The Hives faz novamente um show gostoso como abertura para o My Chemical Romance em São Paulo

Assim como na noite de quinta, o The Hives subiu ao palco novamente nesta sexta-feira, dia 6, para fazer a abertura do aguardado show do My Chemical Romance no Allianz Parque. Vestidos com seus tradicionais ternos que brilhavam no escuro, os suecos mostraram desde os primeiros minutos por que são considerados uma das bandas mais explosivas do garage rock. Carismático e incansável, o vocalista Pelle Almqvist comandou o público durante cerca de 50 minutos, sem parar um segundo, transformando a função de banda de abertura em um verdadeiro evento à parte. Clássicos como Hate to Say I Told You So e até os quatro hits do novo álbum fizeram o estádio pular, algo raro para uma atração que antecede o headliner. O The Hives não sabe se portar como banda coadjuvante, eles suam sangue, atuando sempre como prato principal e deixando a sobremesa para quem vem depois. O repertório foi diferente da noite anterior, porém também destacou o álbum mais recente, The Hives Forever Forever The Hives, com suas principais faixas abrindo e fechando o show, antes da chegada do My Chemical Romance. >> LEIA ENTREVISTA SOBRE AS INFLUÊNCIAS DO THE HIVES Sempre em sintonia com a plateia, Pelle Almqvist arriscou o português durante a apresentação e arrancou risos e aplausos ao responder um “eu gostoso?” após ser chamado assim pelo público. Entre idas à plateia e palminhas comandadas com precisão, o The Hives não apenas aqueceu o público, como elevou a energia do estádio a um nível alto logo no início da noite. É impressionante a facilidade com que a banda conquista novos fãs e se adapta a qualquer ambiente, se mostrando como uma verdadeira banda de rock e que se comunica com qualquer público. Setlist do showEnough Is EnoughWalk Idiot WalkRigor Mortis RadioPaint a PictureBogus OperandiHate to Say I Told You SoCountdown to ShutdownLegalize LivingCome On!Tick Tick BoomThe Hives Forever Forever The Hives

Morre Brad Arnold, vocalista do 3 Doors Down, aos 47 anos

Brad Arnold, a voz inconfundível por trás de hinos que definiram o post-grunge dos anos 2000 como Kryptonite e Here Without You, faleceu hoje, 7 de fevereiro, aos 47 anos. O vocalista e fundador do 3 Doors Down lutava contra um câncer agressivo diagnosticado no ano passado. Segundo comunicado oficial da banda, Brad partiu pacificamente durante o sono, cercado pela família e por sua esposa, Jennifer. Uma batalha corajosa do vocalista do 3 Doors Down Em maio de 2025, Arnold compartilhou com os fãs um vídeo emocionante revelando o diagnóstico de câncer renal estágio 4, que havia se espalhado para um dos pulmões. Na época, a gravidade da doença forçou o cancelamento da turnê que a banda faria ao lado do Creed. Menino da aula de matemática A história de Brad Arnold é a prova do poder da música. Ele fundou o 3 Doors Down em 1996, em Escatawpa, Mississippi, inicialmente acumulando as funções de baterista e vocalista. Seu maior legado, o hit global Kryptonite, foi escrito quando ele tinha apenas 15 anos, batucando na carteira durante uma aula de matemática. A música não só lançou o álbum de estreia The Better Life (2000) ao estrelato, como se tornou um marco cultural de uma geração. Mas Brad foi além de um único sucesso. Faixas como Loser (que liderou as paradas de rock por 21 semanas) e When I’m Gone solidificaram o 3 Doors Down como uma das bandas mais consistentes da década, rendendo múltiplas indicações ao Grammy. Legado de generosidade Para além dos palcos, Brad deixa um legado de filantropia. Em 2004, a banda fundou a The Better Life Foundation, que arrecadou milhões para caridade e foi fundamental no auxílio às vítimas do Furacão Katrina no sul dos Estados Unidos, fornecendo desde caminhões de bombeiros a suprimentos básicos. Nossos sentimentos à família, amigos e fãs. Descanse em paz, Brad.

Fantazmaz lança versão visceral de “Violator”, clássico do Motosierra

Se tem uma banda que personifica as vísceras do punk rock latino-americano, essa banda é o Motosierra. E hoje, o grupo uruguaio ganha uma homenagem à altura vinda diretamente de Londres (mas com alma brasileira e conexões globais). A banda Fantazmaz lançou sua versão para Violator. “Roubo” consentido A vocalista Thamila Zenthöfer (radicada no Reino Unido) conta que a faixa entrou no radar da banda quase por acaso, após descobrirem que o pai do baterista da banda Deaf Devils era ninguém menos que Luis Machado, membro histórico do Motosierra. “Em um ensaio… resolvemos testar uma versão de Violator, a música que eu mais gosto do Motosierra. E nunca mais paramos de tocar essa música, roubamos ela para nós”, brinca Thamila. Supergrupo Fantazmaz no estúdio Vale lembrar que o Fantazmaz tem um line-up de respeito no cenário punk/rock mundial: além de Thamila e Raf Oliver (guitarra), a banda conta com Rex Roulette (baixo, ex-Eagles of Death Metal) e Jamie Oliver (bateria, ex-UK Subs e SNFU). A versão de Violator foi gravada em solo brasileiro, no estúdio Artsy, durante uma mini-turnê da banda por São Paulo. A produção tem o dedo de Chuck Hipolitho, figura carimbada do rock nacional, com mixagem de Christian Martucci. Homenagem visual A capa do single traz uma referência aos quadrinhos dos anos 90: uma homenagem ao vilão Violator, de Spawn, redesenhado pelo baixista Rex Diabolic com os traços característicos da vocalista Thamila.

Detonautas lança “Vampira” com produção pop e narração de Milton Cunha

O Detonautas continua firme em sua fase de experimentações e lançou o single Vampira. A faixa chega com uma proposta estética ousada: une o peso da banda à produção pop/eletrônica de Pablo Bispo e Ruxell (dupla por trás de hits de Anitta e Pabllo Vittar). E para coroar o clima pré-Carnaval, a música conta com uma participação especialíssima: a voz icônica e performática do carnavalesco Milton Cunha, que abre a faixa com uma narração. Rock, ironia e folia do Detonautas em Vampira A música antecipa o novo álbum do grupo, previsto para março, e funciona como uma alegoria contemporânea. A Vampira da letra é uma metáfora para a mulher livre que assusta o conservadorismo masculino. “É uma música irônica, sedutora e provocativa… É uma metáfora sobre esse imaginário masculino que teme as mulheres que não se deixam dominar”, explica Tico Santa Cruz. Sobre o timing do lançamento, Tico relembra que o rock brasileiro sempre flertou com a folia: “Existe uma ironia bonita em lançar essa música em fevereiro… A gente trouxe essa energia lúdica, psicodélica e carnavalesca para dentro do nosso universo, como a própria Rita Lee fazia”. Nova fase sonora Sucedendo o single Potinho de Veneno, Vampira reforça que o próximo disco do Detonautas não terá medo de polarizar opiniões. A banda busca traduzir um “Brasil profundo” com uma linguagem cinematográfica e moderna, sem abrir mão de sua essência, mas pisando firme em novos territórios sonoros.

Metric anuncia o álbum “Romanticize The Dive” e revisita o “indie sleaze” em novo clipe

O Metric, uma das bandas mais consistentes da cena alternativa canadense, anunciou o lançamento de seu décimo álbum de estúdio, Romanticize The Dive. O disco chega completo no dia 24 de abril, via Thirty Tigers, mas a banda já liberou o primeiro single e videoclipe, a faixa Victim Of Luck. Retorno à “cena do crime” Para celebrar este décimo trabalho, Emily Haines e companhia decidiram voltar onde tudo começou. O álbum foi gravado no lendário Electric Lady Studios, em Nova York, cidade onde a banda se formou no auge da explosão do rock nos anos 2000. A produção marca um reencontro emocional com Gavin Brown (produtor dos clássicos Fantasies e Synthetica), capturando a tensão e a “fome” da juventude da banda, mas sob a ótica de 2026. “Victim Of Luck” A nova faixa é descrita como uma declaração de intenções: desarmante e direta. No clipe, que estreia hoje, o Metric mergulha na estética indie sleaze com imagens de arquivo inéditas: viagens de van, camarins precários e a energia caótica do início de carreira. “Victim Of Luck… fala sobre o romance de uma vida que está longe de ser perfeita. É sobre abandonar a máscara da autoconsciência e da vaidade… Quando começamos, sim, estávamos quebrados e tocávamos para dez pessoas, e não havia nada a que recorrer, mas nos recusamos a desistir”, reflete a vocalista Emily Haines. Tracklist de “Romanticize The Dive” Confira as faixas que compõem o novo trabalho: O Metric segue com sua formação original intacta há mais de 20 anos: Emily Haines, Jimmy Shaw, Joshua Winstead e Joules Scott Key.

Perfume Genius anuncia versão estendida do aclamado “Glory”

Se 2025 foi o ano em que Perfume Genius (Mike Hadreas) colheu os louros da crítica e indicações ao Grammy com o álbum Glory, 2026 começa com uma expansão desse universo. O artista anunciou o lançamento de Glory (Extended). A nova versão digital do disco chega completa no dia 27 de fevereiro, via Matador, trazendo quatro faixas inéditas. Para dar o tom do que vem por aí, Hadreas liberou hoje o single Undercurrent (Clean Heart). De volta à essência de Perfume Genius A faixa lançada hoje revela o DNA do processo criativo do álbum. Segundo o artista, a maioria das músicas de Glory nasceu de gravações caseiras, apenas com piano e voz. “No estúdio, a música passou por muitas versões até chegarmos àquela mais bombástica que acabou ficando. Ainda penso nela como um pequeno hino, então é muito satisfatório poder compartilhar essa versão apenas com piano”, explica Hadreas sobre Undercurrent. Consagração de “Glory” O sétimo álbum de estúdio de Mike Hadreas não passou despercebido. Presente nas principais listas de “Melhores de 2025” (Pitchfork, NYT, NPR), o trabalho explorou temas como a decadência do corpo, a domesticidade e o amor sob um prisma queer e maduro. A arte da capa, inclusive, rendeu uma indicação ao Grammy. Produzido pelo colaborador de longa data Blake Mills (também indicado a Produtor do Ano) e por Alan Wyffels, o disco trouxe a formação mais robusta que o Perfume Genius já reuniu, com músicos como Meg Duffy e o lendário baterista Jim Keltner. O que esperar da versão estendida? Além de Undercurrent, a versão Extended trará outras faixas exploratórias que, segundo Hadreas, não se encaixaram totalmente no corte final original, mas são fundamentais para entender a narrativa da obra.

After Forever anuncia show em São Paulo após 20 anos

O After Forever está de volta à América Latina. Vinte anos após sua última passagem pela região, no inesquecível festival Live N’ Louder de 2006, a banda holandesa confirmou uma apresentação em São Paulo, no Tokio Marine Hall. O show marca o início da perna latino-americana da turnê, que passará também por Argentina, Chile e Colômbia. Celebrando “Decipher” e “Prison of Desire” Embora a banda tenha encerrado as atividades oficialmente em 2009, o guitarrista e fundador Sander Gommans reuniu parte da formação clássica em 2025 para celebrar o legado do grupo. A turnê comemorativa foca nos 25 anos do álbum seminal Decipher (2001) e nos 26 anos do debut Prison of Desire. “Fãs da América Latina apoiam o After Forever desde o lançamento do primeiro álbum, e nos sentimos muito felizes por poder anunciar que daremos continuidade a esse tributo em 2026”, declarou Gommans. Nova formação Para esta celebração do legado, a banda conta com membros originais e grandes nomes da cena: 🎫 Ingressos para o After Forever A corrida pelos ingressos começa na próxima semana e será dividida em duas etapas: As vendas acontecem pela Ticketmaster. 📅 Serviço: After Forever em São Paulo Preços: Onde comprar:

The Warning une rock e country em “Love To Be Loved” com Carín León

Para aquecer os corações (e os amplificadores) antes do Valentine’s Day, celebrado em grande parte do mundo no dia 14 de fevereiro, o trio de rock mexicano The Warning preparou uma surpresa. Nesta sexta-feira (6), as irmãs Villarreal Vélez lançaram o single Love To Be Loved, uma colaboração poderosa com o ícone da música regional mexicana Carín León. A faixa representa um encontro de mundos e quebra de barreiras: mistura a pegada rock das meninas com elementos de country e pop, além de marcar a primeira vez que Carín León grava inteiramente em inglês. DNA de Hit: Teddy Swims na composição A música já nasce com pedigree de sucesso. Love To Be Loved foi coescrita pelas irmãs Daniela, Paulina e Alejandra em parceria com o astro Teddy Swims (vocalista que tem dominado as paradas globais) e um time de produtores de peso. “Originalmente composta em parceria com Teddy Swims, a música mistura naturalmente country, rock e pop… Fundir mundos musicais é sempre empolgante, e trabalhar com nosso compatriota mexicano, Carín León, tornou a experiência ainda mais especial”, comenta a banda. Videoclipe cinematográfico O lançamento chega acompanhado de um clipe com estética de filme noir moderno. O vídeo coloca Carín e as integrantes do The Warning em um bar decadente, cercados por jogos de cartas, sinuca e a fumaça típica das noites de jogatina. Mídia física no Brasil Uma ótima notícia para os colecionadores brasileiros: a UMusic Store já disponibilizou a pré-venda da versão física do single. Essa colaboração mostra um novo lado do The Warning, provando que o rock pode (e deve) dialogar com outros gêneros sem perder sua essência. Assista ao clipe de Love To Be Loved

Após performance de destaque no Grammy, Sombr lança o cinematográfico “Homewrecker”

Se você assistiu à 68ª edição do Grammy Awards no último domingo, provavelmente notou que Sombr não está para brincadeira. Aproveitando o holofote de sua indicação como Artista Revelação e de uma performance elogiada, o artista nova-iorquino lançou nesta sexta-feira (6) o single Homewrecker. Este é o primeiro lançamento oficial desde o aclamado álbum I Barely Know Her e chega com status de superprodução, tanto sonora quanto visual. Faroeste metafórico de Sombr Escrita e co-produzida pelo próprio Sombr (mantendo sua assinatura autoral), a faixa veio acompanhada de um videoclipe dirigido por Gus Black, nome conhecido por trabalhos com Phoebe Bridgers e Laufey. O vídeo é uma “meta-narrativa” de faroeste. Estrelado por Quenlin Blackwell e Milo Manheim, o clipe mostra a gravação de um filme onde as fronteiras entre ficção e realidade se dissolvem, culminando em um duelo tenso. É a tradução visual perfeita para os sentimentos caóticos da música. Momento é dele Sombr vive um momento de ascensão meteórica. Para quem acompanha o artista desde o viral Caroline (2022), ver essa evolução de um compositor de quarto no Lower East Side para os maiores palcos do mundo é impressionante.