Athletico Paranaense e 30e instalam 1ª arquibancada retrátil do país para conciliar shows e jogos

A disputa de calendário entre o futebol e as turnês musicais ganhou uma solução estrutural em Curitiba. O Club Athletico Paranaense e a produtora 30e anunciaram um projeto conjunto para a Arena da Baixada: a instalação da primeira arquibancada retrátil em um estádio brasileiro. As intervenções estruturais ocorrem entre abril e agosto de 2026. O modelo de negócio adotado, dentro do contrato firmado entre as partes em 2025, permite a execução da obra sem a imobilização de recursos financeiros por parte do clube. Como funciona a estrutura criada pela parceria entre Athletico Paranaense e 30e A obra será concentrada no Setor Cel. Dulcídio Inferior, com o objetivo de criar uma área específica para a montagem de palcos fora da área do gramado. Para isso, a atual arquibancada de concreto será demolida. Em seu lugar, será implantada uma arquibancada metálica com sistema motorizado de abertura e fechamento (acionamento hidráulico), que reaproveitará as cadeiras originais do setor. Os módulos metálicos já estão em fase de produção na cidade de Piracicaba (SP). Logística e aumento de público A principal finalidade da obra é permitir que a Arena da Baixada sedie jogos de futebol mesmo durante os dias de montagem e desmontagem das megaestruturas de shows. A alteração arquitetônica também trará um impacto direto no tamanho dos eventos. Com a implementação de novas rotas de fuga a partir do gramado, a capacidade de público nos shows realizados no estádio será ampliada em aproximadamente 20%. “A parceria da 30e com a Arena da Baixada vai além da gestão de agenda. Temos o cuidado de investir na infraestrutura das casas em que somos parceiros, com previsão de aprimoramento da estrutura de som e da operação”, aponta Claudio Macedo, vice-presidente sênior da 30e. 📋 Serviço: Impacto para sócios do Athletico-PR Durante o período de obras (abril a agosto de 2026), a logística para os associados do clube sofrerá alterações:
Danko Jones retorna a São Paulo com a turnê do álbum “Leo Rising”

O hard rock sem concessões do trio canadense Danko Jones tem data marcada para voltar ao Brasil. O grupo confirmou uma apresentação em São Paulo no dia 21 de maio (quinta-feira), no Fabrique Club, sob a realização da Powerline Music & Books em parceria com a Heart Merch. O show faz parte da turnê de divulgação de Leo Rising, o 12º álbum de estúdio da banda, lançado em novembro de 2025. A apresentação também marca a celebração das três décadas de atividade do grupo na cena independente global. 30 anos de estrada e a conexão com Lemmy Na ativa desde 1996, o trio formado por Danko Jones (voz e guitarra), John “JC” Calabrese (baixo) e Rich Knox (bateria) construiu sua reputação com base em turnês constantes e uma discografia de rock direto. A crueza do som do grupo chamou a atenção de pares de peso ao longo dos anos. Lemmy Kilmister, saudoso líder do Motörhead, foi um mentor declarado de Danko, enxergando no canadense a mesma postura de palco e a dedicação ao rock and roll que definia sua própria trajetória. Fómula de ‘Leo Rising’ Lançado no final do ano passado, o álbum Leo Rising mantém a estrutura de riffs e refrões imediatos que consolidou a identidade da banda. O disco conta com 11 faixas curtas, destacando-se músicas como What You Need e o power pop de Everyday Is Saturday Night. A faixa Diamond In The Rough traz ainda a participação do guitarrista Marty Friedman (ex-Megadeth). Sobre o novo trabalho, o vocalista é categórico: “Eu poderia te dar algumas respostas prontas sobre nosso processo de composição, experimentações e tudo mais. Mas a verdade é que isso é apenas mais uma porção de hard rock, servido por baixo, bateria, guitarra e vocais. Sem firulas, só música carne e batata, feita para colocar um sorriso satisfeito no seu rosto.” 🎫 Serviço: Danko Jones em São Paulo Os ingressos já estão disponíveis e contam com a opção de Meia Solidária, que exige a doação de 1kg de alimento não perecível na porta do evento.
Getúlio Abelha lança a versão expandida do álbum “Autópsia+” e faz show hoje em São Paulo

O cantor e performer Getúlio Abelha disponibilizou nas plataformas digitais o álbum Autópsia+, uma versão expandida do seu último projeto de estúdio. Para marcar a chegada do disco, o artista sobe ao palco da Casa Natura Musical, em São Paulo, na noite de hoje. O novo material aprofunda o universo apresentado na primeira parte do trabalho (lançado em 2025 e eleito um dos melhores álbuns do ano pela APCA). Novas faixas e mistura sonora de Getúlio Abelha Autópsia+ adiciona cinco faixas inéditas ao repertório: O Corte, Brincadeira do Ossinho, Zé Pinguelo, Espantalho (composição em parceria com Alice Caymmi e Helô Duran) e A Cova. O disco também traz duas faixas bônus: o single Ranço e Caranguejeira Satanista. Liricamente, o álbum aborda relações desgastadas, vínculos quebrados e dores que não se resolvem com o tempo. As letras usam imagens ligadas ao corpo e à decomposição para tratar de emoções em colapso. O disco parte da ideia de que muita coisa morre enquanto ainda está viva, e que o reconhecimento e o cuidado costumam chegar tarde demais. Sonoramente, Getúlio continua empurrando os limites do forró para territórios inusitados. A produção musical, assinada por Glhrmee (com coprodução do próprio Getúlio), promove a convivência entre o forró eletrônico, punk, jazz, rock, psicodelia e o piseiro. O novo trabalho apresenta arranjos com mais guitarras e mudanças bruscas de estilo, além de exigir novos registros vocais do intérprete. 🎫 Serviço: show de lançamento – Autópsia+ A nova turnê conta com direção reformulada pelo próprio artista em parceria com a diretora de movimento Fernanda Fiuza.
Kadavar confirma Hammerhead Blues e Espectro para abertura de show em São Paulo

A produtora Agência Sobcontrole confirmou os grupos paulistas Hammerhead Blues e Espectro como bandas de abertura para a apresentação dos alemães do Kadavar, no dia 21 de março (sábado), no Carioca Club, em São Paulo. O evento marca o retorno do Kadavar à capital paulista após um intervalo de oito anos, trazendo na bagagem uma fase de reinvenção sonora e mudanças na formação. Retorno ao stoner rock Hoje atuando como um quarteto — com a adição de Jascha Kreft —, o Kadavar chega ao Brasil promovendo a turnê do álbum K.A.D.A.V.A.R. (Kids Abandoning Destiny Among Vanity and Ruin), lançado em novembro de 2025. O trabalho representa uma volta às raízes para a banda. Após um período de experimentações nos discos anteriores, o grupo resgatou a estética analógica, a energia crua do rock dos anos 70 e a força do stoner rock que os projetou na década de 2010. Faixas como “Lies”, “Stick It” e “Total Annihilation” mostram um foco renovado em riffs pesados e groove pulsante. >> LEIA ENTREVISTA COM KADAVAR Peso da cena nacional Para preparar o palco, a curadoria do evento selecionou dois nomes ativos no underground de São Paulo: 🎫 Serviço: Kadavar em São Paulo Os ingressos já estão disponíveis e a opção de meia-entrada solidária exige a doação de 1kg de alimento não perecível no dia do evento.
Entrevista | Felipe Andreoli (Angra) – “Não é um renascimento, é um reencontro”

O ano de 2026 já está marcado como um dos mais importantes na cronologia do metal brasileiro. Após 19 anos de espera, o Angra confirmou o que muitos julgavam impossível: o reencontro da icônica formação “Nova Era”. Edu Falaschi, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Felipe Andreoli e Aquiles Priester dividirão o palco novamente para celebrar os 25 anos de Rebirth, o álbum que não apenas salvou a banda em um momento de incertezas, mas redefiniu o power metal mundial no início dos anos 2000. O reencontro terá dois capítulos monumentais. O primeiro acontece no domingo, 26 de abril, como um dos grandes headliners do Bangers Open Air, no Memorial da América Latina. O segundo, um sideshow estendido e exclusivo, será realizado no Espaço Unimed, no dia 29 de abril. Esta apresentação em São Paulo promete ser ainda mais imersiva, com a execução na íntegra do disco Rebirth e um setlist que abraça todas as fases do grupo, contando inclusive com a participação dos atuais integrantes, Alírio Netto, Marcelo Barbosa e Bruno Valverde, em um verdadeiro “encontro de eras”. Para entender os bastidores dessa união, o Blog n’ Roll conversou com o baixista Felipe Andreoli. No papo, ele revela como está o clima entre os músicos, a responsabilidade de revisitar clássicos com a maturidade de hoje e o que esperar dessas apresentações que prometem ser únicas. Como foi o primeiro contato entre vocês cinco (Edu Falaschi, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Aquiles Priester e você) para selar esse reencontro após quase 20 anos? Na verdade, o reencontro físico dos cinco ainda não aconteceu, vai rolar na semana do festival, quando vamos ensaiar. Mas temos nos falado muito para combinar tudo. Foi um processo muito tranquilo. Sinto que todos compartilham o sentimento de que isso é legal e bom para todo mundo. Esse projeto coloca no passado qualquer problema que tenhamos tido. Vejo todos muito a fim de que dê certo e de que a gente saia de lá com uma sensação boa. Como anfitriões, nós do Angra puxamos a responsabilidade de criar esse ambiente seguro e confortável para que todos tenham suas necessidades atendidas. O Rebirth foi o álbum que te introduziu ao Angra. Qual é o sentimento pessoal de, hoje como um pilar da banda, revisitar esse repertório com os companheiros que dividiram aquele “renascimento” com você em 2001? É sempre muito legal, porque essa época foi de muita transformação, aprendizado e crescimento na minha vida. Fizemos o Rebirth na íntegra em 2022, na volta da pandemia, e foi incrível. Nunca tínhamos tocado o disco inteiro antes, Visions Prelude, que encerra o álbum, jamais tinha sido tocada ao vivo. Mas acho que será ainda mais especial com os membros originais. O Aquiles saiu em 2007 e o Edu em 2012; já faz 19 anos que os cinco não sobem juntos ao palco. Vai ser muito significativo. O show em São Paulo será a única apresentação dessa formação fora do festival Bangers Open Air. O que o público pode esperar de diferente no setlist do Espaço Unimed em comparação ao festival? O repertório foi muito bem pensado para contemplar toda a carreira da banda e comemorar os 35 anos do Angra. É um ano emblemático: são 25 anos de Rebirth, 30 de Holy Land e 35 da banda. O show do Espaço Unimed terá o Rebirth na íntegra, algo que não acontece no festival, mas ambos vão revisitar todas as nossas fases. “Não é um renascimento, é um reencontro. Temos a flexibilidade de fazer o Angra da maneira como quisermos no momento, seja com os caras ou sem eles.” Além de tocar, quais shows você está mais ansioso para assistir no Bangers Open Air? Quero muito ver o Nevermore com a formação nova. Também quero ver Fear Factory e Arch Enemy. O Nevermore é especial porque os vi há mais de 20 anos, em 2000, quando eles vieram a um festival e eu nem conhecia a banda direito. É como se eu não tivesse visto de verdade, então estou bem ansioso por eles. Tocar o repertório do Rebirth hoje, com a maturidade que você adquiriu, muda a forma como você interpreta aquelas linhas que gravou quando era mais jovem? Não sou fã de mudar o que fiz no passado. Aquilo era o que eu tinha para oferecer na época e quero respeitar quem eu era. Não curto essa coisa “egóica” de querer refazer só porque hoje toco melhor. É claro que, 25 anos depois, o timbre muda, tem novas manias e pegadas, mas o corpo da obra tem que ser executado da maneira que os fãs lembram. Se eu fosse compor hoje, faria diferente, mas ao tocar o que já está gravado, tento respeitar o disco. >> LEIA TAMBÉM ENTREVISTA COM O BATERISTA BRUNO VALVERDE Você e o Rafael Bittencourt são o “núcleo duro” da banda. Qual é o segredo para manter a essência viva após tantas trocas? É muito natural. Eu estou na banda há 25 anos e o Rafa há 35. O que a gente faz é o Angra. Não precisamos de esforço para isso. É divertido porque temos a liberdade de moldar essa essência de acordo com o que vivemos. Do Holy Land para o Fireworks a formação era a mesma, mas os discos são totalmente diferentes. A essência está lá porque é o que nós somos. Para fechar, quais os três álbuns que mais te influenciaram na carreira? SERVIÇO: ANGRA EM SÃO PAULO 1. Bangers Open Air 2026 Angra Reunion: headliner do dia 26 de abril (domingo) Local: Memorial da América Latina – SP Destaques do dia: Within Temptation, Smith/Kotzen, Winger e Nevermore. Ingressos: Clube do Ingresso 2. Sideshow: Angra Reunion (Rebirth) Data: 29 de abril de 2026 (quarta-feira) Local: Espaço Unimed (Rua Tagipuru, 795) Horários: Portões às 19h | Show às 21h Ingressos: Clube do Ingresso
“Queen II” ganha box luxuoso com mixagem inédita e raridades

Cinquenta e dois anos após o seu lançamento original, a obra que reescreveu o manual de regras do rock clássico está de volta, maior, mais limpa e muito mais ambiciosa. No dia 27 de março, o imponente segundo álbum do quarteto britânico, Queen II (1974), ressurge em edições remixadas e remasterizadas, encabeçadas por uma luxuosa caixa Collector’s Edition. Com Brian May e Roger Taylor atuando como produtores executivos, o material ganhou uma nova e impressionante mixagem realizada pela equipe de confiança da banda (Justin Shirley-Smith, Joshua J. Macrae e Kris Fredriksson), a mesma responsável pela aclamada reedição de Queen I. Queen II, a obra mais pesada da realeza Para muitos fãs devotos, e astros do calibre de Axl Rose (Guns N’ Roses), Queen II é, de longe, o álbum mais pesado e fascinante da banda. Em vez da divisão tradicional, o disco original foi conceitualmente separado em Side White (Lado Branco, dominado pelas composições de Brian May) e Side Black (Lado Preto, dedicado às excursões musicais complexas de Freddie Mercury). O álbum traz clássicos estrondosos como Ogre Battle e Father To Son, além da colossal The March Of The Black Queen, um mini-épico que apontava diretamente para o futuro glorioso do grupo. “Acho que March Of The Black Queen é muito precursora de Bohemian Rhapsody. A complexidade dela é enorme. Você tem pequenos momentos teatrais, coros, trechos de guitarra, partes pesadas, partes delicadas. Está tudo lá”, reflete o guitarrista Brian May. O que traz a “Collector’s Edition”? Para os colecionadores, a caixa com 5 CDs, 2 LPs e um livro de 112 páginas (repleto de fotos inéditas de Mick Rock, letras manuscritas e páginas de diário) é um verdadeiro Santo Graal. O material escancara o processo criativo da banda no lendário Trident Studios. Confira o raio-x do conteúdo dos discos: Disco Conteúdo O que esperar CD 1 2026 Mix O álbum original com uma mixagem que revela camadas e clareza antes ofuscadas pelas limitações tecnológicas de 1974. CD 2 Sessions Um tesouro de outtakes, vocais guia, erros e conversas de estúdio. Inclui a faixa inacabada e inédita Not For Sale (Polar Bear). CD 3 Backing Tracks As bases instrumentais puras, evidenciando a técnica absurda de May, Taylor e do baixista John Deacon sem os vocais. CD 4 At The BBC Sessões gravadas para a rádio BBC entre o fim de 1973 e início de 1974, além do show no Golders Green Hippodrome. CD 5 Live Apresentações viscerais da turnê captadas no lendário Rainbow Theatre (março de 1974) e no Hammersmith Odeon (dezembro de 1975).
Asfixia Social lança o explosivo single “Revolutionary Rapport”

Em um mundo que flerta diariamente com o colapso social, político e ambiental, o silêncio deixou de ser uma opção. É com esse senso de urgência absoluta que a banda paulista Asfixia Social lançou o contundente single Revolutionary Rapport. A faixa é a terceira amostra do aguardado álbum Mess Bigger (com lançamento previsto para maio de 2026 via Nikita Music) e funciona como uma transmissão direta do underground, convocando o ouvinte para a resistência e a organização coletiva. Produção de peso e crossover urbano Musicalmente, Revolutionary Rapport é uma porrada que reafirma a identidade única do Asfixia Social. A banda funde com maestria o hardcore-punk, o funk e o rap em um crossover urbano brutal. Riffs de guitarra pesadíssimos dividem espaço com um naipe de metais rasgado e letras afiadas em ritmo de confronto. Para garantir que a mensagem batesse com o peso certo nas caixas de som, a banda recrutou um time de primeira linha: na produção, Pedro Garcia (o lendário baterista do Planet Hemp), além das participações especiais de Erick Jay nos toca-discos e as texturas imersivas de Carlos PXT nos sintetizadores. Diário visual da Asfixia Social na Europa A faixa não chegou sozinha. O Asfixia Social também liberou um videoclipe incrível que traduz a vivência visceral da banda durante a sua bem-sucedida turnê europeia de 2025. Dirigido pela própria banda em parceria com o produtor Luis Lopes, o material audiovisual é um verdadeiro diário de estrada. As imagens captadas conectam os palcos de grandes eventos, como o gigantesco Rebellion Festival (Inglaterra) e o Festival Rock im Daal (Alemanha), aos registros suados e caóticos em bunkers, squats (ocupações) e casas históricas do circuito alternativo da França, Portugal, Holanda e Luxemburgo.
Selo Risco une Jonnata Doll e YMA em novo EP

À primeira vista, a combinação poderia soar improvável. De um lado, o punk urbano, visceral e cru da banda cearense Jonnata Doll e os Garotos Solventes. Do outro, o indie repleto de atmosferas oníricas e suspensas da cantora paulistana YMA. No entanto, é exatamente nas diferenças e na complementaridade que nasce a genialidade do Residência Risco #01. O projeto inaugural do conceituado Selo Risco tem a proposta de promover encontros criativos e intensivos entre artistas do seu catálogo que ainda não haviam colaborado. Influências e dinâmica sonora entre YMA e Jonnata Doll Gravado no Estúdio Canoa (com produção musical de YMA e Loro Sujo, e direção de Gui Jesus Toledo), o trabalho de três faixas revela uma convergência surpreendente. Ambos os projetos dividem uma forte influência da cultuada banda Cidadão Instigado, especialmente na forma como articulam o cotidiano, a tensão e o deslocamento nas letras. Nesse terreno comum, as guitarras dos Garotos Solventes dialogam perfeitamente com os pianos e sintetizadores de YMA. Confira o raio-x sonoro das três faixas que compõem o EP: Faixa Atmosfera Destaque “Cuidado” Delírio e estado de alerta. A estrutura cresce em tensão e acúmulo de camadas instrumentais pesadas. “Domingo” Suspense onírico. Conduzida por YMA, abusa de sintetizadores e jogos fonéticos geniais (como “chiclete de gilete”). “Calçadas” Rock base cru e direto. A aproximação melódica de Jonnata aliada a coros que ampliam a narrativa. Surrealismo em 16mm e identidade visual A estética do projeto é um show à parte. A identidade visual, assinada por Maria Cau Levy, traz traços construtivistas e utiliza fotografias em formato Polaroid para unificar a série. Mas o grande impacto visual chega com o videoclipe de Cuidado. Dirigido por Izabela Silva (Cuy Filmes) e filmado em película de 16mm, o vídeo é uma viagem lúdica e provocadora. Na tela, YMA e Jonnata Doll surgem transformados em bizarras criaturas caninas vagando pelas ruas de São Paulo, remetendo diretamente a mutantes que poderiam ter escapado da clássica Ilha do Dr. Moreau.
No Fun At All e Authority Zero anunciam turnê conjunta pelo Brasil

Os suecos do No Fun At All se unem aos norte-americanos do Authority Zero para uma turnê explosiva que passará pelo Brasil com cinco datas confirmadas entre o final de setembro e o início de outubro de 2026. Os shows acontecem em Porto Alegre (RS), Cricíuma (SC),Florianópolis (SC), Curitiba (PR) e São Paulo (SP). Os ingressos já estão à venda na 101 Tickets. No Fun At All Surgido em 1993 na pequena cidade de Skinnskatteberg, na Suécia, o No Fun At All (nome que brinca com as bandas Sex Pistols e Sick Of It All) foi um dos grandes responsáveis pela explosão do punk e hardcore sueco que invadiu o mundo nos anos 90. Acelerando riffs e refrões melódicos em clássicos absolutos como os álbuns No Straight Angles (1994) e Out Of Bounds (1995), a banda provou que o punk europeu tinha força de sobra para bater de frente com a cena da Califórnia. Hoje, o grupo liderado por Micke Danielsson é uma verdadeira máquina de matar nos palcos, entregando shows frenéticos e nostálgicos. Authority Zero Para deixar o pacote ainda mais imperdível, o Authority Zero desembarca no Brasil celebrando nada menos que 30 anos de estrada. Liderados por Jason DeVore, a banda do Arizona aproveitará a turnê para divulgar seu mais recente EP, 30 Years: Speaking to the Youth. Escrito e gravado no calor do Arizona, o novo trabalho reflete sobre a jornada da vida e a importância de lutar pelo que se acredita. “É essencialmente sobre acreditar em si mesmo e lutar pelo que você crê. É a gente conversando com nós mesmos quando éramos crianças e com as gerações futuras” explica DeVore. 🎫 Serviço: Turnê NFAA + Authority Zero no Brasil (2026) Ingressos: As vendas para todas as datas no Brasil já estão abertas através da plataforma [101 Tickets].