Rock in Rio fecha line-up de rock com The Hives, Rise Against e despedida do Sepultura

A organização do Rock in Rio 2026 encerrou o mistério sobre a programação dos dias focados nas guitarras. Nesta terça-feira (17), o festival anunciou os nomes que completam os line-ups dos Palcos Mundo e Sunset para os dias 4 e 5 de setembro, juntando-se aos já anunciados Foo Fighters, Avenged Sevenfold e Bring Me The Horizon. O grande peso histórico do anúncio ficou por conta do Sepultura. A banda brasileira foi confirmada para abrir o Palco Mundo no dia 5 de setembro, realizando não apenas a sua despedida do festival, mas o penúltimo show de sua carreira, antecedendo o encerramento definitivo de suas atividades em São Paulo. Confira como ficou a divisão dos palcos: 4 de setembro: punk, garage rock e nostalgia nacional O dia encabeçado pelo Foo Fighters ganhou reforços de peso internacional que farão suas estreias na Cidade do Rock. 5 de setembro: metal moderno e nova geração O dia que já contava com Avenged Sevenfold e Bring Me The Horizon assumiu uma postura focada no rock e metal contemporâneo, com forte presença feminina no palco secundário. 🎸 Serviço: Rock in Rio 2026 Os ingressos do formato “Rock in Rio Card” já estão esgotados. A organização anunciará a data para a venda geral de ingressos em breve.
The Red Jumpsuit Apparatus adia show em São Paulo para agosto

A apresentação da banda norte-americana The Red Jumpsuit Apparatus, inicialmente marcada para o dia 28 de março, foi reagendada para o dia 8 de agosto (sábado). O local do evento permanece inalterado: o Hangar 110, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Segundo o comunicado oficial, a mudança de data ocorreu devido a motivos pessoais dos integrantes da banda, sendo uma decisão alheia ao trabalho da produtora brasileira Áldeia Produções Artísticas. Ingressos e política de reembolso Para os fãs que já haviam garantido presença, a organização reforça que todos os ingressos adquiridos seguem válidos para a nova data em agosto, sem necessidade de troca. Para aqueles que não puderem comparecer no dia 8 de agosto e optarem pelo estorno do valor, o contato deve ser feito diretamente com a plataforma Pixelticket através do e-mail (contato@pixelticket.com.br) ou pelo WhatsApp de suporte (11 97135-5496). Turnê ‘Don’t You Fake It’ A passagem do grupo pelo Brasil integra a turnê internacional que celebra os 20 anos de lançamento do álbum Don’t You Fake It (2006). O disco cravou o nome da banda no auge da cena emo e do rock alternativo da primeira década dos anos 2000. O grande diferencial do The Red Jumpsuit Apparatus na época foi furar a bolha do underground com o single Face Down. Diferente de seus contemporâneos que focavam em desilusões amorosas, a faixa trazia uma denúncia explícita contra a violência doméstica, narrando a história de uma mulher vítima de agressões. A postura direta fez com que a música fosse adotada em campanhas de conscientização contra relações tóxicas e violência de gênero. O show no Hangar 110 será focado na execução desse álbum clássico na íntegra (incluindo sucessos como False Pretense e a balada Your Guardian Angel), além de abrir espaço para singles mais recentes, como Perfection e Slipping Through. 🎫 Serviço: Nova Data – The Red Jumpsuit Apparatus A doação de 1kg de alimento não perecível ou de um pacote de absorvente feminino garante o benefício do Ingresso Promocional Solidário.
El Negro foge do estúdio e grava o álbum “Bronco” no porão da antiga prefeitura de Porto Alegre

A padronização sonora dos estúdios modernos fez a banda gaúcha El Negro buscar uma rota de fuga radical para o seu quarto disco. O trio disponibilizou nas plataformas digitais o álbum Bronco, um trabalho cuja sonoridade foi moldada diretamente pela arquitetura do local onde foi concebido. Fugindo das cabines de gravação tradicionais, o grupo formado por Mumu (vocal, guitarra e teclados), Fabian Steinert (baixo e guitarra) e Leandro Schirmer (bateria e percussão) montou seus equipamentos no subsolo da antiga prefeitura de Porto Alegre, um prédio de arquitetura neoclássica no centro da capital gaúcha. El Negro aposta na acústica do porão e rejeição à IA A escolha do porão não foi um mero capricho estético. A banda utilizou o espaço como um elemento ativo na captação do áudio, capturando a reverberação e a crueza do ambiente para encorpar a sua mistura de rock de garagem com electro rock. Segundo o vocalista Mumu, a decisão é uma resposta direta à plastificação da música atual. “Fizemos testes em diferentes lugares antes de escolher a antiga prefeitura. Isso era feito nos anos 70 e me parece muito atual em épocas de inteligência artificial. A busca é por um som com mais presença, textura e personalidade em um momento em que a padronização técnica é cada vez mais acessível”, explica o músico. Conexões com o rock gaúcho Para além da experimentação acústica, Bronco solidifica suas raízes na cena do Rio Grande do Sul ao recrutar dois nomes de peso para o repertório:
Mari Romano canta em inglês e flerta com o krautrock no inusitado single “Mosquito”

Um jogo de palavras aleatórias durante uma residência artística foi o gatilho para o single Mosquito, da cantora e compositora carioca Mari Romano. A faixa ocupa um papel central em seu próximo álbum de estúdio, batizado de Além da Pele. A composição surgiu quando Mari e o artista de Los Angeles Oto-Abasi decidiram sortear palavras em inglês para criar poemas como forma de passar o tempo. A partir dos termos mosquito, flower e cry, a carioca pegou o violão e estruturou o que viria a ser a única faixa cantada em idioma estrangeiro do seu novo disco. Krautrock e microfones vintage em Mosquito, de Mari Romano Fugindo de estruturas convencionais, Mosquito assume um clima soturno e de faroeste. A sonoridade rítmica e hipnótica da faixa carrega forte influência da banda alemã Can (um dos pilares do krautrock dos anos 70). A base musical foi gravada com a cozinha afiada formada por Guilherme Lírio (baixo) e Jeremy Gustin (bateria). O tratamento vocal também recebeu atenção técnica específica. A captação ocorreu no estúdio do músico Vovô Bebê, com operação de Rafaela Prestes. “A voz principal foi gravada com a técnica de emparelhar lado a lado um microfone moderno com um microfone super antigo. Isso gerou um efeito quase de rádio antigo, dando um caráter próprio para a interpretação”, detalha a produção. Liricamente, a faixa traça um paralelo sobre a mortalidade, comparando a fragilidade da vida de um inseto à condição humana diante das leis da natureza. Remix para as pistas O lançamento duplo também joga a faixa diretamente nas pistas de dança. Mosquito ganhou um remix oficial assinado pelo DJ e produtor Vinicius Tesfon, que transformou a levada soturna original em um groove no estilo house/disco, adicionando inclusive um novo verso cantado em espanhol. A força da versão eletrônica foi tamanha que a faixa acabou sendo prensada em vinil para integrar uma coletânea exclusiva da Mov Dome, a tenda de música eletrônica do festival Rock The Mountain.
Must Be Wrong resgata a velocidade do skatepunk no segundo álbum “Fools Paradise”

A banda suíça de skatepunk Must Be Wrong disponibilizou nas plataformas digitais o seu segundo álbum de estúdio, Fools Paradise. Composto por dez faixas, o disco foca nas raízes do gênero dos anos 90: andamentos rápidos, guitarras distorcidas e refrões melódicos em coro. Liricamente, o trabalho aborda questões de saúde mental, injustiça social e as complexidades dos relacionamentos contemporâneos. Conexão com The Blasting Room Formado em 2019, o grupo suíço decidiu investir pesado na ficha técnica deste segundo lançamento para garantir a sonoridade clássica do estilo. As gravações ocorreram no Carving Room Studio e a mixagem no Soundfactory Studio, ambos na Suíça. No entanto, a masterização do álbum foi enviada para os Estados Unidos, ficando a cargo do produtor Jason Livermore no lendário The Blasting Room (estúdio fundado por Bill Stevenson, do Descendents, e responsável por discos históricos do NOFX, Rise Against e Propagandhi). A arte da capa, que reflete o tom crítico das composições, é assinada pelo artista visual Oscar Puig, de Barcelona. Currículo do Must Be Wrong na estrada A busca pela sonoridade crua do skatepunk no estúdio reflete a experiência que o Must Be Wrong vem acumulando nos palcos. Nos últimos anos, a banda solidificou sua presença no circuito europeu abrindo shows para gigantes da cena punk mundial na Alemanha, Áustria e na própria Suíça. O currículo de turnês conjuntas do grupo já inclui apresentações ao lado de bandas como Less Than Jake, A Wilhelm Scream, Authority Zero e ITCHY.
The Mönic celebra mulheres da cena no We Are One Tour 2026

A The Mönic será o único nome nacional a integrar a We Are One Tour 2026, turnê que reúne nomes consagrados da cena como Pennywise, Millencolin e Mute. Mais do que uma participação de destaque no line-up internacional, a série de shows também marca um posicionamento claro da banda de ampliar a presença de mulheres em uma cena que historicamente sofre uma desigualdade no gênero. Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos pelo link. Para a turnê, o grupo preparou um set especial e decidiu transformar o palco em um espaço coletivo. Em todas as cidades, exceto Porto Alegre, uma guitarrista convidada de bandas locais se junta à apresentação para tocar uma música com a banda, além dos feats nos dois shows em São Paulo. Compartilhar o palco com outros artistas não é novidade para a The Mönic, que já incorporou colaborações em festivais e apresentações importantes antes como Rock in Rio, The Town, Knotfest e Se Rasgum. “Esse mês fazemos oito anos de banda, as coisas melhoraram muito em questão de presença das minas nos line-ups nestes últimos anos, mas a conta ainda é muito desigual. Não adianta só se indignar, e aproveitar o espaço só para nós mesmas. Queremos mais minas do nosso lado quando estamos ocupando lugares de destaques”, comenta a vocalista da banda, Dani Buarque. As convidadas confirmadas são Jessi Gonçalves (Dirty Grills) em Florianópolis, Rubia Oliveira (Cigarras) em Curitiba, Camila Araújo (Punho de Mahin) em São Paulo (28), Isabela Lorio (Fake Honey) no Rio de Janeiro (29) e Luisa Phoenix (Swave) na data extra em São Paulo (31). Além dessas participações na guitarra, os shows na capital paulista terão dois feats especiais de Charlotte Matou Um Cara, no dia 28, e MC Taya, no dia 31. A We Are One Tour 2026 passa por seis datas no Brasil, sendo Porto Alegre será a única cidade do roteiro em que a The Mönic ainda não se apresentou: 24/03 – Porto Alegre – URB Stage 25/03 – Florianópolis – Life Club 27/03 – Curitiba – Tork n Roll 28/03 – São Paulo – Terra SP 29/03 – Rio de Janeiro – Sacadura 154 31/03 – São Paulo – Audio (data extra)
Ginger, do The Wildhearts, é diagnosticado com câncer raro, mas mantém turnê e gravação

Nesta segunda-feira (16), o mundo do rock foi pego de surpresa com um comunicado oficial emitido pela equipe da banda britânica The Wildhearts. Ginger Wildheart, o carismático vocalista, foi diagnosticado com uma forma rara e agressiva de câncer, o Linfoma de Células do Manto (MCL). De acordo com a nota, os primeiros sinais do problema surgiram em dezembro de 2025, durante a turnê More Satanic Rites pelo Reino Unido. Sentindo dores intensas que o obrigavam a fazer pequenas pausas durante os shows, Ginger demonstrou sua dedicação inabalável aos palcos: à base de analgésicos, ele garantiu que nenhum fã saísse decepcionado e entregou cada riff com a atitude de sempre. Foi apenas após o fim da turnê que o músico buscou investigar a fundo a causa das dores, culminando no triste diagnóstico recente. No entanto, se engana quem pensa que isso vai parar a máquina de fazer rock n’ roll que é Ginger. O comunicado tranquiliza os fãs ao afirmar que, neste momento, o músico está com o ânimo excelente. Ele segue compondo ativamente, tanto para o The Wildhearts quanto para projetos solo. Inclusive, o álbum sucessor de The Satanic Rites… (2025) já está em fase de finalização e ganhará novidades ainda este ano via Snakefarm/Universal. Em uma demonstração de força imensa, a equipe confirmou a notícia mais aguardada pelos fãs: todos os shows da turnê de primavera anunciados para abril e maio de 2026 no Reino Unido estão mantidos. “Enquanto processamos esta notícia e aguardamos mais orientações médicas, Ginger quer que todos saibam que a força e a positividade prevalecerão e que o show VAI continuar”, destaca o comunicado, que carrega no topo uma frase muito propícia para o momento: “Você tem que acreditar que pode melhorar”. Aqui do Blog n’ Roll, onde Ginger sempre teve cadeira cativa pelas suas composições geniais e atitude, enviamos nossas melhores energias para que sua recuperação seja plena. Como a própria banda frisou: o The Wildhearts está soando maior e mais revigorante do que nunca. Longa vida ao Ginger!
Entrevista | Air Supply – “Geralmente ouvimos ‘nós nos casamos com uma de suas músicas'”

O tempo parece não passar para as baladas que definiram gerações. O duo australiano Air Supply, formado por Graham Russell e Russell Hitchcock, desembarca no Brasil em maio para uma apresentação única no Vibra São Paulo, no dia 10. O show faz parte da turnê comemorativa de 50 anos de carreira, um marco raríssimo na indústria fonográfica que prova a resiliência do soft rock e o poder de hits que se tornaram hinos atemporais. Desde que se conheceram nos ensaios de Jesus Christ Superstar na Austrália, em 1975, Graham e Russell construíram um império baseado em melodias perfeitas e harmonias vocais impecáveis. Com mais de 100 milhões de discos vendidos, a dupla é responsável por clássicos que dominam as rádios e as trilhas sonoras de casamentos ao redor do mundo, como Lost in Love, All Out of Love e Making Love Out of Nothing At All. Entrevista exclusiva com Air Supply Nesta entrevista exclusiva para o Blog n’ Roll, conversamos com Graham Russell diretamente da Filadélfia, nos Estados Unidos. O compositor e violonista do duo, hoje com 75 anos, revelou detalhes sobre a nova dinâmica do show, que agora conta com a adição de violoncelos para dar um toque orquestral às apresentações, e comentou sobre a dificuldade, e o privilégio de selecionar um repertório entre tantos sucessos acumulados em cinco décadas. Graham também demonstrou um carinho especial pelo público brasileiro, que descreveu como “expressivo e sem medo de sentir”. Para ele, os fãs no Brasil possuem uma conexão visceral com as letras do Air Supply, criando uma troca de energia que torna cada vinda ao país uma experiência emocional tanto para a plateia quanto para os músicos no palco. Um dos momentos mais curiosos da conversa foi quando Graham explicou o segredo da longevidade da parceria: a ausência total de discussões e egos. Enquanto muitos grupos se dissolvem por conflitos criativos, o Air Supply encontrou o equilíbrio perfeito onde Russell brilha nos vocais e Graham se dedica à criação das composições, mantendo a amizade intacta mesmo após 50 anos de estrada. Confira abaixo a entrevista na íntegra. Vocês estão celebrando 50 anos de carreira com esta nova turnê. Como é olhar para trás e medir o alcance mundial que a música do Air Supply teve nessas cinco décadas? É bem impactante quando paramos para pensar nisso. Sabe, é uma vida inteira para se olhar. E nós tivemos uma vida ótima. Fomos muito afortunados por poder fazer o que amamos, que é tocar e criar música que as pessoas amam. Temos uma vida ótima, um trabalho ótimo e amamos cada momento. É incrível, 50 anos… Eu sei que existem muitos artistas que estão aí há tanto tempo, mas quando você pensa nisso, é realmente impressionante. Você vive um sonho, certo? Sim, é um sonho. Quando eu tinha 9 ou 10 anos, era isso que eu sempre quis fazer. E aqui estou eu. É incrível. Mas a vida é assim, sonhos podem se tornar realidade. Graham, o show do Air Supply no Vibra São Paulo está marcado para 10 de maio. Como tem sido o processo de montar um setlist para uma turnê de aniversário tão extensa? É difícil para nós. Temos que ser muito seletivos porque queremos tocar todos os grandes hits, e são muitos, mas tocamos todos. Isso deixa pouco tempo para coisas novas, mas encontramos espaço. Tocaremos algumas músicas inéditas do nosso novo álbum, mas a maioria do show serão os grandes sucessos, que é o que as pessoas querem ouvir. Além disso, acabamos de adicionar dois violoncelos à nossa banda, então o som está bem orquestral agora. Estamos muito felizes com o resultado, soa incrível. O público brasileiro sempre demonstrou muito carinho pelas músicas do Air Supply. O que você mais lembra das suas visitas anteriores e quais são as expectativas para esta apresentação? Viemos ao Brasil pela primeira vez em 1982 para dois programas de TV, um no Rio e outro em São Paulo. Ficamos impressionados com a resposta do povo brasileiro. Não tínhamos ideia! Desde então, voltamos para tocar muitas vezes. Temos muitos amigos brasileiros. É sempre ótimo ir aí porque as pessoas não são apenas românticas, elas se expressam de imediato. Não guardam nada para si. Elas amam cantar, rir e chorar conosco. É isso que amamos na nossa música: ela alcança as pessoas. E os brasileiros não têm medo de demonstrar isso. Algumas pessoas são reservadas, mas não os brasileiros. De jeito nenhum. Seus amigos brasileiros são músicos? Não. Ao longo dos anos, as pessoas nos param na rua, dizem que foram aos shows muitas vezes e acabamos virando amigos. Mantemos contato com alguns, mas não são músicos. São pessoas comuns, como nós. É muito legal ter amigos que não são necessariamente músicos. É incrível que vocês façam amigos assim. Sim, podemos estar em um restaurante e as pessoas na mesa ao lado dizem: “Oh, vamos ao seu show hoje à noite”. Começamos uma conversa, descobrimos que a pessoa é médico ou advogado, vemos que temos coisas em comum e mantemos contato. Não com todos, mas temos muitos amigos e sempre ansiosos para revê-los. E eles geralmente dizem: “Ah, eu pedi minha esposa em casamento com a sua música” ou algo assim? Sim! Geralmente é “nós nos casamos com uma de suas músicas”. Então nossa música se torna parte da vida deles. Você se torna parte da história deles sem perceber. Eles dizem que casaram ouvindo Two Less Lonely People ou que All Out of Love foi a primeira dança do casamento. Você se torna parte deles de uma forma pequena. Isso acontece muito e é algo maravilhoso de se ouvir e compartilhar. Graham, durante sua última visita a São Paulo em 2024, você recitou um poema escrito para a cidade, “The Best for Last”. Podemos esperar surpresas semelhantes no próximo show do Air Supply aqui? Ah, sim! Eu sempre escrevo um poema à tarde para a cidade onde estamos, sobre como estou me sentindo em relação às pessoas dali. Nunca sei como
Os Inimigos do Rei transformam o sufoco do fim do mês em sátira no single “Medo”

Ficar sem dinheiro no fim do mês é um pesadelo universal, mas a banda Os Inimigos do Rei resolveu transformar essa tensão rotineira em música. O grupo fluminense disponibilizou nas plataformas digitais o single Medo, faixa que serve como base para a nova turnê do sexteto, batizada de Vem Kafka comigo!. Composta por Marcus Lyrio (música) e Luiz Guilherme (letra), a canção usa o humor como ferramenta de sobrevivência para lidar com a ansiedade provocada pelos boletos acumulados. Crônica do salário curto pelo Inimigos do Rei Embora tenha ganhado uma nova produção em 2025 pelas mãos de Bruno Costa e Vini Lobo, a letra nasceu de uma situação real vivida há duas décadas. A composição foi escrita originalmente em 2006, em um momento de alta pressão econômica para o vocalista Luiz Guilherme. “Eu começava meu segundo casamento, morava em apartamento alugado e minha filha estudava em faculdade particular. Ou seja, o fim do mês era um medo bem real”, relembra o cantor. Apresentada pela primeira vez em um show no Circo Voador naquele mesmo ano de 2006, a faixa foi resgatada para o atual momento da banda por dialogar com a realidade atemporal do país. Luiz Guilherme classifica a letra como “vertical”, capaz de atravessar diferentes camadas sociais. “É o medo de não ter dinheiro para superar o fim do mês. Seja o salário para esticar, a mesada que acabou, as contas deixadas para depois”, completa. A formação atual que dá corpo à faixa conta com: