União de Aurora e Tom Rowlands libera o hipnótico single Somewhere Else

O universo da música eletrônica e da pop alternativa ganhou um novo e poderoso capítulo com o mais recente single do duo Tomora, o ambicioso projeto que une a artista norueguesa Aurora a Tom Rowlands, a mente brilhante dos eternos The Chemical Brothers. A nova faixa, intitulada Somewhere Else, já se encontra disponível em todas as plataformas de streaming, acompanhada por um videoclipe oficial impressionante realizado por Adam Smith e S T A R T. Essência pura de Aurora e Tom Rowlands em “Somewhere Else” A canção apresenta os Tomora na sua forma mais pura e destilada: uma síntese perfeita de mensagem, melodia e potência sonora. A música arranca com uma linha vocal etérea e quase extraterrestre, canalizada de forma sublime por Aurora. Aos poucos, a base rítmica de Rowlands entra em cena, conjugando uma atmosfera contemplativa com uma batida intensa. É o som do pop do século 21: íntimo, mas simultaneamente desenhado para ecoar em grandes recintos. “Somewhere Else é uma das primeiras canções que escrevemos como Tomora. E ela abriu uma grande porta para nós, para dentro do nosso próprio mundo”, comenta Aurora. Tom Rowlands acrescenta: “Desde que a Aurora cantou esta melodia para mim, ela ficou a rodar na minha cabeça e a iluminar os meus dias. Tocámos uma versão inicial no Festival de Glastonbury e foi mágico. Poder partilhá-la agora é uma alegria enorme.” Do Coachella ao álbum “Come Closer” A especulação em torno do duo começou a ganhar força quando o enigmático nome Tomora surgiu no cartaz do festival Coachella 2026. O véu começou a levantar-se com o aclamado single de estreia Ring the Alarm. A parceria, no entanto, não é fruto do acaso. A semente criativa foi plantada durante as sessões de No Geography (2019), dos The Chemical Brothers, e floresceu com a colaboração de Rowlands no álbum de Aurora, What Happened to the Heart? (2024). Agora, preparam-se para editar o seu primeiro longa-duração, Come Closer, com data de lançamento global agendada para 17 de abril de 2026 (via Fontana). Ao longo de 12 faixas, o duo constrói uma viagem que vai da psicadelia dos anos 60 ao futurismo imaginado para 2060. * 💿 Come Closer
Nanda Moura lança a visceral “Sempre Não é Todo Dia”

Após o excelente lançamento de Louca, a cantora e guitarrista Nanda Moura, uma das vozes mais marcantes e autênticas do blues rock contemporâneo brasileiro, disponibilizou o seu novo single: Sempre Não é Todo Dia. A faixa é uma releitura ousada e criativa da composição original de Oswaldo Montenegro e Mongol (que integrou a peça Aldeia dos Ventos nos anos 80 e ganhou fama na voz de Zizi Possi). Nas mãos de Nanda, a música é reconduzida por caminhos muito mais ásperos e intimistas. Desafio de Nanda Moura de reinventar um clássico Munida de um violão resonator e do clássico slide, a interpretação de Nanda assume os contornos poeirentos do blues do Mississippi, reforçando a visão da artista de que a essência da canção “é, naturalmente, um Blues”. A letra narra o amanhecer de uma mulher que percebe que nem todo dia é possível manter a postura impecável e “principesca” que a sociedade espera dela. Criar uma versão própria para uma obra tão consolidada exigiu cautela e coragem. “A maior dificuldade que eu tive foi de não cantar imitando o estilo do Oswaldo. Ele tem uma identidade muito forte”, confessa Nanda Moura. O esforço, no entanto, foi recompensado da melhor forma possível. Ao ouvir a releitura minimalista e crua, o próprio Oswaldo Montenegro reagiu com entusiasmo absoluto: “Fiquei muito honrado com sua versão. Quero muito que todo mundo ouça o que eu ouvi aqui!”. >> LEIA ENTREVISTA COM NANDA MOURA Desvio para o vermelho A faixa chega acompanhada de um belíssimo vídeo-conceito, que estreia simultaneamente no canal oficial da artista no YouTube. A produção mantém o fundo infinito branco que já havia sido apresentado no clipe de Louca, mas agora introduz o vermelho como uma nova e intensa camada simbólica. Espelhos, objetos de cena e a própria maquiagem rompem a neutralidade visual da imagem. “Cildo Meireles foi uma inspiração, especialmente na ideia do desvio para o vermelho”, explica a cantora. O lançamento marca o segundo capítulo de uma tríade audiovisual que vai culminar em um terceiro vídeo (totalmente imerso na cor), concluindo o seu aguardado EP.
Entrevista | Story of The Year – “O mais legal é ver os fãs crescendo junto conosco. Essa é uma das coisas mágicas da música”

Duas décadas depois de se firmar como um dos nomes mais marcantes do post-hardcore dos anos 2000, o Story of the Year segue ativo e conectado com sua base de fãs. A banda voltou ao radar do público brasileiro após a passagem pelo país em 2025, quando realizou dois shows em menos de 24 horas em São Paulo: Tokio Marine Hall e I Wanna Be Tour no Allianz Parque. A recepção intensa do público reforçou a relação histórica com os fãs brasileiros. Esse novo momento também acompanha o lançamento de A.R.S.O.N. (All Rage Still Only Numb), álbum que mantém a identidade sonora do Story of the Year ao mesmo tempo em que aprofunda temas como frustração, desgaste emocional e autoconhecimento. O disco marca novamente a parceria com o produtor Colin Brittain, atual baterista do Linkin Park, que já havia trabalhado com a banda no álbum anterior. Entre os primeiros cartões de visita do novo trabalho estão os singles Gasoline e Disconnected, músicas que apresentam o peso, a urgência e o lado emocional que definem a sonoridade da banda. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o vocalista Dan Marsala e o guitarrista Ryan Phillips falaram sobre o processo criativo do novo álbum do Story of the Year, a relação da banda com o próprio legado e deixam claro que não devem retornar ao Brasil tão cedo. Qual é a história por trás de A.R.S.O.N. e o que esse título significa para o Story Of The Year? DAN MARSALA: O título surgiu a partir de uma linha da música Gasoline, que abre o álbum. Eu canto “here for the arson” e aquilo ficou na cabeça da gente. Como acontece na maioria das vezes com o Story of the Year, nós só decidimos o nome do disco no final. Primeiro olhamos para a coleção de músicas e tentamos entender qual é a sensação geral daquele conjunto. A palavra ARSON parecia forte e estava muito presente naquele momento. Então voltamos um passo e pensamos no que o acrônimo poderia significar. As palavras Rage e Numb apareceram logo de cara e fizeram muito sentido para todos nós. No fim chegamos a “All Rage Still Only Numb”. Isso resume bem o sentimento do álbum. Existe muita raiva ali, muitas letras introspectivas, sombrias e um pouco caóticas. Pareceu o nome certo para o disco. O disco parece mais intenso e direto em muitos momentos. Essa agressividade foi uma decisão consciente ou algo que aconteceu naturalmente durante a composição? DAN MARSALA: Não houve muito planejamento. A gente simplesmente entra em uma sala, começa a tocar e tenta fazer músicas que realmente gostamos. O objetivo sempre é criar algo que nos empolgue de verdade. Quando percebemos, as músicas já estão tomando forma e seguimos esse caminho. RYAN PHILLIPS: Honestamente, quase nada nesse disco foi planejado. Eu parei de tentar forçar a barra quando estou escrevendo. Não fico pensando “hoje vou fazer uma música pesada” ou “vou escrever algo mais rápido ou mais lento”. Eu simplesmente sento, toco e deixo as ideias fluírem. Quando chega a hora de escrever as letras, o processo é parecido. Foi um fluxo muito natural. As músicas se tornaram o que deveriam ser. Não foi uma decisão consciente de deixar o disco mais agressivo. Foi simplesmente o que saiu da gente naquele momento. No início da carreira vocês falavam muito com adolescentes. Hoje as letras abordam temas da vida adulta, família e responsabilidades. Como foi envelhecer junto com o público? DAN MARSALA: Isso aconteceu de forma muito natural. Nós ficamos mais velhos e nossos fãs também cresceram com a gente. Você escreve sobre aquilo que conhece e sobre o que é pessoal naquele momento da sua vida. Então as letras acabam refletindo isso. O mais legal é ver os fãs crescendo junto conosco. Muitos deles agora têm filhos e levam as crianças para os shows. Nós meio que crescemos juntos. Essa é uma das coisas mágicas da música. RYAN PHILLIPS: Seria muito estranho se ainda estivéssemos escrevendo do ponto de vista de um adolescente (risos). Nós fazemos arte e ela precisa vir de um lugar autêntico. Hoje estamos em um momento completamente diferente da vida. Também é curioso perceber como as letras mudam de significado com o tempo. Às vezes escuto músicas que escrevemos há 20 anos e elas me atingem de uma forma totalmente diferente, quase como se fosse outra banda. Nós mudamos como pessoas e como banda. E é muito legal encontrar fãs que dizem que escutam a banda desde a escola, que se casaram ouvindo nossas músicas ou que tocaram Story of the Year no casamento. Poder fazer isso por tanto tempo é muito especial. Já que vocês falaram sobre autenticidade, a música 3AM aborda temas bem íntimos. Como a vida na estrada, conciliando com família e filhos, impactou essa composição? DAN MARSALA: Acho que, coletivamente, essa é uma das nossas músicas favoritas do disco, principalmente pelas letras. Esse tema é muito real para nós. Eu, o Ryan e o Josh temos filhos e famílias em casa. Sair em turnê por um mês para tocar música é incrível, porque temos a sorte de viver disso, mas ao mesmo tempo é muito difícil deixar os filhos e a família. 3AM nasceu muito dessa sensação. É uma música muito pessoal e provavelmente uma das minhas preferidas do álbum. RYAN PHILLIPS: Para mim também é a melhor música do disco, principalmente por causa da letra. Elas realmente me impactam. Eu sinto algo forte sempre que escuto essa faixa. DAN MARSALA: Nós já tentamos escrever músicas sobre esse tema antes, mas por algum motivo 3AM conseguiu capturar exatamente essa sensação. Existe uma mistura de felicidade, saudade e peso emocional. Essa estranheza caótica de estar feliz com o que faz, mas ao mesmo tempo sentir o peso da distância. Acho que essa música traduz muito bem isso. Relembre aqui a entrevista com o Story of The Year antes da vinda ao Brasil Hoje alguns artistas já não priorizam o YouTube como principal plataforma de lançamento. A
Memphis May Fire e Blessthefall confirmam três shows no Brasil em agosto de 2026

Memphis May Fire e Blessthefall, dois nomes consolidados do metalcore e do post-hardcore norte-americano, voltam ao Brasil em agosto de 2026 para uma série de três apresentações. A turnê passa por Belo Horizonte no dia 27, em São Paulo no dia 29 e termina em Curitiba no dia 30. A realização é da Liberation MC. A passagem das bandas pelo país acontece em momentos diferentes de suas carreiras, mas ambos relevantes dentro das respectivas discografias. O Memphis May Fire chega embalado pela fase do álbum Shapeshifter, enquanto o Blessthefall apresenta material de Gallows, trabalho lançado em 2025 que marcou o retorno do grupo ao estúdio após um hiato de sete anos. Os shows também marcam as primeiras apresentações do Blessthefall na América do Sul desde o lançamento de Gallows. O disco foi impulsionado pelos singles “mallxcore”, “Wake The Dead” e “Drag Me Under”, reforçando o retorno da banda ao circuito de turnês. Antes desse trabalho, o grupo já havia alcançado bons resultados nas paradas norte-americanas, com dois álbuns seguidos no Top 25 da Billboard 200, Hollow Bodies e To Those Left Behind. Memphis May Fire No caso do Memphis May Fire, a nova visita ao Brasil também chama atenção pelo intervalo desde a última passagem pelo país, que aconteceu em agosto de 2014. Desde então, o grupo manteve a identidade baseada na combinação de peso e melodias marcantes, fórmula que ajudou a banda a liderar a parada Hard Music Albums da Billboard e alcançar o Top 20 da Active Rock no rádio. Lançado em 28 de março de 2025 pela Rise Records, Shapeshifter é o oitavo álbum de estúdio do Memphis May Fire. O trabalho foi apresentado ao público ao longo de uma sequência de singles, com faixas como “Chaotic”, “Paralyzed”, “Necessary Evil”, “Infection”, “Hell Is Empty”, “Overdose” e “The Other Side”. As músicas mais recentes foram produzidas e mixadas pelo guitarrista Kellen McGregor, um dos fundadores da banda. A base rítmica formada pelo baixista Cory Elder e pelo baterista Jake Garland completa a estrutura do grupo, enquanto os vocais de Matty Mullins tiveram produção de Cameron Mizell, que já havia trabalhado com a banda no álbum Unconditional, de 2014. Segundo Mullins, a proposta das novas músicas passa pela conexão direta com o público. O vocalista afirma que a ideia é criar canções que possam acompanhar diferentes momentos do dia a dia, seja em casa, no carro ou durante um treino, mantendo a identificação com quem acompanha a banda desde o início. Blessthefall O Blessthefall também chega ao Brasil em uma nova etapa da carreira. O grupo já havia retomado o contato com o público brasileiro em maio de 2024, quando realizou apresentações em Curitiba e São Paulo, também organizadas pela Liberation. Agora, com Gallows, a banda retorna à estrada com um novo capítulo na discografia e leva esse repertório para os palcos brasileiros. Serviço Memphis May Fire + Blessthefall em Belo HorizonteData: 27 de agosto de 2026Local: Mister RockEndereço: Av. Tereza Cristina, 295, Prado, Belo Horizonte (MG)Ingressos: www.clubedoingresso.com/evento/memphismayfire-blessthefall-bh Memphis May Fire + Blessthefall em São PauloData: 29 de agosto de 2026Local: Carioca ClubEndereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros, São Paulo (SP)Ingressos: www.clubedoingresso.com/evento/memphismayfire-blessthefall-sp Memphis May Fire + Blessthefall em CuritibaData: 30 de agosto de 2026Local: Tork n’ RollEndereço: Av. Marechal Floriano Peixoto, 1695, Curitiba (PR)
Ludovic solta o visceral e reflexivo single “Pedestal”

Se existe um nome que evoca shows lendários, catarse coletiva e letras que são verdadeiros socos no estômago dentro do cenário independente brasileiro dos anos 2000, esse nome é Ludovic. E para a alegria (e melancolia) dos fãs, o quarteto paulistano acaba de dar mais um passo rumo ao seu aguardado novo disco. Nesta sexta-feira (6 de março), a Ludovi liberou nas plataformas digitais o single Pedestal. A faixa é a segunda amostra do próximo trabalho de estúdio do grupo, previsto para sair ainda neste semestre pela Balaclava Records, quebrando um jejum histórico de vinte anos desde o último álbum cheio da banda. Peso da paixão e o fim das idealizações da Ludovic Sucedendo a excelente e calorosa recepção do single anterior, Desde que eu morri, a nova faixa consegue balancear perfeitamente a sonoridade visceral, caótica e característica do Ludovic com elementos surpreendentemente novos, como harmonizações vocais elaboradas e passagens rítmicas complexas. Liricamente, o vocalista e compositor Jair Naves continua afiado. A canção aborda o perigo e a inevitabilidade das idealizações românticas que a paixão cega traz consigo. Formação de peso Citados frequentemente como influência direta por diversas bandas da nova geração, o Ludovic prova que o tempo só afiou suas garras. A formação que entra em estúdio para consolidar esse novo capítulo reúne gigantes da nossa cena alternativa:
Tom Ribeira encanta com o lançamento do seu primeiro EP, “Pedaço”

Uma das vozes mais promissoras e cativantes da nova cena musical brasileira, Tom Ribeira lançou nesta sexta (6) o seu primeiro EP de estúdio, batizado de Pedaço. Com mais de 400 mil seguidores nas redes sociais e uma comunidade digital extremamente fiel, o cantor e compositor de 24 anos entrega um recorte íntimo e plural que traduz a sua geografia do afeto. O trabalho tem a MPB como fio condutor, mas passeia com maestria por paisagens sonoras contemporâneas desenhadas com samba, bossa nova, pop e forró. De Botucatu para os palcos de Paris A jornada de Tom é digna de filme. Nascido em Botucatu, no interior de São Paulo, ele evoca em seu lirismo a simplicidade e o apreço por suas raízes. A faixa Botucatu, por exemplo, é uma celebração poética da terra natal, citando o Rio Lava-Pés e a Cuesta, mas expandindo o sentimento para a universalidade da experiência latino-americana. Essa quebra de fronteiras não é apenas poética. Em 2022, o artista deixou o interior paulista para fazer um mochilão na Europa e, poucos meses depois, já estava se apresentando em palcos históricos de Paris, como o La Cigale e o L’Elysée Montmartre. Sua sonoridade remete à tradição de mestres como Dorival Caymmi e Cartola, flertando com a suavidade de Gal Costa e o experimentalismo de Itamar Assumpção. Faixa a faixa de “Pedaço”, do Tom Ribeira Gravado após um ano de intensa imersão criativa e produzido por Breno Viricimo, o disco traz composições que transitam entre o particular e o universal:
Juvi lança o denso álbum “O Sonho da Lagosta”

Quem conheceu Juvi apenas pelos seus vídeos virais nas redes sociais está prestes a ser atropelado por uma avalanche sonora de altíssima qualidade. A cantora, compositora e multi-instrumentista consolida de vez o seu nome na cena musical brasileira com o lançamento do álbum de estúdio O Sonho da Lagosta, via gravadora Deck. O projeto marca uma ruptura brutal, e muito bem-vinda, em relação aos seus trabalhos anteriores. Sai o humor como fio condutor e entra uma sonoridade orgânica, crua e levada a sério. Complexo de lagosta e a atitude punk de Juvi O conceito por trás do disco é fascinante. O título é inspirado no “complexo de lagosta”, uma metáfora da psicanálise que traça uma analogia sobre a vulnerabilidade e a transformação. Assim como o crustáceo precisa quebrar e abandonar o próprio exoesqueleto apertado (ficando totalmente exposto) para conseguir crescer, o ser humano também precisa de rupturas para evoluir. O álbum é exatamente sobre isso: recomeços. E Juvi não poupa ninguém. Com um discurso que beira a acidez do punk, ela disseca relacionamentos amorosos, dramas familiares e as complexidades das amizades. “É um álbum em que eu me mostro como guitarrista e vocalista. Toquei todos os instrumentos, tem menos efeitos na voz e muitos arranjos instrumentais. É um disco mais sério, o humor aparece como um acidente, não como fio condutor”, afirma a artista. Caldeirão psicodélico Musicalmente, O Sonho da Lagosta é uma viagem. Juvi misturou a grandiosidade do rock psicodélico de lendas como Pink Floyd, Frank Zappa e Cream, com referências quentes da música latina, que vão desde a loucura de Ca7riel & Paco Amoroso até a genialidade de Tom Zé e Fito Páez. O resultado é um disco com forte presença de percussão, efeitos analógicos e delays imersivos. O trabalho, que já havia sido antecipado em janeiro pelo ótimo single tá na hora de terminar, guarda ainda uma surpresa de peso no repertório: uma releitura visceral de Essa Noite Não (clássico de Lobão), a única faixa do disco que não leva a assinatura autoral de Juvi.
Adrian Younge lança o imersivo single “Visual Assault”

O genial compositor, produtor e multi-instrumentista de Los Angeles, Adrian Younge, entregou uma verdadeira obra de arte em formato de áudio. Ele liberou nas plataformas digitais o intenso single Visual Assault. A faixa é uma das peças centrais que antecipam o seu aguardado novo álbum, batizado simplesmente de YOUNGE, com lançamento mundial marcado para o dia 17 de abril de 2026 pelo selo Linear Labs. Hip hop encontra a música clássica Totalmente instrumental e gravado de forma orgânica em fita analógica, o novo projeto se apresenta como a magnum opus de Younge: um manifesto orquestral inteiramente pensado a partir da lógica de batidas e samples do hip hop. Escrito sob a perspectiva de um produtor contemporâneo, mas com a disciplina e o rigor da música clássica e cinematográfica, o disco YOUNGE funde orquestrações expansivas, seções rítmicas ao vivo e guitarras estouradas em fuzz. Arranjado e regido pelo próprio artista, o álbum combina uma orquestra de 30 músicos com sua banda base. O resultado evoca a tradição de lendas como Ennio Morricone e Lalo Schifrin, soando exatamente como uma trilha sonora perdida de um filme policial dos anos 1970, mas reimaginada para os ouvidos atuais. Tensão de Adrian Younge em “Visual Assault” O novo single, Visual Assault, abre-se como um confronto direto. A introdução traz uma bateria sincopada, baixo pesado e um synth cortante, estabelecendo uma atmosfera de absoluta inquietação enquanto os metais e as cordas trocam frases curtas. No meio da música, a estrutura sufocante se rompe e se expande em uma passagem melódica em tom maior, um momento de clareza que logo é engolido novamente pela tensão, reforçando o contraste arquitetônico da faixa.
Mari Romano lança o divertido single “Maluco da Retronoia”

Quem nunca mandou uma mensagem para um amigo e, ao demorar para receber a resposta, começou a criar mil teorias da conspiração na cabeça? É exatamente sobre esse estado de desconfiança e ansiedade moderna que a compositora, arranjadora e produtora musical carioca Mari Romano canta em seu mais novo single, Maluco da Retronoia. A faixa é a segunda amostra do seu aguardado novo álbum de estúdio, Além da Pele, sucedendo o single Tudo Errado (lançado no fim de janeiro). Origem inusitada da “Retronoia” Usando o humor de forma inteligente, Mari transforma a paranoia do dia a dia em um samba experimental delicioso. A inspiração para a faixa surgiu de uma situação real e cômica com um amigo. “Eu tinha saído com amigos e voltei pra casa com aquela sensação meio paranoica de que talvez um amigo tivesse ficado chateado comigo. Mandei mensagem pedindo desculpas e ele respondeu: ‘Que isso? Você tá na maior retronoia, relaxa!’. Eu estava com o violão no colo e respondi gravando um áudio cantando: ‘Maluco da retronoia…’. Quando vi, a música já existia, e eu adorei justamente esse jeito torto, meio deslocado”, diverte-se a artista. Produção refinada de Mari Romano Depois de anos dedicados a uma carreira brilhante como editora de som e sound designer em podcasts de destaque no Brasil e no exterior, Mari retorna à música autoral assumindo o protagonismo criativo absoluto: ela assina a produção, os arranjos e a direção musical. A sonoridade de Maluco da Retronoia ganha contornos geniais com participações de peso. A percussão é assinada pelo saudoso Zero Awá, mestre do samba falecido em 2024, membro fundador da Orquestra Imperial e um produtor extremamente inventivo. Para completar a atmosfera vibrante, o sax tenor de Jorge Continentino funciona como uma resposta melódica irresistível ao canto de Mari.