Story of The Year lança “Gasoline”, música mais pesada da carreira, após passagem pelo Brasil

O Story of the Year anunciou o oitavo álbum da carreira, A.R.S.O.N., com lançamento previsto para 13 de fevereiro de 2026 pela SharpTone Records. Para marcar a nova fase, a banda divulgou o single “Gasoline (All Rage Still Only Numb)”, descrito como uma das faixas mais pesadas e intensas de sua trajetória. O lançamento chega logo após a elogiada participação da banda na I Wanna Be Tour e nos sideshows em São Paulo e Rio de Janeiro. Produzida por Colin Brittain (Linkin Park), a música traz guitarras distorcidas, vocais viscerais e uma letra que fala sobre explosão emocional e a vontade de “queimar tudo para recomeçar”. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o vocalista Dan Marsala comentou sobre trabalhar novamente com Brittain. “No último álbum, Tear Me to Pieces, o produtor Colin Britton foi muito importante para capturar a mesma energia dos primeiros dias. Trabalhamos muito para trazer de volta a energia jovem de 20 anos atrás. Gravamos outro álbum com ele, que será lançado em breve, e seguimos o mesmo processo: fazer música que amamos. Isso não mudou”. Já para o guitarrista Ryan Phillips, o novo trabalho representa um mergulho mais profundo na combinação de peso e melodia que consagrou o quarteto desde Page Avenue (2003). Com A.R.S.O.N., o grupo, que conta também com Josh Wills e Adam Russell, promete uma sonoridade ainda mais agressiva e emocional, mantendo o espírito do post-hardcore vivo mais de duas décadas depois.

Cacofonia escancara a fúria feminista contra o falso moralismo no EP “Eletrodoméstico”

A Cacofonia revelou seu primeiro EP para o mundo: Eletrodoméstico. O trio riot grrl de Joinville traz uma sonoridade inspirada em bandas brasileiras do mesmo gênero, como Bulimia e Charlotte Matou Um Cara. O material conta com apenas três faixas rápidas e diretas ao ponto, trazendo críticas ao patriarcado na sociedade. Algo bem curioso – e interessante – se considerar que é uma banda formada somente por mulheres em um dos estados mais conservadores do Brasil. Liberdade de Ódio e Autocracia Domiciliar são sons que deixam explícitos a fúria da luta feminista contra o falso moralismo. Já a faixa-título Eletrodoméstico fala diretamente do medo que alguns homens têm de perder seus “direitos”. A capa de Eletrodoméstico é outro destaque, remetendo a arte cheia de colagem do álbum Histórias de Sexo e Violência dos Replicantes. No entanto, aqui o foco é na hipersexualização e imposição de padrões irreais para as mulheres, com imagens de carne e armas cobrindo rostos e partes íntimas das modelos. Ouça Eletrodoméstico da Cacofonia

Jéssica Falchi anuncia estreia solo com single “Moonlace” e prepara EP autoral para 2026

A guitarrista e compositora brasileira Jéssica Falchi, conhecida por sua passagem pela banda de death metal Crypta, inicia uma nova fase da carreira com seu projeto solo instrumental, batizado simplesmente de Falchi. O trabalho marca o início de um caminho pautado pela liberdade criativa e pela busca por uma sonoridade pessoal. O primeiro single dessa nova etapa, “Moonlace”, chega às plataformas de streaming no dia 31 de outubro e já está disponível para pré-save neste link. A faixa abre uma série de quatro singles produzidos em parceria com o guitarrista Jean Patton (ex-Project46), que serão lançados entre o fim de 2025 e o início de 2026, culminando no primeiro EP da Falchi, previsto para 23 de janeiro de 2026. A data coincide com a presença da artista na tradicional feira da indústria musical NAMM Show, em Los Angeles (EUA). “Quero que minha música alcance não só músicos, mas pessoas que se conectam com o som de forma emocional”, explica Jéssica, que aposta em composições instrumentais capazes de transitar entre intensidade e delicadeza. “Cada música traz uma abordagem diferente, mas sempre parte do rock e do metal, com uma pitada das minhas referências brasileiras”, complementa. Inspirada por nomes como Joe Satriani, Steve Vai, Kiko Loureiro e bandas como Metallica, Pink Floyd e Leprous, Falchi constrói um repertório que combina técnica e emoção. Antes de embarcar na carreira solo, a guitarrista tocou com Aquiles Priester, gravou com Elana Dara e chamou a atenção nas redes sociais, onde soma mais de 300 mil seguidores, além de ter sido notada pelo próprio Metallica por seus vídeos de performance. Com passagens por turnês nas Américas, Europa e Ásia durante sua trajetória na Crypta, Jéssica agora se volta para dentro: seu novo projeto é um convite à introspecção, à liberdade musical e à redescoberta do som como forma de existência.

Lagum abre shows do Imagine Dragons no Brasil

A banda Lagum é convidada especial dos shows do Imagine Dragons no Brasil. As apresentações acontecem no dia 26 de outubro, em Belo Horizonte (Mineirão); dia 29 de outubro, em Brasília (Arena BRB Mané Garrincha), e dias 31/10 e 01/11 em São Paulo (MorumBIS). Os últimos ingressos estão disponíveis em Ticketmaster.   A banda mineira está viajando por todo país com seu novo show do quinto álbum de estúdio, As Cores, As Curvas e as Dores do Mundo. Até o momento, a turnê tem apresentações marcadas em mais de 20 cidades cidades do mundo, incluindo todas as regiões do Brasil e uma passagem na Europa com novas cidades inéditas. A etapa internacional da turnê será realizada em abril do próximo ano. Lagum apresenta em sua nova turnê faixas inéditas além, claro, dos grandes sucessos que marcaram sua trajetória em um show visceral e catártico — com a energia única que só quem já viu a banda ao vivo conhece. A Lagum ao vivo é uma experiência única, as escolhas dos timbres e arranjos, que são produzidos exclusivamente para esse momento do show, trazem uma roupagem exclusiva para o que escutamos nos fones de ouvido. A turnê foi detalhadamente pensada para surpreender o público com novidades, sonoridades e provocações criativas convidando todos a mergulhar em uma verdadeira viagem sensorial. O álbum As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo, é um disco que não se limita a entreter, mas também a provocar e a questionar o mundo moderno — propondo um olhar para a vida na cidade e para as belezas do cotidiano ordinário, desafiando a percepção que temos da realidade nos dias de hoje.

Bon Jovi anuncia retorno aos palcos; primeiros shows serão em NY

O Bon Jovi está de volta! A banda anunciou uma série de shows que marcarão o tão aguardado retorno o grupo às turnês ao vivo, com apresentações em Nova York, Londres, Dublin e Edimburgo. Começando em julho de 2026 no Madison Square Garden, em Nova York, e terminando no icônico Estádio de Wembley, em Londres. A turnê é produzida pela Live Nation. O anúncio da turnê vem depois de uma cirurgia de cordas vocais e processo de reabilitação amplamente documentados, vistos na série documental do Hulu, Thank You, Goodnight: The Bon Jovi Story. Falando sobre o anúncio, Jon Bon Jovi disse: “Há muita alegria neste anúncio – alegria por podermos compartilhar essas noites juntos com nossos fãs incríveis e alegria por a banda poder estar junta. Tenho a sorte de poder segurar uma luz para o público todas as noites e ficar em seu reflexo para uma tremenda experiência coletiva – eu consigo ficar no nós dos nossos shows. E eu falei extensivamente sobre minha gratidão, mas direi novamente: sou profundamente grato que os fãs e a irmandade desta banda tenham sido pacientes e me dado o tempo necessário para ficar saudável e me preparar para a turnê. Estou pronto e animado!” DATAS DA TURNÊ Terça-feira, 7 de julho – Nova York, Madison Square Garden Quinta-feira, 9 de julho – Nova York, Madison Square Garden Domingo, 12 de julho – Nova York, Madison Square Garden Terça-feira, 14 de julho – Nova York, Madison Square Garden Sexta-feira, 28 de agosto – Edimburgo, Reino Unido, Estádio Scottish Gas Murrayfield Domingo, 30 de agosto – Dublin, Irlanda, Croke Park Sexta-feira, 4 de setembro – Londres, Reino Unido, Estádio de Wembley

Vanguart volta com repertório poderoso em “Estação Liberdade”

Estação Liberdade (Deck), novo álbum do Vanguart, já está disponível para audição. Após a pandemia e uma pausa na carreira, os compositores Helio Flanders e Reginaldo Lincoln voltam com repertório mais forte até hoje, revelando uma maturidade que apenas duas décadas de estrada poderiam trazer. Canções bem resolvidas, flertes com o passado, refrões assobiáveis, reflexões profundas sobre partidas, chegadas, morte, vidas, sonhos e a dura realidade do dia a dia. Quando cantam na faixa de abertura que dá título ao disco “O nosso amor vai surpreender o fim” parecem estar cantando para algum amor, mas também para si mesmos — e cá estão, vivos, saudáveis, com a energia de debutantes da música que querem dar. Destaques para Luna Madre de La Selva, uma espécie de reencontro com a latinidade cuiabana dos primeiros álbuns, O Mais Sincero, com o poderio pop de seus maiores hits de outrora, a lúdica Rodo o Mundo Todo no Meu Quarto (com arranjo de madeiras e sopros de Alberto Continentino) e Pedaços de Vida, o momento mais denso de um disco que parece ser como a vida, ou como uma longa viagem de trem, com seus sabores e dissabores, sorrisos e tristezas. Ao fim da escuta, a sensação que fica é que o Vanguart retoma o seu próprio trem, de alma lavada e coração aberto, como a estrada que os trouxe até aqui — e novamente os espera.

Destro lança o disco “Romântico Urbano” e dá voz à intensidade do amor contemporâneo

O cantor e compositor Destro apresentou ao público seu primeiro álbum autoral, Romântico Urbano, um trabalho que traduz em música os contrastes do amor nos tempos atuais: rápido, arrevesado, intenso e real. Com a estética sonora que mistura pop romântico, R&B, soft trap e sofrência, o disco retrata encontros e desencontros que nascem nas madrugadas, promessas que acabam por mensagem e sentimentos que resistem mesmo após o fim. É um registro que aborda relações passageiras, mas que ainda assim deixam marcas permanentes — símbolos de uma solidão que se embrenha pelas multidões e exala a fusão entre a dor e o charme de viver com o coração aberto. O lançamento chega pelo selo Cósmica Records. A trajetória de Romântico Urbano começou a ser escrita com o single Palavras Não Bastam, manifesto de resiliência e empoderamento feminino que já ultrapassou 4 milhões de visualizações orgânicas e inspira mais de 23 mil criações no TikTok.  “Essa música foi um divisor de águas na minha carreira, porque consegui compartilhar uma mensagem verdadeira, que dialoga diretamente com a força das mulheres e com a capacidade de se reconstruir depois de terem sido feridas”, conta Destro. Produzido por ProdBySnow, o álbum também reúne faixas como Tiro à Queima Roupa, Migalhas e Ei, Meu Amor (com dreko), que consolidaram o cantor como um nome destacado em meio a artistas que formam, em curva ascendente, a nova geração da música brasileira. A faixa-destaque do álbum Me Apego, com participação especial da banda Superalma, representa bem isso. A concepção desse Romântico Urbano entremeia a própria persona de Destro, um artista que discute e, principalmente, sente o amor de forma muito particular. Seu álbum representa os caminhos escolhidos para externar sentimentos e verter em música suas interpretações sentimentais mais íntimas. As canções escolhidas para compor esta jornada dão forma ao jeito emocionado e sentimental em que se expressa o jovem músico, que lapida sua carreira por intermédio da entrega emocional e letras que se desdobram em flechas de sinceridade. Nascido em Campinas, Destro deu início à carreira em 2018 publicando covers no YouTube e conquistou, de pronto, um público fiel antes de mergulhar na composição autoral. Hoje, soma milhões de streams e views em suas canções e dá um passo decisivo ao lançar seu primeiro LP, reafirmando identidade como um artista que canta para quem já se doou demais, perdeu-se em histórias mal resolvidas, mas também soube encontrar forças para seguir em frente, abrindo-se à possibilidade de amar de novo.

“Deadbeat” e a era do relaxamento desacelerado para Kevin Parker, do Tame Impala

Na música, quando um artista supera o status dele esperado, passando a agir como um guia para o que há de mais moderno na indústria, e não apenas como um mero instrumentista ou compositor, mas também como um produtor, colaborador que atravessa gêneros e convenções, chega um momento em que ele pode muito bem querer descansar, e abrir mão de jogar de acordo com as expectativas. É justamente aí em que pode haver um desentendimento, um desacordo, entre a idolatria do público, sempre querendo o máximo, e o olhar mais íntimo que pode haver, de minimizar o esforço, mesmo, ser menos colorido, menos preocupado em ser genial, e mais sarcástico, autodepreciativo, que está no cerne da existência de Deadbeat, quinto álbum do Tame Impala (primeiro a ser lançado pela Sony Music), de Kevin Parker. O relapso pode ser uma forma de cuidado, pelo menos é o que está estampado na capa, que já começa contrariando o perfeccionismo usual ao “quebrar” com as artes conceituais padronizadas com nome da banda e do álbum alinhados simetricamente, com a mesma fonte. Dessa vez, Parker aparece segurando sua filha, em paz consigo mesmo, sem querer trazer nenhuma mensagem através das cores da imagem, entusiasmo ou vibração. Na verdade, o universo familiar é o da estabilização, e o que é estável não se sobressai, assim como as batidas repetitivas de cada música, ou o groove cansado e insistente, pouco criativo da faixa Loser, derivativa de um mesmo riff animado que é gostoso de ouvir, mas não se transmuta na faixa que muitos esperavam, com vigor criativo. Parker, vocalista, multi-intrumentista, compositor e tudo o mais que uma única pessoa pode ser (não custa dizer a essa altura que a banda só o acompanha em shows) um dia furou a bolha e, pela primeira vez desde que isso aconteceu, resolveu olhar para trás e se isolar nela. Para uma parte do público, não está tudo bem. A outra parte está tentando decidir como se sente, mas o fato é que, apesar de ainda existir vestígios de psicodelia e rock alternativo no projeto, Parker sacrificou o ritmo previamente estabelecido, dinâmico e acelerado, pela paz e a liberdade que a música house, em conjunto com a produção eletrônica e a cultura das raves australianas, pode e pôde oferecer a ele. A princípio, soa aleatória a escolha de não “criar” uma arte própria para o disco, mas nunca antes Parker se importou menos com coerência. As letras não acompanham a acomodação do ritmo, quando muito refletem um disparo alucinado para todos os lados, com referências a pessoas famosas, seriados de televisão e ligações diretas com canções de outros músicos. Sem dúvidas, Deadbeat é um disco camaleônico, que aborda romance com um pé no esotérico em Piece of Heaven, aludindo a Enya com harpas, teclados saturados e também acenando para Phil Collins e clássicos da madrugada de estações saudosas de rádio. Parker também quer incorporar Michael Jackson, temática e sonoramente, em faixas como Dracula (o funk aqui é contagiante) e Afterthought (uma versão de Thriller malhada no sintetizador), mas dificilmente se contenta em ser ele mesmo. Kevin Parker se enxerga (ou ao menos quer que você o veja assim, talvez com um certo cinismo), como um fracassado, um perdedor, alguém que tentou e agora parou. O recado está claro: não espere mais nada de Tame Impala. Dê um tempo às ilusões, ao maximalismo, às convenções. Essa é a era do desapego, mesmo que você não acredite nisso ou ache o álbum uma farsa. Talvez ele seja, mas nem tudo tem que ter personalidade formada.

Quase um ano após último single, Julies revela “Quando o Amor Chamar”

O cantor Julies, destaque do pop reggae nacional, está de volta com uma novidade: quase um ano após lançar a parceria com a Hevo84 (Olha Pra Mim), o artista soltou o single Quando o Amor Chamar, que tem produção de Zain – responsável por alguns hits de Anitta, Bruno Gadiol e ZAAC. Com uma vibe romântica e sensual, a letra reforça que o amor é para se viver de forma intensa e sem receio de perder. Julies, que fez aniversário na quinta (16), assina a composição ao lado de Deko, Tales de Polli – vocalista do Maneva – e Tauã Cordel, filho de um dos maiores compositores brasileiros, Nando Cordel.