Spotify lidera preferência dos brasileiros em serviços de streaming musical, aponta pesquisa

O Spotify é a plataforma de streaming musical mais popular entre os brasileiros das classes A, B e C, de acordo com pesquisa da Nexus. O serviço foi escolhido como favorito por 78% dos entrevistados, ficando à frente do YouTube Music (64%) e do Deezer (32%). O levantamento ainda mostra que oito em cada dez brasileiros dessas classes usam algum serviço de streaming, seja em versão paga ou gratuita. Na versão gratuita, o YouTube Music aparece como destaque, utilizado por 41% dos entrevistados. Já no modelo pago, o Spotify domina com 23% de assinantes, índice maior entre pessoas com ensino superior completo e das classes mais altas. O estudo mostra ainda que o gasto médio com assinaturas de música é de até R$ 50 mensais para 52% dos usuários, mas consumidores entre 45 e 60 anos tendem a investir mais, com 42% gastando de R$ 51 a R$ 100. O impacto do streaming nas mídias físicas O levantamento também aponta o impacto do streaming nos formatos físicos. Metade dos brasileiros das classes A, B e C diminuiu ou abandonou o consumo de CDs e LPs depois da assinatura desses serviços. Entre os Baby Boomers, com idades entre 61 e 79 anos, 76% afirmaram ter reduzido ou deixado de vez o hábito de ouvir discos. Já entre Millennials e Geração Z, esse índice cai para 36%, mas cresce o interesse em adquirir CDs e LPs como itens de colecionador. Para Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, o resultado mostra um contraste de gerações. “Os Baby Boomers foram os primeiros a consumir música em vinil e CD, mas hoje são os que mais abandonaram esses formatos, em busca da praticidade do streaming. Por outro lado, os mais jovens, que já nasceram no digital, enxergam os discos físicos como um item especial, algo que complementa a experiência musical.” A variedade de músicas foi o principal motivo citado para adesão ao streaming, lembrado por 57% dos entrevistados e por 82% dos Baby Boomers. Em seguida vêm os conteúdos exclusivos e originais (38%) e o bom custo-benefício (37%). A pesquisa reforça que o streaming é hoje o principal meio de consumo de música no Brasil, mas que o físico mantém seu espaço como objeto de desejo e símbolo de experiência diferenciada para parte do público.
Yungblud e Aerosmith anunciam EP com cinco faixas

O músico Yungblud anunciou o EP One More Time em parceria com o Aerosmith. O trabalho com cinco faixas será lançado em 21 de novembro. O primeiro single, My Only Angel, chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (19). Atração de abertura do show do Limp Bizkit no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 20 de dezembro, Yungblud tem conquistado cada vez a atenção de grandes artistas. Nos últimos meses foi “abençoado” por Ozzy Osbourne no show de despedida do Rei das Trevas, recebeu elogios de Steven Tyler (Aerosmith) e emocionou Ariana Grande. O sucesso também despertou inveja nos integrantes do The Darkness, que destilaram comentários negativos sobre o artista. Recentemente, Yungblud lançou a primeira parte do ambicioso álbum Idols, que inclui uma faixa com 9 minutos e seis segundos (Hello Heaven, Hello). Ainda há ingressos disponíveis na Eventim para o show do Yungblud em São Paulo. Os preços variam entre R$ 182,50 (cadeira superior / inferior) e R$ 895,00 (pista premium / inteira). Além de Yungblud e Limp Bizkit, 311, Ecca Vandal, Riff Raff e Slay Squad também se apresentam. Essa será a segunda vez de Yungblud no Brasil. Anteriormente, o músico britânico se apresentou no Lollapalooza e fez um side show no Cine Joia, ambos em São Paulo. View this post on Instagram A post shared by YUNGBLUD (@yungblud) ONE MORE TIME – TRACKLISTING
Atração do Balaclava Fest, Stereolab libera dois singles inéditos

Após o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio em 15 anos, Instant Holograms On Metal Film, lançado em maio, o Stereolab retorna com duas músicas inéditas: Fed Up With Your Job e Constant And Uniform Movement Unknown. Um single duplo lado A em vinil 7”, limitado a três mil cópias mundialmente, co-lançado pela Warp e Duophonic UHF Disks, será disponibilizado na véspera da turnê de quarenta e uma datas pela América do Norte e América do Sul, que começa em Nashville e termina na Cidade do México. A maioria dos shows está esgotada. A banda Stereolab é uma das atrações do Balaclava Fest, que rola no dia 9 de novembro, no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Ainda há ingressos disponíveis.
The Lemonheads libera mais um single de Love Chant: Togetherness Is All I’m After

O quarto single de Love Chant, novo álbum do The Lemonheads, já está disponível nas plataformas digitais. O single Togetherness Is All I’m After começa com um impacto sonoro antes de se dissolver em um sussurro final e suplicante: “Baby, don’t blow it.” Entre sua introdução estrondosa e o desfecho dissonante, Evan Dando conduz uma melodia suave e familiar por uma espessa, densa e bela camada de guitarras, cujo impacto não fere, mas constrói a camada turva da faixa. Sua voz adquiriu uma sabedoria desde o último álbum dos Lemonheads, lançado há 20 anos, o que confere à entrega discreta e natural de Togetherness Is All I’m After uma gravidade especial. A faixa foi coescrita por Evan Dando com John Strohm, da banda Blake Babies. Após anos escrevendo, vagando e recomeçando, Evan Dando retorna com Love Chant, o primeiro álbum de estúdio dos Lemonheads em quase duas décadas. Desenvolvido ao longo de muito tempo e moldado por geografias em constante mudança e uma rede de colaboradores de confiança, o disco é uma reafirmação ousada e melódica de uma das vozes mais distintas do rock alternativo. Agora estabelecido no Brasil, onde grande parte do álbum foi gravada, a mudança de Dando nos últimos anos proporcionou uma mudança de perspectiva, uma chance de recomeçar, se reconectar e, finalmente, dar forma a essas canções. O resultado é um disco que soa ao mesmo tempo fresco e familiar: enraizado nas marcas registradas dos melhores trabalhos dos Lemonheads, mas ampliado por anos de vivência e novos cenários. Chegando neste outono juntamente com as memórias de Dando, Rumours Of My Demise (lançamento pela Faber em 6 de novembro), Love Chant, produzido pelo multi-instrumentista brasileiro Apollo Nove, reúne velhos amigos e novos aliados. J Mascis (Dinosaur Jr), Juliana Hatfield e Tom Morgan (como coautor de Deep End) retornam ao círculo, ao lado do produtor Bryce Goggin (Pavement), da artista de Nashville Erin Rae, de John Strohm dos Blake Babies, que coescreveu e tocou guitarra em Togetherness, e de Nick Saloman, da banda The Bevis Frond, compositor e intérprete da joia psicodélica folk Roky. Adam Green, do cultuado grupo nova-iorquino The Moldy Peaches, também contribui como coautor na descontraída incursão country Wild Thing. Nos últimos anos, a influência dos Lemonheads só se aprofundou. Artistas como MJ Lenderman, Courtney Barnett e Waxahatchee já fizeram covers das músicas de Dando, elogiando a clareza emocional, o instinto melódico e a intimidade irônica que definem sua escrita. Essa ressonância entre gerações faz de Love Chant mais do que um retorno — é um lembrete do que fez essa banda ser tão importante desde o início. Love Chant será lançado em 24 de outubro de 2025, via Fire Records. Este é o primeiro álbum de estúdio da banda em quase duas décadas. O disco foi, em grande parte, gravado no Brasil, onde o vocalista Evan Dando reside atualmente.
Trilha sonora do novo filme da banda fictícia Spinal Tap já está disponível

Chegou aos aplicativos de música o álbum com a trilha sonora do filme Spinal Tap: The End Continues. O trabalho reúne 13 faixas, sendo nove composições inéditas e quatro reinterpretações de clássicos da banda fictícia Spinal Tap, como Stonehenge, (Listen to the) Flower People, Cups and Cakes e Big Bottom. O trabalho ainda traz colaborações de peso com Elton John, Paul McCartney, Garth Brooks e Trisha Yearwood. A trilha chega junto com a estreia do filme e dá sequência ao adorado mockumentary This Is Spinal Tap (1984). O longa acompanha novamente a fictícia banda de heavy metal que se tornou um verdadeiro clássico cult. O elenco conta com Christopher Guest, Michael McKean e Harry Shearer, que retornam aos papéis do desastrado trio protagonista.
Adi Oasis transforma o caos em poder no single Silver Lining

A cantora, compositora e multi-instrumentista Adi Oasis lançou o single Silver Lining, em parceria com o produtor Carrtoons. A faixa é um hino funk cheio de groove sobre abraçar o caos e seguir em frente sem esperar o momento perfeito. A inspiração veio de um episódio inusitado: em um show, após perder a mala no aeroporto, Adi subiu ao palco vestindo apenas um roupão de hotel. O que poderia ser um desastre virou um momento histórico, viral nas redes, que mostrou sua autenticidade e resiliência. “Transformei limões em limonada – foi um dos melhores shows da minha vida”, relembra. Silver Lining traduz essa filosofia em música: otimismo reluzente com força e vulnerabilidade, embalado por beats cheios de energia e pela voz magnética de Adi. O single inaugura uma nova fase sonora da artista, mantendo seu DNA de neo-soul-funk, mas expandindo fronteiras criativas ao lado de Carrtoons. Após conquistar o mundo com o elogiado álbum Lotus Glow, Adi Oasis também explorou sua conexão com o Brasil em Cheirinho, colaboração com o duo YOÙN. Composta no Rio de Janeiro durante sua última turnê, a faixa celebra um amor puro e sincero e marcou a primeira vez em que a artista cantou em português, recebendo feedback caloroso das plataformas brasileiras.
P.O.D. e Demon Hunter unem forças para turnê pelo Brasil em dezembro

Em dezembro de 2025, as bandas P.O.D. e Demon Hunter, dois dos grupos mais celebrados do metal norte-americano nos últimos 30 anos, estarão no Brasil para uma turnê em conjunto. A excursão conta com seis datas e passará pelas regiões nordeste, sul, sudeste e centro-oeste do Brasil. Os ingressos estão à venda no site do Clube do Ingresso. >> CONFIRA ENTREVISTA COM O P.O.D. A excursão pelo país tem início no dia 6 de dezembro, no palco do Sacadura 154, no Rio de Janeiro; em seguida, a banda visita o Armazém 14, em Recife, no dia 7; no dia 9, o show acontece no Tork n’ Roll, em Curitiba; no dia seguinte, a apresentação está marcada para o Mister Rock, em Belo Horizonte. A penúltima data no país é em 12 de dezembro, no qual a banda se apresenta no Toinha Brasil Show, em Brasília; a turnê será encerrada no Carioca Club, em São Paulo, no dia 13 de dezembro. Confira todas as datas abaixo da turnê do P.O.D e Demon Hunter pelo Brasil Rio de Janeiro (6/12, 18h30, Sacadura 154) Recife (7/12, 17h30, Armazém 14) Curitiba (9/12, 18h30, Tork n’ Roll) Belo Horizonte (10/12, Mister Rock) Brasília (12/12, 18h30, Toinha Brasil Show) São Paulo (13/12, 18h30, Carioca Club)
Confirmado no Lolla Brasil 2026, Djo lança The Crux Deluxe

Djo, projeto musical do ator, produtor e compositor Joe Keery, lançou seu terceiro disco The Crux no início deste ano. Agora, o grupo soltou The Crux Deluxe, um expansivo álbum complementar de 12 faixas para The Crux, escrito, gravado e produzido por Keery e seu colaborador Adam Thein. Com a mesma duração de The Crux, este disco deluxe reúne canções compostas na mesma época das sessões do álbum principal, reservadas para este lançamento complementar, mas finalizadas neste verão. O resultado é uma continuação magistral de The Crux, retomando a partir da sonoridade e dos temas deixados pelo álbum original. O que começa em The Crux como uma meditação sobre a dissolução de um relacionamento, encontra seu caminho de volta para a autossuficiência. Keery enquadra o conceito de The Crux por meio de sua arte – uma colaboração com Neil Krug e Jake Hirshland – como um hotel onde todos os hóspedes são passageiros, em um cruzamento espiritual ou emocional. Agora, é noite no The Crux Hotel, refletindo-se como um inverso do álbum original, enquanto Djo se prepara para embarcar em um novo dia. Djo é uma das atrações confirmadas no Lollapalooza Brasil 2026, que acontece nos dias 20, 21 e 22 de março de 2026, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Ouça The Crux Deluxe, do Djo, abaixo
Entrevista | The Rasmus – “Estaremos no Brasil em 2026”

O The Rasmus acaba de lançar Weirdo, seu 11º álbum de estúdio, um trabalho que equilibra peso, melodia e uma mensagem de aceitação (confira o review do álbum aqui). Com faixas que vão do impacto imediato de Creature of Chaos ao intimismo de I’m Coming for You, o disco mostra a maturidade da banda finlandesa ao mesmo tempo em que resgata a energia dos primeiros anos. Nesta entrevista ao Blog N’ Roll, o vocalista Lauri Ylönen conta de maneira exclusiva que a banda voltará ao Brasil em 2026, após 8 anos, e fala também sobre a ida à Grécia para compor o álbum e sobre questões pessoais que influenciaram as letras. O que o título Weirdo representa para você e para a banda neste momento da carreira? Essa palavra sempre esteve ao meu redor. Quando eu era criança, as pessoas me chamavam assim como um insulto. Foi difícil me aceitar quando era mais jovem, com meu visual diferente, penteado, maquiagem e roupas. Mas sempre mantive meu estilo, não importava o quanto tivesse que lutar. Quero celebrar 30 anos de The Rasmus e 30 anos de ser um weirdo. Isso conta minha história e, talvez, sirva de exemplo para jovens que precisam acreditar em si mesmos. Queremos transformar essa palavra em algo positivo, e não em um insulto. Como é a cena musical na Finlândia? Aqui no Brasil, as crianças da minha sala também não me entendiam e curtiam o samba e a música sertaneja. E no seu país? A Finlândia é conhecida por rock e metal, e eu tenho muito orgulho disso. Somos uma nação pequena, com cerca de 5,5 milhões de pessoas, e mesmo assim o mundo conhece nossas bandas. É impressionante como produzimos tanta música. Acredito que o som mais sombrio da Finlândia vem do clima. Tudo por aqui é um pouco mais intenso: a comida, as bebidas, até os doces. Isso se reflete também na música. É incrível ver como os shows de rock e metal unem gerações, com pessoas de 17 a 75 anos dividindo a primeira fila. Existe uma comunidade muito forte, todos se sentem acolhidos. Grande parte das músicas foi escrita na Grécia. Como esse ambiente influenciou o som do disco? Não sei se o lugar em si influencia diretamente, mas é ótimo para escrever. Fomos cinco vezes para lá com o produtor Desmond Child. É um lugar silencioso, afastado do mundo, perfeito para se concentrar. A ilha em que ficamos tem centenas de capelas brancas espalhadas pelas montanhas, o que dá uma atmosfera espiritual especial. A natureza é dura, seca, cheia de oliveiras, bem diferente da Finlândia. Eu gosto muito da Grécia. Você citou Desmond Child, mas o álbum também teve outro grande nome, o Marty Frederiksen. O que mais aprendeu com eles? Ambos são fantásticos, verdadeiras lendas. Desmond trabalhou com Kiss, Aerosmith, Bon Jovi, Alice Cooper. Marty, com Ozzy Osbourne e também Aerosmith. É incrível tê-los produzindo nossa música, já que sempre me considerei parte de uma pequena banda. Acho que eles gostam de trabalhar conosco porque temos um som diferente. Desmond chegou a dizer que certas melodias nossas nunca apareceriam nos Estados Unidos, mas que eram únicas do The Rasmus e muito especiais. Trabalhar em Nashville, em um grande estúdio, foi uma experiência inesquecível. Weirdo traz elementos de nu metal, pop, indie rock, mas ainda soa como The Rasmus. Como é se reinventar sem perder os fãs de longa data? Nossos fãs já estão acostumados a não saber o que esperar. Sempre fazemos música que nos deixe felizes primeiro. Já experimentamos sons eletrônicos, como no álbum Dark Matters, que talvez não tenha sido o melhor, mas foi essencial para nossa trajetória. Queremos ter uma carreira longa, e isso exige explorar novos caminhos. Agora senti vontade de trazer de volta as guitarras e o som mais pesado. Tivemos grandes riffs como base e contamos com produtores incríveis. Além de Desmond e Marty, trabalhamos com Joseph McQueen, de Los Angeles, que trouxe um toque moderno ao disco. E sobre os fãs brasileiros? O que eles podem esperar do setlist da turnê Weirdo? O Brasil está nos planos? Sim, mas só no próximo ano. Este ano já está todo planejado para a Europa e alguns shows no México. Em 2026 vamos fazer América Latina, Estados Unidos, Austrália e muitos outros lugares. Não posso dar mais detalhes agora, mas o Brasil está confirmado. Alguns fãs interpretaram a música Rest in Pieces como se falasse da saída da Pauli da banda. Pode falar mais sobre isso? Prefiro não citar nomes, mas essa música é pessoal sim. É sobre um velho amigo que me traiu. Acho que todos já passaram por isso, confiar em alguém e se decepcionar profundamente. Escrevi essa faixa no fim do processo de gravação, quase sozinho, e senti que precisava estar no álbum. Acabou se tornando o primeiro single. Para encerrar, pode deixar uma mensagem para os fãs brasileiros? Pessoal do Brasil, desculpem não conseguirmos ir este ano, mas em 2026 estaremos aí. Espero que possamos tocar em muitos shows e encontrar todos vocês. Até breve, cuidem-se.