Atração de abertura dos shows do Linkin Park no Brasil, Poppy anuncia show solo no Cine Joia

Além de ser convidada especial dos shows do Linkin Park no Brasil, a cantora norte-americana Poppy, conhecida pela sua versatilidade e experimentações sonoras, acaba de anunciar um show solo no dia 6 de novembro, em São Paulo, no Cine Joia.  A venda de ingressos para o público geral estará disponível a partir desta sexta-feira (17), começando às 10h online e às 11h na bilheteria oficial. Os ingressos, que podem ser adquiridos em até 3x sem juros, estarão disponíveis online e na bilheteria oficial (sem taxa de serviço).  Um espírito criativo sem limites impulsionou a carreira de Poppy, que já passou por vários cantos do mundo da arte e da música. Em cada projeto, ela mostra um lado diferente de uma verdadeira visionária — que não se prende a gêneros, não liga para convenções e está sempre surpreendendo. É justamente essa mistura de estilos que fez Poppy conquistar fama como uma artista que quebra barreiras e redefine a cultura a cada passo.  De performer provocadora, a diretora de clipes, autora de graphic novels de ficção científica, e cantora que viaja o mundo com um repertório que vai desde breakdowns brutais de metal e bubblegum vibrante dos anos 60, até trap-pop e grunge-punk, absolutamente nada está fora dos limites quando se trata de Poppy executar com maestria sua variada visão artística.  Em 2021, Poppy foi indicada ao Grammy de Melhor Performance de Metal com Bloodmoney — a primeira vez que uma mulher solo apareceu nessa categoria. E em 2025, conseguiu a segunda indicação, dessa vez pela parceria com a banda Knocked Loose na faixa Suffocate. Ela é tipo um camaleão musical: muda de fase o tempo todo, deixa os fãs curiosos com o que vem a seguir e, ainda assim, cada mudança soa inconfundivelmente “Poppy”. Negative Spaces continua a vibe experimental do single industrial new way out, lançado na primavera, e traz parcerias com o produtor Jordan Fish (ex-Bring Me the Horizon). O resultado vai de um pop delicado (yesterday), aos gritos intensos de have you had enough, passando pelo clima retrô-futurista dos anos 80 em crystallized e a energia pop-punk dos anos 2000 em Negative Spaces. É o som de uma artista em constante evolução redefinindo seu legado. Os últimos anos de Poppy foram memoráveis, entre turnês com 30 Second to Mars e Avenged Sevenfold, Baby Metal e lançamentos de singles colaborativos de sucesso com nomes como Bad Omens (V.A.N.), Knocked Loose (Suffocate) e Baby Metal (from me to u). A situação só melhora, com a artista solo agora mergulhando fundo em sua próxima era ousada com o lançamento de seu quinto álbum multiversal, Negative Spaces. SERVIÇO – POPPY EM SÃO PAULO Data: 6 de novembro de 2025 (quinta-feira) Local: Cine Joia Abertura dos portões: 18h Horário do show: 20h Endereço: Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo – SP Ingressos: a partir de R$ 175,00

Planet Hemp anuncia Emicida, Pitty e Seu Jorge como convidados em show no Allianz Parque

O show da turnê de despedida do Planet Hemp em São Paulo ganhou o reforço de Emicida, Pitty e Seu Jorge como convidados especiais. A apresentação será no dia 15 de novembro, no Allianz Parque. A apresentação única da tour em São Paulo também terá BaianaSystem nesta noite de celebração. Restam poucos ingressos para a data pelo site da Eventim.  “Nosso som ainda ecoa para muitas pessoas e vai seguir fazendo barulho por muito tempo. Tocar essas músicas vai ser ainda mais emocionante com nossos amigos. Construímos uma relação fraternal com essa galera que vai além da música. Somos uma turma que faz questão de trazer pra perto quem cresceu com a gente e apoiou nosso trabalho ao longo desses anos todos”, conta Marcelo D2.  O Planet Hemp tem sua história marcada por colaborações e reencontros com grandes nomes da música brasileira, reforçando sua relevância ao longo de três décadas. Emicida, um dos principais representantes do rap nacional, também soma sua voz ao legado da banda, participando do espetáculo de 30 anos e dividindo festivais emblemáticos com o grupo. Já Pitty, ícone do rock brasileiro, foi convidada tanto para a gravação do DVD comemorativo quanto para apresentações em grandes palcos, como o Rock in Rio, celebrando a união de estilos e a força coletiva que sempre pautaram o Planet Hemp. Para completar a noite, o sexteto convida ainda Seu Jorge, que além de participar do projeto audiovisual Baseado em Fatos Reais: 30 anos de Fumaça (ao vivo), de 2024, e de shows emblemáticos da banda no último ano, também atuou como percussionista do grupo na turnê A Invasão do Sagaz Homem Fumaça, no início dos anos 2000.

Samuel Rosa lança mais uma faixa do “Rosa Sessions” com a participação de Duda Beat

Dando continuidade ao lançamento do álbum Rosa Sessions, Samuel Rosa disponibiliza a segunda faixa do projeto. Tudo Agora já está em todas as plataformas digitais e foi escolhida para ganhar a participação especial de Duda Beat. O clipe, com cenas gravadas no Sonastério também foi lançado no Youtube do cantor. Com uma letra romântica, Tudo Agora (Samuel/Rodrigo Leão) é um reggae soul, que, no início, estava caminhando para ser um reggae no padrão que Samuel já fez bastante, mas ele mudou o percurso. “Eu queria que a música caminhasse para outro lado e a banda trouxe um lado mais hip hop. Tem um pouco também da soul music dos anos 70 e pegou também um tempero mais black music, com uma batida mais moderna”, contou Samuel Rosa. Por ser uma das canções mais radiofônicas do álbum Rosa, segundo Samuel, ela foi escolhida para ganhar uma participação especial no projeto Rosa Sessions e a escolha foi Duda Beat. “Gravar com a Duda é um sonho antigo, que ainda não tinha se concretizado somente por conta de agenda”, lembra Samuel. “Eu acho essa faixa mais dentro da praia dela porque é uma música com uma letra que remete ao flerte, à malícia. Achei a cara dela e fiquei muito feliz quando ela aceitou o convite”, completa. Samuel destacou também o fato de Duda ser de uma geração e uma região diferente da dele e que essa aproximação é muito saudável e produtiva. “Temos viés musicais diferentes e dialogar com artistas que não são do mesmo segmento é importante demais pra mim. Além disso, eu tenho uma admiração grande por ela, pela cantora e compositora que ela é”. Duda Beat também comemorou a parceria com o cantor mineiro. “Cantar com o Samuel é sempre um prazer, uma alegria. Eu sou muito fã e estar com ele nesse projeto, nesse passo novo do disco solo e regravar essa canção que é tão linda, foi maravilhoso para mim”, comemora Duda. “Foi a realização de um sonho porque o Samuel foi um artista que sempre me apoiou muito. Se ele quiser me convidar para mais coisas, eu estarei sempre junto”, completou. A cantora contou também um pouco sobre a experiência no Sonastério. “Estávamos todos juntos lá, as outras pessoas que participaram do projeto também. Foi um dia muito gostoso no Sonastério, que é um lugar incrível, maravilhoso e que inspira”, completa. O “Rosa Sessions” é um projeto especial que traz gravações audiovisuais das dez canções do Rosa, primeiro álbum solo de Samuel Rosa. As imagens foram gravadas no estúdio Sonastério, com as montanhas de Minas Gerais como cenário, e três das faixas chegam como uma participação especial. A primeira delas Não Tenha Dó, foi disponibilizada em agosto e contou com a participação de Seu Jorge.

Entrevista | Wolf Howl Harmony – “Queremos muito ir cantar e dançar no Brasil”

Em meio à ascensão global do J-pop, um novo nome tem chamado a atenção dentro da poderosa engrenagem da EXILE TRIBE: o quarteto Wolf Howl Harmony. Formado por Hiroto, Ryoji, Suzuki e Ghee, este último nipo-brasileiro que viveu parte da infância em São Paulo, o grupo vem se destacando pela mistura de pop contemporâneo, rap e influências multiculturais e já atingiu mais de 100 mil seguidores no Instagram. Revelados em 2023 após um rigoroso processo seletivo que envolveu mais de 48 mil candidatos, os quatro conquistaram o público japonês e vêm expandindo fronteiras com singles como “Bossa Bosa” e “BAKUON”, que dialogam com o público jovem por meio de batidas dançantes e estética vibrante. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Ghee falou sobre o processo de formação, a relação com a EXILE TRIBE e a importância das raízes brasileiras nessa jornada de internacionalização. Entre histórias curiosas, referências musicais e planos para o futuro, o nipo-brasileiro mostra por que o grupo é apontado como um dos nomes mais promissores da nova geração do pop asiático. Me conta um pouco dos bastidores de vocês serem escolhidos entre 48 mil pessoas no Icon Z. Fiquei muito emocionado, porque trabalhei muito até o dia em que cheguei aqui. Eu cantava em muitos lugares, às vezes só tinham quatro pessoas assistindo, mas mesmo assim eu continuava cantando, cantando, cantando.Cada vez que eu cantava, eu pensava no meu sonho, e consegui alcançar esse sonho. Foi muito emocionante. E sobre o nome de vocês, Wolf Howl Harmony, tem algum significado simbólico? O que esse nome representa? posso explicar em japonês? Porque é muito importante. (A tradutora explica)O nome Wolf Howl Harmony foi criado por Hiro-san. Ele criou o nome baseado em como essas quatro pessoas se conectam, cada uma com sua história única. Ele quis dar esse nome porque acreditava que, com nossas histórias diferentes, nós poderíamos criar uma harmonia, uma bela história juntos. Como é formar uma banda com desconhecidos? Geralmente a gente forma banda com amigos. Como é essa rotina? No começo foi difícil, porque viemos de lugares diferentes. Eu sou brasileiro e eles são japoneses. Era complicado no início, mas a gente se deu bem. Eles gostaram de mim, e todos nós gostamos de música, de cantar. A música faz o nosso coração se unir, sabe? Acho que é por isso que conseguimos estar juntos até hoje, porque temos a música. No começo foi difícil, mas agora está muito bom. Estamos cantando as músicas que queremos, tentando até fazer músicas brasileiras, funk carioca. Estamos nos sentindo bem. Já que você falou de funk, vocês também têm elementos de rap. Vocês se veem mais como um grupo pop ou preferem algo mais amplo? É difícil dizer. A gente gosta do rótulo J-pop, porque nascemos no Japão. Queremos levar o J-pop para o mundo.Mas não gostamos muito quando as pessoas nos chamam de “ídolos”. Não é que a gente não goste, mas é estranho. Porque o que a gente ama é a música. Queremos espalhar música: R&B, rock, hip-hop, J-pop. Queremos tentar todos esses estilos no futuro. Falando sobre o Brasil, você tem alguma lembrança ou referência daqui? Uma música ou algo da infância? Eu jogava muito futebol, sempre descalço. Também brincava de bola de gude com meus amigos. Tinha um chocolate que eu amava, que saía como se fosse cabelo, acho que era “Belão Cabelão”! Eu via Pokémon, Dragon Ball, Turma da Mônica, Scooby-Doo. Comia pastel, feijoada, pão de queijo. Tenho muitas lembranças boas do Brasil. E qual foi a reação do público brasileiro quando descobriram que havia um brasileiro num grupo de J-pop? Acho que eles ficaram surpresos. Muita gente comentou: “Ele é brasileiro mesmo? Não parece!”.Nunca tinham visto um brasileiro num grupo japonês. Mas comecei a responder no TikTok em português, e eles escreveram “Te amo, Ghee!”, “Estamos esperando vocês no Brasil!”. Fiquei muito feliz com esses comentários. Acho que eles gostaram, e eu também gostei muito do carinho deles. Vocês planejam uma vinda ao Brasil? Eu quero muito ir ao Brasil! E não sou só eu, os outros também já amam o Brasil e querem cantar aí.Já apresentei minha mãe e minha avó para eles, elas já conversaram pelo telefone com o grupo.Todos estão ansiosos para conhecer o Brasil algum dia. Eles vivem falando “Rio, Rio, Rio de Janeiro!”. Estão sempre pesquisando sobre o país. Mas há planos concretos ou planejamento para vir? Ainda não temos nada definido, mas estamos tentando criar um plano para isso. Queremos muito ir ao Brasil e contamos com a ajuda de vocês para divulgar. Tem música que eu já cantei em português, como “Evidências”. Eu cantei essa música, e eles também cantaram comigo. Por isso quero que vocês nos ajudem a realizar esse sonho. Pode deixar que vamos ajudar! Falando em Brasil, “Bakuon” tem elementos de funk. Como surgiu essa ideia? Essa ideia veio de um cara chamado DJ Daruma. Ele é como um pai pra gente. Desde o começo, ele é nosso diretor e produtor. Ele disse: “O Ghee é brasileiro, então por que não tentamos fazer um funk carioca?”. E assim começou. Eu sempre mostro músicas brasileiras pra eles ouvirem, e todo mundo gosta. Então criamos “Bakuon” inspirados nisso. Qual música você indica para os brasileiros conhecerem o Wolf Howl Harmony? “Bakuon”, claro! E também “Bossa Bosa”. Essa música tem influência da bossa nova do Brasil.Começamos com “Bakuon”, depois “Bossa Bosa”, e já estamos preparando outra música inspirada no Brasil. Ainda não terminamos a letra, mas vem aí. O Rising Star Award foi um marco pra vocês. Como foi aquela noite? Parecia um sonho. Estavam lá vários artistas que eu só via na televisão. E de repente, nós estávamos cantando no mesmo evento. Foi muito emocionante e ficamos muito felizes. “Frozen Butterfly” esteve entre as músicas mais ouvidas no Japão. Qual foi o momento em que você sentiu que o sucesso estava realmente acontecendo? Difícil escolher! A gente ama “Bakuon”, mas também ama “Frozen Butterfly”. Ela tem um estilo que lembra o N

Entrevista | Eagle-Eye Cherry – “Queria levar para Become a Light essa energia que vem do palco e do público”

Desde os tempos de Save Tonight, Eagle-Eye Cherry construiu uma carreira marcada por reinvenção e honestidade musical. Filho do lendário jazzista Don Cherry, ele sempre transitou entre os mundos do jazz, do rock e do pop com naturalidade e curiosidade artística. Ao longo das décadas, manteve-se fiel ao palco, dizendo que ali se sente “em casa”, mesmo em meio às mudanças da indústria da música. Em Become A Light, seu sétimo álbum de estúdio, ele retoma as guitarras e capta a energia e o sentimento do rock e do pós-punk com os quais cresceu ouvindo. Metade do disco foi gravada em Los Angeles, ao lado de Jamie Hartman e Mark Stoermer (The Killers), e a outra metade na Suécia, com Peter Kvint. O primeiro single, Hate To Love, nascido de uma sessão espontânea no Sunset Marquis, mostra bem esse espírito de fluidez criativa e conexão com o instante. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Eagle-Eye Cherry nos leva para dentro desse processo de retomada artística: ele fala de memórias da origem do seu nome, o primeiro instrumento que aprendeu, da influência do legado familiar, da escolha de covers no setlist, das relações entre os ambientes americano e sueco de gravação, e das emoções da perda de sua mãe que alimentaram o álbum. Você quer explorar mais o rock nesse álbum. De onde veio esse desejo de revisitar esse som? Acho que foi algo natural, porque é uma continuação do que eu estava fazendo no meu último álbum, Back on Track. Eu queria capturar a energia que tínhamos nos shows ao vivo, então entrar com a banda no estúdio o mais cedo possível depois de tocar foi essencial. Queria levar para o disco essa energia que vem do palco e do público. Depois, comecei a escrever músicas que senti que faltavam no setlist, canções com mais energia e movimento. Foi um processo bem espontâneo, e naturalmente o som acabou ficando mais alto e com mais guitarras. Durante a pandemia, você mencionou revisitar discos da sua adolescência, como London Calling, do The Clash. Quais outros álbuns te inspiraram nesse processo? Durante a pandemia, comecei a ouvir os discos que comprava quando era adolescente. Não é que eu quisesse fazer algo que soasse como The Clash ou Sex Pistols, mas queria resgatar aquela sensação de energia e descoberta musical que eu tinha naquela época. Isso me inspirou muito a compor novamente. Musicalmente, porém, acho que estou mais próximo do universo do Tom Petty, que sempre soube equilibrar a sensibilidade pop com o som do rock americano tradicional. Como foi trabalhar com Mark Stoermer, do The Killers, nesse álbum? Foi ótimo. Nós nos conhecemos em Los Angeles, e logo começamos a escrever Hate to Love. Estávamos desenvolvendo a ideia do verso quando o Jamie Hartman apareceu no estúdio, ouviu o que estávamos fazendo e trouxe a ideia do refrão. Em poucas horas, a música estava pronta. Foi um processo muito fluido e inspirador. Foi realmente uma boa dobradinha. Qual é a principal diferença entre gravar nos Estados Unidos e na Suécia? Por eu ser meio americano por parte de pai e meio sueco por parte de mãe, é algo muito natural para mim. Quando estou nos Estados Unidos, me sinto sueco. Quando estou na Suécia, me sinto americano. Gosto de ir e vir, visitar as duas partes de mim mesmo. Tenho grandes conexões com músicos suecos, e a maioria da minha banda é de lá, então é natural gravar também na Suécia. Esse equilíbrio me faz bem. O título Become A Light carrega uma forte carga emocional, especialmente ligada à memória da sua mãe. Como isso se refletiu nas músicas? Sim, essa é a essência do álbum. A faixa-título nasceu num dia em que eu estava lembrando o funeral da minha mãe, que faleceu em 2009. A canção fala sobre aquele sentimento de perda, mas também sobre estar vivo e sentir o vento, os cheiros, as pessoas em volta. Era como se ela ainda estivesse ali, transformada em luz. Foi uma experiência muito profunda, e é daí que vem o nome Become A Light. Seu pai, Don Cherry, teve grande influência artística. Qual parte do legado dele você mais tenta honrar? Meu pai sempre dizia para manter as coisas simples. Quando eu tentava complicar demais na bateria, ele me lembrava disso. Até hoje, ouço essa voz na minha cabeça no estúdio. Ele também me ensinou a dar espaço aos músicos, a deixá-los se expressar. Às vezes, as ideias deles são até melhores do que as minhas. Essa generosidade musical é algo que herdei dele. Já que você falou de tocar na infância, qual foi o primeiro instrumento que você aprendeu a tocar? Bateria. Na verdade, eu quebrei o dedo quando era criança tocando, então aprendi do jeito difícil. Mais tarde, descobri a guitarra, que acabou sendo o instrumento que realmente me abriu as portas para o meu som e onde sinto que minha voz combina melhor. Você costuma dizer que o palco e a estrada são seus lugares favoritos. Por quê? Acho que porque cresci assim. Meu pai levava a família nas turnês, e quando comecei a excursionar com meu primeiro álbum, percebi que aquele era meu segundo lar. Tudo faz sentido quando estou na estrada — as composições, as gravações, as entrevistas. Tocar ao vivo é o coração de tudo. Hoje é mais confortável, claro, mas ainda mantenho essa essência. E é importante ter boas pessoas na equipe, porque uma só pode arruinar toda a harmonia. E já que a vida é na estrada, onde você está neste exato momento? Estamos em Dijon, na França. Tocamos em Bordeaux há alguns dias e agora estamos seguindo para a Alemanha. Esses shows já são da turnê nova, então gostaria de saber como têm sido os primeiros shows da tour Become A Light? As reações do público surpreenderam você? Foi incrível. O público tem reagido muito bem às novas músicas, e estamos misturando faixas de vários álbuns. Na França, tenho uma ótima relação com os

Entrevista exclusiva | Manapart – Conheça a banda russo-armênia comparada ao System of a Down

Misturando elementos étnicos do Oriente com o peso do nu metal e metal moderno, a banda Manapart vem se tornando um dos nomes mais falados da nova cena do Leste Europeu. Surgida em 2020, em meio a pandemia, o grupo traz em suas letras temas introspectivos, espirituais e simbólicos, muitas vezes inspirados nas complexidades políticas e culturais da Armênia, país de origem de parte dos integrantes. Com melodias densas e atmosferas melancólicas, o Manapart busca mais do que entretenimento: uma experiência emocional e quase ritualística. Nesta entrevista exclusiva ao Brasil, a banda fala sobre suas raízes, semelhanças e diferenças para o System of a Down, a espiritualidade presente nas letras, o cenário atual da Armênia e o carinho pelo público brasileiro, que hoje é representado pelas cinco cidades com maior base de ouvintes da banda no Spotify. Em uma conversa descontraída com o Blog N’ Roll, Arman Babaian e Zakhariy Zurabian mostram que são uma banda consciente de seu papel artístico e político, mas que mantém viva a paixão genuína pela criação musical. Como o Manapart nasceu e o que inspirou o nome da banda? Originalmente fomos uma banda cover de System of a Down com Arman e Artyom, nossos vocalistas. O nome da banda era WishUp, e se alguém procurar no YouTube por WishUp Toxicity, vai encontrar nossos primeiros covers do SOAD. Depois de alguns anos e alguns shows, decidimos que poderíamos produzir nossa própria música. Nosso ex-baixista, Pete, deixou a banda porque tinha ideias diferentes, e começamos a escrever nosso próprio material. Então nós escolhemos o nome Manapart. Para ser honesto, não tem um significado específico. Quando pensei no nome, era Man Apart, mas já existia uma banda com esse nome, então decidi tirar o espaço. Assim nasceu Manapart, um nome sem nome. Não deixa de ser original… Sempre acreditei que o nome de uma banda deve ser fácil de ler e pronunciar em qualquer idioma. Manapart é simples, fácil de lembrar e funciona em inglês, armênio, russo ou português. Isso faz diferença. Eu nunca gostei de bandas que usam números no nome, acho estranho, mas claro, Blink-182 e Sum 41 têm suas histórias. Vocês surgiram em 2020, quando o nu metal ainda estava adormecido. Esse revival do estilo abriu portas para vocês? Sim, mas nós não começamos por moda. Gostamos genuinamente do gênero. Temos entre 30 e 35 anos, então crescemos ouvindo nu metal. Pensamos em fazer algo mais moderno, mas decidimos seguir o que realmente amamos. Acreditamos que tentar compor algo que você não sente é um erro. Então seguimos pelo caminho natural: fazer o som que gostamos. Muito se fala em comparações entre vocês e o System of a Down. Mas o que eu mais quero saber de vocès é o que diferencia o Manapart do SOAD e como vocês definem o próprio som? Nós temos mais elementos étnicos na música, com instrumentos orientais e uma identidade armênia mais acentuada. O System também tem isso, mas decidimos ampliar esse aspecto. Não foi planejado para soar igual ou diferente, foi natural. Claro que há inúmeras semelhanças, pois somos parcialmente armênios e compartilhamos influências culturais. O vocal também pode lembrar o Serj Tankian, o que ajuda a chamar atenção, mas nossa música é mais sombria e melancólica. Enquanto o System é mais agressivo e político, nós exploramos temas pessoais, espirituais e introspectivos. As letras de vocês exploram temas psicológicos e espirituais. Isso é intencional, pessoal… Exatamente. Tentamos escrever letras mais abertas, para que cada pessoa possa interpretar de forma pessoal. Quando você define demais um tema, tira a conexão emocional do ouvinte. Então, prefiro deixar espaço para que cada um insira sua própria experiência na canção. Aprendemos muito sobre a Armênia com o System of a Down. Na visão de vocês, como está o país hoje? Acho que as palavras que descrevem a Armênia são “complicada” e “trágica”. É um lugar lindo, com uma história profunda, mas que vive um momento difícil politicamente. Eu me sinto triste quando vou lá, por tudo o que acontece, mas é um país seguro para se visitar. A Armênia tem uma posição geopolítica muito delicada, cercada por Turquia, Azerbaijão, Irã e uma pequena fronteira com a Geórgia. É imprevisível o que pode acontecer no futuro, mas acreditamos que, enquanto a cultura for preservada, a Armênia continuará viva. E como é a cena musical na Armênia? Há artistas incríveis. Um dos meus favoritos é Tigran Hamasyan, um pianista de jazz que mistura música armênia com estruturas complexas e modernas. Ele representa o orgulho musical do país. Vocês já foram elogiados por Serj Tankian. Qual a relação de vocês com os integrantes do System of a Down? Quando começamos, enviávamos demos e materiais para eles. Temos amigos em comum nos Estados Unidos. O John segue o Instagram do Zakko, por exemplo. Sabemos que o Serj conhece a banda, e o Shavo também. O único com quem temos menos contato é o Daron, mas mantemos uma boa comunicação com pessoas próximas a ele. O single com o Tardigrade Inferno teve ótima recepção. Esperavam esse impacto? Há planos de novas colaborações? Sim, nós somos amigos do Tardigrade Inferno, da mesma cidade, então foi natural. Queríamos algo divertido e sabíamos que a Dasha, vocalista, traria uma energia única. Gostamos do resultado. Também colaboramos recentemente com a banda Shira, que tem saxofone e vocais femininos incríveis, queríamos criar algo inesperado e funcionou. “Delirium” foi lançado como um single. Vocês pensam em álbuns conceituais ou preferem lançar faixas isoladas? Depende do momento de inspiração. Quando temos muitas ideias, gravamos tudo. Às vezes, algumas músicas se conectam e formam um EP. Outras funcionam melhor sozinhas. Não forçamos a criação de álbuns, preferimos deixar fluir naturalmente. O Brasil tem as cinco cidades que mais ouvem o Manapart no Spotify. Como veem essa conexão com o público brasileiro? É incrível. Temos ouvintes em São Paulo e Campinas, e isso nos deixa muito felizes. Além do Brasil, nossos maiores públicos estão na Rússia, Alemanha, Estados Unidos e Armênia. E vocês têm

KoЯn retorna ao Brasil após nove anos com Spiritbox em São Paulo

Nove anos após a sua última apresentação na América do Sul (em 2017), a banda norte-americana KoЯn retorna à América Latina para a sua maior turnê na região. O Brasil recebe um único show, que ocorre em São Paulo, no Allianz Parque, no dia 16 de maio de 2026, com ingressos disponíveis a partir de quinta-feira (16), às 13h, no site da Eventim. A banda canadense Spiritbox e o Seven Hours After Violet,  grupo de metal dos Estados Unidos, farão os shows de abertura. Em uma realização da 30e, a tour também passa por Bogotá, na Colômbia, no dia 2 de maio; Lima, no Peru, no dia 5 de maio; Santiago, no Chile, no dia 8 de maio; Buenos Aires, na Argentina, no dia 10 de maio; Assunção, no Paraguai, no dia 13 de maio; e no México, na Cidade do México, no dia 19 de maio.     O KoЯn chega ao país embalado por um dos melhores momentos da carreira. Ao ocupar o posto de headliner de importantes festivais globais e esgotando os ingressos em estádios, o grupo demonstrou a atemporalidade de sua obra e ainda angariou novos fãs. A apresentação no Download Festival, em Donington (Inglaterra), por exemplo, foi transformada em uma experiência definitiva de celebração do legado da banda.  O KoЯn é formado atualmente por Jonathan Davis (vocais), James “Munky” Shaffer (guitarra), Brian “Head” Welch (guitarra), e Ray Luzier (bateria). O grupo contabiliza mais de 30 anos de carreira, vendeu mais de 42 milhões de discos em todo o mundo e recebeu dois prêmios Grammy Awards. * SERVIÇORealização: 30eKoЯn @São PauloData: 16 de maio de 2026 (sábado)Local: Allianz Parque – Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca – São Paulo/SP Horário de Abertura da casa: 16h Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 5 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Setores e preços*Cadeira superior – R$ 182,50 (meia-entrada) | R$ 365,00 (inteira) *Pista – R$ 247,50 (meia-entrada) | R$ 495,00 (inteira) *Cadeira inferior -R$ 322,50 (meia-entrada) | R$ 645,00 (inteira) * Pista Premium – R$ 497,50 (meia-entrada) | R$ 995,00 (inteira) *Hotseat – R$ 822,50 (meia-entrada) | R$ 1.145,00 (inteira) *Pacote VIP – R$ 1.287,50 (meia-entrada) | R$ 1.785,00 (inteira) Início das vendasVenda geral: 16 de outubro, às 13hVendas online em: eventim.com.br/Korn Bilheteria oficialBilheteria A – Allianz Parque – Endereço: Rua Palestra Itália, 200.Funcionamento: Terça a sábado das 10h às 17h* Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

Codeine envolve público de São Paulo entre a calmaria e a explosão

Matheus Degásperi Ojea Quem só escutasse o som do show dos nova iorquinos do Codeine no último sábado (11) no City Lights Hall, em São Paulo, poderia chutar que tinha mais do que três pessoas no palco. O cultuado trio nova iorquino fez a sua estreia no Brasil com alguns anos de atraso, mas fez valer a espera de muita gente que talvez nem acreditasse que um dia a banda viria, com um show bonito e ensurdecedor Daquelas bandas ao mesmo tempo influentes e desconhecidas do público em geral, o Codeine é um expoente do slowcore, gênero de ‘rock triste’ que aposta no andamento mais lento para construir as suas paisagens sonoras sempre com altas doses de distorções. Tecnicamente, a banda durou de 1989 até 1994, tendo se reunido uma vez em 2012 e uma segunda em 2023, retorno que dura até hoje. Durante este ano, eles só tocaram ao vivo três vezes, incluindo o show de São Paulo. Pelo histórico, fica fácil de entender porque a frase que mais se repetia entre os presentes que encheram a casa de shows era algo do tipo ‘não acredito que esses caras estão aqui’, sentimento ecoado inclusive pelo vocalista Stephen Immerwahr no palco e em conversas com quem o abordava após o show. Imersão Foi nesse clima de deslumbramento que o público recebeu a porrada sonora que a banda deu por pouco mais de uma hora. Alternando momentos de calmaria e intensidade, o som do Codeine se traduziu muito bem ao vivo e deixou claro o ponto forte tanto do grupo como do estilo que eles ajudaram a criar: o de gerar atmosferas imersivas capazes de transportar a audiência e envolver o ambiente em que eles tocam. A qualidade impecável do som durante a noite também foi essencial para que tudo funcionasse da maneira certa. Além de Immerwahr, que também é baixista, o trio é formado por John Engle na guitarra e pelo baterista Chris Brokaw, que toca baixo em músicas que não contam com percussão, como Pea, Summer Dresses e Broken-Hearted Wine. A banda tocou colocando pressão no som aparentemente sem fazer muito esforço, com a tranquilidade de quem sabe o que está fazendo mesmo com os intervalos na carreira e os shows mais escassos. A apresentação começou logo com uma das favoritas dos fãs, a música D, que também abre o clássico Frigid Stars LP, disco que emprestou 6 das 16 músicas do setlist. A plateia acompanhou tudo quase como se estivesse prestando reverência ao grupo. Não houveram grandes coros ou danças na pista, que, com exceção de algumas pessoas berrando nomes de música entre uma canção e outra, acompanhou tudo com atenção, na mesma sintonia da viagem que a banda propunha no palco. Guandu Vale mencionar que a produção do show foi do selo independente Balaclava Records, que vem trazendo alguns nomes destes que pareciam meio impossíveis de vir tocar aqui, como foi o Karate no ano passado, banda com um histórico semelhante com o do Codeine. Para a abertura do show de sábado, as redes sociais do selo publicaram pedidos de indicação de artistas e os escolhidos foram os paulistanos do Guandu. O show do trio formado por Caique Lima, Cleozinhu e João Corte foi uma grata surpresa para mim, que não conhecia a banda antes. Claramente influenciado pelo pessoal do Codeine, que viu o show da pista, o grupo apostou em um repertório com várias músicas ainda não lançadas, além de um cover de Morrer, do Ratos de Porão, em versão slowcore, surpreendentemente bom. Para algumas músicas, o show teve participação da cantora Marina Mole, que casou muito bem com o som e parecia fazer parte da banda. No geral, foi uma escolha certeira para começar os trabalhos da noite. SETLIST – CODEINE D Cigarette Machine Barely Real Loss Leader Median Washed Up Tom Jr Sea Pickup Song Atmosphere (cover do Joy Division) Pea BIS: Cave-In Promise of Love (cover do MX-80 Sound) Summer Dresses Broken-Hearted Wine

Entrevista | Street Bulldogs – “Eu que acredito que essa volta vai mexer com o Léo”

Após mais de uma década longe dos palcos, o Street Bulldogs volta à ativa para uma série especial de quatro shows em março de 2026. O retorno de uma das bandas mais influentes do punk/hardcore nacional passará por três capitais brasileiras: Curitiba (13/03, Stage Garden), São Paulo (14/03, Carioca Club e 19/03, Hangar 110) e Belo Horizonte (15/03, Galpão 54). As apresentações serão pontuais e marcam o reencontro do grupo com uma base de fãs que se manteve fiel mesmo após o fim das atividades em 2010. Formado em Pindamonhangaba (SP), em 1994, o Street Bulldogs construiu uma trajetória sólida na cena independente, com discos que se tornaram referência do gênero, como Street Bulldogs (1998), Question Your Truth (2001), Unlucky Days (2003) e Tornado Reaction (2004). A sonoridade crua e direta, marcada por letras que equilibravam crítica e autenticidade, consolidou o grupo entre os principais nomes do hardcore brasileiro no final dos anos 1990 e início dos 2000. Agora, com o vocalista original Leo vindo da Irlanda especialmente para a ocasião, o Street Bulldogs promete celebrar sua história em quatro noites intensas. A formação que retorna é a mesma que gravou o DVD no Hangar 110, em 2010: Fabio Sonrisal e Rodrigo Koala nas guitarras, Sanmy Saraiva no baixo, Guilherme Camargo na bateria e Leo Bulldog nos vocais. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Koala fala sobre o retorno aos palcos, as memórias da banda e o impacto duradouro do Street Bulldogs. O que motivou a volta do Street Bulldogs aos palcos depois de tanto tempo? Fui pego de surpresa, pra ser sincero. Acho que o Guilherme, nosso baterista, e o Léo estavam conversando e eu nem sabia. Fui saber quando já estava decidido. Fiquei muito feliz, porque eu sempre quis voltar, mas o Léo era o cara que dizia que não queria mais. A gente até teve proposta no ano passado, mas ele não topou. Quando ele avisou que viria pro Brasil e que queria tocar, foi um choque bom. Acho que foi quando a gente parou de pedir que ele resolveu fazer. Foi tranquilo reunir todo mundo e definir a formação? Sim. A gente tem um grupo no celular e se fala direto, o que facilita muito. O que mora mais longe é o Sonrisal, em Pindamonhangaba, e o Léo, que vem da Irlanda. Então vamos deixar a banda redonda antes dele chegar. Quando ele estiver aqui, faz uns ensaios com voz e pronto. Eu e o Sonrisal estamos tocando direto, então estamos com ritmo. O Guilherme, que é batera, talvez sinta mais, ele está ativo com outros projetos, porém são músicas mais lentas. Já dá pra adiantar algo sobre o setlist? Ainda estamos escolhendo. Tem gente dando ideia de tocar músicas que nunca fizemos ao vivo ou que ficaram muito tempo fora. Vai ter surpresa, com certeza. E também deve ter participações. O plano é fazer algo inesquecível, principalmente no Hangar. Com dois soldouts rápido em São Paulo, existe chance de novas reuniões ou até músicas inéditas? Tudo pode acontecer. Hoje o Léo é muito resistente à ideia de voltar pra valer ou gravar algo novo. Fazer um show já é quase um milagre. Mas a música tem esse poder, né? Às vezes o cara pisa no palco e muda tudo. Se ele se animar, vou ser o primeiro a apoiar. Com a tecnologia, dá pra gravar à distância tranquilamente. Eu acredito que essa volta vai mexer com ele. O punk brasileiro começou em português, com Cólera, Inocentes, Invasores de Cérebro… Mas o hardcore dos anos 90 foi majoritariamente em inglês com o Garage Fuzz, Hateen, Rivets e até mesmo Dead Fish chegou a cantar em inglês. Por quê? A gente não tinha muita referência de como fazer hardcore em português. Parecia que o idioma não encaixava. A influência vinha toda de fora, e cantar em inglês era natural no underground. Bandas como o Sepultura também mostraram que dava pra ser brasileiro e cantar em inglês, e isso inspirou muita gente. A virada pro português veio mais pro final dos anos 90, e o CPM 22 foi essencial pra provar que dava pra soar bem cantando em português. O Street também tem também algumas músicas em português… Sim. Tem Padrão, Tarde Demais, Adolf… e talvez mais alguma. A gente deve tocar algumas delas nessa volta. Qual show marcou mais, tanto positivamente quanto negativamente, na sua carreira? Teve um com o Pulley no Volkana em São Bernardo que foi meio chato por causa do produtor. A banda era legal, mas o cara era mala. A banda era muito legal, os caras super gente fina, mas o produtor tinha um dentinho, a gente aprendeu ele de Tooth. Já experiências ruins com bandas, quase nenhuma. A gente sempre se surpreendeu positivamente. O hardcore tem isso, as pessoas costumam ser acessíveis e gente boa. O que mais dava problema eram contratantes tentando dar calote. A gente tinha fama de bravo, mas era só cara de pedreiro mesmo, nunca batemos em ninguém. Eu sei histórias, por exemplo, eu não estava na banda, mas quando o Agnostic Front veio para o Brasil, eles fizeram uma turnê com o Street, eu não estava no Street ainda. Eles foram fazer a Argentina junto. E o baterista do Street na época era o Gordinho, lá de Pinda. E o Gordinho dormiu no carro. Aí ele deitou a cabeça no ombro do vocalista. Bem do Miret, do Roger Miret. Deitou a cabeça no ombro do Miret, né, cara? E o Léo dirigindo falou que olhou assim, cara, falou, puta, fodeu, né, meu? Cara gigante, boladaço. Esse gordo filha da puta deitou a cabeça no ombro do cara, que ela vai matar a nós. Aí falou o cara, pôs a sua mão nele assim, ele é um bom garoto, deixa ele dormir aqui e tal. Então acho que essas coisas, tipo… Ele me conta isso com muito carinho, assim, né? Você tem falado sobre sua rotina mais saudável. Como enxerga esse novo rock mais “careta”? Pra mim