Atração do Balaclava Fest, Geordie Greep confirma mais dois shows; veja datas e locais

Faltam duas semanas para o Balaclava Fest, mas uma sequência de eventos promete esquentar o público até lá. Quem abre a maratona musical no dia 5 de novembro é o músico Geordie Greep, que faz apresentação com banda completa em clima total intimista no Bar Alto. Os ingressos estão à venda no Ingresse. Cantor, guitarrista e compositor inglês, Geordie Greep é conhecido por sua trajetória na aclamada banda inglesa Black Midi. O disco foi gravado entre Londres e São Paulo, de setembro de 2023 a abril de 2024, refletindo o esforço do músico em romper com qualquer zona de conforto. As composições partem de onde Greep deixou sua marca com a ex-banda, mas seguem por caminhos ainda mais diversos, estruturalmente imprevisíveis e complexos, transitando do jazz à música brasileira. É um encontro sonoro que dialoga com referências como Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti e Naná Vasconcelos, evocando a riqueza criativa das décadas de 1970 e 1980. Aliás, o músico não escondeu sua admiração pela música brasileira. Em entrevista ao Blog n’ Roll, no ano passado, Geordie Greep falou sobre a paixão por Egberto Gismonti. “Comecei a gostar dele quando tinha 18 anos e pensei que isso era realmente incrível, apenas ser aquele nível virtuoso no piano e violão, mas também ter um som, estilo e abordagem composicional completamente únicos”.  Ao vivo, o músico é acompanhado no palco por um talentoso time de brasileiros, composto por Vitor Cabral (bateria), Fabio Sá (baixo), Chicão Montorfano (teclas), Daniel Conceição (percussão) e Filipe Coimbra (guitarra). Além do show no Bar Alto e no Balaclava Fest, Greep também confirmou um terceiro show no Sesc Jundiaí, com entrada gratuita, no dia 6 de novembro. Aquecimento Balaclava Fest 2025: Geordie Greep Data: 5 de novembro de 2025, quarta-feira Local: Bar Alto R. rua Aspicuelta, 194 Horários: Portas 19h / Show 20h30 Classificação etária: para menores de 16 anos entrada permitida apenas com responsável legal e assinatura de termo. Se o acompanhante for familiar (irmão maior, tio, tia etc.), é *obrigatória a autorização registrada em cartório com assinatura dos pais.* Ingressos online

Ziggy Alberts libera single vibrante e ensolarado; ouça Cyclones

2025 tem sido um ano marcante para Ziggy Alberts. Ele começou o ano com o lançamento de seu sétimo álbum de estúdio, New Love, que já ultrapassou 30 milhões de streams em apenas seis meses. Em seguida, embarcou em uma turnê mundial com 105 datas, esgotando ingressos em prestigiados locais pela Europa e América do Norte. Além disso, teve uma breve passagem pelo Brasil. Para encerrar o ano, ele retorna à Austrália para uma série final de shows nas capitais. Agora, Ziggy Alberts apresenta Cyclones, um single vibrante e ensolarado, feito para embalar o verão. Misturando sua característica vulnerabilidade lírica com um som folk-pop mais atmosférico, Cyclones é ao mesmo tempo um refrão irresistível e um passo adiante em sua sonoridade, marcando a evolução de um contador de histórias acústico para um artesão que mistura gêneros. “Essa música surgiu em uma viagem de surfe a Fiji, em 2024. Eu corri de volta depois do café e consegui capturar a ideia ali mesmo. É tão fácil culpar o tempo pelos nossos próprios dias tempestuosos — e eu faço isso o tempo todo. É olhar para trás e perceber velhos hábitos ainda presentes. Pensar que, mesmo que algo não fosse durar para sempre, eu me pergunto: será que eu realmente fiz o suficiente? Ou só fui embora como sempre faço? É sobre ser atraído pelo caos, como uma mariposa pela chama: você sabe que vai dar errado, mas às vezes não consegue evitar”, comenta Ziggy sobre o processo de composição.

Entrevista | The Lemonheads – “Parei com a heroína, e minha cabeça se abriu”

Quase duas décadas após o último trabalho de estúdio, Evan Dando ressurge com o The Lemonheads em Love Chant, um álbum que marca não apenas o retorno de uma das vozes mais singulares do indie rock dos anos 1990, mas também uma nova fase pessoal e criativa do músico.  Gravado majoritariamente no Brasil, o disco reflete a imersão de Dando na cena local e a parceria com o produtor Apollo Nove, nome conhecido por seu trabalho com artistas como Nação Zumbi e Otto. Morando em São Paulo e casado com uma brasileira, Dando parece ter encontrado um novo ponto de equilíbrio entre a leveza e a introspecção que sempre caracterizaram suas composições no Lemonheads.  Em Love Chant, há espaço tanto para o lirismo nostálgico quanto para uma energia renovada, resultando em um som que flutua entre o passado e o presente, sem perder a essência do The Lemonheads. O álbum ainda reúne velhos companheiros de estrada, como J Mascis, Juliana Hatfield e Tom Morgan, em participações que reforçam o vínculo afetivo e musical que Dando construiu ao longo das décadas. Entre histórias curiosas de estúdio e reflexões sobre sobriedade e recomeços, o cantor mostra que está mais conectado do que nunca com sua arte. Além do novo disco, Dando prepara também o lançamento de sua autobiografia, Rumours of My Demise, que será acompanhada por um audiolivro gravado em São Paulo. E os fãs brasileiros do Lemonheads podem comemorar: o músico garante que há planos de levar o Love Chant aos palcos do país em breve. Confira abaixo a entrevista que Dando concedeu ao Blog n’ Roll, via Zoom, após a conclusão das gravações de Love Chant. O álbum foi gravado majoritariamente no Brasil. Como essa mudança de cenário influenciou o processo criativo e sonoro do disco? Diria que o estúdio é incrível. Ele foi construído pelo Roy Cicala, que trabalhou como engenheiro de som nos discos do John Lennon. Roy esteve envolvido em tudo. Temos muito equipamento aqui, o compressor de voz usado em Imagine, do Lennon, está lá embaixo. Temos umas paradas malucas. Ele faleceu em 2014, e agora o Apollo cuida do estúdio. Estamos reativando tudo. Conheci o Apollo do outro lado da rua, meio sem querer. Ele disse: “você tem que conhecer esse cara”. A gente estava no lançamento do filme do tio da minha esposa, que foi empresário da Elis Regina e do Tom Jobim. A faixa In the Margin tem uma composição conjunta com Marciana Jones e riffs por toda parte. Pode falar mais sobre essa parceria e o conceito da música? In the Margin é sobre o que quer que aconteça. É bem adolescente, tipo Edgar Allan Poe, muito romântica. Algo como: “vou sair dessa merda, vou lembrar de você um pouco, mas agora sou eu por mim mesmo”. É uma música jovem, rebelde, algo do tipo “não dou a mínima”. Prefiro morrer a deixar seus pensamentos me limitarem. É uma declaração. Você contou com vários colaboradores de longa data, como J Mascis, Juliana Hatfield e Tom Morgan. Como foi reunir esse “time” depois de tanto tempo? É tudo gente que conheço há muito tempo, então por que não? Se você conhece e está fazendo um disco… Sempre vejo o J e a Juliana. Ela fez turnê com a gente no ano passado. Falo com o J o tempo todo, fui eu quem apresentei a esposa dele para ele. Somos grandes amigos. J não faz alarde. Ele diz: “beleza, faço uma música”. E nem cobrou. Da última vez, eu disse: “J, faz um solo por US$ 4 mil?” E ele mandou quatro solos. Provavelmente estava com dois amigos e falou: “assiste isso, vou ganhar mil dólares tocando uns solos aqui”. (risos) A produção é assinada por Apollo Nove, um nome conhecido da música brasileira. Como foi trabalhar com ele e o que ele trouxe de especial para o disco? Começamos a fazer demos há um ano. Eu tocava bateria, fazia tudo. E já lançamos um single logo de cara, Fear of Living. A gente pensou: “é isso, é aqui que quero estar. Essa é minha vida”. Ele é ótimo. Cobra de você, mas do jeito certo: “Evan, dá pra fazer melhor”. Sempre precisei de alguém assim. Agora nós nos conhecemos bem. Ele me lembra um grupo de amigos que tenho, fãs do Velvet Underground, gente que realmente conhece música. Ele ama Brian Jones, dos Rolling Stones. Brian tocava as partes que ninguém ouvia. É isso. Está lá, mas escondido. O disco soa ao mesmo tempo nostálgico e atual. Como você equilibrou os elementos clássicos dos Lemonheads com novas influências e experiências de vida? Foi como um experimento científico. Mas, na real, só fui lá e fiz com o coração. Parei com a heroína, e minha cabeça se abriu. Agora meu coração e minha mente conversam. Só faço do jeito que consigo, aprendi a relaxar, e fazer música é sobre relaxar. Muitos artistas da nova geração, como Courtney Barnett e Waxahatchee, citam o The Lemonheads como influência. Como você vê essa repercussão entre novos músicos? A gente sempre quis ser esse tipo de banda, como The Replacements ou Ramones. Acho que consigo fazer isso, parece divertido. Somos esse tipo de banda. O lançamento do álbum será seguido por sua autobiografia, Rumours of My Demise. Existe um diálogo entre o disco e o livro? A conexão é que ambos têm a ver comigo. Lançamos os dois juntos como parte da campanha: “olha lá, o cara tem dois lançamentos”. Não é uma ligação temática, mas de momento. A gente correu pra lançar um junto com o outro. É uma campanha para voltar a ser bem-sucedido. Se já aconteceu uma vez, pode acontecer de novo. Aliás, estou aqui no estúdio porque vou gravar o audiolivro. Começa assim: “Deixei minha carteira nos arbustos da Walgreens”. Você pretende fazer shows de divulgação do Love Chant, inclusive no Brasil? O que os fãs podem esperar dessa nova fase ao vivo? Mais do mesmo, só que melhor. Agora tenho uma mulher

Festival DoSol 2025 anuncia lineup com Terno Rei, Rancore e Black Pantera

O Festival DoSol 2025 chega à sua 22ª edição consolidado como um dos maiores eventos da música independente brasileira. Entre os dias 13 e 29 de novembro, o festival ocupará cinco cidades do Rio Grande do Norte: Natal, Mossoró, Caicó, Assu e Currais Novos, com mais de 80 shows que vão do indie ao punk, passando pelo samba, reggae e música eletrônica. Reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do estado, o evento terá entrada gratuita no interior e ingressos a preços populares na capital. O lineup deste ano destaca nomes como Terno Rei, Rancore, Mukeka di Rato, The Mönic e Black Pantera, além de atrações internacionais como os portugueses Linda Martini e o sul-coreano Octopoulpe. Fiel à sua proposta de valorizar a produção local, o Festival DoSol 2025 também apresenta novos talentos potiguares, como Bixanu, Dani Cruz, Gracinha, Sourebel e Taj Ma House, além de reencontros marcantes com Talma&Gadelha, Camarones Orquestra Guitarrística e Dusouto. Em Natal, o evento ocupará o Centro Histórico da Ribeira, distribuído por cinco palcos: Largo da Rua Chile, Galpão 292, Armazém Ribeira e Frisson (interno e externo), em dois dias de maratona cultural que seguem até o amanhecer. Já nas cidades do interior, a proposta é democratizar o acesso à música com apresentações totalmente gratuitas. “O DoSol nasceu e cresceu ocupando espaços da cidade e do estado. Incluir o interior na nossa agenda é sempre um desafio, mas também é nossa maior alegria”, afirma Ana Morena, coordenadora geral do festival. Com 22 anos de história, o Festival DoSol segue como símbolo de resistência cultural e experimentação artística, integrando a Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) e fortalecendo a cena alternativa no país. O evento tem patrocínio da Cerveja Sol, via Lei Câmara Cascudo, e da Unimed Natal, via Lei Djalma Maranhão, além de apoio do Governo do RN, Fundação José Augusto, Prefeitura de Natal e parceiros culturais locais. Serviço22ª edição do Festival DoSol13, 14, 23 e 27 de novembro – Sede Cultural DoSol (Natal/RN)15 de novembro – Caicó/RN16 de novembro – Currais Novos/RN21 de novembro – Assu/RN22 de novembro – Mossoró/RN28 e 29 de novembro – Natal/RN Entrada gratuita no interior e na primeira hora em NatalIngressos: outgo.com.br/festivaldosol2025Mais informações: instagram.com/festivaldosol

Guns n’ Roses entrega melhor show em uma década com surpresas e emoção

Atrasado? Gordo? Nervosinho? Cantando mal? Os críticos de plantão tiveram que aguentar Axl Rose em plena forma, pontual, feliz e entregando o melhor show do Guns n’ Roses em São Paulo desde 2016. A apresentação no Allianz Parque, no sábado (25), foi a melhor resposta possível para quem adora malhar um dos maiores vocalistas da história do rock. “Porque o que você quer e o que você obtém são duas coisas completamente diferentes” (Because What You Want & What You Get Are Two Completely Different Things). O nome da atual turnê do Guns não poderia ser melhor, são várias interpretações que podem ser feitas. Seja pela “torcida” dos críticos por falhas do Axl ou pela alteração constante nos sets. Em tempos de repertórios decoradinhos do primeiro ao último show, o Guns quebra essa roda e surpreende com ótimos achados. Mas vamos voltar ao Axl Rose. É impressionante o trabalho de recuperação do artista desde o retorno de Slash e Duff, em 2016. Foram muitos percalços e dramas até chegar no nível atual. Da falta de ritmo à insegurança, que teve seu auge em Londres, em 2022, quando chegou a dormir no estádio do Tottenham após uma crise de ansiedade depois de uma das apresentações. Axl está com 63 anos e por muitos anos gastou sua voz com um alcance vocal poderoso. Óbvio que a conta chega, chega para todos. Steven Tyler (Aerosmith) precisou parar, Bon Jovi pausou a carreira, só para citar alguns exemplos. O líder do Guns n’ Roses se recusou a parar. E mais do que isso, não quer entregar qualquer coisa para os fãs, foram 3h10 de show. Fica a pergunta: qual banda ou cantor(a) faz isso hoje em dia? Mas os cornetinhas sempre vão achar um jeito de querer provocar ou falar besteira. Se o desempenho de Axl melhorou, “vamos caçar novos problemas”… Tentaram criar um desentendimento entre o vocalista e o novo baterista, Isaac Carpenter, após um problema técnico no retorno do som, na Argentina, algo que foi desmentido pela banda nas redes sociais. Sem o menor cabimento, aliás. Isaac tem uma performance impressionante, toca muito e esbanja carisma no banquinho. O que resta? Falar do repertório. Sim, também reclamam das escolhas para o set. Alguns choram pelo “excesso de covers”, outros pela falta de “novidades”. Não podemos esquecer que estamos falando de uma banda com 40 anos de história. É impossível fazer um set predominante com b-sides ou faixas novas. Não é assim com nenhuma grande banda com longa jornada, como o Guns, mas a implicância é sempre maior com eles. Parece um trauma vitalício decorrente da cadeira arremessada por Axl nos jornalistas, no Maksoud Plaza, em São Paulo, em 1992. Por falar em “novidades”, Hard Skool, Absurd, The General e Perhaps são canções relativamente recentes. Mas é impossível esperar um show do Guns sem protagonismo dos álbuns Appetite for Destruction e Use Your Illusion I e II, os maiores sucessos comerciais. Mas mesmo dentro desse universo, o grupo faz suas alterações. Patience saiu do set em São Paulo, Don’t Cry voltou. Yesterday foi resgatada. Duff também modifica sua participação no vocal, no Allianz Parque optou por Thunder and Lightning, do Thin Lizzy. Por falar em covers, que linda homenagem prestada ao gigante Ozzy Osbourne, com Sabbath Bloody Sabbath e Never Say Die, ambas do Black Sabbath, acompanhada de uma linda imagem do finado vocalista no telão. Human Being, do New York Dolls, que também perdeu seu vocalista, David Johansen, em março, foi outro momento memorável e inesperado. Em 3h10 de show, Axl e companhia emocionaram, divertiram e colocaram mais de 45 mil pessoas para cantar do início ao fim. E isso tudo com Slash desfilando solos e riffs marcantes da história do rock, quase todos com a sua assinatura, inclusive com um momento blues sensacional, antes de Sweet Child O’ Mine. O guitarrista Richard Fortus, com mais de 20 anos de banda, já está consolidado na formação. Se Izzy ou Gilby quiserem voltar, certamente terão que pegar uma terceira guitarra. O tecladista Dizzy Reed, desde 1990 no Guns, é um porto seguro para garantir que Axl, Slash e Duff tenham o protagonismo compartilhado na linha de frente. E todos parecem estar bem com suas posições. Axl distribui sorrisos, conversa com o público e até agradece com o bom e velho português “obrigado”. Sobrou algo para os cornetinhas? Que o Guns n’ Roses retorne muitas outras vezes ao Brasil, com ou sem álbum novo. Isso é um mero detalhe. Setlist   Welcome to the Jungle Bad Obsession Chinese Democracy Pretty Tied Up Mr. Brownstone It’s So Easy The General Perhaps Slither (Velvet Revolver) Live and Let Die (Wings) Hard Skool Wichita Lineman (Jimmy Webb) Sabbath Bloody Sabbath (Black Sabbath) Never Say Die (Black Sabbath) Estranged Yesterdays Double Talkin’ Jive Don’t Cry Thunder and Lightning (Thin Lizzy) Absurd Rocket Queen Knockin’ on Heaven’s Door (Bob Dylan) You Could Be Mine Slash Guitar Solo Sweet Child o’ Mine Civil War November Rain This I Love Human Being (New York Dolls) Nightrain Paradise City

Five Finger Death Punch celebra 20 anos com novo álbum “Best Of – Volume 2”

O Five Finger Death Punch comemora duas décadas de carreira com o lançamento de Best Of – Volume 2, uma coletânea que revisita os maiores sucessos da banda em novas versões e inclui colaborações inéditas. O disco foi lançado ontem, 24 de outubro, e marca uma nova fase na trajetória do grupo, que decidiu regravar clássicos após a venda não autorizada dos masters originais. Celebrar aniversários não é novidade. Em 2020, o baixista Chris Kael deu uma entrevista ao Blog N’ Roll falando sobre os 15 anos da banda, como a sobriedade mudou o processo de gravação e também sobre a forte amizade do grupo. Agora, com mais cinco anos de estrada, as marcas impressionam: mais de 8 bilhões de streams e 3 bilhões de visualizações de vídeo no mundo todo. O single mais recente, “I Refuse”, parceria com Maria Brink (In This Moment), já ultrapassou 4,8 milhões de streams, entrou no Top 10 Active Rock nos Estados Unidos e aparece entre os destaques no Shazam alemão, com 61 mil pré-saves no Spotify. Diferente de um simples relançamento, o Volume 2 apresenta 16 faixas regravadas em 2025, incluindo “Hell To Pay”, “Got Your Six”, “Blue On Black” e “Walk Away”, além de três gravações ao vivo inéditas: “Wash It All Away”, “Wrong Side Of Heaven” e “Jekyll And Hyde”. Um dos destaques é “The End”, que traz participação da sensação japonesa BABYMETAL e se tornou a primeira música com versos em japonês a entrar nas rádios norte-americanas do segmento Active Rock. Em entrevista à Digital Beat Magazine, Su-Metal, vocalista do BABYMETAL, comentou sobre a parceria: “Cantei letras em japonês inspiradas nos vocais originais de ‘The End’ e passei muito tempo experimentando para encontrar a voz que melhor se encaixasse nessa faixa profunda e intensa. Meu momento favorito é o fluxo de ‘Negai o kakete’ para a pausa, onde minha voz é gradualmente engolida pelo growl do Ivan. Me deu arrepios. Espero que os ouvintes sintam isso também.” A banda também está em turnê pelos Estados Unidos neste verão, incluindo participação em grandes festivais, com foco na promoção do novo repertório. Paralelamente, o Five Finger Death Punch prepara um novo álbum de estúdio, além de ações de destaque como uma entrevista e um especial em áudio para o Loudwire. Com 25 hits no Top 10, 13 singles em primeiro lugar e mais de 12 bilhões de streams acumulados, o Five Finger Death Punch reforça seu domínio no rock contemporâneo e sua capacidade de transformar desafios em oportunidades. O lançamento de Best Of – Volume 2 reafirma o poder e a longevidade da banda, que segue moldando seu legado com intensidade e visão estratégica.

Entrevista | Teago Oliveira – “A melhor forma de se defender do mundo é buscando ser feliz”

Um dos principais compositores de sua geração, o baiano Teago Oliveira é mais conhecido por liderar a banda de rock Maglore, com quem gravou cinco álbuns de estúdio, um ao vivo e um acústico. No último dia 10 de outubro, o artista, que já foi interpretado por nomes como Gal Costa, Erasmo Carlos e Pitty, lançou ao mundo a sua segunda aventura solo, o disco Canções do Velho Mundo, sucessor de Boa Sorte, de 2019. Gravado em um home studio com o mínimo de computadores possível, o trabalho tem coprodução do próprio Teago em parceria com Otávio Bonazzi. Contando com uma variedade de ritmos e influências que vão desde o indie rock até a MPB, o disco também tem faixas com participações especiais de Eric Slick, baterista da banda norte-americana Dr. Dog, e da artista carioca Silvia Machete. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o cantor falou sobre o processo de composição do álbum e das suas letras. Ele também bateu um papo sobre a sua carreira, Gilberto Gil, a busca pela felicidade, entre outros. O que motivou você a voltar agora para um trabalho solo? É a vida mesmo. Tem uma quantidade de músicas que me sinto seguro de lançar, que eu enxergo que estão fora da banda também. A banda é o meu primeiro trabalho, vamos dizer, né? Tô nela há 16 anos já. Às vezes até parece que o meu trabalho solo é a banda, porque, enfim, compus a maior parte dos discos. Eu sempre fui apaixonado por ter banda, sempre quis ter banda, o sonho da minha vida era ter uma banda de rock um dia, né? E eu realizei esse sonho com a Maglore, que é uma conjunção de identidades que forma uma identidade só. Ao longo dos anos, eu sempre compus, mas o som da banda não é necessariamente exatamente o meu som. Lógico que tem muito a ver, tem muita coisa a ver, mas eu preciso deixar também a banda ter a cara dela, sabe? Então tem muita coisa que é dos caras ali, e o meu trabalho solo vem de uma vontade de explorar outras coisas. Outras linguagens que eu também tenho enquanto compositor e a vontade, também, de produzir discos, que é uma coisa que eu já faço há muito tempo, mas não assino produção. Essa foi a primeira vez que eu assinei mesmo a produção junto com o [Otávio] Bonazzi. Eu sempre coproduzi discos, mas dessa vez eu me senti seguro pra assinar, e aí eu juntei essas músicas ao longo desses últimos dois anos e quando eu senti que estava pronto o esquema da composição, eu fui gravar elas. E as músicas estavam prontas quando você começou a gravar ou você foi fazendo durante? Quando eu comecei a gravar eu tinha basicamente 80% das coisas prontas, tanto de melodia como letra, tava 80% do caminho andado. Durante o processo, acabou surgindo Não Se Demore, que foi uma música que eu fiz porque eu precisava testar um microfone novo, que eu tinha pego o violão e aí começou a vir a música e aí eu parei de testar o microfone e fui fazer a música, e depois voltei pra testar o microfone. Tematicamente, o disco fala bastante da passagem do tempo, né? Desde a primeira música, Minha Juventude Acabou, até o final, só que não necessariamente de um jeito negativo. Mais como alguém que pensa no futuro enquanto olha pro passado. É viagem minha ou é isso mesmo? É um pouco assim, cara, música é um negócio muito… né? Tipo, como é que eu vou dizer que a interpretação da pessoa não tá certa? Se você colocar uma música minha numa questão de vestibular, muito provavelmente eu vou errar também, eu não vou saber. Muitas vezes a galera acha que a gente é dono da obra, mas, na verdade, a gente não é, a gente só escreveu e, enfim, existem várias interpretações. Essa é uma delas e eu acho válida também. Eu acho que o disco tem uma veia cômica assim, sabe? Que é algo que eu venho desenvolvendo já há algum tempo, que é coisa da idade mesmo. Ele fala sobre uma passagem do tempo, mas ele não fala do envelhecimento em si. Ele fala do tempo como curso das coisas. Não é linear esse tempo, ele fica indo pra vários tempos assim, o disco, né? E é isso, eu falo com humor sobre, não necessariamente só sobre a passagem do tempo, mas sobre diversos momentos de vida. Eu acho que eu falo mais sobre o mundo do que sobre o tempo, talvez, neste disco. Falo mais sobre o que tá fora do que o que tá dentro da minha vida. Óbvio que eu, como sou muito fã de compositores que escrevem cotidiano e que escrevem coisas e que criam mundos a partir de situações e experiências vividas, experiências próprias da vida, confessionais, como, sei lá, Bob Dylan, John Lennon, enfim, Caetano, Gil — eu não tô me comparando com esses caras, não, só tô falando que eles são uma referência, obviamente. São compositores que eu sempre escutei e que me agradam mais do que alguns outros e tal — óbvio que tem alguma coisa ou outra mais confessional que fica misturada com a narrativa de cada canção. Tem passagem do tempo, tem a forma de falar de amor fraterno, tem a forma de falar de amor entre duas pessoas, o amor carnal, o amor espiritual também, enfim, fala de mundo, fala de algoritmo, fala de uma porrada de coisas. E você pode falar um pouco das participações especiais também? Tem o Eric Slick [em Spaceships] e a Silvia Machete [em Vida de Casal] em duas músicas que, inclusive, você canta em outras línguas. Como foi esse processo? Eu acho que foi, até um ponto… eu não gosto muito de feat, não, eu não gosto de feat em disco. Geralmente, quando tem feat em disco, eu nem escuto, pulo, sempre ouvi disco sem feat, né? E nesse disco

Entrevista | Simon Phillips traz os bastidores de Distorted Mirror, novo álbum do DarWin

O lendário baterista Simon Phillips (The Who, Toto, Tears for Fears, Judas Priest) retorna com o DarWin para apresentar Distorted Mirror, quinto álbum do supergrupo lançado em outubro de 2025 pela OoS/Phantom Recordings. O projeto conta tamém com Darwin Gerzson, Matt Bissonette, Mohini Dey, Greg Howe, além de um verdadeiro hall de grandes músicos. O novo álbum chega como uma continuação direta de Five Steps on the Sun, apostando novamente em arranjos complexos, virtuosismo e sonoridades que transitam entre o rock progressivo e o metal moderno. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Simon Phillips contou que Distorted Mirror é resultado de uma parceria cada vez mais afinada com DarWin, marcada por uma busca constante por melodias impactantes e harmonias vocais bem elaboradas. Simon Phillips destaca que o novo álbum reflete não apenas a maturidade artística da banda, mas também a evolução de sua visão sobre produção e composição, abrindo caminho para o próximo trabalho que já está em desenvolvimento. Ouvi seu novo álbum, Distorted Mirror, mas gostaria de saber sobre o começo. Como começou sua parceria com o DarWin? E o que o motivou a se juntar a este projeto? Ele (Darwin) me enviou um e-mail. De repente, eu abri o e-mail e li. Muitos projetos dos anos 2000 começaram com contatos por e-mail. Na verdade, até hoje nós raramente falamos com as pessoas ao telefone. Hoje em dia, é assim que trabalhamos. Voltando, o DarWin me enviou um e-mail com algumas ideias grandiosas de gravar um disco. E eu pensei, ok, vamos ver. Então, trocamos mensagens e pedi algumas músicas para que eu pudesse ouvir. Quando ele me mandou, eu pensei “Isso é muito interessante. Eu acho que essa música é boa. Eu posso fazer algo com isso”. Então, nós criamos algumas sessões de gravação. Ele veio para o meu estúdio em Los Angeles e gravamos as três primeiras músicas. Isso foi em 2015 e aqui estamos nós, dez anos depois. Acabamos de lançar o nosso quinto álbum e já estamos trabalhando no sexto. Distorted Mirror é uma continuação de Five Steps on the Sun. Como você define essa nova fase, musicalmente e conceitualmente? Bem, é prog rock. Mas é um tipo diferente de prog rock, porque é muito melódico. Prog rock é melódico, mas também tem muitas vozes. Então, eu brinco dizendo que é prog rock misturado com Crosby, Stills & Nash. Porque ambos gostam de vozes e eu amo a produção vocal, amo harmonias vocais. E o DarWin também. Sem contar que o Matt Bissonette é excelente em fazer harmonias muito interessantes, absolutamente maravilhoso. Então, é uma boa mistura: prog rock, mas com melodias e harmonias muito marcantes. Você é um baterista lendário, mas no DarWin você tem vários papéis: produtor, engenheiro, mixer. Qual desses foi o mais desafiador neste álbum? Todos, todos são desafiadores. A música começa com uma demo do DarWin. Ele toca tudo nela: guitarra, base, bateria e envia para mim e para o Matt. Daí o Matt começa a trabalhar nas letras e vozes. Eu começo a trabalhar no arranjo, escolhendo talvez as melhores partes da música. A primeira coisa que faço é a transcrição. Tudo está em MIDI, em teclados. Eu posso rearmonizar, mudar o tom, até mudar o compasso. Eu faço isso muito. Porque eu escuto e penso: “Como isso soaria em 7 tempos?” Ou vice e versa. O DarWin pode ter escrito algo em 7 ou 8, e eu penso: “Parece forçado. E se colocássemos em 4?” Gosto dessa construção porque dá uma boa tensão à música. Depois, entramos no processo de gravação ao vivo eu, DarWin e a Mohini Dey (baixista). Isso é muito importante. Dá um sentimento orgânico. E também podemos mudar as coisas rapidamente como tempo, arranjo, tudo. Enquanto toco, também faço engenharia. É algo que faço há muito tempo. Nunca é fácil, mas já é natural para mim. Quando você recebe as primeiras demos e grava essa base em power trio, que tipo de ajustes ou refinamentos costuma sugerir aos outros músicos do projeto? As partes de guitarra geralmente são as originais do DarWin. Mas às vezes eu crio novas ideias. Não sou guitarrista, então faço isso com um som de teclado distorcido. Claro, as notas não ficam perfeitas, mas passam a ideia. Ele ouve e adapta com a guitarra de verdade. Já Mohini adora as linhas de baixo que eu crio, mas às vezes ela vem com ideias novas, e eu deixo livre. Se for melhor, ótimo. Se não funcionar, voltamos à original. É um processo cada caso um caso, seção por seção. Eu só quero que a música fique melhor. Às vezes, tocar algo simples funciona muito mais do que algo complexo. Você usa compassos e grooves pouco convencionais, como é comum no prog. Como você aborda esses materiais complexos na bateria? Juro que eu não sei, apenas começo a tocar. Sou um músico muito intuitivo, não planejo muito. Normalmente, quando entro em estúdio, ouço a música e penso em algo, mas quando começo a tocar, sai algo completamente diferente. É sempre intuitivo. Às vezes ouço algo e penso: “Deixe-me trabalhar nisso.” Aí resolvo, testamos e vemos se funciona. Se soa bem, seguimos. Se não, ajustamos. É mais experiência do que planejamento. Há planos para uma turnê desse álbum ou planos para tocar no Brasil? O Brasil está entre os principais ouvintes do DarWin. Ainda não temos planos, mas estamos conversando sobre isso. É complicado, porque a música é complexa e precisa de uma boa estrutura no palco. Minha bateria é grande, há dois teclados, baixo, duas guitarras e vocais. Precisamos de um espaço adequado e público suficiente. Mas se surgir um promotor na América do Sul disposto a montar isso direito, nós adoraríamos vir tocar, com certeza. Entre todos os artistas com quem você trabalhou, qual sessão ou turnê foi a mais desafiadora ou fora do comum? Eu diria que o Peter Gabriel. Lembro desses dias com ele, foram sessões muito experimentais, mas divertidas. Trabalhar com ele foi incrível. Outro trabalho marcante

Oasis terá loja física em São Paulo a partir de 20 de novembro

A febre do retorno do Oasis chega a São Paulo com a abertura da fan store oficial da turnê Oasis Live ‘25. O espaço, que funcionará na Projeto 2005 (Rua Martim Carrasco, 66, Largo da Batata, em Pinheiros), abre as portas do dia 20 a 28 de novembro oferecendo uma experiência única para os fãs brasileiros. Após o sucesso das lojas oficiais que acompanharam os shows no Reino Unido e na Irlanda, a capital paulista será a única cidade do Brasil a receber a fan store, que antecede a aguardada passagem da turnê pela América do Sul com ingressos esgotados em todo o mundo. No local, serão vendidos produtos oficiais da turnê, incluindo itens de edição limitada, roupas masculinas, femininas e infantis, além de acessórios como camisetas, moletons, jaquetas e muito mais. Entre os destaques está a colaboração Adidas X Oasis, sucesso mundial que estará disponível em quantidades limitadas na pop-up store de São Paulo. A coleção terá preços que começam em R$ 279,99 e podem chegar a R$ 999,99, de acordo com informações divulgadas pelo site da Adidas. As camisas mais procuradas, do modelo Jacquard Jersey, com design inspirado em uniformes de futebol, custarão R$ 499,99 (azul) e R$ 699,99 (preta). A loja também trará camisetas exclusivas com artes de álbuns e singles clássicos, como Definitely Maybe, (What’s The Story) Morning Glory?, Wonderwall e Supersonic. Outro item imperdível é o famoso bucket hat, chapéu de pescador eternizado por Liam Gallagher nos anos 1990 e símbolo do estilo britpop e da cultura de Manchester. A entrada é gratuita, mas recomenda-se reservar o horário de visita antecipadamente para evitar filas. O público pode confirmar presença por meio de cadastro online. A loja funcionará de segunda a sexta-feira, das 11h às 20h; sábado, das 11h às 19h e, no domingo, das 11h às 18h. O Oasis se apresenta no Brasil nos dias 22 e 23 de novembro de 2025, no Estádio Morumbis, em São Paulo. Os ingressos para ambos os shows já estão esgotados.