Jayler surpreende na Audio e prova que o rock setentista está em boas mãos

Atração de abertura do Monsters of Rock, que acontece neste sábado (4), no Allianz Parque, a banda inglesa Jayler surpreendeu o público paulistano com um set poderoso e uma performance eletrizante na Audio, em São Paulo, na noite de quinta-feira (2). Mesmo que ainda não possa ser considerado um “monstro do rock”, o grupo, que lançará o álbum de estreia Voices Unheard no próximo dia 29 de maio, demonstrou maturidade de veterano e não se intimidou com a plateia desconhecida. Todos os integrantes têm cerca de 20 anos, mas parecem ter sido arrancados diretamente da década de 1970. James Bartholomew (voz e guitarra), Tyler Arrowsmith (guitarra), Ricky Hodgkiss (baixo) e Ed Evans (bateria) esbanjam estilo e evocam a estética clássica de um show do Led Zeppelin. >> LEIA ENTREVISTA COM A JAYLER No entanto, é importante não depositar tamanha pressão sobre os jovens músicos. Embora o Led Zeppelin seja uma influência clara no visual e na sonoridade, o Jayler consegue imprimir uma identidade própria, fruto de um mix de referências que vai muito além de Jimmy Page e Robert Plant. E, antes que surjam os questionamentos: não, eles também não são o “novo Greta Van Fleet”. Em vez de alimentarmos críticas e comparações vazias, precisamos celebrar o surgimento de bandas novas e competentes, inspiradas por nomes que fizeram história. O quarteto bebe na fonte correta e desenvolve um trabalho autoral de altíssima qualidade. No Woman e Riverboat Queen foram os grandes destaques da Jayler na Audio. James Bartholomew assumiu o papel de protagonista, seja nos vocais, na guitarra ou nos solos explosivos de gaita. O vocalista, inclusive, desceu do palco algumas vezes para interagir com o público. Houve ainda espaço para apresentar algumas novidades. Das 11 músicas do álbum de estreia, a Jayler apresentou nove canções: Intro, Down Below, Riverboat Queen, Need Your Love, The Geatway, Over the Mountain, Alectrona, Lovemaker e The Rinsk. Bittersweet e Hate To See It End foram ausências. E das nove presentes no set, somente duas já foram lançadas, Down Below e Riverboat Queen. Entre as autorais, a banda também apresentou uma versão bem original para I Believe to My Soul, de Ray Charles (apesar de não constar no set descrito abaixo). É gratificante ver a entrega da banda, que claramente se diverte no palco. Esta turnê certamente impulsionará o nome do grupo: no segundo semestre, eles seguem para grandes arenas na Europa e no Reino Unido, acompanhando ninguém menos que Sammy Hagar (ex-Van Halen) e Deep Purple. Edit this setlist | More Jayler setlists
U2 lança o reflexivo EP “Easter Lily” com selo Brian Eno

Enquanto o mundo aguarda pelo “álbum barulhento e irracionalmente colorido” que o U2 prometeu para breve, a banda irlandesa continua a partilhar coleções de canções mais íntimas. Chegou hoje às plataformas digitais o EP Easter Lily, o segundo volume de uma série iniciada com Days of Ash. Se o lançamento anterior reagia ao caos externo, este novo conjunto de seis faixas olha para dentro, focando-se em temas como o luto, a fé e a força da amizade. O projeto é um presente para os fãs que apreciam o lado mais experimental e espiritual do grupo, contando com a mão invisível (e por vezes bem visível) de Brian Eno, que assina a paisagem sonora da faixa de encerramento. The Edge assume o microfone e o tributo a Hal Willner Um dos pontos altos do EP é Song for Hal, onde The Edge assume os vocais principais. A canção é um lamento sobre o período de isolamento da covid-19 e uma homenagem a Hal Willner, produtor e amigo próximo da banda que faleceu há seis anos. Bono descreve o EP como um tributo indireto a Patti Smith e ao seu álbum Easter (1978), que foi uma fonte de esperança para o vocalista na sua juventude. “Com Easter Lily, fizemos perguntas muito pessoais sobre se as nossas relações estão à altura destes tempos desafiadores e se a nossa fé consegue sobreviver aos algoritmos”, reflete Bono. Regresso da revista ‘Propaganda’ Para celebrar os 40 anos do primeiro número da fanzine oficial da banda, o lançamento é acompanhado por uma edição digital especial da revista Propaganda. O material inclui fotografias inéditas tiradas por Larry Mullen Jr. em estúdio, artigos de Adam Clayton sobre o seu processo de recuperação através da arte e diálogos filosóficos de Bono.
Selvagens à Procura de Lei lança o álbum “Pra Recomeçar Ao Vivo”

Depois de percorrer o Brasil com 38 apresentações e reunir mais de 26 mil pessoas, os Selvagens à Procura de Lei decidiram eternizar a turnê do aclamado álbum Y. O grupo lançou Pra Recomeçar Ao Vivo, um registro de 21 faixas captado durante o show de encerramento da tour no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar, em Fortaleza. O lançamento chega acompanhado do vídeo da música Gatilhos, uma das faixas que melhor resume a atual fase da banda: um equilíbrio entre o indie rock clássico e as novas texturas exploradas no disco anterior, que rendeu ao grupo indicações ao Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira. Intercâmbio do rock nacional em Pra Recomeçar Ao Vivo Um dos grandes momentos do registro é a participação de Jajá Cardoso, vocalista da banda baiana Vivendo do Ócio. Ele divide os microfones com os Selvagens em três faixas: Quando Eu Me Encontrar, Nostalgia e Mucambo Cafundó, reforçando a conexão entre duas das bandas mais importantes da cena nordestina que conquistou o país. O repertório é generoso e passa por todas as fases da discografia. Além das novidades, não ficaram de fora os hinos que consolidaram a banda no mainstream, como Brasileiro, Amigos Libertinos e Despedida, todas em versões que captam a energia do público cearense. Registro de uma jornada Para a banda, o formato ao vivo é onde as canções ganham sua forma final. Pra Recomeçar Ao Vivo funciona como um ponto final de um ciclo de dois anos de estrada e, ao mesmo tempo, um cartão de visitas para quem ainda não testemunhou o peso do quarteto no palco.
50 anos de Destroyer: é festa, é rock n’ roll, é o início do fim…

Em 1976, o Kiss lançou o seu quarto álbum de estúdio, Destroyer. São 50 anos desta obra-prima do hard rock que mostrou ao mundo como quatro garotos esquisitos e seus visuais excêntricos podiam sim ser astros. O contexto é o seguinte: o Kiss era uma banda que vivia de altos e baixos e chamava muito mais atenção pelo visual do que pelas músicas. O pouco sucesso dos álbuns resultou em uma aposta ousada: um álbum ao vivo, compilando shows em quatro cidades dos EUA. O visual seria, dessa vez, um chamariz para um som muito bem feito. O resultado? Mais de 500 mil cópias vendidas na primeira semana e a platina dupla. O sucesso do Alive! (1975) não podia passar em branco. O grupo precisava de mais um álbum perfeito para consolidar seu lugar no mainstream. É aí que chega o Destroyer. Adotando mais que maquiagens, mas personas de outro mundo, a banda se reuniu com Bob Ezrin, produtor conhecido pelos trabalhos com Alice Cooper e futuramente seria o produtor do antológico The Wall, do Pink Floyd, e lançou uma pedrada histórica. Destroyer abre com Detroit Rock City, rápida, frenética e intensa, como uma viagem em uma autobahn, sem freios. Em seguida vem as polêmicas King of the Night Time World e God of Thunder. As duas foram descritas, na época, como músicas dedicadas a Satanás. Off-topic: Ainda há quem acredite que KISS significa Kids In Satan Service (Crianças a serviço de satã). O que ajudava no marketing, mas também prejudicou as vendas do Alive II, que trazia Gene Simmons ensanguentado na capa. King of the Night Time World fala sobre um jogo de conquista, onde um homem busca convencer uma garota a largar a vida pacata de família, casa e escola e viver na noite, realizando seus sonhos secretos. Já God of Thunder é a música que, podemos dizer, narra o nascimento e criação do personagem do baixista Gene Simmons, The Demon. Só isso já seria o suficiente para ser polêmico, mas as vozes infantis adicionadas na música pelo produtor tornaram tudo mais sombrio. Depois disso, o disco dá uma amornada com Great Expectations, uma anti-balada semi-pornográfica que basicamente fala sobre as habilidades orais e manuais da banda, se é que você me entende. O álbum retoma o ritmo frenético com Flaming Youth e Sweet Pain, músicas Lado B que preparam o ouvinte para o maior hit do álbum e um dos maiores da banda: Shout it out Loud. Essa canção é o atestado de que o Kiss veio para ficar. Música de arena, refrão chiclete e um tema indispensável: a revolta adolescente. Shout it out Loud fala justamente do que o título se trata: extravasar. É sobre se livrar das amarras e se jogar na festa, gritar alto que você é autêntico. Em seguida ainda vem Beth, mais uma balada irônica levada pela voz do baterista Peter Criss, apesar de ter sido pensada como uma canção sobre um relacionamento difícil entre um músico e sua esposa, o tom da música dá um ar humorístico. Essa música representa o início de uma rachadura que levaria ao fim da formação original anos mais tarde, por ser a única do álbum a ganhar o People’s Choice. Por ser composta e cantada por Criss, irritou profundamente Gene e Paul, principais compositores e donos da banda, de acordo com o baterista. Depois tem Do You Love Me? Uma cutucada nas groupies e fecha com Rock n’ Roll Party, que é apenas um remix de diversos efeitos usados no álbum enquanto Paul Stanley fala: “I tell you all, it looks like, it looks like we’re gonna have ourselves…a rock and roll party”. Destroyer é um daqueles discos para se ouvir por completo, sem pular nada, pois até o Lado B é interessante, empolgante e divertido. Nesse disco a banda eleva o estilo de vida rock n’ roll ao extremo, falando abertamente sobre festa, sexo e diversão. É o pico do Kiss. Mais uma platina dupla e a 4 milhões de cópias certificadas vendidas, com a alegação de ter vendido quase 7 milhões. O disco, junto ao sucesso do Alive! Levou o Kiss para a sua primeira turnê europeia. É nele onde Paul Stanley se torna de fato Starchild, Gene Simmons, The Demon, Ace Frehley, Spaceman e Peter Criss, Catman. Destroyer é o ponto mais alto do Kiss e, ao mesmo tempo, o início da sua autodestruição, não que a banda tenha caído em desgraça, mas nunca mais conseguiu reencontrar a magia deste período e as brigas internas, a partir dele, só escalonaram e ficam insustentáveis em 1978, mas isso é papo para outra coluna…
Thiago Castanho e Marcão Britto anunciam turnê acústica do Charlie Brown Jr.

Os guitarristas e membros fundadores do Charlie Brown Jr., Thiago Castanho e Marcão Britto, confirmaram o retorno aos palcos com um projeto focado na pureza das composições: a turnê Thiago Castanho & Marcão Britto Charlie Brown Jr. Acústico. A estreia oficial acontece no dia 30 de maio (sábado), na Audio, em São Paulo. O projeto promete ir além da nostalgia, trazendo novos contornos para as canções que definiram o rock, o skate e a identidade de uma geração inteira. Som das guitarras em primeiro plano Diferente do peso elétrico que a gente está acostumado, o formato acústico vai permitir que o público perceba detalhes das harmonias e melodias que muitas vezes ficam escondidos sob a distorção. O setlist é um presente para os fãs: além dos hinos obrigatórios como Zóio de Lula, Proibida pra Mim e Só os Loucos Sabem, a dupla prometeu resgatar faixas “lado B” que raramente eram tocadas ao vivo. No palco, os dois pilares santistas estarão acompanhados por uma banda que mantém o “punch” da baixada: Mascote no baixo, Filipe Costa na bateria e Rafael Carleto assumindo a responsabilidade dos vocais, trazendo uma interpretação que respeita o legado, mas com identidade própria. Legado que não para Formada em Santos no início da década de 90, o Charlie Brown Jr. sempre foi mais do que música; foi um movimento que uniu rock, rap e reggae. Thiago e Marcão foram os responsáveis pelos riffs que hoje são reconhecidos nos primeiros segundos em qualquer rádio do país. Trazer esse catálogo para o formato desplugado é uma forma de homenagear a história da banda e de amigos que se foram, como Chorão e Champignon. 💿 Serviço: CBJR Acústico – São Paulo SETORES
Pennywise entrega show catártico no encerramento da We Are One Tour

Encerrando a noite com o peso de uma instituição do punk rock da Califórnia, o Pennywise transformou a Audio, na terça-feira (31), em um cenário de caos controlado e celebração. Se as bandas anteriores prepararam o espírito, o quarteto de Hermosa Beach veio para cobrar o resto do fôlego que o público ainda guardava. Jim Lindberg comandou o público com sua voz ríspida e presença de palco autoritária, enquanto Fletcher Dragge, com sua guitarra “gigantesca” e atitude desafiadora, mantinha a aura de perigo e rebeldia que é a marca registrada do grupo. O show foi uma sucessão de hinos de resistência e união. Músicas que definiram gerações foram entoadas a plenos pulmões, criando rodas de pogo que ocupavam quase toda a extensão da pista. A cozinha formada por Randy Bradbury e Byron McMackin é, possivelmente, uma das mais sólidas do gênero, garantindo que a velocidade nunca atropele a melodia. O Pennywise não faz apenas um show, eles promovem uma experiência coletiva onde a barreira entre ídolo e fã é quebrada pelo suor e pela ideologia compartilhada. >> LEIA ENTREVISTA COM FLETCHER DRAGGE Peaceful Day e Same Old Story entraram logo no início do set, enquanto Fuck Authority (precedida por um discurso forte contra governantes) e um medley com músicas do NOFX (Bob e Kill All the White Man) e Beastie Boys (Fight For Your Rights) se destacou no meio do repertório. A reta final foi ainda mais apoteótica, com Society, Perfect People e Living for Today. Na sequência, Nikola Sarcevic, vocalista do Millencolin, voltou ao palco para tocar baixo e cantar Stand By Me. Como não poderia deixar de ser, o grand finale veio com Bro Hymn, aqui acompanhada por todos os integrantes do Mute, The Mönic e Millencolin, que fizeram os backing vocals. O coro fúnebre que virou celebração à vida foi um dos momentos mais especiais da We Are One Tour. A boa notícia é que o Pennywise já tem data para voltar a São Paulo: 23 de maio no Hangar 110. Venda de ingressos deve começar ainda hoje, às 19h.
Millencolin entrega set nostálgico para surfistas e fãs de Tony Hawk

O Millencolin possui uma relação simbiótica com o Brasil que já dura quase três décadas. Desde a primeira visita em 1998, os suecos aprenderam a ler o público brasileiro como poucos. No show da Audio, a banda estava visivelmente relaxada e em clima de festa, celebrando não apenas o encerramento da bem-sucedida We Are One Tour 2026, mas também um feito esportivo: a classificação da Suécia para a Copa do Mundo após vencer a Polônia. A euforia era tanta que os músicos adotaram a comemoração de Viktor Gyökeres, craque do Arsenal, simulando a máscara do vilão Bane sobre o rosto. Musicalmente, o que se viu foi uma “metralhadora” de clássicos. A sequência inicial com Penguins & Polarbears, Bullion, Sense & Sensibility, Ray e Olympic é o tipo de setlist que não deixa ninguém parado. Os guitarristas Mathias Färm e Erik Ohlsson continuam sendo o motor visual do grupo, transbordando uma alegria genuína por estarem ali. Já o frontman Nikola Šarčević mantém sua postura mais contida, que para alguns pode parecer desinteresse, mas que se revela apenas um estilo próprio de condução, especialmente da metade para o fim, quando ele se solta e interage com a empolgação dos companheiros. >> LEIA ENTREVISTA COM MATHIAS FÄRM O ápice emocional veio com o resgate de Mr. Clean, que transportou os veteranos de volta aos anos 90, na era das fitas VHS de surf e do icônico CD azul da revista Fluir. Para fechar, o hino No Cigar, imortalizado na trilha de Tony Hawk’s Pro Skater, transformou a Audio em um coro uníssono. O Millencolin entregou uma performance leve, nostálgica e impecável, reafirmando seu status de lenda do hardcore melódico.
Étienne Dionne rouba a cena em show marcante do Mute no We Are One Tour

Diretamente do Canadá, o Mute subiu ao palco da Audio, na noite de terça-feira (31), para mostrar por que o punk rock técnico ainda tem uma base de fãs tão sólida e apaixonada. O grande diferencial da banda reside na figura de Étienne Dionne, que acumula as funções de baterista e vocalista principal com uma maestria impressionante. É hipnotizante observar a precisão cirúrgica de suas viradas enquanto mantém linhas vocais melódicas e potentes, sem perder o carisma que o torna o centro gravitacional do quarteto. O setlist foi um exemplo de equilíbrio, navegando por diferentes fases da carreira e mantendo a velocidade lá no alto. Músicas como Resistance e Coming Back abriram o caminho para o que seria uma aula de skate punk moderno. A sequência com Wolf’s Den e Communication Breakdown destacou o trabalho excepcional das guitarras, que alternavam entre riffs rápidos e solos carregados de técnica. >> LEIA ENTREVISTA COM ÉTIENNE DIONNE A reta final do show foi uma sucessão de momentos intensos. Strangers Back Again e The Tempest prepararam o terreno para o encerramento catártico com Nevermore, Fading Out e a clássica Bates Motel. O Mute conseguiu transformar a Audio em um caldeirão de energia, provando que a distância entre Quebec e São Paulo é encurtada instantaneamente quando o primeiro acorde de quinta é disparado. Foi uma apresentação técnica, veloz e, acima de tudo, extremamente divertida para quem aprecia a complexidade do gênero.
The Mönic abre noite final do We Are One Tour com show vibrante e participações

Com a responsabilidade de abrir os trabalhos na Audio, o The Mönic provou por que é um dos nomes mais vitais da cena nacional contemporânea. Com apenas 30 minutos de palco, a banda entregou um set visceral que cativou instantaneamente o público que já ocupava a pista. Um dos momentos mais sinceros da noite foi o agradecimento das integrantes àqueles que enfrentaram o caos logístico de São Paulo: chegar à Barra Funda em uma terça-feira (31), às 18h, é um teste de fidelidade que muitos fãs fizeram questão de passar para apoiar o grupo. No comando da performance, a vocalista Dani Buarque foi um furacão. Entre saltos e coreografias improvisadas, ela manteve o fôlego impecável para entoar um discurso contundente sobre a representatividade feminina no punk e hardcore, reforçando que o palco também é um espaço político e de ocupação. O repertório focou no excelente álbum Cuidado Você (2023), com destaque para as faixas Sabotagem, Kamikaze e TDA, que funcionam ainda melhor ao vivo, com guitarras sujas e uma cozinha precisa. A apresentação da The Mönic ganhou camadas extras com as participações especiais de Luisa Phoenix (guitarrista do Swave) e MC Taya. Esta última trouxe um peso absurdo e uma dinâmica urbana que dialogou perfeitamente com a agressividade da banda. Para encerrar com chave de ouro, Dani Buarque não hesitou e se jogou em um mosh pit clássico, celebrando a conexão direta com a galera e deixando a energia no topo para as bandas que viriam a seguir.