Sworn Enemy anuncia seu primeiro show no Brasil

Veterana do hardcore nova-iorquino, a banda Sworn Enemy desembarca pela primeira vez no Brasil em outubro para um show único em São Paulo. A apresentação será no dia 19, um domingo, na tradicional casa Burning House, no bairro da Água Branca. Os ingressos já estão à venda pelo site Fastix, com valores promocionais a partir de R$ 120. Na ativa desde 1997, o Sworn Enemy mistura a brutalidade do hardcore com riffs cortantes que flertam com o thrash metal e o crossover. A formação atual conta com Sal Lococo (vocal e único membro original), Jeff Cummings (guitarra), Matt Garzilli (guitarra), Mike Pucciarelli (baixo) e Jackson (bateria). Reconhecidos pelas performances explosivas, a banda alcançou projeção mundial com o disco As Real As It Gets (2003), que os levou a dividir turnês com nomes como Anthrax, Sepultura e Biohazard. O disco mais recente, Gamechanger (2019), marcou uma fase de renovação criativa. Produzido por Robb Flynn (Machine Head), o álbum foi comparado ao clássico Urban Discipline, do Biohazard, em resenha da Metal Insider. Com groove pesado e breakdowns certeiros, o trabalho reafirma a essência crua e combativa da banda. A produção do show é da New Direction Productions, que encerra o mês de julho com seu sexto e último anúncio de turnê internacional. O evento ainda contará com bandas nacionais de abertura, que serão divulgadas em breve. SERVIÇOSworn Enemy (Nova Iorque – EUA) em São Paulo Data: 19 de outubro de 2025 (domingo)Horário: a partir das 16hLocal: Burning House (Avenida Santa Marina, 247 – Água Branca – São Paulo/SP)Venda online: fastix.com.br/events/sworn-enemy-eua-em-sao-paulo Ingressos em Lote Promocional:R$ 120,00 (Meia Entrada / Solidária)R$ 240,00 (Inteira)
Billy Idol deve anunciar turnê pela América do Sul com datas no Brasil

O ícone do punk e do rock oitentista, Billy Idol, deve retornar ao Brasil em novembro deste ano como parte de uma nova turnê pela América do Sul. O anúncio oficial está previsto para o dia 5 de agosto, mas fontes ligadas à produção local já apontam shows confirmados em território brasileiro, além de datas na Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Caso a confirmação se concretize, essa será a segunda visita do cantor ao país em menos de três anos. Em 2022, Billy Idol se apresentou no Rock in Rio, com um show elogiado por sua energia e hits nostálgicos. Ele também passou por São Paulo, em um sideshow que antecedeu o festival. A nova turnê faz parte da sequência de shows comemorativos que Billy tem feito desde o retorno definitivo aos palcos na última década. O repertório deve incluir clássicos como Rebel Yell, White Wedding, Dancing with Myself e Eyes Without a Face, além de faixas de seus projetos mais recentes. Com mais de quatro décadas de carreira, Billy Idol se consagrou como uma das vozes mais marcantes do rock mundial. Surgiu na cena punk britânica com o Generation X antes de embarcar em carreira solo nos anos 80, onde conquistou o sucesso global com sua mistura de atitude rebelde, visual icônico e uma sequência de hits que o tornaram um símbolo daquela geração. Joan Jett Joan Jett pode ser a grande surpresa na turnê sul-americana de Billy Idol. A roqueira está em negociações para ser a atração de abertura dos shows no Brasil e em outros países da região. Caso o acordo não se concretize, a equipe da cantora já estuda um retorno solo ao país em 2026, com um show próprio celebrando seus maiores sucessos. Ícone absoluto do rock desde os anos 70, Joan Jett ficou conhecida como fundadora da banda The Runaways e, depois, à frente do Joan Jett & The Blackhearts, emplacou hits como I Love Rock ‘n Roll, Bad Reputation e Crimson and Clover. Com atitude punk, voz marcante e presença de palco lendária, ela se mantém como um dos nomes mais influentes da história do gênero.
Entrevista | Late Night Drive Home – “É uma carta de amor à internet”

Com uma sonoridade que flerta com o indie rock, o garage e até o lo-fi de quarto, o Late Night Drive Home vem chamando atenção com letras que refletem as contradições de uma geração moldada pela internet. Formada em El Paso, no Texas, a banda ganhou destaque após o sucesso de Stress Relief em 2021 e agora estreia com o primeiro álbum completo da carreira, As I Watch My Life Online, um trabalho conceitual e maduro que mira diretamente na vida digital. O disco nasceu da vontade de aprofundar o discurso artístico em um mundo que prioriza os singles e os vídeos virais. Com produção iniciada há mais de dois anos, As I Watch My Life Online é uma espécie de “carta de amor crítica” à internet, nas palavras do grupo. As faixas exploram a presença digital, a busca por conexão real e a constante fusão entre o mundo online e a experiência física. Destaque do álbum, a faixa day 2 fala sobre a tentativa de desconectar dos celulares e recuperar um senso de humanidade — um tema que a banda conhece de perto, já que boa parte das conexões e amizades mais profundas dos integrantes surgiu justamente no ambiente virtual. Essa dualidade permeia todo o disco, que equilibra produção analógica e digital como um reflexo sonoro da vida contemporânea. Nesta entrevista ao Blog n’ Roll, Andre Portillo (vocalista e guitarrista), Freddy Baca (baixista) e Brian Dolan (baterista) falaram sobre o conceito do novo álbum, o impacto das redes sociais, as influências que moldaram sua trajetória, entre outros assuntos. Confira a íntegra abaixo. * As I Watch My Life Online é o primeiro álbum de vocês. Como foi o processo de criar um disco de estreia em um mundo onde quase tudo acontece pela internet e as bandas preferem focar em singles ao invés de álbum cheio? Andre – Bem, pensamos muito durante o processo de produção deste álbum. Ele está em produção há uns dois anos, acho que três. E foi bem fácil chegar à conclusão de que queríamos lançar um álbum. E com base em tudo o que estávamos vivenciando na época, tudo online e a presença da nossa banda online, achamos que era um conceito muito legal e seguimos em frente. O disco é descrito como uma coletânea de “perspectivas meta sobre a vida online”. Como vocês definiriam a mensagem central do álbum? Andre – Acho que a mensagem central do álbum é como uma crítica sobre como as pessoas interagem online e como é crescer na internet. Sim, gosto de interpretar como uma carta de amor à internet. A faixa day 2 fala sobre se desconectar dos celulares para viver uma conexão real. Essa experiência já aconteceu com vocês? De onde veio a inspiração para essa música em específico? Andre – Sim. Acho que todos nós já passamos por isso de alguma forma. Quer dizer, é principalmente uma música sobre se conectar com pessoas online e experimentar um senso de comunidade e uma sensação de recuperar as pessoas online te ajudando a recuperar aquela autoimagem de si mesmo. Mas sim, nós já passamos por isso também. Fizemos muitos amigos online nessa época, e até mesmo muitos bons amigos online também, o que é bem interessante porque você pode simplesmente pular a parte em que se conhece pessoalmente e se conectar com alguém instantaneamente. Desde o primeiro EP até agora, com turnês importantes e contrato com a Epitaph, como vocês enxergam a evolução do Late Night Drive Home? Andre – O que você acha, Brian? Brian – Não sei. Começou como um som meio lo-fi de quarto e, com o tempo, acho, especialmente neste álbum, nós realmente mostramos o quão longe chegamos como músicos. Definitivamente, passamos por muitas fases em nosso som. E ficou no rock alternativo e indie. Mas sinto que naquela época tínhamos muito mais sintetizadores e elementos eletrônicos, mas meio que nos afastamos disso à medida que fomos apresentados aos estúdios e técnicas de gravação mais profissionais e coisas do tipo. E tínhamos um som mais de garage rock. Então, à medida que exploramos mais nossa música, aprendemos que é legal combinar os dois e ter sons profissionais de estúdio com sons analógicos que são meio estranhos e cheios de bugs e coisas assim. E mudar nosso som e meio que mesclar esses dois sons. Acho isso legal porque é uma espécie de testemunho da mensagem do álbum, que é como a vida real e a internet se fundindo e se tornando quase uma coisa só, indistinguíveis uma da outra. Realmente antecipo que nosso som mudará o tempo todo, a cada momento. É só uma questão de capturar aquele momento sonoramente e compartilhar com o mundo o que estávamos pensando naquele momento específico. O sucesso de Stress Relief em 2021 trouxe bastante atenção para o Late Night Drive Home. Como lidaram com a pressão e as expectativas depois desse hit? Andre – Especialmente da nossa parte, fomos quase colocados sob essa luz, por todas as pessoas que ouvem nossa música. E é como se houvesse uma pequena pressão quando você está sob essa luz, um pouco de incerteza sobre o que as pessoas pensariam da sua jornada como músico. Porque, como dissemos antes, nossos sons estão sempre evoluindo. E até mesmo a maneira como tocamos no palco, sinto que evolui a cada turnê. Foi meio difícil imaginar as expectativas dos ouvintes e dos nossos fãs. Mas acho que, com isso, aprendemos a aceitar o fato de que somos músicos em constante evolução. E se as pessoas gostam da nossa música, elas sempre vão gostar, não importa como as toquemos. A turnê do novo álbum vai passar por 22 cidades e termina em El Paso, cidade natal o Late Night Drive Home. Tem planos de trazer essa turnê para o Brasil? Brian – Ah, para o Brasil? Ah, espero que sim. No momento, não tenho ideia, mas sei que já tocamos no assunto de talvez fazer uma turnê por diferentes partes do mundo também.
Há 15 anos, Zander derrubava um streaming inteiro com lançamento do Brasa

O Zander iniciou uma turnê temática tocando seu álbum de estreia, Brasa, na íntegra. Em 2010, os tempos eram outros e as bandas independentes lançavam suas músicas na plataforma Trama Virtual, que resistiu até 2013 com a ascensão do Spotify. Quem conta a história do disco é Gabriel Zander, vocalista, guitarrista e fundador da banda. “Foi nosso primeiro álbum cheio, e foi a partir do Brasa que a galera começou a encher os shows e acompanhar a banda”, relembra. Ele completa dizendo que o Zander estava no lugar certo e na hora certa para o lançamento do disco. “A gente achou que o site tinha saído do ar bem no dia do lançamento, aí ligamos para lá e eles disseram que caiu porque estava muita gente baixando e o site não aguentou.” No último sábado (26), o Zander foi headliner do Santos Criativa Rock ao lado do Bayside Kings e tocou o álbum Brasa na íntegra, além de hits que marcaram a carreira da banda. Voltar à cidade tem um gosto especial e nostálgico para Gabriel. A primeira vez que o vi em ação, ele ainda era o Bil do Noção de Nada, abrindo para o CPM 22, antes da fama. Ele conta que esse foi seu primeiro show em Santos e se empolgou com a casa lotada, mesmo que o saudoso Armazém 7 mal comportasse 100 pessoas. “Depois, quando voltamos para Santos, nosso show estava bem mais vazio, e aí entendemos que não estávamos com aquela bola toda. Mas era uma época boa, a gente dormia na casa da galera, passava a semana toda aqui. São boas lembranças”, completa. Próximos Shows da Turnê do Brasa:31/07 – São Paulo/SP01/08 – Americana/SP02/08- Curitiba/PR – Com Rancore e Hateen03/08- Santo André/SP
Bayside Kings convida ex-integrantes em busca de sua obra prima

O Bayside Kings está comemorando 15 anos da melhor forma possível: em estúdio, gravando o novo álbum “Modo de Sobrevivência”. Em busca de sua obra-prima, a banda convidou dois ex-integrantes emblemáticos para o processo de composição e pré-produção. Marcão, hoje na Apnea, integrou os discos Resistance (2016) e Yin Yang (2018), enquanto Léo, atualmente no Surra, participou da era Warship (2013) e Waves of Hope (2015). No último sábado (26/07), a banda se apresentou com Marcão na guitarra — foi a primeira vez com cinco integrantes nos últimos sete anos. O show aconteceu durante o Santos Criativa Rock, evento anual em homenagem ao mês do rock. Em entrevista ao Blognroll, o vocalista Milton Aguiar contou que a ideia dessa nova formação é tornar a banda mais “palpável”, sem perder o DNA selvagem que sempre marcou o Bayside Kings. O álbum está em estágio de pré-produção, com quase 20 faixas compostas, e a previsão é lançar um single ainda em 2025. A temática de Modo de Sobrevivência gira em torno do cotidiano e das batalhas diárias do cidadão comum. E um dos focos dessa nova fase é se consolidar de vez com letras em português. “No início, todas as nossas referências cantavam em inglês, então foi um caminho natural”, explica Milton. “Se naquela época a gente decidisse criar em português, soaria muito parecido com o Dead Fish — que é uma banda que eu gosto muito. Mas depois que criamos nossa identidade e muita gente começou a pedir músicas em português, resolvemos seguir esse caminho. Todo mundo abraçou, e foi um baita acerto”, conclui.
Entrevista | The Inspector Cluzo – “É com menos que você consegue expressar mais”

A dupla francesa The Inspector Cluzo, formada por Laurent (guitarra e voz) e Mathieu (bateria), está de volta com Less Is More, seu décimo álbum de estúdio. Conhecidos por unir rock enérgico com crítica social e uma postura radicalmente independente, os músicos também são agricultores orgânicos e vivem da própria produção em uma fazenda no sul da França. Em sua nova obra, eles aprofundam a relação entre música, ecologia e autossuficiência. O conceito de “menos é mais”, que dá título ao álbum, sintetiza a filosofia de vida da dupla. Em tempos de crise climática, consumo desenfreado e greenwashing, The Inspector Cluzo opta por viver e produzir de forma sustentável — uma prática que não se limita ao discurso: todos os videoclipes do disco foram gravados na fazenda, que também equilibra a pegada de carbono gerada pelas turnês. Inspirados por pensadores como Guy Debord e Henry David Thoreau, The Inspector Cluzo transforma filosofia crítica em rock direto, contestador e provocativo. A faixa As Stupid As You Can, por exemplo, mergulha nas ideias do livro A Sociedade do Espetáculo para refletir sobre como a verdade e o falso se misturam em uma sociedade guiada pelo marketing e pelo consumo. Thoreau, por sua vez, é celebrado não apenas pela crítica ao materialismo, mas por ter sido um dos primeiros a praticar o que hoje chamamos de pós-crescimento: ele foi morar sozinho numa floresta no século 19, longe da sociedade industrial, e escreveu obras que influenciaram desde Gandhi até Martin Luther King. Para os franceses, sua visão é mais atual do que nunca. Nesta entrevista exclusiva ao Blog n’ Roll, a dupla The Inspector Cluzo falou sobre o novo álbum, as críticas sociais que permeiam suas composições, a importância da vida rural, a independência artística e os desafios reais de enfrentar a crise climática sem hipocrisia. “Não estamos pregando nada”, dizem. “Mas estamos tentando mostrar que há caminhos possíveis.” Less Is More é o décimo álbum da carreira de vocês. Que tipo de mensagem ou sentimento vocês buscaram transmitir com esse trabalho? Laurent: A mensagem está no próprio título do álbum: Less is More. E queremos falar sobre o crescimento pós-crise, que gira em torno dessa mensagem, porque acreditamos que, para enfrentar as mudanças climáticas que estamos enfrentando agora, essa é uma forma e uma solução que aplicamos na fazenda, como ser autossuficiente, autofinanciado e independente. Então, através das músicas, essa é uma mensagem que você pode levar, por exemplo, e nós a chamamos de terceiro caminho que você pode explorar para enfrentar essas mudanças climáticas. O single As Stupid As You Can tem uma carga crítica e provocativa. O que motivou essa faixa do The Inspector Cluzo? Laurent: Ele está falando sobre um livro escrito em 1967 por um filósofo francês, um dos maiores filósofos franceses do século 20, chamado Guy Debord. Se você não sabe, ele escreveu um livro filosófico muito, muito famoso chamado La Société du Spectacle. É um livro sobre uma crítica à França e a todos os países ocidentais que se voltaram para o consumismo, o consumo e o materialismo em 1967. E ele disse que, se a consequência disso, com marketing, narrativas, mentiras, etc., for que, a longo prazo, viveremos em uma sociedade invertida, onde a verdade é apenas um momento do falso, ok. E isso é engraçado porque é exatamente a sociedade em que vivemos. Ele explicou que isso demonstra que estamos muito imersos no materialismo e na sociedade consumista. Então, usamos a expressão americana “o mais estúpido possível” para dizer isso, porque é mais fácil e as pessoas entendem. Mas é uma música sobre isso. Então não é sobre ironia. É só porque ele me fez demonstrar que, se você se envolve muito com o consumo e tudo mais, não faz nenhuma diferença entre a verdade e o falso. Além de Guy Debord, vocês citam Henry David Thoreau como inspiração para esse disco. Como esses pensadores influenciaram a criação do álbum? Laurent: David Henry Thoreau foi o primeiro cara a falar sobre o pós-crescimento. Ele é considerado o primeiro ecologista de todos os tempos. Ele é do século 19, um filósofo naturalista americano. Thoreau foi para uma floresta para abandonar o consumismo. Veja, ele estava no século 19, como você pode imaginar. Acho que se ele estivesse vivo hoje, cometeria suicídio imediatamente. Então ele foi para uma floresta e foi morar sozinho, nós temos uma cabana e tudo mais. Ele escreveu um livro porque era o tipo de pessoa que aplicava a si mesmo sua convicção, não pregando e forçando o outro a fazer como ele. O segundo livro que ele escreveu é muito famoso, chama-se Desobediência Civil. Isso influenciou Martin Luther King, Gandhi e a causa. É uma maneira de rejeitar algo com o qual você discorda, mas pacificamente. Ele inspira muita gente. Sabe, o menos é mais no crescimento pós-crise é o David Henry Thoreau. Todo mundo está se perguntando como podemos lidar com a mudança climática. O que podemos fazer com a mudança climática? Quer dizer, exceto pessoas como nós, que cultivam uma fazenda porque estamos fazendo algo concreto. Mas quando você mora em uma cidade, em qualquer lugar, as pessoas se perguntam como podem fazer isso, o que é normal. E David Henry Thoreau é parte da resposta. E ele é muito interessante e já respondeu a essa pergunta no século 19. Ele está voltando, é um cara que usa a expressão “menos é mais” para se informar. É por isso que fizemos uma música sobre ele. Mudando um pouco de assunto, o videoclipe foi filmado na fazenda de vocês, certo? Qual é a importância deste lugar na estética e mensagem da banda? Laurent: Para este álbum, queríamos fazer alguns videoclipes aqui na fazenda porque este ambiente era perfeito para este tipo de álbum, Less is More. E trouxemos nosso amigo do Chile, Lorenzo de la Masa, com quem trabalhamos no álbum People of the Soil. Nós amamos a maneira dele de ver as coisas, especialmente em relação à agricultura. Nós
The Brian Jonestown Massacre retorna a São Paulo em novembro

Após um show sold out na estreia no Brasil em 2023, The Brian Jonestown Massacre, um dos nomes mais importantes do neo psicodelismo liderada pelo criativo multi-instrumentista e vocalista Anton Newcombe, retorna a São Paulo no dia 28 de novembro, no Espaço Usine (antigo Clash Club). Os ingressos já estão à venda no Fastix. A realização é da Maraty, produtora do jornalista André Barcinski junto ao produtor Leandro Carbonato, responsável há dois anos pela primeira vez do The Brian Jonestown Massacre na capital paulista, com todos os ingressos vendidos em uma lisérgica e memorável apresentação de 2h30 de duração. As bandas de abertura serão anunciadas já nos próximos dias. Formado em 1990, o The Brian Jonestown Massacre é uma fusão intensa e prolífica de folk, eletrônica, psicodelia, blues e garage rock. E já se passaram mais de 30 anos desde a estreia da banda com o single She Made Me/Evergreen. Desde então, Newcombe (vocalista, compositor, compositor, proprietário de estúdio, multi-instrumentista, produtor, engenheiro, pai, força da natureza do TBJM) coleciona sucessos e histórias. Lançado em 1992, enquanto a imprensa musical se dirigia aos EUA para ungir a próxima banda de guitarra americana como a moda do mês e as grandes gravadoras estavam à caça de esperançoso obedientes para serem sua última solução rápida, Anton Newcombe teve uma ideia: dizer não. Newcombe já havia se estabelecido como um compositor visionário, um homem para quem fazer música não era uma escolha de estilo de vida ou um corte de cabelo hipster, mas a própria essência da existência, e ele observou em horror silencioso enquanto seus colegas se conformavam timidamente com tudo – sim para contratos, sim para gestão, sim para sugestões, sim para isso, sim para aquilo, sim, sim, sim. Mas ele era diferente. Anton Newcombe estava prestes a dizer não para tudo. “Eu simplesmente sabia que teria mais sucesso de uma certa maneira ao dizer não, apenas sendo contrário porque eu percebi que se as pessoas gostassem de mim, elas iriam gostar de mim de qualquer forma”, ele diz. “Ou não gostarem de mim. Não importa.” Muito disso foi documentado no polêmico documentário ‘Dig!’, que ainda é celebrado como um dos melhores documentários de rock já feitos, e comemora seu 20º aniversário este ano. A versão remasterizada e expandida estreou no Sundance em janeiro. O álbum de estreia do Brian Jonestown Massacre, Methodrone, tingido de shoegazing, foi lançado em 1995 e desde então vários membros da banda se juntaram a Newcombe em suas escapadas sonoras, mas ele permaneceu o único constante, o gênio criativo no centro de uma das bandas mais fascinantes da música. Desde então, houve mais 20 álbuns sob o nome de Brian Jonestown Massacre, cada um embarcando em sua própria aventura de expansão da mente e explorando os reinos exteriores do rock’n’roll; rock psicodélico, country-blues, rock’n’roll raivoso, noise-pop relaxante e mais. Ao longo do caminho, Newcombe se estabeleceu como um talento único na vida, que viu a direção em que o indie-rock mainstream estava indo e optou por dar a volta longa. Ele emergiu como uma força revolucionária na música moderna, um herói underground. Não havia outro caminho, era assim que tinha que ser. “Minha única opção com tudo na vida sempre foi que você apenas pula no fogo”, ele declara. “Não importa o que seja.” É com esse espírito que ele pulou ao redor do mundo, da Costa Oeste a Nova York, de Manhattan à Islândia, e então a Berlim, onde viveu por 15 anos e tem dois apartamentos, um para morar e outro que foi convertido em seu estúdio. Depois de uma década de 2010 extremamente prolífica, que viu o lançamento de oito álbuns completos e um mini-álbum, Newcombe estava passando por um período de bloqueio criativo quando um dia ele pegou sua guitarra de 12 cordas e The Real (a faixa de abertura do álbum anterior Fire Doesn’t Grow on Trees) surgiu dele. Assim como o kraken, era como se ele tivesse convocado isso. “De repente, eu simplesmente ouvi algo”, ele diz. “E então não parou mais. Gravamos uma música inteira todos os dias, durante 70 dias seguidos.” No final, eles tinham 2 álbuns prontos para serem lançados. Juntando-se a Newcombe no estúdio para The Future Is Your Past estavam Hakon Adalsteinsson (guitarra) e Uri Rennert (bateria). Ao longo da carreira, o The Brian Jonestown Massacre figurou em diversas trilhas sonoras: Straight Up And Down é música tema da série televisiva da HBO, Boardwalk Empire; The Way It Was foi usada na trilha sonora do video game de corrida Need For Speed: The Run; Going To Hell fez parte da trilha sonora do clássico da comédia americana American Pie (1999); Not if You Were the Last Dandy on Earth aparece na trilha sonora de seu filme Broken Flowers. Além de Brasil, o TBJM tem mais três shows agendados na América do Sul entre novembro e dezembro deste ano: 30/11 em Montevidéu (Uruguai), 2/12 em Buenos Aires (Argentina) e 4/12 em Santiago (Chile). The Brian Jonestown Massacre em São Paulo + bandas de abertura Data: 28 de novembro de 2025 (sexta-feira) Horário: 20h Local: Espaço Usine (R. Barra Funda, 973 – Barra Funda, São Paulo – SP) Ingressos Valores em 1º lote: R$220,00 (Meia), R$ 230,00 (Meia Solidária – mediante doação de um 1 kg de alimento não perecível), R$ 440,00.
Após show no Brasil, Alice Cooper lança álbum “The Revenge of Alice Cooper”

O lendário Alice Cooper está de volta! O músico, que se apresentou recentemente em São Paulo, no Best of Blues and Rock, lançou, na última sexta-feira (25), o álbum The Revenge of Alice Cooper, com 14 faixas inéditas. The Revenge Of Alice Cooper captura os riffs venenosos característicos da banda, a narrativa macabra e a arrogância inegável — e prova que o espírito da banda não está apenas vivo, mas rugindo de volta à vida com poder e propósito. Gravado em um estúdio de Connecticut, com Bob Ezrin no comando, o álbum traz o espírito do Alice Cooper clássico para o presente com riffs venenosos, narrativa teatral e um toque de terror vintage. O álbum ainda conta com uma participação póstuma de Glen Buxton na guitarra em What Happened To You, preservando seu legado no renascimento da banda. Da arrogância primitiva de Black Mamba ao uivo rebelde de Wild Ones e agora o rugido noturno de Up All Night, o disco é um lembrete alto e selvagem de que o verdadeiro rock nunca morre.
Tame Impala está de volta com “End Of Summer”; ouça!

Tame Impala (Kevin Parker) retorna com o lançamento de End of Summer, sua primeira gravação pela nova casa, Sony Music. A canção marca um novo amanhecer para o artista, que, mais uma vez, expande os limites do projeto rumo a territórios ainda inexplorados. Inspirando-se na rica e profunda história da música eletrônica, End Of Summer reapresenta Tame Impala como uma espécie de ato rave futurista e primitivo. A faixa remete ao verão do acid house em 1989, às festas livres dos anos 1990, aos bush doofs (festas em áreas remotas na Austrália) — a uma história imaginada, transmutada em algo simultaneamente presente e eterno, ainda inconfundivelmente Tame Impala. O entusiasmo por experimentações espontâneas em estúdio, marca registrada das gravações de Tame Impala desde o início, está mais evidente do que nunca. O domínio de Parker sobre seu ofício imprime na faixa um brilho sutilmente manipulador e alucinante. End of Summer chega acompanhada de uma narrativa visual em formato curto, dirigida pelo artista multidisciplinar Julian Klincewicz.