Rancid revela versão de Sex and Death para tributo ao Motörhead

O Rancid lançou seu cover de Sex and Death do Motörhead , uma prévia final de Killed By Deaf – A Punk Tribute to Motörhead antes do lançamento do álbum em 31 de outubro. A escolha do cover é acertada, já que Sex and Death — do álbum Sacrifice, de 1995 — soa como se tivesse sido escrita por uma banda punk como o Rancid. “É tipo, é a música perfeita do Motörhead para mim”, disse Frederiksen sobre Sex and Death, por meio de um comunicado à imprensa. “Você sabe tão bem quanto eu o quanto o Lemmy era fã dos Ramones. E me parece a versão dele, o Motörhead tocando Ramones. Mas tem aquele solozinho de guitarra ali. E foi a música mais no estilo Rancid que o Motörhead fez, que eu achei que chega perto o suficiente de uma música que escreveríamos.” São dois covers que já ouvimos do álbum tributo, sendo o outro a versão de Pennywise para Ace of Spades.O restante da coletânea tributo inclui covers de The Bronx, Lagwagon, FEAR, GBH e outros. A faixa de encerramento, uma colaboração inédita entre Lemmy e The Damned tocando Neat Neat Neat deste último, foi lançada quando o álbum foi anunciado em setembro.
Ace Frehley, lendário guitarrista do Kiss, morre aos 74 anos

Ace Frehley, guitarrista da formação original do Kiss, morreu nesta quinta-feira (16) aos 74 anos. A informação foi confirmada pela página oficial do músico no Instagram. De acordo com o site TMZ. Frehley estava respirando com auxílio de ventilação mecânica há algum tempo, mas seu quadro não apresentou melhora, conforme a publicação. Frehley estava hospitalizado em estado grave após cair em seu estúdio há semanas. Há cerca de sete dias, todas as apresentações do músico marcadas para este ano foram canceladas. Representantes do guitarrista divulgaram comunicado. “Estamos completamente devastados e com o coração partido. Em seus últimos momentos, tivemos a sorte de poder cercá-lo de palavras, pensamentos, orações e intenções amorosas, atenciosas e pacíficas enquanto ele deixava esta Terra. Guardamos com carinho todas as suas melhores lembranças, suas risadas e celebramos a força e a bondade que ele dedicou aos outros”. Ace Frehley foi o guitarrista do Kiss entre 1973 e 1982, antes de deixar o grupo por “diferenças criativas”. Ele seguiu em carreira solo, voltou à banda de 1996 a 2002, e depois voltou a se apresentar sozinho. Por fim, o músico Ace Frehley também fundou a banda Frehley’s Comet, com a qual lançou o single Into the Night.
Entrevista | Sabaton – “Estou orgulhoso do Legends, é um álbum variado e forte”

O Sabaton lançou seu 11º álbum de estúdio, Legends, pela Better Noise Music, inaugurando uma nova fase em sua carreira. O disco mergulha em personagens históricos como Joana D’Arc, Genghis Khan, Júlio César e Napoleão, costurando batalhas, filosofia e momentos marcantes em músicas que equilibram peso e melodia. Com produção de Jonas Kjellgren e arte de Peter Sallai, o álbum busca sintetizar figuras que ajudaram a moldar o mundo, funcionando como uma coletânea de histórias que o grupo sueco queria contar há muito tempo. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o vocalista do Sabaton, Joakim “Jocke” Brodén, falou sobre o processo criativo do novo disco, a escolha das figuras históricas e os desafios de transformar temas tão grandiosos em canções. Ele também comentou a forte conexão com o público brasileiro, a história por trás da guitarra da Hello Kitty no Bangers Open Air e a possibilidade de abordar conflitos atuais em trabalhos futuros. O que inspirou o conceito de Legends e a escolha dessas figuras históricas? Há muitos personagens que queríamos escrever, mas nunca tivemos um tema comum. Napoleão, por exemplo: poderíamos fazer um álbum inteiro só sobre ele, mas e os outros? O mesmo com Júlio César, que renderia muitas histórias sobre o Império Romano. Percebemos que César, Napoleão, Genghis Khan, Vlad, Joana D’Arc tinham algo em comum: todos eram lendas. Então pensamos em Legends como uma espécie de grandes sucessos das figuras que queríamos abordar, mas que nunca tinham se encaixado em um conceito único. Pela primeira vez todos os membros do Sabaton participaram das composições dentro do mesmo álbum. Como isso mudou o processo criativo? Vou dar uma resposta meio chata e te frustrar (risos): nada mudou. Hannes, nosso baterista, não costuma compor, tinha escrito só uma música antes, mas desta vez ele trouxe uma ideia. Os outros já eram ativos no processo, mesmo em álbuns passados. Foi mais uma coincidência de todo mundo ter músicas prontas, mas eu gosto de escrever junto, é melhor do que trabalhar sozinho. Você citou Napoleão, Joana D’Arc e Genghis Khan. Qual lenda foi o maior desafio de transformar em música? Para mim, foi Miyamoto Musashi. Eu só conhecia ele como samurai, mas nas pesquisas o descobri como autor e filósofo. Isso mudou todo o conceito das letras. Os pré-refrões da música Duelist vieram do seu livro O Livro dos Cinco Anéis. Achei importante mostrar esse outro lado dele, não apenas o guerreiro. Há planos de lançar documentários, materiais visuais ou até mesmo um jogo para expandir a narrativa do álbum? Queremos continuar com os vídeos no canal Sabaton History no YouTube, junto com o Indy Neidell, mas é complicado. Para falar de guerras modernas, usamos fotos e vídeos de arquivo. Mas como ter imagens do Egito antigo, por exemplo? A Inteligência Artificial seria uma solução, mas muita gente não aceita. Ainda estamos pensando como resolver isso. Houve alguma figura histórica que vocês imaginaram no álbum, porém ficou de fora? Queríamos muito Alexandre, o Grande. Até comecei a compor, mas a música não funcionou. Quero voltar a isso em algum momento. Acredita que o álbum Legends irá marcar uma nova fase na carreira do Sabaton? Difícil dizer. Fizemos o nosso melhor, mas agora depende dos fãs. Se eles gostarem, ótimo. Se não, talvez tenhamos que mudar o caminho. Estou orgulhoso, acho que é um álbum variado e forte. A turnê de Legends deve vir ao Brasil? Esse é o plano e nosso desejo. Ficamos devendo parte das turnês de The Great War e The War to End All Wars por causa da pandemia. Agora queremos trazer Legends. Vocês tocaram no Brasil no Bangers Open Air. Por que escolheram o país para abrir a agenda de 2025? A pergunta é por que não começar pelo Brasil? Tivemos que começar em algum lugar, e o Brasil parecia perfeito, ainda mais em um festival. É sempre uma loucura tocar aí, os fãs são incríveis e queríamos que fosse uma festa para começar o ano. Vocês tem uma música sobre o Brasil na guerra. Como você descreveria a conexão da banda com o país? Muito forte. Lembro quando conhecemos José Maria, um dos Smoking Snakes, em Juiz de Fora. Ele disse para o Hannes que seria o primeiro a cair em combate por ser o mais alto. Depois, quando falamos que o show seria intenso, ele respondeu: “Sobrevivi aos nazistas, posso sobreviver a um show de metal.” Essa frase foi lendária. Qual a história por trás da guitarra da Hello Kitty? Foi uma pegadinha. Eu esqueci uma vez de deixar minha guitarra no carregamento e pedi ajuda. A equipe me entregou uma guitarra da Hello Kitty. Desde então, virou tradição. Toda vez que viajo, minha guitarra “some” e eles colocam outra no lugar. Acho que só vou rever a original quando morrer. Com tanto conflito e guerra no mundo, vocês pensam em abordar guerras atuais em futuras músicas? Talvez, mas é preciso tempo. A forma como conflitos são noticiados varia muito de país para país, e nós não confiamos em jornalistas nem políticos. Não somos historiadores, somos apaixonados por história, mas precisamos da distância para que especialistas registrem os fatos de maneira objetiva e imparcial. O que os fãs podem esperar da turnê do Legends? Estamos preparando um palco totalmente novo. Depois dos últimos três shows, tudo será reformulado. Dá um frio na barriga, mas é empolgante. Como era a cena de rock na Suécia quando vocês estavam começando? Não era enorme, mas estava lá. Eu tinha quatro anos e vi na TV I Wanna Rock, do Twisted Sister. Fiquei paralisado. O metal nunca foi esquecido na Suécia, mas também nunca foi mainstream. Hoje ele está maior do que nunca. Para encerrar, qual a mensagem para os fãs brasileiros? Obrigado pelas boas horas e que venham muitas mais em breve.
Atração de abertura dos shows do Linkin Park no Brasil, Poppy anuncia show solo no Cine Joia

Além de ser convidada especial dos shows do Linkin Park no Brasil, a cantora norte-americana Poppy, conhecida pela sua versatilidade e experimentações sonoras, acaba de anunciar um show solo no dia 6 de novembro, em São Paulo, no Cine Joia. A venda de ingressos para o público geral estará disponível a partir desta sexta-feira (17), começando às 10h online e às 11h na bilheteria oficial. Os ingressos, que podem ser adquiridos em até 3x sem juros, estarão disponíveis online e na bilheteria oficial (sem taxa de serviço). Um espírito criativo sem limites impulsionou a carreira de Poppy, que já passou por vários cantos do mundo da arte e da música. Em cada projeto, ela mostra um lado diferente de uma verdadeira visionária — que não se prende a gêneros, não liga para convenções e está sempre surpreendendo. É justamente essa mistura de estilos que fez Poppy conquistar fama como uma artista que quebra barreiras e redefine a cultura a cada passo. De performer provocadora, a diretora de clipes, autora de graphic novels de ficção científica, e cantora que viaja o mundo com um repertório que vai desde breakdowns brutais de metal e bubblegum vibrante dos anos 60, até trap-pop e grunge-punk, absolutamente nada está fora dos limites quando se trata de Poppy executar com maestria sua variada visão artística. Em 2021, Poppy foi indicada ao Grammy de Melhor Performance de Metal com Bloodmoney — a primeira vez que uma mulher solo apareceu nessa categoria. E em 2025, conseguiu a segunda indicação, dessa vez pela parceria com a banda Knocked Loose na faixa Suffocate. Ela é tipo um camaleão musical: muda de fase o tempo todo, deixa os fãs curiosos com o que vem a seguir e, ainda assim, cada mudança soa inconfundivelmente “Poppy”. Negative Spaces continua a vibe experimental do single industrial new way out, lançado na primavera, e traz parcerias com o produtor Jordan Fish (ex-Bring Me the Horizon). O resultado vai de um pop delicado (yesterday), aos gritos intensos de have you had enough, passando pelo clima retrô-futurista dos anos 80 em crystallized e a energia pop-punk dos anos 2000 em Negative Spaces. É o som de uma artista em constante evolução redefinindo seu legado. Os últimos anos de Poppy foram memoráveis, entre turnês com 30 Second to Mars e Avenged Sevenfold, Baby Metal e lançamentos de singles colaborativos de sucesso com nomes como Bad Omens (V.A.N.), Knocked Loose (Suffocate) e Baby Metal (from me to u). A situação só melhora, com a artista solo agora mergulhando fundo em sua próxima era ousada com o lançamento de seu quinto álbum multiversal, Negative Spaces. SERVIÇO – POPPY EM SÃO PAULO Data: 6 de novembro de 2025 (quinta-feira) Local: Cine Joia Abertura dos portões: 18h Horário do show: 20h Endereço: Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo – SP Ingressos: a partir de R$ 175,00
Planet Hemp anuncia Emicida, Pitty e Seu Jorge como convidados em show no Allianz Parque

O show da turnê de despedida do Planet Hemp em São Paulo ganhou o reforço de Emicida, Pitty e Seu Jorge como convidados especiais. A apresentação será no dia 15 de novembro, no Allianz Parque. A apresentação única da tour em São Paulo também terá BaianaSystem nesta noite de celebração. Restam poucos ingressos para a data pelo site da Eventim. “Nosso som ainda ecoa para muitas pessoas e vai seguir fazendo barulho por muito tempo. Tocar essas músicas vai ser ainda mais emocionante com nossos amigos. Construímos uma relação fraternal com essa galera que vai além da música. Somos uma turma que faz questão de trazer pra perto quem cresceu com a gente e apoiou nosso trabalho ao longo desses anos todos”, conta Marcelo D2. O Planet Hemp tem sua história marcada por colaborações e reencontros com grandes nomes da música brasileira, reforçando sua relevância ao longo de três décadas. Emicida, um dos principais representantes do rap nacional, também soma sua voz ao legado da banda, participando do espetáculo de 30 anos e dividindo festivais emblemáticos com o grupo. Já Pitty, ícone do rock brasileiro, foi convidada tanto para a gravação do DVD comemorativo quanto para apresentações em grandes palcos, como o Rock in Rio, celebrando a união de estilos e a força coletiva que sempre pautaram o Planet Hemp. Para completar a noite, o sexteto convida ainda Seu Jorge, que além de participar do projeto audiovisual Baseado em Fatos Reais: 30 anos de Fumaça (ao vivo), de 2024, e de shows emblemáticos da banda no último ano, também atuou como percussionista do grupo na turnê A Invasão do Sagaz Homem Fumaça, no início dos anos 2000.
Samuel Rosa lança mais uma faixa do “Rosa Sessions” com a participação de Duda Beat

Dando continuidade ao lançamento do álbum Rosa Sessions, Samuel Rosa disponibiliza a segunda faixa do projeto. Tudo Agora já está em todas as plataformas digitais e foi escolhida para ganhar a participação especial de Duda Beat. O clipe, com cenas gravadas no Sonastério também foi lançado no Youtube do cantor. Com uma letra romântica, Tudo Agora (Samuel/Rodrigo Leão) é um reggae soul, que, no início, estava caminhando para ser um reggae no padrão que Samuel já fez bastante, mas ele mudou o percurso. “Eu queria que a música caminhasse para outro lado e a banda trouxe um lado mais hip hop. Tem um pouco também da soul music dos anos 70 e pegou também um tempero mais black music, com uma batida mais moderna”, contou Samuel Rosa. Por ser uma das canções mais radiofônicas do álbum Rosa, segundo Samuel, ela foi escolhida para ganhar uma participação especial no projeto Rosa Sessions e a escolha foi Duda Beat. “Gravar com a Duda é um sonho antigo, que ainda não tinha se concretizado somente por conta de agenda”, lembra Samuel. “Eu acho essa faixa mais dentro da praia dela porque é uma música com uma letra que remete ao flerte, à malícia. Achei a cara dela e fiquei muito feliz quando ela aceitou o convite”, completa. Samuel destacou também o fato de Duda ser de uma geração e uma região diferente da dele e que essa aproximação é muito saudável e produtiva. “Temos viés musicais diferentes e dialogar com artistas que não são do mesmo segmento é importante demais pra mim. Além disso, eu tenho uma admiração grande por ela, pela cantora e compositora que ela é”. Duda Beat também comemorou a parceria com o cantor mineiro. “Cantar com o Samuel é sempre um prazer, uma alegria. Eu sou muito fã e estar com ele nesse projeto, nesse passo novo do disco solo e regravar essa canção que é tão linda, foi maravilhoso para mim”, comemora Duda. “Foi a realização de um sonho porque o Samuel foi um artista que sempre me apoiou muito. Se ele quiser me convidar para mais coisas, eu estarei sempre junto”, completou. A cantora contou também um pouco sobre a experiência no Sonastério. “Estávamos todos juntos lá, as outras pessoas que participaram do projeto também. Foi um dia muito gostoso no Sonastério, que é um lugar incrível, maravilhoso e que inspira”, completa. O “Rosa Sessions” é um projeto especial que traz gravações audiovisuais das dez canções do Rosa, primeiro álbum solo de Samuel Rosa. As imagens foram gravadas no estúdio Sonastério, com as montanhas de Minas Gerais como cenário, e três das faixas chegam como uma participação especial. A primeira delas Não Tenha Dó, foi disponibilizada em agosto e contou com a participação de Seu Jorge.
Entrevista | Wolf Howl Harmony – “Queremos muito ir cantar e dançar no Brasil”

Em meio à ascensão global do J-pop, um novo nome tem chamado a atenção dentro da poderosa engrenagem da EXILE TRIBE: o quarteto Wolf Howl Harmony. Formado por Hiroto, Ryoji, Suzuki e Ghee, este último nipo-brasileiro que viveu parte da infância em São Paulo, o grupo vem se destacando pela mistura de pop contemporâneo, rap e influências multiculturais e já atingiu mais de 100 mil seguidores no Instagram. Revelados em 2023 após um rigoroso processo seletivo que envolveu mais de 48 mil candidatos, os quatro conquistaram o público japonês e vêm expandindo fronteiras com singles como “Bossa Bosa” e “BAKUON”, que dialogam com o público jovem por meio de batidas dançantes e estética vibrante. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Ghee falou sobre o processo de formação, a relação com a EXILE TRIBE e a importância das raízes brasileiras nessa jornada de internacionalização. Entre histórias curiosas, referências musicais e planos para o futuro, o nipo-brasileiro mostra por que o grupo é apontado como um dos nomes mais promissores da nova geração do pop asiático. Me conta um pouco dos bastidores de vocês serem escolhidos entre 48 mil pessoas no Icon Z. Fiquei muito emocionado, porque trabalhei muito até o dia em que cheguei aqui. Eu cantava em muitos lugares, às vezes só tinham quatro pessoas assistindo, mas mesmo assim eu continuava cantando, cantando, cantando.Cada vez que eu cantava, eu pensava no meu sonho, e consegui alcançar esse sonho. Foi muito emocionante. E sobre o nome de vocês, Wolf Howl Harmony, tem algum significado simbólico? O que esse nome representa? posso explicar em japonês? Porque é muito importante. (A tradutora explica)O nome Wolf Howl Harmony foi criado por Hiro-san. Ele criou o nome baseado em como essas quatro pessoas se conectam, cada uma com sua história única. Ele quis dar esse nome porque acreditava que, com nossas histórias diferentes, nós poderíamos criar uma harmonia, uma bela história juntos. Como é formar uma banda com desconhecidos? Geralmente a gente forma banda com amigos. Como é essa rotina? No começo foi difícil, porque viemos de lugares diferentes. Eu sou brasileiro e eles são japoneses. Era complicado no início, mas a gente se deu bem. Eles gostaram de mim, e todos nós gostamos de música, de cantar. A música faz o nosso coração se unir, sabe? Acho que é por isso que conseguimos estar juntos até hoje, porque temos a música. No começo foi difícil, mas agora está muito bom. Estamos cantando as músicas que queremos, tentando até fazer músicas brasileiras, funk carioca. Estamos nos sentindo bem. Já que você falou de funk, vocês também têm elementos de rap. Vocês se veem mais como um grupo pop ou preferem algo mais amplo? É difícil dizer. A gente gosta do rótulo J-pop, porque nascemos no Japão. Queremos levar o J-pop para o mundo.Mas não gostamos muito quando as pessoas nos chamam de “ídolos”. Não é que a gente não goste, mas é estranho. Porque o que a gente ama é a música. Queremos espalhar música: R&B, rock, hip-hop, J-pop. Queremos tentar todos esses estilos no futuro. Falando sobre o Brasil, você tem alguma lembrança ou referência daqui? Uma música ou algo da infância? Eu jogava muito futebol, sempre descalço. Também brincava de bola de gude com meus amigos. Tinha um chocolate que eu amava, que saía como se fosse cabelo, acho que era “Belão Cabelão”! Eu via Pokémon, Dragon Ball, Turma da Mônica, Scooby-Doo. Comia pastel, feijoada, pão de queijo. Tenho muitas lembranças boas do Brasil. E qual foi a reação do público brasileiro quando descobriram que havia um brasileiro num grupo de J-pop? Acho que eles ficaram surpresos. Muita gente comentou: “Ele é brasileiro mesmo? Não parece!”.Nunca tinham visto um brasileiro num grupo japonês. Mas comecei a responder no TikTok em português, e eles escreveram “Te amo, Ghee!”, “Estamos esperando vocês no Brasil!”. Fiquei muito feliz com esses comentários. Acho que eles gostaram, e eu também gostei muito do carinho deles. Vocês planejam uma vinda ao Brasil? Eu quero muito ir ao Brasil! E não sou só eu, os outros também já amam o Brasil e querem cantar aí.Já apresentei minha mãe e minha avó para eles, elas já conversaram pelo telefone com o grupo.Todos estão ansiosos para conhecer o Brasil algum dia. Eles vivem falando “Rio, Rio, Rio de Janeiro!”. Estão sempre pesquisando sobre o país. Mas há planos concretos ou planejamento para vir? Ainda não temos nada definido, mas estamos tentando criar um plano para isso. Queremos muito ir ao Brasil e contamos com a ajuda de vocês para divulgar. Tem música que eu já cantei em português, como “Evidências”. Eu cantei essa música, e eles também cantaram comigo. Por isso quero que vocês nos ajudem a realizar esse sonho. Pode deixar que vamos ajudar! Falando em Brasil, “Bakuon” tem elementos de funk. Como surgiu essa ideia? Essa ideia veio de um cara chamado DJ Daruma. Ele é como um pai pra gente. Desde o começo, ele é nosso diretor e produtor. Ele disse: “O Ghee é brasileiro, então por que não tentamos fazer um funk carioca?”. E assim começou. Eu sempre mostro músicas brasileiras pra eles ouvirem, e todo mundo gosta. Então criamos “Bakuon” inspirados nisso. Qual música você indica para os brasileiros conhecerem o Wolf Howl Harmony? “Bakuon”, claro! E também “Bossa Bosa”. Essa música tem influência da bossa nova do Brasil.Começamos com “Bakuon”, depois “Bossa Bosa”, e já estamos preparando outra música inspirada no Brasil. Ainda não terminamos a letra, mas vem aí. O Rising Star Award foi um marco pra vocês. Como foi aquela noite? Parecia um sonho. Estavam lá vários artistas que eu só via na televisão. E de repente, nós estávamos cantando no mesmo evento. Foi muito emocionante e ficamos muito felizes. “Frozen Butterfly” esteve entre as músicas mais ouvidas no Japão. Qual foi o momento em que você sentiu que o sucesso estava realmente acontecendo? Difícil escolher! A gente ama “Bakuon”, mas também ama “Frozen Butterfly”. Ela tem um estilo que lembra o N
Entrevista | Eagle-Eye Cherry – “Queria levar para Become a Light essa energia que vem do palco e do público”

Desde os tempos de Save Tonight, Eagle-Eye Cherry construiu uma carreira marcada por reinvenção e honestidade musical. Filho do lendário jazzista Don Cherry, ele sempre transitou entre os mundos do jazz, do rock e do pop com naturalidade e curiosidade artística. Ao longo das décadas, manteve-se fiel ao palco, dizendo que ali se sente “em casa”, mesmo em meio às mudanças da indústria da música. Em Become A Light, seu sétimo álbum de estúdio, ele retoma as guitarras e capta a energia e o sentimento do rock e do pós-punk com os quais cresceu ouvindo. Metade do disco foi gravada em Los Angeles, ao lado de Jamie Hartman e Mark Stoermer (The Killers), e a outra metade na Suécia, com Peter Kvint. O primeiro single, Hate To Love, nascido de uma sessão espontânea no Sunset Marquis, mostra bem esse espírito de fluidez criativa e conexão com o instante. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Eagle-Eye Cherry nos leva para dentro desse processo de retomada artística: ele fala de memórias da origem do seu nome, o primeiro instrumento que aprendeu, da influência do legado familiar, da escolha de covers no setlist, das relações entre os ambientes americano e sueco de gravação, e das emoções da perda de sua mãe que alimentaram o álbum. Você quer explorar mais o rock nesse álbum. De onde veio esse desejo de revisitar esse som? Acho que foi algo natural, porque é uma continuação do que eu estava fazendo no meu último álbum, Back on Track. Eu queria capturar a energia que tínhamos nos shows ao vivo, então entrar com a banda no estúdio o mais cedo possível depois de tocar foi essencial. Queria levar para o disco essa energia que vem do palco e do público. Depois, comecei a escrever músicas que senti que faltavam no setlist, canções com mais energia e movimento. Foi um processo bem espontâneo, e naturalmente o som acabou ficando mais alto e com mais guitarras. Durante a pandemia, você mencionou revisitar discos da sua adolescência, como London Calling, do The Clash. Quais outros álbuns te inspiraram nesse processo? Durante a pandemia, comecei a ouvir os discos que comprava quando era adolescente. Não é que eu quisesse fazer algo que soasse como The Clash ou Sex Pistols, mas queria resgatar aquela sensação de energia e descoberta musical que eu tinha naquela época. Isso me inspirou muito a compor novamente. Musicalmente, porém, acho que estou mais próximo do universo do Tom Petty, que sempre soube equilibrar a sensibilidade pop com o som do rock americano tradicional. Como foi trabalhar com Mark Stoermer, do The Killers, nesse álbum? Foi ótimo. Nós nos conhecemos em Los Angeles, e logo começamos a escrever Hate to Love. Estávamos desenvolvendo a ideia do verso quando o Jamie Hartman apareceu no estúdio, ouviu o que estávamos fazendo e trouxe a ideia do refrão. Em poucas horas, a música estava pronta. Foi um processo muito fluido e inspirador. Foi realmente uma boa dobradinha. Qual é a principal diferença entre gravar nos Estados Unidos e na Suécia? Por eu ser meio americano por parte de pai e meio sueco por parte de mãe, é algo muito natural para mim. Quando estou nos Estados Unidos, me sinto sueco. Quando estou na Suécia, me sinto americano. Gosto de ir e vir, visitar as duas partes de mim mesmo. Tenho grandes conexões com músicos suecos, e a maioria da minha banda é de lá, então é natural gravar também na Suécia. Esse equilíbrio me faz bem. O título Become A Light carrega uma forte carga emocional, especialmente ligada à memória da sua mãe. Como isso se refletiu nas músicas? Sim, essa é a essência do álbum. A faixa-título nasceu num dia em que eu estava lembrando o funeral da minha mãe, que faleceu em 2009. A canção fala sobre aquele sentimento de perda, mas também sobre estar vivo e sentir o vento, os cheiros, as pessoas em volta. Era como se ela ainda estivesse ali, transformada em luz. Foi uma experiência muito profunda, e é daí que vem o nome Become A Light. Seu pai, Don Cherry, teve grande influência artística. Qual parte do legado dele você mais tenta honrar? Meu pai sempre dizia para manter as coisas simples. Quando eu tentava complicar demais na bateria, ele me lembrava disso. Até hoje, ouço essa voz na minha cabeça no estúdio. Ele também me ensinou a dar espaço aos músicos, a deixá-los se expressar. Às vezes, as ideias deles são até melhores do que as minhas. Essa generosidade musical é algo que herdei dele. Já que você falou de tocar na infância, qual foi o primeiro instrumento que você aprendeu a tocar? Bateria. Na verdade, eu quebrei o dedo quando era criança tocando, então aprendi do jeito difícil. Mais tarde, descobri a guitarra, que acabou sendo o instrumento que realmente me abriu as portas para o meu som e onde sinto que minha voz combina melhor. Você costuma dizer que o palco e a estrada são seus lugares favoritos. Por quê? Acho que porque cresci assim. Meu pai levava a família nas turnês, e quando comecei a excursionar com meu primeiro álbum, percebi que aquele era meu segundo lar. Tudo faz sentido quando estou na estrada — as composições, as gravações, as entrevistas. Tocar ao vivo é o coração de tudo. Hoje é mais confortável, claro, mas ainda mantenho essa essência. E é importante ter boas pessoas na equipe, porque uma só pode arruinar toda a harmonia. E já que a vida é na estrada, onde você está neste exato momento? Estamos em Dijon, na França. Tocamos em Bordeaux há alguns dias e agora estamos seguindo para a Alemanha. Esses shows já são da turnê nova, então gostaria de saber como têm sido os primeiros shows da tour Become A Light? As reações do público surpreenderam você? Foi incrível. O público tem reagido muito bem às novas músicas, e estamos misturando faixas de vários álbuns. Na França, tenho uma ótima relação com os
Entrevista exclusiva | Manapart – Conheça a banda russo-armênia comparada ao System of a Down

Misturando elementos étnicos do Oriente com o peso do nu metal e metal moderno, a banda Manapart vem se tornando um dos nomes mais falados da nova cena do Leste Europeu. Surgida em 2020, em meio a pandemia, o grupo traz em suas letras temas introspectivos, espirituais e simbólicos, muitas vezes inspirados nas complexidades políticas e culturais da Armênia, país de origem de parte dos integrantes. Com melodias densas e atmosferas melancólicas, o Manapart busca mais do que entretenimento: uma experiência emocional e quase ritualística. Nesta entrevista exclusiva ao Brasil, a banda fala sobre suas raízes, semelhanças e diferenças para o System of a Down, a espiritualidade presente nas letras, o cenário atual da Armênia e o carinho pelo público brasileiro, que hoje é representado pelas cinco cidades com maior base de ouvintes da banda no Spotify. Em uma conversa descontraída com o Blog N’ Roll, Arman Babaian e Zakhariy Zurabian mostram que são uma banda consciente de seu papel artístico e político, mas que mantém viva a paixão genuína pela criação musical. Como o Manapart nasceu e o que inspirou o nome da banda? Originalmente fomos uma banda cover de System of a Down com Arman e Artyom, nossos vocalistas. O nome da banda era WishUp, e se alguém procurar no YouTube por WishUp Toxicity, vai encontrar nossos primeiros covers do SOAD. Depois de alguns anos e alguns shows, decidimos que poderíamos produzir nossa própria música. Nosso ex-baixista, Pete, deixou a banda porque tinha ideias diferentes, e começamos a escrever nosso próprio material. Então nós escolhemos o nome Manapart. Para ser honesto, não tem um significado específico. Quando pensei no nome, era Man Apart, mas já existia uma banda com esse nome, então decidi tirar o espaço. Assim nasceu Manapart, um nome sem nome. Não deixa de ser original… Sempre acreditei que o nome de uma banda deve ser fácil de ler e pronunciar em qualquer idioma. Manapart é simples, fácil de lembrar e funciona em inglês, armênio, russo ou português. Isso faz diferença. Eu nunca gostei de bandas que usam números no nome, acho estranho, mas claro, Blink-182 e Sum 41 têm suas histórias. Vocês surgiram em 2020, quando o nu metal ainda estava adormecido. Esse revival do estilo abriu portas para vocês? Sim, mas nós não começamos por moda. Gostamos genuinamente do gênero. Temos entre 30 e 35 anos, então crescemos ouvindo nu metal. Pensamos em fazer algo mais moderno, mas decidimos seguir o que realmente amamos. Acreditamos que tentar compor algo que você não sente é um erro. Então seguimos pelo caminho natural: fazer o som que gostamos. Muito se fala em comparações entre vocês e o System of a Down. Mas o que eu mais quero saber de vocès é o que diferencia o Manapart do SOAD e como vocês definem o próprio som? Nós temos mais elementos étnicos na música, com instrumentos orientais e uma identidade armênia mais acentuada. O System também tem isso, mas decidimos ampliar esse aspecto. Não foi planejado para soar igual ou diferente, foi natural. Claro que há inúmeras semelhanças, pois somos parcialmente armênios e compartilhamos influências culturais. O vocal também pode lembrar o Serj Tankian, o que ajuda a chamar atenção, mas nossa música é mais sombria e melancólica. Enquanto o System é mais agressivo e político, nós exploramos temas pessoais, espirituais e introspectivos. As letras de vocês exploram temas psicológicos e espirituais. Isso é intencional, pessoal… Exatamente. Tentamos escrever letras mais abertas, para que cada pessoa possa interpretar de forma pessoal. Quando você define demais um tema, tira a conexão emocional do ouvinte. Então, prefiro deixar espaço para que cada um insira sua própria experiência na canção. Aprendemos muito sobre a Armênia com o System of a Down. Na visão de vocês, como está o país hoje? Acho que as palavras que descrevem a Armênia são “complicada” e “trágica”. É um lugar lindo, com uma história profunda, mas que vive um momento difícil politicamente. Eu me sinto triste quando vou lá, por tudo o que acontece, mas é um país seguro para se visitar. A Armênia tem uma posição geopolítica muito delicada, cercada por Turquia, Azerbaijão, Irã e uma pequena fronteira com a Geórgia. É imprevisível o que pode acontecer no futuro, mas acreditamos que, enquanto a cultura for preservada, a Armênia continuará viva. E como é a cena musical na Armênia? Há artistas incríveis. Um dos meus favoritos é Tigran Hamasyan, um pianista de jazz que mistura música armênia com estruturas complexas e modernas. Ele representa o orgulho musical do país. Vocês já foram elogiados por Serj Tankian. Qual a relação de vocês com os integrantes do System of a Down? Quando começamos, enviávamos demos e materiais para eles. Temos amigos em comum nos Estados Unidos. O John segue o Instagram do Zakko, por exemplo. Sabemos que o Serj conhece a banda, e o Shavo também. O único com quem temos menos contato é o Daron, mas mantemos uma boa comunicação com pessoas próximas a ele. O single com o Tardigrade Inferno teve ótima recepção. Esperavam esse impacto? Há planos de novas colaborações? Sim, nós somos amigos do Tardigrade Inferno, da mesma cidade, então foi natural. Queríamos algo divertido e sabíamos que a Dasha, vocalista, traria uma energia única. Gostamos do resultado. Também colaboramos recentemente com a banda Shira, que tem saxofone e vocais femininos incríveis, queríamos criar algo inesperado e funcionou. “Delirium” foi lançado como um single. Vocês pensam em álbuns conceituais ou preferem lançar faixas isoladas? Depende do momento de inspiração. Quando temos muitas ideias, gravamos tudo. Às vezes, algumas músicas se conectam e formam um EP. Outras funcionam melhor sozinhas. Não forçamos a criação de álbuns, preferimos deixar fluir naturalmente. O Brasil tem as cinco cidades que mais ouvem o Manapart no Spotify. Como veem essa conexão com o público brasileiro? É incrível. Temos ouvintes em São Paulo e Campinas, e isso nos deixa muito felizes. Além do Brasil, nossos maiores públicos estão na Rússia, Alemanha, Estados Unidos e Armênia. E vocês têm