“Set será dedicado a Brian James”, promete Captain Sensible sobre show do The Damned em SP

Atração do Punk Is Coming e com show agendado para a noite desta sexta-feira (7) no Cine Joia, em São Paulo, a banda inglesa The Damned se manifestou sobre a morte do guitarrista e fundador, Brian James, nas redes sociais. “Brian James era um visionário – o Damned é sua obra-prima e Damned Damned Damned o álbum que deu início à revolução punk do Reino Unido em 1976. Mas a visão de Brian não se estendeu a nenhum tipo de perfeição – pelo contrário, ele queria que seu rock ‘n’ roll turbinado fosse deixado cru, com todas as suas arestas intactas, o que é possivelmente o motivo pelo qual ele recrutou Rat, Dave e Cap para ajudar a impulsionar sua revolução musical”, inicia a nota. “Você provavelmente pode imaginar como estamos nos sentindo hoje, agora que a notícia de sua morte foi divulgada… mas felizmente a formação original se reuniu para recriar o espírito de Londres de 76 novamente recentemente… um deleite sonoro que ninguém que compareceu jamais esquecerá. Muito menos nós!”, completa. Ainda na publicação, a banda fez questão de ressaltar o legado do músico. “Embora o grande homem tenha partido, sua visão particular do punk e do rock ‘n’ roll em geral continua viva em seu corpo fenomenal de trabalho com o Damned e os Lords Of The New Church. Bandas jovens que estão começando poderiam fazer muito pior do que levar um pouco disso a bordo”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por The Damned (@thedamnedofficial) O guitarrista Captain Sensible também compartilhou uma bonita mensagem nas redes sociais, além de prometer um show especial em memória de Brian James. “A visão de Brian de uma revolução musical estava absolutamente certa… e cara, me sinto sortudo por ele ter me escolhido, porque eu não tinha plano B se o jogo da música falhasse”. Captain Sensible concluiu a nota lembrando da apresentação no Cine Joia. “O The Damned toca em São Paulo, Brasil, e vai dedicar o set (e algumas de suas músicas) a Brian James – sem o qual o The Damned nunca teria acontecido”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Captain Sensible (@captainsensible1)
Bijoux Cone, guitarrista da The Gossip, faz show solo em São Paulo

Bijoux Cone, tecladista e guitarrista da icônica banda norte-americana pop feminista The Gossip, traz seu divertido e enérgico show solo ao Sesc Vila Mariana, em São Paulo, no dia 20 de março. A apresentação faz parte da programação especial do mês das mulheres, com uma série de shows internacionais de cantoras, musicistas e compositoras de diferentes ritmos e origens. Os ingressos estarão disponíveis para compra online a partir de terça-feira (11), às 17h. Venda presencial a partir de quarta-feira (12), às 17h, em todas unidades do Sesc em São Paulo. A realização é da Brain Productions Booking. Como uma mulher trans, a musicista, produtora e artista visual Bijoux celebra e aborda em seu trabalho as perspectivas queer e explora temas de amor, perda e identidade combinados com synth pop melodramático exuberante e grooves de synth disco. Bijoux é natural de Portland (Estados Unidos) e também toca teclado na The Mommys. Neste show, Bijoux Cone é voz e guitarra, acompanhada de Felipe Faraco (baixo) e Theodora Charbel (bateria). O álbum de estreia da carreira selo de Bijoux Cone, Magnetism, foi lançado em fevereiro de 2020 pela gravadora Cleopatra Records, de Los Angeles. É descrito como um registro “profundamente pessoal” e serve como uma mixtape de cartas de amor para amantes e eus do passado, explorando temas de perda, identidade, divórcio e vício. O segundo álbum, Love Is Trash, que terá destaque neste show no Sesc Vila Mariana, foi lançado em 2023 pela Literal Gold Records. Como ela afirma, o disco “é sobre navegar por diferentes tipos de relacionamentos significativos e reconhecer que talvez nada dure para sempre. Suas músicas são colagens sonoras repletas de sintetizadores cheios de alma por meio de baladas new wave esquisitas, rock espacial glam e pop gótico melancólico. SERVIÇO Bijoux Cone no Sesc Vila Mariana Data: 20 de março de 2025 (quinta-feira) Horário: 20h30 Local: Auditório do Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas 141, São Paulo, SP) Ingressos Disponível para compra online a partir de 11/03, às 17h; Venda presencial a partir de 12/3, às 17h, em todas unidades do Sesc em São Paulo Valores: R$ 15,00 (Credencial Plena), R$ 25,00 (Meia entrada), R$ 50,00 (Inteira)
Em clima de Copacabana, Lady Gaga solta o ótimo Mayhem; ouça!

Com mega show gratuito agendado para a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, Lady Gaga lançou seu sétimo álbum de estúdio, Mayhem. Marcando um retorno às raízes pop da cantora, Mayhem reafirma Gaga como mestre da reinvenção, capaz de criar um álbum que é ousado e eclético na mesma medida em que é profundamente pessoal. O álbum é uma declaração de liberdade artística, uma celebração das contradições da vida e um testemunho do poder da música de unir as pessoas em meio ao caos. Chegando um dia antes do retorno de Lady Gaga ao programa Saturday Night Live, onde ela se apresentará como anfitriã e convidada musical, Mayhem já está disponível para download/streaming. Gravado no Shangri-La Studios, perto da casa de Gaga em Malibu, Mayhem apresenta os singles lançados anteriormente, Disease, Abracadabra e Die With a Smile. O projeto de 14 faixas teve produção executiva de Lady Gaga, Michael Polansky e Andrew Watt. Os produtores do álbum incluem Gaga, Andrew Watt, Cirkut e Gesaffelstein. Construindo um ano marcante para sua carreira na América Latina, Lady Gaga anunciou recentemente um grande show no Estádio GNP Seguros, na Cidade do México, em 26 de abril, e um histórico show gratuito na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 3 de maio.
Sensação do metal, Spiritbox revela álbum Tsunami Love

O Spiritbox, um dos maiores nomes do metal na atualidade, lançou o álbum Tsunami Love. Anteriormente, o grupo já havia revelado os singles Soft Spine, Perfect Soul, No Loss, No Love e Crystal Roses. Tsunami Sea é a sequência do elogiado Eternal Blue (2021). O álbum foi produzido por Dan Braunstein e Mike Stringer, mixado por Zakk Cervini e masterizado por Ted Jensen. O álbum é o projeto mais ambicioso da carreira do Spiritbox, que recentemente surpreendeu o público ao estrear nos palcos brasileiros em São Paulo, ao lado do Bring Me The Horizon. Antes do lançamento, a banda embarcou em uma turnê europeia esgotada. Posteriormente, em junho, será a atração de abertura de shows do Linkin Park na Europa. Formado em 2017 por Courtney LaPlante e Mike Stringer, o Spiritbox alcançou destaque com o single Holy Roller em 2020, consolidando-se como um dos nomes mais promissores do gênero. Com seu álbum de estreia, que alcançou a 13ª posição na Billboard 200, a banda redefiniu o metal, misturando djent, post-metal e influências pop. Desde então, o Spiritbox esgotou turnês, estampou capas de revistas importantes, foi indicado a dois Grammys, ganhou prêmios como Juno e Heavy Music Awards. Em 2023, lançou o EP The Fear of Fear, com o single Jaded indicado ao Grammy. No ano passado, eles surpreenderam ao se unirem ao ícone do hip hop Megan Thee Stallion em um elogiado remix de Cobra – a parceria foi revivida no início do ano com TYG, para o álbum Megan: Act II.
The Wildhearts lança continuação de debute clássico; ouça!

Satanic Rites Of The Wildhearts, o 11º álbum dos veteranos ingleses do The Wildhearts, chegou às plataformas digitais. O disco é o sucessor de 21st Century Love Songs (2021). Produzido por Jim Pinder (Bring Me The Horizon) e mixado por Pinder e Carl Bown (Machine Head), o trabalho é considerado como uma continuação tardia do clássico Earth vs The Wildhearts (1993). “As músicas foram escritas durante um período de transição, de extremamente negativo para positivo”, diz Ginger Wildheart em comunicado enviado à imprensa. “Eu percebi quanto controle eu tenho sobre minha saúde mental, e as músicas vieram desse entendimento. Há de tudo aqui — refrões cativantes, riffs de foda-se, raiva, frustração, aceitação e revelação, com muitos desvios insanos. O álbum começa pessimista e termina como ‘Ah, então eu POSSO mudar minha vida?’ Ginger vai além na explicação sobre o álbum: “Às vezes você tem que começar do fundo, do seu ponto mais escuro”. “Temos mais controle sobre nossas emoções do que pensamos. Controlamos o resultado pela forma como respondemos. Quando comecei a aprender isso, as músicas saíram mijando. É um álbum de hard rock para pessoas que realmente amam hard rock”. Por fim, Ginger falou sobre o amor pela música. “Eu estava lendo uma entrevista com um músico famoso recentemente, e ele estava falando sobre como não existem mais trovadores — pessoas que tocam música puramente por amor a ela. Eu pensei que era uma observação interessante, então eu a abordei aqui, junto com a ideia de ser você mesmo e não ser influenciado por tendências ou modas, pela última coisa. Se você permitir que isso aconteça, há o perigo de você estar sempre um passo atrás ou na sombra de outra pessoa.”
De luto pela morte de ex-guitarrista, The Damned se apresenta no Cine Joia

Ícone do punk rock britânico, a banda The Damned retorna a São Paulo após 13 anos. A apresentação acontece nesta sexta-feira (7), no Cine Joia, na Liberdade. No palco, os músicos devem homenagear Brian James, ex-guitarrista e membro fundador da banda, que faleceu aos 70 anos, na última quinta-feira (6). Ainda há ingressos disponíveis para a apresentação no Cine Joia. No sábado (8), a banda também integra o estrelado lineup do Punk is Coming, no Allianz Parque, em São Paulo, também com ingressos à venda. Ao longo de sua carreira, Brian James chegou a tocar com o Black Sabbath e Iggy Pop. É dele também o primeiro single da história do punk rock britânico, a música New Rose, do The Damned, que foi regravada décadas depois pelo Guns n’ Roses. Brian deixou o The Damned após o lançamento do segundo álbum e fundou a banda Tanz Der Youth, que durou pouco. Mais tarde, ele formou o The Lords of the New Church com seu amigo Stiv Bators. Juntos, eles lançaram singles como Open Your Eyes, Dance with Me e Method to My Madness. Depois, ele foi para o The Dripping Lips e o Brian James Gang e criou mais álbuns solo. Em 2022, mais de 40 anos após o lançamento de New Rose, o The Damned se reuniu para uma série de shows pelo Reino Unido.
Amyl and the Sniffers estreia com show cheio de energia no Cine Joia

O fenômeno Amyl and The Sniffers, enfim, chegou ao Brasil. Em seu primeiro show como headliner no país, Amy Taylor e companhia transformaram o Cine Joia, em São Paulo, em um caldeirão na noite de quinta-feira (6). Com a casa lotada, a banda australiana apresentou um show de 1h15 de duração com uma energia fora do comum. Amy Taylor é a grande estrela no palco, com o seu cabelo de Farrah Fawcett, o físico da She-Ra e o entusiasmo na linha de Iggy Pop. O set foi calcado nos três álbuns de estúdio da banda, o homônimo (2019), Comfort to Me (2021) e Cartoon Darkness, lançado no final do ano passado. Bom para os fãs brasileiros que puderam ouvir faixas que já marcam presença nos shows da Amyl and the Sniffers desde antes da pandemia. Aliás, aqui vale um ponto para entender essa trajetória meteórica. O primeiro álbum da Amyl and the Sniffers foi lançado em 2019, antes da pandemia, o que inviabilizou um estouro mais precoce. Na fase pré-covid, o grupo se limitou a tocar em bares pequenos da Austrália e Inglaterra. Em 2022, já com Comfort to Me em mãos, que veio recheado de hits como Guided by Angels e Security, a banda soube aproveitar muito bem o “verão da retomada” para impulsionar seu nome no hemisfério norte. Em poucas semanas teve um show como headliner no Brixton Academy, abriu a Hella Mega Tour, do Green Day, Fall Out Boy e Weezer, além de ter participado dos históricos concertos de Liam Gallagher em Knebworth. Mas arrisco dizer que o público brasileiro foi brindado com o melhor momento possível da Amyl and The Sniffers. Agora com um repertório mais robusto, a banda mostrou que tem condições de segurar facilmente um show desse tamanho. Além da postura visceral no palco, Amy Taylor também arrumou tempo para conversar com o público. Pediu para os fãs ensinarem palavrões em português e dedicou Got You para todas as mulheres, na sequência proferindo alguns xingamentos contra Donald Trump, Elon Musk e Vladimir Putin. No sábado (8), às 14h, Amyl and The Sniffers abrirá a programação do Punk Is Coming, no Allianz Parque, em São Paulo. Se o seu planejamento contemplava apenas Sublime ou The Offspring, repense. Chegar cedo pode garantir a melhor surpresa da temporada. Edit this setlist | More Amyl and the Sniffers setlists
Punk Is Coming divulga horários dos shows em São Paulo; confira!

Saíram os horários do Punk Is Coming, festival que rola no próximo sábado (8), no Allianz Parque, em São Paulo. Com Amyl and the Sniffers na abertura e The Offspring no encerramento, o evento terá os portões abertos às 12h. Ainda há ingressos disponíveis no site da Eventim. Antes do Punk Is Coming, Amyl and the Sniffers e The Damned fazem shows paralelos em São Paulo. Nesta quinta-feira (6) é a vez da banda australiana debutar em São Paulo, com apresentação a partir das 21h, no Cine Joia. Amanhã (7), no mesmo local e horário, a lendária banda inglesa The Damned retorna para o segundo show de sua história na Capital. Só há ingressos disponíveis para o show do The Damned. The Offspring Headliner do Punk Is Coming, The Offspring lançou o álbum Supercharged. Agressivo, porém melódico, distintamente SoCal, porém universal, é um álbum que aproveita a energia imprevisível da vida no século 21 e a transforma em uma força positiva e inspiradora. “O título Supercharged certamente resume bem o mundo atual, onde todos parecem estar animados na vida real e nas mídias sociais”, diz Dexter Holland, vocalista, guitarrista e compositor fundador do The Offspring. “Mas também se refere a algumas das minhas discotecas favoritas, do AC/DC à Operation Ivy. Seja musicalmente ou culturalmente, essa palavra atinge você de uma forma muito visceral”, completa. Confira abaixo os horários do Punk is Coming 12h – Abertura dos Portões 14h – Amyl and the Sniffers 15h15 – The Warning 16h30 – The Damned 17h50 – Rise Against 19h40 – Sublime 21h40 – The Offspring
Entrevista | Ziggy Alberts – “É realmente sobre ir e dedicar mais tempo ao ar livre e à natureza”

O cantor e compositor australiano Ziggy Alberts lançou, recentemente, seu sétimo álbum de estúdio, New Love, um trabalho que reflete sua evolução musical e pessoal. Conhecido por sua sonoridade minimalista e letras introspectivas, Ziggy Alberts continua explorando temas como amor, conexão com a natureza e segundas chances. Em entrevista ao Blog n’ Roll, ele compartilhou detalhes sobre o novo disco e sua relação com a música e a escrita. O single I’m With You é um dos destaques do álbum e aborda a magia do amor e sua capacidade de nos reconectar com nós mesmos. Para Ziggy Alberts, o amor funciona como uma energia universal que nos revitaliza e fortalece nossas relações. Ele cita o livro A Profecia Celestina, de James Redfield, como uma inspiração para essa perspectiva, destacando que expressar amor nos torna mais vivos e presentes no mundo. Outro aspecto central na música de Ziggy Alberts é sua relação com a natureza. O artista acredita que o contato com o meio ambiente é essencial para seu processo criativo e para manter sua energia equilibrada. Em I’m With You, ele canta sobre “dar o coração ao mar novamente”, uma analogia à sua busca por reconexão com a natureza e suas raízes. Para ele, a vida na cidade é necessária, mas o contato com o ar livre é fundamental para manter sua essência. Além da música, Ziggy Alberts também se dedica à escrita e recentemente lançou seu segundo livro de poesia. Ele enxerga a poesia e a música como expressões complementares: enquanto a poesia representa um processo mais introspectivo, a música é uma forma de se comunicar com o mundo. O artista também tem integrado seus poemas aos shows, criando experiências mais imersivas para o público. Com milhões de ouvintes em plataformas de streaming, Ziggy Alberts tem expandido sua carreira internacionalmente e recentemente colaborou com o brasileiro Vitor Kley. Durante a entrevista ao Blog n’ Roll, ele expressou seu desejo de retornar ao Brasil para divulgar New Love e incentivou os fãs a compartilharem suas músicas para ajudar a viabilizar uma turnê pelo país. I’m With You é um single que fala sobre a magia do amor e segundas chances. Como você acredita que o amor tem o poder de nos reconectar com nós mesmos? Estava lendo um livro recentemente chamado A Profecia Celestina (James Redfield). Não sei se você já ouviu falar dele antes, mas é dos anos 90. Acho que provavelmente essa coisa que chamamos de amor é algo como a energia universal do mundo. E nos sentimos vivos quando expressamos isso em nós mesmos. Acho que quando fazemos isso, temos mais energia, nossos relacionamentos são melhores. E é um desafio porque nem sempre sentimos isso. Mas acho que se percebermos que podemos obter esse sentimento de tantas pessoas, podemos obter esse sentimento nos relacionamentos. Também temos que ter esse sentimento em nós mesmos e podemos obtê-lo da natureza. Sim, é como se toda a nossa vida parecesse mais energizada. Você acha que está se reconectando com a Mãe Natureza? Sim, acho que sim. E é disso que essa música fala no refrão. Ela diz que estou pronto para dar meu coração ao mar novamente. Isso é como dizer que talvez quando criança, eu estava realmente conectado a isso, como na minha criação. Então talvez você goste de se afastar. Estou trabalhando muito na cidade, o que é bom porque a cidade também é linda. Mas é como uma analogia sobre segundas chances. É realmente sobre ir e dedicar mais tempo ao ar livre e à natureza. E fazer isso de novo, porque então me sinto muito vivo. É uma boa maneira de dizer que vou me comprometer com algo novamente, como se disséssemos uma analogia. Como a Mãe Natureza influencia sua música e sua arte? Na natureza há coisas que são verdadeiras. Se você cuidar do solo, a árvore cresce e a comida cresce. Mas se você não tem um bom solo ou se não tem água, então as coisas não crescem. Se você cavar um buraco no chão e colocar uma árvore lá, sem mais nada, então ela não vai, ela vai morrer. Acho que gosto de usar os exemplos da natureza ao meu redor como um exemplo para falar da humanidade. Olho para isso quando penso: ‘isso é verdade? Isso pode ser verdade para mim? Estou cuidando da minha raiz?’ E a razão pela qual acho que é importante é porque quando você faz isso como um exemplo na natureza, é como um guia porque é realmente óbvio. E então gosto de usar o exemplo da natureza para também dizer algo sobre a emoção ou a interação humana. O que o álbum New Love traz de diferente na comparação com os seus últimos trabalhos? Este álbum é muito parecido, muito minimalista. Acho que a música I’m With You é realmente otimista. Nós colocamos o bumbo da forma mais rápida que conseguimos tocar, foi muito divertido. Talvez as pessoas ouçam este álbum e pensem talvez em meus álbuns de três anos atrás ou meus álbuns de dez anos atrás. Isso foi de propósito. Queria fazer algo que fosse a continuação do meu álbum Lapse Around the Sun. Mas ele foi lançado em 2018, esta é talvez a minha resposta para esse álbum. Em 2024, você teve um ano muito ocupado lançando singles e fazendo shows, além de ter publicado seu segundo livro de poesia. Como você equilibra sua carreira musical com sua escrita? Basicamente, eu não tenho equilíbrio. Às vezes é intenso. Mas a poesia sou eu entrando, enquanto a música sou eu saindo. Um é para dentro e um está indo, um é que tenho algo a dizer. E a poesia é como se algo viesse a mim como um exemplo. E há uma conexão entre sua poesia e música? Sim. Agora, estava inicialmente as separando mais, mas estou até colocando meus poemas nos shows. Talvez tenhamos um piano ou um sintetizador para acompanhar os poemas, uns sons de trovão ou chuva. Enquanto estou