Entrevista | T.S.O.L. – “Eu praticamente garanto que será o último show no Brasil”

São Paulo recebe no dia 29 de novembro a força de duas lendas do punk californiano. T.S.O.L. e Adolescents dividem o palco do Cine Joia na primeira edição paulista do Rockside, festival que nasce com a proposta de celebrar o rock em suas vertentes mais pesadas. A noite marca o retorno de dois nomes essenciais da cena mundial, ambos influentes há mais de quatro décadas. Porém, para tristeza de muitos, será o último show do T.S.O.L. no Brasil. Formado no início dos anos 1980, em Long Beach, a banda, cujo nome são as iniciais de True Sounds of Liberty, se tornou uma referência singular por unir punk, death rock e hardcore. Liderada pelo vocalista Jack Grisham, a banda atravessou diferentes fases, mudanças de formação e crises internas, mas manteve sua relevância artística. Em 2024, o grupo lançou o álbum A-Side Graffiti, reafirmando sua vitalidade e a capacidade de transitar entre novas composições e releituras de clássicos. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o vocalista do T.S.O.L., Jack Grisham, relembrou a última passagem pelo Brasil, falou sobre a energia do público brasileiro, comentou o processo criativo do álbum A-Side Graffiti, abordou o legado da banda e revelou que a turnê atual pode ser a última visita ao país. Você está feliz em voltar ao Brasil? A última vez que você esteve aqui foi em 2013… Certo. Durante as revoltas perto da Copa. Você lembra? Eles levavam o dinheiro no ônibus, haviam protestos em todo o país porque todos os senadores recebiam pagamentos, mas as pessoas tinham que arcar com isso. Ninguém estava feliz com aquilo. Sim, foi ano da Copa das Conferações. Depois a Dilma foi reeleita e, logo depois, aconteceu o impeachment. Mas, vamos falar de coisas boas, que lembranças dessa passagem você guarda? Acho que não foi tanto o show, mas sim as pessoas. Havia um sentimento diferente. Acho que a América (do Norte) é muito tensa. As pessoas são muito tensas com as emoções. São reservadas, exceto pela raiva. No Brasil, tudo era mais leve, mais emocional. Eu gosto de emoções. Minhas melhores lembranças foram a gentileza, o amor e a emoção das pessoas. Havia um coração genuíno, algo que você não vê tanto na América. É, a nossa América do Sul tem algo especial mesmo… Sim. E é real. As emoções estão expostas e não escondidas. Se gostam de você, dizem. É caloroso, gentil. Eu realmente gostei da última vez. O Brasil sempre teve uma cena punk ativa. Algum momento específico ou encontro te marcou? Eu conheço muitos brasileiros porque surfo há muito tempo. Sou fã de surfe. O Yago Dora, que ganhou o campeonato, estava parado perto de onde eu estava hospedado. Eu o vi, gritei da janela do carro. Foi divertido. E, claro, às vezes você sai do show e tem um ônibus queimando na rua (risos). Mas nada que tenha sido ruim. Na verdade, quando não lembro de nada negativo, significa que foi bom. Que praia você conheceu aqui? Florianópolis. Eu amei. Moro perto do oceano aqui na Califórnia, então estar lá foi ótimo. Em São Paulo a praia é longe, mas há várias famosas no litoral. Foi aqui que foi revelado o Medina, por exemplo. Sim, eu sabia que não estava perto, infelizmente. Já fazem 12 anos desde sua última vinda. Quais mudanças no setlist o público brasileiro pode esperar? Fizemos outros discos desde então. O Trigger Complex e o A-Side Graffiti. Tocamos músicas desses trabalhos. Nosso set cobre toda nossa trajetória. Às vezes as pessoas ficam chateadas porque não tocamos músicas da época em que o Joe Wood cantava, mas naquela fase não havia nenhum membro original na banda. Você viu o filme Ignore Heroes? Havia dois T.S.O.L. ao mesmo tempo: o nosso, com os membros originais, e outro sem nenhum integrante original. No álbum A-Side Graffiti há músicas novas, interpretações e covers. Como surgiu essa ideia? Para mim, um álbum deve ser ouvido do começo ao fim, como um livro. Trigger Complex foi assim. Mas A-Side Graffiti é diferente, é como um mural de grafite. Uma coleção de ideias. Fizemos covers do Rocky Horror Picture Show, de Bowie, experimentamos coisas. Estávamos apenas vendo até onde poderíamos ir. Foi interessante. Como foi a experiência da colaboração com o Keith Morris no álbum? Bem, o Keith me pagou (risos). Eu o conheço desde o Black Flag original, quando ele cantava. É o meu favorito. Depois ele foi para o Circle Jerks. Somos amigos há muito tempo. Já participei de vídeos da banda dele, o Off!. Quando fizemos Sweet Transvestite, pensei que ele seria perfeito. Liguei para ele e disse que precisava dele. Ele veio na hora. Foi ótimo. Como você equilibra respeitar as versões antigas e tocar com a identidade atual? Nós soamos praticamente como antes. Já vi bandas mudarem suas músicas a ponto de você nem reconhecê-las. Eu não acredito nisso. Quero preservar o sentimento original. Não posso ouvir a bateria sem pensar no nosso baterista que morreu. Quando tocamos, penso muito nisso. Estou fazendo isso há 46 anos. Já toquei para gerações diferentes. Hoje há jovens que me viram na rua e não sabiam que eu era o mesmo Jack do palco. É engraçado. Você falou em gerações, como você vê a importância do seu legado? Seria muito orgulhoso dizer que sou importante ou influente. Se deixei alguma influência, espero que tenha sido pela amizade e bondade, por ser acessível às bandas jovens, por ajudar. Essa seria a influência que eu gostaria de ter. Você vê seu legado mais forte no punk rock, death rock ou hardcore? Acho que no fato de termos feito tudo. Nunca escolhemos um som só. Sempre mudamos, experimentamos. Nosso primeiro disco é considerado o primeiro registro de death rock dos EUA, antes dos Misfits. Sempre tentamos coisas novas, e esse seria um bom legado. Sua banda sempre teve engajamento político e social. Você costuma estudar o cenário político dos países que visita? Eu estudava mais. Hoje é difícil saber de onde vem a informação. É

Entrevista | Mute – “Espero ir em algum samba quando tocarmos no Rio”

A maior edição da história da We Are One Tour desembarca no Brasil em março de 2026 com Pennywise, Millencolin e a canadense Mute. O festival passa por Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, celebrando o punk rock e o hardcore melódico com alguns dos nomes mais relevantes do gênero. Formada em Québec em 1998, a Mute consolidou uma identidade única ao mesclar velocidade, técnica instrumental e refrões melódicos. Reconhecida no skate punk e no hardcore melódico, a banda mantém uma base fiel de seguidores no Brasil, país que visita desde 2011. Ao longo dos anos, fortaleceu laços com o público e com a Solid Music Entertainment, tornando o país uma de suas paradas mais energéticas e constantes. Mesmo após um período de pausa em 2024 por questões de saúde, o grupo retorna com força total para a We Are One Tour 2026. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o baterista do Mute, Étienne Dionne, relembra as primeiras passagens pelo país, comenta a forte conexão com o público brasileiro e sobre o momento atual da banda. O que você mais lembra da sua última visita ao Brasil? Nossa última visita ao Brasil foi logo após a Covid, dois anos atrás. Foi nossa primeira turnê na frente de pessoas reais depois de um tempo, então estávamos muito empolgados para voltar à estrada. Lembro que toda a banda estava animada por estar de volta ao palco e o público estava muito animado por ver uma banda ao vivo novamente. Mas ainda estávamos com medo naquele momento, então usávamos máscaras antes e depois dos shows. Tocávamos e íamos embora o mais cedo possível porque não queríamos pegar Covid e ficar presos em outro país. Estávamos em turnê pelo Brasil, Chile, Peru, México e Colômbia. Agora as coisas serão diferentes. Você conhece muito bem o público brasileiro. Por que acha que eles se identificaram tanto com o Mute? Este ano celebramos nosso 15º aniversário de turnês pelo Brasil e América do Sul. Começamos em 2011. A América do Sul, em geral, gosta de hardcore melódico, como vocês chamam, ou punk rock. O Brasil sempre foi um ótimo público para nós e as pessoas são muito energéticas nos shows. Fizemos amigos, bons contatos e construímos uma relação forte com a Solid Music Entertainment desde o início. Não é só ética de trabalho, é amizade. Nós aparecemos, estamos no horário e amamos o que fazemos, e acho que os produtores veem isso. Você tem algum momento favorito no Brasil? Acho que esse momento ainda vai acontecer. Já fizemos ótimos shows e conhecemos pessoas incríveis. Não é apenas sobre os shows, é sobre as amizades e voltar para ver essas pessoas. Será divertido rever velhos amigos, será divertido estar no Brasil e tenho certeza de que os shows serão épicos. Quem comprou ingresso vai ter o momento da vida. Não percam tempo porque alguns shows já estão esgotando. É a primeira, e talvez, a última vez para ver Mute, Pennywise e Millencolin juntos. O que mais empolga vocês em sair em turnê com Millencolin e Pennywise? Gostamos muito das duas bandas. Já tocamos com elas antes, mas nunca fizemos turnê juntos. Será empolgante ter um lineup tão forte. A primeira vez que fizemos a We Are One Tour foi com o Lagwagon anos atrás, com Belvedere e Adrenalized, e foi ótimo. Desta vez, com dois grandes headliners, os shows serão maiores. Será divertido vê-los ao vivo e voltar ao Brasil, Argentina e Chile. Você lembra de algo sobre Santos, minha cidade? Claro. Na nossa primeira turnê, em 2011, tocamos em Santos. Era nossa primeira vez no Brasil, então não sabíamos o que esperar. O show foi insano e tenho ótimas lembranças. As pessoas estavam enlouquecidas e lembro de um cara de cartola com uma garrafa enorme. Ficamos bêbados depois do show. Boas memórias. Santos não é longe de São Paulo, então talvez vejamos pessoas de Santos no show da Capital. Com certeza teremos caravana para o show. Infelizmente agora aqui fomos de Califórnia brasileira para domínio de pagode e sertanejo. É, eu gosto bastante de samba. Espero ir em algum samba quando tocarmos no Rio de Janeiro. Vocês têm hábitos ou momentos de lazer favoritos durante turnês no Brasil? Lembrei de uma história, da nossa primeira vez no Brasil. Chegamos todos de shorts e camiseta achando que sempre seria quente. Era inverno e não estávamos preparados. Isso foi engraçado. Fizemos muitas turnês no país e muitas coisas engraçadas aconteceram. Também passei um tempo no Rio antes de uma turnê, cheguei dez dias antes e tirei férias lá. O Brasil é enorme e há muito o que ver. Nunca fui ao norte, mas deveria ir. O mais ao norte que fui foi Goiânia. O Mute está ativo desde os anos 90. Qual foi o maior ponto de virada da banda? Depois de dez anos como banda, ganhamos um concurso no Canadá. O prêmio era uma viagem à Europa para tocar em um festival na França. Pensamos que, já que iríamos para lá, deveríamos marcar uma turnê completa, então agendamos 27 shows em 25 dias em 11 países. Esse foi um ponto de virada. Tocávamos localmente havia anos, mas ir para outro continente reacendeu a chama. Depois disso decidimos gravar outro álbum, que foi o Thunderblast. E logo o Thunderblast, um clássico. Ele é o álbum que mais define o Mute? Isso é como perguntar se você tem um filho favorito. Não são os primeiros álbuns, com certeza. Eu diria os últimos três. Trabalhamos muito neles e nosso som estava mais preciso. Na demo e no primeiro álbum ainda estávamos nos encontrando musical e liricamente. Nos últimos três sabíamos o que queríamos. Sempre levamos cerca de quatro anos entre os álbuns e só gravamos o que realmente gostamos. Você é conhecido como baterista tanto pela velocidade, quanto pela precisão técnica. Como desenvolveram essa combinação? Ouvindo outras bandas e encontrando o meu caminho. A velocidade foi o que eu amei quando era adolescente e estava

Twisted Sister é o primeiro headliner revelado do Bangers Open Air 2026

O Bangers Open Air anunciou Twisted Sister como primeiro headliner da edição 2026. O anúncio veio um dia após o festival revelar o lineup quase completo. Resta ainda a divulgação do segundo headliner. Os ingressos estão disponíveis de forma online, através do Clube do Ingresso. O Twisted Sister, que em 2026 retorna para celebrar 50 anos de história com a turnê mundial Twisted Forever, Forever Twisted, será um dos headliners do Bangers Open Air! Com mais de 35 milhões de discos vendidos, turnês por mais de 40 países e entradas em dois halls da fama, o grupo americano formado atualmente por Dee Snider (vocal), Jay Jay French e Eddie Ojeda (guitarras), Russell Pzütto (baixo) e Joe Franco (bateria) carrega um legado monumental. Em 2026, fãs de todas as gerações poderão ouvir novamente gritos que marcaram gerações: I Wanna Rock e We’re Not Gonna Take It. Será a celebração de meio século de uma das bandas mais emblemáticas do hard rock e heavy metal e que deixou obras definitivas como Under the Blade (1982), You Can’t Stop Rock ‘n’ Roll (1983), Stay Hungry (1984), Come Out and Play (1985) e Love Is for Suckers (1987), além de Still Hungry (2004) e A Twisted Christmas (2006).

Jason Mraz anuncia cinco shows no Brasil; veja locais e datas

O cantor Jason Mraz anunciou seu tão aguardado retorno ao Brasil para uma turnê em 2026. A Return to South America Tour, a primeira tour em dez anos por aqui, passa por Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. O show de São Paulo estará à venda a partir de quarta-feira (19) e a apresentação do Rio de Janeiro fará uma pré-venda também a partir de quarta (19), 12h, com vendas gerais marcadas para sexta-feira (21). “É uma alegria e um verdadeiro privilégio poder retornar à América do Sul e ao México após tantos anos,” disse Mraz. “Meus fãs nessas regiões sempre compartilharam seus corações e vozes de forma tão apaixonada. Seu convite para que eu voltasse foi ouvido e recebido! Sinto-me profundamente honrado por poder levar minha música de volta a eles e celebrar nossas vidas juntos mais uma vez”, declarou o artista. Confira o calendário de Jason Mraz no Brasil 03/03 – Curitiba, Brasil – Teatro Positivo 05/03 – São Paulo, Brasil – Espaço Unimed 06/03 – Rio de Janeiro, Brasil – Vivo Rio 08/03 – Belo Horizonte, Brasil – BeFly Hall 10/03 – Porto Alegre, Brasil – Auditório Araújo Vianna

Extreme entra para o lineup do Monsters of Rock 2026

O Monsters of Rock 2026 confirma mais uma atração de peso: Extreme, uma das bandas mais influentes e celebradas do hard rock mundial. O grupo de Boston é conhecido por unir virtuosismo, energia e composições marcantes. A nona edição do festival acontece no dia 4 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo, e promete reunir diferentes gerações em uma grande celebração do rock. Os ingressos já estão à venda exclusivamente pelo site Eventim. Após revelar Guns N’ Roses, Lynyrd Skynyrd e Halestorm, o anúncio do Extreme — mais um nome que agrada em cheio aos fãs do hard rock clássico — reforça a diversidade e a força do lineup do Monsters of Rock, que combina ícones consagrados e artistas que representam a renovação do gênero. MONSTERS OF ROCK 2026 Cidade: São Paulo Data: 04 de abril de 2026 Local: Allianz Parque – Avenida Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca – São Paulo Portas: 10h Início dos Shows: a confirmar Atrações confirmadas: Guns N’ Roses, Lynyrd Skynyrd, Extreme e Halestorm *Mais atrações serão confirmadas em breve

Bangers Open Air 2026 revela lineup quase completo; veja as atrações

Com um line-up que reúne lendas consagradas e novos talentos, o Bangers Open Air 2026 revelou o lineup quase integral. Confira abaixo quem está garantido no festival, que acontece nos dias 25 e 26 de abril, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Os dois headliners (sábado e domingo) serão anunciados nos próximos dias. SÁBADO, 25 DE ABRIL DE 2026 IN FLAMES BLACK LABEL SOCIETY KILLSWITCH ENGAGE JINJER FEAR FACTORY EVERGREY TANKARD AMH ONSLAUGHT FEUERSCHWANZ CRYPTA VIOLATOR LUCIFER KORZUS OVERDOSE HANGAR SEVEN SPIRES MARENNA OZZY TRIBUTE SCHOOL OF ROCK *** DOMINGO, 26 DE ABRIL DE 2026 WITHIN TEMPTATION SMITH/KOTZEN WINGER AMARANTHE NEVERMORE PRIMAL FEAR ELUVEITIE DIRKSCHNEIDER CRAZY LIXX ROY KHAN PROJECT46 VISIONS OF ATLANTIS NOTURNALL COBRA SPELL SILVER DUST TROVÃO MALVADA PARADISE IN FLAMES CHAOS SYNOPSIS CLASH BULLDOG’S Os ingressos estão disponíveis através do Clube do Ingresso. Consulte valores, condições e setores disponíveis no site: https://www.clubedoingresso.com/evento/bangersopenairbrasil2026 Não perca a chance de vivenciar momentos mágicos neste festival brasileiro que celebra a paixão e a união dos fãs de metal. Garanta já o seu ingresso e faça parte desta celebração!

Matanza Ritual divulga A Vingança é Meu Motor com show em São Paulo

Já consolidado na música pesada nacional que atinge distintos públicos do rock, o Matanza Ritual chega nesta sexta-feira ao palco do Carioca Club, em São Paulo, para apresentar ao público as faixas de A Vingança é Meu Motor, álbum que consolida a identidade da nova formação. Os ingressos estão à venda no site do Clube do Ingresso ou na bilheteria do Carioca Club. O show também trará músicas marcantes da sólida carreira na voz de Jimmy London, conectando passado e presente em uma mesma noite. A abertura fica por conta da Throw me to the Wolves. Desde sua formação em 2019, a banda percorreu o Brasil com shows lotados, apresentando clássicos do Matanza e singles como Rei Morto e Morte Súbita. Com um time de estrelas e produção de Rafael Ramos, o álbum, que leva o nome de uma das faixas, traz a marca registrada da banda: um som pesado e visceral, mesclando thrash metal, hardcore e country, aliados a letras carregadas de ironia, crítica social e reflexões sobre o caos humano. São 13 faixas, incluindo os já lançados singles O Paciente Secreto e Assim Vamos Todos Morrer. O single que veio junto ao álbum é Nascido Num Dia de Azar, música que representa com força essa nova etapa da banda e define o tom do álbum. O trabalho conta com participações especiais de Chico Brown em Lei do Mínimo Esforço e Leminski em A Noite Eterna. A faixa Assim Vamos Todos Morrer surpreende com a inclusão inusitada de um violino, executado por Tamara Barquette, um elemento raro na sonoridade do grupo. Com uma atmosfera que alterna entre a fúria e a melancolia, A Vingança é Meu Motor reflete sobre temas como sanidade, escolhas humanas e a inexorabilidade da morte. Faixas como O Paciente Secreto exploram a linha tênue entre loucura e lucidez, enquanto Ode ao Ódio e …E Tenha um Péssimo Dia reforçam a pegada agressiva e provocativa do Matanza Ritual. “O disco traz essa sensação de urgência, do tempo finito para se tomar decisões e lidar com as consequências delas. É a trilha sonora perfeita para tempos caóticos”, comenta Jimmy London, vocalista da banda. Gravado sob a produção de Rafael Ramos, com mixagem de Jorge Guerreiro e masterização de Fábio Roberto, o projeto reafirma a força e a identidade sonora da banda, formada por Jimmy London (vocal), Amilcar Christófaro (bateria), Felipe Andreoli (baixo) e Antônio Araújo (guitarra). SERVIÇOMatanza Ritual lança álbum A Vingança é Meu Motor em São PauloData: sexta-feira, 21 de novembro Horários: 20h — abertura da casa | 20h50min – Throw me to the Wolves | 22h — Matanza Ritual Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros) Valor: de R$90 a R$280,00 Ingresso online

Lewis Capaldi faz chorar (e muito) com o EP Survive; ouça!

Atração do Lollapalooza Brasil 2026, Lewis Capaldi lançou Survive, seu novo EP. Com ele, chega uma das canções mais intensas e pessoais de sua carreira até aqui, a devastadora The Day That I Die. Na esteira de seu elogiado retorno aos palcos, após quase dois anos de afastamento, The Day That I Die rapidamente se tornou um dos momentos mais marcantes dos shows, emocionando e levando fãs — e o próprio Lewis — às lágrimas. Escrita sobre um período em que, de acordo com suas próprias palavras no palco, “achei que não estaria mais aqui”, a canção mostra Capaldi em seu estado mais vulnerável. “On the day that I die, tell my mother I was smiling ‘cause I know that she’ll be crying” (“No dia em que eu morrer, diga à minha mãe que eu estava sorrindo, porque sei que ela vai estar chorando”), ele canta, descrevendo uma situação de partir o coração. Crua, catártica e de uma honestidade implacável, The Day That I Die se destaca entre os emocionantes hinos do repertório de Capaldi, mais uma vez evidenciando seu dom extraordinário de encontrar verdade e beleza nos momentos mais dolorosos da vida. O novo EP de Lewis Capaldi, Survive, traz as quatro faixas monumentais que lançou desde seu retorno: Survive, Something In The Heavens, Almost e The Day That I Die.

Deco Fiori revela álbum Cada Verdade Que Eu Sonhar; ouça!

Sonhos, verdades e canções pontuam Cada Verdade Que Eu Sonhar, segundo álbum do cantor, compositor e instrumentista Deco Fiori. Nas dez faixas, todas autorais, as influências pop de Beatles, MPB e Clube da Esquina, novamente sob a batuta do produtor e diretor musical Marcílio Figueiró, abrem espaço para outros sonhos ao repetir a vitoriosa parceria do álbum anterior, Luz da Criação, de 2024. Lançamento do selo Clube Novo. Se Lô Borges e Ronaldo Bastos – duas das maiores referências do artista – um dia traçaram seu sonho real, Deco Fiori renova esperanças e aspirações, atento às contradições do mundo contemporâneo, “pelos gritos roucos e revolucionários” de quem sonhou demais, sem perder o tom da ternura. É o que explicita já na faixa-título Cada Verdade Que Eu Sonhar, uma balada certeira onde questionamentos existenciais se amalgamam aos ideais sociais e políticos, premidos pela urgência da maturidade que bate à porta. Um artista possui seu próprio relógio criativo-biológico. “É a faixa que abre e dá nome ao álbum. Começa com o verso ‘não sei pra onde vou / mas não me desespero / só quero que passe devagar’. Eu, como ateu, que não acredito em nada específico, faço uma colocação do tipo não sei o que vai acontecer, mas espero ficar um bom tempo por aqui. O segundo verso diz: ‘pra entender quem sou / busco na madrugada por cada verdade que sonhar’, o que representa o próprio ato de criar. É na madrugada que as inspirações vêm. No refrão eu digo: ‘nossa memória, nossa história não vai se apagar / não enquanto houver canções / inspirando gerações / a botar o mundo pra rodar’. Este é o legado do artista, é o que fica para as futuras gerações”, vislumbra Deco Fiori. A travessia segue por Outras Paragens onde “não falta coragem para entrar na roda e dançar”. Na estrada que bifurca vias de mãos múltiplas pelo GPS do Clube da Esquina, violões gitanos (de Marcílio Figueiró) enlouquecem madrugadas e amanhecem os corações, apoiados pelas congas de Fabiano Salek, o baixo acústico de Berval Moraes, o sax soprano de Daniel Garcia. Afinal, “só nos resta prosseguir viagem mesmo sem saber onde vai dar”. Toda e Qualquer Geração compartilha ideais humanistas na contramão de um mundo repleto de amores líquidos e inteligências artificiais, pois que “não adianta trilhar um caminho pensando onde se quer chegar / sem considerar quem mais vai caminhar”. Oráculos de gerações diversas, antídotos das distopias contemporâneas, Beatles e Beach Boys reverberam nas entrelinhas da canção onde “bom é se importar com o bem estar de cada mortal”. Tendo como norte a mensagem das tantas canções que nos formam a todos, é hora de voltar para casa em O Meu Mundo Cabe em Meu Quintal, com destaque para o solo de guitarra genuíno do Picasso Falso Gustavo Corsi e o trompete de José Arimatéa, para além das cercas que separam quintais. O piano acústico é do próprio Deco Fiori. “Essa é a minha Certas Canções. Ela fala da importância das músicas que escutei na minha formação. Como diz o Milton Nascimento, ‘coração é o quintal da pessoa’. É onde guardamos as coisas que realmente importam”. Folhas pelo chão repisa o solo fértil da canção pop, de natureza sofisticada, pelas ramificações harmônicas das árvores genealógicas de Stevie Wonder ou Ivan Lins, onde “toda paz é breve / toda folha quando cai é leve”. Neste meio ambiente, e o reforço vocal de Sofia Jordão Caeiro e Mario Vitor, sabemos que “chão é pra pisar / porque voz é pra cantar ou pra se fazer compreender”. Na justa medida da trilha pop, na balança onde se pesam influências tão diversas como Djavan e Pink Floyd, Libra busca o equilíbrio improvável ao fim das histórias de amor. “Pra que serve um coração que bate mas não vibra / pulsa e jamais desequilibra?”, indagam os versos novamente sustentados pelo trompete astrológico de José Arimatéa, os teclados de João Braga, a guitarra de Gustavo Corsi, o piano de Deco Fiori. No câmbio incerto da vida, a libra sempre é o coração. Segue a viagem, Pra Qualquer Lugar, uma canção dedicada à companheira de estrada que, apoiada nas flautas de Andrea Ernst Dias, tem como ponto de partida a introdução com timbre de minimoog pilotado por João Braga. Porque “a gente não tem pressa” e sempre chega “a hora do mistério nos guiar”. Diante de tal mistério, “como olhar as estrelas sem mirar no firmamento?”, indaga perplexo o artista em Se Não Tenho Chão (Melhor Voar), uma toada romântica, tendo a separação como tema. Ecos de Toninho Horta e Pat Metheny permeiam o belo arranjo de Marcílio Figueiró, abrindo espaço para o voo fretless do baixo de Hugo Belfort e a bateria – com a precisão de um trem – de Elcio Cáfaro. Tão Iguais tem participação super especial de Pedro Luís, que canta em dueto com Deco Fiori. Um pop/rock sobre as questões afetivas na era dos romances virtuais, pois enquanto “criamos numa tela realidades paralelas” é sempre bom ressaltar que “é nas ruas da cidade que a vida corre de verdade”. O choque de realidade passa também por Que Negócio é esse?, composta em homenagem ao poeta Marcio Negócio, amigo de infância que partiu cedo demais.  Tendo autores como Guinga e Dori Caymmi entre as referências, e o auxílio luxuoso da sanfona de Itamar Assieri e do bandolim de Luis Barcelos, a canção encerra o álbum deixando aquele gostinho de “que negócio é esse de apressar o fim?”. Melhor voltar ao início e embarcar novamente nos sonhos, verdades e canções de Deco Fiori.