Juvi lança álbum “O Sonho da Lagosta” em noite com Menores Atos na Casa Rockambole

Se você estava procurando um rolê em São Paulo que misture rock psicodélico, ritmos latinos, guitarras densas e um cover de pagode anos 90, a busca acabou. Nesta sexta-feira (27), a cantora, compositora e multi-instrumentista Juvi sobe ao palco da Casa Rockambole, em Pinheiros, para a festa de lançamento do álbum O Sonho da Lagosta (lançado pelo selo Deck). A artista, que vem chamando a atenção na cena alternativa pela fusão ácida e provocadora de rock nacional com experimentações pop, promete tocar o novo disco na íntegra. Mas a noite vai muito além de um simples show de lançamento. Menores Atos, ‘Exaltacyro’ e Mastrobiso Para transformar a data num verdadeiro evento do underground paulistano, Juvi convocou convidados de peso. A cultuada banda carioca Menores Atos retorna ao palco da Casa Rockambole para um show de abertura de luxo, prometendo varrer toda a sua discografia, com destaque para as faixas do aclamado disco Fim do Mundo, que frequentou as listas de melhores do ano em 2025. A loucura da noite atinge o ápice nas participações cruzadas. Cyro Sampaio, vocalista do Menores Atos, vai se juntar à Juvi para uma performance inusitada do seu projeto paralelo Exaltacyro, entregando uma releitura visceral de sucessos do Exaltasamba. Para completar o caldeirão de referências, a atriz, humorista e multiartista Mastrobiso (que também lançou recentemente o álbum Essa Mina é Mó Veneno) sobe ao palco para somar forças na performance. 🎫 Serviço: Juvi e convidados na Casa Rockambole Os ingressos antecipados já estão à venda. Evite deixar para a porta, pois o pico costuma lotar em noites com line-up duplo.

Seal celebra 30 anos de clássicos com shows no Brasil e convoca Seu Jorge para a abertura

Sete anos após a sua última passagem pelo Brasil, uma das vozes mais inconfundíveis e sofisticadas do pop/soul britânico está de malas prontas para retornar. O lendário cantor Seal confirmou duas apresentações no país no mês de novembro, com a turnê global “Celebrando 30 Anos dos Clássicos Álbuns I e II”. Os espetáculos acontecem no dia 26 de novembro (quinta-feira), no Qualistage, no Rio de Janeiro, e no dia 28 de novembro (sábado), no Allianz Parque, em São Paulo. A realização é da 30e. Fator ‘Wes Anderson’ e a conexão com Seu Jorge Para além de ouvir os mega hits Crazy e Kiss from a Rose ao vivo, os fãs brasileiros ganharam um presente inesperado. A abertura de ambos os shows ficará a cargo de Seu Jorge. A escolha não foi mercadológica, mas sim artística: Seal tomou conhecimento do talento do brasileiro após assistir ao cultuado filme A Vida Marinha com Steve Zissou (2004), do diretor Wes Anderson, onde Seu Jorge interpreta brilhantes versões acústicas em português para clássicos de David Bowie. A paixão de Seal pelo Brasil não é nova. A sua história com o país começou em 1992, no histórico festival Hollywood Rock. Hoje, a conexão reflete-se nos números: a cidade de São Paulo é o local com o maior público mensal de Seal no Spotify no mundo inteiro (com mais de 165 mil ouvintes), superando até mesmo a sua cidade natal, Londres. 🎫 Serviço: Seal no Brasil Atenção aos prazos! A pré-venda de ingressos já começa nesta quarta-feira (25 de março). Os valores podem ser parcelados em até 3x sem juros. SÃO PAULO (SP) RIO DE JANEIRO (RJ) CRONOGRAMA DE VENDAS (online e bilheterias oficiais):

ZZ Top anuncia três shows no Brasil em novembro

Mais de 16 anos após a sua última passagem pelo Brasil, o ZZ Top confirmou o seu aguardado retorno ao país com a turnê mundial The Big One! A maratona de shows da lendária instituição do blues-rock acontecerá em novembro de 2026, passando por Porto Alegre (18/11, na KTO Arena), Curitiba (20/11, no Igloo Super Hall) e encerrando a perna brasileira em São Paulo (21/11, sábado, no Suhai Music Hall). A realização é da Infinito Entretenimento e MCA Concerts. Trem da festa continua Com mais de 50 anos de estrada e mais de 60 milhões de álbuns vendidos (incluindo o status de Diamante pelo clássico atemporal Eliminator), a banda prova que não tem planos de se aposentar. O grupo chega ao Brasil com sua nova formação, agora consolidada com Elwood Francis assumindo as quatro cordas e o visual característico da banda, juntando-se aos membros fundadores Billy F. Gibbons (voz e guitarra) e Frank Beard (bateria), após o falecimento do lendário baixista Dusty Hill em 2021. “Temos passado muito tempo na estrada e, quanto mais estamos por aí, mais isso parece ser o nosso lar. Nossa filosofia é seguir em frente. É incrível se conectar com públicos que agora já atravessam três gerações. O trem da festa continua em movimento!”, celebra Billy F. Gibbons. * 🎫 Serviço: ZZ Top no Brasil Atenção, fãs: a pré-venda exclusiva (Pré-venda Artista) começa nesta quarta-feira (25 de março), a partir das 10h da manhã, pelo site Uhuu.com. A venda geral abre na sexta-feira (27), no mesmo horário. O evento oferece ingressos de Meia-Entrada Legal e Meia Solidária (mediante doação de 1kg de alimento, válido para Curitiba e Porto Alegre). SÃO PAULO (SP) PORTO ALEGRE (RS) CURITIBA (PR)

Fatigati questiona as certezas da vida no single “Nenhum Ponto Final”

Na cena independente, a inquietação costuma ser o melhor combustível para a criatividade. É exatamente essa a premissa que move o Fatigati, projeto musical idealizado pelo músico Michel Angelo (natural de Poços de Caldas, Minas Gerais), que disponibilizou nesta terça-feira (24) o seu mais novo single: Nenhum Ponto Final. A faixa serve como a segunda amostra oficial do EP de estreia do projeto, batizado de A Seguir, que tem lançamento previsto para o segundo semestre deste ano. Hardcore, DIY e o caos da existência Fugindo das grandes produções plastificadas, o Fatigati é um verdadeiro suco da cultura Do It Yourself (Faça Você Mesmo). Michel Angelo assumiu a gravação das vozes, das guitarras e do baixo, além de assinar a produção musical e viabilizar o lançamento através do seu próprio selo independente, o Tapebox. Musicalmente, a faixa trafega com naturalidade pelas influências do punk rock, do hardcore e do rock alternativo. No entanto, é no campo lírico que a música ganha densidade. Dando sequência ao tema da impermanência abordado no single anterior (Nada Vai Durar, de 2025), a nova música é um soco no estômago de quem procura respostas fáceis para os problemas da vida.

Com o quinto vocalista da carreira, suecos do Crashdïet anunciam shows em São Paulo e no ABC

Se há uma banda no underground do rock mundial que se recusa a morrer, essa banda é o Crashdïet. Um dos principais nomes do renascimento do glam/sleaze rock dos anos 2000 confirmou o seu retorno ao Brasil para duas apresentações exclusivas no início do próximo ano. A produtora Dark Dimensions agendou os espetáculos para os dias 30 de janeiro de 2027 (sábado, na Vip Station, na capital paulista) e 31 de janeiro de 2027 (domingo, no Santo Rock Bar, em Santo André). Os ingressos já se encontram disponíveis para compra de forma antecipada. Arte do caos e a nova formação A quarta passagem dos suecos pelo Brasil servirá de suporte para a turnê do seu sétimo disco de estúdio, batizado de Art of Chaos, que tem lançamento mundial marcado para o dia 8 de maio deste ano, através da Ninetone Records. Para os fãs de longa data, a curiosidade reside em ver como a banda se comporta no palco com a sua mais recente (e caótica) encarnação. O grupo chega ao país liderado por John Elliot, anunciado no início de 2024 como o quinto vocalista a assumir o microfone da banda (sucedendo nomes como Gabriel Keyes, Simon Cruz, H. Olliver Twisted e o falecido fundador Dave Lepard). Além do novo frontman, o Crashdïet também se apresenta com uma alteração na cozinha: o querido baixista Peter London está afastado por motivos pessoais, tendo sido substituído por Chris Young, que gravou o novo disco e segue na turnê ao lado dos veteranos Martin Sweet (guitarra) e Michael Sweet (bateria). Os singles recém-lançados Loveblind e Satizfaction prometem um resgate da crueza do clássico absoluto Rest in Sleaze (2005). 🎸 Serviço: Crashdïet na América do Sul Os ingressos para as duas datas já estão disponíveis e a organização exige a apresentação de documento de identidade na porta (eventos para maiores de 18 anos). SÃO PAULO (SP) SANTO ANDRÉ (ABC PAULISTA)

Lollapalooza anuncia datas para 2027 e abre venda de ingressos “às cegas”

Apenas dois dias após o encerramento da edição de 2026, a organização do Lollapalooza Brasil confirmou a realização da sua 14ª edição, que acontecerá nos dias 19, 20 e 21 de março de 2027. Junto com as datas, o festival pegou o público de surpresa ao abrir, já a partir do meio-dia desta terça-feira (24), a primeira fase de vendas de ingressos, batizada de “LollaLovers“. A modalidade é a clássica “venda às cegas” (quando o fã compra o passaporte para os três dias sem saber absolutamente nenhuma atração do line-up), mas traz um pacote de benefícios agressivo para convencer o público a abrir a carteira com um ano de antecedência. Isenção de taxas e entrada preferencial Neste primeiro momento, a venda é exclusiva para clientes dos cartões de crédito Bradesco (pessoas físicas, Next, Bradescard e Digio). O limite é de apenas 1 (um) ingresso Lolla Pass por CPF. O grande atrativo da modalidade LollaLovers é a economia real. Além de garantir o ingresso no lote mais barato possível, a organização cortou a pesada taxa de conveniência (normalmente de 20% em compras online). Quem topar o salto de fé da compra antecipada também ganha benefícios operacionais durante o evento em 2027: entrada preferencial (uma fila “fura-fila” exclusiva), um pôster comemorativo e 20% de desconto na compra antecipada de bebidas pelo aplicativo do festival. * 🎫 Serviço: Lollapalooza Brasil 2027 (venda LollaLovers) A pré-venda já está rolando no site oficial da Ticketmaster. As datas para a venda geral (para não-clientes Bradesco e ingressos por dia) serão anunciadas futuramente. Preços – LollaLovers (Lolla Pass 3 dias): Vendas online: * 💻 [Acesse o site oficial da Ticketmaster Brasil]

Entrevista | Spin Doctors – “A gravadora dizia que Two Princes não era um hit”

A banda americana Spin Doctors está confirmada como uma das atrações do Somos Rock Festival, com apresentações marcadas para 25 de abril em São Paulo e 26 de abril em Curitiba. Além das datas no evento, o grupo também fará sideshows no Brasil: 22 de abril no Rio de Janeiro, 28 de abril em Porto Alegre e 30 de abril em Belo Horizonte, ampliando a aguardada volta da banda ao país após três décadas. Formado em Nova York no final dos anos 1980, o Spin Doctors se tornou um dos nomes mais populares do rock alternativo dos anos 1990 com o álbum Pocket Full of Kryptonite. O disco revelou sucessos que dominaram a programação da MTV e das rádios, como Two Princes, Little Miss Can’t Be Wrong e Jimmy Olsen’s Blues, ajudando a consolidar a banda como parte importante da geração que levou o rock novamente às paradas de sucesso da década. No Brasil, a banda ficou conhecida também pela passagem em 1995, quando abriu shows dos The Rolling Stones no festival Hollywood Rock. Foi a única passagem deles por aqui. Agora, com nova turnê e o álbum Face Full of Cake na bagagem, o baterista Aaron Comess falou com o Blog N’ Roll sobre as lembranças da primeira visita ao Brasil, a nova geração que descobriu a banda nos últimos anos e como o grupo equilibra clássicos com material recente nos shows. O Spin Doctors tocou no Brasil há cerca de 30 anos, abrindo shows dos Rolling Stones no Hollywood Rock. Mas a reação do público foi intensa. O que você lembra daqueles shows hoje? Acha que isso influenciou o fato de a banda não ter voltado ao Brasil por tanto tempo? Acho que você está se referindo às pessoas jogando coisas no palco, né? Olha, para ser sincero, nossa experiência no Brasil foi em grande parte muito positiva. Mas lembro de um show específico em um estádio enorme, em que estava chovendo muito. Eu estava no palco e havia muitas garrafas sendo jogadas na nossa direção, então a gente ficava ali tocando e meio que se esquivando. Mas você precisa seguir em frente. Tinha algo como 200 mil pessoas naquela noite, então penso que pelo menos metade delas gostou do show. Foi uma situação interessante, digamos assim. De qualquer forma, não existe um motivo específico para termos demorado tanto para voltar. A banda passou por muitas coisas ao longo dos anos, mas agora estamos funcionando a todo vapor novamente e estamos muito felizes por ter a oportunidade de retornar. Nota da redação: O show foi no Pacaembu, no dia 30 de janeiro de 1995, e para um público menor do que o mencionado por conta da capacidade do estádio. Agora vocês que vão voltar depois de muitos anos, como você acha que os fãs brasileiros vão reagir ao Spin Doctors hoje? Eu prometo que a recepção será melhor. Tenho certeza de que o público brasileiro é muito legal. Na verdade, sempre foi. Acho que vai dar tudo muito certo. Tenho um pressentimento muito bom sobre isso. O que temos visto aqui nos Estados Unidos, cerca de 30 anos depois do grande sucesso da MTV e dos hits da banda, é que uma nova geração inteira descobriu nossa música. Hoje temos muitos jovens nos nossos shows, então o público acaba sendo bem variado em termos de idade. Tenho a sensação de que isso também vai acontecer no Brasil. É isso que espero e imagino que aconteça. Pensando nos sideshows no Brasil e no Festival Somos Rock, vocês planejam alguma surpresa no setlist? Como vocês vão mesclar as músicas novas com os clássicos que o público quer ouvir? Nós sempre tocamos todos os clássicos que as pessoas querem ouvir. Isso é essencial e também adoramos tocar essas músicas, então o público pode esperar ouvir todas as canções que espera de um show do Spin Doctors. Mas, dependendo da duração do set, gostamos de variar um pouco de show para show. Sempre incluímos algumas músicas novas e também resgatamos faixas de outros discos. Às vezes tocamos um ou dois covers também. No último ano começamos a fazer uma versão de Purple Rain, do Prince, e tem sido muito divertido. Então é bem possível que a gente toque essa música na maioria dos shows. Eu ia perguntar justamente sobre o cover de Purple Rain, estava curioso sobre isso. Falando sobre os hits, uma das músicas mais curiosas da banda é Jimmy Olsen’s Blues, inspirada no universo do Superman. Como surgiu a ideia de escrever sobre um personagem de quadrinhos? Essa música foi escrita pelo Chris. Só ele poderá dizer de onde veio a inspiração inicial, mas é muito o estilo de letras dele. Tem muito daquele espírito de Nova York e das histórias que ele gostava de contar. Com certeza vamos tocar essa música. Na verdade, acho que tocamos Jimmy Olsen’s Blues praticamente todas as noites desde que a banda começou. Deve ser a única música em todos os shows desde que entrei na banda. E já que falamos de super-heróis, no filme Wanderlust, o ator Paul Rudd canta Two Princes em uma cena bem divertida. E, veja bem, hoje ele é um dos Vingadores (risos). Como foi ver essa situação? Aquilo é hilário. Muito engraçado mesmo. Eu adorei. Foi clássico! Quem sabe ele não aparece em um show para tocar com a gente algum dia? E quando o Spin Doctors gravou Two Princes, vocês imaginavam que ela se tornaria um dos grandes hinos do rock dos anos 90? Para ser honesto, não. Nós éramos uma banda jovem e queríamos simplesmente fazer um grande disco. A ideia era gravar um álbum forte, em que cada música tivesse personalidade e mostrasse os diferentes lados da banda. Nunca imaginamos que seria um sucesso tão grande. Depois de um tempo começamos a perceber a reação do público nos shows com músicas como Two Princes, Little Miss e Jimmy Olsen. Então pensamos que talvez algo pudesse acontecer com aquelas canções. Mas a gravadora não fazia

Lollapalooza no sábado teve leques, surpresas e polêmica

O segundo dia do Lollapalooza Brasil chegou com menos expectativa e números mais modestos de público, mas ainda assim entregou momentos relevantes dentro de um lineup cheio de apostas. Entre surpresas, reafirmações de força e uma das maiores polêmicas da edição, o sábado mostrou que, mesmo sem soldout, o festival segue capaz de gerar impacto dentro e fora dos palcos. No sábado, a proposta era acompanhar mais sete apresentações em um dia considerado mais modesto entre os três lineups. Sem soldout, o público caiu de 100 mil para cerca de 85 mil pessoas. Comecei novamente pelo palco Samsung com o Hurricanes, que mantém viva a estética e sonoridade dos anos 70. Funcionou como um bom cartão de visitas para quem ainda não conhecia o grupo. No palco principal, Agnes Nunes foi uma grata surpresa. Misturando MPB e pop, conquistou o público com autenticidade e emoção, chegando às lágrimas ao reconhecer o peso de estar ali como mulher preta e paraibana. A participação de Tiago Iorc em “Pode Se Achegar” elevou ainda mais o momento. De volta ao Samsung, o projeto Foto em Grupo reuniu integrantes de Daparte, Lagum e Anavitória. Apostando no carisma de Ana Caetano e Pedro Calais, o grupo trouxe ares de uma versão moderna dos Novos Baianos. Além das faixas autorais, covers de Lagum e Anavitória funcionaram bem para completar o set, com destaque para o momento político em “Eu Te Odeio”, com críticas a Donald Trump e Jair Bolsonaro. No palco principal, MARINA mostrou força de headliner mesmo fora desse posto. A área ficou lotada antes das 17h e o público criou uma atmosfera própria ao usar leques como percussão, transformando o show em uma experiência coletiva marcante. Representando o hip hop chicano, o Cypress Hill manteve sua identidade intacta. Sem concessões ao restante do lineup, entregou um show fiel à sua estética, com forte presença da cultura cannabis e momentos como o cover de “Bombtrack”, do Rage Against the Machine. Logo depois, o TV Girl apresentou um show despretensioso, quase caótico. O vocalista, Brad Petering, alternava seu carisma com momentos icônicos como comer banana e fumar vape nos intervalos. Fora dos padrões, a banda mostra que pode sustentar um indie pop-rock sem guitarrista e que funcionou muito bem ao vivo. Coube à Chappell Roan encerrar minha jornada no sábado em meio a um dos episódios mais comentados do festival. A artista subiu ao palco sob gritos contra o Flamengo e protestos ligados a uma polêmica envolvendo a filha do ator Jude Law e enteada de Jorginho, jogador do time carioca. Segundo relatos da família, a cantora teria acionado a segurança do hotel após acusar a criança de assédio durante o café da manhã, episódio que rapidamente dominou as redes sociais. Mesmo com o rótulo de “fofoca do dia”, Chappell fez uma estreia consistente no Brasil. Diferente da estética ensolarada de Sabrina Carpenter, apostou em um cenário de castelo gótico e uma banda formada por mulheres, trazendo um peso mais próximo do rock à sua apresentação. No repertório, incluiu um cover de “Barracuda”, do Heart, reforçando a conexão com o rock feminino clássico. Hits como “Pink Pony Club” foram cantados em coro, embalados por uma plateia que manteve a já tradicional coreografia com leques. Ao fim do show, a cantora se pronunciou nos stories, pediu desculpas pelo ocorrido e afirmou não ter relação com a atitude do segurança.

Lollapalooza in loco: Sete shows na Sexta-Feira com revival do Nu Metal e afirmação da nova cena pop

A convite do Lollapalooza Brasil, acompanhei in loco os dois primeiros dias do festival, sexta e sábado, em uma maratona de 14 shows que ajudaram a desenhar o termômetro da edição. Entre apostas da nova cena, nomes já consolidados e headliners de peso, o evento mostrou seus contrastes logo nas primeiras horas. Na sexta, cheguei direto ao palco Samsung para conferir a vencedora da seletiva da 89FM Rádio Rock. A Ginger and the Peppers confirmou o hype das redes sociais com um som calcado no classic rock setentista, evocando referências como Led Zeppelin e AC/DC. Cantando em inglês, a banda teve como destaque a presença de sua vocalista Julia, que sustenta a identidade do grupo com segurança. Permaneci na mesma área, transitando entre os palcos Samsung e Flying Fish durante as próximas horas. O Viagra Boys entregou um dos shows mais divertidos do dia, com energia contagiante e uma mistura crua de indie e punk. Nem pareciam que haviam feito um sideshow há menos de 24 horas. Mesmo quem não conhecia o repertório acabou fisgado pela intensidade da apresentação, que teve direito até a stage dive de um dos integrantes. Na sequência, Ruel quebrou a sequência mais pesada com um pop dançante e bem executado. Aproveitando o momento do single “Don’t Say That”, mostrou maturidade aos 22 anos, alternando entre coreografias e momentos mais intimistas, como a versão voz e violão de “Girls Just Wanna Have Fun”, de Cyndi Lauper. Um dos nomes mais aguardados, o Interpol reforçou uma impressão recorrente em festivais: funciona melhor para fãs do que para novos públicos. Com execução impecável e elegância visual, a banda optou por uma postura distante, quase protocolar, o que esfriou o clima entre a explosão do Viagra Boys e a expectativa pelo Deftones. Em contraponto, o Men I Trust, no palco ao lado, transformou o espaço menor em um grande coro coletivo. Com forte carisma de sua vocalista, Emma, o show ganhou clima de luau ao anoitecer, com o público cantando em uníssono. Quando o Deftones subiu ao palco, Chino Moreno já ditava o ritmo com intensidade máxima. A apresentação foi explosiva e reafirmou o status de headliner da banda, mesmo com foco no material mais recente do elogiado álbum Private Music e ausência de alguns hits. Houve sinalizadores, mosh e entrega do público. O ponto negativo ficou por conta do uso dos telões, pouco funcionais para quem acompanhava de longe e sentado nos morrinhos. Encerrando a noite, Sabrina Carpenter assumiu o posto de headliner com um espetáculo pensado nos mínimos detalhes. Após passagens anteriores pelo Brasil como coadjuvante, inclusive abrindo para Taylor Swift e Ariana Grande, a artista agora liderou o primeiro dia com autoridade. O show foi protocolar, mas altamente eficiente, com cenário cinematográfico, trocas de figurino e forte interação visual. Em “Juno”, a participação de Luísa Sonza dividiu opiniões. No fim, hits como “Espresso” e um show pirotécnico transformaram a noite em um verdadeiro réveillon pop. No sábado, a proposta era acompanhar mais sete apresentações em um dia considerado mais fraco de lineup. Sem soldout, o público caiu de 100 mil para cerca de 85 mil pessoas. Comecei novamente pelo palco Samsung com o Hurricanes, que mantém viva a estética e sonoridade dos anos 70. Funcionou como um bom cartão de visitas para quem ainda não conhecia o grupo. No palco principal, Agnes Nunes foi uma grata surpresa. Misturando MPB e pop, conquistou o público com autenticidade e emoção, chegando às lágrimas ao reconhecer o peso de estar ali como mulher preta e paraibana. A participação de Tiago Iorc em “Pode Se Achegar” elevou ainda mais o momento. De volta ao Samsung, o projeto Foto em Grupo reuniu integrantes de Daparte, Lagum e Anavitória. Apostando no carisma de Ana Caetano e Pedro Calais, o grupo trouxe uma releitura moderna da vibe dos Novos Baianos. Além das faixas autorais, covers funcionaram bem para completar o set, com destaque para o momento político em “Eu Te Odeio”, com críticas a Donald Trump e Jair Bolsonaro. No palco principal, MARINA mostrou força de headliner mesmo fora desse posto. A área ficou lotada antes das 17h e o público criou uma atmosfera própria ao usar leques como percussão, transformando o show em uma experiência coletiva marcante. Representando o hip hop chicano, o Cypress Hill manteve sua identidade intacta. Sem concessões ao restante do lineup, entregou um show fiel à sua estética, com forte presença da cultura cannabis e momentos como o cover de “Bombtrack”, do Rage Against the Machine. Logo depois, o TV Girl apresentou um show despretensioso, quase caótico. O vocalista alternava entre comer banana e fumar vape nos intervalos, enquanto a banda sustentava um indie pop sem guitarrista que funcionou melhor ao vivo do que no papel. Coube à Chappell Roan encerrar minha jornada no sábado em meio a um dos episódios mais comentados do festival. A artista subiu ao palco sob gritos e protestos ligados a uma polêmica envolvendo a filha do ator Jude Law e enteada de Jorginho, jogador do Flamengo. Segundo relatos da família, a cantora teria acionado a segurança do hotel após acusar a criança de assédio durante o café da manhã, episódio que rapidamente dominou as redes sociais. Mesmo com o rótulo de “fofoca do dia”, Chappell fez uma estreia consistente no Brasil. Diferente da estética ensolarada de Sabrina Carpenter, apostou em um cenário de castelo gótico e uma banda formada por mulheres, trazendo um peso mais próximo do rock à sua apresentação. No repertório, incluiu um cover de “Barracuda”, do Heart, reforçando a conexão com o rock feminino clássico. Hits como “Pink Pony Club” foram cantados em coro, embalados por uma plateia que manteve a já tradicional coreografia com leques. Ao fim do show, a cantora se pronunciou, pediu desculpas pelo ocorrido e afirmou não ter relação com a atitude do segurança. Em dois dias, o Lollapalooza expôs suas dualidades: entre o espetáculo calculado do pop e a entrega crua do rock, entre novas apostas e nomes consolidados. No fim, mais do