Lagum abre shows do Imagine Dragons no Brasil

A banda Lagum é convidada especial dos shows do Imagine Dragons no Brasil. As apresentações acontecem no dia 26 de outubro, em Belo Horizonte (Mineirão); dia 29 de outubro, em Brasília (Arena BRB Mané Garrincha), e dias 31/10 e 01/11 em São Paulo (MorumBIS). Os últimos ingressos estão disponíveis em Ticketmaster.   A banda mineira está viajando por todo país com seu novo show do quinto álbum de estúdio, As Cores, As Curvas e as Dores do Mundo. Até o momento, a turnê tem apresentações marcadas em mais de 20 cidades cidades do mundo, incluindo todas as regiões do Brasil e uma passagem na Europa com novas cidades inéditas. A etapa internacional da turnê será realizada em abril do próximo ano. Lagum apresenta em sua nova turnê faixas inéditas além, claro, dos grandes sucessos que marcaram sua trajetória em um show visceral e catártico — com a energia única que só quem já viu a banda ao vivo conhece. A Lagum ao vivo é uma experiência única, as escolhas dos timbres e arranjos, que são produzidos exclusivamente para esse momento do show, trazem uma roupagem exclusiva para o que escutamos nos fones de ouvido. A turnê foi detalhadamente pensada para surpreender o público com novidades, sonoridades e provocações criativas convidando todos a mergulhar em uma verdadeira viagem sensorial. O álbum As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo, é um disco que não se limita a entreter, mas também a provocar e a questionar o mundo moderno — propondo um olhar para a vida na cidade e para as belezas do cotidiano ordinário, desafiando a percepção que temos da realidade nos dias de hoje.

Bon Jovi anuncia retorno aos palcos; primeiros shows serão em NY

O Bon Jovi está de volta! A banda anunciou uma série de shows que marcarão o tão aguardado retorno o grupo às turnês ao vivo, com apresentações em Nova York, Londres, Dublin e Edimburgo. Começando em julho de 2026 no Madison Square Garden, em Nova York, e terminando no icônico Estádio de Wembley, em Londres. A turnê é produzida pela Live Nation. O anúncio da turnê vem depois de uma cirurgia de cordas vocais e processo de reabilitação amplamente documentados, vistos na série documental do Hulu, Thank You, Goodnight: The Bon Jovi Story. Falando sobre o anúncio, Jon Bon Jovi disse: “Há muita alegria neste anúncio – alegria por podermos compartilhar essas noites juntos com nossos fãs incríveis e alegria por a banda poder estar junta. Tenho a sorte de poder segurar uma luz para o público todas as noites e ficar em seu reflexo para uma tremenda experiência coletiva – eu consigo ficar no nós dos nossos shows. E eu falei extensivamente sobre minha gratidão, mas direi novamente: sou profundamente grato que os fãs e a irmandade desta banda tenham sido pacientes e me dado o tempo necessário para ficar saudável e me preparar para a turnê. Estou pronto e animado!” DATAS DA TURNÊ Terça-feira, 7 de julho – Nova York, Madison Square Garden Quinta-feira, 9 de julho – Nova York, Madison Square Garden Domingo, 12 de julho – Nova York, Madison Square Garden Terça-feira, 14 de julho – Nova York, Madison Square Garden Sexta-feira, 28 de agosto – Edimburgo, Reino Unido, Estádio Scottish Gas Murrayfield Domingo, 30 de agosto – Dublin, Irlanda, Croke Park Sexta-feira, 4 de setembro – Londres, Reino Unido, Estádio de Wembley

Vanguart volta com repertório poderoso em “Estação Liberdade”

Estação Liberdade (Deck), novo álbum do Vanguart, já está disponível para audição. Após a pandemia e uma pausa na carreira, os compositores Helio Flanders e Reginaldo Lincoln voltam com repertório mais forte até hoje, revelando uma maturidade que apenas duas décadas de estrada poderiam trazer. Canções bem resolvidas, flertes com o passado, refrões assobiáveis, reflexões profundas sobre partidas, chegadas, morte, vidas, sonhos e a dura realidade do dia a dia. Quando cantam na faixa de abertura que dá título ao disco “O nosso amor vai surpreender o fim” parecem estar cantando para algum amor, mas também para si mesmos — e cá estão, vivos, saudáveis, com a energia de debutantes da música que querem dar. Destaques para Luna Madre de La Selva, uma espécie de reencontro com a latinidade cuiabana dos primeiros álbuns, O Mais Sincero, com o poderio pop de seus maiores hits de outrora, a lúdica Rodo o Mundo Todo no Meu Quarto (com arranjo de madeiras e sopros de Alberto Continentino) e Pedaços de Vida, o momento mais denso de um disco que parece ser como a vida, ou como uma longa viagem de trem, com seus sabores e dissabores, sorrisos e tristezas. Ao fim da escuta, a sensação que fica é que o Vanguart retoma o seu próprio trem, de alma lavada e coração aberto, como a estrada que os trouxe até aqui — e novamente os espera.

Destro lança o disco “Romântico Urbano” e dá voz à intensidade do amor contemporâneo

O cantor e compositor Destro apresentou ao público seu primeiro álbum autoral, Romântico Urbano, um trabalho que traduz em música os contrastes do amor nos tempos atuais: rápido, arrevesado, intenso e real. Com a estética sonora que mistura pop romântico, R&B, soft trap e sofrência, o disco retrata encontros e desencontros que nascem nas madrugadas, promessas que acabam por mensagem e sentimentos que resistem mesmo após o fim. É um registro que aborda relações passageiras, mas que ainda assim deixam marcas permanentes — símbolos de uma solidão que se embrenha pelas multidões e exala a fusão entre a dor e o charme de viver com o coração aberto. O lançamento chega pelo selo Cósmica Records. A trajetória de Romântico Urbano começou a ser escrita com o single Palavras Não Bastam, manifesto de resiliência e empoderamento feminino que já ultrapassou 4 milhões de visualizações orgânicas e inspira mais de 23 mil criações no TikTok.  “Essa música foi um divisor de águas na minha carreira, porque consegui compartilhar uma mensagem verdadeira, que dialoga diretamente com a força das mulheres e com a capacidade de se reconstruir depois de terem sido feridas”, conta Destro. Produzido por ProdBySnow, o álbum também reúne faixas como Tiro à Queima Roupa, Migalhas e Ei, Meu Amor (com dreko), que consolidaram o cantor como um nome destacado em meio a artistas que formam, em curva ascendente, a nova geração da música brasileira. A faixa-destaque do álbum Me Apego, com participação especial da banda Superalma, representa bem isso. A concepção desse Romântico Urbano entremeia a própria persona de Destro, um artista que discute e, principalmente, sente o amor de forma muito particular. Seu álbum representa os caminhos escolhidos para externar sentimentos e verter em música suas interpretações sentimentais mais íntimas. As canções escolhidas para compor esta jornada dão forma ao jeito emocionado e sentimental em que se expressa o jovem músico, que lapida sua carreira por intermédio da entrega emocional e letras que se desdobram em flechas de sinceridade. Nascido em Campinas, Destro deu início à carreira em 2018 publicando covers no YouTube e conquistou, de pronto, um público fiel antes de mergulhar na composição autoral. Hoje, soma milhões de streams e views em suas canções e dá um passo decisivo ao lançar seu primeiro LP, reafirmando identidade como um artista que canta para quem já se doou demais, perdeu-se em histórias mal resolvidas, mas também soube encontrar forças para seguir em frente, abrindo-se à possibilidade de amar de novo.

“Deadbeat” e a era do relaxamento desacelerado para Kevin Parker, do Tame Impala

Na música, quando um artista supera o status dele esperado, passando a agir como um guia para o que há de mais moderno na indústria, e não apenas como um mero instrumentista ou compositor, mas também como um produtor, colaborador que atravessa gêneros e convenções, chega um momento em que ele pode muito bem querer descansar, e abrir mão de jogar de acordo com as expectativas. É justamente aí em que pode haver um desentendimento, um desacordo, entre a idolatria do público, sempre querendo o máximo, e o olhar mais íntimo que pode haver, de minimizar o esforço, mesmo, ser menos colorido, menos preocupado em ser genial, e mais sarcástico, autodepreciativo, que está no cerne da existência de Deadbeat, quinto álbum do Tame Impala (primeiro a ser lançado pela Sony Music), de Kevin Parker. O relapso pode ser uma forma de cuidado, pelo menos é o que está estampado na capa, que já começa contrariando o perfeccionismo usual ao “quebrar” com as artes conceituais padronizadas com nome da banda e do álbum alinhados simetricamente, com a mesma fonte. Dessa vez, Parker aparece segurando sua filha, em paz consigo mesmo, sem querer trazer nenhuma mensagem através das cores da imagem, entusiasmo ou vibração. Na verdade, o universo familiar é o da estabilização, e o que é estável não se sobressai, assim como as batidas repetitivas de cada música, ou o groove cansado e insistente, pouco criativo da faixa Loser, derivativa de um mesmo riff animado que é gostoso de ouvir, mas não se transmuta na faixa que muitos esperavam, com vigor criativo. Parker, vocalista, multi-intrumentista, compositor e tudo o mais que uma única pessoa pode ser (não custa dizer a essa altura que a banda só o acompanha em shows) um dia furou a bolha e, pela primeira vez desde que isso aconteceu, resolveu olhar para trás e se isolar nela. Para uma parte do público, não está tudo bem. A outra parte está tentando decidir como se sente, mas o fato é que, apesar de ainda existir vestígios de psicodelia e rock alternativo no projeto, Parker sacrificou o ritmo previamente estabelecido, dinâmico e acelerado, pela paz e a liberdade que a música house, em conjunto com a produção eletrônica e a cultura das raves australianas, pode e pôde oferecer a ele. A princípio, soa aleatória a escolha de não “criar” uma arte própria para o disco, mas nunca antes Parker se importou menos com coerência. As letras não acompanham a acomodação do ritmo, quando muito refletem um disparo alucinado para todos os lados, com referências a pessoas famosas, seriados de televisão e ligações diretas com canções de outros músicos. Sem dúvidas, Deadbeat é um disco camaleônico, que aborda romance com um pé no esotérico em Piece of Heaven, aludindo a Enya com harpas, teclados saturados e também acenando para Phil Collins e clássicos da madrugada de estações saudosas de rádio. Parker também quer incorporar Michael Jackson, temática e sonoramente, em faixas como Dracula (o funk aqui é contagiante) e Afterthought (uma versão de Thriller malhada no sintetizador), mas dificilmente se contenta em ser ele mesmo. Kevin Parker se enxerga (ou ao menos quer que você o veja assim, talvez com um certo cinismo), como um fracassado, um perdedor, alguém que tentou e agora parou. O recado está claro: não espere mais nada de Tame Impala. Dê um tempo às ilusões, ao maximalismo, às convenções. Essa é a era do desapego, mesmo que você não acredite nisso ou ache o álbum uma farsa. Talvez ele seja, mas nem tudo tem que ter personalidade formada.

Quase um ano após último single, Julies revela “Quando o Amor Chamar”

O cantor Julies, destaque do pop reggae nacional, está de volta com uma novidade: quase um ano após lançar a parceria com a Hevo84 (Olha Pra Mim), o artista soltou o single Quando o Amor Chamar, que tem produção de Zain – responsável por alguns hits de Anitta, Bruno Gadiol e ZAAC. Com uma vibe romântica e sensual, a letra reforça que o amor é para se viver de forma intensa e sem receio de perder. Julies, que fez aniversário na quinta (16), assina a composição ao lado de Deko, Tales de Polli – vocalista do Maneva – e Tauã Cordel, filho de um dos maiores compositores brasileiros, Nando Cordel.

Rancid revela versão de Sex and Death para tributo ao Motörhead

O Rancid lançou seu cover de Sex and Death do Motörhead , uma prévia final de Killed By Deaf – A Punk Tribute to Motörhead antes do lançamento do álbum em 31 de outubro. A escolha do cover é acertada, já que Sex and Death — do álbum Sacrifice, de 1995 — soa como se tivesse sido escrita por uma banda punk como o Rancid. “É tipo, é a música perfeita do Motörhead para mim”, disse Frederiksen sobre Sex and Death, por meio de um comunicado à imprensa. “Você sabe tão bem quanto eu o quanto o Lemmy era fã dos Ramones. E me parece a versão dele, o Motörhead tocando Ramones. Mas tem aquele solozinho de guitarra ali. E foi a música mais no estilo Rancid que o Motörhead fez, que eu achei que chega perto o suficiente de uma música que escreveríamos.” São dois covers que já ouvimos do álbum tributo, sendo o outro a versão de Pennywise para Ace of Spades.O restante da coletânea tributo inclui covers de The Bronx, Lagwagon, FEAR, GBH e outros. A faixa de encerramento, uma colaboração inédita entre Lemmy e The Damned tocando Neat Neat Neat deste último, foi lançada quando o álbum foi anunciado em setembro.

Ace Frehley, lendário guitarrista do Kiss, morre aos 74 anos

Ace Frehley, guitarrista da formação original do Kiss, morreu nesta quinta-feira (16) aos 74 anos. A informação foi confirmada pela página oficial do músico no Instagram. De acordo com o site TMZ. Frehley estava respirando com auxílio de ventilação mecânica há algum tempo, mas seu quadro não apresentou melhora, conforme a publicação. Frehley estava hospitalizado em estado grave após cair em seu estúdio há semanas. Há cerca de sete dias, todas as apresentações do músico marcadas para este ano foram canceladas. Representantes do guitarrista divulgaram comunicado. “Estamos completamente devastados e com o coração partido. Em seus últimos momentos, tivemos a sorte de poder cercá-lo de palavras, pensamentos, orações e intenções amorosas, atenciosas e pací­ficas enquanto ele deixava esta Terra. Guardamos com carinho todas as suas melhores lembranças, suas risadas e celebramos a força e a bondade que ele dedicou aos outros”. Ace Frehley foi o guitarrista do Kiss entre 1973 e 1982, antes de deixar o grupo por “diferenças criativas”. Ele seguiu em carreira solo, voltou à  banda de 1996 a 2002, e depois voltou a se apresentar sozinho. Por fim, o músico Ace Frehley também fundou a banda Frehley’s Comet, com a qual lançou o single Into the Night.

Entrevista | Sabaton – “Estou orgulhoso do Legends, é um álbum variado e forte”

O Sabaton lançou seu 11º álbum de estúdio, Legends, pela Better Noise Music, inaugurando uma nova fase em sua carreira. O disco mergulha em personagens históricos como Joana D’Arc, Genghis Khan, Júlio César e Napoleão, costurando batalhas, filosofia e momentos marcantes em músicas que equilibram peso e melodia. Com produção de Jonas Kjellgren e arte de Peter Sallai, o álbum busca sintetizar figuras que ajudaram a moldar o mundo, funcionando como uma coletânea de histórias que o grupo sueco queria contar há muito tempo. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o vocalista do Sabaton, Joakim “Jocke” Brodén, falou sobre o processo criativo do novo disco, a escolha das figuras históricas e os desafios de transformar temas tão grandiosos em canções. Ele também comentou a forte conexão com o público brasileiro, a história por trás da guitarra da Hello Kitty no Bangers Open Air e a possibilidade de abordar conflitos atuais em trabalhos futuros. O que inspirou o conceito de Legends e a escolha dessas figuras históricas? Há muitos personagens que queríamos escrever, mas nunca tivemos um tema comum. Napoleão, por exemplo: poderíamos fazer um álbum inteiro só sobre ele, mas e os outros? O mesmo com Júlio César, que renderia muitas histórias sobre o Império Romano. Percebemos que César, Napoleão, Genghis Khan, Vlad, Joana D’Arc tinham algo em comum: todos eram lendas. Então pensamos em Legends como uma espécie de grandes sucessos das figuras que queríamos abordar, mas que nunca tinham se encaixado em um conceito único. Pela primeira vez todos os membros do Sabaton participaram das composições dentro do mesmo álbum. Como isso mudou o processo criativo? Vou dar uma resposta meio chata e te frustrar (risos): nada mudou. Hannes, nosso baterista, não costuma compor, tinha escrito só uma música antes, mas desta vez ele trouxe uma ideia. Os outros já eram ativos no processo, mesmo em álbuns passados. Foi mais uma coincidência de todo mundo ter músicas prontas, mas eu gosto de escrever junto, é melhor do que trabalhar sozinho. Você citou Napoleão, Joana D’Arc e Genghis Khan. Qual lenda foi o maior desafio de transformar em música? Para mim, foi Miyamoto Musashi. Eu só conhecia ele como samurai, mas nas pesquisas o descobri como autor e filósofo. Isso mudou todo o conceito das letras. Os pré-refrões da música Duelist vieram do seu livro O Livro dos Cinco Anéis. Achei importante mostrar esse outro lado dele, não apenas o guerreiro. Há planos de lançar documentários, materiais visuais ou até mesmo um jogo para expandir a narrativa do álbum? Queremos continuar com os vídeos no canal Sabaton History no YouTube, junto com o Indy Neidell, mas é complicado. Para falar de guerras modernas, usamos fotos e vídeos de arquivo. Mas como ter imagens do Egito antigo, por exemplo? A Inteligência Artificial seria uma solução, mas muita gente não aceita. Ainda estamos pensando como resolver isso. Houve alguma figura histórica que vocês imaginaram no álbum, porém ficou de fora? Queríamos muito Alexandre, o Grande. Até comecei a compor, mas a música não funcionou. Quero voltar a isso em algum momento. Acredita que o álbum Legends irá marcar uma nova fase na carreira do Sabaton? Difícil dizer. Fizemos o nosso melhor, mas agora depende dos fãs. Se eles gostarem, ótimo. Se não, talvez tenhamos que mudar o caminho. Estou orgulhoso, acho que é um álbum variado e forte. A turnê de Legends deve vir ao Brasil? Esse é o plano e nosso desejo. Ficamos devendo parte das turnês de The Great War e The War to End All Wars por causa da pandemia. Agora queremos trazer Legends. Vocês tocaram no Brasil no Bangers Open Air. Por que escolheram o país para abrir a agenda de 2025? A pergunta é por que não começar pelo Brasil? Tivemos que começar em algum lugar, e o Brasil parecia perfeito, ainda mais em um festival. É sempre uma loucura tocar aí, os fãs são incríveis e queríamos que fosse uma festa para começar o ano. Vocês tem uma música sobre o Brasil na guerra. Como você descreveria a conexão da banda com o país? Muito forte. Lembro quando conhecemos José Maria, um dos Smoking Snakes, em Juiz de Fora. Ele disse para o Hannes que seria o primeiro a cair em combate por ser o mais alto. Depois, quando falamos que o show seria intenso, ele respondeu: “Sobrevivi aos nazistas, posso sobreviver a um show de metal.” Essa frase foi lendária. Qual a história por trás da guitarra da Hello Kitty? Foi uma pegadinha. Eu esqueci uma vez de deixar minha guitarra no carregamento e pedi ajuda. A equipe me entregou uma guitarra da Hello Kitty. Desde então, virou tradição. Toda vez que viajo, minha guitarra “some” e eles colocam outra no lugar. Acho que só vou rever a original quando morrer. Com tanto conflito e guerra no mundo, vocês pensam em abordar guerras atuais em futuras músicas? Talvez, mas é preciso tempo. A forma como conflitos são noticiados varia muito de país para país, e nós não confiamos em jornalistas nem políticos. Não somos historiadores, somos apaixonados por história, mas precisamos da distância para que especialistas registrem os fatos de maneira objetiva e imparcial. O que os fãs podem esperar da turnê do Legends? Estamos preparando um palco totalmente novo. Depois dos últimos três shows, tudo será reformulado. Dá um frio na barriga, mas é empolgante. Como era a cena de rock na Suécia quando vocês estavam começando? Não era enorme, mas estava lá. Eu tinha quatro anos e vi na TV I Wanna Rock, do Twisted Sister. Fiquei paralisado. O metal nunca foi esquecido na Suécia, mas também nunca foi mainstream. Hoje ele está maior do que nunca. Para encerrar, qual a mensagem para os fãs brasileiros? Obrigado pelas boas horas e que venham muitas mais em breve.