dos principais festivais de música do mundo, o Knotfest, que aconteceria pela primeira vez no Brasil foi adiado para 2022 por conta da pandemia de Covid-19. Durante os últimos meses, a situação vinha sendo monitorada constantemente pela direção do festival, que concluiu que o momento ainda é delicado e não há uma efetiva segurança do público, equipe de produção, bandas e artistas. A nova data do evento está marcada para o dia 18 de dezembro de 2022, e acontecerá no mesmo local, o Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. O novo line-up, além do Slipknot, será divulgado no dia 17 de agosto. Em resumo, os ingressos já adquiridos continuam válidos para a nova data do evento.
Documentário sobre disco de estreia do Ratos de Porão será exibido nesta semana na TV

O documentário 30 anos – Crucificados pelo sistema, sobre o disco inaugural do Ratos de Porão será exibido na TV nacional nos dias 16 e 17 de junho, no calo Music Box Brasil. O audiovisual reúne a formação original da banda, que gravou aquele que é considerado o primeiro álbum de hardcore da América Latina, sob a liderança do vocalista João Gordo. Ademais, as exibições acontecem 22h, no dia 16 e 10h, no dia 17. O roteiro resgata os bastidores do lançamento do trabalho, em 1984, quando a cena punk paulistana entrava um declínio, com brigas entre bandas e outras flertando com a vertente mais pop do gênero. Em resumo, a produção é intercalada por imagens de arquivo e depoimentos de integrantes da banda e nomes importantes do punk brasileiro.
Netflix divulga trailer da série Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime

Mais de novo após o assassinato e esquartejamento de Marcos Matsunaga, idealizado e praticado pela esposa, Elize Matsunaga, a Netflix traz uma série documental sobre o caso. Intitulada Elize Matsunaga: Era Uma Vez um crime, a produção estreia no dia 8 de julho. Ademais, o trailer da obra foi lançado nesta terça-feira (15), e traz depoimentos da mulher, familiares e colegas. A produção conta com quatro episódios de 50 minutos cada, e revisita o passado de Elize até o relacionamento com o empresário antes do assassinato. Além do passado, a série também traz os detalhes que sucederam o fato, desde tentativas de acobertamento do crime, passando pela confissão, prisão, julgamento em 2016 e também saídas temporárias, que foram acompanhadas pela equipe de filmagem