Seu Cuca e Julies dividem noite na Jai Club, em São Paulo

A vibração boa vai tomar conta da capital paulista na noite de 16 de agosto, quando a Jai Club recebe um encontro especial entre a banda Seu Cuca, que comemora 25 anos de estrada, e o cantor e compositor Julies, um dos nomes em ascensão na cena reggae. Os ingressos já estão à venda. Com uma trajetória marcada por hits como Já Que Você Não Me Quer Mais, Não Há e Deixa Ser, o Seu Cuca chega ao palco da Jai celebrando um quarto de século de carreira com um show especial. A banda promete um repertório recheado de clássicos que marcaram gerações, além de surpresas para os fãs que acompanham essa jornada desde os anos 2000. Com letras positivas e um som que mistura reggae, pop e rock de forma única, o grupo reforça, mais uma vez, sua relevância na cena musical brasileira. Já o Julies, dono de uma das vozes mais marcantes do novo reggae nacional, leva ao público um show vibrante e atual. Com faixas como Quem Sabe, Fumaça e Nosso Sentimento, o artista mostra por que vem conquistando cada vez mais espaço com seu pop reggae moderno. Além dos sucessos que o público já canta junto, ele prepara algumas novidades inéditas, oferecendo um gostinho do que está por vir em sua nova fase artística. Do clássico ao contemporâneo, o encontro entre Seu Cuca e Julies será uma celebração do pop, do rock e do reggae em diferentes gerações e formas. É o tipo de noite que promete emoção, dança e aquela sensação de que a música, quando feita com verdade, atravessa o tempo e continua a nos conectar. Uma data para marcar no calendário e viver intensamente! Seu Cuca e Julies na Jai Club Data: 16 de agosto de 2025 Local: Jai Club – Rua Vergueiro, 2676 – Vila Mariana – São Paulo-SP Abertura da casa: 18h Ingressos à venda via Hoppin (R$ 50,00 – 2º lote/meia-entrada ou entrada solidária mediante 1kg alimento não perecível) Classificação: Livre

Balaclava traz banda inglesa Bôa ao Brasil em novembro

A banda britânica Bôa, conhecida por seu som alternativo e etéreo, responsáveis pelo mega hit atemporal Duvet, que viralizou no TikTok em 2023 e está vivendo um renascimento artístico e cultural, confirmou show único no Brasil. O trio liderado pela vocalista Jasmine Rodgers, filha do lendário cantor Paul Rodgers (Free, Bad Company, Queen), vem ao país pela primeira vez em 25 de novembro, no Cine Joia, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda online no site da Ingresse, e presencial, sem taxa de conveniência, no Takkø Café (confira os horários de funcionamento).  Formada em Londres em 1993, a banda é formada por Jasmine Rodgers (guitarrista e vocalista), Alex Caird (baixista) e Lee Sullivan (baterista). Sua discografia conta com três álbuns lançados, além de um EP e seis singles. Bôa surgiu como uma banda alternativa com fortes influências do trip-hop, indie e post-britpop. O grupo ganhou notoriedade internacional com o lançamento do álbum Twilight de 2001, misturando elementos de rock alternativo, eletrônico e acústico, remetendo a nomes como The Cranberries, Everything But The Girl e Cocteau Twins. Faixas como Duvet, Twilight e Deeply continuam a ser redescobertas por ouvintes em playlists nostálgicas e lo-fi. Após um hiato prolongado e projetos paralelos de seus membros, o Bôa começou a retomar atividades em meados dos anos 2020, inicialmente com reuniões esporádicas e lives acústicas. Em 2023, com o boom nostálgico em torno do anime Serial Experiments Lain e o sucesso renovado de Duvet no TikTok e Spotify, a banda decidiu oficializar seu retorno. A canção viralizou, com sua melodia melancólica e letra introspectiva, trazendo à banda um status cult inesperado e duradouro. A faixa alcançou a marca impressionante de 800 milhões de plays nas plataformas digitais e 24 milhões de visualizações no YouTube. Em 2024, o grupo lançou o single Refractions, uma faixa inédita que preserva o lirismo poético de Jasmine, com produção refinada e atmosferas modernas. A recepção crítica foi calorosa, destacando a evolução sonora do grupo sem perder sua identidade emocional e introspectiva. Atualmente, o Bôa trabalha em um novo EP, previsto para o fim de 2025, e iniciou uma turnê internacional com datas no Reino Unido, Japão, EUA e América Latina. A banda celebra uma nova fase com material inédito, shows e uma conexão intergeracional com seu público — mantendo o espírito independente e sensível que sempre os caracterizou. serviço: Balaclava apresenta: Bôa (UK) em São Paulo  Data: 25 de novembro de 2025, terça-feira Local: Cine Joia Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade Horários: Portas 20h / Show 21h30 Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal Ingressos Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência) Takkø Café  R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.

Review: BAD LUV lança Nós, um disco intenso, moderno e cheio de identidade

O álbum “NÓS”, da BAD LUV, foi lançado há apenas duas horas pelo selo Rockambole. E ele marca não apenas o lançamento de um novo disco, mas a consolidação de uma super banda que carrega a experiência de anos na estrada em projetos que marcaram a cena emo/hardcore. Com Gee Rocha (ex-NX Zero) na guitarra, João Bonafé (ex-Gloria e integrante da banda de apoio de Di Ferrero) no baixo e Vitor Peracetta (baterista do Matuê), o quinteto ainda conta com Caio Weber nos vocais e Murilo Amancio na outra guitarra. O resultado é um álbum cheio de identidade, peso emocional e amplitude estética, que passeia entre o pop, o emo e o metal moderno sem perder o eixo. Com atmosfera de recomeço, o disco “NÓS” nasce de uma crise interna que quase colocou fim ao grupo. Ao invés disso, serviu como catalisador criativo. Os singles “Cicatrizes” e “Reaprender” deram o tom do que viria, e o novo vocalista Caio rapidamente se encaixou como peça-chave dessa nova fase. Segundo Gee Rocha, a banda optou por não fazer shows até ter um álbum pronto. “A gente queria ter um disco novo para trabalhar e sentir que o show tivesse mais sentido, mais completo”, explica o guitarrista no Instagram. O plano se concretizou com um repertório que revela a maturidade de quem viveu muito na cena. Entre os destaques, a visceral “Autorretrato” traz screams intensos e flerta com o metal moderno, enquanto “Me Faz Tão Bem” e “Nós2” apontam para o pop com sensibilidade. “Tradução de Saudade” aparece como uma balada moderna e cheia de peso emocional. Já “Talvez Não” encerra o álbum com atmosfera que mistura o emo dos anos 2000 e agressividade. João Bonafé destacou recentemente a versatilidade do grupo no perfil da banda: “Temos influências muito diferentes, e estamos felizes com a sonoridade que encontramos juntos.” Entre beats eletrônicos, riffs pesados e vocais que vão do melódico ao gritado com fluidez, o álbum ganha força nos extremos. O trabalho vocal de Caio Weber emociona e surpreende, mas é a bateria precisa e cheia de textura de Vitor Peracetta que amarra a estética e garante energia constante, sendo um dos pontos altos do álbum. Nota: 4/5

Cachorro Grande celebra 25 anos com show histórico da formação clássica em São Paulo

A lendária banda gaúcha Cachorro Grande encerra a turnê de aniversário de 25 anos com um show especial nesta sexta-feira (8/8), no Carioca Club, em São Paulo. A apresentação reúne novamente a formação clássica com Beto Bruno (vocal), Marcelo Gross (guitarra), Gabriel Azambuja (bateria) e Pedro Pelotas (teclado), encerrando a passagem pelo estado paulista em grande estilo. O show marca a celebração de uma trajetória que começou em 2000, quando a banda porto-alegrense começou a construir seu legado com disco homônimo e hits que conectaram rock garage com referências setentistas e atmosferas psicodélicas. Nesses 25 anos, Cachorro Grande consolidou clássicos como Lunático, Sexperienced, De Baixo do Meu Chapéu e Dia Perfeito, além de uma presença consistente em circuitos nacionais independentes e festivais como Planeta Atlântida. Com abertura da banda Hurricanes, influenciada diretamente pela sonoridade da Cachorro Grande, os ingressos para o show estão disponíveis no Clube do Ingresso. Se você mora em São Paulo e ainda não viu essa formação ao vivo, essa é a última chance em 2025 para sentir na pele o vigor e a autenticidade que definiram a banda por mais de duas décadas. ServiçoData: Sexta-feira, 8 de agosto de 2025Local: Carioca Club – R. Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo/SPAbertura da casa: 22hAtrações: Hurricanes (abertura) + Cachorro GrandeIngressos: A partir de R$90Vendas online: clubedoingresso.com

Billy Idol anuncia dois shows no Brasil em novembro

O ícone do rock Billy Idol traz a turnê It’s a Nice Day To…Tour Again ao Brasil em novembro. Billy Idol se apresentará na Vibra São Paulo, em São Paulo, no dia 8 de novembro de 2025, e na Arena da Baixada, em Curitiba, no dia 12 de novembro de 2025. Estes serão os primeiros shows de Billy Idol no Brasil desde 2022. Os shows no Brasil são mais uma realização Move Concerts e os ingressos estarão disponíveis para venda a partir de sexta (8), às 10h em Livepass. As apresentações fazem parte da It’s a Nice Day to… Tour Again!, nova turnê mundial iniciada em 30 de abril na cidade de Phoenix, nos Estados Unidos, em suporte ao seu mais recente álbum de estúdio, Dream Into It. Idol lançou seu novo álbum Dream Into It em abril passado pela Dark Horse Records. O álbum inclui o single 77 (feat. Avril Lavigne) e alcançou o Top 10 das paradas de vendas de álbuns em diversos países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Alemanha. Idol também é tema do novo documentário Billy Idol Should Be Dead, que teve sua estreia mundial no Tribeca Film Festival, em Nova York. Dirigido pelo tricampeão do Grammy Jonas Åkerlund, Billy Idol Should Be Dead é um documentário de longa-metragem que traça a vida e carreira do pioneiro do punk que se tornou ícone do rock ‘n’ roll. Por meio de entrevistas inéditas de arquivo e pessoais com Idol, sua família, colegas e colaboradores, o filme mergulha em sua ascensão como um dos primeiros punks, seu sucesso meteórico como superastro global na era da MTV e os inúmeros desafios que Idol precisou superar para não apenas sobreviver, mas permanecer como uma das figuras mais queridas do rock ‘n’ roll, quase cinquenta anos de carreira depois. No ano passado, Idol celebrou os 40 anos de seu icônico álbum Rebel Yell com uma edição especial Deluxe Expanded Edition lançada pela Capitol/UMe. Ele também participou da cerimônia do Rock & Roll Hall of Fame, apresentando Ozzy Osbourne ao lado de Jack Black, Jelly Roll, Maynard James Keenan, vocalista do Tool, entre outros. No próximo dia 15 de agosto, Idol lançará novas prensagens em vinil de três discos clássicos: Charmed Life, Whiplash Smile e o EP Don’t Stop, todos pela Capitol/UMe. * SERVIÇO – BILLY IDOL NO BRASIL SÃO PAULO Data: 8 de novembro de 2025Local: Vibra São PauloEndereço: Av. das Nações Unidas, 17955 – Vila Almeida, São Paulo – SP, 04795-100Abertura dos portões: 19hHorário do show: 21hClassificação etária: 16 anos desacompanhado. Menores de 16 anos apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Sujeito a alteração por decisão judicial.Limite de ingressos: 6 ingressos por CPF, limitado a 2 ingressos meia-entrada.Venda geral: 8 de agosto de 2025, às 10h.Bilheteria oficial (sem taxa de serviço): Estádio do Morumbi | Bilheteria – Av. Giovanni Gronchi, 1866 – São Paulo/SPFuncionamento: Terça a sábado – das 10h às 17h (não funciona aos domingos, feriados, vésperas de feriados, dias de jogos ou eventos de outras empresas). Setores e preços:Pista: R$ 790 (inteira) / R$ 395 (meia-entrada)Camarote 1: R$ 960 (inteira) / R$ 480 (meia-entrada)Camarote 2: R$ 890 (inteira) / R$ 445 (meia-entrada)Plateia Superior 1: R$ 520 (inteira) / R$ 260 (meia-entrada)Plateia Superior 2: R$ 470 (inteira) / R$ 235 (meia-entrada)Plateia Superior 3: R$ 400 (inteira) / R$ 200 (meia-entrada)Visão Parcial: R$ 300 (inteira) / R$ 150 (meia-entrada) Parcelamento em até 10x. * CURITIBA Data: 12 de novembro de 2025Local: Arena da BaixadaEndereço: R. Buenos Aires, 1260 – Água Verde, Curitiba – PRAbertura dos portões: 17h30Horário do show: 20h30Classificação etária: 16 anos desacompanhado. Menores de 16 anos apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Sujeito a alteração por decisão judicial.Limite de ingressos: 6 ingressos por CPF, limitado a 2 ingressos meia-entrada.Venda geral: 8 de agosto de 2025, às 10h.Bilheteria oficial (sem taxa de serviço): Arena da Baixada – R. Buenos Aires, 1270 – Água Verde, Curitiba – PRFuncionamento: Terça a sábado – das 10h às 17h (não funciona aos domingos, feriados, vésperas de feriados, dias de jogos ou eventos de outras empresas). Setores e preços:Pista: R$ 800 (inteira) / R$ 400 (meia-entrada)Cadeira Inferior: R$ 660 (inteira) / R$ 330 (meia-entrada)VIP: R$ 840 (inteira) / R$ 420 (meia-entrada)Cadeira Superior: R$ 480 (inteira) / R$ 240 (meia-entrada) Parcelamento em até 10x

Limp Bizkit anuncia show único em São Paulo com Yungblud e 311

O Limp Bizkit anunciou um show único no dia 20 de dezembro, no Allianz Parque, em São Paulo. A apresentação faz parte da turnê Loserville Tour 2025, que passou pelos Estados Unidos e pela Europa recentemente. O mini festival também contará com a sensação Yungblud, os veteranos do 311, além de Ecca Vandal, Riff Raff e Slay Squad. A abertura da venda geral de ingressos começa nesta quarta (6), ao meio-dia, no site da Eventim. Já a venda na bilheteria oficial tem início na quinta (7), às 10h. Confira os valores dos ingressos (inteira).

Entrevista | Sergio Britto – “Resolvi explicitar ainda mais a bossa nova neste disco”

Sérgio Britto nunca esteve tão confortável com sua própria sonoridade. Em Mango Dragon Fruit, seu sexto álbum solo, lançado em abril pela Midas Music, o músico mostra um equilíbrio entre a elegância da bossa nova, a leveza do pop e a liberdade do jazz, tudo costurado por letras pessoais e uma estética cada vez mais refinada. O trabalho representa um passo firme em sua trajetória individual, com participações de nomes como Ed Motta, Bebel Gilberto, Fernanda Takai, Brothers of Brazil e Roberto Menescal. O título inusitado, inspirado em uma bebida tropical da Starbucks, reflete o clima sensual e inventivo da faixa homônima. Entre composições próprias e releituras como Eu Sou do Tempo, de Rita Lee e Roberto de Carvalho, Sérgio dá continuidade à busca por uma identidade musical que vem lapidando desde que começou a se afastar do rock direto dos Titãs. “Acho que cheguei em um resultado que me satisfaz muito. Esse disco tem arranjos mais ousados e espaço para improviso”, comentou o cantor. Em bate-papo com o Blog n’ Roll, Sérgio Britto falou sobre o processo de criação do álbum, a colaboração com artistas de diferentes gerações, sua relação com a música brasileira e, claro, relembrou momentos marcantes do Titãs e comentou sobre sua ligação com a cidade de Santos. Confira a íntegra abaixo. Percebi que o disco tem uma sonoridade bem interessante. Gostei da ideia de você misturar bossa nova com um pouquinho de música latina e também um flerte com o jazz, que acho que dá o grande charme do álbum. Como foi esse processo criativo e quais as influências para chegar nessa sonoridade? Sergio Britto – Olha, isso é algo que venho desenvolvendo há algum tempo. Não é só nesse disco, já tenho seis discos solo. Desde que comecei a trilhar esse caminho, estava em busca de uma sonoridade própria. Sempre fui muito ligado à MPB e, mais especificamente, à bossa nova. É uma linguagem com a qual tenho intimidade desde garoto. Quando comecei a pensar no meu trabalho solo, percebi que esse era um caminho que me diferenciava dos Titãs e me distinguia como artista. Então, passei a misturar esses elementos com ingredientes da música pop e outros sons, buscando uma bossa nova com a minha cara. E o título do álbum? Vi que remete a um drink da Starbucks, uma mistura de manga com pitaya. Achei curioso! Como surgiu essa ideia? Você está sempre buscando referências no seu dia a dia? Sergio Britto – Tem coisas que me chamam a atenção e ficam comigo. Esse drink era muito popular entre adolescentes, e isso ficou na minha cabeça. Quando estava compondo a faixa que deu título ao disco, relacionei esse “blend” com a ideia do fruto proibido, do despertar do desejo. A música fala disso: “todos os desejos, até mesmo os que negar, todos os desejos de algum jeito têm lugar”. Achei que o título sintetizava bem a ideia do álbum e da música. Você comentou que esse disco representa um avanço na sua identidade artística, apesar das raízes na bossa nova. O que mudou no seu olhar para a própria música desde seu primeiro álbum solo? Sergio Britto – Esses elementos sempre estiveram presentes, mas de forma sutil. Com o tempo percebi que, por estar tão associado ao rock e ao pop, as pessoas não percebiam esse lado. Resolvi então explicitar isso mais e deixar de lado outros estilos. Neste disco, todas as faixas carregam esse elemento da brasilidade, da bossa, misturado com outros sons. É o álbum mais coeso nesse sentido. Uma das faixas que me chamou atenção foi Eu Sou do Tempo, da Rita Lee. Como foi ter acesso a essa música (nunca foi gravada) e o que representa gravá-la após a perda dela? Sergio Britto – Descobri a música em um documentário, onde ela e o Roberto a tocam de forma bem intimista. Ela me chamou atenção por estar dentro do universo que estou explorando: uma bossa nova pop com bom humor e acidez. Fiz um arranjo, gravei e mandei para o Roberto, que adorou e autorizou. Já tinha uma relação antiga com eles. A Rita, inclusive, participou da minha música Pura Bossa Nova em 2013. Ela sempre foi muito generosa. Uma história curiosa foi que mandei mensagem para o Roberto pelo Facebook e ele só respondeu dois meses depois, dizendo que estavam no Caribe e que ela topava participar. Gravaram no estúdio deles e me mandaram o material. Depois ainda convidei a Rita para o clipe, e ela topou também, foi uma das últimas coisas que ela fez com outro artista. Guardo isso com muito carinho. Falando em participações, o Ed Motta é o mais popular no Spotify, mas o álbum também tem Bebel, Fernanda Takai, Roberto Menescal e Brothers of Brazil (Supla e João Suplicy). Como foi o processo de escolha? Sergio Britto – Foi bem pensado. Escolhi artistas que tivessem afinidade com esse universo da bossa e do jazz. O Menescal nem precisa de explicação. A Fernanda tem uma trajetória que mistura pop e homenagens à Nara Leão. O Supla e o João Suplicy têm esse projeto Brothers of Brazil, que também brinca com bossa. O Ed Motta mergulhou no jazz nos últimos trabalhos. Achei que todos tinham a ver com as músicas e com o conceito do disco. E como foi gravar com o Supla, que é uma figura irreverente? Sergio Britto – Foi divertido. Ele topou, mas ficou meio na dúvida sobre o estilo: “isso é bossa nova tradicional?” Ficamos nesse embate. A música tem uma letra debochada, cheia de excessos. Ele acabou interpretando um personagem, o chato do sexo, drogas e rock’n’roll e eu, o chato quieto. Foi uma brincadeira que funcionou bem. Ele levou a sério, gravou várias vezes até acertar. Foi divertido. Como você equilibra a carreira solo com os Titãs? Sergio Britto – Consigo porque há uma zona de intersecção. Nos meus shows solo, toco metade do repertório dos meus discos e metade de músicas dos Titãs, em versões que

Primal Scream vem ao Brasil em novembro para show único

A Balaclava Records, em parceria com a produtora Music On Events, anunciaram a vinda da lendária banda escocesa Primal Scream, um dos nomes mais influentes da música indie e alternativa desde o início dos anos 90. O grupo, liderado por Bobby Gillespie, vem ao país em apresentação única no dia 11 de novembro, na Audio, em São Paulo. Os ingressos estarão disponíveis para compra a partir do dia 5 de agosto no site da Ticketmaster Brasil, e presencial, sem taxa de conveniência, no Shopping Ibirapuera. Formado em 1984 em Glasgow, o Primal Scream é um dos nomes mais inovadores e influentes do rock britânico. Liderada por Bobby Gillespie, também conhecido por ser um dos integrantes fundadores da emblemática Jesus & Mary Chain, a banda atravessou décadas reinventando seu som e desafiando rótulos musicais, misturando rock, psicodelia, dance music, dub e punk com maestria. Com uma carreira que conta com inúmeros hits em rádios do mundo todo, a banda lançou em 1987 seu disco de estreia, Sonic Flower Groove, influenciado por The Byrds, Velvet Underground e a cena de C86. O material não só serviu para apresentar o grupo ao público como também deu início a um estilo musical que definiria a década seguinte, abrindo caminho para grupos como The Stone Roses e The Happy Mondays. O álbum seguinte, Primal Scream (1989), apresentou uma evolução musical significante para a banda, mas foi Screamadelica (1991) o lançamento mais marcante deles, responsável por mudar a cara do pop britânico, trazendo uma fusão inusitada de ritmos como dance, dub, techno, acid house e rock, colocando a banda em seu auge. As faixas Movin’ on Up, Come Together e Loaded são consideradas clássicos da música alternativa e marcaram a geração musical da época. Os anos seguintes trouxeram uma série de sucessos e bons lançamentos, alternando momentos mais dançantes e eletrônicos com o rock e indie britânico, em canções como Rocks, Country Girl, Can’t Go Back. O grupo retorna ao Brasil com um show que promete explorar sua história e também inaugurar uma nova era: a apresentação ao vivo de seu álbum mais recente, Come Ahead, lançado no final de 2024. Após esgotar os ingressos de sua recente turnê pelo Reino Unido e Irlanda, onde revisitaram clássicos e estrearam novas músicas como Love Insurrection, Deep Dark Waters e Ready To Go Home, Bobby e companhia chegam com um show renovado, eletrizante e cheio de mensagens politizadas. O novo material marca um retorno com espírito combativo, sem perder a mistura de rock, psicodelia e eletrônica que definiu a banda desde o Screamadelica até os dias atuais. Com mais de 40 anos de história, Primal Scream continua sendo uma das bandas mais influentes da atualidade. O retorno aos palcos internacionais vem com a energia intacta e um repertório que mistura passado, presente e futuro. Primal Scream em São Paulo Data: 11 de novembro de 2025, terça-feira Local: Audio Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca, São Paulo – SP, 05001-100 Horários: Portas 19h30 / Show 21h30 Classificação etária: 18+ Ingressos Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência): Shopping Ibirapuera Av. Ibirapuera, 3103 – Piso: Jurupis (subsolo) – Indianópolis. Horários: terça a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 14h às 20h, com fechamento às segundas-feiras. Para comprar ingressos na bilheteria, é necessário informar um e-mail válido e CPF, e ter o aplicativo Quentro instalado no celular. Após a compra, o ingresso deve ser verificado no aplicativo.

Brasília quer repetir fórmula de sucesso do “Rio para Todos” com super show gratuito de rock em 2026

Depois do sucesso estrondoso do Rio para Todos, evento que levou Madonna e Lady Gaga para shows gratuitos em Copacabana, Brasília se movimenta para entrar no circuito de megashows ao ar livre. A capital federal pretende realizar, no primeiro semestre de 2026, um evento gratuito de grandes proporções inspirado no modelo carioca, com foco no público do rock, DNA da cidade. O palco seria montado na Esplanada dos Ministérios, com estrutura voltada para a Praça dos Três Poderes, criando um cenário imponente e simbólico para a apresentação. A ideia é transformar a Esplanada em uma espécie de “arena a céu aberto”, com transmissão televisiva e capacidade para centenas de milhares de pessoas. Segundo apuração, o evento já está em fase de negociação com uma banda internacional de rock que já foi headliner do Rock in Rio. A intenção é garantir uma atração de peso para repetir o impacto global que o show da Lady Gaga gerou no Rio em maio deste ano. Caso venha a se concretizar, o projeto quer consolidar Brasília como palco de grandes eventos culturais gratuitos e de acesso democrático, além de impulsionar o turismo na região Centro-Oeste. Foto destaque: Arquivo/Agência Brasil