“O Calendário do Rock Brasileiro”: Paulo Marchetti lança livro de efemérides musicais

Em 2025 o rock nacional completa 70 anos, e para marcar esses dados, Paulo Marchetti anunciou o lançamento do livro O Calendário Do Rock Brasileiro, que reúne uma coleção de efemérides com mais de 1.800 fatos dos mais diversos, que cobrem os 365 dias do ano, de 1º de janeiro até 31 de dezembro. Em O Calendário do Rock Brasileiro há dados curiosos, dados importantes, há os lançamentos dos grandes clássicos; os problemas entre polícia e artistas desde as confusões da Jovem Guarda, nos anos 1960, até a prisão dos integrantes do Planet Hemp, em 1997; os primeiros artistas de rock do Brasil como Bob Bolão, Betinho e Seu Conjunto, Ronnie Cord, The Snakes, The Clevers; os álbuns, festivais e toda história do progressivo e psicodélico de 1970, e os grandes nomes das gerações 80 e 90. O livro inclui ainda, uma cena alternativa desde os anos 1950. “Fazer sozinho um documento desse tamanho não foi fácil, é uma responsabilidade enorme, inclusive com os detalhes” , revela Marchetti, que lançou o livro de forma independente. “Cada dados traçado a busca de outras fontes precisava e possível encontrar dentro das minhas possibilidades. Não foi apenas pesquisa, foi também investigação. Ir atrás de cada artista, de cada década, de toda discografia de todas as cenas musicais, inclusive que envolve os formatos compactos e EP; pesquisar sobre os membros de todas as bandas desde 1955, isso em um período que a imprensa ainda não tinha arquivo digital, época em que o conteúdo da internet ainda estava sendo construído, e que linda idas a bibliotecas e bancos de dados de jornais; caça de conteúdo em sebos literários e de discos de vinil, enfim, todos os modos confiáveis que possam enriquecer minha coleção de efemérides”. O trabalho de Marchetti, que teve início em 1998 e complexidade, dedicação e muita personalidade, compilado em 358 páginas, a maior parte dos acontecimentos que escrevem a história do rock brasileiro, através do dia a dia, neste calendário, que é o 1º do gênero no Brasil. A pesquisa priorizou o período pré-internet, entre 1955 e 2000, mas há muitos acontecimentos importantes de 2000 a 2024. “Comecei a juntar algumas efemérides de forma curiosa, durante meus trabalhos de direção, pesquisa e texto na MTV Brasil, onde estive entre 1993 e 2000. Foi no arquivo da MTV que conheci livros que abordam unicamente efemérides do rock desde os primeiros ídolos do blues até aquele momento, início dos anos 1990” , conta o autor. Nascido em Piracicaba (SP) em 1970, Paulo Marchetti é diretor artístico e diretor de conteúdo para televisão e projetos especiais. Atualmente na TV Cultura, já passou pela MTV Brasil, SBT, Band, Discovery, History, Multishow, Disney e Record. Morou em Brasília (DF) de 1974 a 1987 e cresceu com a Turma da Colina, assistindo aos primeiros ensaios e shows de Plebe Rude, Capital Inicial e Legião Urbana. Formou os Filhos de Mengele em 1985, banda de punk rock da qual Digão foi baterista, antes de se dedicar aos Raimundos, já como guitarrista. Em 2001, Marchetti lançou seu primeiro livro, O Diário da Turma 1976-1986: A História do Rock de Brasília (Conrad, 2001 e Pedra na Mão, 2013). O livro faz parte do acervo da biblioteca da Universidade de Berkeley, na Califórnia (EUA), um dos poucos em língua portuguesa. De acordo com o autor, O Calendário Do Rock Brasileiro é um livro diferente, mas com farto conteúdo para as mídias que trabalham com música e cultura jovem. “Este não é um livro pra ficar na estante, mas sim em cima da mesa, para consultar diariamente. É um livro atemporal que vai deixar viva a memória do rock brasileiro em seus mínimos detalhes e que, com a distância do tempo, ganhará mais valor”, alerta. Livro: O Calendário do Rock Brasileiro (358 páginas)Autor: Paulo MarchettiEditora: Lançamento independentePreço: R$ 100,00 + R$ 15,00 (envio)Para comprar: calendárioiodorockbr@gmail.com

Confissões e Outros Blues é o novo álbum de Pepe Bueno e Os Estranhos; ouça!

Pepe Bueno e Os Estranhos acaba de lançar o terceiro álbum de estúdio, Confissões e Outros Blues. Com dez faixas, o disco mescla composições autorais e releituras, gravadas nos estúdios Orra Meu e Área 13. O show de lançamento é nesta sexta-feira (21), no Sesc Belenzinho. Os ingressos estão à venda. Produzido pelo próprio Pepe Bueno, o trabalho explora novas sonoridades, explorando influências do blues, da música popular brasileira e até nuances psicodélicas. Confissões e Outros Blues busca conquistar um público ainda mais diversificado, reafirmando a versatilidade e a autenticidade do artista. O álbum carrega uma forte carga emocional, como revela o artista: “Confissões e Outros Blues é um disco que teve perdas e ele permeia o álbum. Regravamos Real Valor, do Golpe de Estado, e tive a sorte e honra de mostrar ao meu melhor amigo, Nelson Brito. Já Blues e a Prancha é uma homenagem ao Paulo Meyer, com quem toquei por quase dois anos. Mostrei o som pra ele escrever, mas não deu tempo. Então, escrevi a letra com seu eterno parceiro Paulo Resende, mencionando as cidades onde eles tocaram e fizeram história.” O álbum também traz If I Lose, parceria de Pepe com Mário Bortolotto, que conta com a participação do saudoso Diego Basanelli. “Ele cantou a parte em inglês antes de sua trágica morte. Bom, é um disco cheio de importância emocional pra mim”, completa Pepe. Para o baixista, Pepe Bueno & Os Estranhos representa um momento de liberdade sonora. “É um movimento em direção ao blues mesclado com a música popular brasileira, com pitadas de psicodelia e a originalidade que cada músico dos Estranhos trazem.” Lançamento no Sesc BelenzinhoPepe Bueno e Os Estranhos lança o álbum Confissões e Outros Blues no Sesc Belenzinho (São Paulo) no dia 21 de março, às 21h. Os ingressos estão à venda no site do Sesc e em qualquer unidade do Sesc São Paulo. Os valores são de R$ 18,00 a R$ 60,00. Para esta apresentação especial, com formação de Big Band e cujo repertório vai mesclar canções do ainda Confissões e Outros Blues e de álbuns anteriores, Pepe Bueno & Os Estranhos contarão com a participação de Thunderbird, Paulão de Carvalho, Paulo Resende, Fabio Brum, Mário Bortolotto e Fabio Pagotto. Além de apresentar o novo álbum ao público, a noite será uma homenagem aos talentosos Paulo Meyer e Diego Basa, dois grandes nomes que marcaram a trajetória do grupo.

The Reign of Kindo volta ao Brasil após nove anos; shows rolam no fim de semana

A banda The Reign of Kindo retorna ao Brasil após nove anos. Serão três apresentações no fim de semana, sendo duas em São Paulo (sexta e sábado, ambas no La Iglesia) e uma no Rio de Janeiro (domingo, no Agyto). Os ingressos já estão à venda no Clube do Ingresso. Quem optar por ir nas duas noites de São Paulo, garante um bom desconto. Formada em 2007 em Buffalo, Estados Unidos, The Reign of Kindo é conhecido por sua mistura única de jazz, rock progressivo e música experimental. Esta será a quinta passagem da banda pelo País. O último álbum de inéditas da banda é Happy However After, de 2018. 21 de março de 2025 (sexta-feira) – La Iglesia, São Paulo 22 de março de 2025 (sábado) – La Iglesia, São Paulo 23 de março de 2025 (domingo) – Agyto, Rio de Janeiro

Nome de peso do Lollapalooza, Fontaines D.C. cancela shows no Brasil

A banda irlandesa Fontaines D.C., uma das atrações mais aguardadas do Lollapalooza Brasil, cancelou todas as apresentações na América do Sul, incluindo os dois shows em São Paulo (Lollapalooza e side show). Os shows na Capital estavam agendados para os dias 26 e 28 de março, na Audio e no Autódromo de Interlagos, respectivamente. O anúncio do cancelamento foi feito no Instagram do grupo, na noite desta segunda-feira (17). “Estou devastado em anunciar que, devido a uma hérnia de disco, precisamos cancelar nosso show no México amanhã à noite e nossas próximas datas no Chile, Argentina, Brasil e Colômbia”, escreveu o vocalista Grian Chatten. “Há anos que estou empolado para tocar nesses países lindos, e é muito doloroso estar aqui na Cidade do México sem poder subir no palco, mas hoje me informaram que preciso de atenção médica urgente. Somos muito gratos por todo o apoio de vocês.” Até o momento, o Lollapalooza Brasil ainda não divulgou um possível substituto, nem a política de reembolso para os fãs.

Avenged Sevenfold retorna a São Paulo e Curitiba após 11 anos com convidados de peso

Pouco após ser a atração principal do Rock in Rio 2024, e depois de 11 anos sem um show headline no país, o Avenged Sevenfold anunciou a inclusão do Brasil em sua turnê Life Is But A Dream… pela América Latina. As duas datas confirmadas, ambas realizadas pela 30e, são dia 2 de outubro, na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, com show de abertura de Mr. Bungle e Karen Dió; e, no dia 4 de outubro, no Allianz Parque, em São Paulo, com A Day To Remember, Mr Bungle e Karen Dió. A pré-venda de ingressos começa nesta terça-feira (18) ao meio-dia e vai até as 11h de quinta-feira (20) no site da Eventim, e a venda geral terá início na quinta (20), ao meio-dia. Life is But A Dream… é também o nome do álbum mais recente do Avenged Sevenfold. Lançado em 2023, foi o primeiro disco de estúdio do grupo californiano após um período de sete anos de espera. O trabalho, como a própria banda define, “foi projetado para provocar e inspirar, ampliando corajosamente a nova onda do som do heavy metal americano, com confiança, atitude e intenção”. Trata-se de “uma celebração e libertação da vida, enquanto explora a possível ilusão do livre arbítrio e do determinismo”. Não à toa, o A7X (como também é conhecido) e seu disco foram celebrados pelo público e pela imprensa especializada, aparecendo na lista dos 11 Melhores Álbuns de Metal de 2023 da Rolling Stone. É com esse recente repertório e com os seus mais de 25 anos de trajetória sólida que o quinteto desembarca no Brasil. Formado na Califórnia, em 1999, o Avenged Sevenfold já vendeu mais de 12 milhões de álbuns mundialmente e alcançou o topo da parada Top 200 Álbuns da Billboard com Nightmare (2010) e Hail to the King (2013). A banda, composta atualmente por M. Shadows (vocais), Synyster Gates (guitarra), Zacky Vengeance (guitarra), Johnny Christ (baixo) e Brooks Wackerman (bateria), acumula mais de 1 bilhão de visualizações em vídeos, 1 bilhão de streams no Spotify e ganhou vários singles #1 em rádios de rock. Eles são, frequentemente, a atração principal de alguns dos maiores festivais de rock do mundo, como o Download Festival (Reino Unido), Rock am Ring (Alemanha) e, em março, Vivo El Rock (Peru). Alguns de seus maiores sucessos incluem Bat Country (2005), inspirado no livro Medo e Delírio em Las Vegas, de Hunter S. Thompson; a favorita dos fãs A Little Piece of Heaven (2007), Nightmare (2010) e Hail to the King (2013), para citar apenas alguns. O Avenged Sevenfold se apresentou no Brasil várias vezes, em 2010, 2011, 2013, 2014 e, mais recentemente, em 2024, quando foi a atração principal da noite de rock esgotada no Rock in Rio, diante de 100 mil fãs. CURITIBAData: 2 de outubro de 2025Local: Pedreira Paulo LeminskiHorário de abertura da casa: 16hClassificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 05 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais Setores e preços Pista – R$ 240,00 (meia-entrada legal) | R$ 480,00 (inteira) Pista Premium – R$ 375,00 (meia-entrada legal) | R$ 750,00 (inteira) Venda geral: 20 de março, 12h Vendas online Bilheteria oficial: Hard Rock Café – R. Buenos Aires, 50 – Batel, Curitiba Funcionamento: Segunda a sábado, das 12h às 19h30 SÃO PAULOData: 4 de outubro de 2025Local: Allianz ParqueHorário de abertura da casa: 14hClassificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 05 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Setores e preços Cadeira Superior- R$ 155,00 (meia-entrada legal) | R$ 310,00 (inteira) Pista – R$ 205,00 (meia-entrada legal) | R$ 410,00 (inteira) Cadeira Inferior – R$ 250,00 (meia-entrada legal) | R$ 500,00 (inteira) Pista Premium – R$ 405,00 (meia-entrada legal) | R$ 810,00 (inteira) Venda geral: 20 de março, 12h Vendas online Bilheteria oficial: Abertura de vendas (20/3): ALLIANZ PARQUE – BILHETERIA B – Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Portão B – Água Branca – São Paulo/SP Funcionamento: 13h às 17h Após o dia 20 de março: ALLIANZ PARQUE – BILHETERIA A – Rua Palestra Itália, 200 – Portão A – Perdizes – São Paulo/SP Funcionamento: Terça à Sábado das 10h às 17h | *Fechado em feriados, emenda de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

Entrevista | Mudhoney – “Por favor atualizem minha foto no Wikipedia”

Uma das bandas mais autênticas e influentes da geração grunge, o Mudhoney está prestes a chegar ao Brasil para apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Ainda há ingressos disponíveis. O último álbum do Mudhoney, Plastic Eternity (2023), será uma parte importante do repertório da apresentação, mas o setlist não está 100% definido. Segundo o vocalista, Mark Arm, a banda pretende cobrir diferentes fases da carreira, resgatando músicas do início e dos anos intermediários. “Temos 35 anos para cobrir. Trabalho duro”, brincou o artista em entrevista ao Blog n’ Roll. Além de falar sobre o show, Mark Arm relembrou uma situação inusitada que viveu no Brasil: durante uma passagem pelo país, ele percebeu que havia esquecido sua guitarra nos Estados Unidos, mas só se deu conta disso ao abrir o case vazio em São Paulo. “Imediatamente pensei que alguém tinha roubado minha guitarra”, contou. A solução foi improvisar com instrumentos emprestados, um dos quais aparece na foto de sua página na Wikipedia até hoje, fato que o incomoda bastante. Na mesma entrevista, Mark Arm compartilhou suas expectativas para os shows no Brasil e relembrou momentos marcantes da trajetória do grupo. Quais são suas expectativas para os shows no Brasil? Você já tem um set list definido?  Não temos um set list pronto em particular, mas temos uma ideia geral e esperamos nos divertir. Pretende priorizar algum álbum?  Tocaremos uma boa quantidade de músicas do último disco, Plastic Eternity, mas tocaremos coisas dos primeiros álbuns e dos anos intermediários. Temos 35 anos para cobrir, é um trabalho duro. Você se recorda de alguma história memorável no Brasil? Você já veio com o Mudhoney e também com o MC5. Uma vez voamos para cá e eu tinha um case de guitarra muito pesado, tipo um case tipo bigorna com metal ao redor. E estávamos na passagem de som em São Paulo e abri meu case e ele estava vazio. Eu imediatamente pensei que alguém tinha roubado minha guitarra. E fiquei, tipo, puta merda. Então meio que me recompus, isso foi antes de ter um celular que ligasse para o exterior e confirmasse. O André Barcinski (jornalista) me ajudou a ligar para casa e perguntei para minha esposa se ela poderia descer e dar uma olhada na sala da banda. E lá estava a guitarra. O case era tão pesado que não percebi que não tinha uma guitarra dentro. E como você conseguiu tocar?  Tive que pegar emprestada as guitarras das pessoas. Na foto principal da minha Wikipedia estou com uma das guitarras emprestadas daquela turnê, uma SG. Eu não tenho uma SG, toco com uma Gretsch, por favor atualizem essa foto. Foi uma estupidez da minha parte esquecer essa guitarra. Mudhoney sempre foi uma das bandas que representou o grunge de uma forma mais autêntica e crua. Como você descreveria a evolução do som da banda desde o começo até hoje?  No começo, nós apenas pensávamos em nós mesmos como uma espécie de banda punk rock e underground, nós não pensávamos nessa coisa chamada grunge. Isso nem era uma coisa que existia em termos de marketing ainda. Nós apenas sentíamos que fazíamos parte daquela tradição underground realmente ampla que incluiria Butthole Surfers, Sonic Youth, Big Black, The Replacements, entre outras. Quero dizer, essas são algumas das bandas mais conhecidas, mas tinha também Killdozer e Scratch Acid, além de muitas australianas como Feedtime, The Beasts of Suburban, The Scientists e Cosmic Psychos. Essas eram as coisas com as quais sentíamos afinidade. Assim como nossos amigos em Seattle, Portland e Vancouver.  Seattle foi o centro das atenções entre o final dos anos 1980 e o início dos anos 1990. Você acha que um novo movimento de bandas como o grunge é possível hoje?  Eu não sei. Claro, tudo é possível.  Para muitos críticos musicais, Mudhoney é o padrinho do grunge. Você acha que Nirvana, Alice in Chains, entre outros, teriam existido sem vocês?  Sim, Alice in Chains estava em um caminho diferente. Quer dizer, eles começaram em meados dos anos 80. Pelo menos esse nome estava por aí, sabe, eles não mudaram o som. Acho que originalmente eram mais como uma banda de glam metal. O Soundgarden existia bem antes do Mudhoney começar. Eles eram contemporâneos do Green River. As pessoas estariam tocando música, quer existíssemos ou não. Mas o Mudhoney tem uma grande influência nessa geração de músicos, mesmo soando diferente, certo? Sim, acho que há muitas bandas de Seattle que soam diferentes o suficiente para nós. Pearl Jam, que são grandes amigos nossos, eles não soam como nós. Então talvez nós os influenciamos de uma forma que eles disseram: ‘nós não queremos soar assim. Isso não nos levará a lugar nenhum’. (risos) A morte de Kurt Cobain foi o começo do fim do grunge ou houve outros fatores que contribuíram para a perda de força da cena?  Sim, tenho certeza. Essa foi uma lápide fácil de colocar e não acabou com nada para mim. Só me deixou terrivelmente triste. A energia do Mudhoney no palco é uma das mais comentadas sobre coisas dos fãs. O que você sente quando está no palco? É difícil colocar em palavras o que sentimos. É só que não consigo realmente analisar e destilar em algo que seja, mas é um show muito bom e o público gosta, então, nós nos alimentamos uns dos outros. Como se sentíssemos a energia deles. Espero que eles sintam a nossa. E isso meio que, conforme o show avança, fica meio mais forte e intenso. Esse é o marcador de um ótimo show. Como essa experiência ao vivo evoluiu ao longo dos anos?  Ficamos muito mais velhos, não sou nem de longe tão flexível quanto costumava ser. Minhas articulações doem de vez em quando. Dói meu tornozelo e meu quadril. Não quero ter uma conversa de velho, onde fico sentado e reclamando, mas realmente me dói toda vez que acordo. Mas, por exemplo, acho que quando você envelhece, tem um entendimento melhor disso. Quando você é mais

Entrevista | L7 – “Seria muito horrível se aquele avião virasse”

Prestes a desembarcar no Brasil pela quarta vez, a banda californiana L7 acompanhará o Garbage em sua turnê pelo País a partir da próxima semana. Os shows acontecem nos dias 21, 22 e 23 de março, no Rio de Janeiro (Sacadura 154), São Paulo (Terra SP) e Curitiba (Ópera do Arame), respectivamente. A banda The Mönic fará a abertura dos eventos em São Paulo e Curitiba. Ainda há ingressos disponíveis. O grupo, formado por Donita Sparks, Suzi Gardner, Jennifer Finch e Demetra Plakas, não lança um álbum de inéditas desde 2019, quando divulgou Scatter the Rats. No entanto, gravar um sucessor não está nos planos. A ideia é seguir excursionando e tocando seus principais sucessos. As apresentações no Brasil, inclusive, devem ser focadas no maior sucesso comercial da banda, Bricks Are Heavy, de 1992. Sons novos também estão nos planos. Em entrevista ao Blog n’ Roll, a vocalista e guitarrista Donita Sparks falou sobre a expectativa para os shows, as lembranças da icônica passagem da banda pelo Hollywood Rock de 1993 e a relação com o produtor Butch Vig, responsável pelo álbum Bricks Are Heavy. Além disso, Donita comentou o atual cenário político dos Estados Unidos e a dificuldade de produzir novos álbuns de estúdio. Confira a entrevista completa abaixo. Como está a preparação para os shows no Brasil? Set já está definido? Hoje (dia 13) à noite é nosso primeiro ensaio para os próximos shows no Brasil. Então, ainda não temos o set list. Vamos trabalhar nisso hoje à noite. Mas vou te dizer que vamos adicionar algumas músicas novas no set que não tocamos no Brasil. Isso vai ser emocionante.  No entanto, também temos uma baterista que acabou de fazer uma cirurgia no joelho em janeiro. Então, temos que ser muito eficientes com o que escolhemos, porque ela não pode tocar muito agora.  Mas vocês pretendem priorizar algum álbum?  Sim. Nós, provavelmente, tocaremos a maioria das músicas do Bricks Are Heavy, foi o nosso maior disco de todos os tempos. Além disso, Butch Vig, do Garbage, produziu esse disco. Gostaríamos que ele ouvisse algumas dessas músicas ao vivo. Depois de todo esse tempo, nós sempre tocamos mais coisas do Bricks Are Heavy do que nossos outros discos. Nós estamos realmente ansiosas para tocar com o Garbage. Nós conhecemos esses caras, conhecemos Butch há décadas. E os outros caras da banda estavam acostumados a trabalhar com Butch quando gravamos Bricks Are Heavy. Isso é muito emocionante. Conheci Shirley há cerca de dez anos e ela é muito divertida de se conviver. Apesar dessa relação, nós nunca tocamos com o Garbage antes. Você comentou sobre o Butch Vig. O quão importante ele foi para o sucesso do Bricks Are Heavy?  Ele é um excelente produtor. E ele também não é um idiota, é uma pessoa muito legal, tem um bom senso de humor, além de ser muito diplomático em sua abordagem trabalhando com músicos. Alguns produtores são tiranos, simplesmente horríveis. Tivemos sorte de não termos trabalhado com nenhum desses tipos de pessoas. Butch não apenas é um cara legal, mas trouxe sons de guitarra realmente ótimos e agressivos, e também encorajou nosso lado melódico, nos encorajou a explorar isso um pouco mais do que outros produtores fizeram. E vocês planejam trabalhar juntos novamente?  Ah, não agora. Butch é muito caro, não podemos pagar Butch. Você sabe o que quero dizer? Ele é um grande negócio, nós não somos. Não temos dinheiro para Butch Vig. Teríamos que ser um projeto de caridade dele para trabalharmos juntos. Eu adoraria em algum momento trabalhar com ele, mas isso está muito distante hoje. Uma das memórias mais marcantes ​​que tenho do L7 no Brasil foi a apresentação no Hollywood Rock, em 1993. Você se lembra dessa primeira vez no país?  Foi muito emocionante! Estávamos no mesmo avião com o Nirvana, Alice in Chains, Red Hot Chili Peppers… Quando voamos de São Paulo para o Rio, todas as bandas estavam naquele voo. E aquele voo, quando pousou, quase virou, foi realmente assustador. Imagina isso? Seria muito horrível se aquele avião virasse, todo mundo estava naquele avião. No fim, deu tudo certo e nós fomos ao show, mas foi bem assustador. Não esperávamos a recepção positiva do público no festival, foi muito legal. Meu Deus! Que horror essa situação Muito! Nós pousamos de lado, estávamos quase fora de nossos assentos. A inclinação era tão intensa. Nós estávamos totalmente apavorados, todos os músicos, mas os roadies estavam rindo, achando tudo divertido. Mas você acha que antes desse incidente foi divertido, estar todos juntos no mesmo avião?  Nós saímos mais com o Nirvana, mas também um pouco com o Layne Staley (ex-vocalista do Alice in Chains), ele era muito divertido, essas lembranças que ficam. O L7 sempre foi muito associado ao grunge. Mas acho que é um erro, já que vocês vieram antes do movimento. Isso é algo que te incomoda? Não me incomoda mais. Acho que talvez na época incomodasse, só porque achava que era um jornalismo preguiçoso nos colocar todos juntos daquele jeito. Mas todo mundo precisa de uma porra como essa. Tenho certeza de que bandas que eram chamadas de punk também não gostavam do rótulo. O mesmo acontecia com a new wave. O feminismo sempre esteve presente na história do L7. Você acha que os tempos mudaram se comparado com o início da carreira do L7?  Cresci com o feminismo na década de 1970, minha mãe e irmãs eram feministas, isso faz parte do meu DNA. Mas meu pai era feminista também. Então, cresci com direitos ao aborto na minha casa. E o direito ao aborto foi aprovado nos Estados Unidos em 1973 ou algo assim. Portanto, agora, o aborto só ser legal em alguns lugares dos Estados Unidos é muito bizarro para mim, muito doloroso. Nós temos um presidente fascista, isso também é inacreditável. É foda o que está acontecendo aqui. Em momentos como este, só tenho que fazer o que faço como artista, essa é minha contribuição. Vou continuar fazendo música, vamos

7 Seconds, lenda do hardcore punk, volta a São Paulo em agosto

Formada no início dos anos 80 na cidade de Reno (Nevada), a banda 7 Seconds retorna ao Brasil com seu clássico e enérgico hardcore punk para um show único, marcado para o dia 10 de agosto em São Paulo/SP, no Fabrique Club. O evento é mais uma produção conjunta da Powerline Music & Books com a New Direction Productions. Os ingressos já estão à venda. Esta será a segunda passagem do 7 Seconds pelo Brasil – a estreia acontece em 2015, em um show lotado e eufórico realizado na capital paulista. Além das mais de quatro décadas de atividades, desde os primórdios o 7 Seconds se prestou a lançar singles, EPs e discos. O álbum de estreia foi The Crew. Já no álbum New Wind, a banda expandiu seu som e estilo com mais elementos do punk rock/hardcore, ora mais lento, ora mais melódico e acessível. Muitos creditaram esse período específico da carreira do 7 Seconds como o ponto de partida de muitas bandas de pop punk e indie rock que surgiram muito mais tarde. O lançamento mais notável do 7 Seconds é Walk Together, Rock Together, um dos pilares do hardcore e também uma peça-chave para o movimento straight edge, produzido por Ian MacKaye (Minor Threat, Fugazi). Na década de 1990, o 7 Seconds chegou inclusive fazer lançamentos por uma grande gravadora, a Epic, o que impulsionou ainda mais a fama da banda dos irmãos Marvelli (Kevin Second, o vocalista, e Steve Youth, o baixista), membros originais ainda no front da banda que volta ao Brasil em 2025. O guitarrista Bobby Adams, na banda desde 1986, também está na atual formação. O vocalista Kevin Seconds também teve uma carreira solo de sucesso, tornando-se uma figura significativa na cena folk-punk, colaborando com artistas como Matt Skiba, do Alkaline Trio, e Mike Scott, do Lay It on the Line. Como curiosidade, o 7 Seconds é frequentemente creditado como a primeira banda a se descrever como uma formação hardcore. SERVIÇO 7 Seconds em São Paulo Data: 10 de agosto de 2025 Horário: 17h (abertura da casa) Local: Fabrique Club (Rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo ) Venda online Ingresso: a partir de R$180,00 (1º Lote – meia entrada e meia solidária), R$ 320,00 (1º Lote – inteira)

Hurricanes divulga primeiro vídeo de série em formato live session

A banda brasileira de rock e blues Hurricanes divulgou um vídeo ao vivo em estúdio, com uma performance da música Over the Moon. O vídeo é o primeiro de uma série de vídeos em formato live session, gravada em diferentes estúdios e shows ao vivo. O primeiro vídeo a ser disponibilizado foi gravado no estúdio Space Blues, em São Paulo. A música escolhida para estrear a série de vídeos, Over the Moon, é um dos destaques do novo álbum Back to the Basement. Outros vídeos no formato devem ser disponibilizados no canal da banda ao longo das próximas semanas, com o objetivo de captar a energia do grupo nas performances ao vivo. Conhecida pelos seus shows excelentes, a banda é atração confirmada no festival Best of Blues and Rock no dia 14 de junho, ao lado de Deep Purple e Judith Hill. A banda foi fundada pelo guitarrista Leo Mayer e o vocalista Rodrigo Cezimbra em 2016, no sul do Brasil. Em 2018, mudaram-se para São Paulo, onde conheceram o baterista Guilherme Moraes e o baixista Henrique Cezarino. Para a gravação da live session, a banda contou ainda com Jimmy Pappon nos teclados e Julia Benford nos backing vocals. Back to the Basement é um lançamento do selo ForMusic Records, e já está disponível em todas as plataformas, e em CD pela Wikimetal Store.