Maratona do Balaclava Fest tem início nesta quarta; veja programação

A décima quinta edição do Balaclava Fest, promovido pela Balaclava Records, começa nesta quarta-feira (5) com vários sideshows imperdíveis. O responsável por abrir a programação é o músico inglês Geordie Greep, que ganhou fama com o grupo black midi. Ele se apresenta hoje (5) no Bar Alto, em São Paulo. Os ingressos estão esgotados para essa apresentação. Antes do festival, que acontece no domingo (9), no Tokio Marine Hall, em São Paulo, com as participações de Stereolab, Yo La Tengo, Geordie Greep, Horse Jumper of Love, Jovens Ateus, Gab Ferreira e Walfredo em Busca da Simbiose, a Balaclava ainda promove outros três eventos. O “after party” será na próxima segunda-feira (10), no Cine Joia, com um show acústico do Yo La Tengo. Confira a programação completa abaixo. Os ingressos seguem à venda no site Ingresse.com. Considerado um dos principais eventos da música indie e alternativa da América do Sul, o Balaclava Fest conta quatro atrações internacionais de forte relevância na música alternativa mundial. Dois nomes icônicos dos anos 90 encabeçam a edição, trazendo performances completas com 1h30 de duração cada: o avant-pop inventivo da banda anglo-francesa Stereolab, influenciada pelo krautrock, jazz, música brasileira e pop francesa dos anos 1960; e o trio indie norte-americano Yo La Tengo, com sua sonoridade única e emblemática, que une o rock alternativo e avant garde com a música experimental, noise pop, art rock e folk. Por fim, a fusão inusitada do jazz, música latina, rock progressivo e pop barroco do músico e compositor inglês Geordie Greep – que ganhou reconhecimento mundial à frente da banda black midi -, apresentando seu aclamado álbum The New Sound de 2024, acompanhado no palco por um talentoso time de músicos brasileiros. O trio norte-americano Horse Jumper of Love, formado em Boston, Massachusetts, no início dos anos 2010 entrou recentemente na escalação. O grupo é conhecido por seu som introspectivo, atmosférico e frequentemente associado ao gênero slowcore, com influências de shoegaze, indie rock e folk.  Três nomes nacionais pertencentes ao casting da Balaclava Records, com lançamentos de álbuns inéditos programados para este ano, também estão escalados no line up do evento: o pós punk melancólico e oitentista com beats eletrônicos da banda Jovens Ateus; o pop leve e moderno da cantora e compositora Gab Ferreira; e a mistura da MPB, dream pop e psicodelia do multi instrumentista Lou Alves com seu projeto Walfredo em Busca da Simbiose. Em seu quarto ano consecutivo, o evento será realizado no Tokio Marine Hall, renomada casa de shows localizada na zona sul da capital paulista. O espaço tem capacidade para quatro mil pessoas e contará com 2 palcos e 7 shows, em horários não conflitantes.  Sideshows Numa ação inédita, a Balaclava Records anunciou uma série de sideshows no aquecimento para o festival, além de uma apresentação especial acústica do Yo La Tengo pós festival. Quem abre a maratona musical nesta quarta-feira (5) é o músico Geordie Greep, que faz apresentação com banda completa em clima total intimista no Bar Alto. Cantor, guitarrista e compositor inglês, Greep é conhecido por sua trajetória na aclamada banda inglesa Black Midi. O disco foi gravado entre Londres e São Paulo, de setembro de 2023 a abril de 2024, refletindo o esforço do músico em romper com qualquer zona de conforto. As composições partem de onde Greep deixou sua marca com a ex-banda, mas seguem por caminhos ainda mais diversos, estruturalmente imprevisíveis e complexos, transitando do jazz à música brasileira. É um encontro sonoro que dialoga com referências como Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti e Naná Vasconcelos, evocando a riqueza criativa das décadas de 1970 e 1980. Na quinta (6) é a vez do trio norte-americano Horse Jumper of Love fazer uma apresentação especial, com repertório mais extenso de sua carreira, dividindo a noite com o quarteto curitibano terraplana no Bar Alto. A banda brasileira vem numa crescente desde o lançamento de seu álbum de estreia olhar pra trás (Balaclava Records), que rendeu mais de 40 shows ao redor do Brasil. O grupo ganhou destaque nos festivais Primavera Sound e Balaclava Fest, além de se apresentarem como atração de abertura a nomes internacionais como Slowdive, Deafheaven e Turnover. terraplana é composto por Stephani Heuczuk (voz e baixo), Vinícius Lourenço (voz e guitarra), Cassiano Kruchelski (voz e guitarra) e Wendeu Silverio (bateria). Com abertura do músico carioca Pedro Sá, na sexta (7) é a vez de Helado Negro fazer uma apresentação única na Casa Rockambole . Nascido no sul da Flórida em 1980, filho de pais imigrantes equatorianos, o multi-instrumentista Roberto Carlos Lange une memórias, impressões e atmosferas para criar paisagens de sonho detalhadas. Helado grava e mixa suas próprias músicas, criando seu próprio mundo sônico. Suas canções são repletas de melodias vibrantes, vinhetas líricas afiadas e ganchos sutis, até mesmo sussurrados.  No sábado (8) mais uma apresentação única:  uma das bandas mais importantes da cena punk e underground norte-americana desde o início dos anos 1990. Trata-se do Cap’n Jazz, formada pelos irmãos Tim e Mike Kinsella, figuras emblemáticas do emo e indie rock de Chicago. O show, que tem patrocínio da Vans Brasil, acontece no Cine Joia. Para finalizar a maratona, uma apresentação especial acústica e intimista do trio Yo La Tengo, no Cine Joia, na próxima segunda-feira (10). O repertório do show no Cine Joia trará músicas do grupo em versões acústicas e extremamente únicas em seus formatos, reforçando ainda mais a ligação especial da banda com o público brasileiro. serviços: Aquecimento Balaclava Fest 2025: Geordie Greep Data: 5 de novembro de 2025, quarta-feira Local: Bar Alto R. rua Aspicuelta, 194 Horários: Portas 19h / Show 20h30 Classificação etária: para menores de 16 anos entrada permitida apenas com responsável legal e assinatura de termo. Se o acompanhante for familiar (irmão maior, tio, tia etc.), é *obrigatória a autorização registrada em cartório com assinatura dos pais.* Ingressos online: https://www.ingresse.com/geordiegreep-baralto/  Aquecimento Balaclava Fest 2025: Horse Jumper of Love e terraplana Data: 6 de novembro de 2025, quinta-feira Local: Bar Alto R. rua Aspicuelta, 194 Horários: Portas 19h / show

Lavolta traz mensagem antiansiedade no clipe de Yoga

Yoga, o novo clipe da banda de rock alternativo LaVolta, é um mergulho em calma e consciência. Inspirada em filosofias orientais e na ousadia poética de Walter Franco, a banda transforma som e imagem em meditação, um manifesto pela leveza em tempos de ruído. A direção do clipe é de Zeca Vieira e Monstera Criativa, que também assinam as respectivas funções no audiovisual anterior, Chora Mundo. E outro repeteco: Gustavo Bertoni, da Scalene, é mais uma vez o protagonista. Ambas as músicas estão no terceiro disco da LaVolta, No Estado Atual das Coisas Tristes. Yoga tem uma citação em homenagem ao Walter Franco, com seu famoso mantra “tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo”. A inspiração veio por meio de Neira Galvéz, o autor da letra. Com Yoga, a LaVolta encerra da melhor forma o ciclo de No Estado Atual das Coisas Tristes. “Podemos adiantar que finalizamos as gravações do nosso novo EP que será lançado em 2026”, revela Neira. O terceiro álbum No estado atual das coisas tristes, o terceiro álbum da LaVolta, originalmente lançado em fevereiro de 2025, chegou às plataformas digitais pela LVT Records, selo fonográfico do ABC paulista. A mixagem e masterização é assinada por Marco Angelotti. O álbum foi gravado ao longo dos últimos três anos e conta com a primeira produção comandada pela própria Lavolta. Ajuda de amigos neste processo foram bem-vindas e frutíferas, como de Caio Andreatta, Vivian Kuckzynski, Nobru Bueno e Tassio Rossi (este último que participa nesta canção em questão, Chora Mundo). Lavolta, a banda Formada em 2013 em São Bernardo do Campo (SP), a Lavolta vem se destacando no cenário do rock alternativo com seu som único e performances energéticas. Composta por Neira Galvez, João Pedro, Enzo Pellegrino e Marco Angelotti; a banda já lançou 3 álbuns e realizou shows nas casas mais importantes de São Paulo. Paralelo ao novo álbum, a música Celina foi selecionada pelo produtor Arthur Joly a ser prensando em compacto simples no seu projeto Reco-Raro, pelo selo Reco. É uma composição ainda exclusiva em vinil. O manifesto da Lavolta é forte e condiz, palavra por palavra, nuance por nuance, o que de fato entregam: “Damos muito valor para as letras e acreditamos que há uma tradição lírica no rock brasileiro que merece ser honrada, desejamos ter uma discografia cada vez mais consistente em termos sonoros e líricos, misturando questionamentos existenciais, críticas sociais e relatos pessoais para além dos clichês”.

Sessa libera mais uma prévia de Pequena Vertigem de Amor; ouça Dodói

Enquanto se prepara para o lançamento de seu novo disco, Pequena Vertigem de Amor, o músico paulistano Sessa apresentou Dodói, terceiro e último single que antecipa o álbum que será lançado no dia 7 de novembro pelo selo norte-americano Mexican Summer. Após as faixas Vale a Pena e a Nome de Deus, Dodói incorpora perfeitamente a nova sensibilidade rítmica de Sessa, construída sobre um riff de violão que é acentuado pela pulsação insistente do baixo vibrante de Marcelo Cabral e pela batida propulsiva do tom-tom e do prato de Biel Basile. Descolada sem esforço, a introdução sem adornos se repete por 40 segundos, implorando para ser sampleada. Na abertura da música, Sessa canta: “dá um beijinho no meu dodói / eu sou criança / tem uma coisa que me corroi / é uma dança / desde a barriga / é uma briga, bonita briga / chama da vida” (“venha beijar meu boo-boo / sou uma criança / alguma coisa está me comendo / é uma dança / desde a barriga / há uma briga, uma briga linda / centelha de vida”). O arranjo de cordas de Simon Hanes alterna entre ondas de apoio e investidas sinistras, enquanto o piano de Marcelo Maita dança em torno do ritmo entrelaçado de baixo, bateria e guitarra. E mais uma vez a faixa vem acompanhada de um vídeo, dirigido, filmado, animado e editado por Rollinos, que traz o músico tocando seu violão.  Pequena Vertigem de Amor — o terceiro álbum de Sessa — não é apenas uma evolução sonora; é uma transformação. Sessa descreve o álbum como “um pouco mais noturno, aberto, com um funk peculiar”, destacando a inspiração em influências soul nativas da América do Norte e do Sul, de Shuggie Otis, Roy Ayers e Sly Stone a Erasmo Carlos, Tim Maia e Hyldon.  Neste álbum, Sessa expande sua paleta sonora, explorando múltiplas dimensões simultaneamente. Há uma ênfase no ritmo e em tempos acelerados, enquanto ele experimenta novas cadências e texturas vocais, além de adicionar diversos instrumentos musicais inéditos em suas gravações anteriores, como piano, sintetizador, guitarra com efeito wah-wah e uma bateria eletrônica primitiva.  Ao longo de nove faixas, Sessa reflete sobre sua evolução pessoal, uma experiência que, segundo ele, coloca em nítido contraste “as ambiguidades e contradições da vida, um lugar que sempre inspirou minha escrita”. 

OitavaFest reúne bandas independentes no Mucha Breja, em Santos

Em sua segunda edição, o OitavaFest celebra talentos emergentes da Baixada Santista, neste domingo (9), das 18h às 22h, no Mucha Breja (Avenida Rei Alberto I, 161, Ponta da Praia – Santos SP). Indo do rock ao pop, os artistas Enzo Borges e Luaro Inn, o grupo Conexão Acústica e as bandas Cabine e Missão Lunar são as atrações do festival. “Um dos intuitos do projeto é também propagar a diversidade musical”, diz a equipe do festival. “Cada artista tem a sua singularidade, o seu estilo. Isso torna o evento mais rico e plural, com novas realidades sendo apresentadas para o público nas suas quatro horas de evento.” O valor do ingresso é R$ 20 pelo site Shotgun e R$ 25 na porta da casa. Para mais informações, você pode acompanhar a página oficial do festival no Instagram.

Weezer rouba a cena com show curto, mas repleto de hits na estreia do Índigo, no Ibirapuera

Com exceção do King Gizzard & the Lizard Wizard, nenhuma banda de médio ou grande porte tem a produção mais ativa que o Weezer no mundo. A banda norte-americana, responsável por fechar a primeira edição do Índigo, no domingo (2), no Parque Ibirapuera, em São Paulo, lançou 15 álbuns e nove EPs em 30 anos de carreira. Aliás, quatro desses EPs apenas em 2022. Dito isso, o Weezer teria condições de fechar seu próprio festival tocando sua infinidade de hits por horas, mas eles conseguem fazer uma curadoria acertada e entregaram um pouco de tudo em 1h10 de show. Sim, provavelmente um dos menores shows de headliner da história recente de festivais no Brasil. Nada disso, porém, desanimou o público. Celebrando os 30 anos do Blue Album, o disco de estreia, River Cuomos e companhia tocaram oito das dez faixas do debute. Sem respeitar a ordem das canções, a banda intercalou seus primeiros hits com sucessos de outros trabalhos, garantindo surpresas e reações efusivas na plateia.  Na pista, muita gente reclamava do som baixo ou abafado, mas nitidamente foi uma escolha da banda, com o objetivo de deixar tudo audível. E realmente conseguiram.  My Name Is Jonas, do Blue Album, abriu a noite. Telão e iluminação avisaram o público quando faixas do disco de estreia seriam tocadas. A predominância azul não deixou ninguém com dúvidas nesses momentos. River Cuomos não é muito de falar, prefere aproveitar o tempo empilhando hits. Incluiu Dope Nose, Perfect Situation, Hash Pipe, Beverly Hills e Island in the Sun, só para citar alguns dos principais sucessos. Nos poucos momentos que se comunicou com os fãs, Cuomos ainda tentou arriscar o português, disparando um “bom dia”, que arrancou gargalhadas do público. Uma curiosidade da formação que veio ao Brasil estava na bateria. Josh Freese, ex-Foo Fighters e atual Nine Inch Nails, reassumiu as baquetas, enquanto o antigo dono da posição, Patrick Wilson, voltou para a guitarra. Confesso que essa mudança de última hora me deu esperança de ouvir faixas do álbum Raditude (2009), sempre esquecido pela banda nos shows. Mas seguiu sendo ignorado. Só para informação, Josh Freese gravou algumas das canções desse disco, que reúne clássicos como (If You’re Wondering If I Want You To) I Want You To, I’m Your Daddy e Put Me Back Together. A curta duração do show, que teve apenas uma canção no bis, Buddy Holly, não frustrou o público, mas deixou um gostinho de quero mais. Se o Weezer batesse cartão anualmente por aqui, o público entenderia que o próximo show seria bem diferente. Mas a realidade é outra. Vamos ver se muda, apoio do público não faltou. Setlist   BLOC PARTY Dezessete anos se passaram desde a fatídica última vez do Bloc Party no Brasil. Em 2008, o grupo havia deixado uma péssima imagem depois de uma apresentação desastrosa no VMB, com direito a playback descarado. Pouco mais de um mês depois desse episódio, ainda retornou para o Planeta Terra, mas ainda enfrentava reflexos da resistência pós pataquada no evento da MTV Brasil. Agora, o cenário é completamente diferente. O vocalista Kele Okereke,  um dos poucos frontmen negros do rock alternativo assumidamente gay, está em ótima fase, super empenhado em entregar o seu melhor e cantando bem (sem playback). Focou o repertório no excelente Silent Alarm (2005), álbum de estreia do Bloc Party, enfileirando hit atrás de hit. Aproveitando o fato de estar com o público na mão, dançando e cantando os maiores sucessos, Kele ainda incluiu Traps, faixa do álbum mais recente da banda, Alpha Games (2022). MOGWAI Veterana do post-rock, a banda escocesa Mogwai usou seu álbum mais recente, The Bad Fire (2025), como base para o show no Índigo. A apresentação foi morna, mas deixou o público completamente vidrado no palco. O guitarrista e vocalista, Stuart Braithwaite, e o guitarrista e pianista, Barry Burns, comandaram as ações no palco. Apesar do set ser quase todo instrumental, como boa parte da discografia da banda, Stuart incluiu alguns sons com vocais. Com uma bandeira da Palestina fixada em um dos amplis, atrás de Stuart, o Mogwai tocou por quase 50 minutos e foi a banda que mais concentrou público na frente do palco até o fim da tarde no Índigo. JUDELINE Um peixe fora d’água. Dessa forma podemos resumir a apresentação de Judeline no Índigo. A cantora e compositora espanhola, de 22 anos, casaria perfeitamente com o lineup do Primavera Sound, mas ficou um pouco deslocada entre as atrações da primeira edição do Índigo. Com uma sonoridade pop misturada com influências de flamenco e sons árabes, Judeline contou com a participação de um bailarino durante todo o show. Aliás, o dançarino estava em uma sintonia, Judeline em outra. Um dos momentos mais interessantes da apresentação foi no dueto com a mineira MC Morena em Tú Et Moi, que conta com um batidão de funk carioca. Antes de convidar a brasileira para o palco, Judeline falou com muito carinho sobre a MPB, destacando Gal Costa e Caetano Veloso como influências. OTOBOKE BEAVER O Otoboke Beaver foi a mais grata surpresa da temporada. O grupo japonês tem uma energia incrível no palco e conquistou o público rapidamente com o seu punk fofo e cheio de mensagens importantes. Natural de Kyoto, o Otoboke já havia feito um show de alto nível no Cine Joia, dois dias antes, arrancando elogios do público, imprensa e artistas. Vale destacar que elas já foram elogiadas publicamente por Jack White, Dave Grohl, Eddie Vedder e Slash. Super Champon (2022), álbum mais recente do quarteto, foi a base do show, que teve presenças destacadas da vocalista Accorinrin e da guitarrista Yoyoyoshie, ambas conversando com bastante frequência com o público. Em um dos momentos, pediram ajuda dos fãs para aprender a falar “tarado” em português, mas não tiveram sucesso na tentativa.  Com vestidos floridos e caprichando nas caras e bocas, as integrantes mostraram que o rock japonês está muito bem representado. Vamos torcer por mais visitas por aqui. Foi a banda que mais levou fãs para a

ARTIGO | Como a Budang virou minha nova banda preferida

Oi, meu nome é Willian Portugal. E para quem não me conhece, trabalhei quase oito anos no jornalismo musical independente no Music Wall e aqui mesmo no Blog N’ Roll. A minha motivação para cair de cabeça nesse mundo foi ter a oportunidade de falar da maneira que quisesse, sobre as bandas que já gostava. Mas o que acabei dando conta, é que a parte mais legal era poder descobrir bandas que não tinha contato, com suas sonoridades únicas. E isso foi o meu grande combustível. Me sentia uma criança brincando de Hunter Thompson na frente do meu PC. Mas, como nem tudo são flores, com a carga acumulada por trabalho, faculdade, relações e obrigações domésticas, perdi um pouco desse tesão. Bom, isso até dar de cara com a Budang. Isso aqui poderia ser uma resenha sobre o primeiro álbum da banda, mas teria tanta coisa para falar sobre o quarteto do HC da Magia, que acharia muito pouco falar apenas do lançamento. A primeira vez que eu ouvi falar sobre essa mulecada (falo assim porque presumo que eles sejam bem mais novos do que eu) foi através dos stories no Instagram de Fábio Mozine, o patrono da Läjä Recörds e visconde da cidade de Vila Velha/ES. E logo de cara já me chamou a atenção, mesmo antes de ouvir o som. As artes psicodélicas de cores chapadas, muitas delas que me lembraram peças hinduístas ou xintoístas. O próprio nome da banda é algo totalmente maluco e único, me lembrou bastante o cigarro indonésio Gudang Garam. Pesquisei algo relacionado a palavra Budang, e a única coisa que encontrei foi uma palavra em tagalog (um dos idiomas falados nas Filipinas) utilizada como superlativo de adjetivos (ex: “extremamente”, “muito”, etc). Porém, segundo o guitarrista Vinícius Lunardi e o baixista Pedro Sabino (mais conhecido como Pit) em participação no podcast Neo Rock Brasil, cada hora os integrantes inventam uma mentira diferente sobre essa origem, e de onde veio esse nome. E isso diz muito sobre a criatividade da banda. Para quem ainda não conhece a Budang, fica o aviso. Tudo que eu já falei acima formam elementos únicos, mas que enquanto fazem contrapontos entre si, se complementam de maneira extremamente homogênea. Apesar da estética mencionada, ao ouvir seu som, não espere nada perto do gratiluzismo e esoterismo barato, pelo contrário (recomendo escutar “Gratiluz 171” do EP “Astrologia, Destino & Salmos“). O som da Budang me lembrou uma mistura de muita coisa, e diversas vertentes do hardcore/punk. Umas paradas meio Suicidal Tendencies, Excel, mas com uma pitada de Circle Jerks, Black Flag e em alguns momentos, uns vocais totalmente Jello Biafra das idéias. Os próprios integrantes dizem que são influenciados pelas bandas da cena de Baltimore, principalmente pelos primeiros anos do Turnstile, mas como não conheço tanto, vou ser honesto e não vou usar essa carta no texto. Outra coisa que me chamou a atenção foi a personalidade que a Budang tem nas suas letras. Aqui falo sem querer farpar ninguém. Acredito que tem espaço para todo mundo, e deve ter, mas nos últimos anos sinto que uma parte das bandas de punk/hardcore caíram uma paumolescência lírica que me incomoda. Às vezes, sinto que escuto músicas que saíram de algum perfil que compila frases do Leandro Karnal ou da Monja Cohen. E não falo “paumolescência” no sentido de virilidade masculina, longe disso. Quer dizer, vivemos em um mundo onde a escala 6×1 é realidade, direitos trabalhistas estão cada vez mais escassos, tudo absurdamente caro, o cristianismo pentecostal ditando nossas vidas, thetahealing, constelação familiar, ozônio no cu, caos, destruição, enfim. Mas como poucas bandas tocam nesses pontos com tudo isso acontecendo? Os temas que a Budang aborda em suas músicas são 100% contemporâneos. E já aí falando do primeiro álbum da banda, Magia já começa com Mágica falando exatamente de chefe xarope folgado, rotina de trabalho cretina com gente te ligando no domingo para saber de projeto, condições de trabalho inacreditáveis baseada no “se vira”. E as críticas da banda seguem ao longo do play, passando pela apatia digital na qual pessoas se apegam à futilidade nas redes (Tempinho Bom), e as passadas de pano midiáticas para o manifestações golpistas (Bolsonanny). Tudo isso sem medo de utilizar de sarcasmo e sátira. Mas o que me pegou de vez na Budang foi a dobradinha Magia/Budangól. Algumas pessoas que eu apresentei esses sons reagiram de maneira comum: “Nossa, não dá para entender nada — Não entendi nada do que eles estão falando — Que idioma é esse?”. E é justamente ISSO que me fez me apaixonar pela banda! Aqui, a Budang se afirma como um quarteto legitimamente da região que veio. As gírias, piadas internas, maneirismos e expressões gritam Florianópolis, porém sem soar chauvinista ou bairrista, pelo contrário. A Budang finca sua bandeira de resistência à tudo isso, mostrando a cultura marginal local, e que Santa Catarina tem muito sim a oferecer. Por conta da Budang, hoje sei o que é a bernúncia e o que é chataria. E sobre os comentários de que “não dá para entender”, ao meu modo de ver, diz muito mais sobre como estamos acostumados a consumir arte. Naturalmente, achamos que “arte boa” é o que nos agrada, porém, particularmente e humildemente discordo disso. Fosse assim, não existiriam obras de suspense, terror. A arte é para nos desconfortar e confundir também. Ou como a própria Budang disse em um tweet recente: “Arte é para incomodar e fazer do teu jeito. Quer fórmula e regra, vai estudar física.” Na semana que vem, a Budang virá ao estado de São Paulo para se apresentar na La Iglesia (SP) que já deu sold out, Piracaia no Sábado, e na minha querida Santo André, no 74 Club. Show que eu espero muito poder ver de perto, se ainda tiver ingresso na porta e o Carlinhos me deixar entrar. Ingressos é só clicar aqui. Ouçam a Budang agora mesmo em todas as plataformas de streaming, os sigam nas redes sociais, comprem o seu merch e compareçam

AC/DC confirma show único no Brasil; confira data e local

O AC/DC está de volta ao Brasil! A turnê Power Up, nomeada em homenagem ao mais recente álbum de estúdio da banda, contará com quatro apresentações no Brasil, Argentina, Chile e México. No Brasil, o show acontece no dia 24 de fevereiro de 2026, em São Paulo, no MorumBIS.  Esta etapa da turnê Power Up levará a banda a alguns dos maiores estádios do continente. Os ingressos para o show estarão disponíveis nesta sexta-feira (7). No Brasil, os ingressos, que podem ser adquiridos em até 6x sem juros, estarão disponíveis às 10h online. Mais informações sobre preços e bilheteria oficial serão divulgadas em breve. O AC/DC realizou seu primeiro show em 31 de dezembro de 1973 no Chequers Nightclub, em Sydney, Austrália. Eles se tornaram uma das bandas mais influentes da história do rock, com mais de 200 milhões de álbuns vendidos mundialmente. O álbum Back In Black é o “álbum mais vendido de todos os tempos por uma banda” e o “terceiro álbum mais vendido da história por qualquer artista”, com mais de 50 milhões de cópias comercializadas e contando. O AC/DC foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 2003. A banda continua lotando estádios em vários continentes, vendendo milhões de álbuns anualmente e acumulando bilhões de streams. Para celebrar seu longo reinado como a maior banda de rock and roll do mundo, o AC/DC – Angus Young (guitarra solo), Brian Johnson (vocal), Stevie Young (guitarra base), Matt Laug (bateria) e Chris Chaney (baixo) – está de volta aos palcos para se apresentar para sua legião de fãs dedicados, que cresce a cada ano. AC/DC NO BRASIL POWER UP TOUR Datas da turnê Power Up: Terça, 24 de fevereiro, São Paulo, Brasil – Estádio do MorumBIS Qua, 11 de março, Santiago, Chile – Parque Estádio Nacional Segunda, 23 de março, Buenos Aires, Argentina – Estádio River Plate Terça, 7 de abril, Cidade do México, México – Estádio GNP Seguros

Skizorama lança álbum de estreia, ouça Skizochaos

A banda paulistana Skizorama lançou nesta segunda-feira (3) seu primeiro álbum, intitulado Skizochaos, composto por dez faixas que abordam temas cotidianos e sociais com visão crítica e direta. Segundo Crica, baixista e vocalista da banda, “o disco é permeado por questões relevantes — o caos da cidade, a saúde mental, a desigualdade social e as consequências da ditadura militar que respingam até hoje na nossa política”. Produzido por Diego Rocha no Bay Area Estúdios, o álbum foi desenvolvido de forma totalmente independente. Crica destaca que o trabalho é fruto da sintonia entre os três integrantes banda, que conta ainda com Tio (guitarra e voz) e Cavera (bateria e voz). “O disco é totalmente pensado, feito e executado por nós”, completa. A faixa escolhida para divulgar o álbum é Holiday in DOPS, que aborda o período da ditadura militar no estado de São Paulo. Crica comenta que a banda se inspirou em bandas conhecidas por tratarem de temas políticos com ironia e contundência: “Podemos citar como grande referência o Dead Kennedys, que tem longa trajetória com músicas que tratam desse mesmo tema em outros lugares do mundo”. Formada em 2019, em São Paulo, a Skizorama nasceu da amizade entre três músicos do cenário alternativo. O início da pandemia acabou interrompendo os planos do grupo, mas agora a banda retoma suas atividades com o lançamento do álbum. “Começamos pouco antes da pandemia, o que acabou atrapalhando um pouco os planos. Tivemos que pausar o projeto e ter força e paciência para aguardar a retomada”, relembra a baixista. Com um som que transita entre o punk rock e o hardcore, a Skizorama cita influências como Misfits, Cramps, Exploited, Motörhead, Cockney Rejects, Ramones e Cólera. Para Crica, o diferencial do trio está em sua postura: “O ponto forte é seguir fazendo aquilo que acreditamos, sem buscar rótulos ou aprovação. Skizorama é um projeto maduro, com músicos experientes no cenário alternativo e com forte posicionamento político e social. Não é só pela música”. Tio acrescenta que enxerga a arte como uma garantia de sanidade, necessária para transformação subjetiva. “Nós três temos profissões articuladas a arte e sobretudo à música, para nos inserir politicamente e culturalmente na maneira que somos, sentimos e pensamos. E a cultura é essa dimensão estética e simbólica da existência humana. Então, tocamos também para sobreviver em meio a esse caos real”, conclui.

Florence + The Machine lança Everybody Scream; ouça!

O tão esperado novo álbum de Florence + The Machine, intitulado Everybody Scream, já está disponível. Escrito e produzido em colaboração com um seleto grupo de parceiros criativos, entre eles Mark Bowen (Idles), Aaron Dessner, Mitski, Danny L. Harle e Dave Bayley (Glass Animals), o sexto disco de Florence Welch traz as três faixas já lançadas anteriormente, Everybody Scream, One of the Greats e Sympathy Magic. Florence sairá em turnê pela América do Norte em 2026, com início em abril e shows marcados no Madison Square Garden e no Barclays Center, em Nova Iorque, além de duas noites no Kia Forum, em Los Angeles, entre outras datas. A turnê segue as apresentações previamente anunciadas pela Europa e Reino Unido, também em 2026.